Top PDF Psicologia e(m) transformação social: práticas e diálogos

Psicologia e(m) transformação social: práticas e diálogos

Psicologia e(m) transformação social: práticas e diálogos

compreender-se como sujeitos sociais e históricos. Esta intervenção se deu na trabalhadas temáticas como cidadania, escolha, projeto de vida, dentre outros. Os temas surgiram a partir da demanda do grupo e foram trabalhados através de círculos de cultura, discussão de textos, músicas e filmes, dinâmicas e rodas vivenciais. Utilizamos como base teórica para esta prática os princípios norteadores da atuação do Nucepec que compreendem os adolescentes como sujeitos de direitos e agentes ativos na transformação da realidade; bem como a Psicologia Comunitária, a qual busca conhecer a teia de relações existentes na comunidade e os reflexos destas na vida dos seus moradores. Através da apropriação de algumas categorias da Psicologia Comunitária, tais como consciência, identidade e atividade, buscamos observar e refletir as relações estabelecidas entre os jovens e o trabalho, concebendo-o como uma atividade humana através da qual o indivíduo se apropria e transforma a natureza. Dessa forma, procuramos compreender que significados os jovens atribuíam a seu trabalho e que impactos provocava em suas vidas. A seguir discorreremos sobre as experiências desenvolvidas no nosso trabalho, tematizando os principais eixos de discussão a partir das palavras geradoras utilizadas no círculo de cultura que deu início aos grupos de trabalho: Serviluz, Juventude e Trabalho. Assim, trazemos algumas reflexões sobre como se dão às relações dos jovens da comunidade do Serviluz, os trabalhos além de alguns pontos interessantes e polêmicos do projeto Jovens Aprendiz”.
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Diálogos em Psicologia: difusão de práticas psicoterápicas como forma de inclusão social

Diálogos em Psicologia: difusão de práticas psicoterápicas como forma de inclusão social

Mantendo-se permanentemente sensível às necessidades por parte dos discentes do curso de psicologia da UFC de aprofundamento e apropriação do saber/fazer psicológico, o projeto Diálogos em Psicologia tem o intuito de oferecer um espaço de crescimento e aprimoramento intelectual, de ampliação de conhecimentos teóricos e práticos no que concerne à clínica psicológica, contextualizadas às realidades sociais e às abordagens Existencialistas, Humanistas e Fenomenológicas, não apenas para o meio acadêmico, mas, sobretudo, para a comunidade em geral. A relevância do projeto Diálogos em Psicologia justifica-se tendo em vista a grandeza dos temas trazidos à discussão e compartilhados com a comunidade em geral que, muitas vezes, não tem a chance de aprofundar algumas das temáticas e práticas discutidas nos eventos, dadas as características da formação acadêmica generalista, que norteiam os cursos de graduação em psicologia.
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Educação e práticas pedagógicas com crianças dos 0 aos 3 anos: diálogos entre pedagogia, psicologia e sociologia

Educação e práticas pedagógicas com crianças dos 0 aos 3 anos: diálogos entre pedagogia, psicologia e sociologia

dos textos produzidos por estudantes das edições de 2012/2014 e de 2014/2016. A escolha destes textos e não de outros deve-se a um pro- cesso de revisão por pares a que foram submetidos todos os trabalhos. Os que foram aceites dão corpo a este ebook e expressam alguns dos olhares possíveis de Pedagogia, Psicologia e Sociologia sobre a educação de crianças dos 0 aos 3 anos. Naturalmente, não se esgotam aqui o que estes campos do saber teriam a dizer sobre o tema, mas pode-se, antes, considerar que este livro em formato eletrónico é uma possibilidade de abrir caminho e continuar a problematizar a educação de crianças pe- quenas e os seus contextos sociais, educativos, pedagógicos e culturais. Para assinalar e comemorar a publicação das recomendações de 2011, a coletânea encontra-se organizada em duas partes. Na primeira, contam- os com a participação especial de Teresa Vasconcelos que apresenta um retrato, sete anos após a publicação da Recomendação, do ponto de sit- uação atual. Na segunda, os catorze textos produzidos pelas estudantes que foram agrupados em três dimensões: a participação das crianças – Ana Rita Pires, Vera Luís, Cláudia Ministro, Ana Carolina Dinis, Sara Ar- gêncio, Maria do Céu Neves, Mara Cacheirinha, Paula Osório, Ana Raquel Chenrim e Diana Batista; as conceções sobre o trabalho em creche – Diana Figueiredo, Sandra Cardoso e Cristina Cardoso; e, a promoção da linguagem – Inês Chiolas.
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Educação e práticas pedagógicas com crianças dos 0 aos 3 anos: diálogos entre pedagogia, psicologia e sociologia

Educação e práticas pedagógicas com crianças dos 0 aos 3 anos: diálogos entre pedagogia, psicologia e sociologia

Este projeto surgiu das dificuldades evidenciadas por duas educadoras de infância de uma creche do concelho de Cascais, na construção de portfólios de avaliação das aprendizagens das crianças. Partindo desta dificuldade e do interesse das educadoras em aprender a construir port- fólios, deu-se início a um projeto de investigação ação que tinha como objetivo a melhoria da construção de portfólio com crianças, consideran- do a importância que assume nesta discussão o direito da participação, acreditando que é possível ‘dar voz’ às crianças pequenas. Tendo por base um quadro teórico que integra o contributo das três áreas do saber que estudam a infância – Pedagogia, Sociologia e Psicologia – procurou-se esclarecer o conceito de portfólio de aprendizagem. Foram proporciona- dos momentos de partilha de dúvidas e co-construção de aprendizagens acerca da construção dos portfólios com as duas educadoras, que expres- saram vontade de saber mais e de dar inicio a um caminho de melhoria, que não se pretende ver terminado no final deste projeto. Os resultados revelam que é possível incluir as crianças de creche na construção dos seus portfólios. Evidenciam ainda que, num curto espaço de tempo, as 40 crianças (dois grupos com 21 e 19 crianças) envolveram-se ativa- mente, uma vez que a sua opinião não só é tida em conta como é deci- siva neste processo. A duas educadoras envolvidas consideram que este é um processo que traz grandes vantagens para as crianças, apesar de algumas dificuldades que a equipa sentiu na sua construção. Acreditam ainda que este é um instrumento que promove a aprendizagem ativa e o desenvolvimento das crianças de creche e que, criando uma ‘cultura de portfólio’ em que todos os implicados conhecem e compreendem o instrumento, é possível assegurar o direito de participação nos processos de avaliação destas crianças, que são pequenas mas competentes.
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Educar hoje: diálogos entre psicologia, educação e currículo

Educar hoje: diálogos entre psicologia, educação e currículo

Se atentarmos às experiências afetivas que emergem quando os estudantes referem não gostar de estudar e quando referem sentir dificuldades, encontramos muitas similaridades. No entanto, eviden - ciamos que os dois fatores diferem na sua natureza e este resultado tem necessariamente implicações práticas no que concerne à intervenção uma vez que os mesmos aspetos afetivos, tendo causas diferentes, obrigará a abordagens também diferenciadas (Leal, 2017). Relativa - mente às estratégias ativadas pelos estudantes para lidarem com o que sentem quando estão a estudar, a estratégia de abreviar o estudo refere- se a negligenciar ou dedicar menos atenção a algumas partes da matéria foi relatada em situações em que os estudantes se aperceberam de que já não tinham tempo disponível para estudar todos os temas e quando referiram não gostar daquilo que estavam a estudar. Por outro lado, a estratégia de adiar o estudo emergiu em situações que os estudantes relataram não gostar das matérias em estudo. Se forem utilizadas recorrentemente, estas estratégias (abreviar o estudo e adiar o estudo) podem revelar-se problemáticas na medida em que podem encaminhar os estudantes para abordagens superficiais à aprendizagem (Chaleta & Grácio, 2016) ou para situações de adiamento sucessivo e de procrastinação (Corkin, Yu, & Lindt, 2011). Este fato alerta-nos para possíveis implicações negativas em termos da qualidade da sua aprendizagem e dos seus resultados académicos.
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Formação de professores: diálogos entre a Educação Física e a Psicologia

Formação de professores: diálogos entre a Educação Física e a Psicologia

[...] na parte da Psicologia do Esporte eu acho muito importante, porque a parte do rendimento do atleta depende muito do estado cognitivo e emocional desse jogador, dos estados psicológicos dele. Então, se o professor de Educação Física que vai ser um futuro treinador ou vai ser um futuro preparador físico ou vai ser um futuro supervisor, pode até na frente atuar em outra função dentro do esporte, pode ser, também, na escola, por exemplo, na parte de liderança, motivação, esses conhecimentos sobre os comportamentos, sobre a parte emocional do atleta, do aluno, vai ser decisivo para o sucesso da atividade que ele está desenvolvendo [...]. Percebe-se que a maior parte das pessoas pensa na Psicologia do Esporte vinculada principalmente a atletas de elite adultos, no entanto, as crianças são representantes, quiçá os maiores, da expressão corporal da atividade humana. Haja vista o tocante número de crianças envolvidas em escolas de iniciação esportiva atualmente. Considerando que a maior parte dos atletas de alto rendimento inicia suas práticas ainda criança, torna-se relevante debruçar maior atenção à prática do esporte infantil. É nessa fase que as primeiras experiências da criança com o esporte se fundamentam, apresentando efeitos por toda a vida sobre o desenvolvimento psicológico da criança, aspectos como personalidade, autoestima, desenvolvimento social, níveis de ansiedade.
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Consciência de classe e transformação social: uma reflexão sobre os limites dos estudos empíricos em Psicologia

Consciência de classe e transformação social: uma reflexão sobre os limites dos estudos empíricos em Psicologia

Apesar de usar termos psicanalíticos para fazer uma descrição da forma como esse afastamento das lutas aparecia nos discursos dos trabalhadores, as explicações que Frederico oferece daquilo que há por trás dos discursos são bastante materialistas. Por um lado, os sindicatos haviam se tornado um órgão burocratizado que apenas servia para oferecer alguns serviços assistenciais, o que se revela em falas de trabalhadores como “tenho INPS e médico na firma, não preciso do sindicato” (Ibid., p. 61). Por outro lado, o intenso crescimento econômico nos anos anteriores à pesquisa ajudou a fazer com que os trabalhadores em geral incorporassem discursos de confiança no governo militar e, por conseguinte, de rejeição às práticas políticas repudiadas por esse governo. “De 1968 a 1971, os altos índices do Produto Interno Bruto, aliados à diminuição da taxa inflacionária levaram a se proclamar o chamado ‘milagre brasileiro’” (Ibid., p. 133), e essa condição fez com que aparecessem nos discursos dos trabalhadores muito do conteúdo da propaganda oficial. A impossibilidade material de se contrapor ao regime e de se organizar coletivamente para as lutas se mostra nas declarações que identificam reivindicar com ações individuais (amarrar a produção), e inclusive na concepção de união dos trabalhadores expressa pela maior parte das operárias: a união não significava solidariedade na busca por direitos, e sim “’camaradagem’, ’amizade’, ‘bom relacionamento humano’” (Ibid., p. 58).
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Psicologia da adolescência e formação docente: outros diálogos necessários

Psicologia da adolescência e formação docente: outros diálogos necessários

A forma como aprendemos e ensinamos, na Educação Superior, alinha-se ao quadro do conhecimento disciplinar. O nosso regime de leituras e pesquisas quase sempre ratifica uma determinada abordagem seja psicológica, sociológica, histórica e assim por diante. A própria estrutura curricular dos cursos superiores reflete essas práticas. Daí a sensação inquietante da condição de alguns autores que transitam furtivamente em áreas próximas, quebrando as nossas expectativas. Lucidamente, reflete Santos (2002, p. 50): “[...] podemos perguntar se Foucault é historiador, filósofo, sociólogo ou cientista político.” Uma pergunta nitidamente disciplinar e que não encontra, nessa matriz, uma resposta adequada.
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Psicologia e arte: os diálogos de Vigotski com a arte russa de seu tempo

Psicologia e arte: os diálogos de Vigotski com a arte russa de seu tempo

Esta tese pretende contribuir para o preenchimento de uma lacuna sobre as relações entre o pensamento de Lev S. Vigotski sobre arte e as manifestações artísticas na Rússia de seu tempo. As obras de Vigotski analisadas foram “A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”, de 1916; “Psicologia da Arte”, de 1925; “A Educação Estética”, de 1926; e “Imaginação e criação na Infância”, de 1930. Esses escritos foram cotejados com poemas, romances, contos, excertos de textos de críticos de arte, textos teatrais e análises visuais de obras de arte. O diálogo com as artes compreendeu o período entre 1890 e 1934. O estudo demonstrou profícuas possibilidades de diálogo entre a categoria do trágico em Vigotski e a obra do pintor Pavel Filonov. Evidenciou-se uma clara diferença entre o conceito de catarse em Vigotski e as perspectivas aristotélica e psicanalítica. A função da catarse em Vigotski tem caráter social e não implica em alívio, mas estimula algum tipo de resposta não necessariamente prazerosa no espectador. Constatou-se frequente interlocução com Lev Tolstói, mas observou-se maior aproximação de Vigotski com a perspectiva simbolista da arte como elemento transformador. Do debate com o Formalismo russo, Vigotski destilou uma abordagem objetiva da arte e a consideração da relação entre forma, material e conteúdo na obra de arte. Relacionou-se o tema da criação artística em Vigotski e a produção de coletivos de arte da vanguarda russa, constatando-se inovadoras problematizações da questão da autoria em ambos. Vigotski afirmou a polissemia da obra de arte e a importância da recepção artística, elementos evidenciados também na vanguarda russa. O tema arte e vida foi problematizado a partir de Vigotski e as perspectivas realistas, simbolistas, as performances futuristas, e a relação entre arte e indústria dos construtivistas e produtivistas. A educação estética preconizada por Vigotski é relacionada com as instituições de ensino de arte de antes e após a revolução de outubro de 1917. Comprovou-se as diversas ressonâncias entre a obra de Vigotski e as produções práticas e teóricas dos artistas e críticos de arte de seu tempo. Deste intenso diálogo, afirma-se a atualidade e potência do pensamento de Vigotski para pensar os fenômenos artísticos de seu tempo e de hoje.
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Psicologia na assistência social : práticas em travessia

Psicologia na assistência social : práticas em travessia

A presente dissertação aborda a relação entre as práticas dos profissionais da Psicologia e as Políticas Sociais, de modo mais específico, as relações entre o saber-agir da Psicologia e o campo da Assistência Social. Nesse sentido, contempla reflexões teóricas sobre o conhecimento produzido e as práticas vivenciadas, tendo em vista a ampliação e o aprofundamento dos debates acerca das interfaces da Psicologia com as Políticas Públicas Sociais. Para explorar o tema, enfocamos os contextos e os processos de inserção e atuação da Psicologia no campo da Assistência Social, nas últimas décadas, tendo em vista duas fontes de dados: produções científicas e narrativas. No que se refere às produções científicas, buscamos compreender as especificidades do conhecimento produzido sobre processos de constituição das práticas do psicólogo no campo da Assistência Social em teses e dissertações brasileiras publicadas entre 2004 e 2010. Com apoio numa proposta de revisão sistemática, observamos a escassez de estudos nessa área e constatamos peculiaridades concernentes às condições de trabalho, à consolidação profissional da Psicologia no campo da Assistência Social, às interlocuções com outras áreas e aos desafios cotidianos impostos e enfrentados nesse campo. A segunda seção teve o intuito de compreender como se deram os processos de articulação entre a construção das práticas do psicólogo e a Assistência Social. O estudo apoiou-se nas experiências de profissionais da Psicologia que efetivam ou efetivaram saberes e práticas no campo da Assistência Social, a partir da década de 1990, em Porto Alegre. Como estratégia metodológica, utilizamos a coleta e análise de narrativas, tendo como referencial teórico, o construcionismo social. Dentre os resultados deste trabalho, destacamos os descompassos entre a formação e a prática profissional, a contradição entre a necessidade de promover estratégias para construção cotidiana e coletiva concomitante à compreensão deste processo como obstáculo ao trabalho e, finalmente, a ideia de que a Política Pública de Assistência Social é uma travessia pouco explorada e pouco articulada às demais Políticas Sociais. O trabalho realizado reforça a relevância de intensificar o debate sobre a inserção das práticas dos psicólogos no campo da Assistência Social, tendo em vista a reflexão crítica e a transformação de concepções, lugares e projetos sociais para a profissão.
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Cooperativas populares e práticas em Psicologia Social

Cooperativas populares e práticas em Psicologia Social

O texto sinaliza a frustração dos cooperados em não con- seguir levar adiante o projeto da cooperativa, deixando, assim, de colaborar para a transformação e formação de uma sociedade mais justa (Veronese e Guareschi, 2005). Para os autores, as ten- tativas malsucedidas dos trabalhadores em manter a cooperati- va têm relação com os valores capitalistas, os quais se confron- tam com o caráter inovador e contra-hegemônico do trabalho cooperativo solidário. E embora o grupo e as relações por eles vivenciadas estejam em sintonia com princípios da Economia Solidária, a formação capitalista e seus paradigmas estão plan- tados na constituição de cada um, sendo um aspecto limitador para a consolidação do empreendimento (Veronese e Guareschi, 2005). Esse artigo atenta para a responsabilidade da Psicologia Social crítica de produzir e articular conhecimentos e espaços de aprendizagem que fortaleçam empreendimentos de caráter soli- dário, facilitando e possibilitando suas potencialidades de êxito. O conteúdo respectivo à Psicologia Social Crítica é ressal- tado por Guareschi e Veronese (2009) em outro artigo, intitulado “Por que trabalhar com Economia Solidária na Psicologia Social”. A discussão permeia as práticas em empreendimentos e as di- ficuldades de autogestão e intervenção sociopsicológicas, com vistas ao êxito desses arranjos cooperativos.
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A psicologia social comunitária e as práticas grupais com idosos ex-moradores de rua

A psicologia social comunitária e as práticas grupais com idosos ex-moradores de rua

Nesse sentido, a psicologia social comunitária, em seu paradigma ontológico, epistemológico, ético e político, acredita na intervenção no campo das instituições de abrigamento como fatores de transformação dos contextos. A intervenção pode ser uma ação transformadora, produzida em circunstâncias caracterizadas pela participação de todos. Não basta neste sentido oferecer a moradia, alimento ou o abrigo para os idosos, mas é preciso considerar a dimensão subjetiva, pessoal e social e ainda fomentar um senso de participação. Sendo este caracterizado por um forte e intenso componente afetivo da pessoa com o grupo ao qual pertence “pois, com efeito, uma de suas qualidades é a de mobilizar as pessoas do grupo e suas áreas de interesse” (Montero, 2010, p. 98).
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Magistratura e transformação social :

Magistratura e transformação social :

527 FARIA, José Eduardo. Novos desafios da Justiça do Trabalho, op. cit., p. 145-159. Apontando para uma cisão doutrinária entre as instâncias do Judiciário Trabalhista - fato que atribui às inovações tecnológicas e às transformações econômicas a importarem mudanças no próprio conceito de trabalho -, percebe, nas instâncias superiores, grande receptividade às propostas 'flexibilizadoras’ do Direito do Trabalho, com risco de invalidação de direitos constitucionalmente consagrados; e, nas inferiores, um sentido oposto, sinalando que muitos juizes, cientes de que a substituição de um sistema jurídico de caráter estatuário por outro, de caráter negociai, não pode ser implementada sem ser precedida de amplo projeto de crescimento, com distribuição de renda e redivisão dos custos do trabalho, concebem-se como agentes ativos do processo de transformação social. Nesta linha, transcreve muitas das teses coletivas da AMATRA IV, buscando ilustrar certa postura político-doutrinária e de ação técnico- profissional de integrantes das instâncias inferiores da magistratura trabalhista. E referindo ser verdadeiro que, se por um lado, as proposições sofrem deficiências teóricas e carecem de precisão conceituai, por outro, correspondem à ação de juizes que, diferentemente de acomodados colegas, sabem que aplicar uma norma jurídica não é executar uma tarefa meramente lógico-formal e, fornecendo certo padrão crítico para a avaliação da ordem econômica, colocam em questão todo o processo de apropriação de riquezas e distribuição dos benefícios sociais. Neste trabalho busca-se teorizar sobre essas práticas, enfrentando-se o desafio de verificar seus acertos e desacertos.
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O QUE FAZ UMA PSICOLOGIA SOCIAL? INTERVENÇÃO NA PSICOLOGIA SOCIAL BRASILEIRA.

O QUE FAZ UMA PSICOLOGIA SOCIAL? INTERVENÇÃO NA PSICOLOGIA SOCIAL BRASILEIRA.

A escolha pelas produções escritas oriundas dos três últimos Encontros Nacionais da ABRAPSO relaciona-se ao papel que essas produções ocupam na divulgação do que tem sido investigado, problematizado e realizado pela área em um período recente. Os Encontros, como o nome diz, são espaços de trocas e de debates, nos quais se divulga e se discute o conhecimento que tem sido produzido. Os anais reletem tais debates, haja vista serem compostos pelos trabalhos completos apresentados durante os eventos. Eles têm, dessa forma, o papel de tornar acessível, após o evento, o conhecimento que foi considerado importante e necessário de ser divulgado pela comunidade participante e organizadora do evento. Ademais, a ABRAPSO é, atualmente, a maior associação em psicologia social do país e organiza bienalmente o maior evento de psicologia social no Brasil, através do qual “resgata e consolida propostas de pesquisas e intervenções, agregando a ciência e a proissão” (Tatsch, Guareschi, & Baumkarten, 2009, p. 11).
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Pedagogia: concepções e práticas em transformação.

Pedagogia: concepções e práticas em transformação.

[...] diz respeito á diferença entre pedagogia escolar e pedagogia social. A primeira tem toda uma sua história e é amplamente desenvolvida pela didática, ciência ensinada nas universidades. A segunda, a pedagogia social, se desenvolve dentro de instituições não formais de educação É uma disciplina mais recente que a anterior. Nasce e se desenvolve de modo particular no século XIX como resposta às exigências da educação de crianças e adolescentes (mas também de adultos) que vivem em condições de marginalidade, de pobreza, de dificuldades na área social. Em geral essas pessoas não freqüentam ou não puderam freqüentar as instituições formais de educação. Mas não só: o objetivo da pedagogia social é o de agir sobre a prevenção e a recuperação das deficiências de socialização, e de modo especial lá onde as pessoas são vítimas da insatisfação das necessidades fundamentais. Podemos re-afirmar, portanto, que no Brasil atual a Pedagogia Social vive um momento de grande fertilidade. É um momento de criatividade pedagógica mais que de sistematização dos conteúdos e dos métodos. Em outras palavras, mais que pedagogistas, temos no Brasil educadores que colaboram com o nascimento e o desenvolvimento de um know how com identidade própria, rica de intuição pedagógica e de conteúdos. Ao mesmo tempo nos damos conta de que é chegado o momento no qual precisamos sistematizar toda essa gama de conhecimentos pedagógicos para compreender melhor e interpretar a realidade e projetar intervenções educativas efetivas.
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DIÁLOGOS ENTRE A NEUROCIÊNCIA E A PSICOLOGIA, COM FOCO NO LUTO: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

DIÁLOGOS ENTRE A NEUROCIÊNCIA E A PSICOLOGIA, COM FOCO NO LUTO: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO

A importância desse interesse nas áreas da Psicologia, Neurociência e Pedagogia está na tentativa de aproximar essas áreas tão próximas, porém, tão distantes na prática. Como educadora, acredito nas ligações sociais ou vínculos que podem, por meio da experiência, gerar novas aprendizagens para as quais conto com a conjunção de saberes de diversas áreas do conhecimento. A Psicologia, estudando o desenvolvimento humano, contribui para apontar a relação entre a comunicação emocional na infância e os cuidados maternos. A epigenética coloca de maneira clara a possibilidade de fatores ambientais modificarem os resultados encontrados fenotipicamente, suas ações se relacionam diretamente pela plasticidade à amígdala e ao luto. A neurofisiologia da perda e a relação com a amígdala é constatada nas manifestações amplas do processo de luto.
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Da psicologia social à psicologia societal.

Da psicologia social à psicologia societal.

Os múltiplos contatos estabelecidos ao longo de mais de 30 anos me encorajaram, constantemente, a trabalhar com uma psicologia societal. Não posso citar todos, mas o fato de que colegas como Glynis Breakwell e Colin Rowett (1982) tenham chegado a uma distinção em quatro níveis, em suas análise do trabalho social, confortou-me na minha intenção. Mais tarde, um mesmo reforço me foi dado por Miles Hewstone (1989), que adaptou os quatro níveis de análise para sistematizar as pesquisas no âmbito da atribuição causal. Outros colegas abriram-me perspectivas que levavam também a uma articulação de análises psicológicas e análi- ses societais. Assim, Augusto Palmonari associou-me a suas pesquisas sobre a profissionalização dos psicólogos e con- venceu-me, através de seus trabalhos, que é possível anali- sar problemas societais recorrendo aos instrumentos teóri- cos e metodológicos elaborados na psicologia social. Proce- dimento análogo é também praticado há bastante tempo por Jean-Pierre Deconchy (1971, 1989) estudando, por exem- plo, a ortodoxia religiosa ou a ideologia.
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Ensino de Psicologia na formação de professores: uma aproximação com diálogos possíveis.

Ensino de Psicologia na formação de professores: uma aproximação com diálogos possíveis.

Embora autores como Bock (2005) e Larocca (2007) descrevam que o EP apresenta caracteres tecnicistas, escritos de Almeida (2005) corroboram as afirmações de outros autores (Caparroz, 1992; Goulart, 1985; Ióris, 1993; Montenegro 1987), quando descreve que o maior desafio do EP se centra na descontextualização, ou seja, os estudos que verificam o caráter teórico ou técnico excessivo ou a ausência de uma postura reflexiva pouco relevam a demanda dos alunos, docentes em formação. Assim mantém-se o paradigma teoricista: estuda-se, pesquisa-se e escreve-se como o EP é feito e conclui-se o que pode ser melhorado, pouco considerando a necessidade e a demanda real do local onde o EP é realizado. Retorna-se, então, para os mesmos apontamentos dos autores acima: o EP, muitas vezes, acaba por ser abstrato, fragmentado e superficial. Ressaltamos também que essa percepção acerca do locus da Psicologia na educação, por parte do movimento crítico, já circundava o meio desde os anos 1970 (Vieira, 2008). Larocca (2007) ainda conclui que a persistência dos problemas do EP não se encerra em si, mas também deriva – e associa-se a ela – na práxis das próprias licenciaturas, caracterizada por uma herança positivista, em que há uma dicotomia entre teoria e prática.
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Desvelando identidades através de retalhos de histórias de vida: práticas de psicologia social

Desvelando identidades através de retalhos de histórias de vida: práticas de psicologia social

Todo sujeito individual resulta do permanente encontro e entrecruzamento entre a sua singularidade e o seu contexto sócio- histórico-cultural. Para Ferrarotti (1983), cada vida pode ser vista como sendo, ao mesmo tempo, singular e universal, no sentido de que as “histórias”, pessoal e social, do sujeito são representativas de seu tempo e de seu lugar. Os sujeitos passam pelo mundo e escrevem suas histórias (ao mesmo tempo pessoais e sociais), só que, para a grande maioria deles, essas histórias não são lidas e nem ouvidas. Cabe a nós, da universidade, enquanto lugar privi- legiado de construção do conhecimento, dar voz a essas pessoas, cujas falas são “ignoradas” ou, até, “interditadas” e se restringem ao seu mundo reduzido e imediato. Retomando um pensamento inspirado em Goldenberg (2005), podemos dizer que cada sujeito individual é uma síntese da sociedade, é uma reapropriação singu- lar do universo social e histórico. Podemos ler, assim, uma socie- dade através de uma biografia ou história de vida. Talvez devamos radicalizar dizendo que necessitamos ler as biografias ou histórias de vida para ter uma leitura mais condizente da sociedade, pois, como afirmam Vidich e Lyman (2006), inspirados em Jean-Paul Sartre, o homem é “um singular universal”.
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Missão e transformação social

Missão e transformação social

uma estreita conexão»; e a Evangelii Nuntiandi (nn.29-31) falava muito da evangelização como libertação, o que implica uma grande atenção da Igreja face aos pobres e oprimidos do mundo, com quem tem de ser soli- dária na sua própria luta de libertação. Deste último documento, de Pau- lo VI, destaque para estas poderosas palavras: «A evangelização não seria completa se não tivesse em conta a interpelação recíproca que no decurso dos tempos se estabelece entre o evangelho e a vida concreta, pessoal e social do homem. Precisamente por isso, a evangelização leva consigo (…) uma mensagem especialmente vigorosa sobre a libertação» (EN 29); «entre evangelização e promoção humana-desenvolvimento-libertação existem efetivamente laços muito fortes. Vínculos de ordem antropológica, porque o homem a evangelizar não é um ser abstrato, mas um ser sujeito aos pro- blemas sociais e económicos. Laços de ordem teológica, já que não se pode dissociar o plano da criação do plano da redenção, que chega até situações muito concretas de injustiça que há que combater, e de justiça que há que restaurar. Vínculos de ordem eminentemente evangélica, como é o caso da caridade. Com efeito, como proclamar o mandamento novo sem promo- ver, mediante a justiça e a paz, o verdadeiro, o autêntico crescimento do homem?» (EN 31).
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