Top PDF Poderes Instrutórios do juiz no processo de conhecimento

Poderes Instrutórios do juiz no processo de conhecimento

Poderes Instrutórios do juiz no processo de conhecimento

Os tribunais pátrios, aos poucos e ainda como forma excepcional, têm flexibilizado a regra do ônus da prova, através dos poderes instrutórios: “Como agente operador do FGTS, incumbe à CEF centralizar, manter e controlar as contas vinculadas, porquanto o juiz, como titular do poder instrutório, poderá, excepcionalmente, determinar a requisição de documento necessário ao deslinde da questão.” (STJ  RESP n. 143615/RS, 1997/0056234-4, 1ª Turma, rel. Min. Milton Luiz Pereira, j. 13.11.1997, DJU, de 15.12.1997, p. 66.294). No mesmo sentido: “Ao juiz da causa, no exercício do poder de direção do processo (CPC, art. 125, caput), e adstrito ao dever de assegurar a eficácia e celeridade da prestação jurisdicional e a isonomia das partes (CPC, art. 125, incs. I e II), mormente diante da hipossuficiência do segurado da Previdência Social, é facultado o emprego dos poderes instrutórios, atribuídos pela lei processual (CPC, art. 130), para, no caso de dúvidas a respeito da situação de beneficiário do autor e de ausência de documentos necessários ao deslinde da causa, intimar a Autarquia Previdenciária a juntar os documentos e prestar informações relativas ao benefício em questão, haja vista o dever do INSS de manter os dados relativos ao segurados do Regime Geral de Previdência. Presentes os pressupostos de constituição válida e regular da relação jurídica processual, as condições ao legítimo exercício do direito de ação, bem como os documentos essenciais à propositura da ação, não há que se impor ao segurado o ônus de carrear aos autos documentos que não possui e cuja guarda cabe ao INSS, bem como exigir-lhe informações técnicas que poderão facilmente ser prestadas pela Autarquia Previdenciária e, durante a instrução probatória, ser avaliadas por perito do juízo. Hermenêutica em sentido diverso maltrata a garantia fundamental de acesso à Justiça e, sobretudo, à ordem jurídica justa, bem como vergasta o direito fundamental da pessoa humana à tutela jurídica, albergado no Texto Básico (CF, art. 5º, inc. XXXV), que é irrenunciável, porque garantia fundamental constitucional.” (TRF-1ª Região  AC n. 9401326665/MG, 1ª Turma Suplementar, rel. Juiz Conv. Antonio Claudio Macedo da Silva, j. 11.03.2003,
Mostrar mais

173 Ler mais

Contribuições ao estudo dos poderes instrutórios do juiz no processo civil: fundamentos,...

Contribuições ao estudo dos poderes instrutórios do juiz no processo civil: fundamentos,...

A publicização está relacionada à instrumentalidade do processo, no sentido do sistema processual dever ser examinado sob uma ótica ampla, mediante sua inserção na ordem jurídica, política e social, e assim propiciar resultados justos e efetivos que conduzam à realização dos escopos da jurisdição. Assim, a relação do duplo sentido da instrumentalidade com os poderes instrutórios se acentua na medida em que ao Estado-juiz não cabe seguir as regras processuais de modo rígido e incontrastável. A despeito da existência de ônus, deveres e sujeições conferidas às partes dentro do processo, por vezes a função pública do processo (mormente por ser o juiz o destinatário da prova) reclama a relativização de formalismos (aspecto negativo), para assim se obter a tutela jurisdicional justa (aspecto positivo).
Mostrar mais

37 Ler mais

OS PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ EM FACE DA  DO PROCESSO E DA GARANTIA DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE  Ivan Aparecido Ruiz, Heitor Filipe Men Martins

OS PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ EM FACE DA DO PROCESSO E DA GARANTIA DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE Ivan Aparecido Ruiz, Heitor Filipe Men Martins

O juiz, enquanto representante do Estado, possui função ímpar na condução do processo e na aplicação do direito material aos casos submetidos a sua análise. Aliado a isto, a visão publicista do fenômeno processual é incompatível com a figura do juiz meramente espectador, principalmente em relação aos direitos da personalidade. Por assim o ser, o presente trabalho objetiva verificar o correlacionamento existente entre os poderes instrutórios do juiz e a imparcialidade do julgador, em vista da tutela do direito das pessoas. Sopesando os argumentos das doutrinas tradicionais e modernas, constata-se ser necessário encontrar um ponto de equilíbrio que justifique os poderes instrutórios do juiz, desde que não viole aos princípios processuais e constitucionais. Neste estudo foram utilizados elementos doutrinários e revisão literária a fim de adequar os estudos teóricos ao dia-a-dia forense. Conclui-se, portanto, que é necessário ampliar os poderes instrutórios do magistrado em prol da instrumentalidade do processo e da busca da verdade com o fito de atingir o fim social da jurisdição e a plena efetivação dos direitos da personalidade, sem, contudo, abrir mão de direitos que são inerentes ao próprio ordenamento processual.
Mostrar mais

28 Ler mais

Contribuições ao estudo dos poderes instrutórios do juiz no processo civil: fundamentos, interpretação e dinâmica

Contribuições ao estudo dos poderes instrutórios do juiz no processo civil: fundamentos, interpretação e dinâmica

AMENDOEIRA JUNIOR, Sidnei, Poderes do juiz e tutela jurisdicional, cit., p. 54-55. Sobre o papel do juiz na instrução do processo no adversary system, John Anthony Jolowicz deixa claro a postura passiva do juiz e justificativas empregadas naquele sistema para vedar a iniciativa probatória de ofício pelo magistrado: “Decerto o juiz preside o trial e, uma vez ouvidos os advogados das partes, dá ao júri as instruções necessárias quanto às regras de direito aplicáveis à espécie. Mas não toma parte alguma nas deliberações do júri. Mais: a ingerência do juiz antes do trial, seja a propósito da redação dos pleadings, e por conseguinte da determinação das questões que o júri terá de resolver, seja no tocante à instrução do feito, equivaleria a restringir a soberania do júri. Inevitável, assim que o papel do juiz deve ser passivo e toda atividade processual, inclusive a instrução do processo, seja deixada exclusivamente às partes. Toca- lhes determinar não só o objeto do litígico, mas igualmente as próprias questões discutidas. Também sendo necessariamente passivo o papel do júri, juiz de fato, o processo não pode deixar de reconhecer que predomina o papel das partes. Segundo a opinião tradicional, considera-se até bom, e não apenas inevitável, que o júri – ou o juiz singular – entre na sala de audiência sem prévio conhecimento do litígio que lhe será submetido.” (A reforma do processo civil inglês: uma derrogação do adversary system. Tradução de José Carlos Barbosa Moreira [baseado no mesmo artigo publicado na Common Law d´um siécle à l´autre, ed. Por Legrand, Ed. Blais, Cowansville, Quebec Canadá]. Revista de Processo, São Paulo, Revista dos Tribunais, ano 19, n. 75, p. 66, fev. 1994).
Mostrar mais

300 Ler mais

OS PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ DIANTE DA PUBLICIZAÇÃO DO PROCESSO E A JUSTA COMPOSIÇÃO DO LITÍGIO / THE JUDGE'S INSTRUCTIONAL POWERS BEFORE THE PUBLIC CHARACTER OF THE PROCEEDING AND THE FAIR COMPOSITION OF THE DISPUTE P.60

OS PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ DIANTE DA PUBLICIZAÇÃO DO PROCESSO E A JUSTA COMPOSIÇÃO DO LITÍGIO / THE JUDGE'S INSTRUCTIONAL POWERS BEFORE THE PUBLIC CHARACTER OF THE PROCEEDING AND THE FAIR COMPOSITION OF THE DISPUTE P.60

Por tudo o que foi exposto, pode-se considerar que os poderes instrutórios do juiz não ferem as garantias do devido processo legal, haja vista que se encontram previstos nos ordenamentos jurídicos que os permitem e se desenvolvem com a irrestrita observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, pois é assegurada a manifestação das partes tanto antes do momento de realização da prova, quanto após a sua execução, inclusive em sede de recurso; não ocasionam a imparcialidade do juiz e, menos ainda, a desigualdade entre as partes e não interferem na esfera de disponibilidade do direito destas. Sendo, ademais, limitados pelo princípio dispositivo, quanto ao início da lide e delimitação de seu objeto, bem como pela previsão de fatos que não serão objeto de prova.
Mostrar mais

29 Ler mais

Poderes instrutórios do juiz: a possibilidade da inversão de ofício do ônus da prova no processo civil do consumidor DOI: http://dx.doi.org/10.18840/1980-8860/rvmd.v9n2p363-394

Poderes instrutórios do juiz: a possibilidade da inversão de ofício do ônus da prova no processo civil do consumidor DOI: http://dx.doi.org/10.18840/1980-8860/rvmd.v9n2p363-394

Não há dúvida de que a atividade instrutória por parte do juiz pode reduzir os casos em que seja necessário recorrer às normas de distribuição dos riscos pela obscuridade dos fatos. Ou seja, se além das partes também o juiz desenvolve esforços para obtenção da prova, maior a possibilidade de esclarecimento dos fatos, o que diminui, na mesma proporção, a necessidade de se apelar para a distribuição dos encargos do art. 333 do CPC. Na verdade, aumenta a probabilidade de um julgamento correto, conforme a vontade do legislador. As regras sobre o ônus da prova constituem a “última saída para o juiz”, que não pode deixar de decidir. São necessárias, mas devem ser tratadas como exceção, pois o que se pretende com a atividade jurisdicional é que os provimentos dela emanados retratem a realidade, não meras ficções. Essa é a única relação que se pode dizer existente entre o poder instrutório do juiz e o ônus da prova.
Mostrar mais

32 Ler mais

Os poderes instrutórios do juiz penal à luz da constituição federal e das normas tcc obalmeidajúnior

Os poderes instrutórios do juiz penal à luz da constituição federal e das normas tcc obalmeidajúnior

Em regra, no processo penal, o ônus da prova é da acusação, que apresenta a imputação em juízo através da denúncia ou da queixa-crime. Entretanto, o réu pode chamar para si o interesse de produzir prova, o que ocorre quando alega, em seu benefício, algum fato que propiciará a exclusão da ilicitude ou da culpabilidade, embora nunca faça de maneira absoluta. Imagine-se que afirme ter matado a vítima, embora o tenha feito em legítima defesa. É preciso provar a ocorrência da excludente, não sendo atribuição da acusação fazê-lo, até por que terá esta menos recursos para isso, pois o fato e suas circunstâncias concernem diretamente ao acusado, vale dizer, não foram investigados previamente pelo órgão acusatório. Saliente-se, no entanto, que tal ônus de prova da defesa não deve ser levado a extremos, em virtude do princípio constitucional da presunção de inocência e, conseqüentemente, do in dubio pro reo. Com isso, alegada alguma excludente, como a legítima defesa, por exemplo, feita prova razoável pela defesa e existindo dúvida, deve o réu ser absolvido e não condenado. Assim, embora a acusação tenha comprovado o fato principal – materialidade e autoria -, a dúvida gerada pelas provas produzidas pelo acusado, a respeito da existência da justificativa, deve beneficiar a defesa (2006, p. 367).
Mostrar mais

50 Ler mais

OS PODERES DO JUIZ NO NOVO CÓDIGO CIVIL

OS PODERES DO JUIZ NO NOVO CÓDIGO CIVIL

A intuição, como bem observado por Teresa Arruda Alvim Wambier, “é um conhecimento que se dá, sob o aspecto temporal, numa espécie de estalo , como que automaticamente” ( Controle das decisões judiciais , p. 76). Tem razão, pois, Recásens Siches quando afirma que o processo de reconhecimento do fato como jurídico é inspirado pela intuição do juiz sobre o que é justo no caso concreto. São suas palavras: “Y, es más, de ordinario la mente del juez primeiro antecipa el fallo que considera pertinente e justo – claro es que dentro del orden jurídico positivo vigente -, luego busca la norma que pueda servir de base para esa solución, y da a los hechos la calificación adecuada para llegar a dicha conclusión. Suele ocurrir que el juez, a la vista de la prueba y de los alegatos, se forma una opinión sobre el caso discutido, una especie de convicción sobre lo que es justo respecto de éste; después busca los principios, es decir, las normas jurídicas que puedan justificar esa su opinión, y articula los resultados de hecho de modo que los hechos encejen dentro de la calificación jurídica que justifique el fallo que va a dictar” ( Nueva filosofia de la interpretación del derecho , pp. 241-242).
Mostrar mais

273 Ler mais

Os poderes instrutórios do juiz na perspectiva dos direitos fundamentais

Os poderes instrutórios do juiz na perspectiva dos direitos fundamentais

43. O contraditório permite um duplo controle da atuação judicial: o primeiro, diz com a participação das partes no curso da instrução da demanda, dialogando entre si e com o magistrado; o segundo toma o contraditório como condição para que possa ser proferida uma justa decisão e, assim, como condicionante da existência de um justo processo;

31 Ler mais

NOVOS CONTORNOS DOS PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ DIANTE DO MUNDO VIRTUAL  Abeilar Dos Santos Soares Junior, Marina Pereira Manoel Gomes

NOVOS CONTORNOS DOS PODERES INSTRUTÓRIOS DO JUIZ DIANTE DO MUNDO VIRTUAL Abeilar Dos Santos Soares Junior, Marina Pereira Manoel Gomes

argumentativa na revogação dos precedentes, instituto recentemente trazido ao ordenamento jurídico nacional; A FUNÇÃO DA RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL NO SISTEMA DE PRECEDENTES À BRASILEIRA (Lívia Pitelli Zamarian): A autora inova no estudo da função da reclamação constitucional, com olhar sobre a segurança jurídica democrática, apesar de ser correntemente delegado ao segundo plano. A temática desenvolve-se pelo sistema de precedentes à brasileira; A INCORPORAÇÃO DO MODELO DE PRECEDENTES VINCULANTES NO BRASIL COMO FORMA DE JURISPRUDÊNCIA DEFENSIVA DOS TRIBUNAIS E QUE SE DISTINGUE DA NATUREZA DOS “PRECEDENTS” DO “COMMON LAW” (Paulo Henrique Martins e Dirceu Pereira Siqueira): Os autores examinam a incorporação dos precedentes no Brasil, com juízo crítico para a efetivação de direitos, eis que apontam o estabelecimento de um rol de “jurisprudências defensivas” nos tribunais superiores, o que se demonstra prejudicial à própria efetividade dos direitos; A LÓGICA VINCULANTE DOS PRECEDENTES JUDICIAIS COMO ALTERNATIVA ÀS DEMANDAS REPETITIVAS: DO INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDA REPETITIVA À TUTELA COLETIVA DE DIREITOS (Semírames De Cássia Lopes Leão e Gisele Santos Fernandes Góes): As autoras esmiúçam a lógica dos precedentes judiciais como alternativa às demandas repetitivas, com olhar sobre os novos institutos do incidente de resolução de demandas repetitivas e do incidente de assunção de competência, em especial, o primeiro e sua força vinculante na tutela coletiva dos direitos, na litigiosidade massificada, sob as exigências da razoável duração do processo, isonomia das partes e segurança jurídica.
Mostrar mais

24 Ler mais

A prova na tutela jurisdicional do meio ambiente : o ônus probatório, os poderes instrutórios do juiz e a redução do módulo da prova

A prova na tutela jurisdicional do meio ambiente : o ônus probatório, os poderes instrutórios do juiz e a redução do módulo da prova

No terceiro capítulo a análise será voltada à postura do juiz frente à necessidade de produção de provas em demandas ambientais. Como regra, a proposição das provas cabe, em primeiro lugar, às partes, pois são elas que conhecem ou deveriam conhecer os fatos, de modo que normalmente se encontram em condições superiores ao juiz. No entanto, tendo em vista o tipo do direito posto em causa, de natureza difusa e transindividual, o magistrado responsável pelo processo pode contribuir, e muito, para que os elementos necessários para a formulação de sua convicção efetivamente sejam trazidos ao processo. Lembra-se, a propósito, que o que lhe é vedado é dar tutela fora dos limites objetivos estabelecidos pela demanda, ou seja, infra ou extra petita, no entanto, não lhe é vedado buscar o procedimento que garanta a tutela mais justa.
Mostrar mais

27 Ler mais

Os poderes do juiz na execução por quantia certa contra devedor solvente DOUTORADO EM DIREITO

Os poderes do juiz na execução por quantia certa contra devedor solvente DOUTORADO EM DIREITO

Título da tese: Os poderes do juiz na execução por quantia certa contra devedor solvente Esta tese tem o objetivo de examinar e compreender o exercício dos poderes do juiz na execução por quantia certa contra devedor solvente. Cresce a cada dia a consciência de que o Estado-juiz, no exercício da parcela de soberania que lhe confere a Constituição Federal, deve outorgar provimentos jurisdicionais que redundem em respostas efetivas e concretas em favor daquele que veio a juízo. O jurisdicionado e a sociedade não aceitam mais do órgão jurisdicional respostas formais, retóricas e desprovidas de resultados práticos. Esta postura despreocupada com as conseqüências dos atos jurisdicionais era própria do Estado liberal, mas hoje não encontra apoio nas necessidades dos cidadãos carentes de tutela. A exigência de aprimoramento do instrumento de efetivação do direito material provocou sucessivas Reformas no Código de Processo Civil, especialmente no que diz respeito ao processo de conhecimento. A execução civil, particularmente a execução por quantia certa contra devedor solvente, não foi objeto de tantas Reformas, a não ser mais recentemente com a edição das Leis 11.232/2005 e 11.382/2006. Antes ou depois da edição destes diplomas, procurou-se demonstrar que os poderes do juiz têm matriz em normas constitucionais, como aquelas que garantem ao cidadão o acesso qualificado à Justiça e em tempo razoável, de tal sorte que os poderes jurisdicionais não se vinculam totalmente aos estritos quadrantes das regras jurídicas. Com apoio em autorizada doutrina demonstramos que o repertório de que se vale o juiz no exercício de seus poderes é muito maior do que apenas aquele outrora concebido pelo Estado liberal. Contemporaneamente, o juiz se vale das regras, dos princípios jurídicos, da doutrina e da jurisprudência para adequadamente decidir, garantindo a eficácia de seus pronunciamentos. Verificamos que, se essa idéia é aceita, com certa tranqüilidade nas demandas
Mostrar mais

956 Ler mais

Processo de capacitação continuada: o caso da Universidade Federal de Juiz de Fora

Processo de capacitação continuada: o caso da Universidade Federal de Juiz de Fora

da Gerência de Capacitação. "Pela PRORH. Desse modo as informações sobre capacitação nos chegam com mais facilidade. Através de informativo oficial da Gerência de Capacitação, convite, indicação e porque não, conversa com os colegas. Já participei de vários treinamentos. Os colaboradores estão sempre informados." "Pela Gerência de Capacitação tenho conhecimento, mas acho que falta um enfoque maior para capacitação específica para gerentes, no meu caso, gerenciamento de pessoal; cursos de atualização." "Através da equipe de RH." "A partir de 1999, a PRORH vem desenvolvendo uma política interessante de capacitação, apesar de ainda não contemplar a maioria dos anseios dos servidores. O oferecimento de vagas em cursos de diversas áreas: informática, língua estrangeira, pós-graduação, ensino fundamental e médio motivou a participação de vários trabalhadores desta Instituição. Tive a satisfação de participar de um curso de especialização oferecido pela UFJF que muito contribuiu para meu crescimento profissional." "Pela PRORH e tenho acesso às informações, porém não sei se isto é regra geral para os TA. Não sei se a comunicação está eficaz neste processo para todos os trabalhadores." "Através de comunicações enviadas pela Gerência de
Mostrar mais

142 Ler mais

ATIVIDADES DO JUIZ NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (Fls. 10)

ATIVIDADES DO JUIZ NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (Fls. 10)

método racional investigatório e argumentatório que tivesse o condão de ser partilhado entre a linguagem comum e o conhecimento filosófico; mas para este intento, era necessário demonstrar que ambos comungavam da mesma estrutura e que continham vinculações com a estrutura da realidade. Caso tal intento fosse a êxito, seriam produzidas concordâncias que evidentemente iriam superar as discussões teológicas básicas e até então irremediáveis existentes. A visão era de que poder-se-ía chegar à verdade que não seria objeto de discussão e, portanto, assente por todos os seres humanos racionais. É neste momento em que entra Descartes, entendendo que para que o conhecimento seja livre de qualquer dúvida, deveria ter como objeto aquelas naturezas simples, conhecidas por elas mesmas, onde o conhecimento, sendo clarividente, fosse abstraído de qualquer falsidade. Assim, não há lugar para o verossímel, tão somente para o verdadeiro fundado em evidências que não podem ser negadas. (PERELMAN, 1997, p.158-161).
Mostrar mais

201 Ler mais

limitações aos poderes instrutórios do juiz  Carlos Medeiros da Fonseca

limitações aos poderes instrutórios do juiz Carlos Medeiros da Fonseca

É natural que se compreenda o julgamento com base na regra do ônus de prova como uma técnica subsidiária de decisão. A sentença deve ser, sempre que possível, racionalmente fundamentada nas provas constantes dos autos. No entanto, na hipótese trazida ao debate, o julgamento pelo ônus de prova é medida indispensável à valorização da figura do negócio jurídico processual. Como elemento de prestígio à autonomia da vontade das partes, tendo como substrato um instrumento validamente celebrado (partes capazes e isonômicas, ausência de nulidade e direito material em questão passível de autocomposição), o negócio jurídico processual é um dos institutos que maior estatura recebeu com o advento do novo Código de Processo Civil. Ademais, é importante destacar que a valorização da autonomia da vontade, em matérias que comportem a transação, não implica direta violação ao interesse público nem afronta o caráter publicístico do processo civil, uma vez que a incidência de restrição sobre os poderes instrutórios do juiz só será admitida depois do necessário controle e, se for o caso, da homologação tácita da avença pelo órgão julgador, circunstâncias essas em que o interesse público (sobretudo, na ausência de nulidades) restará plenamente observado.
Mostrar mais

20 Ler mais

Poderes jurisdicionais do juiz no processo civil

Poderes jurisdicionais do juiz no processo civil

369 Cf. CARNELUTTI, F. Sistema de direito processual civil, p. 288. BAPTISTA DA SILVA, O. A.; GOMES, F. L., em Teoria geral do processo civil, anota que CARNELUTTI, ao considerar que não haveria Jurisdição no processo executivo e que esta se limitaria à justa composição da lide mediante a sentença de natureza declarativa “por meio da qual o Juiz dicit ius” {Op. c/f., p. 67), estaria definindo o ato jurisdicional “indicando não o que ele é, mas aquilo a que ele serve; não o seu ser, mas a sua função, ou a sua finalidade” (Op. c/í., p. 68). Refere o mencionado autor que a composição dos conflitos de interesses também se opera por outros agentes do Estado que não os juizes e se pode realizar de acordo com a lei e de forma justa. Além disso, lembra que da expressão “conflito de interesse (lide)” pode decorrer tanto uma "pretensão contestada (processo de conhecimento)” como de uma “pretensão insatisfeita (processo de execução)” (Op. c/f., p. 68). BAPTISTA DA SILVA está se referindo à definição de lide ou litígio em CARNELUTTI, F. Ibidem, p. 93: “Chamo de litígio ao conflito de interesses qualificado
Mostrar mais

306 Ler mais

Poderes probatórios do juiz no processo coletivo

Poderes probatórios do juiz no processo coletivo

Em contrapartida, predomina o entendimento de que o juiz não detém poder de iniciativa instrutória, fato causador de severas críticas da doutrina e jurisprudência. De modo diverso, ao interpretar o artigo 429, I e II, acima mencionado, entende Picó i Junoy 82 ter o juiz espanhol iniciativa oficial em matéria de prova, observadas certas limitações: em primeiro lugar, a prova deve limitar-se aos direitos controvertidos, aduzidos pelas partes, em razão do princípio dispositivo. Em segundo lugar, o juiz deve se limitar às fontes de provas requeridas pelas partes, não podendo mencionar fontes novas, sendo-lhe vedado utilizar seu conhecimento privado, sob pena de comprometer a imparcialidade. Em terceiro lugar, é necessário oportunizar o contraditório, para que os sujeitos processuais participem da atividade probatória, manifestando-se, caso necessário. Tais limites, continua o autor, servem a proteger o processo, o princípio dispositivo, a imparcialidade do julgador e, enfim, o direito de ampla defesa.
Mostrar mais

176 Ler mais

OS PODERES DO JUIZ E A REFORMA DO CÓDIGO DO PROCESSO CIVIL

OS PODERES DO JUIZ E A REFORMA DO CÓDIGO DO PROCESSO CIVIL

Apesar de não nos convencermos dessa possibilidade, à vista do espírito conservador da magistratura, que certamente fará moderada aplicação dêsses poderes, apresentamos tam - bém a sugestão daquele ilustre jurista à apreciação dos doutos. O inconveniente maior que poderá surgir é aumentar a demora na solução das demandas. Mas, desde que se restrinja o número de vistas obrigatórias ao Ministério Público, limitando-as aos atos essenciais, permitindo-se-lhe então largueza de ação, re- duzir-se-á a necessidade da intervenção direta do juiz e, con- sequentemente, o perigo da quebra de sua imparcialidade. A função do Ministério Público seria para chamar a atenção quanto às falhas nas alegações e pedidos, requerer provas etc. 17 — Como fórmula de equilíbrio entre as várias soluções, pensamos que, para manter a igualdade real no processo, po- demos adotar a ampliação dos deveres do juiz nos termos do já citado artigo do Projeto de C h io v e n d a , manter o atual artigo 117 do Código Brasileiro, acrescido da intervenção do Ministério Público, que seria obrigatória quando qualquer das partes litigar com Justiça Gratuita, ou facultativa, quando o juiz ou o próprio Ministério Público entenderem necessária para manter a igualdade das partes prejudicada pela despro- porção econômica entre os demandantes.
Mostrar mais

18 Ler mais

A INICIATIVA PROBATÓRIA DO MAGISTRADO NO PROCESSO CIVIL CONTEMPORÂNEO: UM CONFRONTO ENTRE O JUIZ PILATOS X O JUIZ CONTEMPORÂNEO

A INICIATIVA PROBATÓRIA DO MAGISTRADO NO PROCESSO CIVIL CONTEMPORÂNEO: UM CONFRONTO ENTRE O JUIZ PILATOS X O JUIZ CONTEMPORÂNEO

[omissis] a qual teve lugar, segundo os Evangelhos, numa sexta-feira e o responsável pela sentença foi Pôncio Pilatos, o governador romano na altura. O processo teve várias fases, relatadas pelos quatro evangelistas. Assim S. Marcos e S. Mateus dão-nos conta que houve à meia-noite uma reunião no Sinédrio, presidido por Caifás, de forma a reunir testemunhas incriminatórias de Jesus, intenções que não foram levadas a bom termo, pelo que o Sumo Sacerdote perguntou directamente [sic] a Jesus se era o filho do Messias. Jesus confirmou a sua filiação o que, na opinião dos membros do Sinédrio, constituiu uma autêntica blasfêmia. A consequência imediata foi a sua condenação à morte. São Lucas ainda relata que Cristo foi levado, por ordem de Pilatos, à presença de Herodes Antipas. No entanto, após um interrogatório inconclusivo, este devolve-o a Pilatos. O Evangelho de S. João não faz qualquer alusão ao julgamento no Sinédrio, apenas refere que Jesus foi levado à presença de Pilatos para ser julgado. Este deu a escolher ao povo entre a morte de Jesus e a libertação de Barrabás, preso acusado de sedição contra Roma. O povo escolheu Barrabás e Pilatos condenou Jesus à morte na cruz, castigo aplicado aos sentenciados acusados de crime capital (apesar de não ser este o caso). Ficou célebre o acto [sic] narrado por S. Mateus (Mt. 27, 24) em que Pilatos lava as mãos, excusando-se de qualquer responsabilidade nesta condenação. 6
Mostrar mais

26 Ler mais

UMA ANÁLISE DOS PODERES DO JUIZ SEGUNDO O CPC DE 2015  Joao Victor Duarte Moreira, Lucas Silva Machado

UMA ANÁLISE DOS PODERES DO JUIZ SEGUNDO O CPC DE 2015 Joao Victor Duarte Moreira, Lucas Silva Machado

De modo contrário, posiciona-se Alexandre Freitas Câmara (2017, p.102, E-pub), aduzindo que o juiz não é o centro gravitacional do processo: “na verdade, deve-se ver o processo como um fenômeno policêntrico, em que juiz e partes têm a mesma relevância e juntos constroem, com a necessária observância do princípio constitucional do contraditório, seu resultado”. Tal posição reflete mais fidedignamente a lógica processual instituída pelo novo CPC, em que o sistema cooperativo vem refletido em diversos dispositivos, sendo, inclusive, uma das normas fundamentais (art. 6º, CPC/2015).
Mostrar mais

22 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados