Top PDF PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL

“La unificación jurídica, administrativa y financiera permite un mayor grado de racionalización, que se traduce em una considerable economía en el conste, ya sea en la recaudación de las entradas, ya sea em la distribución de las prestaciones em dinero, ya sea em la organización de los servicios que proporcionan las prestaciones en especie, ya sea en la administración general. Permite uma más amplia compensación de riesgos, contribuyendo a hacer menos aleatorios los resultados del conjunto de la gestión y más fáciles los cálculos de previsión. Posibilita que resulten poco probables las influencias sobre la gestión de particularismos de grupos singulares o de egoísmos regionales. Desde el punto de vista del interés de los beneficiarios, la unidad de gestión significa la existencia de una autoridad com la que tratar ante cualquier eventualidad, eliminando los múltiples pasos necesários para encontrar la ‘ventanilla’ competente em cada caso, sin ser remitido de Herodes a Pilatos; la aplicación de un único procedimiento administrativo y uma única jurisdicción de apelación; la eliminación de conflictos de competencia entre diferentes y agentes en base a principios diversos; la rapidez de decisión como consecuencia de la impossibilidad de discusiones sobre la responsabilidad y de los fins de non recevoir; le mayor facilidad de compreensión del funcionamiento del sistema, a través de la desaparición de la coplejidad y diversidad que desconciertan al hombre de la calle provocado, en él cierta hostilidade. Así pues, uno puede sentirse autorizado para concluir que no se puede criar el sentimiento de seguridade en una población más que garantizando la intervención social através de un organismo único y aboliendo la disperción de instituciones, la diversidad de principios y de métodos y cualquier otro factor de disociación.” 229
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AUXÍLIO-RECLUSÃO E EC 20/98: ANÁLISE DO REQUISITO BAIXA RENDA À LUZ DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL

AUXÍLIO-RECLUSÃO E EC 20/98: ANÁLISE DO REQUISITO BAIXA RENDA À LUZ DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL

[...] o art. 201, § 2º da Constituição Federal dispõe que nenhum outro benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo. Não quer a Constituição Federal que os benefícios de caráter substitutivo tenham valor mensal inferior a um salário mínimo. Ora, fica difícil compreender que a mesma Constituição, por obra do legislador constitucional reformador, estaria proibindo a concessão de renda substitutiva ao dependente do segurado que foi preso. É dizer: um dispositivo fruto da obra do constituinte originário estabelece um valor mínimo para os benefícios que tenham viés substitutivo, ao passo que um outro, elaborado pelo legislador constitucional reformador, estaria permitindo que o dependente do segurado recluso que tenha renda superior a R$ 798,30 não seja amparado pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS de forma alguma.
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O DIREITO CONSTITUCIONAL À SAÚDE E O SISTEMA DE SAÚDE COMPLEMENTAR

O DIREITO CONSTITUCIONAL À SAÚDE E O SISTEMA DE SAÚDE COMPLEMENTAR

Trata-se o presente estudo de uma análise do direito constitucional à saúde e seus impactos no Sistema de Saúde Complementar previstos pela Constituição Federal de 1988. A partir de um estudo do panorama histórico dos direitos fundamentais e da evolução aos direitos sociais como ações positivas do Estado, podemos verificar a importância dada a esses direitos ao longo dos séculos. Partindo deste cenário de evolução dos direitos em nível mundial, faz-se relevante a análise histórica e evoluti- va do direito constitucional à saúde dentro do ordenamento constitucional pátrio, que mostra a passagem de uma lacuna normativo-constitucional expressa de proteção ao direito à saúde até a proteção integral e universal desse direito, tal como estabe- lecido nos artigos 6º e 196 da Constituição Federal de 1988. Um estudo sobre o Sis- tema da Seguridade Social e dos princípios constitucionais a ele inerentes serve como base para a estruturação do Sistema de Saúde Complementar inovado pela Constituição Federal de 1988. A proteção internacional do direito constitucional à saúde foi analisada por meio de estudo do Direito Comparado, com base nas Consti- tuições dos Estados americanos e europeus e no Direito Internacional Público, bem como de doutrinas internacionais específicas sobre o tema. Uma vez examinada a origem e importância do direito constitucional à saúde, nacional e internacionalmen- te, fez-se uma análise do Sistema de Saúde Complementar, por meio de verificação da validade de suas principais normas, a Lei nº. 9.656, de 3 de junho de 1998, que regulamenta o Sistema de Saúde Complementar em âmbito federal, e a Lei nº. 9.961, de 28 de janeiro de 2000, de criação da Agência Reguladora do setor, e da efetivação do direito constitucional à saúde pela prestação estatal de serviços de saúde, bem como do impacto deste direito fundamental nas ações privadas ligadas à saúde complementar. Por fim, foram analisados alguns dos principais dispositivos da Lei nº. 9.66/1998 a fim de se estudar os impactos sociais e a liberdade de atua- ção da iniciativa privada nos serviços ligados à saúde complementar, sem restringir ou reduzir o direito à saúde previsto na Constituição Federal de 1988.
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Desconsideração da Personalidade Jurídica e o Respeito aos Princípios Constitucionais

Desconsideração da Personalidade Jurídica e o Respeito aos Princípios Constitucionais

Desde tempos remotos, tem-se utilizado da personalidade jurídica, seja ela de asso- ciações, de sociedades, ou mesmo de fundações, para a prática de atos que têm o intuito de fraudar a lei, na tentativa de proteger os direitos dos sócios em detrimento de terceiros. Como o Direito visa ao bem social, desenvolveu-se uma doutrina, primeiro no direito estrangeiro, para depois fixar-se no Brasil, que visa à proteção dos direitos destes terceiros que negociam com a sociedade. É a chamada teoria da desconsideração da personalidade jurídica ou Doctrine of disregard of legal entity. A respeito do assunto, discorre Mamede (2010, p. 234):
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OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO DE AÇÃO DIANTE DA MOROSIDADE PROCESSUAL

OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO DE AÇÃO DIANTE DA MOROSIDADE PROCESSUAL

O Poder Judiciário, na sua função de pacificador social, precisa estar apto a solucionar os diversos e crescentes infortúnios provocados pelo desenvolvimento e pela evolução própria da sociedade pós-moderna, sob pena de não desempenhar plenamente seu papel (TESHEINER; VIAFORE, 2011, p. 16). Contudo, esta função não é exclusiva do campo judiciário. É possível ponderar que tal função seja prioritária em outros campos, sobretudo, nas instâncias políticas do executivo e do legislativo. A pacificação é uma função compartilhada entre todos os poderes da república, embora muitas vezes o campo judiciário seja o responsável por findá-la.
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A proteção social ao idoso dependente na Seguridade Social Brasileira

A proteção social ao idoso dependente na Seguridade Social Brasileira

O envelhecimento populacional é realidade inconteste em todo o mundo. O Brasil não foge à tendência mundial e, será, em pouco tempo, o sexto país com maior número de idosos do mundo. O aumento da expectativa de vida traz para muitos dos idosos, sobretudo para aqueles com idade igual ou maior que 80 anos, a consequência correlata da necessidade de auxílio para a realização das atividades diárias. Referida vulnerabilidade é conhecida pelo termo dependência. Para estudarmos esse fenômeno analisamos pormenorizadamente a realidade social e jurídica espanhola no tocante à assistência prestada àqueles cidadãos que estejam impedidos e ou com dificuldades de realizarem as atividades básicas do dia-a-dia. Esse país realizou um estudo, publicado sob o nome de Libro Blanco, que radiografa as minúcias da realidade dos idosos de seu país e, ainda, constrói um modelo possível de atendimento a essa população. Procuramos nos demais países pertencentes ao grupo ibero-americano, dentre os quais, os países da América latina e, não encontramos estudos aprofundados, nem tampouco a proteção social a esse contingente populacional. Por outro lado, quando nos debruçamos sobre a legislação brasileira, encontramos mecanismos de proteção, que elevam o percentual de idosos atendidos, pela Seguridade Social, em quase 100% de seu contingente. Porém, não há legislação e ou políticas públicas específicas para o atendimento ao idoso em situação de dependência. Apesar disso, a Constituição Federal Brasileira apresenta, em seu desenho, condições de atender à essa demanda social, dentro da Seguridade Social, isto é, por meio da Saúde, da Previdência Social e da Assistência Social, sem necessidade de alteração constitucional que viabilize o atendimento aos idosos com necessidade de auxílio para a execução das atividades diárias. Concluímos pela necessidade de um levantamento apurado acerca da realidade dos idosos brasileiros que, possa quantificar e qualificar os mesmos, após o que, será possível desenvolver políticas públicas adequadas à essa população. No mais, nos detivemos acerca da efetividade das normas constitucionais de proteção ao idoso dependente, aferindo do texto constitucional que, sim, há previsão de proteção ampla e irrestrita a esse contingente populacional. Porém, a mesma restringe-se a uma proteção de eficácia limitada, o que não significa, prima facie, a não efetividade do direito, mas sim, a necessária atuação legislativa para a consecução dos objetivos perseguidos pelo constituinte. E, ainda, considerando que da promulgação da CF/88 já decorreram 26 anos, propomos a discussão sobre quais são as medidas judiciais cabíveis, passíveis de tornarem realidade o direito à proteção do idoso em situação de dependência.
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Seguridade Social no Brasil

Seguridade Social no Brasil

Mas chegava-se nesta fase a um grande consenso, que não definia pactos substantivos nem para o setor saúde, nem para a previdência, nem para a assistência social e muito menos para a seguridade social, o que acabou por criar uma situação de total instabilidade para os setores e suas propostas reformistas. O consenso político neste momento de negociação indicou ser a melhor proposta para os três setores, a integração das políticas na composição de um Ministério único, que reunisse toda a política de assis- tência social, previdência e saúde. Mas a formulação da seguridade social surgiu, assim, muito mais como uma proposta de resistência e fortalecimen- to do setor social, num momento de rearranjo político-institucional das for- ças conservadoras do Estado, do que como um projeto político pactuado a partir dos interesses de cada um desses setores. A seguridade social surgiu fundamentalmente como uma contra-estratégia diante das forças conser- vadoras do plenário. No entanto, o apoio expressivo dos grupos conserva- dores a esta proposta demonstrou também a fragilidade política deste modelo que, apesar de ter sido aprovado, foi definido em linhas gerais e imprecisas nos seus princípios elementares. Foi essa a vitória conserva- dora: acolher um projeto e anulá-lo desde a sua origem.
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Interpretação do direito penal à luz de seus princípios constitucionais

Interpretação do direito penal à luz de seus princípios constitucionais

RESUMO: O presente trabalho se propõe a analisar a aplicação do Direito Penal à luz do contido na Constituição Federal, em especial em conformidade com os princípios que norteiam o Estado Democrático de Direito que, por conseguinte, limitam o poder de punir do Estado, regrando as possibilidades de incriminação de condutas e a conseqüente aplicação da pena decorrente das infrações cometidas no campo do ilícito penal. Para tanto, é feita uma exposição da evolução das concepções de Estado, tendo como ponto inicial o Estado de Direito, até a presente confi guração do Estado Social Democrático de Direito e seus fi ns, pois que o direito deve atender aos referidos fi ns, de modo que toda a interpretação dos Códigos deve ser feita à luz da Constituição Federal, posto que se partisse de premissa diversa o Estado Juiz ao invés de guardar os valores consentâneos aos objetivos da nação, estará a violar os resultados de toda a evolução histórico-cultural da mesma. Em seguida, passa-se a uma sucinta exposição dos princípios do Direito Penal que se destinam a balizar a atuação do Estado, abordando-se desde o princípio da legalidade até aqueles destinados a regrar a aplicação e o cumprimento da pena. Após, é trazido o enfrentamento das opiniões de Ronald Doworkin e Robert Alexy, doutrinadores constitucionalistas, com ênfase no mote fi losófi co do direito, sobre a existência e aplicação de regras e princípios, suas diferenças e importância na esfera da concretude do sistema jurídico. Em conclusão, destaca-se a importância da efetivação do direito em consonância com os anseios constitucionais.
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A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

Todavia, ultrapassando esse entendimento, uma análise mais acurada revela que, realmente, o que estava em jogo não era tanto a incompatibilidade dos avanços constitucionais com a ascensão do neoliberalismo e nem mesmo uma provável crise financeira do Estado. De fato, estava em jogo, a possibilidade de ruptura desses avanços com os tradicionais esquemas de barganha populista e de patronagem política, os quais mantêm velhas oligarquias no poder e inibem a extensão da cidadania. Tanto foi assim que o Executivo e o Legislativo postergaram deliberadamente gestões para a aprovação final dos dispositivos constitucionais referentes à matéria e criaram lapsos temporais diferentes entre a promulgação da Constituição e a implementação dos direitos à seguridade. Por isso, só em setembro de 1990 a Lei Orgânica da Saúde foi promulgada, e somente em julho de 1991 as leis de Organização e Custeio e de Benefícios da previdência receberam sanção presidencial. Fato singular foi o Projeto de Lei Orgânica da Assistência, que após receber, veto integral do Presidente da República (Collor de Mello), em 1990, só foi promulgada em dezembro de 1993, mediante reiterada pressão social.
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OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E O DIREITO À EDUCAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E O DIREITO À EDUCAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

A educação, então, devidamente aplicada a toda uma sociedade resulta em comprovada melhoria na vida das pessoas com deficiência e de todas as demais pessoas presentes naquele núcleo, promovendo uma cultura de independência e de autonomia, tão necessária para permitir a existência das pessoas com deficiência, sem qualquer forma de estigma ou de concepções equivocadas relacionadas a expressões culturais de que as pessoas com deficiência seriam incapazes, doentes e até mesmo infelizes por portarem aquela “característica” diferenciadora dos demais integrantes do grupo, o que, em longo prazo ocasiona uma série de preconceitos e de formas de exclusão social.
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A educação em Portugal: princípios e fundamentos constitucionais

A educação em Portugal: princípios e fundamentos constitucionais

Assim sendo, qualquer que seja o ciclo e a modalidade de ensino, o alinha- mento das políticas educativas com o crescimento económico, a competitividade e a empregabilidade não podem perder de vista estes objetivos mais amplos. É certo que, por exemplo, as competências básicas de língua ou de matemática são funda- mentais para a inclusão e a cidadania nas sociedades atuais. E é indiscutível que o emprego é uma via central de integração na vida social e económica. Mas não ga- rantem, só por si, a redução das desigualdades, nem o desenvolvimento de valores democráticos. Esta questão remete, portanto, para a “educação para a cidadania”, não como área de atividades escolares pontuais ou orientadas para a gestão da (in)disciplina, mas como princípio orientador das instituições educativas, promo- vendo a participação dos estudantes na gestão das escolas e na vida das suas comu- nidades (EACEA/Eurydice, 2012).
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DIREITOS FUNDAMENTAIS, PRINCÍPIOS PENAIS CONSTITUCIONAIS E GARANTISMO PENAL

DIREITOS FUNDAMENTAIS, PRINCÍPIOS PENAIS CONSTITUCIONAIS E GARANTISMO PENAL

Os Direitos fundamentais de primeira, segunda e terceira geração correspondem ao núcleo de legitimidade substancial do Estado democrático de direito e estabelecem um pólo rígido de justiça material independente dos ‘desejos’, livres ou manipulados. É que a idéia de democracia reduzida à expressão da vontade da maioria não satisfaz às expectativas nascidas com o processo de positivação, generalização, internacionalização e especificação dos direitos humanos, podendo, inclusive, demonstrar-se autoritária, devido à tendência de tornar universal determinada moral, excluindo os direitos das minorias (as relações de gênero, os problemas raciais e étnicos, as discriminações sexuais, as indiferenças quanto à questão etária, o desrespeito às classes marginalizadas social ou economicamente et caetera). Definitivamente, o sentido de democracia não corresponde mais à questão de legitimidade procedimental das decisões majoritárias, pois estas não têm poder deliberativo absoluto (uma decisão pode ser majoritária e autoritária ao mesmo tempo) 40 .
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Alguns Princípios Constitucionais e Administrativos na Administração Pública Brasileira

Alguns Princípios Constitucionais e Administrativos na Administração Pública Brasileira

O princípio da proporcionalidade consiste, principalmente, no de- ver de não serem impostas, aos indivíduos em geral, obrigações, restrições ou sanções em medida superior àquela estritamente necessária ao atendimento do interesse público, segundo critério de razoável adequação dos meios aos fins. Aplica-se a todas as atu- ações administrativas para que sejam tomadas decisões equilibra- das, refletidas, com avaliação adequada da relação custo-benefício, aí incluído o custo social. 36

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP Fabio Batista de Medeiros

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP Fabio Batista de Medeiros

O presente trabalho tem como objetivo principal abordar, com precisão e rigor científico, o tema do custeio da aposentadoria especial e dos benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho, tema que tem dependência pura à noção de risco gerador da necessidade de proteção previdenciária. O custeio da aposentadoria especial e dos benefícios previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho, comumente chamado de “contribuição para o seguro acidente de trabalho” ou simplesmente “SAT”, é espécie de custeio da previdência social, ramo da seguridade social. Assim, este se apresenta com destacada importância, pois envolve o ingresso de receitas que proporcionam a manutenção das prestações previdenciárias destinadas a proteger a sociedade de contingências sociais causadas pelo trabalho, como os riscos de doenças, invalidez por acidentes e aceleração do envelhecimento natural do homem, todos causadores de reflexos negativos à capacidade do homem trabalhar. Desta forma, o presente trabalho busca identificar corretamente, em relação ao tema, sua natureza jurídica, seus fundamentos constitucionais, suas características próprias e aquelas eventualmente compartilhadas com os demais caracteres do Direito Previdenciário, tendo como campo de exploração para interpretação jurídica as normas extraídas do Direito Positivo, especialmente a Constituição Federal, o art. 22, II da Lei 8.212/1991 e os §§ 6º e 7º da Lei 8.213/1991.
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Implicações da reforma da previdência na seguridade social brasileira.

Implicações da reforma da previdência na seguridade social brasileira.

princípios de universalidade, eqüidade, integralidade das ações, regionalização, hierarquização, descentralização, participação dos ci- dadãos e complementaridade do setor privado, vem sendo minado pela péssima qualidade dos serviços, pela falta de recursos e pela ampliação dos esquemas privados que sugam os recursos públicos (COHN, 1995a). A proposta de saúde pública e universal parece estar, na prática, sofrendo um processo de privatização passiva (D RAIBE, 1990). Na assistência, o sistema descentralizado e participativo, aos moldes do SUS, vem sendo constantemente des- respeitado, com programas, projetos e serviços definidos na esfera federal e liberação de recursos condicionada à sua execução, desres- peitando assim o princípio de respeito e atendimento às necessidades identificadas localmente (BOSCHETTI, 2001). Se a descentralização vem sendo desrespeitada, seja por meio da centralização no governo federal, seja pela adoção de uma “descentralização” que privatiza e/ou transfere responsabilidades para Estados e municípios, também o con- trole e a participação da sociedade nos Conselhos vem sendo ameaçada (THEODORO, 2001 & THEODORO & BRITO, 2002).
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Seguridade Social, Cidadania e Saúde :: Brapci ::

Seguridade Social, Cidadania e Saúde :: Brapci ::

parâmetro sua relação com a macroeconomia, especialmente no que tange às alterações na estrutura produtiva, ao baixo dinamismo da produção e à oscilação no nível da atividade econômica do país. Servindo-se de uma série de dados oficiais produzidos pelo IBGE, o autor traz elementos para analisar aspectos como o padrão brasileiro de contratação laboral, marcado pela flexibilidade quantitativa dos trabalhadores, precarização e rotatividade dos postos de trabalho, com impacto nos esforços de elevação da escolaridade e qualificação dos empregados; a persistência e mesmo aprofundamento das desigualdades salariais com remuneração extremamente reduzidas na base da pirâmide ocupacional e a estrutura tributária brasileira, assentada em alta carga de impostos e concentrada nas menores remunerações. Esse quadro traz repercussões seriamente negativas aos princípios solidários que orientam a noção de seguridade e a própria coesão social. Seus efeitos sob a área da previdência social são imediatos e se expressam no elevado contingente populacional desprotegido pela legislação social e trabalhista bem como na maior oscilação e vulnerabilidade do financiamento da própria previdência social.
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Rev. katálysis  vol.18 número2

Rev. katálysis vol.18 número2

Outra falta de integração do sistema diz respeito ao orçamento para a Seguridade. A Constituição Federal, em seu art. 195, estabeleceu uma série de elementos importantes para compor o financiamento desse sistema: contribuições sociais; Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL); Contribuição para o Financiamen- to da Seguridade Social (Confins); e concurso de prognósticos e orçamento dos Ministérios das três políticas sociais. No entanto, o pagamento dos benefícios previdenciários é custeado apenas pelas contribuições sociais de trabalhadores e empregadores, ignoram-se os demais dispositivos previstos na Constituição. Segundo os preceitos constitucionais, 30% do orçamento geral da seguridade deveriam ser destinados à saúde, mas nunca foi cumprido, resultando em uma série de artefatos para custear a saúde, entre as quais foi, no passado, instituída a CPMF, destinada exclusivamente a essa política, que também não foi assim destinada. A Assistên- cia, não obstante todo discurso do governo com o bolsa família, teve reduzido o número dos beneficiários em 2014 em 3,2% com relação ao ano de 2013. Como garantir uma integralidade se o próprio sistema de seguridade é fatiado em seus recursos? A Desvinculação da Receita da União (DRU), instituída em 1994 com o Plano Real, encontra-se em análise por meio da PEC 87/15 para ser prorrogada até 31 de dezembro de 2023 e ter uma flexibilidade maior, de 20% para 30 %, o que permite ao governo dispor livremente desse percentual para outros fins alheios à seguridade social. O nosso sistema de proteção social, que sempre foi fragmentado e, portanto, muito frágil, ousou certo avanço na Constituição Federal de 1988, mas logo após sua promulgação foram soltos “balões de ensaios” que os direitos ampliados tornavam ingovernável o país, prenúncio para todo o desmonte logo a seguir.
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PANORAMA DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA TRIBUTAÇÃO

PANORAMA DOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA TRIBUTAÇÃO

garantidor das liberdades individuais e passa à intervenção moderada na ordem econômica e social. A atividades financeira continua a se fundamentar na receita de tributos, proveniente da economia privada, mas os impostos passam a se impregnar da finalidade social ou extrafiscal, ao fito de desenvolver certos setores da economia ou de inibir consumos e condutas nocivas à sociedade. Pela vertente da despesa, a atividade financeira se desloca para a redistribuição de rendas, através do financiamento da entrega de prestações de serviços públicos ou de bens públicos, e para a promoção do desenvolvimento econômico, pelas subvenções e subsídios. O orçamento público se expande, mas procura conservar o equilíbrio, depois de ultrapassado o excesso de intervencionismo das décadas de 50 e 60. O Estado Social Fiscal é sobretudo planejador, redistribuidor e promotor”. Sobre o tema, consultar: BONAVIDES, 2002, p. 327-355; e GRAU, 2002.
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Proteção social e seguridade social no Brasil: pautas para o trabalho do assistente social.

Proteção social e seguridade social no Brasil: pautas para o trabalho do assistente social.

O que se quer destacar é que o domínio da construção de um campo direcio‑ nado para a atenção a fragilidades do ciclo de vida, vitimizações, parecia adquirir um tom residual, talvez puxando mais para um conteúdo terapêutico, pouco entu‑ siasmante para o Serviço Social com forte apelo para a perspectiva histórica e so‑ cietária. A ação federal na previdência social, na saúde e mesmo na assistência social ocuparam espaço quando do debate ampliado dos rumos dessas políticas, seus princípios, inanciamento, a reforma da previdência, a reforma sanitária, a luta pela LOAS, que se poderia também nominar de reforma da assistência social. O processo de formação na graduação orientado para o caráter geral, sem especiali‑ zação da ação proissional em uma das políticas sociais não gerou também uma provocação maior quanto ao domínio desses campos.
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Prisões cautelares e princípios constitucionais

Prisões cautelares e princípios constitucionais

This paper proposes to address the constitutional principles in the prisons of interim nature under Brazilian law of criminal procedure. We aimed to establish the general objective points of reflection on the subject based on the analysis of necessity and uniqueness of precautionary detention, on the right to implement its temporary and possible conflict between that law and preserving the right to freedom. The specific objectives are delimited to present the history and characteristics of precautionary detention, its types and analyze the personal and social consequences of temporary detention. It was also subject of consideration the seriousness of the injunction, on an extremely exceptional character, imposed in order to establish the desired balance between the two duties of the State: - protection and security to society and security and protection of fundamental rights and freedom of the individuals it includes. The types of precautionary detention were reconsidered in light of the constitutional principles and guarantees by considering the purposes of preventive detention. According to the understanding of the Federal Supreme Court, the legitimacy of precautionary detention must be viewed based on the principle of non-culpability. It is necessary to study and demonstrate that precautionary detention is protected by its extraordinary character following the modern trends of Superior Courts of Law, attaching jurisprudence. For this research, we opted for bibliographical study on doctrines, jurisprudence and legislation pertinent to the theme. Thus, the study was justified and was relevant to show that all rules prior to the Federal Constitution which determines automatic and mandatory prison without real justification are revoked. All rules which prohibit the bail, when not justified in real need of arrest, such as those based solely on the seriousness of the crime, should be considered unconstitutional.
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