Top PDF Propostas para formar alunos leitores no mundo contemporâneo

Propostas para formar alunos leitores no mundo contemporâneo

Propostas para formar alunos leitores no mundo contemporâneo

permite aos alunos desenvolver diversas habilidades de lei- tura e escrita, como ser capaz de ler, compreender e produzir vários gêneros textuais, além de interpretar formas de texto não-verbal, comuns nos diferentes meios de comunicação, mas ainda muito pouco presentes no dia-a-dia da sala de aula. Relatórios do SAEB – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – mostram que quando se solicita do estudante brasileiro a leitura interpretativa, principalmen- te de um texto não-verbal, os resultados são lastimáveis. Isto comprova que o modelo de ensino que ainda predomi- na nas nossas escolas já não responde às necessidades dos novos tempos.
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Práticas de leitura no ensino fundamental: em que medida a escola contribui
para motivar e formar alunos leitores?

Práticas de leitura no ensino fundamental: em que medida a escola contribui para motivar e formar alunos leitores?

A leitura se revela como uma das grandes preocupações educacionais atuais, e nesse contexto a escola tem importante papel, pois, sabe-se que não é suficiente alfabetizar os alunos, mas também favorecer a prática da leitura. Reconhecida a importância da escola no estímulo à leitura, cabemos perguntar em que medida a escola contribui para motivar e formar alunos leitores? Visando responder a tal questionamento, este estudo objetiva analisar as condições físicas e pedagógicas da escola que podem contribuir para a formação do aluno-leitor. Para isso, optou-se por uma pesquisa do tipo qualitativo, de cunho etnográfico, tendo como abordagem o estudo de caso. Para a coleta de dados utilizou-se como instrumento a observação e a entrevista semi-estruturada. Sendo assim, o corpus desse trabalho é constituído do registro de 14 aulas de Língua Portuguesa observadas e das entrevistas da professora e dos alunos da 3ª série do Ensino Fundamental do turno matutino de uma escola pública da rede municipal de Maceió. Conta-se com o suporte teórico das concepções de leitura proposto por Leffa (1996a), das estratégias de leitura propostas por Kato (1985) e Kleiman (1989, 2004) e defendidas por Silveira (2005) e pela teoria da motivação para aprendizagem, com ênfase nos estudo de Bzuneck (2001) e Guimarães (2001a, 2001b). Os dados coletados permitiram o estabelecimento de três eixos de análise: 1) as condições físicas e materiais da sala de leitura, 2) as aulas de língua portuguesa e o incentivo da professora e 3) as atitudes dos alunos em relação à leitura na escola. A análise dos dados levaram a concluir que, na escola onde a pesquisa foi realizada, tanto as condições físicas quanto os procedimentos pedagógicos não são suficientes e adequados à formação do aluno leitor.
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A museologia no mundo contemporâneo

A museologia no mundo contemporâneo

Para Chauí (1995, p. 329), a primeira classificação sistemática das ciências foi a de Aristóteles, que tinha por base três critérios: critério da ausência ou presença humana nos seres investigados; critério da imutabilidade ou permanência e da imutabilidade ou movimento dos seres investigados; e o critério da modalidade prática. De acordo com Chauí (1995, p. 330), a partir do século XVII, a filosofia tende a desaparecer nas classificações científicas assim como delas desaparecem as técnicas. Das inúmeras classificações propostas, as mais conhecidas e utilizadas foram feitas por filósofos franceses e alemães do século XIX, baseando-se em três critérios: tipo de objeto estudado, tipo de método empregado, tipo de resultado obtido. Segundo Marilena Chauí (1995, p. 260), desses critérios e da simplificação feita sobre várias classificações anteriores resultou aquela que se costuma usar ainda hoje:
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A crise da psicologia clínica no mundo contemporâneo.

A crise da psicologia clínica no mundo contemporâneo.

Portanto, as propostas pós-m odernas em clínica atrelam sua p rática não só a um a reflexão teórica, m as tam bém epistem ológica, tornando-se aberta e flexível, p ossib ilit an d o “um a racion alid ad e esp ecífica p ara a discussão sobre o hum ano”, segundo Neubern (2004, p.188). Racionalidade que rom pe com os dogm as das teorias vigentes e busca um a articulação entre diversas ab ordagens. As teorias devem voltar a se ab rir p ara o frescor do fato ou do fenôm eno, com o tam bém para as outras teorias. A com plexidade perm ite esta abertura e conduz às m ais variadas form as de articulações entre conceitos. É preciso ver as teorias hoje não com o anta- gônicas, m as com o com p lem entares.
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Educação e valores no mundo contemporâneo.

Educação e valores no mundo contemporâneo.

Além dos aspectos apontados nas duas observações anteriores rela- tivas à dimensão individual e social da moral, há um terceiro elemento que desde os tempos mais remotos de nossa cultura ocupa os teóricos que trataram das questões morais. Trata-se do objetivo modelador do comportamento moral, ou seja, da idéia de bem ou de valor. O compor- tamento moral não se esgota na decisão de como viver individualmente e no contexto de uma comunidade, mas de decidir qual a melhor forma de fazê-lo, isto é, quais os valores que devem orientar os comportamentos das pessoas na sua vida particular e social. Sabemos que não existem con- sensos naturais a respeito dos valores que deveriam orientar o comporta- mento individual e social das pessoas. Para as situações concretas que exi- gem decisões morais abre-se sempre a possibilidade de vários caminhos dentre os quais é preciso escolher, tendo em vista o pessoalmente desejá- vel e o socialmente justo. Em muitos casos, surgem conflitos em função de interesses, pontos de vista, convicções políticas, religiosas, ideológicas etc. Pode-se dizer que esta conflitualidade é inerente à própria natureza da moral. Estes conflitos precisam ser trabalhados de modo a se alcançar propostas adequadas para os indivíduos e para a coletividade. Tais pro- postas se cristalizam na forma de conteúdos morais na cultura que são transmitidos de geração em geração, mas que também estão sujeitos a serem criticados e revistos, na medida em que se revelarem inadequados aos desejos individuais e aos interesses coletivos que se transformam ao ritmo das mudanças materiais que conduzem a trajetória histórica.
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Mediar leituras: o desafio de formar leitores em sala de aula

Mediar leituras: o desafio de formar leitores em sala de aula

O hábito de ler pode não ser prazeroso para alguns alunos como nós comprovamos nas entrevistas, porém faz se necessário, principalmente no ensino médio, pois nessa fase o jovem deve ampliar sua consciência crítica, posicionar-se sobre o mundo que o cerca, tornando-se um cidadão atuante na sociedade, cabe à escola estimular esse hábito, e a forma como a leitura é abordada em sala de aula é um dos fatores que leva o aluno a gostar ou não de ler dentro da escola, portanto faz se necessário uma mudança na metodologia do professor na hora de mediar à leitura, a sequência expandida do Rildo Cosson sugerida anteriormente é uma proposta interessante para despertar o interesse dos alunos pela leitura dos textos sugeridos pela escola, pois pelo que percebemos, eles leem fora da sala de aula.
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Formar leitores na Sociedade do Conhecimento

Formar leitores na Sociedade do Conhecimento

Nesta perspectiva, formar leitores é ensinar a compreender um texto, é ensinar a reconhecer e a dar sentido e interesse ao texto, o que supõe necessariamente o trabalho, o prazer e a emoção da leitura. Compete assim à Escola, “em grande parte, a formação do leitor do século XXI, que se confronta com desafios cada vez mais complexos. Assim, esta terá que adequar as suas estratégias às necessidades do mundo actual, para poder ultrapassar os problemas detectados e contribuir para a melhoria do desempenho dos alunos, futuros cidadãos” (Martins & Sá, 2008, pp. 238-239).
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Como os manuais de Português podem (de)formar leitores

Como os manuais de Português podem (de)formar leitores

O problema da compreensão na leitura atinge também os manuais de 4º. ano de escolaridade estudados por Mª. Regina de Matos Rocha, em 2007. 6 De acordo com as especificidades desta etapa da aprendizagem, o diagnóstico feito aponta para deficiências na selecção e apresentação do corpus literário (por recurso excessivo à adaptação e ao corte das obras citadas) e na limitação grave dos movimentos interpretativos potencialmente suscitados pelos textos. A saber: a falta regular de contextualização do texto ou de propostas de activação prévia de conhecimentos dos alunos; o predomínio notório de perguntas de reconhecimento literal e reconstituição da informação que o texto contém, em detrimento da inferência; a escassez de actividades que promovam a detecção de ideias essenciais de cada momento e do conjunto dos textos, a compreensão da linguagem figurativa ou da coesão textual. Também neste caso, já no final do 1º. ciclo, falha a necessidade de uma leitura mais crítica e reflexiva construída a partir dos textos.
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Formar leitores: o elogio de um modelo

Formar leitores: o elogio de um modelo

O manual escolar, sendo um dos principais instrumentos de trabalho na aula de Língua Portuguesa, tem conduzido, com frequência, a uma completa submissão de toda a actividade docente aos conteúdos por ele veiculados, substituindo uma programação cuidada do professor face aos alunos que tem perante si. Isto não significa que nos opomos ao seu uso, mas pretendemos afirmar que o livro de textos (e toda a “constelação” de fichas com conteúdos cuja pertinência é, algumas vezes, discutível) exige um conhecimento profundo da sua estrutura (Sardinha, 2008). A escolha do manual deve processar-se com uma análise prévia e cuidada das propostas que encerra, no sentido de possibilitar um manuseamento adequado quer pelo professor, quer pelo aluno, constituindo-se assim como um verdadeiro motor para a aprendizagem / investigação deste último, e não o transformando em receptor passivo de textos e conceitos.
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Formar leitores no Ensino Básico: a mais-valia da implementação de um clube de leitura

Formar leitores no Ensino Básico: a mais-valia da implementação de um clube de leitura

Vivemos num mundo complexo e exigente, que requer, da parte do sujeito participante na polis, uma postura proactiva de modo a poder, com eficácia e produtividade, responder aos desafios que se colocam. Saber ler, como pertinentemente explicitou Sim-Sim (2007: 7), “é uma condição indispensável para o sucesso individual, quer na vida escolar, quer na vida profissional.” Daqui decorre que a escola tem necessidade imperiosa de encontrar nos seus profissionais e nas suas formas de organização e de operacionalização dos curricula meios para proporcionar aos alunos o desenvolvimento de uma série de competências: o ser capaz de ler, compreender e interpretar textos, o ser capaz de, reflexivamente, construir o próprio conhecimento, o ser capaz de exercitar, com proficiência, uma palavra autónoma, numa multiplicidade de contextos de ocorrência, de modo a poder responder aos desafios de uma sociedade que, a todos os títulos, se apresenta cada vez mais complexa, sofisticada e exigente.
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Formação inicial de professores de língua portuguesa: a preocupação em formar formadores de leitores de textos literários

Formação inicial de professores de língua portuguesa: a preocupação em formar formadores de leitores de textos literários

textos apresentados para socialização da compreensão leitora, após uma leitura solitária fora da sala de aula, os alunos do curso de Letras registrassem suas impressões sobre o processo de compreensão leitora do texto lido, as dificuldades encontradas na leitura, as estratégias utilizadas para uma melhor compreensão do texto, enfim, a reflexão sobre seu próprio letramento até aquele momento de formação. A priori, deixamos que eles escolhessem a melhor estratégia discursiva para apresentarem essas impressões e compreensão de suas leituras, porém, a pedido de alguns deles, resolvemos retomar um texto discutido em sala de aula (SUASSUNA, 2014) em que são apresentados questionamentos pertinentes a essas práticas de leitura. A partir deles, escrevemos, em colaboração com a turma, no quadro da sala, outros aspectos para construirmos essas questões, tais sejam: 1. O que esse texto me diz? A intenção é saber o que o discurso do outro (autor/narrador) diz através do texto lido; 2. Como esse texto me diz e o que diz? Espera-se entender a sua linguagem, o seu modo de dizer/escrever sobre o que ele diz; 3. Em que momento de minha vida esse texto se apresenta a mim?; 4. Quem sou eu e como vejo o meu mundo, depois que esse texto passou a compor a minha experiência de leitor(a) na vida? A ideia é perceber os fatos históricos do momento em que o texto se apresenta a mim, o significado desta ou de outras leituras afins, enfim, que interrogações/dúvidas/certezas a leitura me trouxe. Esses relatos deveriam ser parte constituinte do memorial de leitura. Reforçamos, ainda, a necessidade de os alunos retomarem os questionamentos feitos, anteriormente, na avaliação diagnóstica como uma autoavaliação que lhes possibilitasse uma (re)configuração de suas experiências passadas, em função de inquietações surgidas no seu processo de formação inicial, para a criação de um espaço de experimentação e subjetivação como “processo contínuo de integração e negociação de novos sentidos e posicionamentos, novos papéis e novas identidades” (SIGNORINI, 2005, p. 123). Estabelecido isso, apresentamos como leitura desse gênero o texto “Memorial de Leitura: tatuagens de minha leitura da ‘palavramundo’” (DIAS, 2012) como um recurso para fazê-los compreender as possibilidades de escrita de um memorial de leitura, por ser um texto aberto, com características mais flexíveis para a sua produção.
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Educação e leitura: formar leitores, formando-se

Educação e leitura: formar leitores, formando-se

Essa interação do leitor com o texto, portanto, pode fazê-lo construir, individualmente, uma nova maneira de enxergar a sua própria condição de vida, no mundo real. Esse encontro pode ser potencializado quando a leitura do texto literário vem atrelada a um momento de discussão, favorável ao levantamento de questionamentos e dúvidas, ou seja, quando há uma mediação, ampliam-se as possibilidades de se trabalharem assuntos que prejudicam a paz na escola, como é o caso do bullying. Isso porque, ao se abrir a discussão sobre a história, os alunos podem expor seus sentimentos e se posicionarem diante das opiniões suscitadas pela narrativa; tendo em vista, o caráter formador da literatura que “pré-forma a compreensão de mundo do leitor, repercutindo então em seu comporta- mento social” (ZILBERMAN, 1989, p. 38). Jauss (apud ZILBERMAN, 1989, p. 39) complementa essa ideia ao afirmar que “A relação entre a literatura e o leitor pode atualizar-se tanto no terreno sensorial como estímulo à percepção estética, como também no terreno ético enquanto exortação à reflexão moral”. De acordo com Zilberman (1989), a estética da recepção apresentada por Jauss sugere que o foco central de toda interpretação textual deve recair sobre o leitor e seus processos de recepção e não exclusivamente sobre o autor, o que torna o leitor um produtor de interpretações e significações válidas, valorizando, desse modo, o seu papel na construção do sentido do texto.
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Arte Europa – América: Da Modernidade ao Mundo Contemporâneo

Arte Europa – América: Da Modernidade ao Mundo Contemporâneo

A imagem alcança sua legitimidade através do enquadramento da “moldura” da lente objetiva, alcançando uma existência para além dela mesma que circula pelas redes de comunicação, participando e “convivendo” com o espaço expositivo. A obra, enquanto imagem transforma-se numa figura no espaço. Podendo ser espaços possíveis o interior de uma galeria, a realidade do mundo ou o espaço digital.

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Ficção Científica: Narrativa no Mundo Contemporâneo

Ficção Científica: Narrativa no Mundo Contemporâneo

Por outro lado, ainda que por vezes recorra ao verossímil, a uma narração tensa e sincopada, assim como a outros processos correntes no fantástico, a ficção científica raramente visa o principal objetivo daquele gênero: evocar a irrupção do sobrenatural no mundo quotidiano em termos de intensa ambigüidade. De igual modo, pode revelar estreitas afinidades com as narrativas de terror e de horror, sobretudo as que se circunscrevem ao gênero estranho, quando, por exemplo, evoca seres alienígenas monstruosos ou ameaçadores. Sem embargo, também neste particular é freqüente surgirem diferenças susceptíveis de as demarcar reciprocamente. Torna-se, ainda, no mínimo discutível, englobar, na ficção científica, certas histórias não obstante com ela aparentadas, como sucede com as aventuras em diversos tempos e mundos, muito próximas do maravilhoso, que correm sob as etiquetas de heroic fantasy ou sword and sorcery. O mesmo, de resto, se poderá dizer dos seus sucedâneos mais simplistas, populares embora entre os leitores menos exigentes, muito vulgares em filmes ou séries televisivas e depreciativamente designados pela expressão space opera. Por fim, convirá alertar contra qualquer confusão, de resto fomentada por certas editoras, entre ela e os textos sobre esoterismo, adivinhação, astrologia, ocultismo ou alegados encontros com extraterrestres, publicações que, um pouco por toda a parte, exploram o apelo do mistério ou a pura superstição. 3
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Ansiedade no mundo contemporâneo e sua influência na educação

Ansiedade no mundo contemporâneo e sua influência na educação

[...] a sociedade atual é muito dispersiva! Há uma hiperestimulação, que tem suas vantagens obviamente, mas é uma sociedade que comprimiu o tempo, alargou o espaço, e tem muitas possibilidades. As crianças ricas hoje tem muitas escolhas, e acabam sem ninguém, ficam sozinhas! É como um restaurante self-service, em que você se perde, acaba ficando com aquele prato enorme, quer experimentar de tudo! Assim em minha opinião, o TDAH, bem como a ansiedade, é o espelho de uma sociedade que ainda não aprendeu a gerir as coisas que ela mesma criou (MACEDO, 2013, p. 13 apud NASCIMENTO; CALSA, 2015). Atualmente, com as inovações tecnológicas e as redes sociais, que nos conectam com total facilidade a toda hora, saturam-nos de inúmeras informações. Entretanto, há mais de décadas observa-se que o ritmo frenético no qual as pessoas vivem tem afetado seu cotidiano nesse mundo moderno (SILVA FILHO, 2016). Silva Filho (2016) diz que as pessoas vivem cada vez mais sobrecarregadas de informações oferecidas aos sentidos das mais variadas formas, além de terem pensamento acelerado, resultando em ansiedade. Isso dificulta o nosso processo de selecionar as mais convenientes informações e acaba por transformar os indivíduos em verdadeiras máquinas pensantes e com falta de concentração.
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Creches: realidades e necessidades em um mundo contemporâneo

Creches: realidades e necessidades em um mundo contemporâneo

A preparação dos professores constitui a questão primordial de todas as reformas pedagógicas, pois enquanto não for a mesma resolvida de forma satisfatória, será totalmente inútil organizar belos programas ou construir belas teorias a respeito do que deveria ser realizado (...). A única solução racional: uma formação universitária completa para os mestres de todos os níveis pois, quanto mais jovens são os alunos, maiores dificuldades assume o ensino, se levado a sério a semelhança da formação dos médicos, etc.

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O papel da mulher na Igreja no mundo contemporâneo

O papel da mulher na Igreja no mundo contemporâneo

Igreja. Ela é o modelo para todas as mulheres. Nela vemos o modelo de mãe, crente e esposa. Podemos olhar para Maria e reconhecer nela uma síntese concreta que recolhe, vive e mostra ao mundo a plenitude da natureza feminina, pois com ela aprendemos a delicadeza, a atenção, a clareza e a luminosidade da humanidade. Maria é virgem, esposa, mãe e santa, bem como é totalmente mulher e humana, rica na sua feminilidade, pela qual Deus se deixa antever sob os sinais da história 103 . A teologia do Concílio Vaticano II usufrui muito da Sagrada Escritura, na qual Maria, mulher, está presente com um papel significativo naquela fé da Igreja. A nível cultural, Maria é o símbolo, na sua beleza e sublimidade, pela qual o Homem aspira ao bem e à pureza, sendo que represento o tema central da história da concepção da mulher no Ocidente 104 . Do ponto de vista mariológico é exaltado o feminismo virginal, que configura na espiritualidade e obediência 105 . A nível histórico, uma vertente da imagem de Maria tem um efeito negativo na consciência colectiva sobre o ser mulher, como sendo modelo de humildade e de silêncio e passividade 106 . No entanto, positivamente, a Mariologia é uma alternativa à imagem patriarcal. Do ponto de vista bíblico, alem das variadas situações em que Maria tem um papel relevante, destacamos Maria em São Lucas. Ele dá-lhe um papel singular, cooperadora de Deus na encarnação e voz de todo o povo de Israel, que vive dominado pelos poderosos (cf. Lc 1, 50-51). Deus, ao escolher Maria para morada do Seu filho, estabelece uma nova relação com o ser feminino. Maria é exemplo de mulher, pois na sua liberdade, através do seu Sim, activo e responsável, a Deus, transformou a passividade feminina para fazer a vontade de Deus, sem consentimento masculino 107 . Maria é uma mulher corajosa, sofredora, forte, conheceu a pobreza e o exilio. Maria, abrindo o seu coração a Deus, é o modelo completo do discípulo, com todas as suas dimensões feminina, estabelecendo relação frutífera e viva com Jesus. Assim, todo o ser humano que tem consciência do ser feminino, reconhece em Maria o verdadeiro exemplo de colaboração com Deus, na sua dignidade e fecundidade, que dá resposta à vocação e vida de cada mulher 108 . Assim, Maria é modelo da Igreja e mãe de todos os crentes.
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Representações de Deus no mundo contemporâneo: no ciberespaço

Representações de Deus no mundo contemporâneo: no ciberespaço

Com a emergência da Internet surge, então, um novo territó- rio que precisa de ser contextualizado e explorado. Quando se fala em “Internet” estamos a referir-nos a um complexo emaranhado de computadores ligados entre si, que criam as possibilidades físicas de ter o mundo todo conectado. Já o “ciberespaço” – muitas vezes usado como sinónimo de Internet – foi descrito a primeira vez por William Gibson, um escritor de ficção científica, americano, que no seu romance Neuromancer, publicado em 1984, descreve o ciberes- paço como

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A patologização da angústia no mundo contemporâneo

A patologização da angústia no mundo contemporâneo

Heidegger nos convida a refletir sobre a pretensão das ciências de se constituírem como critério único de verdade. Refletir sobre o modo como a ciência se relaciona com o mundo, estabelecendo um olhar que busca mensuração e controle, mesmo onde esse “cálculo” não se efetua com números, como no caso de algumas áreas das Ciências Humanas. Qualquer objetivação científica da existência humana suprime seu caráter mais essencial, segundo Heidegger (1989, v. 1, cap. 1): ser a livre abertura histórica em que seu próprio sentido está sempre em jogo. Na época moderna, a experiência que o homem faz de si mesmo se reduziu àquela de um sujeito interior encapsulado em oposição ao mundo exterior. Nesse contexto a angústia é tomada como mero transtorno neuroquímico ou subjetivo a ser sanado por algum tratamento farmacológico ou psicológico adequado, dependendo de suas causas. Na medida em que as experiências de angústia parecem sempre refratárias às respostas que o planejamento técnico da vida oferece, podem se tornar uma oportunidade para que a existência se aproprie de outras possibilidades, para além daquelas dadas pelo mundo da técnica.
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O LUGAR DA GLOBALIZAÇÃO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO: UM DESAFIO EM QUESTÃO

O LUGAR DA GLOBALIZAÇÃO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO: UM DESAFIO EM QUESTÃO

Assim, é esta globalização que se faz necessária refletir, um entendimento do mundo enquanto lugar da vida e não do dinheiro, na qual o capital seja colocado enquanto um instrumento de melhoria humana, bem distante do seu atual propósito que o conflito, a disputa e a desagregação dos grupos sociais. Este desafio é uma reflexão seminal em Santos (2011) ao propor outra possibilidade de mundo, sendo que tal tarefa não é questão fácil, pois “a gestação do novo, na história, dá-se, frequentemente, de modo quase imperceptível para os contemporâneos, já que suas sementes começam a se impor quando ainda o velho é quantitativamente dominante” (SANTOS, 2011, p. 141). Assim sendo, é das bases sociais que esse jogo será revertido, cabendo a escola contribuir neste processo de forjar sujeitos cientes do seu papel e importância no mundo, bem como deste próprio mundo que a mídia corriqueiramente insiste em reproduzir enquanto perversidade.
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