Top PDF Psicanálise e o feminino: desbravando o continente negro.

Psicanálise e o feminino: desbravando o continente negro.

Psicanálise e o feminino: desbravando o continente negro.

Freud desde o começo de sua teoria se deparou com o enigma que rondava a sexualidade feminina, algo expresso através da célebre frase: "A mulher é o continente negro da psicanálise". A feminilidade segue fazendo questão para a teoria psicanalítica, o objetivo deste trabalho é investigar a compreensão dessa temática através das obras de duas psicanalistas lacanianas expoentes nesse campo de pesquisa, por meio de uma pesquisa qualitativa de viés reflexivo acerca de dois livros. O livro Feminilidade e Experiência Psicanalítica (2017) de Ana Laura Pacheco faz um percurso de Freud à Lacan para compreender a construção teórica do que a psicanálise entende como mulher, expõe as mudanças conceituais e a estruturais que o feminino sofreu ao longo do tempo. Já a obra de Elisabeth da Rocha Miranda que tem como título Desarrazoadas: devastação e êxtase (2017) se detêm no último tempo do ensino de Lacan para formular uma clínica do não-todo, fazendo uso de manifestações do gozo Feminino nos ajuda a compreender melhor e desfazer os enganos comuns sobre o tema da feminilidade. Os textos são de relevância considerável à causa analítica e possibilitam um percurso rigoroso e fiel à obra freudo-lacaniana sobre a mulher.
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Paula Rego: Um colorido para o “continente negro”

Paula Rego: Um colorido para o “continente negro”

As deambulações teóricas em torno deste processo identificatório bifocal remetem-nos para a discussão edipiana. A Psicanálise diz-nos, a partir de Klein, que o Complexo de Édipo feminino se instala sob a acção dominante dos elementos instintuais femininos e não pela fase viril que todas as meninas passariam no seu desenvolvimento precoce – monismo fálico. A menina deseja incorporar um pénis, não para o possuir, mas para fazer dele uma criança, para ser mais mulher, como a sua mãe, para ter acesso à feminilidade, à maternidade, à sexualidade. Para se livrar da mãe omnipotente, mas privadora. Assim, a menina vira-se para o seu pai, vai procurar um objecto totalmente bom, capaz de lhe dar aquilo de que a mãe a priva. Mas, aqui, para preservar esta ligação totalmente boa ao segundo objecto, é necessária uma idealização, ou seja, todos os bons aspectos vão ser projectados sobre o pai e sobre o seu pénis. Opera-se, então, uma clivagem indispensável para a mudança de objecto, pois sem ela
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DAS RELAÇÕES (IM)POSSÍVEIS DO FEMININO COM O INAPREENSÍVEL – INTERLOCUÇÕES ENTRE PSICANÁLISE E CINEMA

DAS RELAÇÕES (IM)POSSÍVEIS DO FEMININO COM O INAPREENSÍVEL – INTERLOCUÇÕES ENTRE PSICANÁLISE E CINEMA

Queremos sublinhar que a histeria na figura de Anna O. desvela na cena inaugural da psicanálise a civilização mino-micênica, que vem, nos dizeres de Assoun, desregrar a gramática fálico-edípica. [...] A psicanálise, essa jovem ciência que, formulando o descentramento do sujeito da consciência, vem expor aos homens toda sua fragilidade, parece recuar diante do desamparo que ela própria enuncia, e não pode acolher essa condição de desamparo constituinte do sujeito que se situa para além da referência fálica. [...] Anna O. em face da confrontação com o desamparo, não enlouquece nem morre. Após errar como enigma do continente negro, na escuridão dos hospitais psiquiátricos, onde se vicia em morfina, luta para recobrar a saúde. Anna O. se torna, em 1890, a primeira assistente social da Alemanha, e sob esse título, ela se ocupa de crianças em orfanato, indo várias vezes à Rússia, à Polônia e à Romênia para ajudar crianças cujos pais morreram nos pogroms. Em 1904, ela funda a Liga das Mulheres Judias, realizando estudos sociológicos sobre a condição das mulheres judias e criminosos judeus. Em um de seus artigos, reunidos e publicados recentemente pela Éditions des Femmes, Anna O. constata o pouco que foi realizado em relação ao projeto no qual ela colocou toda sua esperança: mudar as mentalidades no campo da ética social. Em 1954, numa série consagrada aos benfeitores da humanidade, a república da Alemanha edita um selo estampado com a efígie de Bertha Pappenheim. Destino histérico, dirão muitos, a começar por Freud: segundo a lógica fálica, marcada pela inveja do pênis, ela estaria reivindicando o falo; para outros, segundo a mesma lógica fálica, ela estaria revelando o desejo da histérica, que é o de sustentar o desejo do pai. [...] Podemos pensar que a confrontação com o desamparo inaugura para Anna O. a possibilidade de inscrição de um processo sublimatório, converter a doença histérica em um destino histérico criativo. Ela não vai buscar amparo no casamento nem na maternidade, destino clássico das mulheres de seu tempo. É no desamparo que ela vai situar sua vida, junto com as crianças, os judeus, as mulheres, inscrever e escrever sua história, como promotora de uma cultura para além da cultura fálica, em sua tentativa “de mudar a ética social dominante”. Como
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O Feminino como metáfora do sujeito na psicanálise

O Feminino como metáfora do sujeito na psicanálise

Muito se diz sobre a mulher desde as brechas deixadas por Freud. É extensa a literatura, assim como as faces e as versões assumidas pelo feminino. Introduzida na psicanálise, desde a sua origem nos estudos sobre a histeria, a busca por uma resposta sobre o tornar-se mulher ganhou um lugar central na teoria e na prática psicanalítica. Seja pelos impasses antes colocados pelo próprio Freud acerca do tema, seja por outros instituídos pelo avançar das investigações pós-freudianas, algo parece insistir na clássica pergunta “o que quer uma mulher?” e um entrever parece acompanhar as produções teóricas elaboradas até aqui. Contudo, desde “o continente negro”, de Freud, à lógica do não- todo, de Lacan, uma impossibilidade de saber (dizer) sobre o feminino acompanha todo o entrançar conceitual da psicanálise. Quais os sentidos do feminino na psicanálise? Que relações são traçadas entre esse conceito e o ser mulher? Pretende-se, neste trabalho, percorrer algumas concepções que contornam e compõem o enigma da feminilidade. Um recorte que apresenta o feminino ora como qualificador do ser mulher, ora radicalizado em um novo conceito, no qual a noção de alteridade e de limite o constituem. Assim, um deslocamento de sentido se operou na palavra em questão ao longo do seu curso na psicanálise. Hoje, sua carga semântica é outra. Nesses caminhos, a figura da mulher se multiplica. Transita da lógica fálica à Outra, podendo ser uma e muitas, como uma daquelas bonecas russas, a babuska.
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Continente Choose&Drive

Continente Choose&Drive

Over the last weeks we have started the first stage of this market research by conducting an on-line survey (appendix 10) addressed to 134 people in the 20 to 60 age range (42% from 20 to 29,12% from 30 to 39,23% from 40 to 49, 22% from 50 to 59 and 1% over 60), living in the largest urban centers (58% of the enquired lived were from Lisbon, while 28% where from Porto and 9% from Setúbal), the majority of whom have a university degree (91%). The answers have confirmed my original ideas of the market and the brand and stated Continente and PD as the most popular and visited brands.
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Fístula vesicovaginal continente.

Fístula vesicovaginal continente.

Paciente do gênero feminino, 62 anos, oriunda de São Paulo, com história pregressa de histerectomia devido a miomas, seis intervenções cirúrgicas por complica­ ções operatórias, sendo que o último procedimento foi realizado em fevereiro de 2000. Duas semanas após a histerectomia, apresentou perda urinária pela vagina, sem micção pela uretra, por 4 meses; após esse período, percebeu melhora progressiva e espontânea até atingir continência completa.

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EUROPA: Um Continente do Passado?

EUROPA: Um Continente do Passado?

Curiosamente, na segunda dimensão da herança europeia, aquela que nós apontámos como matriz judaico-cristã, introduz-se na nossa leitura do mundo um questionamento a outro nível, a partir da versão propriamente evangélica. Provavelmente a ideia que distinguiu durante tantos séculos, praticamente até hoje, a Europa de todos os continentes, foi o facto de esta se separar da Ásia, por efeito de uma cristianização que introduziu uma ideia original de Deus, a qual consiste numa espécie de contestação radical de Deus como poder. Trata-se, mais propriamente de um Deus não poder. Na sua versão do Antigo Testamento ele é um Deus omnipotente, mas na versão do Evangelho, Deus é sujeito e espírito, mas sobretudo não se define como sendo a fonte do poder no sentido político, social e ideológico do termo. Também por esta via, a Europa foi sempre um continente da interrogação, da perplexidade e a sua História é certamente das mais movimentadas de todas as histórias das que conhecemos de outros continentes.
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Passatempo Seguros Continente

Passatempo Seguros Continente

c) Aos efetivos titulares dos dados pessoais que venham a ser fornecidos no âmbito do presente passatempo é garantindo o direito de acesso, retificação e cancelamento desses mesmos dados, direitos esses que podem ser exercidos, pessoalmente ou por escrito, junto da morada indicada como sede do Continente; d) Os dados de identificação pessoal obtidos poderão ser disponibilizados para o apuramento de responsabilidade civil e criminal, mediante solicitação da

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ELEMENTOS PARA UMA CLÍNICA DO CONTINENTE

ELEMENTOS PARA UMA CLÍNICA DO CONTINENTE

Anzieu, próximo a Winnicott, considera a importância da interiorização do holding materno, isto é, o apoio físico sobre o corpo materno que oferece à criança um suporte e propicia a possibilidade de apoio sobre a coluna vertebral. Mas no que diz respeito à ereção do corpo psíquico, ele é bastante bioniano ao afirmar que é a interiorização da relação continente↔conteúdo, experimentada no corpo (no Capítulo III vamos falar de uma rêverie corporal) e na mente, que vai, efetivamente, propiciar a ereção psíquica. Ele supõe, em estado de origem, uma continência psíquica corporalmente vivida e inscrita no corpo, e concebe o processo de constituição psíquica como um vir a ter uma função continente mental. É interessante ressaltar que Geneviève Haag, trabalhando com crianças autistas, encontra nos desenhos pré-figurativos de seus pequenos pacientes, a representação dessa interiorização do campo intersubjetivo como o que permite a gênese da capacidade de pensar. De outro modo, a questão da ereção do corpo psíquico nos parece implícita quando Anzieu (1993/1998) diferencia três categorias de continência: a continência ativa, de transformação dos elementos psíquicos e de realização da relação continente↔conteúdo; a continênc ia como puro objeto contentor, “depositário passivo, mas não nocivo”, como uma bolsa onde os conteúdos podem ser colocados; e a continência como limite. Ele nos faz crer que a sustentação do continente psíquico requer a experiência de continência ativa, isto é, do continente que é modificado pela forma do conteúdo.
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Continente Magazine Multiplataformas

Continente Magazine Multiplataformas

1. Dinamismo: é importante referir que, principalmente atendendo à situação económica e social do país, a procura por distração é constante. Se a esta procura cada vez maior, não existir oferta sempre dinâmica, os clientes aumentarão a sua procura tentando procurar noutros produtos/serviços aquilo de que necessitam. Saliente-se que o mercado está lotado de ofertas relativas a leitura e/ou consulta de conteúdo culinário. Existem cada vez mais blogs, livros, aplicações móveis, sites, canais no youtube de vídeo, redes sociais, etc., cujo objetivo é comunicar assuntos relacionados com alimentação. Assim, torna-se fundamental que cada cliente encontre num desses meios aquilo de que precisa, na totalidade, tornando-o o seu “motor de busca ideal”. A Continente Magazine deveria criar esse elo de confiança com os seus consumidores, oferecendo-lhes diferentes formas de aceder aos seus conteúdos, seja a partir de casa, ou fora.
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O MORRO FEMININO É NEGRO: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL SOBRE  VOZES NEGRAS EM FLORIANÓPOLIS-SC

O MORRO FEMININO É NEGRO: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL SOBRE VOZES NEGRAS EM FLORIANÓPOLIS-SC

Foram essas mulheres que transmitiram para suas descendentes do sexo feminino, nominalmente livres, um legado de trabalho duro, perseverança e autossuficiência, um legado de tenacidade, resistência e insistência na igualdade sexual - em resumo, um legado que explicita os parâmetros para uma nova condição de mulher (DAVIS, 2016, p. 41). No bojo das práticas discursivas acerca dos papéis do “homem” e da “mulher”, a criação dos padrões heteronormativos e misóginos, racialmente marcados dentro da lógica patriarcal, contribui para a naturalização da exploração mulher negra e a incapacidade social de sensibilizar-se diante da sua condição vulnerável. Deivison Faustino Nkosi (2014) reflete sobre a condição de subfeminização das mulheres das classes dominadas.
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O CONTINENTE DA SOLIDÃO

O CONTINENTE DA SOLIDÃO

São vários motivos que levam a tantos cuidados e recomendações. A Antártica é um continente que ficou isolado até recentemente e, portanto, seu eco-sistema é muito frágil e vulnerável. Goza de uma situação muito especial no planeta, pois é uma região que ainda não foi contaminada ou devastada, constituindo-se em uma exceção planetária. Sua fauna é mansa e a vida resiste em condições extremas devendo o ser humano perturbar o mínimo possível as condições naturais na região. A história da ocupação humana pela Terra é repleta de tragédias e desastres. Os europeus trouxeram doenças para as Américas por ocasião da descoberta e, por sua vez, levaram doenças das Américas para a Europa. A Austrália sofre até hoje pela introdução de espécies alienígenas como o coelho e alguns pássaros que se transformaram em pragas. Até hoje comunidades indígenas sofrem com a chegada de seres humanos não autóctones que trazem doenças, poluição e quebra de sua vida comunitária, de sua cultura e do modo de produção local. Florestas temperadas e tropicais, desertos, pantanais, montanhas, regiões costeiras e planícies, tudo foi, em menor ou menor escala, poluído pelo ser humano e por sua tecnologia muitas vezes predatória. Por isso, a Antártica representa a última fronteira preservada. Sua posição geográfica e suas condições geo- climáticas garantiram um certo isolamento até o século 19, porém é preciso que medidas rigorosas mantenham o precário equilíbrio ecológico da região. Sendo um continente com prováveis reservas de petróleo e outros recursos minerais, deve-se evitar que a cobiça e a mentalidade pragmática desprovida de valores éticos e morais transforme imensas porções do continente em áreas devastadas, poluídas e estéreis.
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UM ESTUDO SOBRE O AMOR EM PSICANÁLISE: EROS E PSIQUÊ E AS FORMAS EROTOMANÍACA DO AMOR NO FEMININO E FETICHISTA DO AMOR NO MASCULINO

UM ESTUDO SOBRE O AMOR EM PSICANÁLISE: EROS E PSIQUÊ E AS FORMAS EROTOMANÍACA DO AMOR NO FEMININO E FETICHISTA DO AMOR NO MASCULINO

Miller (2008) aponta que a causa do desejo de um homem por uma mulher “[...] são como fetiches cuja presença é indispensável para desencadear o processo amoroso”. No conto de Apuleio, a beleza de Psiquê é evidenciada como o traço de fetiche que despertou o desejo de Eros, uma vez que este foi capturado pela imagem de Psiquê. Sobre a forma erotomaníaca de amar da mulher no feminino, Zalcberg (2008) ressalta que a posição feminina, em função de sua natureza faltante, encontra no ser objeto causa do desejo do homem um equivalente para sua falta. Ir de encontro ao desejo do homem faz da mulher uma mulher amada, que ativa sua feminilidade na disposição em se fazer amar. Psiquê era a mais formosa das jovens, que, de tão bela e diante da atração que exercera em todos, sobretudo em Eros, era considerada como a reencarnação da deusa Vênus, o que a elevou à categoria de deusa, despertando a ira desta.
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BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS DA AMAZÔNIA:
desbravando fronteiras, administrando improvisos

BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS DA AMAZÔNIA: desbravando fronteiras, administrando improvisos

significativas em cada biblioteca, como por exemplo: na UFAC houve a possibilidade de debater mais aprofundadamente a questão do habitus dos funcionários, a falta de dedicação dos alunos[r]

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Um continente entortado (América Latina).

Um continente entortado (América Latina).

políticos comprometidos com uma maior eqüidade social poderão usar ins- trumentos políticos para melhorar a situação. Será um acidente, por exem- plo, que, à exceção de México e Cuba (e de – menos engajadamente – Chile e Peru), a América Latina ainda esteja à espera de uma maciça redistribuição agrária, como aconteceu em outras zonas de desenvolvimento similar? Uma vez mais, a relação entre o poder institucional da autoridade política e a desi- gualdade parece ser significativa nos países no continente. Cremos que a au- sência do Estado, ou ao menos de um que tenha condições e vontade de abordar as disfunções sociais, também é um fator responsável pelas institui- ções peculiares encontradas da América Latina. Talvez não esteja mais na moda depender do Estado, mas, se as pessoas desejam mudar a sociedade e eliminar as barreiras à cidadania plena, é difícil imaginar como isso seria feito sem poder político. O Estado norte-americano deu direitos aos trabalhado- res, eliminou a segregação, garantiu a aposentadoria e construiu estradas. A falha da América Latina em fazer o mesmo, ou melhor, em fazê-lo no mesmo nível, permitiu um mercado hobbesiano em que vidas demais são ruins, brutais e curtas.
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A invenção da Europa como continente (I)

A invenção da Europa como continente (I)

Ao longo da história houve várias partições do mundo. Em manuais escolares do século XIX ainda era possível encontrar menções à existência de dois grandes continentes, um, correspondendo ao Antigo Mundo euro-afro-asiático (os três filhos de Noé), constituído pelo que designamos hoje por Europa, Norte de África e parte da Ásia, e outro, relativo ao Novo Mundo, repartido pela América, pela África a sul do Sara, pelo sector mais meridional da Ásia e pelos oceanos Índico e Pacífico. A definição dos cinco continentes é, pois, historicamente recente. E foi estabelecida pelos europeus, num momento em que a expansão colonial iniciada com as Descobertas e aprofundada durante cerca de 400 anos permitiu um conhecimento e um domínio sem precedentes sobre a totalidade do planeta. Concebida pelos europeus, e por isso traduzindo a sua visão do mundo, esta representação convencional tornou-se, entretanto, praticamente universal. Os europeus inventaram, portanto, o sistema de cinco continentes. Mas antes disso inventaram- se a si próprios como continente. É a história desta invenção que aqui se apresenta brevemente.
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A imagem da SATA no continente português

A imagem da SATA no continente português

A SATA “Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos" foi a primeira companhia aérea a ser fundada em Portugal, a 21 de Agosto de 1941. É uma empresa cujo único accionista é a Região Autónoma dos Açores, tem sede em Ponta Delgada e engloba as empresas SATA Air Açores e SATA INTERNACIONAL - Serviços e Transportes Aéreos, S.A. A SATA é uma marca muito respeitada e tornou-se mais conhecida quando começou a voar para fora do arquipélago. Hoje em dia é a principal operadora aérea que faz a ligação entre os Açores e o continente. A SATA apostou, em 2009, num novo logótipo tornando esta marca mais moderna e apelativa e também continua a empenhar-se na boa apresentação do seu site com constantes actualizações e remodelações. A renovação da frota SATA Air Açores e a entrada ao serviço do novo A320 da SATA Internacional (Junho 2009) constituem janelas de oportunidade para relançar a imagem da SATA.
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A DEMOCRACIA TRANSFORMADA. Continente sombrio

A DEMOCRACIA TRANSFORMADA. Continente sombrio

C o m o se acreditava que essa administração repousava em bases científicas, não surpreende que Shonfield con- cluísse, confiante, que não havia "motivo para supor que os padrões do[r]

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Situações da Amazônia no Brasil e no continente.

Situações da Amazônia no Brasil e no continente.

Tratar-se-á, portanto, primeiro de analisar o peso real da Amazônia no Brasil, em termos econômicos e humanos. Em seguida, avaliar as ações públicas na Amazônia, cuja linha diretriz, apesar das mudanças políticas e de divergências internas, parece ser de mantê-la no papel de fronteira de expansão. Finalmente, em um momento onde os países da América do Sul se redescobrem, pois deixam de olhar separadamente para o Norte e começam a se aproximar de seus vizi- nhos, cabe repensar a situação da Amazônia, que passa subitamente de periferia do Brasil a centro do continente.

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Católicos e protestantes no continente americano

Católicos e protestantes no continente americano

São inúmeras as questões que se levantam quando reflecti- mos sobre as diferenças existentes entre os países situados a Norte e a Sul do continente americano. Entre elas, se quisermos discorrer sobre os motivos para a diferença de evolução, por exemplo, entre o Brasil e os Estados Unidos, verificamos que, tal como para qualquer outro problema histórico ou cultural, estes são múltiplos, complexos e requerem estudos aprofun- dados realizados de uma perspectiva interdisciplinar e não são sequer susceptíveis de serem abordados num breve ensaio. Pretendo, por isso, fazer apenas referências a um "estudo de caso" que foca alguns aspectos dessa questão enquanto rela- cionados com as perspectivas protestantes e católicas da colo- nização do Brasil, recorrendo a obras escritas no século XVI por praticantes de uma religião e de outra, como Jean De Léry e André De Thevet.
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