Top PDF A proteção da criança e do adolescente no âmbito da adoção internacional no ordenamento jurídico brasileiro

A proteção da criança e do adolescente no âmbito da adoção internacional no ordenamento jurídico brasileiro

A proteção da criança e do adolescente no âmbito da adoção internacional no ordenamento jurídico brasileiro

O instituto da adoção internacional na perspectiva da efetivação dos direitos consagrados na Constituição Brasileira de 1988 referentes à proteção de crianças e adolescentes. A evolução histórico-jurídica da adoção internacional corrobora a lógica de fortalecimento da segurança jurídica estabelecida entre adotantes e adotados. Os inúmeros casos de adoções internacionais irregulares constatadas ao longo das últimas décadas não podem limitar a garantia de direitos presentes na Constituição Federal, nas leis infraconstitucionais e nos documentos internacionais dos quais o Brasil é signatário. A pesquisa abordou as Convenções Internacionais em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, especialmente aquelas atinentes à regulamentação da adoção internacional. Acrescenta-se a reflexão dos princípios da dignidade humana, da proteção integral e da convivência familiar como imprescindíveis para o desenvolvimento psicossocial das crianças e dos adolescentes. O caráter de excepcionalidade da adoção internacional aponta para a sua relevância na tutela dos direitos ora em destaque. Nesse sentido, avançar na discussão da adoção internacional, como corolário dos direitos constitucionais, encaixa-se na sua plena efetivação conforme dispõe o caput do art. 227 da Constituição de 1988. O estudo pautou-se na revisão bibliográfica de livros e artigos científicos na abordagem da temática em apreço. Salienta-se a análise das Convenções Internacionais, de fundamental importância para a rede de proteção desses sujeitos de direitos, a fim de evitar adoções internacionais irregulares em flagrante desrespeito aos preceitos ora consagrados. Além disso, refletiu-se sobre os mecanismos jurídicos estabelecidos no Estatuto da Criança e do adolescente- ECA- e no Código Penal para responsabilizar as organizações criminosas que visam, na adoção internacional, o locupletamento financeiro, em detrimento da dignidade humana das crianças e dos adolescentes. Dessa forma, reafirma-se a adoção internacional como imperativo na reconstrução do vínculo familiar em família substituta estrangeira, ao prevalecer o amor, o afeto, a felicidade e a compreensão.
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O princípio da proteção à família no ordenamento jurídico brasileiro à luz da doutrina social da igreja

O princípio da proteção à família no ordenamento jurídico brasileiro à luz da doutrina social da igreja

“Habeas corpus. Medida liminar. Expulsão de estrangeiro. Paternidade sobre filho menor impúbere brasileiro nascido após a prática do delito ensejador do ato de expulsão. O status quaestionis na jurisprudência do STF. Condições de inexpulsabilidade: dependência econômica ou vínculo socioafetivo. Considerações em torno do afeto como valor constitucional irradiador de efeitos jurídicos. A valorização desse novo paradigma como núcleo conformador do conceito de família. A relação socioafetiva como causa obstativa do poder expulsório do Estado. Dever constitucional do Estado de proteger a unidade e de preservar a integridade das entidades familiares fundadas em relações hétero ou homoafetivas. Necessidade de proteção integral e efetiva à criança e/ou ao adolescente nascidos no Brasil. Plausibilidade jurídica da pretensão cautelar. Configuração do periculum in mora. Medida cautelar deferida.” (HC 114.901-MC, rel. min. Celso de Mello, decisão monocrática, julgamento em 26-11-2012, DJE de 29-11-2012).
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A excepcionalidade da adoção internacional e suas formalidades frente ao princípio do melhor interesse da criança e do adolescente

A excepcionalidade da adoção internacional e suas formalidades frente ao princípio do melhor interesse da criança e do adolescente

A Declaração dos Direitos da Criança, da Assembléia Geral das Nações Unidas, no ano de 1959, trouxe disposições que tratavam de proteções especiais destinadas às crianças, marcando mais um capítulo onde os interesses dos menores foram garantidos. A Lei nº 4.655/1965 alterou alguns dispositivos do CC/16, dispondo que a idade mínima para adotar seria de 30 anos, contudo, havia discriminação quanto ao filho adotado, pois, existiam disposições que o excluía da sucessão dos pais se existisse um filho legítimo, dentre outras alterações. No ano de 1979 entrou para o ordenamento jurídico brasileiro o Código de Menores, que trazia disposições acerca da adoção plena, destinada aos menores de 18 anos em situação irregular, enquanto os demais seguiam o procedimento de adoção do Código Civil.
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O afeto como valor jurídico tutelável no ordenamento jurídico brasileiro

O afeto como valor jurídico tutelável no ordenamento jurídico brasileiro

O Estatuto é orientado por três principais princípios, são eles: princípio da prioridade absoluta, princípio do melhor interesse e o princípio da municipalização. O princípio da prioridade absoluta é justamente o que trata o art.227 da CF, e tem previsão no art. 4º do ECA, esse princípio diz que os interesses infanto-juvenil deve ser prioridade em todas as áreas da sociedade judicial, extrajudicial, administrativo e familiar, por se tratarem de pessoas em desenvolvimento. Essa prioridade tem como objetivo a realização da proteção integral, que assegurará o cumprimento dos direitos fundamentais elencados no art. 227 CF. O princípio do melhor interesse sofreu modificações após a Constituição de 88 e o Estatuto da Criança e Adolescente pois, deixou de ser aplicado somente a crianças e adolescentes irregulares e passou a ser aplicado a todo público infanto- juvenil, principalmente referente à questões familiares, em que é obrigação dos pais e responsáveis garantir essa proteção e na falta destes é obrigação do Estado, esse princípio é o norteador para todos aqueles que se deparam com as necessidades da criança e do adolescente ao interpretar as leis. E por último o princípio da municipalização que cumpri a determinação do § 7º do artigo 227 da Constituição Federal, essa descentralização torna mais fácil a fiscalização e o cumprimento da lei, o próprio estatuto traz no artigo 88 quais são as diretrizes da política de atendimento tudo isso buscando cumprir a doutrina da proteção integral. 62
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A DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO: abandono afetivo frente aos direitos da criança.

A DESTITUIÇÃO DO PODER FAMILIAR NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO: abandono afetivo frente aos direitos da criança.

O presente trabalho, inserido no ramo do Direito Civil, tem o escopo de analisar a possibilidade de destituição do poder familiar nos casos de abandono afetivo, visando proteger o menor que não pode, por motivos alheios à sua vontade, gozar da essencial proteção para a dignidade humana. Além do carinho, amor e atenção serem fundamentais ao ser humano, torna-se importante um estudo sobre as responsabilidades que são destinadas aos genitores sobre o que tem sido feito no âmbito jurídico para efetivar essa proteção. A metodologia usada na pesquisa foi a bibliográfica sendo analisadas e comparadas doutrinas, jurisprudência e legislação existente, com base na importância das relações familiares e direitos de cada cidadão. Foi possível chegar à conclusão de que cada caso concreto deve ser analisado com muita cautela, permitindo a destituição do poder familiar como última alternativa, após todas as outras não terem sido satisfatórias, levando em consideração o bem-estar e o desenvolvimento do menor.
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Adoção internacional: acompanhamento pós-adotivo à luz da Convenção de Haia e do Estatuto da Criança e do Adolescente

Adoção internacional: acompanhamento pós-adotivo à luz da Convenção de Haia e do Estatuto da Criança e do Adolescente

A presente monografia tratou do acompanhamento pós-adoção internacional realizado no Brasil. por meio de pesquisa expositiva descritiva e da técnica bibliográfica, observou-se a importância da Doutrina da Proteção Integral no ordenamento jurídico brasileiro, dos seus princípios que garantem a efetividade dos direitos da criança e do adolescente, dentre, os quais destacou-se, o direito a convivência familiar, que sempre que possível se dará junto à família biológica, porém, quando não for possível, se buscará a inclusão da criança ou do adolescente em família substituta, como medida de proteção. Destacou-se, dentre as medidas de colocação em família substituta, a adoção, em especial a adoção internacional. Em seguida, foi feita uma análise do procedimento normatizado pelo Estado brasileiro com base na Convenção de Haia e no Estatuto da Criança e do Adolescente para a concretização da adoção internacional. Outrossim, abordou-se a importância dos organismos credenciados e da Autoridade Central no processo de adoção internacional. Apresentou-se, por fim, o mecanismo utilizado para a realização do controle pós-adotivo.
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A PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

A PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS DE CRIANÇAS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

Caderno Virtual, IDP, v. 2, n. 44, abr/jun. 2019 De acordo com SOUZA (2001), a doutrina da proteção integral disposta no artigo 227 da Constituição apresenta dois aspectos de discussão, ou seja, exibe tanto um lado positivo como também um lado negativo. Isto ocorre porque ao mesmo tempo em que determina a adoção de medidas favoráveis aos direitos humanos da criança e do adolescente, as reconhecendo como sujeitos de direitos merecedores de medidas para a fruição destes direitos, ordena restrições e limitações à intervenção que ameace, coloque em risco ou mesmo viole tais direitos humanos ligados à infância e à juventude, utilizando de medidas legislativas para que as medidas sejam eficazes.
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Adoção internacional e o sistema brasileiro

Adoção internacional e o sistema brasileiro

“Os princípios e as concepções relativos à criança e à adolescência, embutidos nesse conjunto de normas internacionais e nacionais, consideravam a doutrina da proteção integral como base e sistema, para garantir os direitos da criança e do adolescente como direitos humanos. As crianças e os adolescentes não são mais considerados menores ou incapazes, mas pessoas em desenvolvimento para se tornarem protagonistas e sujeitos de direitos. [...] A ruptura do Código de Menores situou-se num contexto de forte mobilização popular e política, na mudança da ordem repressora para institucionalização democrática, participativa e descentralizada. [...] O processo de ruptura não se realizou de forma abrupta, mas num constante conflito que reflete a correlação de forças sociais entre os que defendem posições de repressão, assistencialismo, cidadania e outros que defendem o mercado em primeiro lugar, além de existirem aqueles que se impõem pelo narcotráfico. [...] A doutrina da proteção integral está contextualizada num processo histórico de construção de uma nova institucionalidade emergente na sociedade brasileira, em ruptura com as dimensões inerentes a um padrão de relações autoritário, centralizado, repressivo, clientelista e de políticas fragmentadas” 62 .
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A Adoção internacional e sua regulamentação atual na Sistemática do estatuto da criança e do adolescente

A Adoção internacional e sua regulamentação atual na Sistemática do estatuto da criança e do adolescente

da adoção nacional, assim como os requisitos gerais para seu processamento e os efeitos decorrentes da sentença que constitui o novo vínculo familiar. A partir de então se estuda a adoção internacional de forma particular através de sua análise legal, levando-se em conta as considerações doutrinárias sobre o tema, principalmente aquelas sobre seu caráter de extrema excepcionalidade. Destacam-se duas Convenções Internacionais que regulamentam a proteção das crianças e adolescentes e que tratam desse instituto, a fim de que seja dada segurança e regularidade ao mesmo. A sistemática da adoção internacional foi alterada significativamente pela Lei nº 12.010/2009 que seguiu as determinações contidas na Convenção de Haia, ratificada pelo Brasil há uma década, trazendo, determinado, inclusive, a intermediação das autoridades centrais no processo de adoção internacional. Mesmo com essas inovações e com a falta de incentivo de sua prática pelas novas normas, não se pode esquecer que sua realização está em consonância com a proteção integral das crianças e adolescentes, e deve ser realizada a fim de preservar o melhor interesse da infância e juventude.
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A proteção da criança e do adolescente frente à publicidade infantil: uma análise do tratamento conferido pelo ordenamento brasileiro

A proteção da criança e do adolescente frente à publicidade infantil: uma análise do tratamento conferido pelo ordenamento brasileiro

A publicidade é um fenômeno econômico construído pelo mercado de consumo e por muito tempo no Brasil desenvolveu-se alheia ao direito. Assim, como uma prática do mercado, seu conceito é desenvolvido não só no âmbito jurídico, mas também no meio mercadológico. Nesse sentido, tem-se a definição difundida por estudiosos de marketing, segundo os quais publicidade seria “qualquer forma paga de apresentação impessoal para promoção de ideias, bens ou serviços por um patrocinador identificado” (KOTLER; ARMSTRONG, 2003, p. 288). No Brasil, o legislador utilizou-se do mesmo conceito na Lei nº. 4.680/65, que dispõe sobre o exercício da profissão de publicitário e de agenciador de propaganda 6 (BRASIL, 1965). Todavia, o conceito confunde patrocínio com pagamento. A mensagem publicitária, em regra, é patrocinada por um fornecedor, a fim de vender determinado produto ou serviço, ou tornar conhecida uma marca ou empresa. Por vezes, a mensagem pode ser divulgada sem a identificação do patrocinador, com o objetivo de criar expectativa ou curiosidade no público, mas, posteriormente, ele será identificado – trata-se de uma técnica conhecida como teaser 7 . Entretanto, em relação ao pagamento, este também existe normalmente, mas não é imprescindível para haver publicidade. É comum, por exemplo, os próprios veículos de comunicação promoverem a si mesmos, sem pagamento e sem custos (PASQUALOTTO, 1997, p. 20).
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Adoção  por  parcerias  homoafetivas  e  seus  reflexos  no  âmbito  jurídico

Adoção por parcerias homoafetivas e seus reflexos no âmbito jurídico

paternidade/filiação socioafetiva (como se fossem poucos os enfrentados pelos homossexuais, durante sua vida, e pelos infantes, ante a situação de desamparo familiar vivida cotidianamente). Por mais inacreditável pareça, alguns promotores, juízes, psicólogos, assistentes sociais, enfim, pessoas que trabalham diuturnamente na área e só devem tomar decisões informadas pelo princípio constitucional do superior interesse do menor, ainda trazem consigo certa carga enorme de preconceito, esquecendo-se que sexualidade é um direito inerente ao ser humano e que exercê-la não é crime, crime é negar a adoção pelo simples fato do interessado na adoção ser gay ou lésbica, chega a ser, inclusive, uma manifestação homofóbica dentro do próprio Poder Judiciário, um verdadeiro contrassenso. O que deve ser levado em consideração é a análise da estabilidade da família: são as condições econômicas e afetivas para se educar uma criança ou adolescente, se o interessado possui ou não uma conduta desregrada, independentemente de ser hetero ou homo, mesmo porque homossexualidade não é e nem deve ser fator determinante para o indeferimento da adoção. Portanto, os operadores do direito, não devem permitir, jamais, que atos preconceituosos e discriminatórios se sobreponham aos interesses das crianças e adolescentes, pois estes têm direito à proteção e não à privação ou marginalização social.
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Os Conselhos de Direitos da criança e do adolescente no ordenamento jurídico brasileiro

Os Conselhos de Direitos da criança e do adolescente no ordenamento jurídico brasileiro

Um Conselho Municipal dos Direitos da Crian- ça e do Adolescente terá, entre todas as suas atribui- ções, as de acompanhar e deliberar sobre a política municipal voltada à criança e ao adolescente, em todas as áreas, como saúde, educação e assistência social, atuando na articulação institucional e intersetorial, no que diz respeito aos direitos da criança e do adoles- cente; estabelecer um diagnóstico a respeito dos pla- nos de atendimento, proteção, promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente; gerir o Fundo da Infância e Adolescência, conforme disposição da Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 – art. 88, IV; registrar e acompanhar as ações desenvolvidas por entidades não-governamentais que atuem na defesa e proteção dos direitos de crianças e adolescentes, assim como deverá ser feito com relação aos programas governa- mentais, de acordo com o artigo 90, parágrafo único da mesma Lei; além de realizar todos os atos concer- nentes à eleição do Conselho Tutelar e da sua própria que, via de regra, acontecerá de três em três anos, con- forme Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, artigo 132.
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A síndrome da alienação parental e a proteção constitucional à família no ordenamento jurídico brasileiro

A síndrome da alienação parental e a proteção constitucional à família no ordenamento jurídico brasileiro

Com o devido e fundado constitucional na relação social, vemos a devida importância de se abarcar normas suplementares como o Estatuto da Criança e do Adolescente, que em resumo busca proteger o desenvolvimento do menor com direitos e deveres nos quais os pais são verdadeiros guardiões garantidores deste crescimento com responsabilidade e coerência. Porém, todavia acontecem exceções que ferem toda a ideia constitucional, é nesta hora que o Judiciário ao ser provocado deve coibir tal ato, mas, é real o reconhecimento das dificuldades do Magistrado ao tomar decisões na qual envolvem direitos e garantias indisponíveis, tais como a vida, pois, uma medida tomada desproporcional, ou não adequada ao caso em tela, pode gerar danos enormes e de difícil reparação.
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A adoção internacional: uma abordagem do instituto no ordenamento jurídico brasileiro e português

A adoção internacional: uma abordagem do instituto no ordenamento jurídico brasileiro e português

Discorrer sobre a adoção internacional não se limita apenas a abordar os seus conceitos, as suas formalidades e as suas jurisprudências, mas também as legislações aplicáveis. A relevância desse trabalho se afirma devido a necessidade de discussão acerca dos procedimentos utilizados no território português e no território brasileiro e suas particularidades, bem como, os órgãos competentes para o procedimento da adoção internacional nesses dois países, ou seja, é relevante a abordagem de acórdãos e decretos, bem como a Convenção de Haia de 29 de maio de 1993 que visa a proteção das crianças e adolescentes e a cooperação em matéria de adoção internacional, para prevenir o rapto, a venda e tráfico de crianças. Para tanto, será analisado nesse artigo através do método do direito comparado, as diferentes realidades nos sistemas jurídicos brasileiro e português quanto ao instituto da adoção internacional, mostrando qual lei deverá ser aplicada ao caso concreto, pois o direito multiconectado é imprescindível à determinação da lei mais favorável a criança e ao adolescente. A leitura estruturante deste trabalho tem como obras principais, o “Manual de Adoção Internacional” de Wilson Liberati (2009) e Estudos de Direito Internacional Privado e de Direito Processual Civil Internacional de Moura Ramos (2007), já as obras secundárias servem de reforço para afirmar todo o trabalho.
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A adoção internacional: uma abordagem do  instituto no ordenamento jurídico  brasileiro e português

A adoção internacional: uma abordagem do instituto no ordenamento jurídico brasileiro e português

O presente artigo científico se desenvolve com o objetivo geral de analisar o desenvolvimento histórico e a evolução legislativa da Adoção Internacional nos ordenamentos jurídicos, brasileiro e português, para tanto, foi traçado objetivos específicos que proporcionaram a apresentação dos resultados propostos. Em Portugal percebe-se inicialmente de forma sucinta mudanças no Código Civil no tocante a adoção com a reforma de 1977, em tempo diverso de Portugal, o Brasil mostra através do Código de Menores de 1979 algumas restrições para os estrangeiros que pretendiam adotar, porém a eficácia desse código não era proveitosa. Os dois países ratificaram a Convenção Relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em Matéria de Adoção Internacional, realizada em Haia em 1993, para prevenir o rapto, a venda e tráfico de crianças. Analisa-se ainda nesse artigo, qual elemento de conexão deverá ser utilizado para o contato entre ordenamentos jurídicos distintos, os posicionamentos dos doutrinadores e dos tribunais de ambos os países a respeito da adoção transnacional. A metodologia é embasada no método comparativo, na medida em que se realizou a busca de dados por meio dos livros doutrinários que abordam o tema, bem como legislações particulares de cada um dos países. Desta forma, concluiu-se que, a colocação de criança e adolescente em lar estrangeiro deve ser medida excepcional, e a adoção transnacional é uma importante ferramenta para a colocação do adotando em uma família estrangeira quando encontra-se esgotadas as tentativas em território nacional.
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Os mecanismos de efetivação da convenção internacional sobre os direitos das pessoas com deficiência no ordenamento jurídico brasileiro

Os mecanismos de efetivação da convenção internacional sobre os direitos das pessoas com deficiência no ordenamento jurídico brasileiro

É importante salientar que, antes da incorporação da Convenção, o Brasil já apresentava um arcabouço jurídico direcionado para a proteção das pessoas com deficiência. A própria Constituição Federal de 1988 dispõe sobre diversos direitos desse grupo, como vedação a qualquer discriminação no tocante à salário e critérios de admissão do trabalhador portador deficiência, conforme art. 5º, caput, e art.7º, XXXI; O art. 37, VIII, determina que a lei deve estabelecer percentual de cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência; o art. 203, IV garante a promoção da integração à vida comunitária através da habilitação e reabilitação; a Constituição também dispõe, no art. 227, §2º, e art. 244, sobre a garantia de acesso adequado através da adaptação dos logradouros, edifícios de uso público e veículos de transporte coletivo; direito ao atendimento educacional especializado, art. 208, III. No âmbito da legislação ordinária, exemplos de normas que asseguram e promovem os direitos desse segmento social são a lei n. 10.098/2000 que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade; a lei n. 8.899/94 dispõe sobre o transporte coletivo interestadual e concede passe livre às pessoas com deficiência com renda familiar mensal de até um salário mínimo por pessoa; a lei n. 10.436/02 contém dispositivos sobre a Língua Brasileira de Sinais; a lei n. 7.853/89 institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos desse grupo, disciplina a atuação do Ministério Público, além de definir como crime atos que atentem contra a pessoa com deficiência; a lei n.10.845/04 cria o Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado; por sua vez, a lei n. 8.742/93 garante renda mensal de um salário mínimo à pessoa com deficiência desprovidas dos meios de garantia da própria sobrevivência, dentre outras.
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O DIREITO DE SUPERFÍCIE NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

O DIREITO DE SUPERFÍCIE NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

O direito de superfície é figura de direito real imobiliária, de natureza bem complexa, com previsão no Estatuto da Cidade e no Código Civil, admitindo ampla transmissibilidade. O instituto estudado possui origens no direito romano, tendo o modelo pátrio forte influência do direito luso, até mesmo pelas razões históricas que no passado nos uniram. Nosso sistema legal é noviço e não possui uma regulação extensa sobre o tema, o que cria certa instabilidade na aplicação do instituto, tendo os ordenamentos estrangeiros que cuidam do direito de superfície papel importante para uma boa interpretação da figura. Em síntese, trata-se de direito real vinculado a uma concessão feita pelo proprietário a terceiro, a fim de que o último possa construir e/ou plantar em sua propriedade imobiliária, ou, de outra banda, que permita ao concessionário manter implante já existente sobre (ou até sob) a base da concessão. A inclusão de tal direito real em nosso ordenamento pode ser vista como uma tentativa de se pôr em prática a concepção de função social da propriedade, esculpida em nossa Carta Magna, possibilitando que imóveis não utilizados, ou sub-utilizados, tenham boa destinação. A separação do implante em relação à base do imóvel se opera através da suspensão dos efeitos do princípio superficies solo cedit, formando-se aquilo que vem se denominando de “propriedade superficiária”, em razão dos amplos poderes que o concessionário (=superficiário) detém sobre a acessão. Este entendimento se encontra firmado, em certa medida, na doutrina e legislação estrangeira, citando-se, em exemplo, o direito italiano, o lusitano e o argentino. Há uma gama de desdobramentos e variantes na relação superficiária, dada à elasticidade que esta admite no seu objeto, podendo ser simples ou mais complexa, dependendo do que foi pactuado
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A prisão em flagrante no ordenamento jurídico brasileiro

A prisão em flagrante no ordenamento jurídico brasileiro

Alguns Estados da Federação contam com as centrais de flagrante, que é uma delegacia de polícia onde são centralizados todas as autuações em flagrante de uma determinada região, onde várias equipes compostas por Delegados, Inspetores e Escrivães, fazem a autuação em flagrante e dão continuidade nas investigações até conclusão do inquérito policial e remessa ao Poder Judiciário. O Estado do Ceará não trabalha desta maneira. Existem aqui os pólos plantonistas, que são delegacias com funcionamento ininterrupto de 24 horas. Os pólos plantonistas atualmente são: 2º Distrito Policial, endereço na rua Silva Paulet, 495 - Meireles – Fortaleza-CE; 5º Distrito Policial, endereço na Av. Osório de Paiva, 181 - Parangaba – Fortaleza-CE; 7º Distrito Policial, endereço na rua Macílio Dias, 436 - Pirambu – Fortaleza-CE; 8º Distrito Policial, endereço na Av. João Araújo Lima, 561 – José Walter – Fortaleza-CE; 12º Distrito Policial, endereço na rua 602, s/nº – Conjunto Ceará – Fortaleza-CE; 30º Distrito Policial, endereço na Av. Castelo de Castro, 155 – Conjunto São Cristóvão – Fortaleza-CE; 34º Distrito Policial, endereço na rua Princesa Isabel, 1236 – Farias Brito – Fortaleza-CE; Delegacia Defesa da Mulher, endereço na rua Manuelito Moreira, 12 – Centro - Fortaleza-CE; Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente, endereço na rua Osvaldo Studart, 241 – Fátima - Fortaleza-CE; Delegacia Metropolitana de Caucaia, endereço na rua José da Rocha Sales, 155 – Centro - Caucaia-CE; Delegacia Metropolitana de Maracanaú, endereço na rua 40-A, s/nº – Conjunto Jereissati I – Maracanaú-CE e a Delegacia da Criança e do Adolescente, endereço na rua Tabelião Fabiano, 91 – Presidente Kennedy - Fortaleza-CE, delegacias estas que atendem a região metropolitana da Grande Fortaleza. Por tanto, caso ocorra alguma prisão em flagrante no horário fora do expediente normal, ou seja, depois das 18:00h, e nos finais de semana ou feriados, os conduzidos serão encaminhados para as delegacias plantonistas, onde será lavrado o auto de prisão em flagrante pelo Delegado de Polícia plantonista, e no próximo dia útil, o preso e os autos serão encaminhados para a delegacia da área circunscricional competente ou especializada, onde será dado andamento no inquérito policial até conclusão.
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A repercussão dos "rolezinhos" no ordenamento jurídico brasileiro

A repercussão dos "rolezinhos" no ordenamento jurídico brasileiro

“a) Manifestação é o termo genérico, englobando quaisquer reuniões que aconteçam nos locais de trânsito público, sejam elas fixas ou móveis; b) passeatas são as manifestações que se movem pelos locais de trânsito público e essa mobilidade se dá com a caminhada dos indivíduos participantes (ou seja, os manifestantes andam a pé); via de regra, as passeatas têm a finalidade de reivindicação ou expressão de tomada de posição favorável ou contrária a determinado fato (ex.: passeatas de grevistas, ou de cidadãos contrários a medidas tomadas pelo governo, ou de defensores da adoção de uma nova lei sobre algum assunto); c) cortejos, à semelhança das passeatas, também são móveis, mas normalmente associadas a motivo solene; ex.: cortejo fúnebre, cortejo que acompanha a aparição pública de alguma autoridade; d) desfiles, sendo igualmente manifestações móveis, caracterizam-se pela finalidade comemorativa, costumando ocorrer em datas certas e repetidas anualmente, como desfile de “7 de setembro”, desfile de carnaval; e) paradas são desfiles de caráter militar; e f) procissões poderiam ser consideradas os cortejos de caráter religioso. ” (2001, p.42)
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Aborto anencefálico e o ordenamento jurídico brasileiro

Aborto anencefálico e o ordenamento jurídico brasileiro

O documentário referido mostra o sofrimento de uma mulher, Severina e de seu marido, Rosivaldo, que ansiavam antecipar o parto do feto anencéfalo que aquela gerava. Retrata exatamente o momento em que o Supremo Tribunal Federal suspendeu a liminar que autorizava o aborto nestes casos e os reflexos que a decisão causou na vi- da desta mulher e de sua família. Mostra a busca desesperada, a angústia e o sofrimen- to para conseguir a autorização judicial em um mundo totalmente “estrangeiro” para o casal - o mundo jurídico. Finalmente, quando conseguida a autorização Severina já se encontrava no sétimo mês de gestação, tendo agora que suportar a dor de um parto in- duzido e o nascimento de um filho morto, em um hospital público, onde até os aneste- sistas se negavam a atendê-la em razão de serem contra o aborto.
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