Top PDF Propostas de desenvolvimento da ponderação: uma análise das críticas de Sieckmann sobre a teoria dos princípios de Alexy

Propostas de desenvolvimento da ponderação: uma análise das críticas de Sieckmann sobre a teoria dos princípios de Alexy

Propostas de desenvolvimento da ponderação: uma análise das críticas de Sieckmann sobre a teoria dos princípios de Alexy

O presente artigo pretende trazer à discussão as críticas de Jan-R Sieckmann so- bre a estrutura da ponderação apresentada por Alexy e apontar suas compatibilidades com a Teoria dos Princípios. Parte essencial da crítica refere-se ao papel da pondera- ção de segundo grau. Nesse sentido, Sieckmann traz propostas de aperfeiçoamento e desenvolvimento da fórmula peso e da proporcionalidade em sentido estrito. A im- portância do desenvolvimento desta específica parcela da Teoria dos Princípios foi reconhecida pelo próprio professor Robert Alexy, que afirmou a importância da evo- lução e do estudo do papel da ponderação de segundo nível e dos princípios formais. Entende-se que o estudo da estrutura da ponderação como objeto do subprincí- pio da proporcionalidade restrita é fundamental para a proteção e efetivação de direi- tos fundamentais, visto que será a forma racional de otimizar os diferentes princípios em conflito. A racionalidade nas decisões judiciais não significa que o aspecto subjeti- vo esteja eliminado. O desenvolvimento da estrutura da ponderação visa diminuir as possíveis discricionariedades dentro do processo decisório baseado no princípio da proporcionalidade, trazendo maior segurança ao ordenamento e efetividade aos di- reitos fundamentais. Para tanto, as contribuições sobre a ponderação de segundo ní- vel podem auxiliar na redução dos espaços de subjetividade dos julgadores, possibili- tando um método racional de comparação de decisões.
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POSSIBILIDADE DOABORTO DE FETO ANENCEFALICO NO ORDENAMENTO JURIDICO BRASILEIRO: Uma análise a partir da teoria de ponderação dos princípios de Robert Alexy

POSSIBILIDADE DOABORTO DE FETO ANENCEFALICO NO ORDENAMENTO JURIDICO BRASILEIRO: Uma análise a partir da teoria de ponderação dos princípios de Robert Alexy

A anencefalia é uma má-formação congênita caracterizada pela ausência total ou parcial do encéfalo e da calota craniana, pela ausência de hemisférios cerebrais, pela falta do hipotálamo, pelo desenvolvimento incompleto da córtex cerebral, defeito este, proveniente de falha de fechamento do tubo neural superior e pela exposição da massa encefálica restante. A anencefalia ocorre durante a formação embrionária, acarretando total incompatibilidade com a vida extrauterina; (BRASIL, 2005, on-line) De acordo com Ventura (2009, p. 158), tem-se que a anencefalia gera uma má formação no feto trazendo assim uma não formação do encéfalo, que, mesmo sendo descoberta até o terceiro mês, pode trazer como consequência a morte do feto.
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A recepção da técnica da ponderação como meio de solução dos conflitos normativos no Brasil: uma teoria dos princípios “à brasileira”?

A recepção da técnica da ponderação como meio de solução dos conflitos normativos no Brasil: uma teoria dos princípios “à brasileira”?

A dissertação apresenta um estudo descritivo-analítico do discurso jurídico-doutrinário da técnica da ponderação produzido no Brasil, com base nas ideias sustentadas por Ronald Dworkin e Robert Alexy no campo do estudo das espécies normativas. A partir da caracterização do Modelo de Regras proposto por Dworkin e das Teorias da Argumentação e dos Direitos Fundamentais, com enfoque nas ideias formuladas por Alexy, cada qual originada em contextos distintos, buscar-se-á a identificação dos seus principais conceitos e fundamentos, para então se proceder à abordagem descritivo-analítica dos discursos operacionais emanados da doutrina brasileira, naquilo que se convencionou chamar de Teoria dos Princípios, que toma os referidos autores estrangeiros como marco teórico-dogmático. A dissertação, ao trabalhar de forma comparativa os discursos oriundos das doutrinas estrangeira e brasileira, irá examinar tanto as críticas que desmerecem o sopesamento enquanto método hermenêutico capaz de oferecer uma resposta controlável e racional para os embates entre normas constitucionais quanto os termos das propostas de reformulação dos autores brasileiros que, embora aceitem a técnica ponderativa, propõem diferentes critérios de distinção entre regras e princípios, com a consequente expansão da técnica ponderativa na busca da solução dos conflitos constitucionais. Essa postura reformista mostra-se recorrente e constante na doutrina brasileira que pretende aprimorar o modelo original, habilitando o pesquisador a falar em uma aplicação da técnica da ponderação que destoa de sua elaboração original e é comumente propugnada entre os juristas que partilham das intenções de Dworkin e, especialmente, de Alexy.
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A decisão judicial no Supremo Tribunal Federal do Brasil e a aplicação da teoria dos princípios de Robert Alexy : a ponderação como estratégia de argumentação jurídica

A decisão judicial no Supremo Tribunal Federal do Brasil e a aplicação da teoria dos princípios de Robert Alexy : a ponderação como estratégia de argumentação jurídica

Pelas opções feitas, a preocupação com a racionalidade é relevante. Antes do seu desenvolvimento, no entanto, é adequado enfrentar um problema instrumental: a ambiguidade da palavra lógica. Nela se assentam algumas das principais críticas à Argumentação Jurídica e à imprestabilidade de uma orientação da racionalidade jurídica por meio de uma matemática. O caráter de relatividade e os limites da neutralidade até mesmo das ciências qualificadas como exatas são frequentemente lembrados para apontar uma fragilidade teórica da tentativa de condução racional do raciocínio jurídico. Ou seja, muitas das críticas ao modelo proposto por Alexy (algumas delas serão tratadas nesse trabalho) se fundam na própria essência ilógica do Direito. Atienza (2013) apresenta uma boa ideia do problema e aponta para um recorte. A Lógica, referida como lógica matemática é inclusive rechaçada pelas teorias da Argumentação Jurídica como apropriada para entender o raciocínio jurídico. Em linguagem própria da matemática a lógica formal seria um elemento da Argumentação Jurídica, mas nunca um elemento suficiente para ela. Contudo, a Lógica também pode ser utilizada em termos de orientação de um pensamento aceitável, fundamentado e racional, algo que parece ser muito apropriado.
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O DIREITO COMO INTEGRIDADE E A PONDERAÇÃO DE PRINCÍPIOS: É POSSÍVEL COMPATIBILIZAR A TEORIA DO DIREITO DE DWORKIN COM A DE ALEXY?

O DIREITO COMO INTEGRIDADE E A PONDERAÇÃO DE PRINCÍPIOS: É POSSÍVEL COMPATIBILIZAR A TEORIA DO DIREITO DE DWORKIN COM A DE ALEXY?

em que vige e regras, de forma que cada decisão, e aqui nos importa mais diretamente a decisão judicial, deve considerar esse complexo de princípios, especialmente nos casos difíceis, para que se possa decidir de maneira correta. Essa aferição deverá basear-se em um método interpretativo: interpreta-se a prática jurídica contemporânea como uma política em processo de desenvolvimento (Dworkin, 2014, p. 271). O juiz, assim, em um caso concreto deve "identificar os direitos e deveres legais, até onde for possível, a partir do pressuposto de que foram todos criados por um único autor - a comunidade personificada -, expressando uma concepção coerente de justiça e equidade" (Dworkin, 2014, pp. 271-272). Assim, os juízes devem procurar na integridade do direito a melhor interpretação possível, que servirá de resposta certa para o problema trazido pelo caso: "as proposições jurídicas são verdadeiras se constam, ou se derivam, dos princípios de justiça, equidade e devido processo legal que oferecem a melhor interpretação construtiva da prática jurídica da comunidade" (Dworkin, 2014, p. 272). O juiz, em outras palavras deve, na medida do possível, procurar identificar alguns princípios gerais de moralidade ou moralidade política que pareçam pertinentes ao caso e, então, ver quanto podem justificar o "sistema" jurídico mais amplo, isto é, em última análise, deve fazer um julgamento de valor sobre quais princípios incorporados no direito devem ser aplicados, o que ocorre especialmente em casos de direito constitucional (Dworkin, 2008, p. 12).
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Irracional ou hiper-racional? A ponderação de princípios entre o ceticismo e o otimismo ingênuo

Irracional ou hiper-racional? A ponderação de princípios entre o ceticismo e o otimismo ingênuo

aumentam quanto mais se crê na possibilidade de uma ponderação bem estruturada contribuir efetivamente para ganhos de racionalidade no segundo sentido. Se o argumento é plausível, como o primeiro sentido de racionalidade não leva necessariamente ao segundo, colocar a racionalidade da ponderação em seu devido lugar talvez dependa de uma ênfase no que o instrumental metodológico desenvolvido pela teoria dos princípios para guiar a ponderação pode oferecer de melhor. O foco do desenvolvimento dos métodos de decisão não deveria estar, nesse sentido, diretamente centrado nos resultados da ponderação, mas nas perguntas que devem ser feitas e em torno das quais deve girar o processo decisório para que os resultados possam ser considerados admissíveis. Assim, a proporcionalidade e a fórmula do peso são convites ao desenvolvimento das melhores respostas possíveis, entendidas aqui como o produto da satisfação de um dever de justificação, para questões previamente definidas. Estas, e não aquelas, deveriam ser vistas como as protagonistas do modelo procedimental de justificação de decisões sugerido por Alexy. Sob essa perspectiva, as críticas de sobrerracionalidade só mostram que, em alguns casos, as boas perguntas não precisam ser respondidas para que se chegue a boas respostas. E que, em outros tantos, novas perguntas ainda precisam ser feitas para que as boas respostas possam ser encontradas.
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DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS: UMA ANÁLISE À LUZ DA OBRA  DE ROBERT ALEXY – TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS: UMA ANÁLISE À LUZ DA OBRA DE ROBERT ALEXY – TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

O doutor alemão apresenta um estudo a partir da Constituição Alemã sobre a teoria jurídica geral dos direitos fundamentais. Segundo ele, a concepção de tal teoria expressa um ideal teórico que não pode ser atingido concretamente. Isso somente seria possível se várias teorias verdadeiras ou corretas sobre direitos fundamentais fossem reunidas. 7

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Decisão judicial e fundamentação sob análise da Teoria dos Direitos Fundamentais de Robert Alexy

Decisão judicial e fundamentação sob análise da Teoria dos Direitos Fundamentais de Robert Alexy

ocasionar o incorreto entendimento de que não há projeção da nova codificação para o processo penal, postura esta que se daria através de uma interpretação literal do rol do dispositivo, extraindo- se, de tal direção desviada, que tal legislação somente se aplicaria aos processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos. A premissa é falsa, pois, o art. 15 possui rol meramente exemplificativo, tendo sido construído para ser o eixo central do processo nacional. Note-se que para encaixe do novo CPC como fonte (supletiva, subsidiária e residual), deve se entender que não basta que ocorra a omissão no diploma externo a esse, mas que a regra que se pretende exportar seja também compatível com o diploma de recepção. No particular, o art. 769 da CLT possui superfície redacional que permite desvendar melhor os contornos no art. 15, pois seu desenho é mais claro que o dispositivo do direito processual comum... Ademais, a falta de referência expressa do art. 15 do CPC/15 em relação ao processo penal se torna mais simples de superar ainda na medida em que o art. 3º, do CPP prevê que a lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica. Há que se distinguir, contudo: interpretação analógica, interpretação extensiva e analogia”. Sobre a aplicação do CPC/15 ao processo penal, confira-se: MAZZEI, Rodrigo. Embargos de Declaração no Processo Penal: Breve ensaio sobre o (necessário) diálogo com o novo CPC. In: Antonio do Passo Cabral; Eugênio Pacelli; Rogerio Schietti Cruz. (Org.) Repercussões do Novo CPC no Processo Penal, Salvador, Juspodivm, 2016, p. 525-553.
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HIERARQUIA ENTRE PRINCÍPIOS  E AS ALTERNATIVAS DE PONDERAÇÃO  Renata Souto Perdigao Granha

HIERARQUIA ENTRE PRINCÍPIOS E AS ALTERNATIVAS DE PONDERAÇÃO Renata Souto Perdigao Granha

São discutidas questões atinentes ao poder constituinte, cultura constitucional, interpretação constitucional, princípios constitucionais e alternativas à ponderação, discricionariedade judicial, interpretação constitucional, judicialização e acesso à justiça. As temáticas abordadas procuram refletir debates contemporâneos que permeiam a Teoria da Constituição em todo o mundo. Pode-se perceber, de um lado, a necessidade de difusão (mas também revisão) de inúmeros pressupostos dogmáticos: vários artigos não só apresentam, mas criticam, o uso da proporcionalidade por órgãos judiciais nacionais e transnacionais. De outro lado, os trabalhos são acompanhados de uma abordagem de forte perspectiva crítico- filosófica: a influência da filosofia da linguagem e o papel da sociologia jurídica atestam a transdisciplinariedade necessária para compreender a complexidade dos problemas que hoje perpassam o Direito Constitucional.
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Irracional ou hiper-racional? A ponderação de princípios entre o ceticismo e o otimismo ingênuo

Irracional ou hiper-racional? A ponderação de princípios entre o ceticismo e o otimismo ingênuo

menos, pressupõem níveis ambiciosos de objetividade para que se possa atribuir adequadamente o epíteto “racional” a qualquer método de interpretação e aplicação do direito. Apesar da real dificuldade em se definir esses três conceitos, seria suficiente dizer que o fato de a ponderação não levar eventualmente a graus elevados de certeza e objetividade não significa que ela seja tout court irracional. A objeção seria correta se, no domínio da ponderação, por um lado “certeza” significasse que ela — qua procedimento — conduziria sempre a um resultado exato, enquanto que, por outro, a afirmação de “objetividade metodológica” implicasse que ela — a ponderação — pudesse, no plano epistêmico, permitir que o tomador de decisão fosse capaz de identificar, a partir da aplicação de um roteiro completamente estruturado e independentemente das suas crenças, enunciados verdadeiros e falsos e, dessa forma, conduzi-lo sempre a juízos de valor imparciais e corretos. Os equívocos, no entanto, estão relacionados às associações não necessárias entre “certeza”/”única resposta correta” e “objetividade”/”ausência de subjetividade do aplicador”. Os segundos termos desses pares poderiam, ainda, ser apresentados, respectivamente, como ausência de variabilidade dos resultados a que aplicadores do método poderiam chegar e plena previsibilidade/ausência de indeterminação. 25
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A AFIRMAÇÃO DA TEORIA DO DIREITO NO BRASIL E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS EM ROBERT ALEXY – UM DEBATE TEÓRICO SOBRE OS DIREITOS FUNDAMENTAIS

A AFIRMAÇÃO DA TEORIA DO DIREITO NO BRASIL E A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS EM ROBERT ALEXY – UM DEBATE TEÓRICO SOBRE OS DIREITOS FUNDAMENTAIS

Em se tratando de uma crítica contemporânea a tal teoria do direito, é Dworkin quem consegue abalar a estrutura do positivismo jurídico descrito por Hart. O desenho do “esque- leto” do positivismo é traçado com base nas seguintes premissas: a) a lei de uma comunidade consiste em um conjunto especial de regras usadas direta ou indiretamente. Tem elas a fina- lidade de determinar qual comportamento deve ser punido ou coagido pelo Poder Público, havendo, ainda, um critério de diferenciação (testes) do seu “pedigree”, o que difere regras válidas de regras espúrias ou outras regras sociais (de cunho moral). Continua Dworkin as- severando que: b) este conjunto de regras (legais) válidas compreende de forma exaustiva a “lei”, de modo que, se uma situação levada à juízo não se adéqua devidamente à regra não é possível dizer que na decisão “aplicar-se-á a lei”. A situação será decidida através da aplica- ção discricionária do ente público competente que deverá buscar além da lei o standart que irá ajudá-lo na confecção da nova regra e preenchimento da antiga; c) dizer que alguém tenha uma obrigação legal é admitir que neste caso existe uma regra legal válida que ordene que se tome determinada conduta, ou, que esta conduta não seja proibida. Na ausência de uma regra válida não existe obrigação legal, o que se concluí que o Juiz ao utilizar a discricionariedade não toma o direito como expressão de legalidade no problema tratado.
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Os Direitos Humanos Fundamentais na Teoria de Robert Alexy.

Os Direitos Humanos Fundamentais na Teoria de Robert Alexy.

Importante reiterar que Dworkin, cuja visão filosófica e jurídica foi considerada por Alexy, defende que os princípios são normas que têm uma dimensão de peso ou importância, ao passo que as regras não ostentam essa dimensão. E quando os princípios se contrapõem, na solução do conflito vai prevalecer a força relativa de cada um, ou seja, será preciso considerar o peso de cada um no caso concreto. As regras, se válidas, devem ser aplicadas de forma tudo-ou-nada, e a resposta que ela fornece deve ser aceita, se não for válida, em nada contribui para a decisão. Enquanto os princípios apenas contêm razões que indicam uma direção. A diferença entre regras e princípios, para Dworkin, é de natureza lógica. (DWORKIM, LDS, 2010, p.35 e ss).
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Coerência, ponderação de princípios e vinculação à lei: métodos e modelos

Coerência, ponderação de princípios e vinculação à lei: métodos e modelos

Três são as propostas coerentistas clássicas: a de MacCormick, de Peczenik e de Dworkin. Na proposta coerentista de MacCormick, que é fraca, visto que a coerência é necessária, mas não suficiente à justificação das decisões judiciais, a coerência seria garantia apenas de justiça formal, no sentido de se tratarem casos semelhantes de modo semelhante; mas o autor compromete-se com a justiça material e, finalmente, entende que entram em jogo argumentos consequencialistas na justificação das decisões, buscando-se fins e, nestes casos, não há limites ao julgador, posto que o autor reconhece que, finalmente, a vontade pessoal é o elemento determinante da justificação, o que frustra o propósito de racionalidade.
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Críticas à teoria das gerações

Críticas à teoria das gerações

A mesma análise pode ser feita com os direitos sociais, como por exemplo, o direito à saúde. Em um primeiro momento, a saúde tem uma conotação essencialmente individualista: o papel do Estado será proteger a vida do indivíduo contra as adversidades existentes (epidemias, ataques externos etc) ou simplesmente não violar a integridade física dos indivíduos (vedação de tortura e de violência física, por exemplo), devendo reparar o dano no caso de violação desse direito (responsabilidade civil). Na segunda dimensão, passa a saúde a ter uma conotação social: cumpre ao Estado, na busca da igualização social, prestar os serviços de saúde pública, construir hospitais, fornecer medicamentos, em especial para as pessoas carentes. Em seguida, numa terceira dimensão, a saúde alcança um alto teor de humanismo e solidariedade, em que os (Estados) mais ricos devem ajudar os (Estados) mais pobres a melhorar a qualidade de vida de toda população mundial, a ponto de se permitir, por exemplo, que países mais pobres, para proteger a saúde de seu povo, quebrem a patente de medicamentos no intuito de baratear os custos de um determinado tratamento, conforme reconheceu a própria Organização Mundial do Comércio, apreciando um pedido feito pelo Brasil no campo da AIDS . E se formos mais além, ainda conseguimos dimensionar a saúde na sua quarta dimensão (democracia), exigindo a participação de todos na gestão do sistema único de saúde, conforme determina a Constituição Federal de 1988 (art. 198, inc. III).
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A APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE NA PONDERAÇÃO PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

A APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE NA PONDERAÇÃO PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

[...] o Direito se expressa por meio de normas. As normas se expri- mem por meio de regras ou princípios. As regras disciplinam uma determinada situação; quando ocorre essa situação, a norma tem inci- dência; quando não ocorre, não tem incidência. Para as regras vale a lógica do tudo ou nada (Dworkin). Quando duas regras colidem, fala- -se em “conflito”; ao caso concreto uma só será aplicável (uma afasta a aplicação da outra). O conflito entre regras deve ser resolvido pelos meios clássicos de interpretação: a lei especial derroga a lei geral, a lei posterior afasta a anterior etc.. Princípios são as diretrizes gerais de um ordenamento jurídico (ou de parte dele). Seu espectro de incidên- cia é muito mais amplo que o das regras. Entre eles pode haver “coli- são”, não conflito. Quando colidem, não se excluem. Como “manda- dos de otimização” que são (Alexy), sempre podem ter incidência em casos concretos (às vezes, concomitantemente dois ou mais deles).
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Pós-desenvolvimento, indicadores e culturas de auditoria: reflexões críticas sobre governança e desenvolvimento

Pós-desenvolvimento, indicadores e culturas de auditoria: reflexões críticas sobre governança e desenvolvimento

Como efeito, está-se diante de um cenário que experi- menta números e estatísticas de modo a substituir a discussão política sobre desenvolvimento (Merry, 2011); o saber técnico dos especialistas tem forte papel, sobretudo, daqueles lotados em instituições que produzem índices (Pantaleón, 2002). Por essas e outras razões, Löwenheim (2008, p. 256) insiste no pro- blema de esta configurar um novo tipo de governamentalidade, em que “estes indicadores e relatórios constituem um sistema completo de exame que estipula e/ou reafirma a estrutura de hierarquia e autoridade no sistema internacional”. Ainda assim, a multiplicação dos indicadores numéricos e índices diversos espe- lha, por outro lado, a incessante elaboração dessas ferramentas em nível local, pois as que geralmente se aplicam em matéria de governança global parecem não responder a preocupações regionais particulares. Pesquisadores e formuladores de políticas empreendem estudos que avaliam os próprios indicadores para formar novas ferramentas adequadas a lugares ou processos/ problemas específicos (ambiental, social, econômico, tecnológi- co, etc., a depender da finalidade).
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Implementação qualitativa da educação infantil como fruto da gestão democrática: análise crítica e propostas à uz da ponderação no caso em concreto

Implementação qualitativa da educação infantil como fruto da gestão democrática: análise crítica e propostas à uz da ponderação no caso em concreto

implantação a ser definido e protocolizado em juízo até a data do dia 31 de março de 2015, cronograma este que deverá ser contemplado no Plano Orçamentário Plurianual subsequente, sob pena de multa cominatória diária, por cada criança que deixar de ser atendida, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais). Condenou ainda o Município a realizar uma previsão de recursos necessários à criação e ao aumento do número de vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) nas propostas de leis orçamentárias dos anos de 2015 e seguintes – Plano Plurianual, Leis de Diretrizes Orçamentárias e Leis Orçamentárias Anuais –, devendo ainda, quanto as já definidas, promover a alocação e ou remanejamento dos recursos necessários na proposta e ou Lei Orçamentária para 2015, com posterior execução prioritária do orçamento no setor, de acordo com o disposto nos artigos 4º, caput e parágrafo único, alíneas “b”, “c” e “d” e 259, parágrafo único, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Lei Complementar nº 101/2000, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais) – artigo 461, § 5º, do Código de Processo Civil combinado com artigo 213, § 2º, do ECA –, ordenando a destinação desse valor ao fundo gerido pelo Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município, nos moldes do artigo 214 do ECA combinado com os artigos 11 e 13 da Lei nº 7.347/1985.
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O ecoturismo no estado do Amazonas : propostas para o seu desenvolvimento: propostas para o seu desenvolvimento

O ecoturismo no estado do Amazonas : propostas para o seu desenvolvimento: propostas para o seu desenvolvimento

Com o tema Perspectivas para o Ecoturismo no Estado do Amazonas a presente dissertação tem por objetivo propor ações a serem implementadas no Estado do Amazonas, tendo por finalidade o fomento do Ecoturismo, para cujo atendimento adotou-se os recursos da abordagem qualitativa, mediante pesquisa bibliográfica e de campo, junto à autoridades, agentes e operadores, através da técnica da entrevista. Enquanto o mundo ocidental almeja uma variedade cada vez maior de produtos de baixo custo, produtividade e prestação de serviços, colhem-se padrões de desemprego em larga escala, refletidos em tendências globais à degradação ambiental sob a forma de poluição atmosférica, declínio da biodiversidade, degradação do solo e aquecimento do planeta que está começando a ter impactos profundos sobre os padrões globais do clima. É neste contexto, que o ecoturismo se apresenta como opção ao desenvolvimento sustentável. Trata-se de uma proposta de desenvolvimento sustentável e limpo poluição e degradação zero. Destarte, o ecoturismo é uma via dual para a alavancagem econômica e social de uma região ou País: É tanto educação ambiental e promoção de atitudes e comportamentos que conduzem à manutenção dos ambientes naturais e do fortalecimento de comunidades receptoras, quanto a promoção de uma indústria sustentável. Ou seja, o ecoturismo está preocupado com o relacionamento entre o homem e a natureza, pretendendo tornar esse relacionamento mais eqüitativo. Dual também é a motivação para o Estado do Amazonas adotar o ecoturismo como estratégia de alavancagem econômica: Se por um lado o Estado convive com a extinção do modelo Zona Franca, com data marcada para um fim melancólico, por outro parece ter despertado para a necessidade de criar alternativas econômicas para não continuar refém dessa mesma Zona Franca, como outrora o foi da borracha natural os erros do passado não podem ser repetidos, urge a busca da diversificação econômica embasada em alternativas próprias, ou seja, a solução encontra- se no próprio e imensurável patrimônio natural, na estupenda biodiversidade do Estado. Uma destas alternativas é sem dúvida o ecoturismo.
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A  DO SIGILO DE CORRESPONDÊNCIA  ANÁLISE A PARTIR DA TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DE ROBERT ALEXY  Jorge Alberto de Andrade

A DO SIGILO DE CORRESPONDÊNCIA ANÁLISE A PARTIR DA TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DE ROBERT ALEXY Jorge Alberto de Andrade

A lei ou é constitucional ou não é lei. Lei inconstitucional é uma contradição em si. A lei é constitucional quando fiel à Constituição; inconstitucional, na medida em que a desrespeita, dispondo sobre o que lhe era vedado. O vício da inconstitucionalidade é congênito à lei e há de ser apurado em face da Constituição vigente ao tempo de sua elaboração. Lei anterior não pode ser inconstitucional em relação à Constituição futura. A Constituição sobrevinda não torna inconstitucionais leis anteriores com ela conflitantes: revoga-as. Pelo fato de ser superior, a Constituição não deixa de produzir efeitos revogatórios. Seria ilógico que a lei fundamental, por ser suprema, não revogasse, ao ser promulgada, leis ordinárias. A lei maior valeria menos que a lei ordinária. (BRASIL, ADI 2, p. 1)
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Análise dos conceitos de regra e princípio e seus usos na aplicação do direito com base na teoria dos direitos fundamentais de Robert Alexy

Análise dos conceitos de regra e princípio e seus usos na aplicação do direito com base na teoria dos direitos fundamentais de Robert Alexy

Caberia à autoridade competente, que, no nosso ordenamento, seria o Ministério Público, comprovar perante o juízo competente que aquele é verdadeiramente o único habitat natural da espécie, e que a estrada realmente provocará a destruição deste, ou seja, deverá ele juntar as evidências (relatórios de impacto ambiental, pareceres de especialistas, etc.) que comprovem o nível de restrição sofrido pelo valor de “proteção ao meio ambiente” nesse caso, além de argumentar sobre a importância deste princípio frente aos que estão em conflito como ele. Pode-se imaginar, até mesmo, que o Ministério alegue que a planta possui propriedades medicinais não exploradas, o que atrairia a necessidade de consideração do valor da proteção à saúde, em razão da existência de um princípio constitucional correlato; aqui, a necessidade de se considerar a força das evidências que demonstrem a restrição ao valor é ainda mais óbvia, pois caso o Ministério simplesmente alegue que há uma possibilidade da planta possuir propriedades medicinais, a qual existe em relação a qualquer espécie de planta ainda não estudada, a alegação de restrição ao valor da proteção à saúde deverá ser ter seu peso minimizado; a situação seria outra se o Ministério levasse a juízo estudos científicos realizados por instituições respeitadas que comprovassem as aplicações medicinais da planta.
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