Top PDF Produção, decomposição e qualidade nutricional da serapilheira foliar em uma floresta paludosa de altitude.

Produção, decomposição e qualidade nutricional da serapilheira foliar em uma floresta paludosa de altitude.

Produção, decomposição e qualidade nutricional da serapilheira foliar em uma floresta paludosa de altitude.

relação inversa entre o conteúdo de água no solo e a perda de massa durante a decomposição da serapilheira, encon- trada no presente trabalho, sugere que pelo menos parte dos processos envolvidos na ciclagem de nutrientes em sistemas fl orestais sujeitos à inundação é controlada pelos níveis de saturação de água no solo, o que pode variar de maneira signifi cativa entre zonas separadas apenas por poucos me- tros na área de estudo. Somando-se a isso, a baixa qualidade nutricional da serapilheira foliar e as baixas temperaturas de inverno também devem limitar o processo de decomposição, diminuindo consideravelmente a velocidade com que os nutrientes na serapilheira foliar retornam ao solo e se tornam novamente disponíveis para a vegetação na fl oresta paludosa estudada. Por outro lado, a sazonalidade na deposição de serapilheira não pôde ser explicada pela disponibilidade de água no solo, que se manteve constante e relativamente alta durante todo o período analisado, indicando que outros fatores ambientais devam exercer papéis mais relevantes sobre os padrões fenológicos da fl oresta paludosa de altitude.
Mostrar mais

9 Ler mais

Dinâmica da produção e decomposição da serapilheira do araribá (Centrolobium tomentosum Guill. ex Benth. - Fabaceae) em uma mata ciliar, Rio Jacaré-Pepira, São Paulo.

Dinâmica da produção e decomposição da serapilheira do araribá (Centrolobium tomentosum Guill. ex Benth. - Fabaceae) em uma mata ciliar, Rio Jacaré-Pepira, São Paulo.

A contaminação dos cursos d’água no interior do Estado de São Paulo com poluentes que contém elevadas concentrações de compostos nitrogenados, entre outros, originados de atividades agropecuárias (biocidas, fertilizantes, agroquímicos, resíduos, vinhaça, etc.) e urbanas (efluentes domésticos) (Cetesb 2002), poderia ser minimizada através da recuperação das áreas ciliares com espécies que apresentam maior capacidade de filtração dos fluxos superficiais e subsuperficiais, reestabelecendo a capacidade tamponante da vegetação ciliar e contribuindo no controle da qualidade da água de deflúvio na bacia hidrográfica (Lima & Zakia 2000). Desse modo, pela sua capacidade de absorver N do solo e pela sua abundante produção de serapilheira de boa qualidade nutricional, a espécie Centrolobium tomentosum pode Tabela 2. Produção da fração foliar da serapilheira de espécies arbóreas nativas e suas contribuições na transferência de nutrientes para o solo.
Mostrar mais

10 Ler mais

Decomposição e Atividade Microbiana da Serapilheira em Coberturas Florestais no Sul do Espírito Santo

Decomposição e Atividade Microbiana da Serapilheira em Coberturas Florestais no Sul do Espírito Santo

O processo de deposição de serapilheira, incluindo as taxas de queda do material decíduo e seu processo de decomposição, deve ser amplamente estudado e conhecido, por se tratar de um fator-chave na manutenção e ciclagem de nutrientes nos ecossistemas, principalmente em regiões tropicais onde, de maneira geral, os solos apresentam baixa fertilidade natural (Santana & Souto, 2011). Além disso, estudos relacionados à produção e acúmulo de serapilheira fornecem subsídios para melhor entendimento da dinâmica de nutrientes (Godinho et al., 2014). A decomposição da serapilheira é controlada, principalmente, por fatores como a temperatura e precipitação (Dickinson, 1974; Jensen, 1974), condições físicas e químicas do ambiente, qualidade orgânica e nutricional do material que é aportado, além da composição da comunidade detritívora e sua afinidade com o substrato (Cianciaruso et al., 2006). Estudos realizados em florestas tropicais evidenciam que as taxas de decomposição são muito afetadas pelas variações sazonais, formando padrões distintos nas estações chuvosa e seca (Cornu et al., 1997). De acordo com Barros & Comerford (2002), a comparação entre o processo de ciclagem de nutrientes em floresta plantada com o da floresta natural permite avaliar possíveis alterações que ocorrem em decorrência de técnicas de manejo aplicadas e interferências sobre a sustentabilidade das plantações. Ainda segundo os mesmos autores, em solos de baixa fertilidade, o acúmulo e a decomposição da serapilheira podem servir como indicadores de diferenças entre ecossistemas, principalmente no que se refere à disponibilidade de nutrientes. A concentração e o conteúdo de nutrientes na serapilheira podem variar de acordo com alguns fatores como tipo de solo, da vegetação, densidade populacional, habilidade de a espécie absorver, utilizar e redistribuir os nutrientes e de acordo com a idade das árvores (Cunha et al., 2013). De modo geral, regiões que apresentam elevada precipitação pluviométrica apresentam maior produção de serapilheira se comparadas a regiões mais secas (Inknotte et al., 2015).
Mostrar mais

12 Ler mais

Atributos do solo e da nutrição do cafeeiro em sistema agroflorestal e em monocu...

Atributos do solo e da nutrição do cafeeiro em sistema agroflorestal e em monocu...

A produção de café é uma atividade importante para a economia do Brasil, maior produtor e também principal exportador. O cafeeiro apresenta ciclo bienal de produção, cuja oscilação é acentuada no Brasil dada às condições climáticas e ao sistema de cultivo predominante a pleno sol. Pesquisas envolvendo avaliação do estado nutricional do cafeeiro em sistemas agroflorestais são raras, o que dificulta as recomendações de adubação para esta condição. Objetivou-se neste estudo, o melhor entendimento da fertilidade do solo e do estado nutricional do cafeeiro em relação aos teores de N e K no microclima gerado pelo sistema agroflorestal e em monocultivo. A pesquisa foi conduzida no período de março de 2006 a maio de 2008, no campo experimental pertencente ao Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) em Piracicaba – SP, localizada nas coordenadas geográficas 22 0 42’ 20’’ S, 47 0 37’ 22’’ W e altitude 565 m. O experimento foi composto de seringueiras do clone PB 235, plantada em dezembro de 1991, no espaçamento de 8,0 x 2,5 m e cafeeiros cv. Obatã IAC 1669-20, plantado em janeiro de 2002, no espaçamento de 3,4 x 0,9 m, sob diferentes condições de sombreamento: no sub-bosque e interfaceando as árvores da seringueira e em monocultivo. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado com quatro repetições. O experimento de avaliação da fertilidade do solo constou de seis tratamentos, constituídos pelas radiações sobre o solo: 1) 6,4%; 2) 7%; 3) 35,4%; 4) 47,5%; 5) 60,9%; 6) 64,9%. O experimento de avaliação dos teores foliares de N e K do cafeeiro constou de quatro tratamentos, constituídos pelas radiações sobre os cafeeiros: 1) 35%; 2) 45%; 3) 90%; 4) 100%. O estudo constou, adicionalmente, dos experimentos de deposição e avaliação da velocidade de decomposição da serapilheira, frações da matéria orgânica, crescimento, peso foliar específico, anatomia
Mostrar mais

148 Ler mais

PROJETO PROFESSOR DIRETOR DE TURMA: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DA REDE ESTADUAL DO CEARÁ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

PROJETO PROFESSOR DIRETOR DE TURMA: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DA REDE ESTADUAL DO CEARÁ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Quando os alunos chegam ao 6º ano (antiga 5ª série), as turmas passam a ter pelo menos nove disciplinas na grade curricular. As autoras apontam essa mudança de rotina como palco[r]

116 Ler mais

GESTÃO DA MUDANÇA, DA CULTURA E DO CLIMA ESCOLAR: ANÁLISE DAS AÇÕES DE UMA EQUIPE GESTORA EM PROL DA EFICÁCIA ESCOLAR

GESTÃO DA MUDANÇA, DA CULTURA E DO CLIMA ESCOLAR: ANÁLISE DAS AÇÕES DE UMA EQUIPE GESTORA EM PROL DA EFICÁCIA ESCOLAR

origem social e étnica, do que da escola. Porém, no final dos anos 1970, esta ideia passou a ser questionada por pesquisadores que não concordavam que a escola não fizesse diferença no desempenho acadêmico dos alunos, surgindo, então, uma linha de pesquisa denominada Escola Eficaz que buscava, segundo Soares (2002), “compreender e conhecer em cada contexto social, as várias características da escola que podem interferir no desempenho dos alunos” (SOARES, 2002, p. 8). Apesar de estas pesquisas terem produzido listas de fatores que idealmente as escolas deveriam possuir, Soares (2002) nos adverte que a utilização desses resultados não deve acontecer de maneira generalizada como se fossem “receitas tecnológicas acabadas” (op. cit.,2002, p. 5), mas servirem de inspiração na busca do melhor caminho para se prestar um serviço de qualidade aos alunos.
Mostrar mais

97 Ler mais

GENIVALDO BATISTA RODRIGUES PROJETO DE ESCOLAS EM TEMPO INTEGRAL: DESAFIOS DE IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DO AMAZONAS

GENIVALDO BATISTA RODRIGUES PROJETO DE ESCOLAS EM TEMPO INTEGRAL: DESAFIOS DE IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DO AMAZONAS

Um caminho apontado pelas análises passa por muito planejamento, acompanhamento pedagógico e reorganização dos tempos e uso dos espaços, além de momentos de formação continuada para que a equipe gestora e os professores promovam um melhor aproveitamento dos espaços disponíveis e a escola possa usufruir de tempos e espaços dignos, considerando o período que o aluno passa na escola, embora reconhecendo que mudanças nas relações sociais, momentos de crises políticas e financeiras sempre serão fatores que descortinarão novos desafios. Esses desafios de implementação de um modelo ainda novo no que diz respeito à essa adaptação de escolas regulares com sua estrutura para uma escola em tempo integral, passam por um processo de ressignificação de uma educação integral, tomando como ponto para discussão que uma escola não precisa ser em tempo integral para oferecer uma educação integral, que possivelmente se tem trilhado um caminho que conduz ao paradoxo de se pensar uma escola em tempo integral para uma escola com um sistema fragmentado, aumentando ainda mais essa fragmentação quando se propõe aumentar o tempo para práticas que não vem surtindo o efeito desejado. Tais práticas que continuam trilhando o caminho da escolarização, enfatizando muitas vezes o caráter propedêutico, não levando em conta que apenas o acesso à níveis superiores na educação não garante o sucesso e não contribui com os desafios a serem enfrentados pelos alunos com respeito aos diversos fatores que deveriam compor uma educação plena e de qualidade.
Mostrar mais

170 Ler mais

Dinâmica de serrapilheira e estoques de nutrientes, carbono e nitrogênio em solos de veredas na APA do Rio Pandeiros - MG

Dinâmica de serrapilheira e estoques de nutrientes, carbono e nitrogênio em solos de veredas na APA do Rio Pandeiros - MG

A maior produção de serapilheira ocorreu na estação seca nas três áreas, chegando a valores duas vezes maiores em relação à estação chuvosa (GRAF. 2b). Em cada uma das áreas, os resultados foram estatisticamente diferentes entre a estação seca e a chuvosa. As áreas AD e CV apresentaram valores significativamente maiores nas estações seca e chuvosa, respectivamente. As maiores produções de serapilheira ocorreram nos meses de setembro e outubro, que correspondem aos últimos meses do período mais seco do ano. Segundo Golley (1983) e Meguro et. al. (1979), nas fisionomias tropicais, a produção de serapilheira, ao longo do ano, tende a ser constante, entretanto, é comum os picos máximos nas estações mais secas. Essa maior produção está diretamente relacionada à diminuição do fotoperíodo e aos períodos de deficiência hídrica (BRAY; GORHAM, 1964) – condições climáticas observadas na região de estudo, que passa por longos períodos secos no ano.
Mostrar mais

88 Ler mais

Comunidade arbórea de um continuum entre floresta paludosa e de encosta em Coqueiral, Minas Gerais, Brasil.

Comunidade arbórea de um continuum entre floresta paludosa e de encosta em Coqueiral, Minas Gerais, Brasil.

das matas ciliares levantadas no Alto e Médio Rio Grande (Carvalho et al. 1995, 1996, 2000, Oliveira Filho et al. 1994a, b, Souza et al. 2003, Botrel et al. 2002). Além disso, das nove espécies mais comuns em matas ciliares, levantadas a partir de 43 levantamentos por Rodrigues & Nave (2000), apenas Luehea divaricata e Cecropia pachystachya não foram encontradas na mata de Coqueiral. No entanto, a porção de floresta paludosa diferenciou-se do padrão encontrado na literatura. Destacou-se principalmente pela elevada riqueza: 99 espécies e 35 famílias em uma amostragem de 585 indivíduos e 0,32 ha, para uma área brejosa de aproximadamente 0,7 ha. Em Campinas foram 33 espécies e 23 famílias em 930 indivíduos e 0,87 ha (Torres et al. 1994); outra área em Campinas, 55 espécies, 29 famílias, 955 indivíduos e 0,20 ha (Toniato et al. 1998); Itatinga, 41 espécies, 28 famílias, 1.350 indivíduos e 1 ha (Ivanauskas et al. 1997); Agudos, 38 espécies, 23 famílias, 1.116 indivíduos e 0,22 ha (Paschoal & Cavassan 1999); variando estas áreas de brejo entre 0,9 e 5 ha. Desconsiderando a área paludosa de transição entre os dois hábitats em Coqueiral, as parcelas F1 a F4 isoladamente ainda revelam alta diversidade: 61 espécies e 31 famílias em amostragem de apenas 316 indivíduos e 0,16 ha. Esse artifício é inadequado na comparação, já que outros trabalhos também consideraram e observaram a marcante influência florística de formações adjacentes sobre a mata paludosa (Torres et al. 1992, 1994, Ivanauskas et al. 1997). Porém, o menor número de espécies exclusivas deste hábitat reforça a afirmação de Ivanauskas et al. (1997), de que quanto maior o encharcamento menor a diversidade. As matas paludosas têm sido caracterizadas como formações naturalmente fragmentadas com baixa diversidade (Paschoal & Cavassan 1999). Porém, a porção de mata paludosa estudada apresentou o maior índice de Shannon (H’ = 3,50) em relação às outras áreas estudadas no Sudeste: 2,45 e 2,80 em Campinas, 2,75 em Itatinga e 2,60 em Agudos. Se retirada a área de transição, encontra-se H’ = 2,76, próximo das demais áreas.
Mostrar mais

16 Ler mais

EVASÃO E PERMANÊNCIA NA EJA: POR UM TRABALHO DE QUALIDADE NA GESTÃO DE UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE

EVASÃO E PERMANÊNCIA NA EJA: POR UM TRABALHO DE QUALIDADE NA GESTÃO DE UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE

Segundo Silva, pensar em qualidade na educação de forma mercadológica, como tem sido comum, significa atender ao desenvolvimento das bases capitalistas que precisam da composição da força de trabalho, da formação de consumidores e da preservação da ordem social para a sua manutenção. Nesse contexto, a política educacional brasileira se direcionou para a descentralização administrativa e para a avaliação dita classificatória de desempenho. Isso acarreta, segundo ela, uma inibição dos esforços na definição coletiva do PPP pelas instituições educacionais e fortalece os instrumentos de “controle, de fiscalização e de pressão externa nas decisões da escola”. Essas prerrogativas estariam associadas à noção de “administração racional ou racionalidade técnica, relacionada à teoria do capital humano 15 ” (SILVA, 2009, p. 222).
Mostrar mais

117 Ler mais

Disponibilização de nutrientes via decomposição da serapilheira foliar em um plantio de Eucalyptus urophylla × Eucalyptus globulus.

Disponibilização de nutrientes via decomposição da serapilheira foliar em um plantio de Eucalyptus urophylla × Eucalyptus globulus.

A avaliação da decomposição da fração folhas da serapilheira baseou-se no uso de litter bags. A fração folhas, utilizada para compor os litter bags, foi coletada em dezembro de 2006, na mesma área de estudo, levando-se em consideração apenas o material recém-caído (camada L da serapilheira produzida). Após a coleta, todas as folhas amostradas foram embaladas em sacos plásticos e transferidas para o Laboratório de Ecologia Florestal, onde foram colocadas para a secagem em estufa de circulação e renovação de ar a 70 °C, até atingir peso constante. Após secagem, a fração folhas foi acondicionada em bolsas de naylon (litter bags), com malha de 2 mm, e com dimensões de 20 cm × 20 cm. Foram utilizados 12 g de folhas secas em cada bolsa. Ao todo, foram confeccionados 648 litter bags, os quais foram instalados no final do mês de dezembro de 2006 (aos 5,5 anos de idade do plantio). Foram demarcadas três parcelas (36 m × 6 m), nas quais as bolsas com a fração folhas foram alocadas. Em cada parcela, foram demarcadas 36 linhas com equidistância de um metro e instalados seis litter bags em cada linha. Totalizaram-se, dessa forma, 216 bolsas para avaliação da decomposição em cada parcela.
Mostrar mais

9 Ler mais

Decomposição foliar na Floresta Ombrófila Densa em diferentes altitudes e condições...

Decomposição foliar na Floresta Ombrófila Densa em diferentes altitudes e condições...

A Mata Atlântica representa a segunda maior floresta tropical da América do Sul, depois do vasto domínio da Amazônia (OLIVEIRA-FILHO; FONTES, 2000), e é um dos hotspots de biodiversidade do mundo (MYERS et al., 2000). O domínio da Mata Atlântica abrangia inicialmente uma área de aproximadamente 150 milhões de hectares, dos quais, hoje restam apenas entre 15% (SOS MATA ATLÂNTICA e INPE, 2015). A Mata Atlântica stricto sensu localiza-se ao longo da costa brasileira e é caracterizada pela elevada diversidade e endemismo (MORELATTO; HADDAD, 2000). Algumas evidências preliminares demonstram que a Floresta Ombrófila Densa Montana, situada a 1000 metros de altitude no Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), núcleo Santa Virgínia, é uma floresta que, apesar de estoques de N relativamente elevados em seus solos (MARTINS et al., 2015), os fluxos de transferência de N entre os reservatórios são relativamente baixos e limitados pelas baixas temperaturas (SOUSA NETO et al., 2011). Por outro lado, na Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, situadas a 100 metros de altitude no Parque Estadual da Serra do Mar, núcleo Picinguaba, os estoques de N no solo são relativamente mais baixos que no núcleo Santa Virgínia (SOUSA NETO et al., 2011), mas os fluxos de transferência de N entre reservatórios são mais elevados, provavelmente devido às maiores temperaturas (ANDRADE et al., 2010; GROPPO et al., 2010; SOUSA NETO et al., 2011).
Mostrar mais

95 Ler mais

INVESTIGANDO UMA PROPOSTA EDUCACIONAL BILÍNGUE (LIBRASPORTUGUÊS) EM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA

INVESTIGANDO UMA PROPOSTA EDUCACIONAL BILÍNGUE (LIBRASPORTUGUÊS) EM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA

A Escola W conta com uma equipe gestora composta por um diretor, dois vices-diretores e quatro coordenadores. Essa equipe demonstrou apoio e abertura para a imple[r]

115 Ler mais

Deposição e decomposição de serapilheira em área de integração lavoura-pecuária-floresta em Planaltina - DF

Deposição e decomposição de serapilheira em área de integração lavoura-pecuária-floresta em Planaltina - DF

Com objetivo de analisar a deposição, decomposição e liberação de nutrientes da serapilheira, este trabalho foi conduzido em área de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta na Embrapa Cerrados Planaltina - DF, onde foram instalados coletores de serapilheira de 50 x 50 cm, para coleta da deposição, e para decomposição, foram utilizados litters bags de 20 x 30 cm. Os coletores foram colocados em três posições (entre as árvores, a dois metros e a seis metros das árvores, nos sentidos leste e oeste), durante 11 meses, com quatro repetições. Já os litters bargs foram colocados em quatro posições diferentes (entre as árvores e entre renques). Em cada litter bag foi pesado 20 g de serapilheira. A coleta de serapilheira depositada foi realizada uma vez por mês, no período de dezembro de 2011 a outubro de 2012. As amostras de serapilheira de deposição e da decomposição foram seca em estufa, moídas e encaminhadas para laboratório, para análises de macronutrientes (N, P, K, S, Ca e Mg) e micronutrientes (Fe, Zn, Cu, Mn e B). Para análise estatística utilizou-se a Correlação de Person. A produção anual total de serapilheira foi 10.248,21 kg ha -1 ano -1 para coleta realizada entre árvores, 7.200,44 kg ha -1 ano -1 , para coleta realizada a dois metros das árvores e 4.065,16 kg ha -1 ano -1 para coleta realizada a seis metros das árvores. Os teores de nutrientes na deposição encontram-se na ordem de: Ca > N > K > Mg > S > P. E os micronutrientes de: Fe > Mn > B > Zn > Cu. A precipitação pluvial influenciou marcadamente a decomposição da serapilheira foliar. A constante de decomposição entre árvores de curto período (k A ) e recalcitrante (k B ) foram, de 0,0701 e 0,0005. E o tempo de
Mostrar mais

64 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PRISCILA SOARES LIMA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA PRISCILA SOARES LIMA

O capítulo 2 versa sobre a educação integral a partir de dois eixos teóricos, quais sejam, (i) experiências de sucesso e de (ii) pedagogia de projetos. O primeiro aporte teórico aborda as experiências, com educação integral, da cidade de Palmas – TO, que possui uma matriz curricular distinta da matriz do Amazonas; da cidade de São Sebastião do Passe, que desenvolve educação integral em área rural, o que nos permite relacionar com o contexto de muitas escolas do Estado do Amazonas, que também se localizam em áreas rurais e de difícil acesso; e da cidade de Apucarana, que tornou a educação integral uma política pública e mobilizou toda a sociedade em prol do oferecimento de educação de qualidade para a população, diferindo, em muitos aspectos, da experiência do Amazonas. O segundo aporte teórico trata do estudo dos postulados da pedagogia de projeto, cujo enfoque é a construção da aprendizagem do aluno, o protagonista no processo de construção intelectual, cultural e social, sendo o professor o facilitador, de forma a tentar, a partir dessa nova prática, oferecer um contexto de mudança educacional para a escola pesquisada.
Mostrar mais

198 Ler mais

A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE COMO INSTRUMENTO DE VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES E MELHORIA DA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO

A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE COMO INSTRUMENTO DE VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES E MELHORIA DA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO

Esta pesquisa teve por objetivo criar um instrumento para a avaliação e para o monitoramento da prática docente, a partir de um estudo de caso realizado em três escolas sob a jurisdição da 10ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação do estado do Ceará. Buscamos identificar as necessidades de formação dos profissionais, com vistas à valorização da docência e a sua melhoria, assim como ao avanço dos resultados escolares. Esse tema foi escolhido, especialmente, devido à atuação profissional do pesquisador, como professor, secretário municipal de educação de Morada Nova/CE e coordenador de uma regional da Secretaria de Educação do Estado do Ceará, estando totalmente inserido no contexto educacional e envolvido com os resultados das escolas do estado. Assim, para a realização deste trabalho, escolhemos a abordagem qualitativa e o emprego da pesquisa etnográfica, com observação participante, a aplicação de questionários aos professores e gestores das três escolas selecionadas, bem como as discussões que se estabeleceram entre os participantes da pesquisa quando em grupos focais. Como aporte teórico, utilizamos, principalmente, os conceitos de Fernandes, Dourado, Graça, Rezende, Lück e Chiavenato. Conforme constatamos, a ausência de mecanismos que possibilitem aferir a qualidade da prática pedagógica, a motivação dos professores e, especialmente, as suas reais necessidades de formação profissional, tornam-se um problema para a gestão educacional realizada pela 10ª CREDE, o que interfere diretamente no monitoramento e na eficácia dos processos de ensino-aprendizagem ocorridos nas instituições de ensino. Desse modo, ao final da dissertação, foi elaborada uma proposta de intervenção, com a criação de um instrumento para a avaliação e para o monitoramento da prática do professor, através da identificação das necessidades de formação dos profissionais, com vistas à valorização da docência e a sua melhoria, assim como o avanço nos resultados escolares.
Mostrar mais

160 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

[...] ao longo de cada ciclo, o professor será capacitado em conteúdo, estratégias didáticas e boas práticas de avaliação ao longo das duas primeiras semanas de trabalho, e ao fim destas apresentará um Plano de Trabalho, que guiará sua atuação em sala de aula. Esse plano será avaliado pelo mediador pedagógico, que fará sugestões para seu aprimoramento. Nas duas semanas seguintes, o professor aplicará o Plano de Trabalho elaborado, sendo então acompanhado de perto pelo mediador pedagógico por meio de dois fóruns regulares em que será estimulado a trocar intensivamente experiências com os colegas de curso. Ao final do período de execução de cada plano, o professor será convidado a reenviar o seu Plano de trabalho (PT), já aprimorado a partir de uma reflexão sobre a experiência já efetivamente desenvolvida com o aluno. Esse plano reformulado, para avaliação final e aprovação, será assumido como um material didático de qualidade que deverá ser compartilhado com todos os professores da rede num Banco de Materiais que funcionará como repositório público. (RIO DE JANEIRO SEEDUC/CECIERJ/CEDERJ 2011, p. 12-13. Grifos do autor).
Mostrar mais

126 Ler mais

Produção, acúmulo e decomposição da serapilheira em uma restinga da Ilha do Mel, Paranaguá, PR, Brasil.

Produção, acúmulo e decomposição da serapilheira em uma restinga da Ilha do Mel, Paranaguá, PR, Brasil.

Os resultados indicam uma interação da sazonalidade da produção e decomposição de serapilheira com fatores climáticos, principalmente temperatura média do período de estudo, e, provavelmente pela proximidade com o oceano, a velocidade do vento. Embora não apresente déficit hídrico acentuado, observa-se uma estação mais quente e úmida, caracterizada por um maior aporte e decomposição de material orgânico no solo, e, possivelmente uma maior absorção de nutrientes. Desta forma, possibilita um incremento na atividade fisiológica das plantas, que alocam estes recursos para suas atividades vegetativa e reprodutiva, antes de sua perda por lixiviação. As características do solo, altamente lixiviável e com baixa fertilidade, parecem também exercer forte influência na determinação destes processos. A produção e decomposição relativamente baixas, o padrão sazonal, bem como o caráter perenifólio da maioria das espécies, escleromorfia, e uma rede de raízes superficiais, denotam adaptações da comunidade vegetal que permitem uma eficiente ciclagem de nutrientes mesmo sob às condições ambientais adversas em que se encontra, e, conseqüentemente, indicam sua fragilidade frente a perturbações antrópicas que alterem estes mecanismos.
Mostrar mais

12 Ler mais

Caracterização florística de comunidades vegetais de restinga em Bertioga, SP, Brasil.

Caracterização florística de comunidades vegetais de restinga em Bertioga, SP, Brasil.

Entre os 96 representantes de lianas, as famílias com maior número de espécies são: Asteraceae, com 15 espécies e Malpighiaceae e Fabaceae, com nove espécies cada. As lianas representam para a flora desta região 15% das espécies, valor próximo ao de outros levantamentos efetuados em restinga e em Floresta Ombrófila Densa, enquanto que na Floresta Estacional Semidecidual, estas contribuem com cerca de 40% das espécies (P.S.P. Sampaio, dados não publicados). Como lianas características de restinga, destacam-se Bomarea edulis, Calopogonium mucunoides, Centrosema virginianum, Dioscorea monadelpha, Elachyptera micrantha, Ipomoea phyllomega, Ipomoea tiliacea, Jacquemontia blanchetii, Matelea denticulata, Mikania argyreiae, Mikania involucrata , Oxypetalum alpinum, Oxypetalum banksii , Piptocarpha leprosa, Stigmaphyllon arenicola e Stigmaphyllon ciliatum.
Mostrar mais

26 Ler mais

Produção de serapilheira em floresta de galeria e floresta mesofítica na dolina da garapa, Distrito Federal, Brasil.

Produção de serapilheira em floresta de galeria e floresta mesofítica na dolina da garapa, Distrito Federal, Brasil.

RESUMO: A serapilheira acumulada sobre o solo das florestas tem papel importante na dinâmica desses ecossistemas, pois a maior parcela da energia que flui no sistema está concentrada nesse compartimento. Objetivou-se, neste estudo, quantificar e analisar a serapilheira formada abaixo do dossel da Floresta de Galeria e Mesofítica, presentes na Dolina da Garapa-DF, relacionando-a com variáveis meteorológicas e ecofisiológicas, buscando verificar diferenças significativas entre estes dois ambientes florestais e entre os meses de estudo. De janeiro de 2006 a dezembro de 2007, foram dispostos 50 coletores de serapilheira em cada ambiente florestal, em que foi coletada, pesada e classificada a serapilheira em folhas, caule e galhos, flores, frutos e sementes. Os valores médios encontrados de produção de serapilheira em massa total de folhas, flores e caules, galhos, frutos e sementes, foram diferentes significativamente nos dois ambientes estudados. Na correlação entre as variáveis meteorológicas e ecofisiológias e o valor de serapilheira registrado, observou-se, que apenas a variável temperatura não obteve significância do coeficiente de correlação ( < 0,5) para produção de serapilheira. Pela produção total de serapilheira durante o período estudado mostrou-se que a Floresta Mesofítica é a mais vulnerável a fatores externos meteorológicos e a fatores ecofisiológicos de suas espécies, do que a Floresta de Galeria. Primeiro pelo fator espacial, a localização da Floresta de Galeria, em baixa altitude, não está exposta a fatores meteorológicos (por exemplo, radiação solar) como a Floresta Mesofítica, e segundo pela proximidade do curso d´água. Esse fator espacial e a menor influência dos fatores meteorológicos mantiveram a produção de serapilheira total com um menor desvio médio na Floresta de Galeria em uma escala temporal, sendo que a Floresta Mesofítica ficou susceptível a variações sazonais meteorológicas, tendo assim um maior desvio médio da produção de serapilheira, ao longo do período estudado.
Mostrar mais

12 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados