Top PDF Psicologia, saúde e concepção de homem: um estudo de orientação Heideggeriana

Psicologia, saúde e concepção de homem: um estudo de orientação Heideggeriana

Psicologia, saúde e concepção de homem: um estudo de orientação Heideggeriana

O corpo material é o corpo como objeto biológico, desprovido da relação que o homem tem com seu próprio ser. É o corpo como objeto disponível para o exame de suas partes. É o “hospedeiro” da saúde e, como tal, é o limite do fenômeno: a saúde está no corpo, não vai além. Já o que Heidegger chama somente de corpo, é relativo a relação que o ser humano tem com seu ser, por isso o filósofo observa que não é o olho que vê, porém “meu” olho. O corpo é “meu”, pois o ser humano, como Dasein, aparece para si mesmo na abertura que constitui seu próprio ser; assim como aparecem os demais entes com os quais se relaciona, aqueles que “meu” olho vê, por exemplo. O corpo, assim entendido, não é o limite do fenômeno: “meu” corpo está junto aos demais entes, visto que eu-sou-no-mundo. O ser humano somente pode reconhecer o corpo como seu, porque ele (corpo) se mostra na abertura do Dasein, no aí do Ser-aí. Logo, já se está no domínio do ser-no-mundo. O corpo que se comporta, que se dirige para os instrumentos com vistas a uma finalidade do modo de ser humano, é “meu” corpo que já está junto aos entes que vem ao encontro. O ouvir e o ver, nos quais o corpo está envolvido, incluem os entes que aparecem em relação através da audição e da visão; então, é já estando em situação no mundo que o corpo “corpora”, na expressão de Heidegger.
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Concepção de ser humano subjacente à discussão sobre saúde na psicologia: uma proposta de orientação heideggeriana

Concepção de ser humano subjacente à discussão sobre saúde na psicologia: uma proposta de orientação heideggeriana

Relativamente à segunda etapa do método – leitura seletiva – cabem algumas observações. Não são todos os trabalhos de psicologia no campo da saúde que proporcionam informação suficiente para um estudo acerca de concepção de homem (por exemplo: Belar, 2000; Clemente et al., 2008; Gorayeb, 2010). Dentre os diversos objetivos temáticos das publicações de psicologia na área da saúde, que o tempo disponível para a elaboração da tese permitiu revisar, percebeu-se que é na reflexão face à tradição (biomédica) que surge o contraditório, que são elaborados os argumentos que justificam o questionamento dessa tradição. O que a seleção bibliográfica oportunizou observar é que é nas publicações que apresentam ideias alternativas ao modelo biomédico que se encontram elementos indicadores de um contraste entre concepções de ser humano. É este tipo de publicação, a que em algum momento coloca a saúde em discussão, que propicia respostas ao problema da concepção de homem proposta na tese. Como o foco desta tese não é a saúde, porém a concepção de homem que subjaz na discussão sobre saúde, são essas publicações – as que explicitam uma reflexão crítica a respeito do fenômeno – que formam a base para a realização deste estudo.
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A saúde do homem que vive a situação de infertilidade: um estudo de Representações Sociais.

A saúde do homem que vive a situação de infertilidade: um estudo de Representações Sociais.

Os participantes do estudo foram 20 profissionais de saúde de nível superior que trabalham na área de reprodução humana. O universo que atendia aos critérios de inclusão à pesquisa nas duas instituições somou-se a 25 profissionais, sendo que cinco encontravam-se de férias e licença médica, totalizando 80% desses profissionais existentes nos dois cenários. Estes foram divididos em dois grupos de pertença com base em sua formação profissional: área biomédica onde foram agrupados os depoentes das profissões de enfermagem e medicina e, o segundo grupo, de profissionais da área de ciências humanas, compondo os da psicologia e serviço social, sendo 10 participantes de cada segmento. Essa classificação foi estipulada pela importância de destacar os diferentes grupos de profissionais que atuam frente ao homem com infertilidade. A TRS destaca que a diversidade dos indivíduos e as respectivas atitudes são ponto de partida, tendo como objetivo descobrir como os grupos podem construir um mundo estável e previsível a partir dessa diversidade 11 .
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Psicologia de orientação positiva: uma proposta de intervenção no trabalho com grupos em saúde mental.

Psicologia de orientação positiva: uma proposta de intervenção no trabalho com grupos em saúde mental.

Resumo Este estudo visa à proposta de uma psicolo- gia de orientação positiva aplicada à Saúde Mental no acompanhamento de portadores de transtornos mentais. Foi realizado em grupos terapêuticos com portadores num Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A análise do trabalho em grupo avaliado baseou-se na abordagem humanista e sua visão de homem e mundo, no método (con)texto de letra- mentos múltiplos e na psicologia positiva. Usaram- se as metodologias quantitativa e qualitativa feno- menológica. Os resultados foram listados em catego- rias que versam sobre a facilitação de grupos de por- tadores de transtornos depressivos. Ao buscar a prá- tica de um novo modelo em saúde mental, que tenha como aspecto fundamental o zelo pela humanidade e a cidadania dos usuários deste serviço, o CAPS surge como resultado histórico da construção dos concei- tos de saúde/doença, com fins de exercer os princípi- os norteadores da reforma psiquiátrica no Brasil. Neste processo de mudança, a psicologia de orienta- ção positiva adentra os horizontes de uma prática fundada num novo olhar sobre o sujeito, buscando a ênfase e o desenvolvimento de aspectos “virtuosos” como possibilidade de alcançar a saúde em seu senti- do mais pleno, caminhando junto à promoção de saúde e instalando um diferencial em relação a prá- ticas anteriores em psicologia.
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Ser social e [des]humanização do homem: um estudo preliminar sobre as bases ontológicas da psicologia de Leontiev.

Ser social e [des]humanização do homem: um estudo preliminar sobre as bases ontológicas da psicologia de Leontiev.

Desta forma, para que os homens ponham em movimento as leis sócio históricas, faz-se necessário apropriação do patrimônio acumulado e produzido historicamente pelos homens em coletividade, faz-se necessário, outrossim, que cada indivíduo desenvolva os traços do que de mais evoluído existe em termos de conhecimento científico, filosófico e cultural acumulados até então pela história dos homens de seu tempo, pois todas as habilidades e aptidões humanas foram adquiridas “no decurso da vida por um processo de apropriação da cultura criada pelas gerações precedentes” (LEONTIEV, 1978, p. 267). Destarte, “cada indivíduo aprende a ser um homem. O que a natureza lhe dá quando nasce não lhe basta para viver em sociedade. É-lhe ainda preciso adquirir o que foi alcançado no decurso do desenvolvimento histórico da sociedade humana. (Idem)
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A experiência dos profissionais de saúde da UTI neonatal à luz da fenomenologia hermenêutica Heideggeriana

A experiência dos profissionais de saúde da UTI neonatal à luz da fenomenologia hermenêutica Heideggeriana

Essa nova forma de atender aos enfermos os retirava de seus lares e de perto de seus familiares, e até mesmo os recém-nascidos deveriam ficar longe de suas mães, confinados em berçários até o momento da alta, com o o bjetivo de evitar qualquer tipo de infecção. Entretanto, ao final da década de 1940, pesquisadores começaram a observar que a separação mãe-filho, logo após o nascimento, não era positiva para a criança nem como também para o estabelecimento de vínculos familiares, podendo ocasionar desajustes. Voltou-se então a deixar a criança próximo a mae, desde o nascimento até a alta, criando-se o conceito de alojamento conjunto. Este projeto, entretanto, foi extinto por vários anos, sendo retomado apenas na década de 1970, com o apoio de orgazações internacionais como a OMS (Organização Mundia de Saúde) e o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). (Ungerer & Miranda, 1999)
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Uma concepção hermenêutica de saúde.

Uma concepção hermenêutica de saúde.

O presente estudo é uma reflexão sobre o conceito de saúde. A tese central do ensaio é que a equivalência de saúde e doença como situações polares opostas de uma mesma natureza de fenômenos, identificados segundo uma mesma racionalidade, é tão limitante para a adequada compreensão dessas duas construções discursivas e das práticas a elas relacionadas, quanto negar as estreitas relações que guardam uma com a outra na vida cotidiana. Com base na Hermenêutica Filosófica, de Hans-Georg Gadamer, e na Teoria da Ação Comunicativa, de Jürgen Habermas, procuramos demonstrar que os conceitos de saúde e doença se referem a interesses práticos e instrumentais, respectivamente, na elaboração racional de experiências vividas de processos de saúde-doença-cuidado. Defende-se que o obscurecimento desses distintos interesses decorre da “colonização da nossa experiência vivida” pelas estruturas conceituais das ciências biomédicas. Aponta-se para a necessidade de contrapor, a essa tendência, a reconstrução chamada humanizadora das práticas de saúde, tornando-nos todos, profissionais, serviços, programas e políticas de saúde, mais sensíveis, críticos e responsivos aos sucessos práticos sempre visados por meio e para além de qualquer êxito técnico no cuidado em saúde.
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Psicologia da Saúde

Psicologia da Saúde

- Avaliação e tratamento de problemas de saúde – Investigação sobre questões de avaliação e intervenção psicológicas rela- cionadas com dor, doença coronária, hiper- tensão arterial, enxaqueca, asma brônquica, cólon irritável, úlcera péptica, diabetes, obesidade, e infecção VIH/SIDA, entre ou- tros. Assumem importância particular a ca- racterização da experiência de doença (dis- curso, percepções, significados), a influên- cia das percepções de doença sobre os esta- dos emocionais associados e sobre os com- portamentos de adesão e de procura de cuidados, bem como as relações entre as estratégias de confronto, o controlo dos sin- tomas, a evolução da doença e a prevenção das recaídas nas doenças crónicas
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A concepção de Homem no Behaviorismo Radical de Skinner: um compromisso com o bem da cultura.

A concepção de Homem no Behaviorismo Radical de Skinner: um compromisso com o bem da cultura.

a abdicar de alguns comportamentos que produzem ganhos ‘excessivos’ para si (comportamentos relacionados às suscetibilidades herdadas através do primeiro nível de seleção) em função de comportamentos que aumentarão as chances de que sua cultura sobreviva. Dessa forma, Skinner (1969c) defende que o indivíduo maximiza seus ganhos líquidos, ou seja, o indivíduo aprende a se comportar em função de conseqüências mais remotas, mas que possibilitam uma maior efetividade ao comportamento. Em uma cultura bem planejada, o comportamento que favorece a sobrevivência da cultura pode tornar-se altamente reforçador. Nesse ponto, o autor sugere que a cultura tem o importante papel de ensinar seus membros a comportarem-se para o seu benefício, e se o planejamento fosse eficiente não existiriam ‘sacrifícios’ individuais drásticos (como dos mártires) em função da sobrevivência da cultura. Sendo assim, a cultura é que produz um Homem cujo comportamento é mantido por suas últimas conseqüências.
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<b>A concepção de homem em Sêneca</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v31i1.703

<b>A concepção de homem em Sêneca</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v31i1.703

Embora a concepção de Sêneca sobre o ‘viver conforme a sua própria natureza’ traga consigo forte conteúdo da tradição estoica, identifica-se nela uma evolução do seu pensamento. Para o pensador, muitas das discussões desenvolvidas no estoicismo podiam ser dispensadas ou até mesmo eliminadas, o que expressa a sua independência crítica ante a sua escola filosófica. Tal posição, por outro lado, não o levou à preocupação de estruturar as próprias crenças e opiniões em um novo sistema logicamente coerente, o que, todavia, não significa que ele se afaste totalmente de seu orientador geral (GARCÍA GARRIDO, 1969). Isto fica explícito em várias de suas reflexões, a exemplo de quando se dirigiu a Novato, o seu irmão mais velho: “[...] Portanto, a vida feliz é a que concorda com a sua natureza. Ora, isso não poderá ocorrer se, em primeiro lugar, a mente não for sã e não estiver em perpétua posse da própria saúde e, em seguida, corajosa e enérgica, nobre, paciente e acomodada às várias situações” (SÊNECA, 2001, p. 9). Fica explícito também quando escreveu a Lucílio: “Como poderás tu saber quais os costumes que devemos adotar se não averiguares primeiro qual o bem supremo do homem nem perscrutares a sua natureza? Só poderás ter a noção clara do que deverás fazer e do que deverás evitar depois de estudado o que a natureza exige de ti” (SÉNECA, 1991, p. 678).
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Contribuições do Projeto de Ser em Sartre para a psicologia de orientação profissional

Contribuições do Projeto de Ser em Sartre para a psicologia de orientação profissional

a primeira coisa a observar para identificar esse fio condutor. Entretanto, “não basta interessar- se por determinado tipo de atividade, é necessário verificar se há aptidão para esta” (Weil, 1979, p. 27). O autor exemplifica citando o caso de pessoas que sonham em ser pianistas mas não conseguem aprender a tocar bem, ou as que gostariam de cantar, mas cantam mal. Estes seriam exemplos de pessoas que ‘tem interesse mas não tem aptidão para determinada atividade” (Weil, 1979, p. 19). No caso do jovem que tem interesse mas não tem capacidade ‘é por conseguinte no ‘hobbie’, no recreio, no passatempo que se encontra a solução deste caso; e, as vezes, se descobre assim que a pessoa também tem aptidão, mas não sabia” (Weil, 1979, p. 20). Ou seja, o interesse esbarra na aptidão determinada naturalmente. Weil destaca, neste sentido, que os pais que encaminham os filhos não podem pretender que estas sigam a profissão desejada pela família, ou seja, “o importante é os pais compenetrarem-se de que a natureza criou homens diferentes uns dos outros, fazendo com que nenhuma pessoa seja igual; nenhuma pessoa sendo igual, é evidente que uma profissão pode ser muito adequada para uns e prejudicial para outros” (Weil, 1979, p.15). Estes elementos são suficientes para entrever que antes de encontrarmos um aprofundamento na relação do homem com seu futuro, encontramos na obra do referido autor, a predeterminação da natureza das habilidades e aptidões que segundo ele devem ser corretamente identificadas para que haja sucesso na orientação profissional.
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Concepção, implementação e avaliação de um programa de orientação vocacional e integração socioprofissional

Concepção, implementação e avaliação de um programa de orientação vocacional e integração socioprofissional

A quarta participante revelou necessidades e expectativas centradas na questão do desemprego, acentuando o factor idade como o maior obstáculo, e aludiu alguns problemas de saúde, que poderão indiciar um quadro depressivo. “Sinto-me muito cansada, muito desanimada... e sem paciência para grande coisa... Tenho muitas falhas de memória, há coisas que não me lembro, quero falar e não me saiem as palavras... “ Assim, a situação de desemprego e o estado de saúde terão contribuído para a formação de crenças de auto-eficácia negativas. Por outro lado, verifica-se que o discurso da participante não aborda expontaneamente a dimensão dos interesses – não fala do que gosta, ou seja não se permite a falar sobre o que gosta, devido à prioridade em encontrar qualquer emprego face às dificuldades de sobrevivência.. A participante tem experiência profissional bem sucedida em sectores como a supervisão de limpezas, segurança e recepção. Por outro lado, o seu percurso formativo não é valorizado. A participante possui uma qualificação profissional como auxiliar de educadora de infância, tendo iniciado a vida profissional neste sector, mas ao longo do seu percurso enveredou pelas áreas referidas anteriormente. Não indica motivação por recorrer, presentemente, a esta qualificação. Refere sucintamente, que no âmbito da sua vida pessoal teve um casamento muito dificil, sendo vítima de violência doméstica. Agora, que os seus filhos se tornaram independentes, refere que se sente muito só.
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Promoção e prevenção da saúde do homem

Promoção e prevenção da saúde do homem

O homem apresenta um conjunto de características próprias que são mantidas desde o período primitivo e a inclusão dos homens em ações de saúde é desa- fiadora, por estes não reconhecerem a importância do cuidado e a valorização do corpo no sentido da saúde como questões sociais. O enfermeiro, além de ser um profissional da saúde, atua como um educador onde desenvolve esclarecimentos de dúvidas e incentivan- do a população masculina com cuidados próprios. Nesse contexto, o objetivo do presente artigo foi in- vestigar a ocorrência de políticas públicas voltadas para campanhas que conscientizem a população mas- culina e identificar medidas relacionadas à promoção e prevenção da saúde. Este trabalho consistiu em uma revisão bibliográfica, cuja estratégia de busca incluiu consulta às bases de dados eletrônicas Scielo, Science
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A contribuição da psicologia no estudo da relação trabalho bancário-saúde

A contribuição da psicologia no estudo da relação trabalho bancário-saúde

Partindo de uma análise da realidade pós-industrial, com todas as dificuldades que ela enseja, o autor coloca como necessário pensar cidadania como a articulação possível das práticas no campo social, entre elas a Psicologia e a questão dos direitos humanos, a fim de que possa ser mostrado que, cidadania, é algo que se constrói contra a lógica da naturalidade do desenvolvimento da sociedade pelas forças produtivas. Trata-se, portanto, de uma empreitada de natureza política. É como se tivesse que, em certo sentido, introduzir a política na clínica e, também, introduzir a clínica na política. A partir daí seria possível, de alguma maneira, lidar com as questões próprias das sociedades pós-industriais, prenhes de sofrimento psíquico, não só como questões de um sujeito genérico oprimido, mas, igualmente, questões singulares daquelas pessoas que demandam o atendimento clínico. Tornar esta articulação possível, ou seja, politizar a clínica e clinicar a política, é o que viabilizaria o liame entre Psicologia e os direitos humanos.
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Saúde do homem e masculinidades na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: uma revisão bibliográfica.

Saúde do homem e masculinidades na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: uma revisão bibliográfica.

A iniciação sexual se configura, assim, como momento em que os jovens são pressionados social- mente por seus pares a provar que são realmente “homens”, ocorrendo cada vez mais cedo, o que os levam a descuidos na realização do sexo seguro, com agravos à saúde decorrentes das doenças sexualmen- te transmissíveis (DST) e AIDS. No entanto, como observam os autores, outros significados foram atribuídos por vários sujeitos ao início da experi- ência sexual, tais como o marco de uma etapa da vida, o despertar do desejo pelo sexo oposto, enfim, sentidos que relativizam os valores atribuídos a uma masculinidade hegemônica e que expressam a sensi- bilidade masculina. Medos, anseios e inseguranças compõem este período da vida dos jovens, e devem ser ouvidos para que possa ser promovida efetiva- mente a educação em saúde deste grupo geracional. Na mesma direção seguem as observações for- necidas pelo estudo de Nascimento e Gomes (2009), com jovens adolescentes cariocas, de classe popular, em que se encontrou uma mistura de valores ligados à permissão e à interdição dos assuntos relaciona- dos à sexualidade em geral e à iniciação sexual em particular. Os jovens veem a masturbação como espaço privilegiado da iniciação sexual masculina, e esta como algo complicado, prazeroso, afetuoso e momento comum de aprendizagem. Os autores con- cluem que novas formas de acolhimento e de escuta precisam ser desenvolvidas nos serviços de saúde para atender as demandas sexuais destes jovens, visto que em geral não expressam publicamente suas apreensões em relação ao sexo, permanecendo
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Saúde do Homem na Atenção Primária:

Saúde do Homem na Atenção Primária:

A população masculina apresenta maior vulnerabilidade às doenças, principalmente crônicas e graves, demonstrando maiores índices de mortalidade e ausência do hábito de buscar os serviços de saúde, o que leva ao diagnóstico tardio de doenças e complicações irreparáveis. Assim, com o objetivo de mudar esse quadro e orientar as ações de atenção integral à saúde do homem, foi criada pelo Ministério da Saúde a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que atua alinhada com a Política Nacional de Atenção Básica. Nesse contexto, o presente trabalho vem relatar uma experiência realizada na UAPS Guiomar Arruda, localizada em Fortaleza, que utilizou estratégias para aproximar a população masculina dos serviços de saúde. A ação levou a adesão importante da população masculina, facilitando o acesso, diagnosticando patologias ocultas e, a longo prazo, poderá levar à redução da morbimortalidade masculina por causas evitáveis ligadas à atenção em saúde do homem.
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Esportes de risco: perspectivas da psicologia do esporte na concepção do prazer

Esportes de risco: perspectivas da psicologia do esporte na concepção do prazer

Com o ritmo acelerado que a vida moderna exige, é cada vez mais evidente a necessidade do ser humano em buscar novas experiências para que os façam sentir emoções e sensações inéditas, não existentes no dia a dia. Com isso a busca por esportes de risco vem sendo cada vez maior, visto que muitos destes esportes satisfazem os desejos por novas experiências. Acredita-se que haja inúmeros fatores atrativos que levam os indivíduos a aderirem a essas praticas. No presente estudo foi verificado que fatores psicológicos estão fortemente presentes, o medo e a ansiedade mostram-se fatores atrativos, assim como o desejo de conhecer lugares novos, o que aponta para uma ligação direta com o turismo. A sensação de bem estar, satisfação, alegria e orgulho foi afirmada por maioria dos sujeitos, o que acaba levando os indivíduos a procurarem diversos esportes de risco, favorecendo a aderência a essas modalidades e a permanência nas mesmas.
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A Psicologia da Saúde na revista 'Análise Psicológica': Estudo bibliométrico

A Psicologia da Saúde na revista 'Análise Psicológica': Estudo bibliométrico

Como se observa no Quadro 7, entre as 19 ca- tegorias temáticas consideradas (Couto, 1998), existe um certo equilíbrio entre trabalhos de in- vestigação básica e trabalhos de índole clínica. A categoria sobre as questões ligadas à Inves- tigação em Psicologia da Saúde ocupa um lugar de destaque com 40 artigos (50%) face às demais categorias; operacionalizamos nesta categoria um conjunto de trabalhos de investigação que visavam, determinar quais as variáveis relacio- nadas com a saúde e com a doença, nas situa- ções em que se relacionam com o comportamen- to individual e/ou dos grupos. É um espaço que envolve o contributo da investigação clínica, no campo da psicologia social, da psicologia educa- cional, e da psicologia comunitária. Pretende de- QUADRO 6
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Cibernética e psicologia: o vínculo espacial da concepção de objeto em Aristóteles

Cibernética e psicologia: o vínculo espacial da concepção de objeto em Aristóteles

Isso por' que, excetuados breves interstí-cios-durante os quais , :P1atão fica em evidência(cf.. Essa maneira hos parece a mais abrangente de fundamentar esse princí[r]

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Orientação sexual na escola: a concepção dos professores de Jandira - SP

Orientação sexual na escola: a concepção dos professores de Jandira - SP

Apenas 27% dos professores já participaram de algum tipo de treinamento ou capacitação para falar sobre sexualidade em espaço escolar, o que responde o alto índice de insegurança com o assunto. Felizmente, 90% da população do estudo expressou o desejo de participar de treinamento específico nesta temática para se capacitarem para uma orientação sexual efetiva, mas ainda 10% não manifestaram este desejo. Os professores são peça chave na educação sexual sendo neces-

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