Top PDF Proposta para uma descrição do verbo quanto à categoria de voz

Proposta para uma descrição do verbo quanto à categoria de voz

Proposta para uma descrição do verbo quanto à categoria de voz

Pelo que ficou exposto nesta seção, podemos constatar que a reflexividade, a reciprocidade e a “mediedade” não são mórfica ou sintaticamente vozes autônomas em português. Cabe apenas uma palavra tocante à voz média, chamada por muitos de voz neutra. As construções com esta voz correspondem freqüentemente a construções de caráter causativo: a porta se abriu/alguém ou algo abriu a porta. Cabem aqui algumas objeções: (1) o se não é permitido em muitos casos (ex.: o salário aumentou); (2) o se é facultativo em alguns casos (ex.: a porta abriu-se/a porta abriu-se). Além disso, nem sempre é possível a correspondência com a causativa. Se o fato é considerado espontâneo pelo falante, não há necessidade de postular uma causativa correspondente. Em outros casos, não há nenhuma possibilidade de equivalência causativa em João se arrependeu. Em alguns outros, a presença do pronome não implica afetação do sujeito: João se queixa muito, o rapaz se afastou da casa.
Mostrar mais

7 Ler mais

Sintaxe das orações complexas em português: uma proposta de descrição e ensino.

Sintaxe das orações complexas em português: uma proposta de descrição e ensino.

material cognitivo e ideacional, relevante para cada ato discursivo, situa-se nesse componente. O Componente Contextual guarda as informações e características da situação discursiva, tanto no que diz respeito ao discurso precedente e à situação imediata da interação, quanto às relações sociais entre os participantes (sexo, papel social etc.). Os processos de referenciação, o uso de reflexivos e as sequências narrativas, por exemplo, dependem da interação desse componente com o Gramatical. O Componente de Expressão gera a expressão acústica ou gráfica da informação fornecida pelo Componente Gramatical, que constitui o domínio específico da GDF. Todas as informações relacionadas ao conhecimento linguístico (lexicais, sintáticas, semânticas e pragmáticas) pertencem a este componente e são ativadas a partir das intenções do falante numa dada situação comunicativa 8 . O verbo “existir”, por exemplo, é apresentado como um verbo
Mostrar mais

24 Ler mais

Descrição e análise preliminar sobre a categoria verbal no dialeto indígena Pykobjê-Gavião (Timbira)

Descrição e análise preliminar sobre a categoria verbal no dialeto indígena Pykobjê-Gavião (Timbira)

estruturas e usos verbais comuns em sentenças básicas do dialeto indígena Pykobjê-Gavião (Tronco Macro-Jê, Família Jê, Complexo Timbira). Para desenvolver essa pesquisa, tomamos principalmente as seguintes referências: Simon C. Dik (1997), Thomas E. Payne (1997) e Paul Schachter (2007). De acordo com Payne (1997, p. 47), observaremos as propriedades distri- bucionais e estruturais de verbos, que podem se apresentar tanto como núcleo de um sintagma verbal (SV) quanto como núcleo de um predicado verbo-adjetival. Então, discutiremos sobre alguns tipos de verbos: verbo intransitivo ativo, verbo intransitivo estado, verbo intransitivo processo, verbo intransitivo estendido, verbo transitivo simples e verbo transitivo estendido. Finalmente, veremos e analisaremos alguns operadores verbais de tempo e aspecto.
Mostrar mais

14 Ler mais

Em defesa da categoria de voz média no português.

Em defesa da categoria de voz média no português.

Outros predicados de cuidado corporal, como banhar-se, barbear-se, que poderiam ser incluídos na categoria das construções médias, desenvolve- ram formas de expressão de verbo-suporte, como tomar banho, fazer a bar- ba. É curioso que, em algumas línguas, o complemento verbal represen- tando a parte do corpo afetada é freqüentemente especificado juntamente com a marcação medial, como por exemplo, na estrutura em francês il se lave les mains, uma formulação que, segundo Klaiman (1988) é similar à média do grego clássico. Quanto mais a parte inalienável estiver semanti- camente prevista no radical verbal, menos provavelmente o objeto deverá receber especificação (Kemmer 1994).
Mostrar mais

32 Ler mais

15 – Era uma vez… o verbo: abordagem do verbo no 1º ano

15 – Era uma vez… o verbo: abordagem do verbo no 1º ano

A tarefa constou então da associação de verbos (ações) às imagens, afixadas de forma a serem visualizadas facilmente por toda a turma. Antes de prosseguir com a descrição, é importante referir que, mais uma vez, a ideia inicial foi alterada. A professora começou por lançar a frase: “Então quem me sabe dizer o que pode fazer…”. Dividiu-se a turma em dois grupos, por esta altura, e, enquanto um dos grupos foi para a biblioteca da escola, pensar em formas verbais que pudessem ser associadas às imagens apresentadas, o segundo grupo manteve-se na sala de aula. No final foram construídos cartazes com as palavras escritas, com a ajuda da professora, mas sem a respetiva imagem. A tarefa do segundo grupo (da biblioteca) foi ler as palavras (verbos) escolhidos pelo grupo 1 e escolher a gravura correta para cada um dos cartazes. Desta forma foram testadas as capacidades de escolher as formas verbais mais adequadas e simbólicas, as capacidades de leitura e de associação das palavras às imagens. Ficaram assim construídos os cartazes representativos do trabalho realizado.
Mostrar mais

8 Ler mais

O mago do verbo

O mago do verbo

mais depois a língua foi desenvolvida em todas as suas virtualidades. A tal ponto que, na formulação de um de seus críticos, chega a se confundir com a língua, colocando- se em seu ponto inaugural e, a exemplo dela, criando incessantemente. Assim, por exemplo, Guimarães Rosa toma a liberdade de trocar um sufixo por outro; ou então deriva um verbo, até então inexistente, de um substantivo ou adjetivo; ou, ao contrá- rio, deriva um substantivo ou adjetivo de um verbo. Ou ainda inventa um verbo, aliás onomatopaico, a partir da enumeração das vogais (“o mato aeiouava”). Ou forja um nome próprio, em puro exercício lúdico, ao juntar o pronome de primeira pessoa em várias línguas – que, na prosódia brasileira, se tornam irreconhecíveis –, para batizar a personagem Moimeichego (Moi + me + ich + ego). E assim por diante. Tudo isso a língua também faz, este escritor como que conseguindo reprodu- zir os processos de criação da própria língua.
Mostrar mais

9 Ler mais

Ontologias para descrição de recursos multimídia: uma proposta para o CPDOC-FGV

Ontologias para descrição de recursos multimídia: uma proposta para o CPDOC-FGV

Este artigo objetiva apresentar uma proposta endereçada à construção de uma ontologia de domínio da descrição multimídia para o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC). O Centro é dedicado ao estudo e à preservação da memória do país e, atualmente, abriga o mais importante acervo de arquivos pessoais de homens públicos no Brasil (em manuscritos, impressos, fotografias, áudios e vídeos) organizado em sistemas de informações com características próprias. A ontologia de domínio proposta busca a melhoria dos processos de organização da informação do acervo multimídia do CPDOC e a integração de seus sistemas junto a Web de dados.
Mostrar mais

6 Ler mais

A Correspondência Sintático-semântica do Verbo Apagar Com Os Verbos Ter, Perder, Tirar: uma Descrição para Processamento Automático de Linguagem Natural.

A Correspondência Sintático-semântica do Verbo Apagar Com Os Verbos Ter, Perder, Tirar: uma Descrição para Processamento Automático de Linguagem Natural.

Assim, esse trabalho de descrição contribui para entender o verbo como um elemento construtor de sentido, um item lexical que produz diferentes sentidos, dependendo do contexto em que está inserido. De modo geral, gramáticas tradicionais e livros didáticos discutem de forma insuficiente os sentidos produzidos pelos verbos. Por isso, é importante conhecer as propriedades dos itens lexicais dentro de contextos. Os verbos, quando são abordados em livros didáticos, não são observados como elementos construtores de sentido, apontam-se, apenas, para aspectos como tempo, modo, transitividade e regência. A contribuição dos verbos para a construção de sentidos dos textos é pouco abordada, “pois as palavras, em seus sentidos, são vistas fora do texto, isoladamente, em listas de palavras, ou em dupla de frases que, hipoteticamente, prestam-se à atualização de algumas dessas relações de sentido” (ANTUNES, 2012, p. 40). Para a linguista, as palavras relacionam-se nos textos, produzindo uma unidade semântica.
Mostrar mais

121 Ler mais

A descrição de idiomatismos nominais: proposta fraseográfica português-espanhol

A descrição de idiomatismos nominais: proposta fraseográfica português-espanhol

e) Variação: possibilidade de que algum dos componentes de determinado fraseologismo seja substituído por outro, sem prejuízo de seu significado global. De acordo com a autora, a fixidez das UFs pode ser relativa, uma vez que há algumas possibilidades de variação institucionalizadas, ou seja, previstas no acervo lexical da língua. Por exemplo, em “nascer virado para a lua”, pode-se substituir o verbo “nascer” por “ser”, pois ambas as variantes estão institucionalizadas e significam “ter muita sorte” (XATARA; OLIVEIRA, 2008). Por outro lado, não se pode substituir o verbo “nascer” por “crescer” sem que haja mudança no significado do fraseologismo, pois esse verbo não está institucionalizado. As UFs formadas pela variação recebem o nome de variantes e não podem ser confundidas com simples variações por derivação, como é o caso de “encher linguiça” e “encheção de linguiça”. A fraseóloga também não inclui nessa característica as variantes diatópicas, como seriam, no caso da lusofonia, UFs usadas no Brasil e suas sinônimas usadas em Portugal, por exemplo: “cair fora” e a sua sinônima lusitana “dar de frosques” (CAMACHO, 2008).
Mostrar mais

243 Ler mais

Uma proposta de descrição do sistema de mensagem na organização funcional discurso.

Uma proposta de descrição do sistema de mensagem na organização funcional discurso.

RESUMO: Este artigo investiga as funções linguísticas responsáveis pela organização textual do discurso. Mais especificamente, descreve o sistema semântico-discursivo de mensagem, o qual responde pelo gerenciamento da produção e acúmulo de significado no texto. Para tanto, explora a estrutura do discurso tendo como ponto de partida a relação entre esse e a gramática oracional que o realiza. Em seguida, descreve cada opção do sistema, bem como a forma como opera ao longo do fluxo textual, e assim assumindo valor nas relações que estabelece frente a outras opções. Para promover a descrição, utilizou-se o português brasileiro como língua de investigação. Um corpus com 100 mil tokens foi compilado com base na tipologia da língua no contexto de cultura. Os textos foram analisados segundo a manifestação estrutural, relações funcionais entre opções sistêmicas, e o significado gerado pela organização discursiva das mensagens. Ao final, o artigo mostra como as diferentes opções de mensagem pré-selecionam funções na gramática, fazendo com que cada mensagem seja contextualizada, incorporando-se ao texto de forma a dar algum direcionamento à fase a qual pertence. O artigo mostra ainda o potencial sistêmico pelo qual diferentes tipos de texto determinam opções distintas na gramática e semântica textuais.
Mostrar mais

23 Ler mais

DESCRIÇÃO SINTÁTICO-SEMANTICA DE CONSTRUÇÕES COM O VERBO-SUPORTE TER E NOMES HUMANOS DE RELAÇÃO PARA O PROCESSAMENTO AUTOMÁTICO DE LINGUAGEM NATURAL.

DESCRIÇÃO SINTÁTICO-SEMANTICA DE CONSTRUÇÕES COM O VERBO-SUPORTE TER E NOMES HUMANOS DE RELAÇÃO PARA O PROCESSAMENTO AUTOMÁTICO DE LINGUAGEM NATURAL.

Com base na análise de corpus, é possível descobrir e descrever fenômenos linguísticos relacionados ao uso do verbo ter, estabelecendo relações de sentido entre nomes humanos, ampliando e renovando a descrição lexical do português. Este estudo descritivo insere-se em uma reflexão em que se considera a língua em uso como um sistema dinâmico. Tal sistema consiste sempre no surgimento de novas palavras, na ressignificação de outras ou na extensão de sentido. Algumas palavras podem ser combinadas com outras formas, adquirindo um novo sentido. A análise descritiva das estruturas selecionadas com o verbo-suporte ter permite alcançar uma formalização dos dados e representá-los por uma codificação, visando um recurso linguístico para ser utilizado em uma base de dados para o Processamento Automático de Linguagem Natural (PLN).
Mostrar mais

67 Ler mais

Aproximações e distanciamentos quanto ao gerenciamento eletrônico de documentos: uma proposta de GED

Aproximações e distanciamentos quanto ao gerenciamento eletrônico de documentos: uma proposta de GED

O objetivo do trabalho é analisar os procedimentos adotados no processo de digitalização de documentos, em relação às perspectivas arquivísticas, a partir da proposta elaborada pela Empresa Solaris. A pesquisa partiu da seguinte questão norteadora: Quais os fundamentos arquivísticos que se encontram na proposta de GED na empresa Solaris, situada em João Pessoa/ PB? Metodologicamente, foi utilizado um estudo exploratório e descritivo. Quanto à abordagem, assumiu o veio qualitativo. Como instrumento de coleta de dados, foram empregadas a observação e a entrevista semiestruturada. Ao término do trabalho, ficou constatado que a referida proposta produzida pela Solaris não atende a todos os requisitos arquivísticos, aqueles que deverão acontecer antes do processo de digitalização, ou seja, a gestão documental propriamente dita. Conclui-se que, para que um processo de digitalização em face ao GED seja bem sucedido, é necessário adotar uma política arquivística abrangente, que não se limite aos elementos técnicos como hardware e software, mas que esteja presente na política da própria instituição, desde a produção documental até a destinação final, e nasça da atenção dada à importância de uma eficiente gestão de documentos, pois a gestão eletrônica é a extensão de uma excelente gestão documental.
Mostrar mais

61 Ler mais

O verbo transitivo não-ativo

O verbo transitivo não-ativo

Uma pequena e bem definida lista de casos é uma das exi­ gências ac sistema de casos; outra, é que tal lista seja sufi­ ciente para a classificação de todos os verbos da língua. No­ vos conceitos, baseados na lógica simbólica, são utilizados por Fillmore (1968, in Souza 1985:20), que parte do predicado e argumento. Segundo e l e ,"predicado é um termo que identifica al­ guma propriedade de um objeto ou alguma relação entre dois ou mais objetos. Os objetos em relação aos quais um predicado de­ clara algo são os argumentos desse predicado. O estude abstra­ to dos predicados permite-nos, antes de tudo, descrever cada predicado de acordo com o número de argumentos que lhe são as­ sociados. Tal descrição pode ser pensada como análoga ã classi­ ficação de palavras - predicado nas línguas naturais, confor­ me o número de nomes que elas exigem em uma expressão sintati-
Mostrar mais

175 Ler mais

Estudo comparativo dos sítios eletrônicos: proposta de tesouro sobre a categoria estilo musical

Estudo comparativo dos sítios eletrônicos: proposta de tesouro sobre a categoria estilo musical

NE: ―Culturalmente, toda música pop é uma mistura de tradições, estilos e influências musi- cais. É também um produto econômico com um significado ideológico atribuído por seu públi- co. De certo modo, a música pop abrange todo estilo musical que possua seguidores e inclui- ria, portanto, muitos gêneros e estilos excluídos deste livro, particularmente as diversas vertentes da música erudita e do jazz. Naturalmente, há controvérsia quanto aos cri- térios para a classificação ―popular‖, assim como sua aplicação a determinados estilos e gêne- ros musicais. A venda de discos, o público de shows, o número de turnês, as transmissões pelo rádio e pela televisão são indicadores da popularidade de um estilo ou gênero musical. (SHUCKER,1999)‖
Mostrar mais

75 Ler mais

UM ESTUDO SOBRE AS RELAÇÕES SINTÁTICOSEMÂNTICAS DO VERBO PASSAR PARA IDENTIFICAÇÃO DE VERBO-SUPORTE

UM ESTUDO SOBRE AS RELAÇÕES SINTÁTICOSEMÂNTICAS DO VERBO PASSAR PARA IDENTIFICAÇÃO DE VERBO-SUPORTE

O sujeito ônibus possui traços de agentividade, visto que o sentido do verbo passar, nesse contexto, é de ultrapassar, ir além de, denotando ideia de movimento físico/espacial, de atividade realizada pelo sujeito, mesmo esse sendo não-humano, inanimado, mas concreto. O sentido de passar como ultrapassar, ir além de, juntamente com o sujeito ônibus, ou qualquer outro meio de transporte coletivo/alugado, exige um complemento preposicionado expresso por locativo que pode vir de forma elíptica: “O ônibus passou.” A partir desse contexto estabelecido pelo enunciado 1, podemos afirmar que o sintagma preposicionado “do ponto” significa “lugar de embarque e desembarque de passageiros em veículos coletivos (ônibus, taxis, etc) e que o verbo se comporta de forma plena estabelecendo a idéia de movimento/ deslocamento espacial. Podemos afirmar também, a partir dos testes feitos com a estrutura (distribuição sintática, relativa, coordenação e apassivação) que o sentido tanto do verbo quanto do complemento preposicionado só serão mantidos se o sujeito for representado por qualquer transporte coletivo/alugado, caso contrário, o enunciado passa a ser mal visto pelo falante nativo, só poderão ser coordenadas as estruturas que apresentarem o mesmo estatuto sintático, não havendo entre elas uma disfunção semântica como é o caso da construção 1.16 que é totalmente aceitável pelo falante.
Mostrar mais

104 Ler mais

O museu como espaço de pesquisa: proposta para descrição do acervo fotográfico histórico

O museu como espaço de pesquisa: proposta para descrição do acervo fotográfico histórico

Para a categoria COMO, genérico e específico, anotações é um metadado referente a marcas e assinaturas na fotografia e transcrições é a reprodução dessas. Segundo Bottallo (2010), no que diz respeito às transcrições, essas devem respeitar a grafia original e o idioma de quaisquer inscrições inseridas no objeto. Estes metadados permitem que o pesquisador possa obter algumas respostas para seus possíveis questionamentos. Entendemos que esses metadados contextualizam o objeto, as “assinaturas”, por exemplo, para identificar o fotógrafo, ou “legendas” para identificar o proprietário da fotografia ou o motivo da capturação da mesma, seja presenteando alguém, indicando quem aparece na imagem ou uma dedicatória. São formas que contribuem para a análise do pesquisador. Além do mais, “marcas” de estúdios aproximam o pesquisador com relação à origem e fabricação do objeto. É fundamental que os profissionais da informação, que trabalham nos museus, não deixem nenhuma dessas informações de fora. Por isso, deverão ser transcritas para preservar a veracidade da informação, bem como deve-se transcrever as datas dessas anotações caso existam, conforme sugerido na categoria QUANDO específico.
Mostrar mais

135 Ler mais

Transitividade: do verbo à construção

Transitividade: do verbo à construção

Entretanto, a análise do corpus mostrou que a estrutura argumental sintática preferida, mais frequente, é também a estrutura transitiva prototípica S V OD, tanto na fala como na escrita. Para os verbos de ação, constatamos 26% das ocorrências, como em (6); para os de processo, 12% dos dados, como em (7); para os de estado, que se afastam do protótipo semântico do evento transitivo, 20% dos dados, como em (8). Esse resultado é surpreendente na medida em que, por definição, o verbo de ação expressa uma atividade realizada por um sujeito agente que não implica necessariamente um segundo argumento, como correr, rir, ou verbos de movimento, como ir, vir, cujo complemento é um Sintagma Preposicional locativo. Por outro lado, o verbo de processo denota um evento que afeta um sujeito paciente e, portanto, também não envolve obrigatoriamente um segundo argumento, como acordar, morrer, dormir. Já os verbos de estado, como ter, possuir, dever, ou os de cognição/ emoção, como conhecer, querer, amar, expressam uma propriedade localizada no sujeito, o qual é mero suporte dessa propriedade ou seu experienciador. Vejam-se os dados:
Mostrar mais

17 Ler mais

Descrição e análise das contingências presentes na proposta de Estatuto da Pessoa com Deficiência

Descrição e análise das contingências presentes na proposta de Estatuto da Pessoa com Deficiência

Essa constatação de que, embora ainda que apresente um número considerável de prescrições negativas, o Estatuto esteja permeado por um maior número de comportamentos que prescrevem ações positivas, vai de encontro com as proposições contidas nas políticas de ação afirmativa que compreendem um conjunto de medidas especiais e temporárias tomadas ou determinadas pelo Estado com o objetivo específico de eliminar as desigualdades que foram acumuladas no decorrer da história da sociedade (VILAS-BÔAS, 2003). As políticas de ação afirmativa têm origem nos Estados Unidos e começam a surgir no Brasil na década de 80 através de uma “ação compensatória” proposta pelo então deputado federal Abdias Nascimento, em seu projeto de Lei n. 1.332, de 1983 que estabeleceria mecanismos de compensação para o afro-brasileiro através de ações como reserva de 20% de vagas para mulheres negras e 20% para homens negros na seleção de candidatos ao serviço público; bolsas de estudos; incentivos às empresas do setor privado para a eliminação da prática da discriminação racial; incorporação da imagem positiva da família afro-brasileira ao sistema de ensino e à literatura didática e paradidática, bem como introdução da história das civilizações africanas e do africano no Brasil. Na ocasião, o projeto não foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas as reivindicações continuaram.
Mostrar mais

178 Ler mais

Proposta de um Frontend em Java para sintetizador de voz baseado no MBROLA

Proposta de um Frontend em Java para sintetizador de voz baseado no MBROLA

Vozes sintetizadas de alta qualidade podem ser construídos a partir de um banco de dados diversificado de obtido a partir de uma voz natural de um único locutor. Os inventários, comumente encontrados em sistemas baseados em dífonos, ficaram mais generalizados e portanto, tem consumido mais recursos. Por este motivo, estudos tem procurado formas de selecionar automaticamente unidades sonoras a partir de grandes bancos de dados de vozes naturais, se tornando uma técnica de síntese dominante, criando soluções baseadas em esquemas de treinamento e com aplicações em diversas línguas. Tal estratégia tem levado os sistemas comerciais a um outro nível. Embora o cenário seja bastante promissor, as técnicas de síntese de voz ainda apresentam falhas. É impossível garantir que não haja concatenações ruins ou seleção inapropriada de unidades sonoras devido ao grande número de combinações possíveis existentes. Entretanto, para determinadas aplicações - limitadas a aplicações específicas, é possível quase sempre, evitar falhas (BLACK, 2007).
Mostrar mais

205 Ler mais

Show all 10000 documents...