Top PDF Propriedades psicométricas do WHODAS para uso em pessoas com Chikungunya no Brasil

Propriedades psicométricas do WHODAS para uso em pessoas com Chikungunya no Brasil

Propriedades psicométricas do WHODAS para uso em pessoas com Chikungunya no Brasil

RESUMO | O objetivo deste estudo é validar um instrumento de aferição da funcionalidade segundo a proposta conceitual da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, para uso em pessoas pós-chikungunya. Este é um estudo de validação com indivíduos >17 anos, de ambos os sexos, em atendimento para manejo clínico da chikungunya. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas coletando informações sobre funcionalidade (WHODAS), qualidade de vida (WHOQOL-bref) e sociodemográficas. A análise estatística usou o coeficiente alfa de Cronbach (consistência interna) e coeficiente de correlação de Spearman (validade convergente), médias e desvios- padrão para a determinação do perfil de qualidade de vida, com nível de significância de 5%. A amostra foi composta por 68 indivíduos. Os valores médios das pontuações dos instrumentos foram: 45,4 (±16,38) para o WHODAS e 12,1 (±2,10) para o WHOQOL-bref. O alfa de Cronbach do valor total foi de α =0,93; todos os domínios do WHODAS apresentaram valores acima de 0,75. O valor total do WHODAS 2.0 apresentou forte correlação com o domínio físico (r=−0,74) e moderada correlação com os domínios psicológico (r=−0,68) e social (r=−0,42) do WHOQOL-bref. Os resultados indicam que o WHODAS 2.0 é um instrumento válido para a mensuração da autopercepção de alteração da funcionalidade em pacientes acometidos pela chikungunya, capaz de fornecer dados que podem ajudar a construir um perfil
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Propriedades psicométricas do WHODAS para uso em pessoas com chikungunya no Brasil

Propriedades psicométricas do WHODAS para uso em pessoas com chikungunya no Brasil

de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, para uso em pessoas pós-chikungunya. Este é um estudo de validação com indivíduos >17 anos, de ambos os sexos, em atendimento para manejo clínico da chikungunya. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas coletando informações sobre funcionalidade (WHODAS), qualidade de vida (WHOQOL-bref) e sociodemográficas. A análise estatística usou o coeficiente alfa de Cronbach (consistência interna) e coeficiente de correlação de Spearman (validade convergente), médias e desvios- padrão para a determinação do perfil de qualidade de vida, com nível de significância de 5%. A amostra foi composta por 68 indivíduos. Os valores médios das pontuações dos instrumentos foram: 45,4 (±16,38) para o WHODAS e 12,1 (±2,10) para o WHOQOL-bref. O alfa de Cronbach do valor total foi de α=0,93; todos os domínios do WHODAS apresentaram valores acima de 0,75. O valor total do WHODAS 2.0 apresentou forte correlação com o domínio físico (r=−0,74) e moderada correlação com os domínios psicológico (r=−0,68) e social (r=−0,42) do WHOQOL- bref. Os resultados indicam que o WHODAS 2.0 é um instrumento válido para a mensuração da autopercepção de alteração da funcionalidade em pacientes acometidos pela chikungunya, capaz de fornecer dados que podem ajudar a construir um perfil de impacto da doença no perfil de funcionalidade dessa população.
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World Health Organization Disability Assessment Schedule (WHODAS 2.0): revisão de literatura dos processos de validação em grupos distintos e aferição das propriedades psicométricas da versão brasileira para cegos

World Health Organization Disability Assessment Schedule (WHODAS 2.0): revisão de literatura dos processos de validação em grupos distintos e aferição das propriedades psicométricas da versão brasileira para cegos

Na tentativa de superar essa concepção, Torres, Mazoni e Mello (2007) pesquisaram as diferenças no uso de recursos adaptativos em pessoas com deficiência visual e concluíram que elas têm necessidades de adaptação muito diferenciadas entre si. De acordo com esses autores, ainda que todas elas tenham em comum o fato de não enxergar corretamente, a forma como elas vivenciam sua deficiência é muito diferente e varia conforme o momento de aquisição da deficiência, grau da deficiência, acesso aos meios de comunicação alternativos, dentre outras. Isso mostra o quanto as generalizações sobre um grupo de pessoas que tem apenas uma característica em comum podem ser desaconselhadas, pois não consideram as peculiaridades de cada um. Portanto, é importante que uma avaliação criteriosa e individualizada seja realizada antes de qualquer intervenção ou adaptação.
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Validação do WHODAS 2.0 para pessoas com hanseníase acompanhadas em um centro de referência de Fortaleza

Validação do WHODAS 2.0 para pessoas com hanseníase acompanhadas em um centro de referência de Fortaleza

INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma enfermidade causada pelo Mycobacterium leprae. A doença pode evoluir com deformidades de face, membros superiores e inferiores. O Brasil atua em constante vigilância e tratamento de casos novos e antigos, porém ainda sem dados sobre a situação de funcionalidade destes doentes. A utilização de instrumentos que avaliam o desempenho em atividades específicas e as restrições na participação em situações de vida permite a compreensão do impacto das doenças sobre a saúde do indivíduo. OBJETIVOS: Validar o instrumento WHODAS 2.0 para utilização em indivíduos com hanseníase. Descrever o perfil clínico e sociodemográficos e identificar fatores associados à limitação de atividade e qualidade de vida de pessoas com hanseníase. MÉTODO: Estudo de validação do WHODAS 2.0 em indivíduos com hanseníase. Foram entrevistados 155 indivíduos, utilizando-se o WHODAS 2.0, WHOQOL-bref, SALSA e ficha de dados sociodemográficos. Prontuários foram acessados para coletar os dados de grau de incapacidade (GI) e escore olho-mão-pé (OMP). As propriedades psicométricas analisadas foram a consistência interna (α de Cronbach), validade de critério (WHODAS 2.0 x GI e WHODAS 2.0 x OMP) e de constructos convergente e divergente (WHODAS 2.0, WHOQOL-bref e SALSA). Dados clínicos e sociodemográficos foram analisados sob os desfechos de qualidade de vida e investigação de limitação de atividade. O intervalo de confiança aceito foi de 95% com erro de 5%. RESULTADOS: A predominância das características sociodemográficas e clínicas encontrada foi: homens (68,3%), pessoas casadas (33,5%), que não trabalhavam (34,8%), média de idade 47,9 anos e escolaridade média de 7,4 anos, classificação multibacilar (89,6%), forma clínica dimorfa (52,7%), realização de baciloscopia (96,5%), GI 0 (42,2%), média de 1,59 para escore OMP, 7,4 lesões cutâneas e 1,4 nervos afetados
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Adaptação transcultural e propriedades psicométricas do Occupational Self Assessment para a língua portuguesa do Brasil

Adaptação transcultural e propriedades psicométricas do Occupational Self Assessment para a língua portuguesa do Brasil

Este instrumento tem o objetivo de avaliar o nível de assistência requerido em uma série de atividades motoras e cognitivas da vida diária. Entre as atividades avaliadas estão os autocuidados, transferências, locomoção, controle esfincteriano, comunicação e cognição social, que inclui memória, interação social e resolução de problemas. Cada uma dessas atividades é avaliada e recebe uma pontuação que parte de 1 (dependência total) a 7 (independência completa), assim a pontuação total varia de 18 a 126. É importante ressaltar que a MIF, embora colete dados onde o sujeito informa sobre o seu nível de dependência/ independência, não se trata de um instrumento auto aplicado, o qual exige treinamento do terapeuta para a sua utilização. O instrumento foi adaptado e validado para utilização no Brasil (RIBERTO et al., 2004). A comparação deste instrumento com a versão brasileira do OSA teve por objetivo identificar relações entre o nível de independência na realização das ocupações das Atividades da Dida Diária (AVD) e a auto percepção do desempenho ocupacional e valores medidos pelo OSA. Cabe destacar que a MIF é uma avaliação centrada na ocupação (AVD) e prevê em seus itens para pontuação (6 pontos) o uso de algum dispositivo de tecnologia assistiva. É pertinente destacar que diversos estudos que utilizaram o OSA buscaram associações com medidas centradas nas AVD (VENABLE et al., 2000; SVIDÉN; THAM; BORELL 2004; KATO et al., 2008; CHAE; MOONYOUNG, 2016). Isto pode ser compreendido pelo fato de o OSA tratar-se de instrumento baseado na autorreflexão sobre o que as pessoas fazem e como elas se veem a partir do fazer. Dessa forma, as avaliações OSA, MIF e QUEST podem ser relacionadas sob o ponto de vista da ocupação e tecnologia.
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Adaptação transcultural e propriedades psicométricas do “Occupational Self Assessment” para a língua portuguesa do Brasil

Adaptação transcultural e propriedades psicométricas do “Occupational Self Assessment” para a língua portuguesa do Brasil

Este instrumento tem o objetivo de avaliar o nível de assistência requerido em uma série de atividades motoras e cognitivas da vida diária. Entre as atividades avaliadas estão os autocuidados, transferências, locomoção, controle esfincteriano, comunicação e cognição social, que inclui memória, interação social e resolução de problemas. Cada uma dessas atividades é avaliada e recebe uma pontuação que parte de 1 (dependência total) a 7 (independência completa), assim a pontuação total varia de 18 a 126. É importante ressaltar que a MIF, embora colete dados onde o sujeito informa sobre o seu nível de dependência/ independência, não se trata de um instrumento auto aplicado, o qual exige treinamento do terapeuta para a sua utilização. O instrumento foi adaptado e validado para utilização no Brasil (RIBERTO et al., 2004). A comparação deste instrumento com a versão brasileira do OSA teve por objetivo identificar relações entre o nível de independência na realização das ocupações das Atividades da Dida Diária (AVD) e a auto percepção do desempenho ocupacional e valores medidos pelo OSA. Cabe destacar que a MIF é uma avaliação centrada na ocupação (AVD) e prevê em seus itens para pontuação (6 pontos) o uso de algum dispositivo de tecnologia assistiva. É pertinente destacar que diversos estudos que utilizaram o OSA buscaram associações com medidas centradas nas AVD (VENABLE et al., 2000; SVIDÉN; THAM; BORELL 2004; KATO et al., 2008; CHAE; MOONYOUNG, 2016). Isto pode ser compreendido pelo fato de o OSA tratar-se de instrumento baseado na autorreflexão sobre o que as pessoas fazem e como elas se veem a partir do fazer. Dessa forma, as avaliações OSA, MIF e QUEST podem ser relacionadas sob o ponto de vista da ocupação e tecnologia.
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Elaboração e estudo de propriedades psicométricas do Inventário de Práticas Parentais.

Elaboração e estudo de propriedades psicométricas do Inventário de Práticas Parentais.

Assim, a noção de que o processo de socialização da criança é resultado da interação de diversos níveis ou fatores reflete-se na necessidade das investigações em adotarem abordagens multidimensionais do contexto familiar. Na área de avaliação e medidas, essa abordagem justifica a necessidade da construção e validação de instrumentos que identifiquem as diferentes dimensões do processo de socialização com critérios adequados de mensuração e sirvam como medidas auxiliares de estudo das características familiares (Lovejoy e colaboradores, 1999). Apesar da existência de instrumentos qualificados ao longo dos anos em suas qualidades psicométricas, já em 1989 Holden e Edwards apontavam que o uso contínuo de instrumentos sem periódicas revalidações ou a utilização de medidas sem clara objetividade quanto ao entendimento do aspecto específico que se desejava avaliar poderia ocasionar problemas de consistência interna e validade de construto. Dessa forma, o presente artigo trata da elaboração de um breve inventário sobre as características das práticas educativas utilizadas por pais e mães no processo de socialização de crianças entre 6- 12 anos. O objetivo principal é o de desenvolver um inventário sobre as características de envolvimento dos pais no processo de socialização de crianças em idade escolar, explorando os aspectos das práticas parentais no cotidiano da interação com os filhos. Pretende-se elaborar um instrumento de avaliação que possa ser utilizado de forma complementar a outras formas de medidas e que possibilite identificar alguns aspectos do envolvimento parental nesta faixa etária.
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Propriedades psicométricas do Eating Disorders Inventory em adolescentes portugueses

Propriedades psicométricas do Eating Disorders Inventory em adolescentes portugueses

Resultados: Dos 64 itens que compõem o EDI, 17 mostraram-se inconsistentes. Após a sua exclusão, foi extraída uma solução com sete componentes principais, que explica- ram 49,8% da variância total. Nesta solução foram definidas oito subescalas que apre- sentaram valores de alfa de Cronbach a variar de 0,53 a 0,87. As três subescalas que avaliam aspectos centrais nas perturbações do comportamento alimentar (Impulso para Emagrecer, Bulimia e Insatisfação Corporal) apresentaram boas características psicométricas e à excepção do item 1 (correlação item-total= 0,00), os itens mostraram- se consistentes (correlação item-total a variar de 0,41 a 0,73; alfa de Cronbach a variar entre 0,77 a 0,87). Em consonância com os pressupostos teóricos previamente defini- dos, as raparigas em comparação com os rapazes (4,0 vs 1,7; p <0,001) e os adolescen- tes em risco de excesso de peso ou com excesso de peso em comparação com os normoponderais, apresentaram valores médios significativamente superiores na subescala Impulso para Emagrecer. Os adolescentes classificados como insatisfeitos ou muito insatisfeitos na escala de silhuetas apresentaram valores médios significati- vamente superiores na subescala Insatisfação Corporal.
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Propriedades Psicométricas da Escala de Intenções Frente à Infidelidade (EII)

Propriedades Psicométricas da Escala de Intenções Frente à Infidelidade (EII)

O presente estudo objetivou adaptar ao contexto brasileiro a Escala de Intenções frente à Infidelidade (EII), conhecendo seus parâmetros psicométricos. Realizou-se dois estudos com pessoas que indicaram estar em um relacionamento amoroso. No Estudo 1 participaram 161 pessoas (idade média = 24,9), que responderam a EII e perguntas demográficas. Os resultados indi- caram a unifatorialidade desta escala (α = 0,85), cujos itens mostraram-se discriminativos (amplitude do theta variou de -0,5 a 3,0). No Estudo 2 participaram 236 pessoas (média de idade = 25,5), que responderam os mesmos instrumentos. Os resultados apoiaram a estrutura unifatorial (e.g., CFI = 0,95 e TLI = 0,93), que se mostrou invariante quanto ao sexo (ΔCFI e ΔRMSEA < 0,01). Concluindo, os achados apoiaram a adequação dos itens da EII, como também indicaram evidências de sua validade fato- rial e consistência interna, favorecendo que possa ser utilizada em pesquisas que buscam conhecer os correlatos da infidelidade. Palavras-chave: infidelidade, medida, validade, precisão, discriminação
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Escala de Motivação para a Leitura para Adolescentes e Jovens: Propriedades Psicométricas.

Escala de Motivação para a Leitura para Adolescentes e Jovens: Propriedades Psicométricas.

REsuMO - A motivação para ler, assim como a motivação para aprender, é uma variável chave para a aprendizagem. Este estudo tem como objetivo descrever os passos relativos à construção de uma Escala de Motivação em Leitura (EML) para adolescentes e jovens, apresentar dados preliminares de suas propriedades psicométricas e validade de constructo. Participaram 329 estudantes do 6° ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Da análise fatorial exploratória dos 83 itens da escala, emergiram seis fatores coerentes com o continuum motivacional descrito pela Teoria da Autodeterminação, com consistência interna entre 0,97 e 0,76. Esses resultados iniciais revelam propriedades psicométricas promissoras da escala para uso no contexto educativo.
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Propriedades psicométricas de uma escala para medir o lado escuro da personalidade

Propriedades psicométricas de uma escala para medir o lado escuro da personalidade

Este estudo apresenta as características psicométricas da Dark Triad Scale para o contexto da Argentina. Dois estudos sucessivos foram realizados. Participaram do primeiro estudo trezentas e dezesseis pessoas, com uma idade média de 34,48 anos (DP = 10,57). A análise fatorial exploratória indicou uma estrutura de três fatores com adequada consistência interna (Maquiavelismo: α = 0,92; narcisismo: α = 0,91, e psicopatia: α = 0,89). Do segundo estudo participaram duzentas e setenta e cinco pessoas, com uma idade média de 32 anos (DP = 8,10). A análise fatorial confi rmatória confi rmou a adequação da estrutura trifatorial. Os três fatores resultantes apresentaram Confi abilidade Composta Satisfatória (maior que 0,70) e indicadores adequados de validade convergente-discriminante (AVE maior que 0,50). A invariância dos parâmetros da escala foi demonstrada por meio do sexo. Os resultados indicam que a versão argentina da Dark Triad Scale mede o lado escuro da personalidade com validade e confi abilidade adequadas, tanto em homens quanto em mulheres.
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Propriedades psicométricas de dois instrumentos para avaliação da qualidade de vida...

Propriedades psicométricas de dois instrumentos para avaliação da qualidade de vida...

No Brasil, o ministério da saúde recomenda que o exame citopatológico seja utilizado para o rastreamento de lesões precursoras e do câncer invasivo de colo do útero. O exame é indicado para mulheres a partir de vinte e quatro anos e que já iniciaram atividade sexual, sendo sua peridiocidade a cada três anos após dois exames negativos com intervalo anual. Deve ser estendido em mulheres até os 64 anos de idade, sendo interrompido após dois exames negativos e consecutivos em um prazo de cinco anos. Em mulheres com idade superior a 64 anos e que nunca realizaram o exame, a recomendação é que se realize dois exames com intervalo de um a três anos e se negativos a mulher está dispensada de exames adicionais. Estima-se uma redução de 80% da mortalidade por este câncer com a realização dos exames de Papanicolaou e com o tratamento das lesões precursoras com alto potencial de malignidade ou carcinoma in situ (33) .
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Índice de Comportamentos de Risco: construção e análise das propriedades psicométricas.

Índice de Comportamentos de Risco: construção e análise das propriedades psicométricas.

nos quatro tipos de comportamentos de risco for- mam fatores, realizou-se uma análise fatorial exploratória. Inicialmente verificou-se a adequação da matriz correlacional quanto aos pressupostos necessários à análise multivariada, como a ausência de multicolinearidade e a fatorabilidade dos dados. O indicador Kaiser Meyer Olken (KMO) foi igual a 0,67, e o teste de esfericidade de Bartlett foi signi- ficativo (p < 0,001). Com base na significância con- ceitual dos itens, decidiu-se pela extração de quatro fatores pelo método de componentes principais. Esse método possibilita a redução dos dados, bus- cando o mínimo de fatores necessários que expli- quem a porção máxima da variância total (Hair, Black, Babin, Anderson, & Tathan, 2009b). A análise da matriz de componentes principais revelou que os itens referentes a comportamento sexual de risco apresentaram carga cruzada, carregando simulta- neamente em dois fatores. Os itens relacionados com uso de substâncias, comportamento infracional e comportamento suicida carregaram em três fa- tores diferentes, com cargas fatorais significantes. Para eliminar as cargas cruzadas, foi realizado o método de rotação Varimax, o qual se concentra na simplificação das colunas da matriz fatorial, for- necendo uma separação mais clara dos fatores (Hair, 2009b). A Tabela 2 apresenta a matriz de cargas fatoriais comuns rotacionada por Varimax.
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Propriedades psicométricas da Escala de Problemas do Lifestyle Behavior Checklist

Propriedades psicométricas da Escala de Problemas do Lifestyle Behavior Checklist

O objetivo deste estudo consiste em avaliar as propriedades psicométricas da Escala de problemas do Lifestyle Behavior Checklist (LBC), utilizando duas amostras de participantes, a saber, uma amostra clínica e uma amostra da comunidade. Mais especificamente pretende-se: 1) avaliar a estrutura fatorial da Escala de Problemas do LBC, proposta por West e colaboradores (2010), usando os itens da versão de West e Sanders (2009); (2) avaliar a invariância de medida nas duas amostras; e (3) avaliar a fidelidade teste-reteste, bem como a validade convergente e discriminante na amostra clínica. A amostra clínica é constituída por pais de crianças, com 5 a 12 anos, e com excesso de peso e obesidade, seguidas numa consulta de especialidade (n=130); a amostra da comunidade é constituída por pais de crianças com 5 a 12 anos, recrutados em escolas de 1º ciclo (n=503). A análise fatorial confirmatória da escala de problemas do LBC revelou melhores índices de ajustamento numa estrutura fatorial de três fatores do que na estrutura fatorial de quatro fatores proposta por West e Sanders (2010). A estrutura fatorial inclui três fatores, o fator Comer em excesso e Comportamento
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Propriedades psicométricas do teste de estratégias de memória: Estudo piloto

Propriedades psicométricas do teste de estratégias de memória: Estudo piloto

Já a memória de trabalho corresponderia à capacidade de manutenção e manipulação da informação na mente, enquanto que a autorregulação do afeto, da motivação e da estimulação corresponderia à capacidade das pessoas se motivarem ou se envolverem afetivamente de modo a atingir um objetivo. Posteriormente, Barkley (1997, 2001) definiu as FE numa perspetiva evolutiva e criticou as metáforas computacionais e do processamento de informação. Nesta mesma linha de pensamento evolutivo, Zelazo, Müller, Marcovitch, Kerr e Que (2003) classificaram as FE em “frias” (cold) e “quentes” (hot). Os processos executivos “frios” diriam respeito aos aspetos cognitivos como o raciocínio lógico e abstrato, planeamento, resolução de problemas e memória de trabalho. Por outro lado, os processos executivos “quentes” diriam respeito aos aspetos emocionais, crenças e desejos, como a regulação do afeto, da motivação e do próprio comportamento social, tomada de decisão. De maneira geral, Uehara, Charchat- Fichman e Landeira-Fernandez (2013) defendem que os componentes executivos “frios” estão relacionados com o córtex pré-frontal dorsolateral, enquanto que os componentes “quentes” estão associados com o córtex pré-frontal orbitofrontal e ventromedial.
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Medidas individualizadas de mudança: análise das propriedades psicométricas do PSYCHLOPS

Medidas individualizadas de mudança: análise das propriedades psicométricas do PSYCHLOPS

Devido a uma elaboração reduzida e pouco frequente dos princípios teóricos que subjazem a avaliação idiográfica, as propriedades psicométricas destas medidas não têm sido sistematicamente sujeitas a uma avaliação rigorosa (Haynes et al., 2009). Para tal contribui, por um lado, uma adoção pouco abrangente das MIM em contextos de saúde mental primária, o que dificulta a condução de estudos referentes às propriedades psicométricas (Ashworth et al., 2009). Por outro lado, as características deste tipo de medidas colocam desafios aos pressupostos da análise psicométrica tradicional. Para além da incerteza associada ao significado das pontuações (Ashworth et al., 2007), a principal dificuldade na análise psicométrica destas medidas reside na inadequação da abordagem clássica de medida em Psicologia, que assenta na comparação de pontuações obtidas por diferentes sujeitos nos mesmos itens (Haynes et al., 2009). A incompatibilidade deste pressuposto com a avaliação idiográfica liga-se à seleção ou geração idiossincrática dos itens por parte do paciente, o que impede a sua integração em medidas compósitas. Por este motivo, enquanto classicamente os instrumentos nomotéticos recorrem a métodos estatísticos quantitativos (Evans et al., 1998), a análise das MIM contemplam a utilização combinada de métodos quantitativos e qualitativos (Ashworth et al., 2007).
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Inventário de crenças centrais negativas: propriedades psicométricas

Inventário de crenças centrais negativas: propriedades psicométricas

5.5.3 Validade de critério. Evidências de validade de critério são apresentadas na Tabela 6. Como esperado, experiências negativas na infância, tais como comportamento disfuncional dos pais ou bullying estão associados a um aumento nos escores de crenças negativas. Ambos os pais trabalharem fora foi interpretado como uma experiência negativa neste estudo, pois se entendeu que esta condição aumenta a probabilidade de a criança experienciar um evento negativo, sem ter a quem recorrer para se sentir protegida. Esta variável relacionou-se significativamente apenas com CBS, enquanto as demais se relacionaram tanto com CBS quanto com CBO. Em geral, as experiências negativas que envolveram a mãe apresentaram um maior impacto nas crenças negativas do que quando as mesmas experiências aconteceram com o pai. Considerando que no Brasil, a mãe geralmente exerce a função de principal cuidador, a literatura fornece embasamento para esta evidência.
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Validação das propriedades psicométricas do RESTQ-Coach na versão brasileira.

Validação das propriedades psicométricas do RESTQ-Coach na versão brasileira.

Em relação às propriedades psicométricas do RESTQ-Coach, os autores relataram que foi realizada uma análise fatorial exploratória (AFE) através do método de análise dos componentes principais com rotação varimax, levando se em consideração autovalores > 1 para a identificação do número de fatores. Entretanto, os autores não apresentaram no corpo do trabalho a tabela desta AFE com o agrupamento dos 80 itens dentro das sub-escalas (variáveis latentes de 1º nível), justificando que o motivo foi a falta de espaço para o detalhamento destas informações ( “... compact design of these items allows a great deal of information to be gathered in a limited space... ” KELLMANN; KALLUS, 1994, p.208).
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Propriedades psicométricas da versão brasileira da Escala de Entrincheiramento na Carreira.

Propriedades psicométricas da versão brasileira da Escala de Entrincheiramento na Carreira.

Este estudo investigou as propriedades psicomé- tricas da versão brasileira da escala de entrincheiramento de carreira proposta por Carson, Carson e Bedeian (1995), a fim de oferecer aos pesquisadores do comportamento humano no trabalho uma medida adequada desse construto e ampliar a sua utilização em estudos brasileiros. Também foram investigadas diferenças de entrincheiramento associadas ao tipo de organização de trabalho (pública, privada, terceiro setor). O exame desta variável foi considerado relevante tendo em vista o tratamento diferenciado que recebem funcionários públicos em termos de maiores benefícios e garantias de estabilidade no emprego, supostamente tornando mais provável o entrincheiramento.
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