Top PDF Psicomotricidade e educação inclusiva: vivências em sala de aula

Psicomotricidade e educação inclusiva: vivências em sala de aula

Psicomotricidade e educação inclusiva: vivências em sala de aula

O presente trabalho é resultado de pesquisa realizada na disciplina de Psicomotricidade ofertada pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará, no curso de Pedagogia. Na busca de desenvolver de forma plena os indivíduos é que a psicomotricidade vem tomando espaço na educação, proporcionando a interação das crianças com o meio, possibilitando suas expressões corporais e colaborando no processo de aprendizagem. Com o objetivo de compreender como aplicar este conceito num cotidiano escolar inclusivo foram propostas atividades de campo que se dividiram em quatro etapas: (i) visita a uma escola da rede municipal de Fortaleza em turma de 1º ano do Ensino Fundamental I, na qual houvesse aluno com deficiência matriculado, para realização de diagnóstico; (ii) planejamento das aulas a partir da realidade encontrada e dos aportes teóricos; (iii) aplicação das atividades; (iv) discussão dos resultados obtidos com o grupo. Para a elaboração das atividades foram realizados estudos apoiados na perspectiva da pessoa de Henry Wallon e em conceitos sobre psicomotricidade e educação inclusiva, além da observação em sala, norteando práticas significativas, contextualizadas e que possibilitassem a participação de todos. Durante a prática percebeu-se que as crianças ficam mais atentas e se relacionam melhor com o conteúdo quando fazem parte de sua construção. As diversas atividades de movimento relacionadas com o tema desenvolvido podem ser favoráveis para seu desenvolvimento cognitivo e motor. Os resultados indicaram que é necessário que os professores elaborem e pratiquem atividades psicomotoras dentro dos conteúdos desenvolvidos em sala para promover a atuação do movimento sobre o intelecto, relacionando-se com a afetividade, o pensamento e o nível de inteligência. Desta forma, as crianças podem reconhecer seu corpo, interagir com o meio e construir conceitos e técnicas.
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Educação inclusiva: análise e intervenção em uma sala de recursos.

Educação inclusiva: análise e intervenção em uma sala de recursos.

Resumen: Este artículo se fundamenta en el Paradigma de Soportes que nortea la educación inclusiva, que preve unos ajustes educacionales para los alumnos participan en la escuela común. Objectivó analizar el funcionamiento de un aula de recursos y describir la intervención realizada con una profesora especialista. La recolección de datos consistió de las fases: (a) des- cripción del aula de recursos; (b) análisis del plan de estudios de la profesora; (c) aplicación de entrevistas y discusión sobre teoría y práctica y enseñanza inclusiva; d) cumplimiento de adaptaciones curriculares. Para el análisis de los datos, fueron adoptados los procedimientos: la caracterización de la realidad investigada, el análisis de las entrevistas y comparación de las adaptaciones curriculares. Como resultados, el estudio apunta la existencia de divergencias entre políticas educacionales y la realidad escolar. La intervención permitió que la profesora reflexionara sobre su actuación bajo nuevos procedimientos de enseñanza.
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Análise comportamental das instruções utilizadas por uma educadora infantil em sala de aula inclusiva

Análise comportamental das instruções utilizadas por uma educadora infantil em sala de aula inclusiva

Os dados apontam ainda que mais de 95% das instruções apresentadas pela professora descreviam respostas aos seus alunos. Essa habilidade na apresentação de tais instruções facilitam o ensino tanto em situações de rotina como nas situações acadêmicas, como verificado na área de Linguagem Oral e Escrita. No entanto, essa habilidade da professora - em consequenciar mais os seguimentos das instruções nessa área do conhecimento especificamente - pode estar relacionada ao momento vivido pela Educação Infantil nos últimos tempos. A Educação Infantil, enquanto primeira etapa da educação básica, tem passado por mudanças em relação ao seu objetivo principal: desenvolver integralmente a criança do 0 aos 6 anos de idade. O desenvolvimento integral envolve momentos de ensinar voltados para a construção da identidade que promovam a autonomia progressiva das crianças em outros momentos, em que os conhecimentos específicos sobre o mundo são abordados nas diferentes áreas como o Movimento, as Artes Visuais, a Educação Musical, a Linguagem Oral e Escrita, a Matemática e a Natureza e Sociedade, como dispõe o RCNEI (1998).
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Educação inclusiva na escola municipal de ensino fundamental e médio deputado João Fernandes de Lima: relato de experiência em sala de aula

Educação inclusiva na escola municipal de ensino fundamental e médio deputado João Fernandes de Lima: relato de experiência em sala de aula

Atualmente, várias Leis Internacional e Nacional que asseguram a educação inclusiva, entre eles destaca-se, a Declaração de Salamanca, editada pela UNESCO em 1994, que propõe que todas as crianças com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, dentro de uma Pedagogia capaz de atender as suas necessidades. A Convenção de Guatemala, de 26 de maio de 1999, promulgada no Brasil pelo Decreto Nº 3.956, de 08 de outubro de 2001, que “tem por objetivo prevenir e eliminar todas as formas de discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência e propiciar a sua plena integração à sociedade”. A Convenção da Organizações das Nações Unidas (ONU) de 2006, aprovada no Brasil pelo Decreto Nº 186, de 09 de julho de 2008, que estabelece que os Estados Partes assegurem e promovam a plena realização de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, sem qualquer tipo de discriminação por causa de sua deficiência.
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A LITERATURA EM INTERFACE COM AS RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: POSSIBILIDADES E VIVÊNCIAS NA SALA DE AULA

A LITERATURA EM INTERFACE COM AS RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: POSSIBILIDADES E VIVÊNCIAS NA SALA DE AULA

Resumo: As reflexões deste texto orientam-se a partir das experiências vivenciadas na disciplina de Estágio Curricular I do Curso de Licenciatura em Pedagogia da UFRPE/ UAG. Buscamos investigar a contribuição da literatura para o trabalho com as questões étnico raciais na educação infantil. Para tanto foi realizada uma pesquisa-ação na qual elaboramos e desenvolvemos práticas pedagógicas para a Educação das Relações Étnico-Raciais na perspectiva da lei n.º 10.639/03 e com o objetivo de contribuir para a construção de autoimagem positiva das crianças negras em uma turma de Infantil I. Apresentam-se as metodologias desenvolvidas e os resultados dessas ações e suas contribuições dentre elas as mudanças de concepções e comportamentos preconceituosos e atitudes discriminatórias em relação à estética negra. Evidenciando o relevante papel da mediação dos educadores no uso da literatura para possibilitar uma visão positiva das diferentes características físicas e para valorização dessas diversidades.
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METODOLOGIAS E VIVÊNCIAS DO DOCENTE NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR INCLUSIVA

METODOLOGIAS E VIVÊNCIAS DO DOCENTE NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR INCLUSIVA

Apesar de somente 45,8% dos professores terem formação específica para docência, a grande maioria apresenta estratégias adequadas de ensino e metodologias ativas para aprendizagem, como trabalhos em grupo e de campo. Os participantes destacam ainda que avaliam e ensinam pela participação em eventos, roda de conversa e fóruns de discussão, apresentação de painéis (P10), sensibilização, problematização e busca ativa do aluno por conteúdos que contribuam nas reflexões em sala de aula e nos campos de estágio (P16), aproveitamento e participação em sala de aula, frequência e pontualidade, capacidade de auxílio nas atividades grupais, senso ético para com os colegas de classe e docentes (P14).
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ANÁLISE DAS RELAÇÕES DOCENTE EM SALA DE AULA COM PERSPECTIVAS DE SER INCLUSIVA

ANÁLISE DAS RELAÇÕES DOCENTE EM SALA DE AULA COM PERSPECTIVAS DE SER INCLUSIVA

A Resolução do Conselho de Educação/Conselho Pleno nº 1/2002, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena, define que as instituições de ensino superior devem prever em sua organização curricular, entre outros itens, o conhecimento sobre o desenvolvimento humano e contemplar especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais, como deficiência (visual, auditiva, física, mental), transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, ou, ainda, alunos advindos de comunidades indígenas. Assim, cada curso de licenciatura deve proporcionar a seus acadêmicos conhecimentos a respeito das mais variadas necessidades educacionais especiais que eles possam se deparar em sua futura ação profissional. Portanto, essas medidas visam, como escrito no capítulo V da LDB nº 9394/96, assegurar aos alunos com deficiência “professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns”.
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As mediações linguísticas do intérprete de língua de sinais na sala de aula inclusiva

As mediações linguísticas do intérprete de língua de sinais na sala de aula inclusiva

O perfil desse profissional é traçado de forma a levantar divergências na sua atuação em sala de aula. A proposta educacional fomentada pelo órgão governamental define que a função do Professor-intérprete é interpretar os conteúdos das disciplinas, proporcionando condições de diálogos entre surdos e ouvintes, sem que o professor perca a estratégia de ensino e aprendizagem utilizada para todos os alunos daquela sala de aula. Para reforçar, no ano de 2008, a SEE-MG lança a Cartilha do Projeto Incluir com orientações para pais, alunos e profissionais da Educação. Em um dos itens dirigidos ao intérprete da educação, está a seguinte orientação: “ só é possível interpretar aquilo que entendemos. Não convém tentar interpretar aquilo que não foi compreendido. Em caso de dúvida sobre o conteúdo, é bom recorrer ao professor regente, em busca de esclarecimentos e orientações. Os papéis devem estar bem definidos: todas as dúvidas, considerações e questionamentos dos alunos devem ser remetidos ao professor; não é função do ILS dar respostas em lugar dos alunos ou do professor. Não cabe ao ILS substituir o professor em suas exposições de conteúdo e nem tampouco auxiliar os alunos na resolução de exercícios” (CARTILHA DO PROJETO INCLUIR, p. 10).
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Na sala de aula com as tecnologias da informação e comunicação: percepções e vivências docentes

Na sala de aula com as tecnologias da informação e comunicação: percepções e vivências docentes

Em minha opinião deu certo sim! O Proeja deu certo principalmente no seu início em 2008 e 2009 com as primeiras turmas, esse público tinha muitos pais e mães de alunos, com idade acima de 30, 35 anos de idade. Mas com o passar do tempo os alunos não continuavam no curso, acabavam por desistir, três anos de curso e sem nenhum incentivo por parte do governo, nem federal, nem estadual, e muitos destes alunos desempregados, fica difícil mesmo continuar. O que não entendo, é que para esse Pronatec, que são apenas cursos de qualificação temporária, tem bolsa para custear os alunos, agora para os alunos do Proeja, que é um Programa que visa a escolarização, nenhum centavo para ajudar os alunos a se manterem no curso. Cada vez mais acredito que educação não é prioridade nem para governo federal, muito menos para o nosso governo no Estado do Paraná. Sem contar que não havia nenhum tipo de divulgação dos nossos cursos do Proeja para a comunidade escolar, nem cartazes, nem na televisão, nem em nada, é muito frustrante (LUCIANO, 31 anos).
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Os desafios encontrados pelos professores na efetivação de uma sala de aula inclusiva no ensino regular

Os desafios encontrados pelos professores na efetivação de uma sala de aula inclusiva no ensino regular

Sendo assim, o presente artigo tem como foco analisar estudos sobre a efetivação de práticas inclusivas no ensino regular, com condições de aprendizagens e desenvolvimento das potencialidades dos alunos com deficiência. O mesmo encontra-se desenvolvido da seguinte forma: apresentamos um breve Referencial Teórico com Leis e Decretos que defendem a Educação Inclusiva no Ensino Regular, com base nesses referenciais definimos os caminhos percorridos para a pesquisa. Na sequência abordamos o significado da palavra inclusão, a partir de alguns autores e das políticas educacionais, a formação inicial e continuada dos professores como garantia de acesso ao processo de ensino-aprendizagem dos alunos com deficiência e finalizamos nosso estudo abordando pesquisas relacionadas a uma educação de qualidade em respeito à diversidade no ensino regular.
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A sala de aula na educação de jovens e adultos.

A sala de aula na educação de jovens e adultos.

– alfabetizar nesse início de século XXI ainda é uma tarefa que acon- tece ao acaso, ou, como diria Piaget (1977, p. 9-11), graças à ação inteligente do ser humano que é capaz de extrair significados de suas vivências, qualquer que seja ela e independente da qualidade da medição do outro, o mesmo é capaz de reconstruir para si o conhecimento disponível no seu entorno, porque os professores desconhecem as características básicas do objeto com o qual tra- balham – a linguagem. Portanto, os que aprendem, aprendem ape- sar do professor;

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Sabores da cultura indígena na sala de aula: territórios de vivências do saber histórico escolar

Sabores da cultura indígena na sala de aula: territórios de vivências do saber histórico escolar

Acreditamos que o trabalho desenvolvido pode contribuir para com estudos que versam sobre a cultura indígena em sala de aula e também na perspectiva da pratica alimentar. Ao discutirmos tais aspectos, torna-se possível aproximar o saber dos povos indígenas no campo alimentar e a aprendizagem histórica dos alunos, contribuindo, portanto, para campo de pesquisa em história tanto na formação docente inicial como continuada, em uma reflexão sobre saberes indígenas. Nosso trabalho contribui para o curso de História, para a linha de ensino de História, sobretudo para educação escolar pública a partir da realidade da Escola Municipal de Ensino Fundamental Judith Barbosa de Paula do Rêgo, Queimadas - PB.
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Educação Ambiental: Uma prática em sala de aula

Educação Ambiental: Uma prática em sala de aula

É importante conhecer as orientações e referenciais para que, através dessas informações possa promover uma Educação Ambiental de qualidade na escola, que seja inclusiva, ativa e reflexiva por parte de todos os envolvidos com a educação sejam os alunos, os pais, os funcionários, os professores e os gestores, para o bem da comunidade local e planetária. Muitos são os professores que não conhecem tais referenciais e por isso não abordam o tema em suas aulas ou não contemplam o assunto em seu planejamento e/ou nos planos de aulas. O professor historicamente é o sujeito que participa da construção dos saberes, por isso é importante conhecer os caminhos que a Educação Ambiental pode e deve percorrer dentro da escola e também fora dela, por exemplo, nas ruas do entorno da escola.
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A convivência com dois alunos especiais na sala de aula regular: uma prática de perspectiva inclusiva

A convivência com dois alunos especiais na sala de aula regular: uma prática de perspectiva inclusiva

Este trabalho apresenta de forma sucinta, estudos sobre a política da modalidade da Educação Inclusiva brasileira, nos seus aspectos legais e, sobretudo, em relação à Educação Especial, na perspectiva inclusiva do aluno especial, que estuda na sala de aula regular. Tem como objetivo geral analisar a partir da convivência com dois alunos do 3º ano do Ensino Fundamental, já diagnosticados especiais, como se efetiva, na prática do contexto social da interação em sala de aula o desenvolvimento da aprendizagem desses alunos. Especificamente, objetiva identificar qual é a contribuição da professora-estagiária do curso de Pedagogia – PARFOR/CAPES/UEPB, na atuação e convivência desses dois alunos especiais na sala regular, campo de atuação do seu estágio do Ensino Fundamental – Anos Iniciais. Adotou-se um procedimento metodológico de cunho qualitativo e interativo- interpretativa, que toma a proposta didático-pedagógica do 3º ano, em uso, para aprender o sentido da fala, ou seja, a forma de interpretar, na prática, a manifestação do aluno especial, relacionada ao seu contexto histórico-cultural construído como educação inclusiva escolar. Buscou-se apoio nos estudos de Duck (2007), Gil (2005), Gomes (2007), Guerra (2004 e 2013), Oliveira (2007), entre outros. Conclui-se que a educação inclusiva que ocorre na sala de aula regular ainda se constitui um grande desafio para a prática docente do professor dos anos iniciais, poissão muitas as barreiras que precisam ser superadas. Vivemos numa sociedade em que as políticas de inclusão fornecem teorias, direitos e deveres que, de modo geral são consideradas importantes. Contudo, em sua prática observou-se que o ambiente escolar não oferece as condições ideais para o aluno especial, muitas vezes, se apresenta de forma excludente e, em muitos casos, faltam pessoas especializadas para trabalhar no desenvolvimento da aprendizagem desse aluno especial. A causa dessa exclusão pode estar associada às questões externas à escola que se evidenciam, no contexto da prática de sala de aula, por meio da injustiça social em seus diversos aspectos devido à má distribuição de rendas, a negação de oportunidades de emprego, talvez seja, um dos mais agravantes que potencializa muitas outras existentes, preconceitos, discriminações, indiferença, violências, insegurança, entre tantas outras.
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Surdos e ouvintes em uma sala de aula inclusiva: interações sociais, representações e construções de identidades

Surdos e ouvintes em uma sala de aula inclusiva: interações sociais, representações e construções de identidades

Discuto, nesta tese, como se caracteriza a interação social, em uma escola inclusiva, entre surdos e ouvintes e faço reflexões sobre as representações que são construídas sobre surdez e língua de sinais, bem como sobre identidades surdas. O que torna esse ambiente sociolingüisticamente complexo é o fato de haver, na sala de aula pesquisada, quatro alunos surdos não usuários do português oral, sendo que a grande maioria dos alunos ouvintes e a professora não sabem LIBRAS. Por se tratar de um trabalho de cunho etnográfico (Erickson, 1984 e 1986, Van Lier, 1990; Mason, 1997; Winkin, 1998; Cavalcanti, 2000), o corpus provém de registros (Mason, 1997; Cavalcanti, 2000) gerados por observação não-participante. Tais registros foram feitos por meio de anotações e diário de campo, gravação em áudio e posterior transcrição, entrevistas e conversas formais e informais, bem como diário retrospectivo. A fundamentação teórica se alicerça em reflexões da Lingüística Aplicada (Cavalcanti, 1999; Canagarajah, 1999 e 2004; Maher, 1997 e 2007; Silva, 2005; Favorito, 2006), da Educação Intercultural (McLaren, 2000; Moreira, 2002; Maher, 2007); da Educação Bilíngüe para Minorias (Souza, 1998 e 2007; Souza & Góes, 1999) e dos Estudos Surdos (Perlin, 2006). Dada sua importância para a discussão, conceitos de representação e identidade foram buscados nos Estudos Culturais (Hall, 1997; da Silva, 2000 e 2005) e o de resistência na Antropologia e História (Certeau, 1994), enquanto que a noção de estabelecidos e outsiders foi trazida da Sociologia (Elias & Scotson, 2000). Os resultados mostram que a interação social entre a professora- sujeito e seus alunos surdos ocorria de diversas maneiras. Por ter uma representação positiva da língua de sinais, da surdez e desses alunos, a professora utilizou diversos meios para com eles interagir. Já a comunicação entre os alunos surdos ocorria com freqüência pelo fato de os quatro serem usuários da língua de sinais. Além disso, naqueles momentos em que, devido à diferença lingüística, não lhes era possível participar das atividades da sala de aula, eles se valiam da tática (Certeau, op. cit.) de se comunicarem em LIBRAS em espaços definidos como ‘zonas de refúgio’ (Canagarajah, op. cit.), o que lhes permitia atribuir, a si próprios, identidades mais positivas. Por outro lado, embora os momentos de interação entre alunos surdos e ouvintes não tenham ocorrido com muita freqüência, com exceção daqueles que se realizavam com uma aluna ouvinte bilíngüe, as representações que os aprendizes ouvintes construíram da língua de sinais e da surdez, assim como as identidades que atribuíram aos alunos surdos eram, na maioria das vezes, positivas.
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Educação inclusiva e prática docente: tenho um aluno surdo em minha sala. E agora?

Educação inclusiva e prática docente: tenho um aluno surdo em minha sala. E agora?

Este estudo tem por objetivo geral investigar as práticas docentes utilizadas para favorecer as interações linguísticas do aluno surdo inserido em uma sala de aula regular, em Fortaleza, ou seja, compreender como esses professores (as) ultrapassam as barreiras que a falta de uma língua compartilhada pode trazer ao desenvolvimento do seu trabalho docente. Seus objetivos específicos são: traçar o perfil do docente (formação, saberes); caracterizar o discente, sua trajetória escolar e suas experiências linguísticas everificar quais as ações, estratégias e práticas do professor que favorecem as interações linguísticas na sala de aula. Para o aporte teórico, foram utilizados os seguintes autores em seus respectivos assuntos – Leitão (2003), Sacks (2007) e Skliar (2010) – sobre surdez e suas implicações; Bakhtin (1997) Vygotsky (1993,1994), no que concerne ao desenvolvimento da linguagem e sua importância para a formação de conceitos; Beyer (2010), Eizirik (2006), Oliveira (2009) e Souza (2008), trazendo algumas contribuições acerca de práticas inclusivas; e Perrenoud (2000), Tardif (2007) e Zabala (2008), no que tange às contribuições e informações sobre o fazer docente em sala de aula. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, pois consideramos fenômenos e suas interações com o meio. (GATTI e ANDRÉ, 2010). Adotou-se o estudo de caso, pelo fato de nos propiciar uma visão mais detalhada da realidade e dos acontecimentos da vida real (YIN, 2005). Para a coleta de dados, foi utilizada a observação direta, em uma sala de aula da quarta série do Ensino Fundamental I. Segundo Severino (2007), a observação trata-se de um procedimento que confere um acesso aos fatos cotidianos. Para tanto, foram utilizados os seguintes instrumentos: diário de campo, entrevistas semiestruturadas, filmagens e fotografias, tendo como objetivo principal o registro de todos os fatos e movimentos que ocorrem em uma sala de aula. Os resultados do estudo apontam para a identificação de fatores que dificultam as interações na sala de aula, tais como o desconhecimento do professor acerca da condição de surdez do aluno, o que pode interferir na adoção de práticas pedagógicas apropriadas ao desenvolvimento linguístico deste aluno.
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Ensino de história e estágio supervisionado: análises e reflexões a partir de vivências em sala de aula

Ensino de história e estágio supervisionado: análises e reflexões a partir de vivências em sala de aula

A primeira atividade, buscava conhecer os alunos aos quais seria apresentado o projeto tendo como objetivo indaga-los sobre o que eles achavam relevante discutir em sala de aula. Desenvolveu-se a atividade proposta pelo cineclube através da exibição de um filme chamado Meninas malvadas que tratava da relação social entre os jovens de uma escola. Conta a história de uma jovem que foi educada em casa e que, anos mais tarde, ela foi para a escola e lá descobriu a educação a partir de professores e da socialização com os colegas. O intuito era de discutir o tema sobre relação entre amigos, tratado no filme a partir do momento em que a protagonista, ao entrar em contato com a escola busca fazer amizades e vai se influenciando com (falsos) amigos deixando de lado os amigos que a tinham acolhido na escola. Buscou-se estabelecer espaços diferenciados na escola interagindo na discussão de um filme e que a partir dos temas percebidos nos discursos, puxar conversas sobre as experiências vividas ou ouvidas por estes alunos, possibilitando que falassem de si sem que houvesse de certa forma uma (pressão) para que realizassem estas atividades.
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A sala de aula de Química: um estudo a respeito da educação especial e inclusiva de alunos surdos.

A sala de aula de Química: um estudo a respeito da educação especial e inclusiva de alunos surdos.

O presente estudo volta-se à análise da inclusão de alunos surdos em sala de aula comum da rede pública de ensino. O foco da pesquisa está voltado para a disciplina de Química, com o objetivo de avaliar se estão sendo atendidas as necessidades dos alunos surdos, investigando se os profissionais envolvidos neste processo possuem formação para tal. Esse estudo foi realizado em uma escola pública, na cidade de Erechim/RS, com turmas do segundo e primeiro anos. Os sujeitos envolvidos nesse processo - alunos surdos e ouvintes, professores e intérpretes - foram entrevistados e suas falas transcritas e analisadas segundo método da análise textual discursiva. Após, foram aplicadas três atividades diferenciadas com o intuito de verificar se poderiam ou não auxiliar no ensino e aprendizagem dos alunos surdos. Os resultados da pesquisa aqui apresentados mostram que o aluno surdo não se sente incluído na sala de aula, necessitando de uma reestruturação da escola para atender a diversidade de alunos presentes. Em contra partida, os alunos ouvintes destacaram como positiva a inserção desses sujeitos no ensino regular, relatando que possuem uma relação muito próxima e de cooperação com os alunos surdos. A partir disso verifica-se que é de fundamental importância conhecer o modo como estes sujeitos estão vivenciando esse processo, verificando onde se encontram as suas fragilidades para um posterior aperfeiçoamento desta realidade encontrada nas escolas. O professor da disciplina de Química destacou que no início das aulas não se sentia preparado para receber um aluno surdo em sala de aula regular, porém, no decorrer das aulas, buscou informações juntamente com o intérprete, iniciou estudos de Libras com a intenção de auxiliar os seus alunos surdos, bem como melhorar a sua relação com os mesmos. O desenvolvimento das diferentes atividades comprovou que, buscando auxiliar no ensino e aprendizagem dos alunos surdos, acabamos por contribuir com os estudos de todos os alunos presentes, tornando essas aulas mais divertidas e animadas, instigando esses alunos na busca pelo conhecimento e por explicações dos fenômenos observados ou estudados em aula.
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Sala de aula inclusiva: um desafio para a integração da criança surda

Sala de aula inclusiva: um desafio para a integração da criança surda

O objetivo deste estudo foi investigar e analisar se o contexto da sala de aula inclusiva favorece o processo de integração da criança surda com seus pares educativos: surdos e ouvintes. Foram selecionados os conceitos de zona de desenvolvimento proximal, mediação, compensação e meio social referentes à teoria sócio-interacionista. Quanto à teoria psicanalítica, serviram de base os conceitos de inconsciente, sujeito, discurso e Outro. A investigação se baseou nas seguintes questões: Como se dá o processo de inclusão das crianças surdas num contexto onde elas tenham acesso à língua portuguesa e à Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)? Esse contexto bilíngüe favorece o processo de integração dessas crianças com seus pares surdos e ouvintes? O estudo teve uma abordagem etnográfica. A análise dos dados se processou com base nas informações obtidas, mediante observações realizadas na sala de aula e leitura do parecer descritivo da professora sobre os seus alunos. Verificamos que havia uma tendência das crianças surdas a interagirem entre si, comunicando- se através do uso da língua de sinais, e que a professora utilizou predominantemente a língua oral para a transmissão do conhecimento e para o estabelecimento das orientações pedagógicas, dificultando a integração dos surdos com os ouvintes. Essas crianças evidenciaram dificuldades na esfera compreensiva e revelaram desconhecimento em relação à língua portuguesa. Os resultados apontaram que a organização da sala de aula inclusiva não foi favorável para a integração das crianças surdas com seus pares educativos ouvintes. Isto porque, a diferença lingüística, a não implementação de uma educação bilíngüe e a predominância do uso da língua portuguesa interferiram significativamente no estabelecimento das interações. Os surdos usavam a LIBRAS e os ouvintes a língua portuguesa, não ocorrendo mediação da professora no favorecimento da inclusão dos alunos surdos na classe.
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TECNOLOGIA NA SALA DE AULA: VIVÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS COM A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS/ EJA

TECNOLOGIA NA SALA DE AULA: VIVÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS COM A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS/ EJA

A EJA é uma categoria organizacional constante com finalidades e funções específicas que recebem jovens a partir de 15 anos de idade e adultos que por uma razão ou outra não tiveram a oportunidade de completar os estudos nos anos da Educação Básica em idade apropriada, trata-se de um público que tem características e trajetórias distintas dos alunos do ensino regular.

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