Top PDF Psicologia e transexualidade no sistema único de saúde (SUS): uma discussão.

Psicologia e transexualidade no sistema único de saúde (SUS): uma discussão.

Psicologia e transexualidade no sistema único de saúde (SUS): uma discussão.

Nesse artigo discutiremos a atuação da Psicologia junto as políticas de saúde para transexuais. Inicialmente, abordaremos a transexualidade nos seus aspectos históricos, para posteriormente compreendermos como as relações de gênero se constituíram em nossa cultura. Em seguida, traremos as Resoluções que autorizaram a implementação dos procedimentos médico-cirúrgicos no país, e as políticas públicas para a população transexual, asseguradas pelo SUS. Consideramos importante ressaltar os artigos publicados que contaram com a participação dos próprios pacientes transexuais através de entrevistas, nos quais eles relatam seus sentimentos, suas relações pessoais, familiares, profissionais, entre outras. Por fim, foi realizado a análise dos dados e a discussão, compreendendo 3 âmbitos: o conceito e os debates acerca do diagnóstico da transexualidade, a reflexão feita acerca das políticas de saúde para essa população, e por fim, como o profissional da Psicologia pode atuar nessa área.
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A psicologia e o sistema único de saúde: quais interfaces?.

A psicologia e o sistema único de saúde: quais interfaces?.

Tal ascese, pretendida por muitos e, afirma- da por tantos outros como alcançada, tem sistemati- camente colocado o desejo como algo da ordem do individual, ou como questão do sujeito e a política como da ordem do social, ou como questão do coleti- vo. O efeito-despolitização neste tipo de análise é no- tório, posto que as práticas psi passam a se ocupar de sujeitos abstratos, abstraídos/alienados de seus con- textos e tomam suas expressões existenciais como pro- dutos/dados a serem reconhecidos em universais apriorísticos. Digo despolitização para marcar o lu- gar exterior, separado, em que a política, em suas mais variadas formas, é lançada quando se trata da análise das questões subjetivas. Entretanto, o mais correto seria dizer que aí também há a produção de uma certa política: aquela que coloca de um lado a macropolítica e, de outro, a micropolítica; de um lado, o Sistema Único de Saúde como dever do Estado e direito dos cidadãos, como conquista garantida pela lei, pela Constituição e, de outro, os processos de pro- dução de subjetividade. Aqui, me parece, há uma pis- ta importante para seguirmos, pois é a partir da fun- dação da Psicologia nestas dicotomias que o indivi- dual se separou do social, que a clínica se separou da política, que o cuidado com a saúde das pessoas se separou do cuidado com a saúde das populações, que a clínica se separou da saúde coletiva, que a Psicolo- gia se colocou à margem de um debate sobre o SUS. A pergunta, então, insiste: quais as interfaces da Psicologia como campo de saber e, mais precisa- mente, dos psicólogos enquanto trabalhadores, com o Sistema Único de Saúde? Mais do que fazer uma discussão de conteúdos curriculares, ou mesmo indi- car disciplinas a serem incluídas e/ou excluídas dos
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Internação domiciliar no Sistema Único de Saúde.

Internação domiciliar no Sistema Único de Saúde.

O estudo justifica-se por entender-se que o Progra- ma de Internação Domiciliar (PID) representa uma es- tratégia na reversão da atenção centrada em hospitais e propicia a construção de nova lógica de atenção, com enfoque na promoção e prevenção à saúde e na humanização da atenção. Entende-se que a análise dos programas em funcionamento pode contribuir para a definição de políticas públicas de saúde rumo à efeti- vação dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Buscou-se conhecer e analisar essa realidade, par- tindo do pressuposto de que a experiência de muni- cípios brasileiros que implantaram os PID oferece sub- sídios para a discussão sobre políticas públicas de saúde relacionadas à esse Programa e serve como exemplo a outros municípios que optem por implan- tar programas semelhantes.
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Atenção à saúde da população LGBT no Sistema Único de Saúde

Atenção à saúde da população LGBT no Sistema Único de Saúde

Neste Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) são identificadas as políticas públicas de saúde voltadas à população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros ( LGBT), no Brasil, e abordados os desafios para a efetivação do direito à saúde para essa população. Com base no preceito constitucional da saúde de ser um direito de todos e dever do Estado, destaca-se, no estudo, a discussão das reformas regressivas e suas implicações no âmbito do acesso à saúde dessa população. Sob o domínio dos interesses do mercado, o privilegiamento do setor privado e das privatizações desencadeia-se o desmonte dos princípios do SUS, ou seja, a universalidade, igualdade, equidade e integralidade, com destaque para a dificuldade e restrição de acesso à população em geral, com agravemento a determinados grupos, a exemplo da população LGBT. Como resultados apontam que o acirramento das reformas regressivas aliado ao fortalecimento do neoconservadorimo na sociedade contemporânea, implicam diretamente na difiuldade de acesso à saúde da população LGBT no SUS. Se evidencia, portanto, o desafio de revitalizar as lutas em torno da defesa de políticas sociais e, por conseguinte, por uma política de saúde universal, estatal, com qualidade e que atenda as necessidades sociais e de saúde com respeito aos principios da equidade e universalidade para a população LGBT.
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Cuidadores de idosos e o sistema único de saúde

Cuidadores de idosos e o sistema único de saúde

Nesta perspectiva defendo que o SUS tem o dever de assegurar atendimento integral para todos os brasileiros e brasileiras. Compreendo o cuidado como uma interface da saúde, portanto também é um direito do cidadão e um dever do Estado, entretanto trago para discussão a amplitude que a palavra cuidado tem. Sustento que é de responsabilidade deste sistema o cuidado profissional, prestado por profissionais e ocupacionais regidos e fiscalizados por conselhos de classe, que precisam estar comprometidos com a assistência além do equipamento de saúde, adentrando também nos domicílios, construindo um novo pensar sobre o processo saúde-doença- atenção. Neste momento temporal não acho prudente inserir o cuidador de idosos no âmbito funcional e trabalhista do SUS, ainda não estamos preparados técnica e politicamente para essa amplitude assistencial, no entanto não nego em absoluto a necessidade do Estado dar respostas aos idosos e/ou a seus familiares que necessitam da especificidade do cuidado desempenhado pelo cuidador de idosos formal. A questão está em analisar qual o melhor setor público para inserir este ocupacional.
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O papel do cirurgião-dentista no Sistema Único de Saúde.

O papel do cirurgião-dentista no Sistema Único de Saúde.

Resumo O Sistema Único de Saúde é um proces- so social em construção permanente, sendo fun- damental a contínua discussão sobre seu modelo de atenção, os paradigmas explicativos do proces- so saúde-doença que o embasam e o papel de di- ferentes profissionais que nele atuam. Esse traba- lho objetiva a discussão sobre a atuação do cirur- gião-dentista no SUS. Uma forma de sistemati- zar suas possibilidades de atuação é a sua inser- ção no sistema. Em nível central ou distrital, deve atuar em equipes interdisciplinares no planeja- mento de políticas públicas saudáveis e no desen- volvimento de ações de vigilância da saúde da co- letividade. Considerando os campos de ação pro- postos pela Carta de Otawa, as atribuições do ci- rurgião-dentista, em nível local, podem ser dire- cionadas para o fortalecimento de ações comuni- tárias, o desenvolvimento de habilidades pessoais e a reorientação dos serviços de saúde. É necessá- ria a readequação dos cursos de odontologia para formar profissionais capacitados a exercerem uma prática que atenda ao SUS e a contínua capacita- ção dos profissionais já graduados atuando no sis- tema.
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Gestão unificada do Sistema Único de Saúde e do Sistema Único de Assistência Social...

Gestão unificada do Sistema Único de Saúde e do Sistema Único de Assistência Social...

Segundo SANTOS (2008), após a histórica 8ª Conferencia Nacional de Saúde, em 1986, a Comissão Nacional da Reforma Sanitária, composta por representantes de todos os segmentos públicos, privados, partidários e não partidários envolvidos com a saúde e reconhecida por portaria interministerial, debateu por mais de um ano a formulação da proposta do que viria a ser o Sistema Único de Saúde, que foi a base da discussão e aprovação na Assembléia Nacional Constituinte. Essa formulação foi acompanhada e monitorada pela Plenária Nacional de Saúde, fórum dinâmico integrado por entidades sindicais, movimentos sociais, entidades da Reforma Sanitária, parlamentares e outros. Por final, o histórico Simpósio de Política Nacional de Saúde de 1989, que superou a resistência conservadora contra a apresentação e tramitação da Lei Orgânica da Saúde no Congresso Nacional. Todos estes eventos dos anos 1980 só foram viáveis com mobilização, organização e força política provenientes do pluralismo partidário, dos matizes ideológicos e dos corporativismos da época em torno do ideário republicano dos direitos sociais e do papel do Estado. Houve consciência suficiente de quais eram os principais interesses e setores contra a criação do SUS, e obviamente, quais as alianças capazes de superá-los.
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Avanços e desafios do planejamento no Sistema Único de Saúde.

Avanços e desafios do planejamento no Sistema Único de Saúde.

Resumo Desde a criação do Sistema Único de Saú- de (SUS), os gestores têm despendido esforços para a discussão do planejamento, enquanto componente fundamental da gestão, e feito tentativas para insti- tucionalizá-lo.Entretanto, mesmo com os avanços, há aspectos que se colocam de forma prioritária e que constituem desafios para a institucionalização do planejamento no SUS. Nesse sentido, este estudo procura descrever a evolução do planejamento no sistema, por meio da análise de documentos legais e m ateriais técnicos publicados pelo Ministério da Saúde. A partir da concepção de planejamento pre- sente nessas publicações, faz-se a reflexão sobre a abor- dagem empregada, considerando os instrumentos de gestão estabelecidos e sua vinculação às abordagens teórico-metodológicas mais aceitas atualmente para o planejamento em saúde. Para finalizar, apontam- se aspectos que precisam ser observados para a efeti- vação do planejamento ascendente no SUS. Palavras-chave Sistema Único de Saúde, Planeja- mento em saúde, Planos governamentais de saúde Abstract Since the Unified Health System creation,
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SAÚDE PÚBLICA E TRANSEXUALIDADE

SAÚDE PÚBLICA E TRANSEXUALIDADE

As cirurgias de transgenitalização foram autorizadas a partir da Resolução nº 1.482/97 em hospitais públicos universitários, destacando principalmente o acompanhamento psiquiátrico por no mínimo dois anos (BRASIL, 1997). Mas foi somente no ano de 2002, ao ser revogada (nº 1.652/02) que teve uma reformulação na Resolução, tendo em vista, novos desafios aos procedimentos no SUS (Sistema Único de Saúde) e na iniciativa privada, lembrando que em 2010 foi novamente revogada Resolução nº 1.955/10 e sofreu alterações. Em 2002 alguns critérios foram de extrema importância para a possibilidade da realização da cirurgia, tendo em vista que o paciente não obtivesse o arrependimento mais tarde. Havia à necessidade de uma avaliação e acompanhamento psiquiátrico para a confirmação de diagnóstico e psicoterapia individual e de grupo que são respectivamente importantes na decisão (BRASIL, 2002).
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A judicialização da saúde e o Sistema Único de Saúde: revisão integrativa

A judicialização da saúde e o Sistema Único de Saúde: revisão integrativa

Objetivo: analisar as implicações, desafios e perspectivas da judicialização da saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS), bem como as principais naturezas das solicitações. Metodologia: trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde e foram incluídos artigos completos em inglês ou português, disponíveis online, de 2014 a 2019. Após análise do resumo e texto completo, os estudos foram fichados e caracterizados. Resultados: foram incluídos vinte artigos na amostra final da pesquisa. As implicações da judicialização para o SUS inferem, sobretudo, em altos valores de custo, realocação de recursos públicos e desrespeito aos seus princípios. Discussão: o aceite indiscriminado das demandas judiciais, a falta de diálogo entre Judiciário e Executivo, prescrições médicas que não priorizam terapêuticas disponibilizadas pelo sistema público e a solicitação de fármacos e tratamentos sem total evidência cientifica constituem importantes desafios do fenômeno. Conclusão: a judicialização da saúde produz efeitos antagônicos na organização e funcionamento dos serviços de saúde e por isso, seu uso deve ser acompanhado de racionalidade e critérios de elegibilidade.
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É o Sistema Único de Saúde-SUS para os pobres?

É o Sistema Único de Saúde-SUS para os pobres?

RESUMO: objetivo: Discutir os princípios que norteiam o SUS, especialmente o da universalidade e o da igualdade que evoluíram em um processo histórico no curso do qual, apropriados pela reforma sanitária brasileira, foram positivados na Constituição Federal e nas leis que os regulamentam. Contudo, contrariamente a esses princípios, subsiste em todas as instâncias da federação brasileira, uma clientela exclusiva beneficiária de ações e serviços públicos de saúde ou, ainda de verbas públicas aplicadas em sua aquisição: os servidores públicos. Metodologia: mediante uma revisão de literatura, do arcabouço legal, da hermenêutica constitucional e de levantamento de dados orçamentários, verifica-se que os resultados revelam a inconstitucionalidade das leis orçamentárias que autorizam prover essas ações e serviços. Resultados: a discussão do tema autoriza a dizer que, politicamente e juridicamente, é muito difícil reverter tal situação em prol da credibilidade do SUS o que leva à conclusão, título do presente trabalho.
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Assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde

Assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde

Esta pesquisa traz uma discussão sobre o processo de Assistência Farmacêutica dentro do Sistema Único de Saúde, o SUS. A Assistência Farmacêutica envolve atividades que têm o medicamento como insumo essencial, objetivando seu acesso e uso racional. Estimativas indicam que no Brasil, no ano 2000, 70 milhões de pessoas não tinham acesso a medicamentos, correspondendo a aproximadamente 41% da população daquele ano, caracterizando o principal impacto ao sistema de saúde ocasionado pela falta de planejamento no processo de Assistência Farmacêutica: a falta de medicamentos, que resulta em diminuição da assistência ao usuário do sistema de saúde. O objetivo geral deste trabalho foi analisar a importância da Assistência Farmacêutica dentro do SUS, e seus objetivos específicos foram descrever o Ciclo da Assistência Farmacêutica no SUS, identificar, por meio de estudos já publicados no Sergipe (SE), Paraná (PR), Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS), como tem se desenvolvido o processo logístico- administrativo da Assistência Farmacêutica no SUS e apresentar sugestões para esse processo dentro do SUS. O presente trabalho caracteriza-se como uma pesquisa aplicada, descritiva e qualitativa de revisão bibliográfica. A discussão apresentada sobre os casos demonstra que a Assistência Farmacêutica no sistema público de saúde está longe de atingir excelência e, que seus gestores podem promover melhorias no processo de Assistência Farmacêutica, se investir em qualificação dos recursos humanos, implementação de planejamento e avaliação na execução das diferentes atividades envolvidas neste processo. A Assistência Farmacêutica é uma importante ferramenta de que o SUS dispõe para a promoção da assistência terapêutica integral, entretanto, não se pode dizer que a atenção à saúde é efetiva, se a Assistência Farmacêutica não tem uma gestão adequada que a torne promotora da saúde pública.
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Direito à saúde: o Sistema Único de Saúde (SUS) está em risco?.

Direito à saúde: o Sistema Único de Saúde (SUS) está em risco?.

É consenso há algum tempo, no movimento sanitário, que faltam muitos recursos para o SUS, e o coletivo do seminário aprofundou essa discussão: não basta aumentar o financiamento, é preciso deixar claro quais políticas e regiões deverão receber esses recursos, e definir claramente como serão aplicados os recursos financeiros. Sobretudo, é preciso investir, prioritariamente, na Atenção Básica.

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A Caracterização da Assistência Ortodôntica no Sistema Único de Saúde

A Caracterização da Assistência Ortodôntica no Sistema Único de Saúde

Métodos deve incluir as fontes de dados, a população estudada, amostragem, critérios de seleção, procedimentos analíticos, dentre outros, os quais devem ser descritos de forma compreensiva e completa, mas sem prolixidade. A seção de Resultados e discussão deve descrever os resultados encontrados incluindo interpretações/comparações. O texto deve complementar e não repetir o que está descrito em tabelas e figuras. A Discussão deve incluir também a apreciação dos autores sobre as limitações do estudo, a comparação dos achados com a literatura, a interpretação dos autores sobre os resultados obtidos e suas principais implicações e a eventual indicação de caminhos para novas pesquisas. As Conclusões devem conter a síntese dos resultados sem, entretanto, repeti-los. Podem ser apontadas em tópicos ou escritas de forma cursiva.
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Autoavaliação de saúde por pacientes em hemodiálise no Sistema Único de Saúde.

Autoavaliação de saúde por pacientes em hemodiálise no Sistema Único de Saúde.

CONCLUSÕES: Autoavaliação de saúde ruim mostrou-se associada à idade, anos de estudo, estado civil, tempo de deslocamento de casa até o serviço de diálise, número de doenças autorreferidas, relato de diiculdade para dormir e também ao nível de complexidade da estrutura dos serviços de saúde. O reconhecimento desses fatores pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias para melhorar a saúde dos pacientes em hemodiálise no Sistema Único de Saúde. DESCRITORES: Insuiciência Renal Crônica, psicologia. Diálise Renal. Autoavaliação. Peril de Impacto da Doença. Atitude Frente à Saúde. Avaliação de Processos e Resultados (Cuidados de Saúde). Sistema Único de Saúde. Estudos Transversais.
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Incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde: as racionalidades do processo de decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde

Incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde: as racionalidades do processo de decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde

RESUMO Esta pesquisa tem como objetivo analisar o processo de decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde referente às recomendações para in- corporação ou não de medicamentos a este sistema. Trata-se de um estudo que teve como foco de análise as decisões tomadas no período de 2010 a 2015. Utilizaram-se como estratégias de produção de dados: análise documental, entrevistas e observação não participante das reuniões do plenário. A análise dos dados evidenciou três tipos de racionalidades presentes no processo de decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde: a racionalidade técnico-sanitária, a racionalidade econômica e a racionalidade política. Na prática, a sólida legis- lação que orienta a avaliação das demandas de incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde determinou o predomínio da racionalidade técnico-sanitária.
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Incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde: as racionalidades do processo de decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde

Incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde: as racionalidades do processo de decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde

avaliação de tecnologias em saúde e de re- comendação ou não de incorporação destas ao SUS. De fato, conforme o depoimento da entrevistada 12, o trabalho que envolve a SE é receber as demandas e fazer uma análise de conformidade para verificar se o dossiê apresentado pelo demandante contém os re- quisitos mínimos para prosseguir com o pro- cesso, pois, caso não tenha, ele será negado e devolvido ao demandante. Se a demanda cumprir os requisitos necessários, o proces- so segue para um dos analistas, que fará uma observação minuciosa e crítica do processo, complementando com outras evidências, caso necessário. Deste modo, são avaliados o grau e a qualidade da evidência disponível, e o grau de confiabilidade dos estudos apre- sentados, incluindo os estudos econômicos.
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Vigilância ambiental em saúde e sua implantação no Sistema Único de Saúde.

Vigilância ambiental em saúde e sua implantação no Sistema Único de Saúde.

Os sistemas de informação de saúde passaram por um processo inegável de melhoria de qualidade, prin- cipalmente ao longo da década de 1990, bem como de facilitação e universalização de acesso e análise por meio de sistemas computacionais simples. No entan- to, dados sobre condições ambientais são muitas ve- zes coletados e organizados de forma assistemática. Os componentes dos sistemas de abastecimento de água (tipo de manancial, estação de tratamento e pontos de amostragem) estão sendo cadastrados pelo Sistema de Informação do Programa de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), de respon- sabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). O Sisagua permite a recuperação de dados sobre o abastecimento de água de modo que se produzam periodicamente relatórios sobre o funcionamento do sistema e a qualidade da água, incluindo as chamadas soluções alternativas de abastecimento. A Agência Nacional de Águas (ANA) mantém um programa de monitoramento da qualida- de da água com postos de monitoramento situados nos maiores rios do Brasil, o que permite a utilização des- sas informações em um sistema integrado.
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O Sistema Único de Saúde na cartografia mental de profissionais de saúde.

O Sistema Único de Saúde na cartografia mental de profissionais de saúde.

Comparando-se as representações dos dois grupos etários, cabe destacar algumas especiicidades. A primeira é a diferença do foco assistencial presente entre os sujeitos com maior idade, que se centra no hospital, questão esta ausente no grupo de menor idade. O enfoque hospitalar pode ter origem em duas situações. A primeira, mais improvável, pelo fato de que, como a maioria dos campos de atuação focalizados na pesquisa, serem hospitalares, isto teria determinado o privilégio a tal cenário institucional na estrutura da representação, mas, em sendo assim, este fenômeno também deveria ter se reletido no grupo dos mais jovens. A segunda situação diz respeito à maior vivência proissional pelos mais antigos do mo- delo hospitalocêntrico, presente no país nas décadas de 70 e 80, bem como a superposição da imagem do Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdên- cia Social (INAMPS) à do SUS, que tende a conigu- rá-lo como centrado no hospital, desconsiderando as transformações na área da saúde que passaram a valorizar a atenção e a rede básica. 3,11
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INDICADORES DE SAÚDE COMO APOIO À GESTÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

INDICADORES DE SAÚDE COMO APOIO À GESTÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

RESUMO: O presente artigo aborda a utilização de indicadores de saúde para a tomada de decisão na gestão do SUS. Discute conceitos de serviços e de indicadores, fala dos indicadores e avaliação de serviços de saúde, bem como sobre os que são utilizados no âmbito do SUS. Como procedimento metodológico da pesquisa consultou-se os planos de saúde de dois municípios de Santa Catarina, elaborados para o período de uma gestão municipal de 2005 a 2008, escolhidos aleatoriamente. Procura mostrar que, embora haja indicadores de saúde, institucionalizados no âmbito do SUS, ainda assim, eles não são aproveitados no apoio à gestão do SUS. Tais indicadores institucionalizados poderiam servir para indicar várias estratégias e pontos de intervenção que facilitariam a gestão dos serviços. Finalmente, enfatiza a importância da gestão do conhecimento e a sua contribuição na utilização e no aproveitamento dos indicadores no apoio à gestão do SUS.
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