Top PDF O PROCESSO DE COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL ARBITRAL INTERNACIONAL E O SEU FUNCIONAMENTO

O PROCESSO DE COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL ARBITRAL INTERNACIONAL E O SEU FUNCIONAMENTO

O PROCESSO DE COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL ARBITRAL INTERNACIONAL E O SEU FUNCIONAMENTO

Art. 38. Somente poderá ser denegada a homologação para o reconhecimen- to ou execução de sentença arbitral estrangeira, quando o réu demonstrar que: I) as partes na convenção de arbi- tragem eram incapazes; II) a convenção de arbitragem não era válida segundo a lei à qual as partes a submeteram, ou, na falta de indicação, em virtude da lei do país onde a sentença arbitral foi proferida; III) não foi notificado da designação do árbitro ou do proce- dimento de arbitragem, ou tenha sido violado o princípio do contraditório, impossibilitando a ampla defesa; IV) a sentença arbitral foi proferida fora dos limites da convenção de arbitragem, e não foi possível separar a parte exce- dente daquela submetida à arbitragem; V) a instituição da arbitragem não está de acordo com o compromisso arbitral ou cláusula compromissória; VI) a sen- tença arbitral não tenha, ainda, tornado obrigatória para as partes, tenha sido anulada, ou, ainda, tenha sido suspensa por órgão judicial do país onde a sen- tença arbitral for prolatada.
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A composição do Tribunal da Relação e outros aspetos do processo judicial de execução de Mandado de Detenção Europeu (MDE) | Julgar

A composição do Tribunal da Relação e outros aspetos do processo judicial de execução de Mandado de Detenção Europeu (MDE) | Julgar

adotada como forma de julgamento ou o seu modo de funcionamento, o que ficava para as leis de processo civil e de processo criminal, sendo certo que aquela disposição foi revogada pela Lei 63/2013 que deixou mesmo de se referir à conferência. Nos termos do artigo 419º do CPP, na sua atual redação, o julgamento do recurso em conferência é feito com intervenção do presidente da secção, do relator e de um juiz-adjunto, que tiveram antes vista do processo e conhecimento do projeto de acórdão enviado previamente pelo relator conforme é regra da praxis atual, apesar de o artigo 419º não o impor em todos os casos. A deliberação em conferência é precedida de discussão sobre as questões que integram o objeto do recurso, dirigida pelo presidente da secção - apesar de a lei de processo não estabelecer formas vinculadas de discussão e deliberação sobre o objeto do recurso a decidir em conferência - mantendo-se a tónica na discussão e no caráter plural e coletivo da decisão, aspetos que tradicionalmente se ligam ao julgamento em conferência. Como refere A. dos Reis, “Entre o julgamento por tenções e o julgamento em conferência há a seguinte
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Arbitragem internacional em águas brasileiras: uma proposta de criação de um tribunal arbitral internacional marítimo no Complexo Industrial e Portuário do Pecém

Arbitragem internacional em águas brasileiras: uma proposta de criação de um tribunal arbitral internacional marítimo no Complexo Industrial e Portuário do Pecém

Dr. Raul Neris - As inspeções, que não seriam um problema no sentido literal, mas impacta, pois é um gargalo para o cliente, pois vai ter um custo e a demora do processo. Quando um órgão anuente, seja quql for, a Receita Federal, o Ministério da Agropecuária, o qual não pode fiscalizar todas as cargas, por exemplo, ele fiscaliza todas as que ele tem legitimidade, como a ANVISA, que fiscaliza frutas, alimentos, produtos farmacêuticos. O cliente pode perder dois, três, quatro dias em uma fiscalização, demandando dinheiro, pois o cliente pagará pelo custo, sendo um desafio. Em relação à infraestrutura o Porto está pronto para receber e movimentar até 28 milhões de toneladas, hoje fazemos 17 milhões, com perspectiva para 18 milhões até o final do ano. A cabotagem deu um boom enorme, o Governo Federal está dando muito estímulo inclusive para regulamentar a cabotagem. Nos últimos dez anos houve um crescimento exponencial do Porto do Pecém, cerca de 20% ao ano. Até 2030 pretendemos movimentar 50 milhões de toneladas, se atingirmos esse patamar, nas perspectivas de hoje, seríamos o segundo ou o terceiro maior porto do Brasil. Somos o 7º maior porto brasileiro em apenas 17 anos do surgimento do Porto do Pecém.
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O processo arbitral: aspectos gerais e princípios jurídicos estruturantes no Brasil e em Portugal

O processo arbitral: aspectos gerais e princípios jurídicos estruturantes no Brasil e em Portugal

parte que faz o pedido demonstrar que: i) Uma das partes da convenção de arbitragem estava afectada por uma incapacidade; ou que essa convenção não é válida nos termos da lei a que as partes a sujeitaram ou, na falta de qualquer indicação a este respeito, nos termos da presente lei; ou ii) Houve no processo violação de alguns dos princípios fundamentais referidos no n.º 1 do artigo 30.º com influência decisiva na resolução do litígio; ou iii) A sentença se pronunciou sobre um litígio não abrangido pela convenção de arbitragem ou contém decisões que ultrapassam o âmbito desta; ou iv) A composição do tribunal arbitral ou o processo arbitral não foram conformes com a convenção das partes, a menos que esta convenção contrarie uma disposição da presente lei que as partes não possam derrogar ou, na falta de uma tal convenção, que não foram conformes com a presente lei e, em qualquer dos casos, que essa desconformidade teve influência decisiva na resolução do litígio; ou v) O tribunal arbitral condenou em quantidade superior ou em objecto diverso do pedido, conheceu de questões de que não podia tomar conhecimento ou deixou de pronunciar -se sobre questões que devia apreciar; ou vi) A sentença foi proferida com violação dos requisitos estabelecidos nos n.os 1 e 3 do artigo 42.º; ou vii) A sentença foi notificada às partes depois de decorrido o prazo máximo para o efeito fixado de acordo com ao artigo 43.º ; ou b) O tribunal verificar que: 29 i) O objecto do litígio não é susceptível de ser decidido por arbitragem nos termos do direito português; ii) O conteúdo da sentença ofende os princípios da ordem pública internacional do Estado português. PORTUGAL. Lei de Arbitragem. Disponível em: <www.pgdlisboa.pt/leis/leimostraarticulado.php?nid=1579&tabela=leis>. Acesso em: 29 de jun. de 2017.
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Alexandre Marçal Pereira, “O Processo Arbitral: Aspectos Gerais no Brasil e em Portugal”

Alexandre Marçal Pereira, “O Processo Arbitral: Aspectos Gerais no Brasil e em Portugal”

A arbitragem ad hoc, sob as regras da já citada UNCITRAL, também é usual em grandes litígios internacionais, mas é importante que o Tribunal Arbitral tenha larga experiência na condução dos procedimentos. Quando tratamos de câmaras arbitrais, o que importa não é quantidade e sim a qualidade. Em termos globais, três instituições se destacam no cenário interna- cional: a Corte de Arbitragem da Câmara de Comércio Interna- cional (CCI), em Paris; o braço internacional da American Arbi- tration Association (AAA), a International Center for Dispute Resolution (ICDR), em Nova Iorque; e, a London CourtofInter- nationalArbitration (LCIA).
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A intervenção dos tribunais estaduais no processo arbitral : o decretamento e a execução de providência cautelares

A intervenção dos tribunais estaduais no processo arbitral : o decretamento e a execução de providência cautelares

É relevante mencionar, a necessidade de observância dos prazos previstos na alínea a), n.º 1 do art. 389.º do CPC, que estabelece a necessidade de propositura da acção principal no prazo de 30 dias (ou de 10 dias) contados da concessão da medida cautelar pelo tribunal judicial, sob pena de caducidade e cessação da eficácia da medida cautelar. Adequando a norma processual à realidade do processo arbitral, o autor da acção cautelar deverá, no prazo aplicável, comprovar que tomou as providências necessárias no sentido de instituir a arbitragem. 78 É feita uma equiparação entre o envio da petição inicial para a acção arbitral e a comunicação prevista no n.º 1 do art. 11º da LAV. Por produzir o mesmo efeito prático, a acção arbitral considera-se proposta através da notificação de uma parte à outra parte na arbitragem. 79 É aliás, o que está previsto no art. 21.º da Lei-Modelo. 80 É evidente uma manifestação de vontade expressa da parte que pretende iniciar a relação processual arbitral. 81
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TRATAMENTO DE CRIMES AMBIENTAIS PELO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

TRATAMENTO DE CRIMES AMBIENTAIS PELO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

Fazer cumprir – a legislação que protege a segurança ambiental em amplitu- de internacional – deve caber às instituições internacionais cridas como resultado de processos diplomáticos, jurídicos e políticos. A integridade dos direitos ambien- tais significa que sua proteção deve ser assegurada por órgãos criados com a acei- tação geral (idealizada, universal) da comunidade internacional. O TPI é o primeiro e único tribunal penal internacional permanente (pelo menos atualmente) e, como tal, representa o foro judicial apropriado para ajuizar tais atos, apesar da resistência que ainda sofre por parte dos Estados Unidos e de outros países. Um dos principais objetivos que levaram a constituir o Tribunal Penal Internacional foi coibir e castigar os mais graves crimes internacionais, que também “ameaçam a paz, a segurança e o bem-estar da humanidade” (Estatuto de Roma, 1998). A destruição deliberada do ambiente para fins estratégicos e militares, com suas sequelas desastrosas para as populações humanas, se enquadra claramente em esta descrição.
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A câmara Corporativa no Estado Novo : composição, funcionamento e influência

A câmara Corporativa no Estado Novo : composição, funcionamento e influência

Eram competências do Governo: referendar os actos do Presidente da República; elaborar decretos-leis no uso de autorizações legislativas ou (até 1945 de obrigatória ratificação se no período de funcionamento da Assembleia) nos casos de urgência e necessidade pública; superintender o conjunto da administração pública, fazendo executar as leis e resoluções da Assembleia Nacional, fiscalizando superiormente os actos dos corpos e corporações administrativas e praticando todos os actos respeitantes à nomeação, transferência, exoneração, reforma, aposentação, demissão ou reintegração do funcionalismo civil ou militar. Para a execução das leis, seria, em 1945, fixado um prazo de seis meses para a publicação dos respectivos decretos. A primeira lei de revisão de 1935 acrescentaria, nos casos de urgência e necessidade pública, a aprovação de convenções e tratados internacionais. Em 1945, a aprovação de decretos-leis deixava de possuir quaisquer condicionantes e a ratificação, se publicados com a Assembleia em funcionamento, teria de ser requerida por um mínimo de cinco (dez, em 1951) deputados. Em 1971, os tratados ou acordos internacionais a aprovar pelo governo seriam limitados aos que possuíssem como objecto matéria legislativa ou da sua competência. Em caso de urgência e necessidade pública, e fora do funcionamento efectivo da Assembleia Nacional, Governo podia aprovar tratados internacionais que versassem matéria da competência exclusiva daquele órgão, devendo, porém, o respectivo decreto do Governo ser ratificado na primeira sessão legislativa que se seguisse à sua publicação. Nas mesmas circunstâncias, podia publicar decretos-leis sobre impostos e sistema monetário, matérias que tinham sido incluídas na competência reservada da Assembleia. Os actos do Presidente da República e do Governo que implicassem aumento ou diminuição de receita ou de despesa seriam necessariamente referendados pelo ministro das Finanças. A nomeação dos governadores coloniais seria feita em Conselho de Ministros. Em 1971, seriam acrescentadas à competência do governo, em circunstâncias excepcionais, a declaração do estado de sítio e, perante actos subversivos, a adopção das providências necessárias para reprimir a subversão e prevenir a sua extensão, com a restrição de liberdades e garantias individuais.
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África e o Tribunal Penal Internacional (2002 a 2016)

África e o Tribunal Penal Internacional (2002 a 2016)

O Tribunal é criticado pelo facto de ser politizado. O Tribunal não consegue perseguir os mais altos responsáveis de crimes graves do âmbito internacional, preferindo julgar pessoas de pouca relevância no que diz respeito ao cometimento de crimes contra os direitos humanos. As acusações incidem sobre o facto de o Tribunal escolher uma determina situação para a qual é competente o TPI, processando desta feita, os infratores de crimes internacionais menos relevantes. O Tribunal é altamente dependente da cooperação dos Estados para levar a cabo o processo criminal, levando à justiça apenas aquelas pessoas «fáceis de deter». O TPI é acusado de ser politizado porque leva em consideração outros fatores que aqueles concernente o combate a impunidade dos autores de grave violação do direito internacional. Os pequenos infratores que no continente africano é chamado de “peixe piqueno” são processados ao contrario dos grandes responsáveis por crimes graves, chamados de “peixe grande”.
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THE ARBITRAL TRIBUNAL AS AN ALTERNATIVE LEGAL INSTRUMENT FOR SOLVING WATER CONFLICTS IN BRAZIL

THE ARBITRAL TRIBUNAL AS AN ALTERNATIVE LEGAL INSTRUMENT FOR SOLVING WATER CONFLICTS IN BRAZIL

Resumo: A água ao longo da história constituiu-se e se mantém num fator essencial ao seu desenvolvimento. O Estado por meio do Poder Judiciário assumindo a tutela do meio ambiente disponibilizou diversas medidas judiciais para sua proteção e reparação. Contu- do, devido ao assoberbamento do sistema, ausência de políticas públicas e a morosidade judiciária, referidas ações se mostram ineficazes ou insuficientes frente às necessidades cotidianas. Surge imperiosa a adoção de métodos alternativos à atuação do Poder Judiciário visando seu desafogo e maior eficácia nas tutelas emergenciais, preventivas e reparadoras. Encontramos Política Nacional de Recursos Hídricos em seu artigo 38, II, a atribuição aos Comitês de Bacias para o uso da arbitragem nas vias administrativas nos conflitos hídricos. Assim, a criação de um Tribunal Arbitral da Água com atuação extrajudicial paralelamente às medidas judiciais apontadas efetivamente contribuiria para a prevenção/minimização dos danos ambientais e consequente viabilização indiscriminada ao acesso do recurso natural.
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A SUBMISSÃO DO BRASIL AO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

A SUBMISSÃO DO BRASIL AO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

O PrepCom levou em conta o importante trabalho efetuado pela CDI e o projeto por ela submetido à Assembléia-Geral. No entanto, durante o curso dos debates no Comitê e na Sexta Comissão, sob a influência já da experiência com os tribunais ad hoc e ante a evolução da situação internacional, verificou-se a tendência a valer-se também de trabalhos e contribuições oriundos de outras fontes. Cite-se, entre estas, o chamado projeto Siracusa, elaborado pelo Comitê de Peritos do Instituto Internacional de Altos Estudos em Ciências Criminais, que se reuniu na cidade de Siracusa, em 1996, e apresentou sugestões para a incorporação ao projeto da CDI. Esse texto, circulado como documento do PrepCom, ampliava em vários aspectos o escopo do TPI, ao eliminar a cláusula de jurisdição facultativa, prever a possibilidade de iniciativa autônoma do promotor para iniciar investigações e ao atribuir maior independência em relação ao Conselho de Segurança.
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A aplicação do direito processual civil no processo arbitral em matéria de prova

A aplicação do direito processual civil no processo arbitral em matéria de prova

Não existem, por regra, normas pré-fixadas em arbitragem. Os regulamentos para os quais as partes podem remeter, muitas vezes contêm apenas linhas gerais, embora cada vez mais haja alguma regulamentação nesse sentido, principalmente para ajudar a um melhor entendimento, necessário, sobretudo, nas arbitragens internacionais (cfr. artigo 6.º LAV atual). 39 Ou as partes podem convencionar a aplicação de uma lei processual estrangeira, que também traria grandes inconvenientes, provavelmente até maiores que os que resultem da aplicação do CPC, nomeadamente, um forte aumento de trabalho e incerteza na apreciação das matérias 40 , antítese da celeridade e flexibilidade que se pretendem. Essas leis de arbitragens estrangeiras como refere Lima Pinheiro têm “um interesse limitado visto que a maioria destas leis se limita a enquadrar o funcionamento da arbitragem e delegam nas partes e nos árbitros a determinação das regras processuais aplicáveis.” 41 “An international arbitrational may be conducted in many different ways. There are no fixed rules of procedure. Rules of arbitration often provide an outline of the various steps to be taken; but the detailed regulations of the
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O Tribunal Penal Internacional visto desde a África

O Tribunal Penal Internacional visto desde a África

A desconfiança das autoridades nacionais contra o TPI também é visível no caso do Quênia. Estado Parte ao Estatuto de Roma desde 2005, o Tribunal autorizou o Procurador, em março de 2010, a abrir um inquérito proprio motu sobre as violências que eclodiram após a reeleição contestada do Presidente Mwai Kibaki, em dezembro de 2007. Na sequência da emissão de intimações no ano seguinte, seis cidadãos quenianos concordaram em comparecer voluntariamente perante o TPI em abril de 2011. O Parlamento queniano tinha acabado de falhar em criar um tribunal especial para julgar as violências pós-eleitorais, enquanto as sondagens indicavam uma opinião amplamente favorável para o julgamento dos crimes ocorridos na ocasião desses confrontos. Apesar da confirmação das acusações contra quatro dos suspeitos 58 , as autoridades quenianas estão tentando desde há vários meses de privar o TPI de sua competência nestes casos. Para elas, tal reviravolta poderia explicar-se pelo facto de que, após a aprovação da nova Constituição queniana, em agosto de 2010, teria chegado a hora para a união da sociedade daquele país. Para acabar com os conflitos do passado e alcançar a reconciliação nacional, seria portanto essencial que o julgamento dos cidadãos quenianos pudesse ter lugar ao nível nacional. Certamente, quando o Procurador tinha originariamente submetido o caso ao TPI, Nairobi havia-se mostrado favorável, devido à grave crise que o país estava passando naquele momento. Esta benevolência para com o Tribunal, no entanto, desintegrou-se rapidamente quando este lançou três mandados de prisão contra os aliados do Presidente Mwai Kibaki, tendo mesmo o Parlamento queniano votado uma lei em favor da retirada do país do Estatuto de Roma 59 . Se o Quénia conseguir privar o TPI de sua competência, é de temer que a justiça penal internacional perca a sua credibilidade, pois isso significaria que o nível internacional poderia ser deposto em favor do nível interno a qualquer momento, a critério da avaliação das próprias autoridades nacionais que estimariam ter os meios para fazer justiça elas próprias. Isto equivale a dizer que a jurisdição do TPI perderia toda a sua substância!
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Nota introdutória: o Tribunal Penal Internacional em África

Nota introdutória: o Tribunal Penal Internacional em África

e como umâ resposta às estratégias de não cooperação com o TPI.. do Tribunal Africano de |ustiça e Direitos Humanos, resultado da fusão do Tribunal de. ]ustiça da Un[r]

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Prelúdios de uma Nova Ordem Mundial: O Tribunal Penal Internacional

Prelúdios de uma Nova Ordem Mundial: O Tribunal Penal Internacional

acabou por consagrar uma série de compromissos que, como vimos, dão a este órgão uma posição de privilégio: assim, entre outros aspectos, o Conselho de Segurança pode, nos termos dos artigos 12º e 13º, denunciar qualquer situação ao Tribunal sem que tenha que haver o consentimento de qualquer Estado, nem mesmo do território ou da nacionalidade do presumível autor (que, recorde-se, é necessário, nos termos do nº 2 do art. 12º, quando a denúncia tiver partido de um Estado Parte ou o processo tiver começado por iniciativa do Procurador); por outro lado, o Conselho de Segurança pode, por resolução, determinar que um processo a iniciar ou já começado não prossiga, ficando suspenso por 12 meses, período este que poderá ser sempre renovado por resolução sucessiva (art. 16º), o que lhe dá um poder de moratória considerado aceitável pelos negociadores atendendo a situações cuja resolução política poderá ser mais expediente, deste modo, não deixando de exigir que não haja qualquer veto, o que implica a concordância de todos os membros permanentes e um número mínimo de 9 votos favoráveis 20 ; finalmente, o Conselho terá uma posição especial
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O papel dos Estados Africanos na politização do Tribunal Penal Internacional

O papel dos Estados Africanos na politização do Tribunal Penal Internacional

um dos aspetos mais controversos do Estatuto. Tem sido defendido que o papel reconhecido ao CSNU no Estatuto pode contribuir para ampliar a jurisdição do TPI, ao abrigo do artigo 13.º do Estatuto, que prevê a possibilidade de “O Conselho de Segurança, agindo nos termos do capítulo VII da Carta das Nações Unidas, denunciar ao procurador qualquer situação em que haja indícios de ter ocorrido a prática de um ou vários desses crimes” (GDDC, 2002), em situações em que os Estados e o Procurador não têm jurisdição – recorde-se que o TPI só tem jurisdição sobre crimes cometidos por nacionais de Estados partes ou sobre crimes que tenham ocorrido no território de Estados que ratifica- ram o tratado que criou o TPI. É de referir que o CSNU tem ainda a possibilidade de utilizar a moratória constante do artigo 16.º, isto é, o de- ferimento do início ou continuação de qualquer processo do tribunal por 12 meses, através de resolução que tal prescreva. Por último, e não menos importante, a Conferência de Revisão de Kampala do Estatuto de Roma (United Nations, 2010) definiu finalmente o crime de agressão e as condições do exercício da jurisdição, questão que tinha ficado pendente em Roma, estatuindo no artigo 15.º bis que se o Procurador concluir que existe fundamento suficiente para pros- seguir com o inquérito, este deve primeiro averiguar se o CSNU efetuou tal determinação relativamente ao Estado em causa e notificar o Secretário-Geral das Nações Unidas da situação no tribunal; se nenhuma determinação for efe- tuada num período de seis meses após a data da notificação, o Procurador pode prosseguir com o inquérito desde que o juíz de instrução tenha autorizado a abertura deste e o CSNU não tenha decidido em contrário nos termos do artigo 16.º (United Nations, 2010). Esta solução permite aos membros do CSNU condicionar as decisões do tribunal, mas não subordina totalmente a atuação do tribunal ao CSNU, como sempre
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Da possibilidade de julgamento de atos terroristas pelo tribunal penal internacional

Da possibilidade de julgamento de atos terroristas pelo tribunal penal internacional

O fracasso do Tratado de Versalhes, entretanto, não sepultou a idéia do estabelecimento de um sistema internacional de justiça penal. Ao contrário, vários estudos foram feitos acerca de tal tema, principalmente no período entre as duas grandes guerras mundiais. Entre os partidários da criação de uma jurisdição penal internacional a grande discussão que se desenvolvia era sobre se esta deveria ser uma corte autônoma criada por uma convenção in- ternacional ou uma câmara especial dentro da Corte Permanente de Justiça Internacional, órgão judiciário da Liga das Nações então existente. Todavia, os textos produzidos no período entre-guerras não foram suficientes para impedir o início da Segunda Guerra Mundial. Não obstante, verifica-se que permitiram a elaboração de uma base jurídica mais elaborada acerca do julga- mento de criminosos de guerra, o que culminou na instalação dos Tribunais Militares Internacionais em Nuremberg e Tóquio (ASCENCIO, 2004).
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Direito e Memória: uma análise a partir do tribunal internacional de Nuremberg

Direito e Memória: uma análise a partir do tribunal internacional de Nuremberg

Um argumento emblemático apresentado por Alfred Seidl, advogado de Rudolf Hess, exemplifica essa tendência do Tribunal à parcialidade: Hess trouxe como prova uma cópia do Pacto de Não Agressão entre Hitler e Stalin, documento desconhecido à época, em que era estabelecido o seu objetivo mútuo de atacar a Polônia (fato que deu início à Segunda Guerra) e a sua futura divisão entre as duas potências. Com a apresentação de tal evidência, Seidl queria provar que “uma das nações juízas era culpada de um crime que pretendia inculpar os acusados: preparativos para uma guerra de agressão”. Se fosse possível demonstrar a participação do líder soviético na guerra de agressão nazista, ruiria toda a estrutura sobre a qual se assentava o Processo de Nuremberg. Com medo de ter todo o processo destruído por uma “folha de papel”, o Tribunal excluiu o documento por se tratar de “prova de origem duvidosa” 42 .
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Imparcialidade judicial e atividade probatória no Tribunal Penal Internacional

Imparcialidade judicial e atividade probatória no Tribunal Penal Internacional

otros, BEHRENS, H.J., The Trial Proceedings. In: LEE, R.S., The Internatio- nal Criminal Court, The Making of the Rome Statute, Issues, Negotiations, Re- sults, The Hague: Kluwer Law International, 1999; BELTRÁN MONTOLIU, A., Capítulo XIX, El proceso ante la Corte Penal Internacional. In: GIL GIL, A./ MACULAN, E., (ed), Derecho Penal Internacional, Madrid: Dikynson, 2016; DEFRANCIA, C., Due process in International Criminal Courts: Why Procedure Matters, Virginia Law Review, November, p. 1381-1437, 2001, ,; FRIMAN, H., Investigation and Prosecution. In: LEE, R., The Internatio- nal Criminal Court, Elements of Crimes and Rules of Procedure and Evidence, Ardsley: Transnational Publishers, 2001, p. 493-539; GUERRERO, O.J., Al- gunos aspectos del procedimiento penal en el Estatuto de Roma de la CPI. In: AMBOS, K., La nueva justicia penal supranacional, desarrollos post-Roma, Valencia: Tirant lo Blanch, 2002; LEWIS, P., Trial Procedure. In: LEE, R., The International Criminal Court, Elements of Crimes and Rules of Procedure and Evidence, cit, p. 539-553; GÓMEZ COLOMER, J.L., El Tribunal Penal In- ternacional: Investigación y acusación (Un estudio comparado sobre la influen- cia de modelos y realidades en el tratamiento del principio acusatorio en las fases previas al juicio del proceso penal ante el Tribunal Penal Internacional), Valen- cia; Tirant lo Blanch, 2003; TERRIER, F., The Procedure before the Trial Chamber. In: CASSESE, A.; GAETA, P.; JONES, J.R.W.D., The Rome Statute of the International Criminal Court: A Commentary, v.. II, Oxford: Oxford Uni- versity Press, 2002, p. 1277-1318; McDONALD, G.K., Trial Procedures and Practices. In: Mc DONALD, G.K.; SWAAK-GOLDMAN, O., Substantive and Procedural Aspects of International Criminal Law, Dordrecht: Kluwer Law International, 2000, p. 547-622; GÖRAN SLUITER et al (eds), International Criminal Procedure: Principles and Rules, Oxford: Oxford University Press, 2013; GARCÍA-MATAMOROS, L.V.; ÁVILA.MEDINA, D., Procedimiento, li- tigio y representación ante tribunales internacionales, Bogotá: Editorial Uni- versidad del Rosario, 2017, especialmente p. 267-429; CASAS SIERRA, B., La Corte Penal Internacional, ¿un modelo válido en el siglo XXI?, Instituto Español de Estudios Estratégicos, Documento Marco, p. 1021-1023, 2017
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O TRIBUNAL EM “O PROCESSO” DE FRANZ KAFKA

O TRIBUNAL EM “O PROCESSO” DE FRANZ KAFKA

A divisão orgânica do tribunal de contas em compartimentos separados e com a atuação de diversos funcionários - seções, secretarias, diretorias, órgãos, câmaras, inspetorias, coordenadorias - faz com que o processo caminhe em di- ferentes direções. Não são as partes que vão ao processo, mas é o processo que vai às partes. Os funcionários que atuam em uma fase processual não atuam na posterior, tornando impossível o acompanhamento - nas etapas seguintes - dos assuntos que examinam. Esse proceder resulta, não raras vezes, na perda da proposta original.
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