Top PDF Produção de serapilheira em Floresta Ombrófila Mista, em São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, Brasil.

Produção de serapilheira em Floresta Ombrófila Mista, em São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, Brasil.

Produção de serapilheira em Floresta Ombrófila Mista, em São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, Brasil.

Sebastiania commersoniana e Araucaria angustifolia e que elas são as espécies de maior importância e que o índice de diversidade estimado é dos mais baixos para matas brasileiras multiestratificadas. Fernandes & Backes (1998) estudaram a produtividade primária em floresta com Araucaria angustifolia no Rio Grande do Sul pela avaliação da produção de serapilheira, da decomposição de matéria orgânica e da produção de CO 2 pela degradação de matéria orgânica pela atividade biológica do solo. Backes et al. (2000a) compararam a produção, acúmulo e decomposição de serapilheira de remanescentes de Floresta Ombrófila Mista e de um bosque plantado de Araucaria angustifolia, em São Francisco de Paula, RS e concluíram não haver diferença maior entre a produção de serapilheira em remanescentes de Floresta Ombrófila Mista e bosques plantados de araucária com sub-bosque de angiospermas. No entanto, apresentam grandes diferenças nos índices de decomposição e no conteúdo de nutrientes mensais nas respectivas serapilheiras. Backes (2001) determinou a idade de um povoamento de Floresta Ombrófila Mista e o potencial de regeneração da araucária em Caxias do Sul e concluiu que o povoamento era secundário, as araucárias tinham 50 anos, em média, e apresentavam 40cm diâm., em média. Nas condições do povoamento avaliado, a sobrevivência de mudas possibilitava aumento de três novos indivíduos por ano. A. Backes (dados não publicados) avaliou a produção de serapilheira e o balanço de nutrientes em floresta com Araucaria angustifolia no sul do Brasil. G.J. Gerhardt (dados não publicados) estudou a influência dos fatores físicos do solo e dos nutrientes da serapilheira sobre o crescimento em altura da Araucaria angustifolia em Canela, RS e constatou que os nutrientes da serapilheira que têm influência no crescimento da araucária são B, Ca, Cu e Fe. C.A. Cassol (dados não publicados) estudou a relação entre características do solo, crescimento e produtividade em povoamento implantado de Araucaria angustifolia, em Passo Fundo, RS e constatou que os latossolos roxos são os mais apropriados para o crescimento e a produtividade da araucária. A profundidade, a drenagem e a aeração são fatores que atuam decisivamente no desenvolvimento e constituem, freqüentemente, fatores limitantes do desenvolvimento da espécie. Duarte et al. (2002) avaliaram o papel da luz na regeneração de araucária no interior da floresta e concluíram que a araucária é uma espécie tolerante à sombra e a luz
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Borboletas frugívoras (Lepidoptera: Nymphalidae) ocorrentes em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, Brasil.

Borboletas frugívoras (Lepidoptera: Nymphalidae) ocorrentes em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, Brasil.

Analisando o padrão de acúmulo de espécies (Figura 1), pode-se observar que a curva não atingiu a assíntota, indicando que possivelmente mais espécies ainda sejam encontradas na área estudada. Isto reflete a impossibilidade de inventariar toda a fauna de borboletas sem uma alta intensidade amostral (Brown & Freitas 2000) já que, em ambientes tropicais raramente a curva do coletor é estabilizada (Santos 2003). Mesmo assim ressalta-se a riqueza de espécies do presente estudo, pelo mesmo ter sido realizado em um fragmento relativamente pequeno de Floresta Ombrófila Mista e ter registrado mais espécies de borboletas frugívoras do que Teston & Corseuil (2002) e ter ficado próximo ao encontrado por Iserhard et al. (2010) na Floresta Nacional de São Francisco de Paula, área muito maior e com variados ambientes de floresta com araucária e Campos de Cima da Serra em seu entorno.
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Borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea e Hesperioidea) ocorrentes em diferentes ambientes na Floresta Ombrófila Mista e nos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul, Brasil.

Borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea e Hesperioidea) ocorrentes em diferentes ambientes na Floresta Ombrófila Mista e nos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul, Brasil.

Os autores agradecem aos colegas Ana Kristina Silva, Jessie P. dos Santos, Cristina S. Santiago, Lidiane Fucilini, Daniel S. Castro, Lucas Kaminski, Adriano Cavalleri, Patrick Colombo, Caroline Zank, Luiz Ernesto C. Schmidt, Cristina Rodrigues, Simone Leonardi, Raquel R. Santos, Maria O. Marchiori, Juan Anza, Fernanda Pedone e Francisco Steiner pela amizade e pelo auxílio fundamental ao longo do trabalho. À administração e funcionários da Floresta Nacional de São Francisco de Paula em nome da Sra. Edenice Brandão pela permissão de pesquisa e suporte ao longo das amostragens. Aos doutores André Victor Lucci Freitas, Ronaldo Francini, Olaf Mielke e aos senhores Curtis Callaghan e Alfred Moser pela identificação de exemplares de borboletas. Ao Dr. Olaf Mielke e a Dra. Carla Penz pelos co- mentários e revisão deste trabalho. Este estudo foi financiado pelos Editais Universais do CNPq nº 473838/2006-0 e 472175/2007-6, pela bolsa PQ processo 308292/2007-3 e pela CAPES. As coletas foram realizadas com as licenças do IBAMA nº 070/2006 e nº 11990-1. Contribuição nº 554 do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
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Fatores ecológicos determinantes na ocorrência de Araucaria angustifolia e Podocarpus lambertii, na Floresta Ombrófila Mista da FLONA de São Francisco de Paula, RS, Brasil.

Fatores ecológicos determinantes na ocorrência de Araucaria angustifolia e Podocarpus lambertii, na Floresta Ombrófila Mista da FLONA de São Francisco de Paula, RS, Brasil.

O presente trabalho foi realizado na Floresta Nacional (FLONA) de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul. Teve como objetivo determinar, via análise de regressão logística, os fatores ambientais que influenciam a ocorrência das espécies Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze e Podocarpus lambertii Klotzsch ex Endl. em uma área de Floresta Ombrófila Mista na FLONA de São Francisco de Paula. Para o estudo, foram avaliados os indivíduos com cap=30cm, em 1.000 subunidades amostrais de 10 x 10m, demarcadas em 10 conglomerados permanentes de 1ha (100 x 100m) previamente instalados na floresta. Em cada subunidade amostral, foram avaliados os fatores passíveis de influenciar a ocorrência das espécies, como os fatores relativos ao habitat: físicos do solo (profundidade, presença de afloramentos rochosos e umidade), exposição à luz e inclinação do terreno; e os fatores relativos à concorrência: área basal, densidade do sub-bosque e frequência de indivíduos. Pelos resultados obtidos, foi possível concluir que a Araucaria angustifolia ocorre em locais com solos profundos, expostos para o norte e com baixa frequência de indivíduos. Por outro lado, Podocarpus lambertii prefere locais não pedregosos, pouco inclinados, com exposição sul, relativamente úmidos, com alta frequência de indivíduos e alta densidade do sub- bosque.
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Anurofauna (Amphibia, Anura) em um remanescente de Floresta Ombrófila Mista no Estado de Santa Catarina, Sul do Brasil.

Anurofauna (Amphibia, Anura) em um remanescente de Floresta Ombrófila Mista no Estado de Santa Catarina, Sul do Brasil.

Apesar de próxima da estabilização, a curva de acumulação de espécies demonstrou que ainda não foram registradas todas as espécies de anuros possivelmente ocorrentes na área (Figura 4). De fato, além de outros possíveis registros, algumas espécies com ocorrência conhecida na região, como Leptodactylus fuscus, Leptodactylus mystacinus, Elachistocleis bicolor, Hypsiboas albopunctatus e Scinax aromothyella (Lucas & Fortes 2008, Hartmann et al. 2008), não foram observadas no período de estudo. Mesmo assim, a riqueza registrada se aproxima da conhecida em outros remanescentes com Floresta Ombrófila Mista no sul do Brasil (Kwet & Di-Bernardo 1999, São Francisco de Paula, RS: 36 espécies, Conte & Machado 2005, Tijucas do Sul, PR: 23 espécies, Conte & Rossa-Feres 2006, São José dos Pinhas, PR: 34 espécies, Conte & Rossa-Feres 2007, Fazenda Rio Grande, PR: 32 espécies, Lucas & Fortes 2008, Guatambu e Chapecó, SC: 29 espécies, Hartmann et al. 2008, Ipuaçú, SC: 21 espécies, Lingnau 2009, Lebon Régis, SC: 32 espécies), nos quais foram conduzidas amostragens regulares ao longo de um ano ou mais.
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Produção de frutos e distribuição espacial de angiospermas com frutos zoocóricos em uma Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, Brasil.

Produção de frutos e distribuição espacial de angiospermas com frutos zoocóricos em uma Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, Brasil.

Estudos conduzidos por Frankie et al. (1974), Hilty (1980), Koptur et al. (1988) e Morellato & Leitão Filho (1990) indicaram que, em ambientes notadamente sazonais, os fatores ambientais devem ter maior influência sobre as fenofases do que em ambientes pouco sazonais. De acordo com Morellato & Leitão Filho (1990), em São Paulo, as espécies de floresta semidecídua que possuem frutos carnosos geralmente apresentam produção de frutos na estação de maior precipitação (estação úmida). À medida que nos afastamos do equador, os padrões fenológicos demonstram estar mais influenciados pela temperatura e pelo comprimento do dia do que pela precipitação (Rivera & Borchert 2001). De modo geral, as espécies analisadas no presente estudo corroboraram este padrão. Inclusive, devido ao inverno muito intenso (com geadas e baixas temperaturas, abaixo de 10 ºC), algumas plantas passam por períodos de injúria, podendo haver até a perda de folhas, como descrito por Longman & Jeník (1987). Foster (1982) sugere que a estação em que a planta frutifica está fortemente relacionada com a estação que apresenta condições mais favoráveis para a germinação, não sendo, no entanto, invariavelmente determinada por essa última. No verão, quando ocorre o maior número de espécies frutificando ou a maior produção de frutos, há um aumento na precipitação e, principalmente, nas temperaturas médias, o que pode favorecer a germinação e estabelecimento de novas plântulas. Morellato (1992) observou que, na Serra do Japi, a maior abundância temporária de nutrientes pode ser um fator importante na determinação da época de
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FLORÍSTICA E CLASSIFICAÇÃO DA REGENERAÇÃO NATURAL EM FLORESTA OMBRÓFILA MISTA NA FLORESTA NACIONAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA, RS

FLORÍSTICA E CLASSIFICAÇÃO DA REGENERAÇÃO NATURAL EM FLORESTA OMBRÓFILA MISTA NA FLORESTA NACIONAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA, RS

Na floresta Ombrófila Mista, a regeneração natural é pouco estudada. No Rio Grande do Sul, em conseqüência da ação antrópica, essas florestas se encontram sob diferentes condições de alteração, em alguns casos formando fragmentos. O estudo teve como objetivo analisar a florística da regeneração natural e verificar a ocorrência de grupos florísticos de uma área onde não foram constatadas alterações intensas. A área com 1606,69 ha localiza-se na Floresta Nacional de São Francisco de Paula (entre 29° 23’ e 29° 27’ S; 50° 23’ e 50° 25’ W), no município de São Francisco de Paula, RS. No estudo, foram selecionadas seis parcelas permanentes de crescimento do PELD (Projeto Ecológico de Longa Duração) cuja vegetação foi inventariada, utilizando-se dez faixas paralelas entre si e perpendiculares à direção da posição topográfica, as quais apresentaram 10 m de largura e 100 m de comprimento, subdivididas em dez unidades de 100 m² onde foram sorteadas três unidades amostrais por faixa para identificação e medição (altura e circunferência) de indivíduos com Cap maior ou igual a 3 cm e menor de 30 cm. Os cipós, trepadeiras e ervas também tiveram suas circunferências medidas e identificados até o nível de espécie, quando possível. Os dados de densidade por espécie formaram uma matriz (180x70) utilizada na análise multivariada. A presença de agrupamento de vegetação em estado de regeneração natural no interior da floresta foi testada pelo Método TWINSPAN (Two-way indicator species analysis). Constatou-se a existência de três grupos ecológicos (G-1, G-2 e G-3). O G-1 foi caracterizado por boa disponibilidade hídrica, por possuir características ambientais intermediárias e por situar-se na posição topográfica referente à encosta média; G-2 ocorreu na encosta inferior da floresta, apresentando forte influência da umidade e sujeita a alagamentos esporádicos; e G-3, na posição topográfica da encosta superior/platô, que, por conseguinte, não sofre influência da elevação da umidade. As espécies indicadoras dos grupos foram: Sebastiania brasiliensis Spreng. (G-1); Matayba elaeagnoides Radek., Myrceugenia myrcioides Cambess O. Berg, Myrceugenia oxysepala (Burret) D. Legrand et Kausel e Cinnamomum glaziovii (Mez) Kosterm. (G-2); e Zanthoxylum petiolare A. St.-Hil & Tul. (G-3).
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CLASSIFICAÇÃO E CRESCIMENTO DE UNIDADES DE VEGETAÇÃO EM FLORESTA OMBRÓFILA MISTA, SÃO FRANCISCO DE PAULA, RS

CLASSIFICAÇÃO E CRESCIMENTO DE UNIDADES DE VEGETAÇÃO EM FLORESTA OMBRÓFILA MISTA, SÃO FRANCISCO DE PAULA, RS

O clima da região, de acordo com a classificação de Köppen, é do tipo “Cfb”, mesotérmico médio (MORENO, 1961), o qual domina nas cotas altimétricas entre 1.000 e 1.100m no norte do Rio Grande do Sul. Segundo Nimer (1990) nessa região, pelo menos um mês no ano apresenta temperatura permanece inferior a 10°C, caracterizando inverno intenso cujo frio é constante durante o dia e a noite, e o calor típico do verão é praticamente ausente, considerando o efeito da altitude.

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ESTRUTURA POPULACIONAL E REGENERAÇÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS NA FLORESTA NACIONAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA, RIO GRANDE DO SUL.

ESTRUTURA POPULACIONAL E REGENERAÇÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS NA FLORESTA NACIONAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA, RIO GRANDE DO SUL.

Nesse sentido, o aumento na incidência de luz pode ser estimulado por tratos como a exclusão gradativa (anelamento) de indivíduos em senescência, podendo-se ainda usufruir da madeira. Contudo, visando minimizar danos na composição florística da comunidade e garantir o aumento do potencial regenerativo das espécies desejáveis, deve-se anelar espécies que apresentem boa densidade e distribuição na área (evitando espécies raras) e aplicar os tratamentos após a dispersão das sementes das espécies desejadas para beneficiar a sua regeneração (CARVALHO, 1992), além de considerar o sistema reprodutivo (plantas monoicas ou dioicas) das espécies desejadas e a importância ecológica de espécies a serem eliminadas. Essas práticas poderiam ser utilizadas em florestas públicas, ou mesmo, pelos proprietários rurais, como estímulo à conservação da Floresta Ombrófila Mista, pois, de acordo com Sanquetta et al. (2000), somente a preservação integral dos fragmentos e a fiscalização não são capazes de garantir este mérito, sendo necessário o estímulo a práticas de manejo em bases sustentáveis, com geração e difusão de tecnologias.
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Borboletas (Lepidoptera: Hesperioidea e Papilionoidea) de fragmentos de Floresta Ombrófila Mista, Rio Grande do Sul, Brasil.

Borboletas (Lepidoptera: Hesperioidea e Papilionoidea) de fragmentos de Floresta Ombrófila Mista, Rio Grande do Sul, Brasil.

A primeira área amostral constitui-se em fragmento de aproximadamente 100 ha de Floresta Ombrófila Mista (28º 42’ 22” S e 52º 36’ 89” W), circundado por lavoura de soja, próximo a um balneário do Rio Espraiado em Soledade, e denominada área de vegetação nativa (VN). A espécie arbórea emergente no estrato superior é Araucaria angustifolia Kuntze, com presença de outras espécies de famílias como Lauraceae, Aquifoliaceae e Sapindaceae, as quais representam 60 a 70% do estrato superior da floresta (Quadros & Pillar 2002, Wagner et al. 2008). O estrato inferior compõe-se de Mirtaceae, Podocarpaceae e Fabaceae, com componente herbáceo rico em serapilheira e espécies de Poaceae, Rubiaceae e Apiaceae (Quadros & Pillar 2002, Wagner et al. 2008). A segunda área, denominada área antrópica (AA), localiza-se a 7 km de distância em uma propriedade privada de 25 ha em Mormaço (28º 41’ 05” S e 52º 36’ 17” W) e apresenta fisionomia vegetal em mosaico abrangendo muitas espécies frutíferas exóticas (Rosaceae, Rutaceae e Juglandaceae, dentre outras), espécies ornamentais de jardim (Ericaceae) e manchas de vegetação secundária, bambuzais, gramado e plantações de Eucalyptus e Araucaria. Nessa propriedade também há presença de pequenos açudes e animais domésticos de criação. 2. Amostragem
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Deposição de nutrientes pela serapilheira em um fragmento de Floresta Estacional Decidual no Rio Grande do Sul.

Deposição de nutrientes pela serapilheira em um fragmento de Floresta Estacional Decidual no Rio Grande do Sul.

No sul do Brasil podem ser distinguidas três regiões florestais distintas: a Floresta Ombrófila Densa (mata atlân- tica), Floresta Ombrófila Mista (mata de Araucária) e a Floresta Estacional (mata latifoliada da bacia hidrográfica Paraná-Uruguai) (Klein, 1983). A Floresta Estacional, con- forme sua fisionomia pode ser classificada como Semidecidual ou Decidual, dependendo da percentagem de árvores caducifólias que a compõem. Assim, quando aproximadamente de 20 a 50% das árvores do estrato su- perior perdem as folhas, a floresta é classificada como Floresta Estacional Semidecidual e quando há perda por mais de 50% das árvores desse estrato, a floresta é deno- minada Floresta Estacional Decidual (Klein, 1983). A Flo- resta Estacional Decidual, em seus estágios iniciais, mé- dios e avançados de sucessão, ocupa 4,16% da superfí- cie do Estado do Rio Grande do Sul e 23,84% da área total coberta com florestas naturais (Secretaria Estadual do Meio Ambiente, 2002).
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Mecanismos de regeneração natural em diferentes ambientes de remanescente de Floresta Ombrófila Mista, São Francisco de Paula, RS.

Mecanismos de regeneração natural em diferentes ambientes de remanescente de Floresta Ombrófila Mista, São Francisco de Paula, RS.

Apesar da pequena diversidade de espécies observada na chuva de sementes, a densidade média de sementes aparentemente viável foi elevada, o que demonstra uma abundante entrada de propágulos no remanescente. SCOTTI (2009) também observou alta densidade de sementes em remanescente de Floresta Estacional Decidual no Rio Grande do Sul. Já ARAUJO et al. (2004) encontraram baixa dispersão de sementes em Floresta Estacional Decidual Ripária no Rio Grande do Sul e, segundo os mesmos autores, as intensas ench entes ocorr idas n o período de coleta, provavelmente, afetaram os processos fisiológicos das plantas. Sendo assim, a variação do potencial da chuva de sementes, até mesmo entre as regiões de clima semelhante, pode estar mais relacionada com o grau de perturbação no ecossistema do que com a região fitoecológica.
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Espécie nova de Pseudotyphistes (Araneae, Linyphiidae) do sul do Brasil.

Espécie nova de Pseudotyphistes (Araneae, Linyphiidae) do sul do Brasil.

Material-tipo. Holótipo , BRASIL, Rio Grande do Sul: São Francisco de Paula (Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata), 01.V.2001, R. Ott col., coletado com armadilha de solo (pitfall-trap) (MCN 40701). Parátipos: mesma localidade e data do holótipo, (MCN 40702); , , 07.IV.2001 (MCN 40703); , , 07.VII.2001 (MCTP 18723); , , 03.III.2001 (MCTP 18724), todos coletados com armadilhas de solo por R. Ott.

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Timpanismo espumoso em bovinos leiteiros em pastagens de Trifolium spp. (Leg.Caesalpinoideae).

Timpanismo espumoso em bovinos leiteiros em pastagens de Trifolium spp. (Leg.Caesalpinoideae).

Leguminous bloat may occur in cattle which graze pastures consisting of lush forages. In a dairy farm located on the municipality of São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, eight out of 66 cows died suddenly after being transferred to a paddock whose pastures were composed of Trifolium repens and Trifolium pratense. Animals were found dead in the morning of the next day after being transferred; no clinical signs were noticed. Main gross findings included enhanced abdominal volume, protrusion and congestion of the tongue and vagina, ruminal distension, pale liver, and enhanced spleen. Histologically, there were lung congestion and edema, and splenic lymphoid hyperplasia. The evidence of leguminous forages consumption associated with the pathological findings and the absence of growth on bacteriology confirmed the diagnosis.
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Plano amostral para coleta de serapilheira na Floresta Ombrófila Mista do Rio Grande do Sul.

Plano amostral para coleta de serapilheira na Floresta Ombrófila Mista do Rio Grande do Sul.

uma menor radiação solar, ocorre uma redução e ou uma estagnação dos microorganismos que decompõe a matéria orgânica do solo, conseqüentemente, ocorre uma menor ciclagem do material depositado na floresta. Assim, nessa estação a deposição de serapilheira acumulada no solo torna-se maior que a decomposição, ocasionando uma maior quantidade de material encontrado. Autores como BORÉM & RAMOS (2002), ARATO et al. (2003) e VITAL et al. (2004) encontraram, no final da estação seca, os maiores valores de serapilheira depositada, sendo que esta ocorre até o final do mês de setembro, incluindo inverno e parte da primavera. Salienta-se que, no local de realização do trabalho dos autores citados, existem duas estações definidas (seca e chuvosa), enquanto que, no Rio Grande do Sul, existem quatro estações bem definidas (outono, inverno, primavera e verão). Além disso, KÖNIG et al. (2002) encontraram as maiores produções de serapilheira no período de inverno na Floresta Estacional Decidual, corroborando os resultados obtidos.
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Potencial Terapêutico de Espécies Arbóreas em Fragmentos de Floresta Ombrófila Mista.

Potencial Terapêutico de Espécies Arbóreas em Fragmentos de Floresta Ombrófila Mista.

Objetivou-se levantar o potencial terapêutico de espécies arbóreas presentes em remanescentes de Floresta Ombrófila Mista (FOM) localizados no Planalto Sul Catarinense, destacando as que possuem ações terapêuticas atestadas em ensaios científicos, assim como, aquelas com potencial medicinal segundo registros etnobotânicos. Para amostrar a composição florística arbórea foi empregado o método de quadrantes, registrando-se os indivíduos mais próximos do ponto central, que apresentassem DAP ≥ 5 cm. A amostragem foi realizada em Áreas de Preservação Permanente (APP’s) e/ou Reserva Legal, com o auxílio de 20 transecções contendo 20 pontos quadrantes cada, totalizando 2,61 hectares. Dentre as 97 espécies registradas e identificadas no levantamento, 16 possuem ação medicinal descrita e atestada em literatura e 12 espécies são descritas como potenciais de acordo com conceitos etnobotânicos. O presente estudo mostrou que pequenos remanescentes florestais podem contribuir para a manutenção de espécies da FOM e basear futuros estudos sobre plantas medicinais ou com outros potenciais bioativos.
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GESTÃO DEMOCRÁTICA: FERRAMENTAS E DESAFIOS ENCONTRADOS EM CINCO ESCOLAS DO RIO DE JANEIRO

GESTÃO DEMOCRÁTICA: FERRAMENTAS E DESAFIOS ENCONTRADOS EM CINCO ESCOLAS DO RIO DE JANEIRO

Esta dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso de gestão descrito tem como principal objetivo investigar o uso da f erramenta “Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social” (IFC/RS), utilizada como ponto de partida para o planejamento das ações propostas pelas escolas para o alcance de melhores resultados e para a elevação da qualidade de ensino ofertado. O IFC/RS serve como diagnóstico da unidade escolar, apontando os principais problemas encontrados, e é parte integrante da Gestão Integrada da Escola (GIDE) – que é o modelo padronizado de planejamento e execução da gestão pedagógica, instituído em 2011 pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Apesar das várias mudanças e investimentos, os resultados, ao longo dos três primeiros anos, foram modestos, o que motivou esta investigação baseada no principal instrumento do planejamento pedagógico: a GIDE, sua principal ferramenta (IFC/RS) e as ações que ela motiva. Como recurso para a investigação da ferramenta aqui citada e das ações elaboradas a partir de seu diagnóstico, o estudo de caso em questão realizou, através de uma pesquisa qualitativa, entrevistas semiestruturadas com gestores de cinco escolas. Com um roteiro previamente preparado, construído a partir dos entraves e problemas encontrados pela escola, e principalmente pelo gestor na elaboração e execução das ações, as entrevistas foram posteriormente gravadas e transcritas. Constatamos, principalmente, a dificuldade do gestor em envolver os respectivos membros da comunidade escolar na realização das ações e projetos elaborados na unidade. Tal fato culminou na ineficácia ou cancelamento de algumas ações planejadas na escola, o que consequentemente pode ter atrapalhado a realização pedagógica do ensino. Essa ineficiência do gestor quanto às multiplicação e realização do planejamento pedagógico e sua execução também elucida o não aproveitamento das ferramentas e dos servidores, aqui representados pelos AAGEs, que foram disponibilizados para que a GIDE seja efetivada. Diante disso, o Plano de Ação Educacional proposto tem como principal objetivo apresentar a metodologia GIDE para os diferentes agentes da comunidade escolar, com foco principalmente numa gestão mais democrática, amplamente defendida e discutida pelos teóricos citados nesse trabalho. As ações elencadas buscam não só ampliar o conhecimento, mas também estreitar e melhorar a comunicação entre os membros, multiplicar a metodologia adotada e alinhar e planejar melhor as ações, favorecendo a realização de uma gestão mais participativa.
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Relações entre a distribuição das espécies de diferentes estratos e as características do solo de uma floresta aluvial no Estado do Paraná, Brasil.

Relações entre a distribuição das espécies de diferentes estratos e as características do solo de uma floresta aluvial no Estado do Paraná, Brasil.

RESUMO – (Relações entre a distribuição das espécies de diferentes estratos e as características do solo de uma floresta aluvial no Estado do Paraná, Brasil). Entre os fatores que influenciam a distribuição de espécies nas comunidades vegetais localizadas em regiões ribeirinhas, as características do solo são consideradas os mais importantes. No presente estudo, foram avaliadas a composição florística, a diversidade e a estrutura de três estratos da vegetação e suas relações com as características do solo em um fragmento de floresta aluvial na bacia do rio Iguaçu, no estado do Paraná. Buscou-se verificar se a estrutura e a diversidade da floresta nos diferentes estratos podem ser explicadas por fatores edáficos e hídricos. Caracterizaram-se os parâmetros estruturais e a composição florística de três estratos da vegetação % de regeneração (20 cm ≤ altura ≤ 1,30 m; 80 sub-parcelas de 1 m×1 m), intermediário (perímetro à altura do peito - PAP < 15 cm, altura > 1,30 m; 20 sub-parcelas de 5 m×5 m) e superior (PAP ≥ 15 cm, 20 parcelas de 10 m×10 m) - e correlacionaram-se as abundâncias das espécies com os parâmetros do solo e do lençol freático de cada parcela. A floresta caracterizou-se por baixa diversidade (H’ = 2,36 no estrato de regeneração, 2,49 no estrato no estrato intermediário e 1,59 no estrato superior) e alta similaridade florística entre estratos (índices de similaridade de Sørensen ≥ 0,65). As relações entre a distribuição espacial das espécies e as características do solo foram distintas entre estratos: no estrato superior correlacionou-se com a profundidade do lençol freático e o teor de matéria orgânica; no intermediário, com profundidade do lençol e teor de alumínio, porém no estrato inferior nenhum dos fatores ambientais analisados explicou a distribuição das espécies. Os resultados sugerem que a estrutura e a composição florística destas comunidades aluviais refletem os diferentes níveis de interação ao longo do ciclo de vida dos indivíduos.
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Radiculografia.

Radiculografia.

Instituto de Neuro-Cirurgia — Hospital São Francisco, Pavilhão São José — Pôrto Alegre, Rio Grande do Sul — Brasil.[r]

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Registro de Floresta Ombrófila Mista nas regiões sudoeste e sul do Estado do Paraná, Brasil, durante o Pleistoceno/Holoceno.

Registro de Floresta Ombrófila Mista nas regiões sudoeste e sul do Estado do Paraná, Brasil, durante o Pleistoceno/Holoceno.

Na análise palinológica foi registrada a presença de 37 táxons, os quais podem ser observados agrupados em categorias ecológicas na figura 3 e separadamente nas figuras 4 e 5. Alguns táxons são mencionados na literatura como componentes comuns a determinadas unidades fitofisionômicas, como é o caso de Araucaria sp., Podocarpus sp., Ilex sp., Symplocos sp. e Drimys sp., característicos da Floresta Ombrófila Mista (Klein 1975, Behling et al. 2010). Destacam-se também Alchornea sp., Hyeronima sp. e Sloanea sp. como componentes comuns da Floresta Pluvial Atlântica (Lorenzi 2002, Souza & Lorenzi 2005). Os táxons de Poaceae e Asteraceae são os principais representantes das formações campestres (Souza & Lorenzi 2005), podendo ocorrer entremeados às formações florestais. Há componentes que são comuns tanto a floresta quanto ao campo, é o
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