Top PDF Psicologia escolar e educacional na educação profissional e tecnológica: construindo práticas críticas

Psicologia escolar e educacional na educação profissional e tecnológica: construindo práticas críticas

Psicologia escolar e educacional na educação profissional e tecnológica: construindo práticas críticas

A atuação do psicólogo no campo ainda pouco desbravado da educação profissional e tecnológica é desafiador, visto que são poucas as experiências consolidadas na área e, portanto, os referenciais de prática profissionais são escassos. Partindo dessa realidade, o presente trabalho tem como objetivo apresentar e discutir práticas em psicologia escolar e educacional desenvolvidas no contexto do Instituto Federal do Ceará (IFCE), buscando aprofundar os estudos já realizados e ampliar o quadro de produções teórico-práticas da área. As informações e questão de análise, objeto do presente trabalho, foram levantadas em pesquisa qualitativa com dezesseis psicólogos do IFCE que participaram de entrevista semiestruturada que buscava abordar a atuação desses profissionais, os desafios da prática cotidiana e suas estratégias de superação dos entraves do contexto de trabalho. Os resultados apontam para três eixos principais de atuação: acompanhamento psicológico individual; execução de campanhas com demais profissionais da Assistência Estudantil e; desenvolvimento e elaboração de projetos com foco em discentes e comunidade acadêmica. Esse conjunto de práticas reflete os processos de transformação pelos quais passa a atuação em psicologia escolar e educacional na educação profissional, científica e tecnológica.
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Práticas Educativas na Educação Profissional e Tecnológica: uma experiência na disciplina de Bases Conceituais do ProfEPT

Práticas Educativas na Educação Profissional e Tecnológica: uma experiência na disciplina de Bases Conceituais do ProfEPT

Dentro da proposta de ementa dessa disciplina encontramos temas importantes que transcendem a área educacional e perpassam áreas da Sociologia, Filosofia, Administração, Economia, História, entre outros, sendo a ementa composta por discussões em torno da busca da rearticulação entre trabalho e educação para uma formação humana integral ou omnilateral (SAVIANI, 2007); das mudanças no mundo do trabalho e as novas exigências formativas dos trabalhadores em uma perspectiva de emancipação dos sujeitos, do trabalho como princípio educativo, trabalho simples e trabalho complexo (FRIGOTTO, 2009; SAVIANI, 2003), da relação entre o ambiente acadêmico/escolar e o setor produtivo: os desafios de superação do capitalismo dependente brasileiro (OLIVEIRA, 2003; ANTUNES, 1999), da luta de classes e o papel da sociedade (OLIVEIRA, 2007; RODRIGUES, 1998); do ensino médio integrado como travessia para a politecnia ou educação tecnológica (FRIGOTTO; CIAVATTA; RAMOS, 2005), da Educação de Jovens e Adultos e sua articulação com a Educação Profissional e Tecnológica (MOLL, 2010). A partir dessa proposta outros discursos passaram a compor a bibliografia e também os espaços de formação do programa (ARAÚJO; SILVA, 2017; CIAVATTA, 2014; MOURA; LIMA FILHO; SILVA, 2015).
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DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: UMA PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA NO ÂMBITO DO ESPAÇO ESCOLAR

DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: UMA PROPOSTA DE FORMAÇÃO CONTINUADA NO ÂMBITO DO ESPAÇO ESCOLAR

Os novos rumos da educação profissional no Brasil, marcada por novas políticas de gestão da educação profissional, abrem caminhos que nos levam à investigação dos fatores históricos, para entendimento dos rumos futuros da educação como um todo, traçando-se os parâmetros que nos levam a uma educação técnica voltada para a geração de mão de obra qualificada, em virtude do desenvolvimento da nação, que implicam no estudo sistematizado das políticas do mercado de trabalho que nos proporciona uma hipótese de trabalho não só de levantamento de dados históricos, mas também de uma perspectiva real do processo de formação dos Institutos Federais como base da formação profissional do país. Estes aspectos notórios na política educacional do Brasil deste novo século, estabelecem uma visão diferenciada das políticas de formação docente e suas práticas, levando-nos a uma reflexão constante que diferencia o saber e o fazer na e para a educação, buscando esclarecer as funções e finalidades dos Institutos Federais, bem como sua inserção numa sociedade capitalista em constante transformação, gerando também a necessidade de repensar a formação e a prática educativa do professor que se transforma no pilar de sustentação de sua práxis, envolvendo também o relacionamento entre trabalho e educação, constantemente questionado a partir do campo de atuação dos profissionais de educação em seus mais amplos aspectos.
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Práticas pedagógicas e a formação de novos pesquisadores em Psicologia Educacional:

Práticas pedagógicas e a formação de novos pesquisadores em Psicologia Educacional:

Esses temas contemplam a pauta da disciplina. Para tanto, utilizamos como metodologia: aulas expositivas, visando metodologicamente à mediação do conhecimento; recursos audiovisuais; análise de estudos de caso, além de atividades complementares (entrega de atividades propostas). Como avaliação, propomos a realização de resenhas críticas ora individuais, ora em grupos, bem como apresentações de seminários para discussão coletiva, onde os pós-graduandos buscaram em dissertações e teses ou artigos (pesquisas de campo - estudos de caso, avaliação, intervenção), entre outros, com enfoque para um olhar da Psicologia Educacional nas demandas da infância e adolescência e da educação superior/pós-graduação (mestrado e doutorado). A proposta da disciplina agrega o perfil do profissional a ser formado em termos das competências e habilidades que deverão ser adquiridas. A seguir apresentamos alguns pontos de reflexões discutidos na disciplina.
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Psicologia Escolar e educação superior: possibilidades de atuação profissional.

Psicologia Escolar e educação superior: possibilidades de atuação profissional.

Os contextos escolares, especialmente a Educação Básica, têm se consolidado historicamente como o principal espaço de atuação do psicólogo escolar, com práticas que envolvem, segundo Marinho-Araújo (2009), diiculdades de aprendizagem, fracasso escolar, relação professor-aluno e família-escola, inclusão escolar, criatividade, superdotação, hiperatividade, entre outros. Nos últimos anos percebe-se uma ampliação dos espaços de atuação. Souza (2007) relata que a partir da década de 1990 uma série de pes- quisas e propostas de atuação proissional em Psicologia Escolar vem buscando novos rumos, fundamentadas no conhecimento da realidade escolar, na articulação da di- mensão educacional com as dimensões política, social, pessoal e institucional. Neste sentido têm surgido trabalhos em contextos educativos variados, como: abrigos, creches, organizações não governamentais, órgãos públicos de Edu- cação e outros. Na última década, estudiosos da Psicologia Escolar têm desenvolvido ações no âmbito da Educação Su- perior, representando um movimento tímido, mas constante, que pode ser observado, por exemplo, nas publicações da Revista da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional. Em uma rápida análise é possível identiicar, a partir de 2006, pelo menos um trabalho em cada número da revista relacionado à pesquisa e/ou intervenção de Psicolo- gia Escolar na Educação Superior.
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O papel do psicólogo na educação profi ssional e tecnológica: contribuições da Psicologia Escolar

O papel do psicólogo na educação profi ssional e tecnológica: contribuições da Psicologia Escolar

A formação inicial referente à Psicologia Escolar foi considerada como deficitária pelos participantes. O relato de P1 revela que “durante a minha graduação cursei, apenas, uma disciplina de Psicologia Escolar que discutia basicamente as práticas iniciais de diagnóstico no contexto da escola”. A fala de P2 reforçou a fragilidade da formação ao apontar “eu não tive nenhuma disciplina de Psicologia Escolar no decorrer da minha graduação, a temática que mais se aproximou foi de uma disciplina de necessidades educativas”. Para P3 a oportunidade profissional foi que viabilizou o contato com a área, “Ingressar na instituição via concurso público foi minha primeira oportunidade de trabalho com a psicologia escolar, antes eu atuava na área da assistência social e meu contato com a escolar tinha sido pontual em estágios ou observações na escola”. Em consonância com esses exemplos, os demais oito psicólogos afirmaram que o contato com a Psicologia Escolar foi proveniente de estágios na Licenciatura; de demandas recebidas na Clínica; de parcerias com a intervenção da Psicologia Comunitária e de práticas docentes na Educação Superior. Por meio desses relatos, pode- -se identificar que essas experiências retrataram uma formação distante das reais contribuições da Psicologia Escolar para uma intervenção crítica nesses espaços.
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Adentrando o universo escolar – Relato de experiência do Estágio Supervisionado em Psicologia Educacional Escolar

Adentrando o universo escolar – Relato de experiência do Estágio Supervisionado em Psicologia Educacional Escolar

A Escola Municipal acolhedora desse estágio é reconhecida pelo Ministério da Educação e Cultura e integra a Rede Oficial de Ensino, voltada ao ensino fundamental básico Encontra-se localizada em Campina Grande – PB, em um bairro considerado nobre pelos moradores da cidade. A localização é bem servida de grandes áreas de lazer e esportes, pequenas e grandes lojas de comercio, dois shoppings, bancos, igrejas de diversas nominações religiosas, linhas de ônibus, etc. Como toda grande área urbana de classe média alta, se avizinha de um extenso bairro no qual reside a maior quantidade de alunos da escola. Bairro este geograficamente amplo e de alta densidade demográfica, conhecido pelo alto índice de violência e tráfico de drogas, caracterizado como comunidade de baixa renda, conforme ressalta o Projeto Político Pedagógico (PPP) revisado e atualizado em 2014. As famílias são formadas por pais com pouca escolaridade e que trabalham em sua maioria em empregos informais[...]. 55% dos pais recebem o salário mínimo e 45% menos que o salário mínimo. Estes dependem do Programa Bolsa Família instituído pelo governo federal para as famílias com renda per capta inferior a 100 reais. Tais informações foram coletadas a partir do PPP.
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Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

II. Colaborar com os servidores do Serviço Social, Psicologia e Pedagogia no sentido de promover a integração das ações institucionais de assistência ao estudante, a partir de dados sistematizados pelos referidos servidores através do atendimento e acompanhamento ao discente;

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

O Departamento de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação–DEPIPG, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia - IFRO, Câmpus Colorado do Oeste, torna público o presente Edital para seleção interna de propostas sem concessão de recursos, destinado exclusivamente para institucionalização de projetos de pesquisa.

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

Eu, _______________________________________________________________________, CPF n° ______________________, Identidade n° ________________________, declaro que o estágio por mim realizado no Instituto Fede r al de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, no Setor: _____________________________________________________________ do Campus Ouro Branco, será:

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

O Campus Porto Alegre do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), através do Diretor-Geral do Campus Porto Alegre e da Coordenação do Mestrado Profissional em Informática da Educação, no uso de suas atribuições, TORNA PÚBLICO a retificação nos termos do Edital nº 029/2017 de 12 de maio de 2017.

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

O Diretor Geral do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Porto Alegre, no uso de suas atribuições legais e de acordo com a Instrução Normativa Proppi Nº 01 de 04 de abril de 2017, torna público o Edital IFRS nº 036/2017 – Apoio aos Servidores Efetivos de Programas de Pós-graduação stricto sensu em Apresentação de Trabalhos em Eventos Científicos no Âmbito da Pesquisa e Inovação, do IFRS - campus Porto Alegre.

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Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos.

Educação escolar e cultura(s): construindo caminhos.

Estamos ainda distante do que Connell (1993) denomina de justiça curricular, pautada, a seu ver, por três princípios: (a) os interesses dos menos favoreci- dos, (b) participação e escolarização comum e (c) a produção histórica da igualdade. Para o autor, o crité- rio da justiça curricular é o grau em que uma estraté- gia pedagógica produz menos desigualdade no con- junto de relações sociais ao qual o sistema educacional está ligado. Considerando as especificidades e a com- plexidade do panorama social e cultural deste início de século, sugerimos que a concepção de justiça cur- ricular se amplie e se compreenda como a proporção em que as práticas pedagógicas incitam o questiona- mento às relações de poder que, no âmbito da socie- dade, contribuem para criar e preservar diferenças e desigualdades. Quer-se favorecer, como conseqüên- cia, a redução, na escola e no contexto social demo- crático, de atos de opressão, preconceito e discrimi- nação.
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OS EFEITOS EDUCATIVOS DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTERDISCIPLINARES BASEADAS EM PROJETOS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

OS EFEITOS EDUCATIVOS DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTERDISCIPLINARES BASEADAS EM PROJETOS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

Resumo: esta proposta investigativa teve como objetivo apresentar alternativas pedagógicas à aula expositiva tradicional no desenvolvimento da aprendizagem do estudante da educação profissional e tecnológica. O texto descreve uma experiência e reflexões acerca da interdisciplinaridade, fundamentada e pesquisada por Hilton Japiassú e Ivani Fazenda. Também, apoia-se nas ideias de Heloisa Lück acerca da interação do currículo com a realidade do estudante. Estratégias de integração de conceitos abordados em distintas disciplinas da matriz curricular de um curso de tecnologia na área de Informática são apresentadas, bem como, os efeitos na constituição da autonomia do sujeito aprendente, através de uma prática pedagógica centrada no estudante, conforme postula José Manuel Moran, com base na construção de projetos de software. O trabalho investigativo foi de natureza qualitativa, envolvendo em uma pesquisa- ação, onde uma prática pedagógica interdisciplinar foi realizada.
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APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ "EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TECNOLÓGICA"

APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ "EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TECNOLÓGICA"

Licenciaturas na Rede Federal Profissional e Tecnológica: um estudo com dados dos concluintes , é o título do artigo redigido por Maria Flávia Batista Lima, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Gladys Beatriz Barreyro, da Universidade de São Paulo (USP). O texto aborda, primeiramente, a expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, de forma geral, para em seguida tratar da expansão das licenciaturas na Rede, tomando como referência os dados estatísticos do Censo da Educação Superior. Aponta o crescimento desses cursos, oferecidos de forma presencial ou por meio de educação a distância, no período 2009-2018, tendo como foco principal de análise os concluintes das licenciaturas nas áreas de: Matemática, Física, Química e Biologia. Discute a formação de professores em um espaço que, anteriormente, era direcionado aos cursos médio e técnico e compara os dados obtidos na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica com os dados das demais instituições públicas e privadas da educação superior brasileira (LIMA; BARREYRO, 2020).
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Orientação profissional em um diálogo entre psicologia e educação

Orientação profissional em um diálogo entre psicologia e educação

Souza et al. (2009) escolheram como público-alvo alunos do último ano do ensino médio vinculados a uma escola pública situada na região metropolitana de Vitória (ES). Onze estudantes participaram de atividades que promoveram aná- lises, reflexões e discussões sobre o cotidiano escolar. Os facilitadores lançaram a seguinte questão norteadora: “Quais são os principais fatores que levam os estu- dantes a gostar da escola, a gostar de estudar?” (SOUZA et al., 2009, p. 419). As questões disparavam problematizações sobre ideias e concepções naturalizadas acerca de papéis profissionais e posições sociais. Os participantes também discu- tiram temas como relações de poder entre professores e alunos, formação para o mundo do trabalho e vida cotidiana.
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Psicologia da Educação: construindo novos sentidos para o processo de formação do professor

Psicologia da Educação: construindo novos sentidos para o processo de formação do professor

experiências escolares, bem como nos Cursos Básicos (História, Geografia e Química), também mediam, constituem e instituem sentidos em torno do processo de conhecimento e de ensino-aprendizagem, embora não tenham formalmente ou explicitamente esta intenção. O que fica bastante claro, principalmente no depoimento da aluna de Química e o que ela descreve como o processo de ensino-aprendizagem, ou seja, uma grande farsa, onde cada um finge que interpreta o seu papel. Isto aponta para a questão, de que a disciplina Psicologia da Educação, ao discutir em seu conteúdo as diferentes correntes teóricas sobre o processo de aprendizagem, enfatizando a importância da abordagem interacionista da relação sujeito-objeto de conhecimento, se defronta com alunos que expressam através de seus depoimentos uma concepção de conhecimento e de processo ensino- aprendizagem extremamente polarizada, que hora se concentra na figura do professor hora na do aluno, ou ainda com a concepção de que este processo é meramente fictício. Uma ficção, que uma outra ficção, a dos contos, permite revelar. Tais concepções chegam algumas vezes a esvaziar o papel da escola que nesse sentido parece ser inócua na sua influência quanto a aspectos formativos, a escolhas e encaminhamentos futuros. Dessa forma, tais processos parecem ser vividos como externos ao aluno, que devem ser cumpridos mais como uma exigência burocrática instituída, na qual não se implicam e nem se reconhecem. É interessante, inclusive, observar como o primeiro movimento do aluno de História, ao comentar sobre o conto “Castigo”, é procurar discutir castigo como um método que pode dar certo ou não, trazendo a discussão para uma análise mais especificamente pedagógica e formal, sem se implicar no processo. Com o decorrer do trabalho ele pôde perceber que havia lugar para suas próprias experiências e suas concepções sobre elas. Sob esse aspecto, articulação dos conteúdos com as concepções dos alunos cria a possibilidade deles terem como objeto de análise e reflexão seus próprios processos de conhecimento e sua trajetória no contexto escolar, construindo um outro sentido para a importância da interação neste processo.
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Competência em informação na educação profissional e tecnológica: uma análise das habilidades informacionais nas práticas de ensino e aprendizagem

Competência em informação na educação profissional e tecnológica: uma análise das habilidades informacionais nas práticas de ensino e aprendizagem

[…] um processo de desenvolvimento/aprimoramento que torna os futuros profissionais capazes de internalizar, mobilizar e articular as competências, habilidades e atitudes para compreender os fatores que medeiam o acesso, a busca, a recuperação, a avaliação, a comunicação, o compartilhamento e o uso da informação para a intervenção crítica e reflexiva, criativa, ética, responsável e efetiva de seu entorno como condições necessárias à geração e construção de conhecimento. Permite que os discentes compreendam que, por meio de comparações, reflexões e do uso inteligente e ético das informações, todos os conteúdos e elementos que constituem o seu entorno passam a ter sentido e clareza. Em suma: a CoInfo faz com que o discente aplique a informação na prática para compreensão e intervenção crítica e responsável de fatos, fenômenos e da realidade, resolução de problemas, a tomada de decisões no ambiente escolar e, futuramente, no ambiente de trabalho. (SANTOS, 2017, p. 102, grifo da autora)
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Vídeo em contexto educacional: representação de alunos de mestrado em psicologia escolar.

Vídeo em contexto educacional: representação de alunos de mestrado em psicologia escolar.

Assim, as concepções acerca das contribuições da linguagem audiovisual ao ensino-aprendiza- gem, bem como conhecimentos sobre metodo- logias de utilização em salas de aula, ficam mais ap[r]

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