Top PDF Proust tradutor: visão e crítica.

Proust tradutor: visão e crítica.

Proust tradutor: visão e crítica.

Proust conhece Ruskin, inicialmente, por meio de tradu- ções, e, em seguida, no original, em parte pelo viés da assistência de amigos e da mãe. Sua visão da visão de Ruskin é intermediada, enviesada, oblíqua. Até que, no fazer da tradução, Proust se apro- pria do texto de Ruskin, transformando-o em um texto (em) fran- cês, refazendo-o, às vezes, por completo (em tradução, portanto, nada modelar), e impondo, em última instância, a sua leitura da obra. Suas notas e observações direcionam o entendimento de seu leitor, estabelecem caminhos claros para elucidar a obscuridade do texto, definem um traçado lógico no labirinto das linhas e entreli- nhas, estabelecem conexões com outras obras do autor, acrescentam informações de outros autores, identificando alusões, especificando citações, ordenando, à sua maneira, o universo desses dois peque- nos livros que, aos seus olhos, condensam a gigantesca riqueza do pensamento de Ruskin, e servem de ponte para ele (esse procedi- mento crítico dará início à crítica temática, que se desenvolverá no
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Docência virtual: Uma visão crítica

Docência virtual: Uma visão crítica

Construir visão crítica acerca da educação é tarefa árdua e permanentemente necessária, que requer compromisso social e imersão crítico-reflexiva no contexto em debate. Essa postura deve ser mantida por todos profissionais que constroem a história da educação, militando por reconhecimento e melhores condições de trabalho. Em caso contrário, a educação continua sendo um palco vulnerável da exploração capitalista. Os compromissos ético e político da/para a educação começam pela conscientização das armadilhas e oportunidades que sondam a sociedade. Nessa perspectiva de contribuição social, a obra de Mill (2012) cumpre relevante papel.
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Conhecimento, ensino da administração e mudança transformadora: uma visão crítica.

Conhecimento, ensino da administração e mudança transformadora: uma visão crítica.

nizacional. Contudo, a ruptura com um paradigma dominante, necessária de tempos em tempos para corrigir a eficácia relativa das mudanças adaptativas, só é possível quando temos livre acesso a paradigmas alternativos, a outras estruturas cognitivas, paradigmas combinados (WOODMAN, 1989) ou a uma visão metaparadigmática (GIOIA e PITRE, 1990). Isso exige maior grau de liberdade no ensino e na pesquisa, que permita um pensar crítico-comparativo, o que a universidade como um todo, e os cursos de administração em particular, têm difi- cultado, ante a coalizão de interesses estabelecida entre as elites no poder e os profissionais do saber, manifesta nos currículos e nos modelos mentais desses professores-pesquisadores. Nesse sentido, a crítica antipositivista tem afirmado que todas as visões paradigmáticas são visões limitadas daquilo que chamamos realidade, rejei- tando a possibilidade de um imperialismo do saber. Essa crítica, contudo, permanece contida, praticamente li- mitada a um pequeno grupo dentro da universidade. Nas escolas de gestão − que predominantemente seguem o modelo curricular norte-americano, o qual não abre alternativas (EISNER, 1990, p. 88), levando os alunos a aceitar o que é comum (a main stream) −, ainda é difícil adotar leituras com visões provenientes de epistemolo- gias críticas como o desconstrutivismo, a teoria crítica, a fenomenologia, ou mesmo a emergente biologia do conhecimento, esta bem mais apta a lidar com a natureza humana do que o sistemismo da biologia de Berta- lanffy. Elas têm sido mantidas à certa distância nos cursos de pós-graduação em administração, onde é priori- zado o ensino do que é ferramental.
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A ANÁLISE DE INFORMAÇÕES ESTATÍSTICAS SEGUNDO UMA VISÃO MATEMÁTICO-CRÍTICA

A ANÁLISE DE INFORMAÇÕES ESTATÍSTICAS SEGUNDO UMA VISÃO MATEMÁTICO-CRÍTICA

Quando se fala, de uma análise holística, refere-se a uma observação não compartimentalizada, não enfocando o problema ou os dados isoladamente, e sim em toda a sua amplitude possível, considerando várias óticas sócio-histórico- culturais as quais envolvem, além do problema em questão, o seu leitor. A visão matemático-crítica é justamente a necessidade de avaliar e refletir criticamente os resultados encontrados numa pesquisa, por exemplo. Verificar minuciosamente, sob o ponto de vista matemático, a “certeza” e a aplicabilidade dos resultados e todo o processo de obtenção dos números envolvidos na pesquisa, é o que se busca através desta visão aqui proposta. “As reflexões poderiam estar relacionadas à confiabilidade da solução no contexto específico. Até mesmo se os cálculos são feitos corretamente, e a explicação das técnicas é estabelecida, isso não implica que os resultados sejam confiáveis”. (SKOVSMOSE, 2001, p.90)
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Cine'stesia: uma visão crítica no fazer e pensar cinema

Cine'stesia: uma visão crítica no fazer e pensar cinema

contram. Na trilogia original de Star Wars, George Lucas dirigiu apenas o Episódio IV: Uma Nova Espe- rança (1977), enquanto Irvin Kershner se encarregou da direção do Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980) e Richard Marquand do Episódio VI: O Retor- no de Jedi (1983), mesmo assim quem ousaria dizer que George Lucas não é, em todos os casos, autor GHWRGDDVDJD"2XTXHPSRGHULDGL]HUTXHRV¿O- mes de Stanley Kubrick não tenham sido muito bem YHQGLGRV" 6REUHRWHPDYHURGRFXPHQWiULRGH-DQ Harlan, Stanley Kubrick: Imagens de uma Vida, de 2001). Apesar de poder-se fazer, na maioria dos ca- sos, uma distinção entre “cinema de autor” e “cinema GHSURGXomR´pPXLWRGLItFLOTXHKDMDXP¿OPHTXH não seja contaminado em algum nível pela outra ten- dência. De fato, é preciso que haja um claro entendi- mento de que não são duas perspectivas opostas ou inimigas, mas duas formas de visão.
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Diagnóstico etiológico das pneumonias: uma visão crítica.

Diagnóstico etiológico das pneumonias: uma visão crítica.

Os principais resultados e conclusões destes estudos foram: a incidência de infecções respiratóri- as agudas e pneumonias e a taxa de mortalidade por essas causas são mais elevadas em cr[r]

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Novos anti-histamínicos: uma visão crítica

Novos anti-histamínicos: uma visão crítica

Efficacy and safety of desloratadine 5 mg once daily in the treatment of chronic idiopathic urticaria: a double-blind, randomized, placebo- controlled trial.. Lachapelle JM, Decroix J, H[r]

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Introdução à técnica de museus, uma visão crítica

Introdução à técnica de museus, uma visão crítica

A produção de uma nova historiografia crítica em textos como o de Forte (2014) aponta para matrizes comuns entre “antropofágicos” e “verdeamarelistas”. Ambos demonstravam repúdio ao Parnasianismo e ao Romantismo, eram intuitivos, rápidos, preferindo a síntese ao estudo aprofundado. Fazendo com que Mario de Andrade criticasse o conhecimento superficial do Brasil e fizesse propostas que, embora tenham influenciado as leis de salvaguarda nacional, só seriam postas em prática em fins do século XX e início do XXI, quando a composição entre leis de salvaguarda nacionais advindas de compromissos internacionais assumidos pelo governo brasileiro encontraria, para se realizar, um campo de possibilidades junto ao meio acadêmico em expansão.
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Paradiplomacia transfronteiriça no Mercosul: uma visão crítica

Paradiplomacia transfronteiriça no Mercosul: uma visão crítica

Within the first 2013-2014 Action Plan, approved by Decision CMC 54/12, MERCOSUR prioritized the following strategies: (1) to articulate cooperation actions between subnat[r]

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HISTÓRIA DA MATEMÁTICA: UMA VISÃO CRÍTICA, DESFAZENDO MITOS E LENDAS (RESENHA CRÍTICA)

HISTÓRIA DA MATEMÁTICA: UMA VISÃO CRÍTICA, DESFAZENDO MITOS E LENDAS (RESENHA CRÍTICA)

Como o próprio título anuncia, este livro procura abordar criticamente a história. Diferentemente das histórias que buscam cobrir todo o desenvolvimento da matemática, desde priscas eras até o presente, este livro foge do padrão narrativo-descritivo de história da matemática, retomando-a de forma crítica e estimulando o leitor e, principalmente o pesquisador, a buscar novas frentes de investigação. Já em sua introdução, a autora alerta- nos sobre as construções de mitos que serviram de base para a formação da imagem de uma matemática europeia, superior e acessível a poucos (ROQUE, 2012, p. 20-33). Observando que a história da matemática não deveria estar apartada dos novos desdobramentos de natureza historiográfica e metodológica da história da ciência, Roque propõe uma releitura dos mesmos temas encontrados nas tradicionais histórias da matemática sob uma nova perspectiva 2 .
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UMA VISÃO CRÍTICA SOBRE A CONCESSÃO JUDICIAL DE MEDICAMENTOS

UMA VISÃO CRÍTICA SOBRE A CONCESSÃO JUDICIAL DE MEDICAMENTOS

Barroso aduz que existe um conjunto variado de críticas ao ativismo judicial nessa matéria, algumas delas dotadas de seriedade e consistência. Faz-se um breve levantamento de algumas dessas críticas. A primeira e mais comum crítica oposta à jurisprudência brasileira se apoia na circunstância de a norma constitucional aplicável estar positivada na forma de norma programática. O ar- tigo 196, da Constituição Federal, deixa claro que a garantia do direito à saúde se dará por meio de políticas sociais e econômicas, não mediante de decisões judiciais. A possibilidade de o Poder Judiciário concretizar, independentemente de mediação legislativa, o direito à saúde encontra forte obstáculo no modo de positivação do artigo 196, que claramente defere a tarefa aos órgãos executores de políticas públicas.
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Os mecanismos de funcionamento do "padrão-ouro": uma visão crítica.

Os mecanismos de funcionamento do "padrão-ouro": uma visão crítica.

Como se pode depreender da descrição do funcionamento efetivo do padrão-ouro no Reino Unido antes de 1914, em razão da necessidade de se manter.. a solvência dos bancos – [r]

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CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE DO CRIME DE DESACATO: UMA VISÃO CRÍTICA

CONTROLE DE CONVENCIONALIDADE DO CRIME DE DESACATO: UMA VISÃO CRÍTICA

Já o argumento mais eficiente utilizado em favor da manutenção da tipificação do crime de desacato no ordenamento jurídico nacional é a ausência de amparo da ir[r]

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Norma geral antielisão: uma visão crítica

Norma geral antielisão: uma visão crítica

Houve-se, por bem, destarte, a MP nº. 66/2002 ao indicar em seu art. 15 que a desconsideração deverá ser realizada pela autoridade que tenha determinado a instauração de procedimento de fiscalização e não por autoridade julgadora. Esse critério assentou-se apropriadamente na atual estrutura funcional da Secretaria da Receita Federal e manteve a decisão no patamar fiscalizatório, de modo a promover acertadamente a distinção entre a dimensão dinâmica e a dimensão crítica, mas sem sobre-responsabilizar o Auditor-Fiscal que vai a campo (o agente lançador), a quem cumprirá tão-somente representar à autoridade competente que emitiu o Mandado de Procedimento Fiscal (MPF). Embora o Auditor-Fiscal não tenha recebido competência para pronunciar a desconsideração a representação de que trata o art. 16 assume elevado valor técnico ao lado do próprio despacho de desconsideração.
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Consultoria em patologia de partes moles: visão crítica de um consultor.

Consultoria em patologia de partes moles: visão crítica de um consultor.

O฀ material฀ da฀ lesão฀ enviado,฀ na฀ grande฀ maioria฀ dos฀ casos,฀ foi฀ suficiente฀ e฀ representativo.฀ Em฀ alguns฀ casos,฀ houve฀necessidade฀da฀solicitação฀de฀mais฀material,฀como฀ novas[r]

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Formação de profissionais da educação: visão crítica e perspectiva de mudança.

Formação de profissionais da educação: visão crítica e perspectiva de mudança.

A nosso ver, a abordagem sociologizada da formação do educa- dor, assumida pelo movimento pela formação de educadores, gerou uma visão “militante” do profissional da educação. De acordo com essa abor- dagem, bastaria ao professor ter uma visão política, globalizante, das relações entre educação e sociedade, compromisso político etc., que o resto viria por acréscimo. É verdade que essa ênfase no compromisso político correspondia às características daquele momento histórico, mas é necessário reconhecer que esse empenho na construção de um pro- jeto nacional democrático precisava ter correspondência com práticas pedagógico-didáticas, curriculares, no interior do processo de ensino e aprendizagem, nas práticas de ensino. Foi um grande equívoco dissol- ver o específico da prática educativa nas salas de aula (a aprendizagem, o crescimento cognitivo dos alunos etc.) na prática política. Faltou enten- der que um trabalho bem feito com as crianças no interior das salas de aula também é um ato político, e dos mais nobres. O discurso especifi- camente pedagógico foi, assim, afastado das discussões, e em alguns casos chegou a ser rechaçado, em decorrência do preconceito que sem- pre se alimentou contra a pedagogia como campo de conhecimento e contra os pedagogos de profissão. Na prática, essa tendência resultou, em vários lugares, na negação explícita do campo próprio de estudos da pedagogia (e por decorrência, da didática). É em boa parte por isso que a licenciatura para a formação de professores de 1 a
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Novos anti-histamínicos: uma visão crítica.

Novos anti-histamínicos: uma visão crítica.

Efeitos cardíacos adversos, com risco de vida (prolonga- mento QT e torsades de pointes ), foram descritos com alguns dos anti-H1 de segunda geração (terfenadina e astemizol). Tais efei[r]

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Ilya Prigogine: uma visão crítica.

Ilya Prigogine: uma visão crítica.

O ponto ´e que Prigogine n˜ao se contenta com essa explica¸c˜ao probabil´ıstica. O fato de que para obser- var uma flutua¸c˜ao espontˆ anea de 0.1% na densidade de um cent´ımetro c´ ubic[r]

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TELEMARKETING: uma visão crítica

TELEMARKETING: uma visão crítica

Na visão dos entrevistados, o atendimento deve ser mais rápido e eficiente. Disponibilizar um número direto para falar com o atendente, simplificar e reduzir o número de opções a serem discadas, oferecer atendentes mais qualificados e eliminar mensagens de propaganda dos produtos e serviços oferecidos, são ações que poderiam reduzir a insatisfação dos consumidores. Outra iniciativa seria a empresa fazer uma reestruturação em seus call centers para melhorar a qualidade na prestação dos serviços. É importante que as empresas repensem sua atuação no atendimento, para que ela seja feita de forma mais amigável e que os consumidores sejam informados de todos os detalhes do produto. Os horários devem ser adequados e se necessário, o cliente deve poder cancelar prontamente o recebimento dos produtos. Talvez uma solução para isso seja a criação, por parte da empresa, de um centro responsável pelo cancelamento desses serviços e que o mesmo seja oferecido no momento em que o consumidor busca pelo serviço, para que o atendimento torne-se mais rápido, eficaz e confiável.
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Keynes e o keynesianismo: uma visão crítica

Keynes e o keynesianismo: uma visão crítica

Por outro lado, também quanto ao papel da moeda e dos seus efeitos, Keynes alterou profundamente a visão clássica, criticando a dicotomia clássica entre a moeda e as variáveis reais. Para os clássicos a moeda era considerada neutra quanto à determinação da produção e do emprego havendo, por conseguinte, uma dicotomia entre o mercado de bens e serviços e o mercado monetário. Keynes veio mostrar que tal dicotomia não existe e que, em consequência, a moeda tem efeitos nas variáveis reais da economia, sendo a taxa de juros o mecanismo de transmissão que, no modelo keynesiano, tem a natureza monetária, ao contrário do modelo clássico que considera que a taxa de juros tem natureza realista, sendo, em consequência, determinada por variáveis reais, consubstanciadas na poupança e no investimento.
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