Top PDF A polifarmácia em idosos no município de São Paulo - Estudo SABE - Saúde, Bem-estar...

A polifarmácia em idosos no município de São Paulo - Estudo SABE - Saúde, Bem-estar...

A polifarmácia em idosos no município de São Paulo - Estudo SABE - Saúde, Bem-estar...

Introdução: O crescente aumento da população idosa faz aumentar a necessidade de recursos de saúde, entre eles o uso de medicamentos. Objetivo: Estudar os riscos de polifarmácia em idosos no município de São Paulo, Brasil. Métodos: Este estudo faz parte do projeto SABESaúde, Bem-estar e Envelhecimento – através de questionários por amostra em domicílios de 2143 idosos com 60 anos e mais composta por sorteio. Os dados finais foram ponderados e expandidos de modo que representem a população idosa no ano de 2000. A polifarmácia foi definida como o uso de quatro ou mais medicamentos, e utilizado o estudo de regressão logística por passos (IC 95%). Resultados: A média do número de medicamentos foi de 2,72 e a prevalência de polifarmácia de 31,5%. A polifarmácia foi mais prevalente em mulheres com 75 anos e mais (52,1%), religião espírita (51,2%), que declaram estado de saúde ruim (40,2%) e escolaridade acima de 12 anos (46,9%). Verificou-se que 71,1% adquirem medicamentos do próprio bolso, 15,95% se automedicam e a não adesão é devida ao custo (9,1%). Os riscos para polifarmácia foram mulheres (OR 2,2), idade acima de 75 anos (OR 1,5), consulta e internação em quatro meses (OR de 1,9 e 3,8) e problemas cardíacos (OR 3,8). Quanto ao medicamento impróprio a prevalência foi de 15,6%. Conclusão: Os riscos identificados na polifarmácia mostram uma necessidade de políticas públicas que visem promover o uso racional de medicamentos.
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Polifarmácia entre idosos do Município de São Paulo - Estudo SABE.

Polifarmácia entre idosos do Município de São Paulo - Estudo SABE.

Foi avaliado o uso de cinco ou mais me- dicamentos (polifarmácia) e seus fatores associados por idosos do município de São Paulo. Realizou-se estudo transversal de base populacional: Estudo SABESaúde, Bem-estar e Envelhecimento, no ano de 2006. A amostra foi composta por 1.115 idosos com 65 anos e mais, que correspon- diam a 422.377 indivíduos do Município de São Paulo. Utilizou-se regressão logística múltipla. A prevalência de polifarmácia foi de 36%. Sexo feminino (OR = 1,7; IC 95%: 1,0; 2,9), idade igual ou superior a 75 anos (OR = 1,9; IC 95%: 1,3; 2,7), maior renda (OR = 1,8; IC 95%: 1,2; 2,8), estar trabalhando (OR = 1,8; IC 95%: 1,1; 2,9), auto avaliação de saúde regular (OR = 1,6; IC 95%: 1,1; 2,3) ou ruim (OR = 2,6; IC 95%: 1,4; 4,9), hipertensão (OR = 2,0; IC 95%: 1,4; 2,9), diabetes (OR = 4,1; IC 95%: 2,2; 7,5), doença reumática (OR = 2,3; IC 95%: 1,5; 3,6) e problemas cardíacos (OR = 2,9; IC 95%: 1,9; 4,5) apresentaram associação positiva com polifarmácia. Usar apenas o sistema público de saúde (OR = 0,5; IC 95%: 0,3; 0,7) associou-se inversa- mente à polifarmácia. Os medicamentos mais utilizados foram os de ação no sistema cardiovascular e trato alimentar e metabo- lismo. No âmbito da farmacoepidemiologia, o conhecimento dos fatores associados a polifarmácia, como os identificados nesse estudo, pode ser útil para alertar os profis- sionais da saúde quanto à importância de identificar e monitorar os grupos de idosos mais vulneráveis a polifarmácia.
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Saúde, bem-estar e envelhecimento: o estudo SABE no Município de São Paulo.

Saúde, bem-estar e envelhecimento: o estudo SABE no Município de São Paulo.

O projeto SABE (Saúde, bem-estar e enve- lhecimento) foi coordenado pela Organiza- ção Pan-Americana de Saúde com o objeti- vo de coletar informações sobre as condi- ções de vida dos idosos (60 anos e mais) re- sidentes em áreas urbanas de metrópoles de sete países da América Latina e Caribe – en- tre elas, o Município de São Paulo – e avaliar diferenciais de coorte, gênero e socioeco- nômicos com relação ao estado de saúde, acesso e utilização de cuidados de saúde. Por meio de questionário e processo amostral padronizados foram entrevistadas 2.143 pes- soas. Encontrou-se que as mulheres são maioria, os imigrantes eram 8,7%, 62,6% vi- veram por cinco anos ou mais na área rural até os quinze anos de vida. Dos idosos, 13,2% viviam sós, sendo que esse valor aumentou com a idade e no sexo feminino. Em relação ao estado mental, encontrou-se, pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM), 6,9% de deterioração cognitiva e 18,1% de depres- são, segundo a Escala de Depressão Geriá- trica. As auto-avaliações de saúde mostram que 53,8% dos entrevistados consideraram a sua saúde regular ou má. Dentre as doen- ças mais freqüentes estavam a hipertensão (53,3%); artrite/artrose/reumatismo, 31,7%; e diabetes, 17,9%. A grande maioria dos ido- sos não apresentou dificuldades nas ativida- des básicas de vida diária (80,7%), e entre aqueles que apresentaram, a maioria tinha dificuldades em uma ou duas atividades. Foram apresentados dados dos arranjos domiciliares encontrados, do acesso e utili- zação de serviços de saúde, e relativos à ren- da e condição de trabalho. Conclui-se que as condições de saúde são preocupantes, assim como a insuficiência do sistema de seguridade social.
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Massa muscular de idosos do município de São Paulo - Estudo SABE: Saúde, Bem-estar e Envelhecimento.

Massa muscular de idosos do município de São Paulo - Estudo SABE: Saúde, Bem-estar e Envelhecimento.

Resumo – A análise da massa muscular (MM) em idosos, seja total (MMT) ou apendicular (MMA), é importante para o acompanhamento deste componente ao longo do envelhe- cimento, sendo que estes valores são mais associados à incapacidade funcional quando ajustados pela estatura, possibilitando, assim, a análise dos índices de massa muscular total (IMMT) e apendicular (IMMA). O objetivo deste estudo foi apresentar valores nor- mativos, expressos em médias e percentis, de MMT, MMA, IMMT e IMMA, de idosos do município de São Paulo, segundo sexo e grupos etários. A amostra foi composta por 1203 idosos de ambos os sexos, da coorte de 2006 do Estudo SABE: Saúde, Bem-estar e Envelhecimento, realizado no município de São Paulo, Brasil. As variáveis MMT e MMA foram identiicadas a partir de equações preditivas, enquanto os respectivos índices, pela razão entre os valores de MM e altura, ao quadrado (em kg.m -2 ). Os valores médios e os
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Sobrevida de idosos e exposição à polifarmácia no município de São Paulo: Estudo SABE

Sobrevida de idosos e exposição à polifarmácia no município de São Paulo: Estudo SABE

RESUMO: Introdução: O uso de polifarmácia pode ser resultante da presença concomitante de condições crônicas, atendimento por diversos médicos e automedicação. Combinada com a vulnerabilidade de idosos aos efeitos dos medicamentos devido a alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas, a polifarmácia torna essa população mais suscetível a desfechos adversos. No Brasil, estudos mostram que a polifarmácia é um problema frequente entre idosos, mas faltam informações sobre sua associação com mortalidade. Objetivo: Avaliar a sobrevida de idosos do município de São Paulo expostos ao uso de polifarmácia (cinco ou mais medicamentos). Métodos: Trata-se de uma coorte de base populacional, o Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (Sabe), da qual se pesquisou o seguimento de 2006 a 2010. A amostra foi composta por 1.258 indivíduos com 60 anos ou mais. O método de Kaplan-Meier e o modelo de riscos proporcionais de Cox foram usados para examinar a associação entre mortalidade e polifarmácia. Resultados: A probabilidade de sobrevida após cinco anos dos indivíduos usuários de polifarmácia na linha de base foi de 77,2%, enquanto nos não usuários foi de 85,5%. A polifarmácia permaneceu como fator de risco para óbito mesmo após ajuste de demais condições associadas à mortalidade, como idade, sexo, renda, doenças crônicas e internação hospitalar. Conclusão: Os resultados apontam para a polifarmácia como um preditor de mortalidade para pessoas idosas. O uso de múltiplos medicamentos por idosos deve ser cuidadosamente avaliado para evitar ou minimizar danos a essa população.
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Associação entre mortalidade e estado marital: uma análise para idosos residentes no Município de São Paulo, Brasil, Estudo SABE, 2000 e 2006.

Associação entre mortalidade e estado marital: uma análise para idosos residentes no Município de São Paulo, Brasil, Estudo SABE, 2000 e 2006.

Este trabalho tem como objetivo analisar, para a população com 60 anos e mais, residente no Município de São Paulo, Brasil, a associação en- tre mortalidade e estado marital. Para atingir o objetivo proposto, foram utilizados os dados do Estudo SABE: Saúde, Bem-estar e Envelheci- mento (SABE), realizado nos anos 2000 e 2006, e modelos de Regressão de Poisson foram estima- dos, levando-se, em consideração, a variação do tempo de risco de morte. No geral, os resultados indicam que, entre os idosos paulistanos do sexo masculino, a taxa de mortalidade dos solteiros é 61% maior que a taxa de mortalidade observada para os casados. Por sua vez, a separação/divór- cio ou a viuvez parece elevar a chance de morte das mulheres idosas analisadas. No geral, idosas separadas e viúvas apresentaram taxas de mor- talidade 82% e 35% maiores que a observada pa- ra as casadas. Espera-se que este trabalho possa contribuir para um melhor entendimento dos fa- tores associados à sobrevivência dos idosos, além de subsidiar políticas de saúde voltadas para esse contingente populacional.
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Análise dos óbitos em idosos no Estudo SABE.

Análise dos óbitos em idosos no Estudo SABE.

Embora sejam amplamente divulgados a importância e o impacto do diagnóstico precoce e do bom controle metabó- lico na evolução e prognóstico da doença, o diabetes é ain- da sub-diagnosticado e sub-tratado entre os idosos. As complicações decorrentes dessa doença são responsáveis por incapacidades físicas, como a cegueira, amputações não traumáticas e insuficiência renal, que muitas vezes geram dependência e aumento dos custos com a saúde, tanto com cuidados diretos, quanto com indiretos. Dentre as princi- pais doenças referidas pelos idosos no Estudo SABE, no Município de São Paulo, a única que apresentou decrésci- mo na velhice avançada foi o diabetes, não por cura e sim, possivelmente, por óbito em decorrência de suas complica- ções, o que exige maior atenção do sistema de saúde no controle e acompanhamento dessa doença (6) .
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Estudo SABE: Sintomas depressivos em idosos do município de São Paulo

Estudo SABE: Sintomas depressivos em idosos do município de São Paulo

Pessoas de 65 anos e mais, residentes no Município de São Paulo e entrevistadas pelo ESTUDO SABE no ano 2000. A amostra do ESTUDO SABE 2000 foi composta por dois segmentos. O primeiro, resultante de sorteio, baseou-se em cadastro permanente de 72 setores censitários, disponível no Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. Essa amostra foi tomada do cadastro da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, 1995), composto por 263 setores censitários sorteados mediante amostragem por conglomerados sob o critério de probabilidade proporcional ao número de domicílios. Esse segmento correspondeu à amostra probabilística formada por 1.568 entrevistados. O segundo segmento, composto por residentes nos distritos em que se realizaram as entrevistas anteriores, corresponde ao acréscimo efetuado para compensar a mortalidade na população de maiores de 75 anos e completar o número desejado de entrevistas. O número mínimo de domicílios sorteados no segundo estágio foi aproximado para 90. A complementação da amostra de pessoas de 75 anos ou mais foi realizada por meio da localização de moradias próximas aos setores selecionados ou, no máximo, dentro dos limites dos distritos aos quais pertenciam os setores sorteados (Lebrão & Laurenti, 2005).
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ARTIGO ESPECIAL SPECIAL ARTICLE

ARTIGO ESPECIAL SPECIAL ARTICLE

RESUMO: O Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE) teve início em 2000 sob coordenação da Organização Pan-Americana da Saúde como um estudo multicêntrico desenvolvido em sete centros urbanos da América Latina e Caribe para traçar o perfil das condições de vida e saúde das pessoas idosas na região. No Brasil, foi realizado na cidade de São Paulo, onde foram entrevistadas 2.143 pessoas (coorte A), com idade igual ou superior a 60 anos, por amostra probabilística. Em 2006, o Estudo SABE – Brasil transformou-se em longitudinal. Nesse momento, foram localizadas e reentrevistadas 1.115 pessoas, introduzindo-se uma nova amostra probabilística de idosos com idade de 60 a 64 anos (coorte B, n = 298), o transformando em longitudinal de múltiplas coortes com o objetivo principal de identificar as transformações que ocorrem no processo de envelhecimento entre as diferentes gerações. No ano 2010 foi desenvolvido o seguimento longitudinal das coortes A e B e introduzida nova coorte de 60 a 64 anos (coorte C, n = 355). Nas três coletas (2000, 2006 e 2010) utilizou-se um instrumento sob a forma de questionário, avaliação antropométrica e testes funcionais, introduzindo-se a coleta de sangue para avaliação de parâmetros bioquímicos, imunológicos e genéticos e, também, o acelerômetro para medir objetivamente o gasto calórico dos idosos.
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Uso de medicamentos potencialmente inapropriados por idosos do Município de São Paulo, Brasil: Estudo SABE.

Uso de medicamentos potencialmente inapropriados por idosos do Município de São Paulo, Brasil: Estudo SABE.

No Brasil, investigações realizadas em dife- rentes localidades têm apontado variação no uso dos medicamentos potencialmente inapro- priados. Estudo de base populacional, realizado em Minas Gerais, apontou a utilização de me- dicamentos potencialmente inapropriados por 44,7% dos idosos entrevistados, sendo o gênero feminino significativamente associado ao uso 11 . Pesquisa realizada com idosos atendidos pelo Programa Saúde da Família, na Região Nordeste, identificou 34,5% dos idosos como usuários de medicamentos potencialmente inapropriados, e que os preditores incluíam uso de medica- mentos dispensados pelo governo, uso de qua- tro ou mais medicamentos e aqueles prescritos por médicos 12 . Estudo conduzido com idosos de unidades básicas de saúde em Ribeirão Preto, São Paulo, verificou frequência de 48% de uso de medicamentos potencialmente inapropriados cujos fatores associados foram gênero femini- no, automedicação, uso de medicamentos sem prescrição médica, medicamentos psicotrópi- cos e polifarmácia 13 . No âmbito ambulatorial, a prevalência média de medicamentos poten- cialmente inapropriados identificada a partir de bases de dados de hospital terciário de São Paulo foi de 26,9%, sendo sexo feminino e núme- ro de medicamentos prescritos os fatores asso- ciados ao uso de medicamentos potencialmente inapropriados 14 .
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Sintomas depressivos em idosos do município de São Paulo, Brasil: prevalência e fatores associados (Estudo SABE)

Sintomas depressivos em idosos do município de São Paulo, Brasil: prevalência e fatores associados (Estudo SABE)

que, dos idosos que não apresentaram sintomas depressivos em nenhuma das avaliações (2000 e 2006), 83% referiram não ter nenhuma doença e a prevalência de sintomas depres- sivos aumentou conforme o maior número de doenças referidas. Entre os idosos que não apresentaram sintomas depressivos, a maioria tinha autonomia para as atividades básicas e instrumentais de vida diária. Nesse sentido, ter uma autoavaliação positiva da saúde parece corresponder a uma boa condição de saúde e funcionalidade, podendo, todas essas condi- ções, ser vistas como fatores protetores em relação à ocorrência de sintomas depressivos.
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Deficiência auditiva referida por idosos do município de São Paulo (Estudo SABE): prevalência, incidência e fatores associados. -

Deficiência auditiva referida por idosos do município de São Paulo (Estudo SABE): prevalência, incidência e fatores associados. -

O objetivo do presente estudo foi descrever o uso do AASI pela população idosa do município de São Paulo e fatores associados, analisando-se o banco de dados do Estudo SABE (Saúde, Bem-estar e Envelhecimento), em seu momento transversal no ano de 2006. Foram entrevistados 1115 sujeitos com 65 anos ou mais. Essa amostra foi estabelecida em dois estágios, com reposição e probabilidade proporcional à população, complementando-se a mesma com pessoas de 75 anos ou mais. Para análise das associações utilizou-se o teste de Rao-Scott e para a análise multivariada a regressão logística tipo stepwise backward. Do total de sujeitos com DA referida (n=377), 10,1% declararam utilizar o AASI, e desses, 78,8% adquiriram com recurso particular e 16,9% via Sistema Único de Saúde. O uso do AASI associou-se com a menor prevalência de casos de provável demência, definidos como aqueles em que houve associação entre comprometimento cognitivo (MEEM) e funcional (QPAF). O baixo número de usuários de AASI encontrado indica dificuldades dos idosos em adquiri-lo e/ou dos serviços de saúde em adaptá-los de forma efetiva. A pouca cobertura do SUS e a falta de acesso do usuário ao AASI indica grandes entraves na implantação da Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva no município de São Paulo, fato que prejudica a qualidade de vida do idoso deficiente auditivo.
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Cad. Saúde Pública  vol.33 número9

Cad. Saúde Pública vol.33 número9

Objetivou-se a identificação de fatores preditores de dor em idosos. Trata-se de um estudo longitudinal de base populacional, realizado por meio de en- trevista domiciliar com idosos residentes no Município de São Paulo, Brasil, participantes do Estudo SABE, nos anos de 2006 e de 2010. A análise dos fatores preditores de dor foi realizada por regressão logística hierarquizada e baseada em modelo teórico-conceitual, com variáveis em níveis distal, in- termediário e proximal. A incidência acumulada de dor foi de 27,9%. Após ajustes, permaneceram como fatores preditores de dor no idoso, ter entre 0 e 3 anos de estudo (OR = 2,21; IC95%: 1,18-4,15), ser portador de hipertensão (OR = 1,98; IC95%: 1,24-2,88), possuir Apgar familiar insatisfatório (OR = 2,31; IC95%: 1,15-4,64) e autorrelato de saúde ruim/regular (OR = 2,23; IC95%: 1,35-3,69). A identificação desses preditores pode ser um alerta para as equipes de saúde, na atenção direcionada à pessoa idosa, e pode indicar possíveis ações de prevenção e detecção da ocorrência de dor a fim de evitar sua cronificação e consequências.
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Abstract The scope of this study was to analyze

Abstract The scope of this study was to analyze

A presente análise é parte do Estudo de Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE), uma pes- quisa de múltiplas coortes que coletou dados de amostras representativas dos idosos residentes no município de São Paulo, nos anos 2000, 2006 e 2010. O presente trabalho é um estudo longitudi- nal seriado que teve como objetivo analisar a dife- rença na prevalência das doenças cardiovasculares ao longo do período e a associação das caracterís- ticas sociodemográficas, econômicas e fatores de risco associados com a presença de doenças car- diovasculares em cada um dos três anos de coleta. Os dados foram obtidos por entrevistas do- miciliares, utilizando um questionário que cole- tou informações sobre dados pessoais, condições de saúde, dados antropométricos, estado funcio- nal, uso de medicamentos, história laboral, além de uso e acesso a serviços e características de mo- radia. O Estudo SABE é coordenado pelo Depar- tamento de Epidemiologia da Faculdade de Saú- de Pública da Universidade de São Paulo, tendo sido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) 14 .
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Prevalência e fatores associados à sarcopenia, dinapenia e sarcodinapenia em idosos residentes no Município de São Paulo – Estudo SABE

Prevalência e fatores associados à sarcopenia, dinapenia e sarcodinapenia em idosos residentes no Município de São Paulo – Estudo SABE

posto por 18 questões agrupadas em 4 partes: antropometria (índice de massa corporal, perda de peso, circunferência do braço e da panturrilha), estado clínico (medicação em uso, mobilidade, lesões de pele e úlceras de pressão, estilo de vida, estresse psicológico ou problemas neuropsicológicos), avaliação dietética (independência para alimentar-se, quali- dade e número de refeições e consumo de líquido) e autopercepção de saúde e nutricional. O escore total varia de 0 a 30 pontos. Participantes com escores de 17 a 23,5 pontos foram considerados em risco de desnutrição e aqueles com escores menores do que 17 pontos foram considerados desnutridos; bom estado nutricional foi definido como um escore na MAN • maior do que 23,5 23,24 .
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Condições pregressas e saúde no estudo “Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento” (SABE)

Condições pregressas e saúde no estudo “Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento” (SABE)

O Estudo SABE iniciou-se como um estudo multicêntrico em sete cidades da América Latina e do Caribe. No Brasil, teve sua primeira rodada realizada no município de São Paulo, em 2000, quando foram entrevistados 2.143 pessoas de 60 anos ou mais, representativas da população de idosos do município. Seguiu com uma segunda onda de entrevistas em 2006 e com uma terceira em 2010. Em cada etapa foram entrevistados os sobreviventes da amostra anterior, além de uma nova coorte com idades entre 60 e 64 anos, que se constituem no objeto da análise deste trabalho. Serão, pois, estudadas as três coortes, denominadas A, B e C, cujos integrantes nasceram aproximadamente nos quinquênios 1935 – 1940, 1940 – 1945 e 1945 – 1950.
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Idosos não japoneses, japoneses e descendentes de japoneses no Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento: condições funcionais e de saúde

Idosos não japoneses, japoneses e descendentes de japoneses no Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento: condições funcionais e de saúde

RESUMO: Introdução: A cidade de São Paulo conta com a maior comunidade de descendentes japoneses fora do Japão. Objetivos: Comparar as condições demográficas, econômicas, funcionais e de saúde de idosos não japoneses, japoneses e descendentes de japoneses, bem como analisar comparativamente as condições funcionais e de saúde de idosos nascidos no Japão e de seus descendentes nascidos no Brasil. Métodos: Estudo transversal realizado no município de São Paulo, no ano de 2010, com 1.345 idosos (≥ 60 anos) participantes do Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE). Os idosos foram classificados em não japoneses (não nascidos no Japão), japoneses (nascidos no Japão) ou descendentes diretos de japoneses. Para a análise dos dados, utilizou-se o teste do χ 2 com correção Rao-Scott. Resultados: Dos 1.345 idosos, 3,3% eram japoneses
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Deficiência auditiva referida por idosos no Município de São Paulo, Brasil: prevalência e fatores associados (Estudo SABE, 2006).

Deficiência auditiva referida por idosos no Município de São Paulo, Brasil: prevalência e fatores associados (Estudo SABE, 2006).

A deficiência auditiva em idosos também pode ser ignorada por familiares, amigos e pelo próprio sujeito acometido, uma vez que o tema ainda é pouco debatido entre a população bra- sileira. O levantamento dos idosos deficientes auditivos de uma comunidade é de extrema im- portância para a divulgação do tema e, sobretu- do, para promover ações estratégicas em saúde coletiva. O planejamento de atividades de saúde pública com vistas à diminuição da prevalência dessa deficiência pode se tornar mais efetivo quando os fatores associados à deficiência são conhecidos. Segundo Veras & Caldas 53 , a infor- mação epidemiológica deve ser valorizada por sua capacidade em prever eventos e possibilitar o diagnóstico precoce, especialmente em relação às doenças crônicas, e assim retardar o apareci- mento de agravos e melhorar a qualidade de vida e abordagem terapêutica.
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Uso de aparelho de amplificação sonora individual por idosos: estudo SABE - saúde, bem- estar e envelhecimento.

Uso de aparelho de amplificação sonora individual por idosos: estudo SABE - saúde, bem- estar e envelhecimento.

Objetivo: Descrever o uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI) pela população idosa do município de São Paulo e fatores asso- ciados. Métodos: Estudo transversal, descritivo e quantitativo, integrante do Estudo SABE (Saúde, Bem-estar e Envelhecimento), desenvolvido no ano de 2006. Foram entrevistados 1115 sujeitos com 65 anos ou mais. A amostra foi obtida de setores censitários em dois estágios, com reposição e probabilidade proporcional à população, complementando-se para acima de 75 anos. Utilizou-se questionário estruturado e instrumentos validados. Os dados foram ponderados e a análise foi realizada no sof- tware Stata 10®, através do teste de Rao-Scott para análise univariada e regressão logística tipo stepwise backward para análise multivariada. Resultados: Trezentos e setenta e sete sujeitos (30,4%) apresentaram deficiência auditiva autorreferida e destes, 10,1% declararam utilizar o AASI. Dentre as formas de aquisição do dispositivo, 78,8% utilizaram recursos particulares e 16,9% adquiriram via Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre os não protetizados, 16,6% relataram indicação prévia. Entretanto, 8,6% não se acostumaram e 8,0% não adquiriram, por pro- blemas financeiros. O uso do AASI associou-se à menor prevalência de provável demência. Conclusão: O baixo número de usuários de AASI indica dificuldades dos idosos em adquiri-lo e/ou dos serviços de saúde em adaptá-los de forma efetiva. Esse achado pode influenciar a qualidade de vida do idoso deficiente auditivo, visto a associação com a provável demência, revelada pelo presente estudo.
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Subnutrição e óbito em idosos brasileiros domiciliados - Estudo SABE: saúde, bem-estar...

Subnutrição e óbito em idosos brasileiros domiciliados - Estudo SABE: saúde, bem-estar...

Objective: to verify the independent association between undernutrition and death in older Brazilian adults community-dwelling setting. Methods: epidemiological, observational, longitudinal, retrospective and analytical study based in Health, Well- being and Aging survey realized in the years 2000 and 2006. This study included 1170 older adults (≥ 60 years) both gender that living in private households in São Paulo urban area. The variables analyzed were: death, undernutrition, sex, income, low muscle strength, hip fracture, smoker, cancer, depression, diabetes, coronary heart disease, chronic lung disease, cerebral vascular disease and hypertension being the majority self reported by older adults, except death (investigated in the Mortality Information System of the São Paulo city), undernutrition (Mini-nutritional Assessment ® ), depression ( Geriatric Depression Scale ) and muscle strength (handgrip). Hierarchical multivariate analysis by logistic regression was performed according to age groups (60-74 years and ≥ 75 years) based on a proposed theoretical model. The p-values < 0.05 were considered significant. Results: were identified 332 death
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