Top PDF Projeto Escola que Protege: uma política pública educacional transsal e

Projeto Escola que Protege: uma política pública educacional transsal e

Projeto Escola que Protege: uma política pública educacional transsal e

Resumo: Este artigo discorre sobre a implemen- tação do Projeto Escola Que Protege na Rede Municipal de Ensino de Fortaleza, no contexto de uma política pública educacional de caráter social, que abrange as perspectivas da transver- salidade e da interdisciplinaridade. Inicialmente faremos considerações sobre as Diretrizes Cur- riculares Nacionais a partir dos Parâmetros Cur- riculares Nacionais (PCN), no tocante aos Temas Transversais, bem como sobre as práticas peda- gógicas dos(as) Proissionais da Educação forma- dos pelo Projeto. Em seguida, discorreremos so- bre a demanda da escola pela articulação com os demais organismos que compõem o Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescen- te (SGD) para uma prática interinstitucional, no sentido de efetivar a garantia dos direitos huma- nos desses sujeitos. Essa garantia é também um desaio posto à escola, que é parte desse siste- ma e está diante da complexidade de realidades e conlitos decorrentes da expansão mundial do capitalismo, num contexto de violação de direitos humanos que se manifesta nas múltiplas formas de violência, as quais interferem diretamente nas relações interpessoais entre os diversos atores da comunidade escolar e no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, o qual tem como inalidade, de acordo com a LDB nº 9.394/96, Art. 2º, “o seu pleno desenvolvimento e seu pre- paro para o exercício da cidadania”.
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Políticas públicas de enfrentamento às violências contra criança e adolescente: avaliação da implementação do Projeto Escola que Protege na rede municipal de ensino de Fortaleza Dis  ok

Políticas públicas de enfrentamento às violências contra criança e adolescente: avaliação da implementação do Projeto Escola que Protege na rede municipal de ensino de Fortaleza Dis ok

Esta pesquisa avalia a concepção, a implementação e os impactos do Projeto Escola Que Protege como política pública de enfrentamento às violências contra criança e adolescente na Rede Municipal de Ensino de Fortaleza. Foi investigado o formato do Projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação/SME, em 2007, através da estratégia de formação de Profissionais da Educação para o enfrentamento às múltiplas formas de violências identificadas no contexto escolar. Investigamos o perfil socioeconômico destes profissionais, as situações de violências identificadas por eles, suas atitudes e formas de identificação das violências, sua relação profissional com o Conselho Tutelar bem como sua prática pedagógica a partir da formação. Realizamos pesquisa documental e de campo no período de janeiro a maio de 2011. Aplicamos questionário com a população investigada, os/as Profissionais da Educação, formados/as pelo referido projeto, e realizamos entrevistas de aprofundamento com os/as Conselheiros/as Tutelares. Os dados quantitativos foram submetidos a tratamento descritivo, usando freqüência absoluta e relativa, tabelas simples, cruzamentos e indicadores de referência. Os dados qualitativos foram analisados com base nos marcos regulatórios e em autores/as que discutem e teorizam a problemática da violência e suas interfaces. Entre os/as Profissionais da Educação, foi identificado que a maioria é composta de mulheres, na faixa etária de 41 a 50 anos, casadas e têm escolaridade predominante de pós-graduação no nível de especialização. A renda mensal predominante é de 3 a 5 salários mínimos. A maioria trabalha na mesma escola do período da formação e exerce a mesma função. Consideram positivo o fato de terem participado da formação pelo Projeto avaliado e percebem como mais difícil a tarefa de notificar e acompanhar os casos de violências identificados por eles/elas. Os/as Conselheiros
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Avaliação do Projeto Escola Que Protege: um fio de proteção na trama das violências

Avaliação do Projeto Escola Que Protege: um fio de proteção na trama das violências

Resumo: Este artigo discorre sobre a pesquisa avaliativa realizada no Mestrado em Avaliação de Políticas Públicas (MAPP), intitulada Políticas Públicas de Enfrentamento às Violências Contra Criança e Adolescente: avaliação da implementação do Projeto Escola Que Protege na Rede Municipal de Ensino de Fortaleza. O projeto foi implementado pela Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF), por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), em 2007. Discorreremos sobre o método da pesquisa de efetividade, que avalia os impactos do Projeto na escola por meio das falas dos/as Proissionais da Educação que passaram pela formação, principal estratégia de implementação da política, e que devem estar aptos a identiicar, notiicar e encaminhar as situações de violências por eles/as identiicadas. Faremos uma contextualização do Projeto como política pública educacional de caráter social, seguida da discussão sobre as questões que envolveram sua implementação e concepção, inalizando com a deinição do método da pesquisa avaliativa e seus principais resultados, no sentido de contribuir para o planejamento e a implementação de políticas públicas educacionais que tratam questões de relevância social, as quais se caracterizam de forma transversal e interdisciplinar e demandam por ações intersetoriais, para que estas políticas se efetivem satisfatoriamente, conforme conclusões do último capítulo da dissertação sobre a pesquisa.
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Enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes: Projeto Escola que Protege.

Enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes: Projeto Escola que Protege.

O Estatuto da Criança e do Adolescente especifica que toda criança deverá estar protegida de ações que possam prejudicar seu desenvolvimento. No entanto, a realidade de transgressão a esse direito atinge uma parcela significativa de cri- anças, que têm seu cotidiano permeado por variadas formas de violência. Com o objetivo de formar profissionais em educação para atuar na defesa dos direitos desses sujeitos a SECAD/MEC, implantou o Projeto Escola que Protege, objeto desta apresentação, considerando que a definição de uma política eficiente no enfretamento da violência passa pelo envolvimento de diversos e estratégicos atores sociais, dentre eles, a comunidade escolar.
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Sociolingüística, política educacional e a escola pública estadual de FortalezaCE: correlações teóricometodológicas e políticopedagógicas

Sociolingüística, política educacional e a escola pública estadual de FortalezaCE: correlações teóricometodológicas e políticopedagógicas

Este estudo decorre de inquietações provindas de nossa reflexão acerca do tratamento dado à variação lingüística no ensino de Língua Portuguesa na 8ª série do Ensino Fundamental da escola pública de Fortaleza. Levando em conta que os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN abordam a variação lingüística, objetivamos estabelecer inicialmente a correlação entre o que trazem os PCN sobre o assunto e os Referenciais Curriculares Básicos – RCB. Em seguida buscamos estabelecer a correlação do que vem nos documentos oficiais com o que é expresso pela escola em seu projeto político pedagógico - PPP e com as práticas que a mesma desenvolve. Foram pesquisadas 06 escolas de Fortaleza, da rede estadual de ensino. De cada escola, analisamos o documento Gestão Integrada da Escola - GIDE, que porta o PPP, entrevistamos o coordenador pedagógico e o professor de Língua Portuguesa da 8ª série e aplicamos uma atividade avaliativa aos alunos da turma desse professor. O propósito era identificarmos como esses agentes escolares percebem a variação lingüística e quais suas atitudes frente ao fenômeno. O percurso teórico da pesquisa se construiu tendo por base a Teoria da Variação e Mudança de William Labov. Partindo dos estudos lingüísticos anteriores que mostram a relevância de se observar a variação lingüística no ensino da língua materna, abordamos a política lingüística, como viés político da Sociolingüística, e observamos como o ensino da língua materna, um dos eixos dessa política, se efetiva, intersetorialmente, através da política educacional. E por fim, chegamos à escola, onde de fato, o ensino acontece. De acordo com os dados, as escolas, na GIDE, abordam a variação lingüística de forma superficial, o que revela pouca correlação com o que aparece sobre o assunto nos documentos oficiais
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A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL EM UMA ESCOLA ESTADUAL MINEIRA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL EM UMA ESCOLA ESTADUAL MINEIRA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A presente dissertação é um estudo de caso e foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). Seu objetivo geral é analisar a implementação do projeto de Educação Integral em uma escola estadual do centro-oeste mineiro. O primeiro capítulo apresenta o contexto histórico da educação em tempo integral ao longo do último século no Brasil; no período de 2007 a 2017 no estado de Minas Gerais, com foco na política de Educação em Tempo Integral – Educação Integral; e na escola em questão a partir de 2015, quando a política de Educação em Tempo Integral passa a visar à formação do aluno na sua integralidade. Buscou-se, a partir da percepção da gestora da unidade escolar, uma discussão sobre os desafios na implementação dessa política, partindo da seguinte questão: de que modo a gestão escolar pode agir na superação das dificuldades de implementação do Projeto de Educação Integral nesta escola? O segundo capítulo traz o referencial teórico, a metodologia adotada nessa pesquisa qualitativa e os instrumentos de pesquisa e por fim, a análise dos dados obtidos com as entrevistas e discussões do grupo focal. O referencial teórico está estruturado em três eixos de análise: (I) Concepção de Educação Integral e currículos em tempo integral, (II) Tempos e espaços na Educação Integral e (III) Gestão do tempo integral, em que são abordados os conceitos de teóricos que discutem a educação em tempo integral, numa perspectiva de formação integral, como Guará (2009), Cavaliere (2002), Gonçalves (2006), Moll (2008), Coelho (1997) entre outros. O terceiro capítulo traz o Plano de Ação Educacional (PAE) elaborado a partir das análises dos dados coletados, que apresenta
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PROJETO PROFESSOR DIRETOR DE TURMA: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DA REDE ESTADUAL DO CEARÁ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

PROJETO PROFESSOR DIRETOR DE TURMA: UMA ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DA REDE ESTADUAL DO CEARÁ – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Na atual conjuntura social, em que muitos dos valores perpetuados há gerações parecem ter se perdido ao longo do tempo, a escola, mais do que nunca tem sentido o reflexo deste fenômeno, pois cada vez mais vem tomando para si a tarefa de educar moral e tecnicamente, o que acaba por sobrecarregar ainda mais esta instituição. Neste contexto, surge como iniciativa adotada pela rede estadual de ensino no Estado do Ceará, o Projeto Diretor de Turma (PDT) que visa o estreitamento de laços entre os agentes educacionais, quais sejam: O aluno, a escola e a família. Advindo de Portugal e adotado na rede pública estadual cearense em meados de 2008, o PPDT tem como centro a proposta de desmassificar o ensino, tornando-o mais personalizado e tentando, ao máximo, suprir as necessidades educacionais dos agentes envolvidos no processo de educar. É a partir desse cenário que defino como objetivo principal para o meu trabalho avaliar a implementação e a execução deste projeto na escola que foi alvo desta pesquisa, bem como, fazendo um comparativo entre o desenho do projeto e a realidade encontrada na referida escola. A investigação tem como aporte teórico os estudos de Leite(2010), Mendonça(2009), Nogueira(2006), Peregrino(2010), Zenhas(2004), dentre outros. Com a intenção de construir um panorama sobre o funcionamento do projeto na escola estudada, utilizo a pesquisa documental e a pesquisa de campo. Neste trabalho de pesquisa, que tem como centralidade a análise do referido projeto que busca tornar-se uma política pública em educação, serão elencados pontos fortes, pontos que precisam ser melhorados, bem como, um plano de ação educacional, com base nos dados coletados na escola pesquisada.
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Avaliação institucional e projeto político pedagógico : uma trama em permanente construção

Avaliação institucional e projeto político pedagógico : uma trama em permanente construção

A avaliação institucional é uma ação cada vez mais presente nas políticas públicas educacionais e, por conseguinte, muito divulgada pela mídia como importante índice da qualidade da educação pública brasileira. Esta ação, no espaço escolar, busca mobilizar a comunidade a participar ativamente do processo de avaliação da escola, dos seus objetivos e de suas ações. Também, procura avaliar seus sujeitos e processos, assim como a analisar os resultados obtidos em avaliações externas na busca por soluções aos problemas detectados. Este trabalho analisa de que forma a avaliação institucional, como parte da Política Pública Educacional do Distrito Federal, está presente no cotidiano escolar e como se dá a utilização dos dados por ela gerados na permanente construção do Projeto Político Pedagógico das escolas. A metodologia de pesquisa utilizada foi a qualitativa do tipo etnográfica que envolve o levantamento de dados descritivos, a partir do contato direto do pesquisador com seu objeto e situações de pesquisa, enfatiza o processo em relação ao produto em si e, descreve quais os significados da avaliação institucional para os grupos escolares pesquisados. Como instrumentos para levantamento de dados utilizou-se a análise documental dos Projetos Político Pedagógicos das escolas, da observação das coordenações pedagógicas coletivas e do cotidiano escolar e de entrevistas aos representantes dos Conselhos Escolares. Assim, constatou-se a presença constante dos diversos processos avaliativos nas escolas, como são conduzidos a partir das concepções de cada grupo escolar e de orientações externas e como são utilizados na permanente construção do Projeto de cada escola. A avaliação institucional, principalmente a de autoria da própria escola (interna), poderá tornar-se um significativo instrumento para lhe empoderar. Para isto, torna-se necessário criar condições adequadas para os gestores orientar e acompanhar tais ações e garantir sua efetiva realização.
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Educação ambiental, uma política educacional: como a escola a acolhe?

Educação ambiental, uma política educacional: como a escola a acolhe?

O atual modelo econômico se fundamenta no lucro e na lógica do aumento de produção que precisa ser consumida. Isso remete a uma pressão sobre os recursos naturais, causando degradação ambiental e se refletindo na perda da qualidade de vida, tornando o meio ambiente centro das atenções mundiais. Nessa situação o desenvolvimento sustentável assume papel estratégico, articulando o desenvolvimento das atividades econômicas e sociais com a conservação ambiental. Um importante componente dessa estratégia é a Educação Ambiental – EA, que no Brasil está sendo tratada a partir da criação de Leis Federais, Estaduais e Municipais e dos Parâmetros Curriculares Nacionais. A Lei nº 9.795 instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental e os Parâmetros sugeriram o trabalho com o tema transversal meio ambiente no Ensino Fundamental. Diante desse contexto é importante compreender como as políticas de EA estão sendo implementadas nas escolas. Para isso realizou-se uma pesquisa qualitativa, que toma como foco as escolas da rede municipal do Ensino Fundamental de Belo Horizonte, utilizando como instrumento de coleta de dados a observação direta, entrevistas semi-estruturadas e pesquisa documental. Os resultados desse trabalho apontam que as escolas pesquisadas já conseguiram que parte de seus sujeitos tenham um olhar crítico sobre a EA; estão buscando realizar atividades interdisciplinares, coletivas e permanentes; utilizam estratégias para inserção do tema, entre elas o estabelecimento de parcerias; e caminham na busca de solucionar problemas ambientais locais. Infere-se que a proposta da Escola Plural da rede municipal de ensino de Belo Horizonte é um facilitador da inserção do tema na escola por possuir identidades de princípios com a proposta da EA que está presente nas Leis e nas pesquisas brasileiras. Observa-se que o tema ainda não está incorporado na estrutura dos currículos escolares de modo geral, pelo fato deste campo ser recente, sendo orientado por discussões globais que se firmaram somente a partir da década de 1990. Analisa-se que as escolas buscam sensibilizar seus sujeitos para as questões ambientais, mas estes encontram dificuldades para mudar de atitudes ao se depararem com uma realidade que funciona de acordo com os mecanismos do modelo econômico vigente. Por fim infere-se as escolas estão buscando implementar a EA a partir das orientações políticas da área, mas ainda há muito por fazer, cabendo ao Estado redirecionar as ações das instituições de ensino para que as atividades sejam acompanhadas, avaliadas e recebam os devidos recursos para sua execução.
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Sistema de ensino, política educacional e gestão da escola

Sistema de ensino, política educacional e gestão da escola

Este trabalho, a partir de uma regressão na historiografia da educação acreana, analisa alguns elementos da política educacional implementada no Estado do Acre em intersecção com as ações voltadas para implantação, desenvolvimento e institucionalização do sistema público de ensino. Tem como foco as características políticas, econômicas, culturais do contexto educacional no qual se ambienta a análise na perspectiva de mapear as principais mudanças que se inserem no processo de desenvolvimento da educação. O marco de desenvolvimento da abordagem é o processo de elevação do Acre à categoria de Estado, nos idos da década de 60, e suas implicações e consequências nas décadas subsequentes, sobretudo no que se refere à administração do sistema de ensino, às políticas educacionais e os processos de gestão administrativa, financeira e pedagógica das unidades escolares com o advento da gestão democrática e seu processo de regulamentação. O trabalho se organiza a partir do levantamento e análise de documentos legais, isto é, de um conjunto de atos normativos e prescritivos, os quais são utilizados como referências preliminares para montar e fundamentar o arcabouço mais geral por onde transitarão as reflexões que revelam alguns dos traços, contornos e características organizacionais do sistema de ensino com relevo para o processo de institucionalização e regulamentação do princípio da gestão democrática e do desenvolvimento do sistema público de ensino.
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Apontamentos para uma política educacional sobre mídia na escola brasileira

Apontamentos para uma política educacional sobre mídia na escola brasileira

Ao longo deste texto, procuramos delimitar e refletir sobre aspectos relativos a três campos relevantes para o estudo da mídia na escola: a ação dos MC sobre a escola e seus agentes; as características de parte representativa da pesquisa produzida no Brasil sobre o tema; a experiência da própria escola com a mídia. Esses campos foram abordados de modo a evidenciar discursos específicos, que podem se aproximar da escola, mas que igualmente guardam alguma distância em relação a ela. Não tratamos de incentivar o exercício corporativo ou de rechaçar iniciativas não gestadas no interior da escola, e menos ainda de insistir na idéia da precariedade da formação dos professores. Nosso empenho deu-se no sentido de observar o estudo da mídia como um ponto importante para a construção da identidade ou da autonomia da escola, pensando nas características dos sujeitos que ali trabalham. A escola é vista aqui como o mais abrangente equipamento público potencialmente capaz de operar com a “era da informação”, sem a plena submissão a ela.
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Projeto Escola do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina: uma estratégia de política pública.

Projeto Escola do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina: uma estratégia de política pública.

O sangue sempre teve papel de destaque na história da humanidade, sendo que na antiguidade era considerado um luído vital que, além da vida, conferia juventude. Entretanto, foram necessários muitos séculos para que pudesse assumir o impor- tante papel terapêutico que tem na atualidade. Por isso, inicia-se este relato com uma breve retros- pectiva histórica da hemoterapia, abordando os principais aspectos da legislação relativa ao sangue e destacando o papel das políticas de saúde no processo de doação desse tecido, com a inalidade de contextualizar a experiência de um projeto que materializa a política de captação de doadores.
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As políticas externas e a formação de professores na história da educação brasileira (1930-1946)

As políticas externas e a formação de professores na história da educação brasileira (1930-1946)

Ainda segundo o Manifesto, a educação era compreendida como um problema social. O método científico determinava uma mudança de paradigma na condução do trabalho pedagógico e da formação de profes- sores, de modo que o educando, com seus interesses, suas aptidões e suas tendências, passou a ser o foco do processo educativo. Nesse contexto, tornaram-se essenciais os conhecimentos da filosofia, da psicologia e da sociologia. Por outro lado, exigiu-se uma ação mais objetiva por parte do Estado, ao assumir como sua responsabilidade o dever de oferecer educa- ção pública, gratuita e laica aos brasileiros. Pode-se verificar claramente que o Manifesto dos Pioneiros tomou o partido da educação, ao reconhecer sua importância na consolidação do projeto nacional desenvolvimentista. A Constituição de 1934 incorporou algumas de suas reivindica- ções e, pela primeira vez, defendeu o dever do Estado para com a Educação Elementar, além de garantir a gratuidade, a autonomia e a descentraliza- ção do processo educativo. Revelou também a presença do Ministério da Educação e Saúde, criado em 1930, visando a regulamentar, organizar e gerir a educação nacional. Da mesma forma, essa Constituição foi a pri- meira a traçar as diretrizes para a educação nacional.
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SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL (SAEF) COMO POLÍTICA EDUCACIONAL DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO (SME) DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA

SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL (SAEF) COMO POLÍTICA EDUCACIONAL DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO (SME) DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA

SILVA, I. F. O sistema nacional de avaliação: características, dispositivos legais e resultados. Estudos em Avaliação Educacional, São Paulo, v. 21, n. 47, p. 427-448, set./dez. 2010. SILVA, Janssen Felipe da. Avaliação Educacional: fundamentos teóricos e relação com a política educacional. In: SEMINÁRIO REGIONAL DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO DO NORDESTE. VII. ENCONTRO ESTADUAL DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO. II. SIMPÓSIO: GESTÃO DA EDUCAÇÃO, CURRÍCULO E INOVAÇÃO PEDAGÓGICA. 20 a 22 ago. 201., Recife,PE. Anais... Recife, PE., 2012. Disponível em:<www.anpae.org.br/seminario/ANPAE2012/Textos/Janssen Felipe.pdf.>. Acesso em: Resgatado em 20 dez. 2017.
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ENILDO BELTRÃO DE OLIVEIRA O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PEDAGÓGICA, DEMOCRÁTICA E DE PARTICIPAÇÃO PARA UMA ESCOLA ESTADUAL DO AMAZONAS

ENILDO BELTRÃO DE OLIVEIRA O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO PEDAGÓGICA, DEMOCRÁTICA E DE PARTICIPAÇÃO PARA UMA ESCOLA ESTADUAL DO AMAZONAS

A gestão democrática constitui-se em determinação explicitada tanto na Constituição Federal, como na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Ela pressupõe uma escola participativa, marcada pelos princípios de inclusão e de qualidade para todos. Podemos dizer que ainda estamos aprendendo democracia e que temos uma visão insuficiente e até mesmo distorcida a respeito desse importante componente político dos processos sociais em nossas instituições (não apenas nas escolares). Cremos, limitadamente, que democracia se faz, sobretudo, com eleição de representantes e não com a participação de todos para a construção de um projeto comum. Democracia na escola constitui o seu fortalecimento institucional como unidade social capaz de assumir suas responsabilidades, de forma compartilhada e participativa, com transparência e orientação para que todos cresçam como cidadãos nesse processo. É esse foco da gestão democrática, e é fazendo isso que a escola democrática, entendida inadequadamente, pratica- se na escola a fala de organização de ordem, de sentido comum, de cumprimento das responsabilidades sociais da escola. É bom lembrar que democracia pressupõe ordem e organização e é o seu estabelecimento no interior da escola, voltado para a formação da cidadania e aprendizagem que é o foco do trabalho do diretor escolar. (LÜCK, 2008)
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VAGNO DOS SANTOS RAMOS A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO AVANÇAR EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE MANAUS - AMAZONAS

VAGNO DOS SANTOS RAMOS A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO AVANÇAR EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE MANAUS - AMAZONAS

the Correction of Fluxo Escolar - Projeto Avançar (PA) at a state school in the city of Manaus, tied to the State Secretaria of Education (SEDUC/AM) and overseen by the 2nd District Coordenadoria. The goals set for this investigation check team's difficulties in reducing drop out rates in the classes within the PA. For this, was used a qualitative research, through a case study. Besides analysis of documents, were used as instruments of data collection a questionnaire for 16 students within the project and a semi-structured interview with the manager, the school pedagogue, the district supervisor that oversees the project at the school and nine teachers who work with the PA. In the referencial, the PA was discussed as a policy to face school failure and also the causes and consequences of dropping out. The discussion of the results took into account the point of view of the several actors that participated in the project. Analysis of the data made it possible to identify some advances and some difficulties regarding the PA's implementation process as a lack of training for managers, pedagogues and teachers to more effectively perform the actions of the project; teachers' difficulty in working with interdisciplinary projects; lack of meetings to discuss the difficulties in carrying out the PA; infrequent attendance and apathy from the students; and families failing to monitor their children's performance at school. With the results of this analysis, a Plano de Ação Educacional was created containing proposals that will help the managing team to adequately develop the actions of the PA at school, in order to achieve the goals.
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ENEM: UMA ANÁLISE RETROSPECTIVA E PROSPECTIVA DOS RISCOS ASSOCIADOS EM SER MAIS QUE UMA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

ENEM: UMA ANÁLISE RETROSPECTIVA E PROSPECTIVA DOS RISCOS ASSOCIADOS EM SER MAIS QUE UMA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

O escopo desta ação considera a realização de um levantamento de todas as cidades utilizadas atualmente pelo Enem, com número de inscritos inferior a 600 participantes, fazendo-se uma criteriosa avaliação (Inep – Correios - segurança pública), entre outros itens, sobre: (i) o mapeamento dos riscos de trajeto (condições da estrada; alagamentos, pontes sobre rios etc.); (ii) distância da pequena cidade em relação às cidades polo (micro ou macro regiões); (iii) disponibilidade de pouso de aeronave no caso contingencial de transporte aéreo; (iv) redes subsidiárias de fornecimento de energia e água; (v) serviço de comunicação disponível no local (telefonia móvel, fixa e Internet); (vi) espaço contingencial de aplicação (escolas, ginásios etc.). Essas informações devem referenciar um plano de contingência específico para cada uma das localidades consideradas de difícil acesso, de modo que todos os recursos possíveis estejam direcionados para uma ação de continuidade de negócio da aplicação do Enem na localidade selecionada.
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Contribuições da escuta orientada nos fundamentos psicanalíticos e vygotskiano para o processo de ensino e aprendizagem / Contributions of listening oriented on psychoanalytical and vygotskian fundamentals to the teaching and learning process

Contribuições da escuta orientada nos fundamentos psicanalíticos e vygotskiano para o processo de ensino e aprendizagem / Contributions of listening oriented on psychoanalytical and vygotskian fundamentals to the teaching and learning process

As interações sociais na perspectiva sócio-histórica favorecem ao pensamento de um ser humano em constante construção e transformação a partir das interações sociais, enfrentamentos e conquistas promovendo novos significados e perspectivas para a vida em sociedade e as vivências e acordos estabelecidos pela relação em grupo. Vygotsky apresenta uma relevante distinção entre significado e sentido, nos quais podemos citar que “aquilo que é convencionalmente estabelecido pelo social é o significado do signo lingüístico; já o sentido é o signo interpretado pelo sujeito histórico, dentro de seu tempo, espaço e contexto de vida pessoal e social” (MARTINS, 1997 p.115) Diante desta perspectiva de Vygotsky apresentados na Psicologia Sócio Histórica, percebe-se que seus estudos e conceitos podem subsidiar as práticas pedagógicas e educativas no ambiente escolar, com atitudes e ações que possam incentivar o diálogo como instrumento de interação entre os sujeitos, onde a prática da fala e da escuta possa favorecer a (re)configuração de sentidos e significados das experiências vividas no ambiente institucional. (SOUZA e ANDRADA, 2013 p.363) No contexto de ensino e aprendizagem os textos de Vasconcelos (2001), ressalta o fracasso escolar nos tempos contemporâneos como sendo um fator cada vez mais evidente. No entanto, desde os tempos mais distantes a dificuldade de aprendizagem, associada à falta de interesse, indisciplina, e o ambiente representava um enorme desafio para a escola, de modo geral, tanto que no modelo tradicional de ensino os alunos que não se adequassem às exigências escolares não permaneciam na instituição. Isto provocava uma hegemonia entre eles, que acabava por reproduzir uma função característica da sociedade capitalista a “alienação”.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA – UFU FACULDADE DE EDUCAÇÃO – FACED PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO – PPGED LEOCLÉCIO DOBROVOSKI SILVA PEREIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA – UFU FACULDADE DE EDUCAÇÃO – FACED PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO – PPGED LEOCLÉCIO DOBROVOSKI SILVA PEREIRA

Nessa dimensão, o profissional se traveste no seu agir, prostituindo-se por um sistema que lhe impõe tal proposição. Em contrapartida, ele se filia aos benefícios infligidos a ele pela incapacidade crítica e de organização que paira sobre as cabeças e o tornam massa de manobra. Frentes em ascensão no Brasil concernem ao déficit de profissionais, por consequência daqueles abandonam seus postos de trabalho por não encontrarem motivos para continuarem desenvolvendo sua função, motivados pela irrelevância da docência, pela desvalorização salarial, por adoecimentos e pela falta de perspectivas para um futuro a curto e médio prazo. Há ainda um alto índice de profissionais que se formam em licenciaturas, mas não atuam na área, fazendo do Ensino Superior uma ponte para outras ocupações, comprometendo seriamente as metas do PNE até 2024, como a atuação de 100% de profissionais com nível superior e a universalização da educação pública e de qualidade para todos.
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O ideário educacional iluminista na produção da escola pública

O ideário educacional iluminista na produção da escola pública

farsantes realizando tarefas políticas com intenção primeira de prejudicar os trabalhadores; há homens propondo soluções para os problemas humanos de seu tempo segundo sua perspectiva de classe. Especialmente para o historiador que se coloca no campo do fazer científico, tal como entende Marx, os papéis históricos de pensadores e de pedagogos não podem ser reduzidos a traços de caráter nem interpretados a partir de exigências extemporâneas. O proletariado moderno, por exemplo, com o qual Ponce se identifica ideologicamente, não estava suficientemente constituído na época analisada nem havia elevado ao plano de consciência a necessidade de educação para todos. Como decorrência, essa classe ainda não havia eleito tal bandeira como essencial aos seus interesses, em especial à formação de seus quadros. Logo, a conquista da escola ainda não se lhe apresentava como um valor nem a movia a lutar por sua realização. Essa consideração é decisiva quando a história é concebida como luta. A burguesia não pode ser condenada pura e simplesmente pelo fato de não ter pleiteado aos interesses de uma outra classe que, então, começava a emergir para a história. Qualquer classe, em qualquer tempo, sempre lutou, sobretudo, pela defesa de seus próprios interesses (ALVES, 2006, p. 25-26, grifo do autor).
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