Top PDF A política pública de assistência social e o estado brasileiro: assistencialismo, universalização ou focalização?

A política pública de assistência social e o estado brasileiro: assistencialismo, universalização ou focalização?

A política pública de assistência social e o estado brasileiro: assistencialismo, universalização ou focalização?

abordar referenciais que tratam dos gastos sociais do Estado, ao longo das décadas estudadas (AFONSO; SOUZA, 1977; DRAI- BE, 1993; OLIVEIRA, 1999), como estratégia de explicitar a (não) prioridade estatal no trato com a assistência social; contudo, não foi possível obter informações sobre o gasto social que abrangesse o período de 1930 a 1950. Vale ressaltar os distintos parâmetros utilizados pelos diferentes autores, visto que, em Afonso e Souza (1977), a análise foi realizada a partir de anuários estatísticos, e os próprios autores chamavam a atenção para a confiabilidade dos dados. Mesmo assim, esses dados foram considerados como indi- cativos, e as despesas sociais eram diversificadas, já que abrangiam desde defesa e segurança a serviços de bem-estar social. Quanto a Oliveira (1999), os dados disponibilizados foram abstraídos do Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada (IPEA) e da Funda- ção do Desenvolvimento Administrativo (FUNDAP). Assim, os gastos sociais considerados foram: assistência social, educação e cultura; habitação; previdência social; saneamento; trabalho; ali- mentação e saúde. Na exposição sobre a assistência social brasi- leira nesse capítulo, optamos por dividir o período estudado em quatro momentos, já que ela apresentava algumas características singulares que permitiram essa periodização. Os dados e as aná- lises referentes ao quarto momento, que compreende o período pós-Constituição de 1988, estão diluídos entre o final dos capítu- los 2 e 3, na sua totalidade.
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Políticas sociais: focalização versus universalização

Políticas sociais: focalização versus universalização

o caso de Weffort (1992), entendem que os direitos sociais estão intima- mente ligados aos pressupostos de um regime democrático. Seguindo ainda essa linha de raciocínio, as políticas focalizadas seriam basicamente com- pensatórias. Ou seja, seriam desenhadas apenas para amenizar a situa- ção de determinados indivíduos ou, então, as externalidades negativas de determinada política pública. Desse modo, ao não abarcarem setores mais amplos da população, elas não reverteriam efetivamente o quadro de exclusão social. O problema em torno desta abordagem está nas con- dições de financiamento dessas políticas exclusivamente pelo Estado, bem como no efetivo acesso que as camadas mais baixas têm a determinados recursos, como bolsas para estudantes universitários (P IO , sd), embora
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A efetivação da assistência social como política pública (198u8-2008)

A efetivação da assistência social como política pública (198u8-2008)

O reconhecimento do avanço que representa o marco institucional oferecido pela Constituição de 1988 e que se completou com a implantação do SUAS, em 2005, não deve ocultar as preocupações quanto à sustentabili- dade da atual política nacional de assistência social. Além disso, embora seja inédito o esforço no sentido da universalização (considerando as famí- lias com renda mensal per capita até R$ 120,00) da política de transferência de renda como componente do sistema de proteção social brasileiro, a sua consolidação ainda depende das discussões sobre a amplitude e a dicotomia entre a cobertura dos programas de transferência de renda e os serviços so- cioassistenciais. De qualquer modo, o mais importante a considerar, nesse ponto, é que não há incompatibilidade entre os dois tipos de intervenção, que podem apresentar sinergias, se bem articulados.
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REFLEXÕES SOBRE A QUALIDADE DOS SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAIS NO CONTEXTO DA POLÍTICA PÚBLICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL NA MICRORREGIÃO DE IVAIPORÃ - ESTADO DO PARANÁ

2008

REFLEXÕES SOBRE A QUALIDADE DOS SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAIS NO CONTEXTO DA POLÍTICA PÚBLICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL NA MICRORREGIÃO DE IVAIPORÃ - ESTADO DO PARANÁ 2008

A concepção da assistência social como direito do cidadão é recente tendo em vista seu status de política pública conquistado a partir da Constituição Federal de 1988. Decorrente de tal mudança, a assistência social tem seu campo próprio demarcado a partir da Política Nacional de Assistência Social - PNAS/2004, da qual destacamos os serviços socioassistenciais de proteção social básica. Com tais fundamentos, este estudo tem como objetivo analisar a qualidade dos serviços socioassistenciais destinados à criança e ao adolescente de 7 a 17 anos, nos municípios de pequeno porte da microrregião de Ivaiporã no Estado do Paraná. Delimitamos como universo os serviços citados e como sujeitos os coordenadores dos serviços socioassistenciais, as famílias usuárias e um membro representativo do Conselho Estadual de Assistência Social - CEAS. Os procedimentos metodológicos utilizados na investigação foram: a pesquisa bibliográfica, o estudo documental, o formulário, a entrevista semi-estruturada e a observação participante. A exposição dos resultados foi organizada em três capítulos. O primeiro, intitulado “A Assistência Social no Contexto do Sistema de Proteção Social Brasileiro”, resgata a trajetória da política de assistência social. O segundo capítulo, denominado “A Configuração da Política de Assistência Social na Microrregião de Ivaiporã-Paraná”, contextualiza o espaço em que se efetivam os serviços socioassistenciais de proteção social básica à criança e ao adolescente de 7 a 17 anos. O terceiro capítulo, “A Qualidade dos Serviços Socioassistenciais na Microrregião de Ivaiporã-Conceitos e Realidade”, aborda a categoria qualidade e a especificidade dos serviços. Neste capítulo, organizamos os dados e depoimentos em quatro eixos: relação dos usuários com os serviços socioassistenciais, trabalhadores da assistência social, planejamento e avaliação e as ações intersetoriais. Finalizamos o trabalho com uma reflexão sobre parâmetros de qualidade, possibilitando uma análise da contribuição dos serviços em relação à emancipação das famílias atendidas.
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Assistência social e cultura política: o processo de uma política em construção

Assistência social e cultura política: o processo de uma política em construção

Sobre essa questão observa-se mais uma característica perversa do projeto neoliberal tão presente nas políticas públicas brasileiras. Com toda a sua lógica já explicitada acima o projeto neoliberal impede que as legislações e direcionamentos progressistas oriundas de um projeto democratizador da sociedade brasileira, que no caso da Assistência Social se expressa na LOAS, na PNAS e mais recentemente no SUAS, sejam efetivados. No projeto neoliberal há uma restrição explícita para as políticas sociais que vem impedindo que o SUAS se efetive como pensado na sua originalidade. Com o Estado reduzido e o corte de recursos para a política pública o neoliberalismo faz com que as políticas funcionem parcialmente, longe de sua plenitude e muito longe dos princípios e diretrizes sob as quais foram elaboradas. No caso do SUAS, a política neoliberal implica em ausência de bases financeiras, políticas e materiais para sua real efetivação. Dessa forma os caminhos propostos, por exemplo, na PNAS, para a superação do tradicionalismo/assistencialismo e para o enfrentamento do projeto neoliberal não se efetivam na realidade, não estão presentes no cotidiano dos equipamentos sociais que materializam a Política de Assistência Social porque o SUAS de fato não tem recursos financeiros suficientes para sua plena efetivação.
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ESTADO, TERRITÓRIO E ABORDAGEM TERRITORIAL NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

ESTADO, TERRITÓRIO E ABORDAGEM TERRITORIAL NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Nesses parâmetros, sendo a Assistência Social reconhecida e instituída enquanto política pública de seguridade social, a mesma integra o processo de relações complexas e contraditórias que se estabelecem entre Estado e sociedade civil, no âmbito dos conflitos e luta de classes que envolvem o processo de produção e reprodução do capitalismo, recusando-se uma perspectiva restrita ou unilateral. Tal enfoque busca evidenciar que políticas sociais e políticas econômicas compõem uma unidade contraditória expressando as relações sociais de produção e reprodução da sociedade em seu percurso histórico. Assim, compreende-se que os direitos sociais, ao mesmo tempo em que inscrevem juridicamente demandas apresentadas pelos trabalhadores, também representam, de forma concomitante, parâmetros aceitáveis por parte das forças político-econômicas dominantes. A expressão dessa dinâmica societária altamente contraditória pode ser verificada na perspectiva territorial por parte da PNAS/SUAS, situada num espaço político de tensionamento social pela defesa de direitos sociais, tendo o território como base de sua organização e, paralelamente, o Estado brasileiro sendo requisitado a atuar através de outras políticas públicas (urbanas, econômicas, de infraestrutura, de turismo, etc.) na viabilização das condições necessárias para que o capital realize sua reprodução a partir da totalidade do espaço.
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Política Pública de Assistência Social no Estado do Espírito Santo (1964-1988)

Política Pública de Assistência Social no Estado do Espírito Santo (1964-1988)

Mesmo com as expectativas criadas nos primeiros meses de governo com a priorização do Plano Trienal, do Ministro Celso Furtado, que seria colocado em prática durante os três anos seguintes, tendo como diretrizes: o combate da inflação e recuperação do crescimento, a situação do governo não melhorava. A inflação continuava a rondar e a desestabilizar a economia. Nessa simbiose, o presidente perdia suas bases de sustentação política nos setores moderados do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), seu próprio partido, o PSD, na ala esquerda do PTB e nas organizações sindicais. Segundo Dreifuss (2006), o desgaste da crise econômica e a oposição dos militares motivou o presidente a procurar se fortalecer por meio de manifestações e comícios, que tinham a mesma base de suas propostas. O comício da Central do Brasil no dia 13 de março, no qual ele proclamava as Reformas de Base, o início do processo de reforma agrária, a revolta dos Marinheiros no dia 25 de março e o discurso no Automóvel Clube durante a reunião dos sargentos, em 30 de março de 1964, foram decisivos para sua queda. Gaspari (2002, p.95) escreveu: “O exército, que no dia 31 dormira janguista, acordaria revolucionário, mas sairia da cama aos poucos”.
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O papel das organizações da sociedade civil na política pública de assistência social...

O papel das organizações da sociedade civil na política pública de assistência social...

Embora com foco no tema de descentralização e relações entre as diferentes esferas de governo, numa discussão sobre o federalismo brasileiro, algumas das análises de Arretche (2012) podem contribuir também com o problema aqui proposto. É possível emprestar a reflexão desenvolvida por esta autora no que se refere aos mecanismos institucionais que permitem ao governo central obter a cooperação dos governos subnacionais para problematizar também de que maneira se dá a dinâmica envolvendo atores privados, sobretudo no que se refere aos conceitos e pontos de atenção analíticos destacados. Nesse sentido, é importante distinguir diferentes papeis que podem ser assumidos no processo de políticas públicas: o de policy decision-making, que se refere àquele que tem poder decisório (“right do decide”); e o de policy-making, ocupado por aqueles que executam a política e que, assim, dispõe do poder de implementação (“right to do”) (ARRETCHE, 2012). Retomando a discussão anterior, vale destacar que esses diferentes papeis requerem capacidades também distintas: para a formulação e aprovação de políticas, são importantes, por exemplo, capacidades informacionais, relativas ao desenho e às regras das políticas ou à conciliação de interesses, enquanto que, para a implementação, é preciso ter capacidades financeiras, de infraestrutura ou, ainda, de capilaridade (SOUZA, 2010 17 apud BICHIR, 2011, p. 60). A partir dessa distinção, o argumento central de Arretche (2012) é que é possível ter descentralização da execução de políticas e centralização da autoridade, de modo que essas esferas são compatíveis. Essas são ideias bastante relevantes para se pensar o objeto desta pesquisa, uma vez que, com o SUAS, o Estado tende a fortalecer esses dois papeis, tanto de formulação e normatização da política, como diretamente na sua implementação, quando passa a executar diretamente diversos serviços, de modo compartilhado com as OSC.
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Psicologia, política e ética : histórias e personagens da política pública de assistência social

Psicologia, política e ética : histórias e personagens da política pública de assistência social

O cenário nacional se descortina com a atualização das normativas da área da assistência, como avanços na luta pela promoção social, tal como a reescrita das normativas. O cenário do estado vive a troca das gestões municipais e os seus secretariados e é incitada a uma mobilização em prol de uma política social que seja realmente pública, sem o assistencialismo nas pastas das políticas sociais municipais. Mas ainda há muito que se fazer, muito que se avançar, inclusive no que diz respeito à atuação da Psicologia, como dar visibilidade ao saber do psicólogo; discutir suas atribuições; discutir, monitorar e avaliar a prática, efetivando cotidianamente nas práticas a avaliação delas; contribuir com o conhecimento da Psicologia; e possa contribuir mais e ser mais convergente com a política social em âmbito público. É necessária a leitura política, as leituras dos textos políticos e a apresentação dos resultados efetivos do trabalho dos psicólogos, sem querer efeitos, mas sim direcionamentos dos rumos da política. As práticas na política ainda deixam questionamentos em muitos. Qual é o papel do psicólogo na política? Qual é o papel da política? Quais as contribuições interessantes nas práticas que ali se pode executar? O que mais se pode fazer? O que pode ser produzido com a prática do psicólogo?
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Assistência odontológica e universalização: percepção de gestores municipais.

Assistência odontológica e universalização: percepção de gestores municipais.

odontológica da saúde bucal coletiva opõem-se frontalmente à hegemonia da odontologia de mercado. A saúde bucal coletiva tem procurado constituir-se em referência de uma práxis capaz de recuperar para o trabalho em odontologia suas dimensões política, social, comunitária, pre- ventiva e integral indispensáveis às práticas no campo da saúde que tenham como horizonte so- ciedades democráticas e solidárias, nas quais as questões de saúde-doença tenham, efetivamente, relevância pública e assim sejam consideradas pelo Estado e pelo conjunto da sociedade.
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A Política Pública de Assistência Social  e o Sistema Único de Assistência Social – SUAS

A Política Pública de Assistência Social e o Sistema Único de Assistência Social – SUAS

A política Nacional de Assistência Social e o SUAS como um novo modelo de gestão, por um lado representa a possibilidade de concretizar o proposto pela LOAS de uma gestão descentralizada, com comando único em cada esfera governamental, capaz de asse- gurar, efetivar direitos de cidadania e inclusão social, por outro en- frenta um duplo desafio de romper com a cultura do assistencialismo, do clientelismo com base nas relações de favor e de se contrapor a reforma do Estado em andamento que afirma as antigas práticas políticas, considerando a lógica estatal de desresponsabilizar-se de suas funções em relação as políticas públicas no sentido de privilegiar o mercado e por meio dele o processo de acumulação capitalista.
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A DESCENTRALIZAÇÃOMUNICIPALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E O CONSELHO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL ENQUANTO ATORES DO CONTROLE SOCIAL

A DESCENTRALIZAÇÃOMUNICIPALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E O CONSELHO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL ENQUANTO ATORES DO CONTROLE SOCIAL

O presente trabalho de Conclusão de Curso consiste na apresentação da experiência de estágio curricular obrigatório realizado no Programa de Atendimento Social da Secretaria Municipal do Bem-Estar e da Juventude da Prefeitura Municipal de Governador Celso Ramos/SC, a qual teve início em 01 de março e término em 29 de junho de 2007. O trabalho em questão está distribuído em duas seções. A primeira seção abordará o processo de municipalização da assistência social, bem como o processo de gestão e financiamento da mesma, passando por sua regulação com a Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) e as novas perspectivas frente ao Sistema Único de Assistência Social-SUAS. A segunda seção refere-se ao processo de formação social do município de Governador Celso Ramos/SC, afim de compreender as particularidades da participação civil na história deste. Enfim, o esforço maior será no sentido de analisar o Conselho Municipal de Assistência Social, procurando estabelecer um diálogo a partir de processos políticos envolvidos, procurando elencar as dificuldades que perpassam o cotidiano do CMAS, através da aplicação de um questionário aplicado aos membros Titulares do Conselho.
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Território Vulnerável e Desenvolvimento Humano: Uma análise à luz da política pública de assistência social

Território Vulnerável e Desenvolvimento Humano: Uma análise à luz da política pública de assistência social

O enfrentamento da desigualdade e da pobreza tem sido objeto tanto das políticas públicas quanto dos modelos de desenvolvimento que lhes dão suporte. No Brasil contemporâneo, a descentralização da Assistência Social, política prioritária na mitigação da pobreza e da desigualdade, tem considerado o território como dimensão estratégica ao êxito da política por meio do aprimoramento da gestão e da oferta de serviços públicos. O objetivo deste artigo é refletir acerca das circunstâncias que envol- vem os indivíduos, os espaços vividos e as perspectivas do desenvolvimento humano, de modo a compreender a complexidade do território ante os contextos da política de Assistência Social. Para dar conta desse objetivo, discorremos sobre a vulnerabilidade socioeconômica, cível e territorial, buscando delimitar as principais características do território vulnerável e, desse modo, contribuir para o aprofundamento das investigações acerca da territorialização da política pública de Assistência Social e Desenvolvimento Humano. As conclusões demonstram que os territórios considerados vulneráveis requerem formas mais adequadas para a introdução, gestão, monitoramento, avaliação e informação no âmbito da política de Assistência Social, de forma a superar a perspectiva tradicional de focalizar o indivíduo e a condição de pobreza.
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Os rumos do Estado brasileiro e o SUS: a seguridade social como politica pública da sociedade e Estado.

Os rumos do Estado brasileiro e o SUS: a seguridade social como politica pública da sociedade e Estado.

Não foi suave o caminho transitado desde os ar- ranjos de proteção em caso de morte e doença das guildas medievais de artesãos, passando pelas socie- dades de socorro mútuo do século XIX, até a confor- mação dos chamados “Estados de Bem-Estar Social” da segunda metade do século XX. Foi preciso, entre várias coisas, as revoltas populares dos meios oito- centos na Europa, a unificação alemã e sua industria- lização tardia sob Bismarck, os movimentos operári- os da virada do XIX para o XX, a Revolução Russa, duas Guerras Mundiais, a União Soviética, a crise de 29, as lutas dos partidos de massa comunistas e sociais de- mocratas. No Brasil, foram necessárias as lutas sin- dicais do início do século XX, a criação das caixas de aposentadoria e pensões, Vargas e a Revolução de 30 para que começasse a se esboçar os rudimentos, para o proletariado urbano, algum sistema estatal de pro- teção social. Vargas, em um de seus primeiros discur- sos depois da vitória da Revolução afirmava:
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Especificidade da assistência social como política social pública : algumas tendências e teses em debate na produção bibliográfica

Especificidade da assistência social como política social pública : algumas tendências e teses em debate na produção bibliográfica

Essa pesquisa foi uma das primeiras desenvolvidas pelo Núcleo de Estudos de Seguridade e Assistência Social (Nepsas) da PUC/SP, criado em 1984 19 e ligado ao Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da PUC/SP. Esse Núcleo e o Núcleo de Estudos em Política Social (Neppos) da Universidade de Brasília (UnB) 20 foram e são importantíssimos, inclusive de forma pioneira, no debate sobre assistência social. O Neppos, ligado ao Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam) da UnB, também foi criado naquela década, no ano de 1987, tendo como primeira coordenadora a professora e assistente social Potyara Amazoneida Pereira Pereira. Ela foi coordenadora em vários períodos e continua ligada, desenvolvendo atividades no núcleo, atualmente como vice-coordenadora. Além da notória produção teórica sobre Política Social e em especial sobre assistência social, esses núcleos foram responsáveis pela criação de produções que deram origem aos textos do aparato-legal da assistência social, como é o caso da elaboração do pré-projeto de lei que deu origem à Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) 21 – que regulamenta os arts. 203 e 204 da Constituição Federal vigente – em parceria com outros órgãos.
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O projeto ético do serviço social e a política pública de assistência social : uma interlocução à partir da categoria trabalho

O projeto ético do serviço social e a política pública de assistência social : uma interlocução à partir da categoria trabalho

Eu, ....................................................... , RG nº .................................., abaixo assinado, declaro que, de livre e espontânea vontade e de forma gratuita, aceito participar da pesquisa..................................................., realizada pela pesquisadora, mestranda Heloísa Teles, orientada pela prof. Dra. Berenice Rojas Couto, autorizando o uso do conteúdo das informações dadas para que seja utilizado parcial ou integralmente, sem restrições de prazos e citações, a partir da presente data. Fui informado (a) dos objetivos da pesquisa que consiste em identificar premissas teórico-metodológicas que possibilitem uma melhor compreensão sobre o trabalho contribuindo na qualificação do trabalho e processos de trabalho em que se inserem os assistentes sociais junto à Política Pública de Assistência Social.
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ESTUDO DE TRAJETÓRIAS E INTERAÇÕES SOCIOESTATAIS: MÚTUA CONSTITUIÇÃO ENTRE MOVIMENTO SOCIAL E A POLÍTICA PÚBLICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

ESTUDO DE TRAJETÓRIAS E INTERAÇÕES SOCIOESTATAIS: MÚTUA CONSTITUIÇÃO ENTRE MOVIMENTO SOCIAL E A POLÍTICA PÚBLICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Nesse sentido, as trajetórias profissionais analisadas nos mostram que, por meio da atuação e articulação política rea- lizada no âmbito do Setorial Nacional de Assistência Social do PT, ativistas ocupam cargos de gestão em prefeituras do PT de diversas cidades do país (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Londrina), construindo, dentro do partido, visibili- dade política e legitimidade técnica (Gutierres, 2015), mobi- lizadas em momentos chave de disputa política no partido e no governo federal, após a eleição do PT ao executivo federal. Os relatos das ativistas entrevistadas nos mostram que a luta pela LOAS articulou o CFESS, a PUC/SP e o Setorial Nacional de Assistência Social do PT, posteriormente nuclea- dos como espaços de luta pela implementação da política. Somam-se a esses espaços o CNAS, implantado em 1994, e o Fórum Nacional de Assistência Social, formado posterior- mente, também importantes para a construção da política nos anos subsequentes à promulgação da LOAS. Todos esses espaços, somados à atuação de várias ativistas como gestoras da política de assistência social em suas localidades, possi- bilitaram que a rede de ativistas em defesa da assistência
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Instituições Participativas e Agenda-Setting da Política de Assistência Social ao Emigrante Brasileiro LGBT

Instituições Participativas e Agenda-Setting da Política de Assistência Social ao Emigrante Brasileiro LGBT

Como as instituições participativas influenciam o processo de montagem da agenda da política de assistência e inclusão social de emigrantes LGBT pelo Ministério das Relações Exteriores? Para responder a essa questão, este artigo desenvolve análise de conteúdo com base na documentação oficial do MRE, particularmente expedientes telegráficos produzidos entre 2003 a 2015. Os dados e informações evidenciam que o Decreto 7214/2010 oficializou maior abertura do Ministério das Relações Exteriores não apenas aos emigrados LGBT, mas também às comunidades brasileiras como um todo. Além disso, o artigo demonstra a abertura de uma janela de oportunidade para interferir na montagem da agenda das políticas públicas consulares ocasionado pelo maior engajamento dos emigrantes a partir da criação das Instituições Participatitvas (IPs), instituídas pela mudança normativa. As análises
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A Realidade Social do Idoso e a Política de Assistência Social

A Realidade Social do Idoso e a Política de Assistência Social

É importante destacar que na Carta Magna os direitos da pessoa idosa estão presen- tes nos capítulos referentes à assistência, a família, ao trabalho e a previdência. Estão presentes também, os direitos decorrentes da solidariedade e reciprocidade, por exemplo: os de cober- tura de situações de extremo risco (não contributivos) ou os decorrentes da contribuição e do trabalho. Assim, no âmbito dos direitos assistenciais, a Lei Orgânica da Assistência Social foi a primeira a ser instituída para este fim específico, e conceitua, inicialmente, a Assistência Social como o atendimento das necessidades básicas, independentemente de contribuição à Seguridade Social, instituindo com obrigatoriedade a assistência social como política pública, fundamentada no direito e focada nos segmentos vulneráveis da população, nesta incluída a prestação gratuita de benefícios e serviços de qualquer natureza, inclusive os de saúde (MO- REIRA, 2008).
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Gestão de desastres e política de assistência social.

Gestão de desastres e política de assistência social.

Após análise das atividades realizadas pelos órgãos municipais, Negredo (2009) constata que diversos fa- tores contribuíram para o mau desempenho dos repre- sentantes da Defesa Civil: a) o desconhecimento da classe política e da comunidade sobre as atividades do órgão; b) a inexistência de quadro permanente de fun- cionários (90% do quadro é composto por militares estaduais, o qual é integralmente substituído a cada troca de governo); c) a interrupção sistemática da es- trutura estadual da Defesa Civil; d) a concepção po- pular de que seja um orgão meramente assistencial (por desenvolver atividades quase que exclusivamen- te no pós-desastre); e) a administração isolada e de- sintegrada; e f) a falta de projetos (as ações centram- se no pós-desastre, com pouca atenção às fases de prevenção e preparação para os desastres).
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