Top PDF Pródomos do jornalismo no Brasil

Pródomos do jornalismo no Brasil

Pródomos do jornalismo no Brasil

Imediatamente, a Me- trópole, pela Ordem Régia de 6 de julho do mesmo ano, proibiu-lhe o funcionamento, e, indo mais longe, mandou considerar crime ú uso da imprensa no Brasil, acabando,[r]

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Jornalismo e feminização da profissão : um estudo comparativo entre Brasil e Portugal

Jornalismo e feminização da profissão : um estudo comparativo entre Brasil e Portugal

O capítulo seguinte, Profissão jornalista no feminino: Práticas profissionais e divisão sexual do trabalho (capítulo 4), entra de forma mais específica nas discussões de gênero nas redações, por meio de autores e pesquisas já realizadas na área. Os dados estatísticos, que dão conta de que a chamada feminização do jornalismo é um fenômeno recente no Brasil e em outros países, servem como ponto de partida. Uma das questões concernentes a este capítulo é observar que o estudo trata da produção, mas não pode deixar de fora aspectos sociais, econômicos, políticos, históricos e culturais da mulher dentro da profissão, uma vez que essa abrangência de olhares é condicionante para os estudos sobre o jornalismo (LOPES, 2013). As questões de gênero e trabalho jornalístico são norteadas por Gill (2007), Neveu (2006), Traquina (2005), Gallagher (1995, 2004, 2009), Steiner (2009), Ross (2001), Bruschini (1994), Byerly e Ross (2008), Deuze; Witschge (2016), além de outros autores. Tratamos também do processo de feminização da profissão em cada um dos países por nós estudados. Os parâmetros portugueses nos são fornecidos por Garcia (2009), Miranda (2014, 2017), Subtil (2009), Silveirinha (2004), Lobo et al. (2015), Oliveira (1988). No Brasil, Mick e Lima (2013), Pontes (2017), Rocha (2004), Koshiyama (2001), Jorge e Adghirni (2013) e Silva (2010, 2015) nos embasam sobre as perspectivas de feminização da profissão.
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Cartografia das mudanças e permanências no jornalismo em Natal (RN- Brasil)

Cartografia das mudanças e permanências no jornalismo em Natal (RN- Brasil)

Cartografam-se as mudanças e permanências no Jornalismo em Natal (RN), tendo como campo de mapeamento as empresas jornalísticas Tribuna do Norte, Novo e O Jornal de Hoje (em Natal, capital do Rio Grande do Norte – Brasil) e investigam-se as alterações e permanências na rotina produtiva, desde a elaboração da pauta até a produção e circulação de conteúdo, a partir da associação da cartografia simbólica (SANTOS, 1998; 2011) à métodos e técnicas, como a observação sistemática, aplicação de questionários e entrevistas em profundidade. Conclui-se que o jornalismo local passou por várias mudanças no que diz respeito às formas de produção, circulação, gestão de conteúdo, captação de receitas e relacionamento com o público e fontes, mas também foi marcado por permanências, sobretudo, no que se refere a gestão das pessoas que atuam nas redações. Horários foram antecipados em virtude do privilégio à informação online; plataformas e aplicativos foram introduzidos na produção, circulação e gestão de conteúdo e de tarefas; funções foram extintas; novas formas de captação e diversificação de receita foram testadas; edições em papel foram encerradas e uma empresa jornalística fechou no período analisado, evidenciando uma reconfiguração da forma de se praticar jornalismo em Natal (RN). Essas alterações não se reverteram na atualização da gestão de pessoas, área responsável por administrar e manter as mudanças e garantir que os profissionais estejam treinados e motivados para vivenciar esse momento marcado pela hipercompetitividade e fluidez nos processos.
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O jornalismo de divulgação científica no Brasil: uma análise de sua atuação numa sociedade de risco

O jornalismo de divulgação científica no Brasil: uma análise de sua atuação numa sociedade de risco

Esta dissertação tem por tema central o jornalismo de divulgação científica que está sendo realizado atualmente no Brasil. O ponto de partida é a discussão da noção de “sociedade de risco”, tal como desenvolvida pelo sociólogo alemão UIrich Beck. No caso, o risco está ligado não apenas ao aumento, na atual modernidade, das possibilidades de ocon-ência de acidentes de origem científica ou tecnológica, mas também ao aumento das possibilidades de escolhas de consumo pelos indivíduos em todas as atividades pertencentes ao seu cotidiano. Neste processo, o jornalismo de divulgação científica assume um papel extremamente importante, apesar de este ser um tema pouco estudado sociologicamente. O objetivo principal deste trabalho é identificar e caracterizar a prática dos profissionais responsáveis pela tradução do conhecimento científico ao público leigo, investigando ainda a sua formação acadêmica, ou ainda ao seu preparo para o exercício desta função. Para cumprir tal objetivo, além de uma pesquisa bibliográfica, foram realizadas entrevistas, privilegiando jornalistas de duas das principais publicações destinadas ao grande público no Brasil - quais sejam, o jornal Folha de São Paulo e a revista Veja - mas que regularmente dedicam espaço á
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RUMOS DO JORNALISMO NA SOCIEDADE DIGITAL: BRASIL E PORTUGAL

RUMOS DO JORNALISMO NA SOCIEDADE DIGITAL: BRASIL E PORTUGAL

Outra inovação no mercado de trabalho em jornalismo da sociedade atual é o ingresso de mulheres. O jornalismo deixou de ser uma profissão masculina. Hoje as mulheres já são maioria no Brasil. Em Portugal o sexo masculino ocupa 50,15% dos postos de trabalho e o sexo feminino fica com 49,85%. A feminização ocorreu gradativamente em ambos os países, impulsionada pelo surgimento dos cursos de graduação em Comunicação Social e Jornalismo. Apesar deste aumento feminino, os cargos de chefia ainda são, em sua maioria, desempenhados pelos homens. A participação feminina no mercado é diferenciada de acordo com os veículos. No Brasil, as mulheres predominam no setor extra-redação (em assessorias e na academia, por exemplo) e revistas. Nas agências de notícias elas ocupam quase 50% das vagas, mas na televisão, no impresso e principalmente no rádio o predomínio é de homens desempenhando funções relacionadas ao jornalismo. Em Portugal, há mais mulheres atuando no rádio, agências de notícias e em televisão. Na imprensa a participação feminina é reduzida. Ao comparar a distribuição por gênero entre os dois países percebe-se que ela não é igual. As mulheres predominam nos setores mais novos do mercado e esses setores são diferentes em cada país, pois vivenciaram trajetórias históricas diferente. Em Portugal o “período de ouro” da imprensa ocorreu após a queda da censura política, na metade da década de 1970. No Brasil, ele teve inicio no final da década de 1960, com a obrigatoriedade do diploma, seguido da divisão das editorias e a chegada dos computadores nas redações. A obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo é um forte aliado nos critérios de seleção de profissionais, diferentemente de Portugal, que ainda sofre com a falta de crivos objetivos para a admissão de jornalistas nos veículos. Outra constatação é a desigualdade salarial: nos dois países as mulheres recebem menos que os homens. No Brasil a média da diferença é baixa, 5%, contudo, as mulheres graduadas recebem o equivalente aos homens sem formação.
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A afirmação do jornalismo investigativo no Brasil após a redemocratização

A afirmação do jornalismo investigativo no Brasil após a redemocratização

Apesar dos muitos e bons exemplos isolados, estudiosos convergem para a opinião segundo a qual, como tendência, o jornalismo investigativo só aparece no Brasil após a redemocratização. Em 1985, depois de uma frustrada campanha que tentou reimplantar no país o processo de eleições diretas para presidente da República, o cargo voltou a ser ocupado por um civil: José Sarney. Ele chegou ao posto porque era o vice-presidente da chapa encabeçada por Tancredo Neves, que foi escolhido presidente da República pelo Colégio Eleitoral, mas morreu no dia 21 de abril daquele ano. Ainda que os militares continuassem ligados ao poder e com grande influência em decisões de governo nos primeiros anos da volta dos civis à Presidência, o ambiente proporcionado pela redemocratização abriu espaço para o jornalismo investigativo. “No caso brasileiro, esse tipo de jornalismo se fortalece com a Nova República” (PORTO, 1996, p. 51)
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O jornalismo independente no Brasil e a busca da credibilidade perdida

O jornalismo independente no Brasil e a busca da credibilidade perdida

A sociedade em rede trouxe uma superlativa liberdade de produção e compartilhamento de informações. Aliado a uma grave recessão econômica, esse fenômeno desencadeou uma grave crise na indústria midiática e impulsionou o surgimento de instituições jornalísticas digitais sem fins lucrativos, a serviço do interesse público. Nosso objetivo é analisar esse movimento no Brasil, identificando se e como essas organizações – criadas no início do século 21 no lastro da crise conceitual e financeira da grande imprensa – apresentam soluções para essa problemática e reconfiguram a prática do jornalismo no país. Tomamos como objeto de estudo seis projetos com declarada independência de anunciantes e foco em direitos essenciais da população: Amazônia Real, Cidades para Pessoas, InfoAmazonia, Jornalistas Livres, Marco Zero Conteúdo e Ponte. Avaliamos qualitativamente composição, atuação e produção desses grupos com base em questionários online respondidos pelos fundadores e na análise crítica de seus sites e páginas no Facebook. Como referencial teórico, partimos de estudos sobre inovação na mídia (JENKINS, 2009; LEWIS, 2015), a aceleração das transformações sociais (ROSA, 2009) e o impacto dessas revoluções em looping na comunicação (ANDERSON, BELL E SHIRKY, 2012; KOVACH E ROSENSTIEL, 2014; TENENBOIM- WEINBLATT E ZELIZER, 2014). Constatamos que o jornalismo digital independente no Brasil recorre às tecnologias do presente para resgatar valores e procedimentos estruturadores da profissão no passado – sacrificados pela indústria midiática nas últimas décadas do século 20. O maior desafio: criar modelos de negócio sustentáveis.
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Trajetória no Jornalismo de Moda no Brasil: das revistas aos editorial

Trajetória no Jornalismo de Moda no Brasil: das revistas aos editorial

Enquanto de um lado é evidente a imprescindível importância da midiatização da moda para a sua popularização; por outro lado, se reconhece que é o desenvolvimento da indústria no Brasil e no exterior que alavanca a especialidade – o jornalismo de moda – que andava a margem das outras. No cenário contemporâneo, é nessa época que a moda deixa de ser apenas um assunto de fait divers (variedade ou comportamento e beleza) conquistando status de editoria, ainda que se considere que o assunto seja de interesse, em primeira instância, de uma audiência especializada e/ou específica. (HINESKY, 2010, p. 5)
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Jornalismo para a Guerra?: A crise migratória venezuelana no Brasil como estudo de caso

Jornalismo para a Guerra?: A crise migratória venezuelana no Brasil como estudo de caso

O início do processo de adoção de um Jornalismo para a Paz no Brasil teria que passar pelo envolvimento do profissional de comunicação nesta proposta, ao menos no que se refere aos que já estão no mercado. O engajamento teria que partir de uma busca pessoal do jornalista por algo a mais que não seja ser objetivo e imparcial, como consta nos mandamentos da profissão. Não tem nada de errado em escolher lados quando isso envolver ajudar na diminuição da violência e na prevenção de conflitos. E não é pedido que o jornal faça apenas isso, mas que faça também isto. No caso específico do imigrante venezuelano na fronteira brasileira, usar da informação para evitar boatos, distorções e xenofobia e construir um contexto mais esclarecedor e de acolhimento teria colaborado para que a situação fosse menos tensa e menos violenta. Contar histórias de boas práticas, de luta pelo sustento diário e de como os imigrantes são tão aptos quanto os brasileiros a trabalharem e a exercerem funções importantes dentro da nova realidade que foram inseridos teria desfeito a impressão ruim que o leitor construiu a partir dos relatos reproduzidos pelo periódico e, ao mesmo tempo, teria mostrado que somos todos mais parecidos do que imaginamos.
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Novos jornalistas do Brasil: casos de processos emergentes do jornalismo na inte...

Novos jornalistas do Brasil: casos de processos emergentes do jornalismo na inte...

O UOL detonou o Brasil Online. Foram duas as razões. A primeira é que não tínhamos ferramenta de chat. A primeira versão do site que a gente desenvolveu foi a mais analógica do mundo, seguindo a lógica: “caro leitor, veja como são relevantes, importantes e bonitas as matérias que nós temos a oferecer”. O UOL, por sua vez, dava a oportunidade para o internauta conhecer gente nova e, assim, segurar toda a audiência da internet. Com tudo o que a gente tinha de jornalismo clássico, de bem feito, a gente começou a perder a corrida com o chat. O bate-papo virou referência mesmo. A segunda razão da derrota foi algo estúpido que fizemos, mas achávamos na época genial: criamos um cadastro com um formulário de quatro páginas, que causava problemas e gerava reclamações e transtornos para os internautas continuarem a navegar. O mais ridículo foi que esse cadastro jamais foi usado e se perdeu – as 100 mil inscrições. Cinco meses depois do lançamento do Brasil Online, a partir de uma conversa do Luiz Frias, publisher da Folha, com o Roberto Civita, durante um torneio de Grand Slam, o Frias conseguiu convencer o Civita, um publisher de primeira, de que as duas empresas estavam perdendo dinheiro separadas e que seria melhor juntar os prejuízos. A ideia seria a de que o grupo Folha, que já tinha a experiência mais desenvolvida, tomasse frente. (BARREIRA, 2010)
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A pesquisa em História do Jornalismo no Brasil - 2000 a 2010

A pesquisa em História do Jornalismo no Brasil - 2000 a 2010

De uma forma geral, os autores apontam, nas dé- cadas de 1980 e 1990 a permanência das tendências de es- tudos teóricos, históricos e profissionalizantes, agora com uma crescente diversidade temática. De acordo com eles, os estudos sobre jornalismo publicados no Brasil perma- necem preponderantemente: a) históricos (recuperam a memória, examinam a documentação, contextualizando o fazer jornalístico no seu tempo e espaço); b) didáticos (a finalidade é explicar a rotina da produção da notícia e suas técnicas); e c) teóricos (estudam os limites e as pos- sibilidades da função social do jornalismo). Em relação aos meios de comunicação estudados, o jornal tem amplo destaque como objeto de investigação científica.
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‘Fala connosco!’ : o jornalismo infantil e a participação das crianças, em Portugal e no Brasil

‘Fala connosco!’ : o jornalismo infantil e a participação das crianças, em Portugal e no Brasil

Temos assim o seguinte quadro: na CHC o leitorado autor, ou seja, aquele que escreve e pede alterações ou manutenções de escolhas editoriais do magazine, é escolar e flutuante (lê a revista de modo incontínuo) e fala geralmente em uma voz coletiva; na “Visão Júnior”, são as meninas fãs da publicação que compõem o modelo de leitor que redige cartas. Essas crianças, por iniciativa própria (na revista portuguesa) ou pelo estímulo ou prescrição de professores (no Brasil), usam as cartas para comunicar às publicações que gostaram de determinados textos ou seções e para sugerir temas: sejam correlatos ao que leram, na CHC, sejam entrevistas com seus ídolos, na “Visão Júnior”. Em termos etários, há certo destaque para os 11 anos, como um pico de idade para a comunicação com as revistas. Trata-se de uma faixa já identificada em Portugal como mais disponível a enviar mensagens a páginas digitais. Isso não ocorreu ainda no Brasil e nem se pode dizer que o dado obtido com esta tese possa ser interpretado também como indício de que essa idade, no país latino-americano, é mais comunicativa do que as restantes, porque a influência do estímulo escolar é grande na amostra da CHC (e ele pode estar concentrado nos anos escolares que correspondem a essa idade). Trata-se de um ponto que merece mais investigações, para entender se o período dos 11 anos pode ser considerado uma idade vital para a participação do leitorado no jornalismo infantil também no Brasil e entender as razões pelas quais isso acontece. De todo modo, pode-se pensar por outro viés: o de que as outras faixas etárias devam receber mais estímulos, seja por parte da escola, seja por parte das revistas, para interagir mais com os veículos jornalísticos produzidos para elas.
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Construção do estado, esfera política e profissionalização do jornalismo no Brasil.

Construção do estado, esfera política e profissionalização do jornalismo no Brasil.

Assim, o processo de formação das profis- sões e a imposição dos critérios legais constituí- ram-se como uma forma de ter acesso ao Estado e, de modo geral, à esfera política que está na base de todo esse processo. A regulamentação e a exigência de critérios oficiais, como o diploma, constituíram-se como recursos vitais para agir em outras esferas sociais e, conseqüentemente, co- locar a profissão a serviço de causas sociais di- versas. Em função disso, as instituições de defesa da categoria exerceram tanto o papel de controle do exercício profissional e sua institucionalização como constituíram-se como instâncias de acu- mulação de recursos sociais fundamentais para permitir um investimento na política estatal. Por- tanto, profissionalização e intervenção política não são atividades antagônicas, muito pelo contrário, as instituições acadêmicas e as entidades de defe- sa dos profissionais que mais se destacaram fo- ram justamente aquelas que também exigiram de seus membros, ao mesmo tempo, profissionalização e inserção política. Isso impli- ca afirmar que o poder profissional, nessas con- dições, está associado ao poder de intervenção na esfera política (PÉCAUT, 1990; BONELLI, 1999; COELHO, 1999; BARICKMAN & LOVE, 2006). Desse modo, não há como compreender o fe- nômeno profissional brasileiro considerando as profissões como submetidas apenas às regras do mercado ou do Estado, como já assinalaram au- tores como Coelho (1999) e Bonelli (1999). Para compreender os processos de profissionalização, em situações como a brasileira, há que se consi- derar o processo de imbricação entre as esferas política e profissional e entre os recursos a elas associados. Diante de tais considerações, este ar- tigo centra-se no exame do processo de profissionalização do jornalismo no Brasil, levan- do em consideração a relação entre o surgimento dos critérios formais de entrada na atividade, a criação de entidades de representação da catego- ria e o estabelecimento das instituições de ensino com os usos sociais desse processo e com as trajetórias dos agentes envolvidos. Portanto, sem desprezar a noção de profissão e de profissionalização (FREIDSON, 1984), trata-se de apreender os recursos sociais e os princípios de legitimação que estão na base dos processos de profissionalização (BOLTANSKI, 1982; BOURDIEU, 1984; BOIEGOL & DEZALAY, 1997; DEZALAY & GARTH, 2002).
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ENSINO E FORMAÇÃO EM JORNALISMO: PERCURSOS DE UMA PESQUISA NO BRASIL E PORTUGAL

ENSINO E FORMAÇÃO EM JORNALISMO: PERCURSOS DE UMA PESQUISA NO BRASIL E PORTUGAL

também é criticado em Portugal e visto por alguns autores como obsoleto. Sob esta conjuntura, a pesquisa intitulada Ensino e formação em comunicação e jornalismo: um estudo sobre a disciplina sociologia da comunicação em cursos de jornalismo no Brasil e Portugal, aconteceu entre 10 docentes, 05 de universidades brasileiras e 05 de universidades portuguesa, nas cidades de Palmas, Salvador, Covilhã e Lisboa. Este texto traz os percursos feitos pela pesquisadora, seus encontros, desencontros e resultados. A pesquisa concluiu que o mercado exerce pressão indireta sobre os espaços formativos e que a urgência do aluno para graduar é econômica. Sob seu ponto de vista, as disciplinas teóricas retardam sua saída da universidade. Também, há uma feliz flexibilidade docente antenada com as mudanças que as Tecnologias da Informação e Comunicação - TICS imprimiram ao processo comunicacional e que adaptaram as bibliografias às especificidades dos cursos.
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A mulher na pesquisa em jornalismo teses e dissertações defendidas em Programas de Pós- graduação em Jornalismo e Comunicação do Brasil (1972-2015)

A mulher na pesquisa em jornalismo teses e dissertações defendidas em Programas de Pós- graduação em Jornalismo e Comunicação do Brasil (1972-2015)

Esta pesquisa analisa teses e dissertações defendidas nos programas de pós-graduação em Comunicação e Jornalismo brasileiros, entre os anos de 1972 e 2015, que enfoquem o Jornalismo e a Mulher. Assim, tem por objeto a articulação do Jornalismo e dos estudos feministas nas metodologias e teorias que fundamentam dissertações e teses da Pós- Graduação em Comunicação e Jornalismo no Brasil. Trata-se de uma "pesquisa da pesquisa”, nos termos de Maldonado (2003), de caráter documental. O esforço da análise é identificar como as pesquisas sobre a mulher no jornalismo relacionam as teorias feministas às teorias do jornalismo. Também é propósito da pesquisa analisar o percurso teórico- metodológico adotado pelos trabalhos que abordam o jornalismo e a mulher a fim de perceber como é construído o conhecimento de pesquisas científicas em Comunicação e Jornalismo que tratam do tema. O levantamento das teses e dissertações implica no mapeamento dos programas de pós-graduação (PPGCOM e PPGJOR) e possibilita não só uma visão ampla das pesquisas que tratam da mulher. Também são apresentados dados que permitem interpretações sobre o desenvolvimento da Comunicação e do Jornalismo no Brasil a partir de um panorama quantitativo das teses e dissertações publicadas no país. Parte-se do pressuposto de que são poucas as pesquisas que tensionam a epistemologia do jornalismo a partir da epistemologia feminista, embora as críticas feministas à construção do conhecimento tenham maior visibilidade em outros campos como a História, Filosofia e as Letras. A resposta para a questão levantada, embora não seja uma resposta estanque, atravessa a estrutura dos capítulos apresentados e, principalmente, a análise das teses e dissertações. Assim, o primeiro capítulo trata do que é estudado: a Mulher e o Jornalismo; o segundo, apresenta a anatomia da pesquisa ao explicar como se chegou às teses e dissertações analisadas; o terceiro, busca a partir de uma revisão bibliográfica localizar o lugar da mulher no jornalismo; e por fim, o quarto apresenta a análise de cinco dissertações e cinco teses escolhidas a partir do processo desenvolvido para esta dissertação de categorização das teses e dissertações com maior potencial para observar relações epistemológicas entre o Jornalismo e os estudos feministas e ou de gênero.
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O ensino de infografia nos cursos de jornalismo das Universidades do Brasil e da Espanha

O ensino de infografia nos cursos de jornalismo das Universidades do Brasil e da Espanha

Como objeto de nossa pesquisa, estão os cursos de jornalismo. Uma rápida busca nas grades curriculares no Brasil pode nos demonstrar a escassez do tema, tendo em vista a ausência de disciplinas intituladas “infografia” ou “infográficos”. Uma constatação no mínimo curiosa, considerando o nível dos infográficos dos principais meios de comunicação brasileiros, cujo reconhecimento é aportado mundo afora, especialmente na principal premiação mundial da categoria, o Malofiej, organizada anualmente pela Society of News Design (SND) e que já ocorre há duas décadas em Pamplona, na Universidade de Navarra (UNAV). Atrás apenas de Estados Unidos e Espanha, que geralmente são os países com maior número de medalhas, o Brasil é considerado a terceira potência mundial em infografia. Esta discrepância entre a formação acadêmica e a prática profissional no que se refere à infografia nos chamou a atenção e contribuiu para que direcionássemos a nossa pesquisa sobre o ensino dessa modalidade – ou subgênero - do jornalismo. Pouco foi pesquisado nesse sentido até o momento em que decidimos investigar esse objeto. Lucas (2010) e Ipolito (2010) constataram a carência que os cursos têm de disciplinas com esse foco.
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Metodologias de pesquisa em jornalismo participativo no Brasil

Metodologias de pesquisa em jornalismo participativo no Brasil

As primeiras pesquisas sobre o tema no Brasil datam de 2003. Naquele ano, Raquel Recuero propõe em seus artigos uma classificação para analisar os vários tipos de blog. Seus estudos contribuíram para o desenvolvimento de novas pesquisas sobre o tema e, por esse motivo, ainda serão abordados neste capítulo. Jan Alyne Barbosa Silva (2003) aparece na Capes como a autora da primeira dissertação, no Brasil, sobre o assunto no campo da comunicação, com ênfase em jornalismo, buscando sistematizar elementos constitutivos de um blog (ferramentas e páginas) que resultam na interação entre blogueiros e leitores. Para observar a relação simbiótica entre jornalismo e blogs (Hiller, 2002), novas habilidades e desafios para a profissão (LASICA in: P. M. M., 2003), Silva realizou uma pesquisa com blogueiros para mapear alguns dos usos e apropriações técnicas e sociais das ferramentas e páginas. Já Paulo Munhoz (2005), buscou caracterizar, por meio de um estudo exploratório e de mapeamento, novas formas de estruturação da mensagem fotográfica e modelos de produção e circulação da imagem nos blogs e nos veículos de pauta aberta.
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IMPASSES DO JORNALISMO DE JOGOS ELETRÔNICOS NO BRASIL

IMPASSES DO JORNALISMO DE JOGOS ELETRÔNICOS NO BRASIL

Analisa-se a questão do estudo do jornalismo do Brasil como uma das partes mais difíceis de estruturação do problema em si. Isso porque, o estacionamento de algumas instituições de ensino torna o impasse ainda maior. É fato que a necessidade de ter um conhecimento plural e inigualável é uma tarefa árdua para os profissionais, “O jornalista se vê pressionado a ocupar várias áreas por conta do salário que o faz ser multifuncional” (RODRIGUES, 2009, p. 6). Todavia, não se pode esquecer dessa nova camada jornalística on-line que, para Deuze (2006) é o quarto tipo de jornalismo. Espera-se, assim, que a educação desse âmbito possa ser, cada vez mais, atualizada para melhorar o futuro do próprio jornalismo.
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Técnicas de poder, disciplinas do olhar: aspectos da construção do "jornalismo moderno" no Brasil.

Técnicas de poder, disciplinas do olhar: aspectos da construção do "jornalismo moderno" no Brasil.

A configuração do “profissional moderno” ao longo das décadas de 1950, 1960 e 1970, especialmente, observada pelo ângulo da normatização, aparece aqui vinculada às transformações ocorridas no jornalismo no Brasil. Estas últimas, por sua vez, estão ligadas às transformações pelas quais passaram os meios de comunicação durante o século XX, na medida em que se estruturavam como empresas lucrativas, ampliavam seu público e, posteriormente, organizavam-se para competir ou sobreviver em um mercado em que a televisão figuraria como a grande vedete em termos de público e de lucratividade. Uma de suas facetas, no caso brasileiro, é a forma tomada pela adoção do modelo norte-americano de jornalismo e a substituição do jornalismo caracterizado como de opinião, de combate ou literário pelo jornalismo caracterizado como isento, empresarial, moderno – termos que variam entre os diferentes autores que tratam do assunto, mas que compõem um conjunto relativamente homogêneo de oposições que estruturam as visões predominantes em relação ao “novo jornalismo” que se configura ao longo do século XX.
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Jornal do Brasil em tempos de ciberespaço: um clique nas propriedades do jornalismo para Web

Jornal do Brasil em tempos de ciberespaço: um clique nas propriedades do jornalismo para Web

Foi nesse momento, em 1962, que Alberto Dines assumiu a direção do jornal e consolidou sua reforma, reestruturando a redação. Surgiram então às reuniões regulares da redação, organizaram-se as editorias (inclusive a de fotografia, coisa que não existia), foram criados o arquivo e o departamento de pesquisa do jornal. Uma das contribuições de Dines foi o seu papel pioneiro do media criticism no país. Este espaço de discussão sobre o desempenho da mídia, sobre a responsabilidade e a ética jornalística se abriu quando ele criou os Cadernos de Jornalismo no Jornal do Brasil. Esta experiência iria prosseguir com a coluna “Jornal dos Jornais”, na Folha de S. Paulo (1975-1977), e se estenderia mais tarde à Universidade de Campinas, com a criação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), nos anos 90, e estaria na origem do Observatório da Imprensa, tanto em sua versão na Internet como na versão transmitida pela TVE.
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