Top PDF Psicopatia corporativa: um estudo sobre gestores no Brasil

Psicopatia corporativa: um estudo sobre gestores no Brasil

Psicopatia corporativa: um estudo sobre gestores no Brasil

Independentemente da época, cultura ou modelo adotado, a psicopatia se apresenta como um conjunto de características cognitivas, afetivas e comportamentais marcadas por uma “antissocialidade” que pode ocasionar problemas, sobretudo, para os que estão próximos. O psicopata é um sujeito “egocêntrico, grandioso, arrogante, enganador, manipulador, superficial, insensível, impulsivo, que busca sensações extremas, que prontamente viola normas e obrigações sociais, sem qualquer sentimento de vergonha, culpa ou remorso” (HARE; NEUMANN, 2005, p. 57). Parece não compreender nem considerar o valor ou significado emocional da linguagem. Ele não possui o aspecto emocional em pleno funcionamento, portanto aprende a imitar/descrever, mas sem verdadeiramente compreender; parece que não possui os componentes “sensíveis” da linguagem. Sua autoimagem é definida mais pelos bens adquiridos, e por outros sinais de sucesso e poder, do que pelo amor, discernimento e compaixão (HARE, 2013). Os psicopatas em geral enganam, trapaceiam, fraudam, iludem e manipulam sem escrúpulo. Acreditam que é sempre vantajoso usar a cabeça ao invés do coração. São como androides desprovidos de emoção e consciência, apesar de saberem o que é certo e errado socialmente 2 (IRIA; BARBOSA, 2008). O psicopata detecta as vulnerabilidades e “aperta o botão certo”, sem hesitar em explorar pessoas confusas, frágeis ou impotentes. É, portanto, um fenômeno com implicações diretas para o contexto das interações sociais. O Quadro 1 resume as características-chave da psicopatia:
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Práticas declaradas por professores e gestores sobre o ensino de matemática: estudo de uma escola com alto índice na Prova Brasil

Práticas declaradas por professores e gestores sobre o ensino de matemática: estudo de uma escola com alto índice na Prova Brasil

[...] foi proposta a ideia de polivalência para afirmar um núcleo comum nos currículos a partir da compreensão de que o professor não é um “tarefeiro” e precisa vivenciar uma formação que lhe garanta integrar, no processo educativo, a dimensão da preparação integral do aluno, dos conteúdos das matérias a serem ensinadas e os métodos apropriados para atender a tais especificidades (CRUZ, 2012, p. 2898). Para a autora, a indicação instituiu a efetivação das licenciaturas curtas, com a finalidade de atender a falta de professores habilitados para lecionarem no nível médio de ensino na época. Essa visão resultou em um processo acelerado de formação docente em nível superior, ocasionando questionamentos sobre a redução do tempo de preparação intelectual desse curso. De modo geral, a concepção da polivalência nesse período estaria associada à abordagem tecnicista e das teorias comportamentalistas de aprendizagem. Tal abordagem consistiria na transmissão do conhecimento pelo professor, por meio de aplicação e execução de técnicas manuais, aos alunos se reservaria a memorização dos conteúdos transmitidos. Contudo, entende-se que o planejamento não estaria nas mãos dos professores, mas sim na de especialistas da área.
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Marketing e responsabilidade social corporativa: estudo de caso no setor de telecomunicações no Brasil

Marketing e responsabilidade social corporativa: estudo de caso no setor de telecomunicações no Brasil

“A questão da cultura deverá se revestir de caráter prioritário, dada a concepção de orientação para o mercado como cultura organizacional. Intervém a conjectura de Farley (1997), considerando como problema crucial as possíveis características culturais do próprio marketing e suas fortes raízes com o Ocidente e, sobretudo, com os Estados Unidos. A dúvida é se a “tecnologia” do marketing pode ser diretamente transferida para sociedades culturalmente diversas. Impõe-se saber se a cultura nacional brasileira possui traços compatíveis ou facilitadores para a orientação para o mercado. Essa é uma direção geral para pesquisas futuras a merecer reflexão de todos os envolvidos com o marketing no Brasil, especialmente os acadêmicos. Tudo isso é premente diante do aumento da competição no Brasil em virtude de tendências como maior abertura ao exterior e baixo ritmo de crescimento econômico, tornando as oportunidades mais disputadas. Nessas condições, sobressai a necessidade de estudos sobre orientação para o mercado, seus antecedentes e suas conseqüências. Que venham mais pesquisas sobre esse domínio no Brasil, lançando luzes sobre tais conceitos e suas relações. O desafio para futuros trabalhos é desenvolver tanto uma teoria sólida quanto diretrizes para os praticantes"
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Gonança corporativa : análise da percepção de gestores de agências de Fortaleza de uma grande instituição financeira

Gonança corporativa : análise da percepção de gestores de agências de Fortaleza de uma grande instituição financeira

A governança corporativa surgiu em um momento de conflitos entre investidores e executivos de organizações com capital aberto. É um tema considerado recente por vários autores. Governança Corporativa é um conjunto de boas práticas que garantem uma maior, solidez, transparência, liquidez e responsabilidade social das instituições. Este tema vem adquirindo crescente importância à proporção que suas práticas proporcionam maior credibilidade e criação de valor às instituições. Neste contexto, esta monografia tem como objetivo analisar a adoção e a percepção dos administradores sobre boas práticas de governança corporativa em duas agências bancárias do Banco do Brasil S.A. na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará. Foi realizada uma pesquisa de campo, onde seus dados foram coletados através de um questionário aplicado aos gestores desta instituição. Os resultados mostraram a percepção e adoção das práticas de governança corporativa na organização em questão, destacando a importância de tê-las como diferencial para a aquisição e longevidade de seus negócios.
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A relação entre espiritualidade e dignidade: um estudo com gestores e não gestores de organizações da região do Nordeste do Brasil.

A relação entre espiritualidade e dignidade: um estudo com gestores e não gestores de organizações da região do Nordeste do Brasil.

Jacobson (2009) propõe em seus estudos uma classificação sobre formas de dignidade na tentativa de maior entendimento sobre o conceito e os significados atribuídos a ele. A partir de uma revisão da literatura o autor identificou duas categorias. A primeira relativa à dignidade humana já ratificada anteriormente nas concepções judaico-cristã e grega, sendo destacado o valor abstrato e universal de cada ser humano, simplesmente em virtude de sua condição humana - e por ser inerente e incondicional não pode ser violada ou destruída. A segunda categoria identificada foi a de dignidade social, sendo esta percebida como aquela que acontece na relação entre indivíduos, grupos e sociedades. Segundo o autor a prática da dignidade social pressupõe alguns elementos importantes tais como, auto-respeito, valor a si mesmo, respeito e valorização aos outros. Para o autor A ausência desses elementos implica na violação da dignidade. A Figura 5 apresenta as condições mínimas necessárias para que a dignidade esteja presente nas relações:
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PERFORMANCE DAS MELHORES PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA NO BRASIL: UM ESTUDO DE CARTEIRAS

PERFORMANCE DAS MELHORES PRÁTICAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA NO BRASIL: UM ESTUDO DE CARTEIRAS

Segundo Berle e Means (1932), a dispersão da propriedade resultou na constituição de duas categorias sociais: a) a dos acionistas dispersos = proprietários passivos = proprietários de direito; e b) a dos gestores e controladores = proprietários usufrutuários = proprietários de fato. De um lado, os primeiros possuem interesses como usufruir de parcela do lucro da companhia, aumentar o valor de mercado da companhia e no caso de liquidação ou venda da empresa, receber por suas ações um valor justo. De outro lado, a segunda categoria busca o usufruto pessoal, como sucesso profissional, remunerações e benefícios autoconcedidos e foco na gestão de resultados a curto prazo. De acordo com Berle e Means (1932), os interesses dessas duas categorias sociais não são perfeitamente coincidentes e provavelmente não levarão à maximização dos lucros e à do valor da empresa. Segundo Okimura (2003, p.11), o divórcio entre propriedade e gestão conduziu um sério prejuízo à função social da propriedade privada, pois a maximização do valor buscada pela competição de mercado seria o elo entre a propriedade privada e a utilização eficiente de recursos, que se torna “ameaçada pela estrutura de propriedade que favorece a redução dos incentivos de administradores na busca da maximização do valor”.
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Estudo de caso sobre os desafios da governança corporativa nas empresas públicas federais do Brasil

Estudo de caso sobre os desafios da governança corporativa nas empresas públicas federais do Brasil

Em tese de doutorado intitulada "Avaliando o Avaliador: Evidências de um Experimento de Campo sobre as Auditorias da CGU", Zamboni (2012), faz extensa avaliação da eficácia do processo de fiscalização realizado por aquele órgão. O pesquisador encontra resultados negativos e positivos dependendo principalmente das sanções legais relativas ao tema sob fiscalização. O autor faz recomendação alinhada parcialmente as entrevistas mais críticas ao modelo atual de controle: "a CGU utilizaria de forma eficiente seus recursos se direcionasse os esforços para as fiscalizações das compras públicas em detrimento das auditorias de gestão, ainda excessivamente presa a processos".
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A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO CORPORATIVA NO SETOR PÚBLICO: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA ESCOLA CORPORATIVA DA UNICAMP

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO CORPORATIVA NO SETOR PÚBLICO: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA ESCOLA CORPORATIVA DA UNICAMP

A EC se iniciou no Instituto de Desenvolvimento de Gestão Jack Welch, na General Electric de Nova Iorque, em 1956. O objetivo da criação era o de melhor educar e formar seus gestores. A partir disso, outras empresas começaram a utilizar um investimento maior na aquisição do conhecimento, criando as suas unidades de EC (MEISTER, 1999). Sendo que, segundo Eboli (2004), as primeiras instituições de educação corporativa no Brasil surgiram por volta dos anos 1990, com o objetivo de melhorar o conhecimento existente nos funcionários das empresas, influenciadas pela alta competitividade do mercado. Nos anos mais recentes, a Educação Corporativa tem se tornado um forte instrumento para a administração das organizações em dois sentidos amplos: 1) reconhecendo o desenvolvimento da administração (e dos administradores) como um processo complexo e que carece de cuidado e de uma customização acurada; 2) atuando como reforço para o conceito de autodesenvolvimento dos trabalhadores (MINTZBERG, 2003).
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Um estudo sobre escolas eficazes no Brasil e na Itália: o que realmente importa na opinião dos pais, alunos, professores e gestores

Um estudo sobre escolas eficazes no Brasil e na Itália: o que realmente importa na opinião dos pais, alunos, professores e gestores

(fatores) foram citados somente por um ou dois grupos. Este é o caso dos recursos didáticos (FD09), que foi men- cionado somente pelas famílias. Para compreender melhor esse aspecto, alguns pais que participaram do estudo foram entrevistados. Esses familiares revelaram que, estando fora da escola, observavam que seus filhos recebiam livros (Programa Nacional do Livro Didático – PNLEM), unifor- mes, materiais escolares, netbooks e tablets (Prefeitura Municipal) e que tais recursos eram usados pelos jovens. Esses familiares consideravam importantes esses recursos para auxiliar na aprendizagem do(a) filho(a). Portanto, quando se referiram aos recursos didáticos, estavam se reportando aos livros e aos dispositivos doados pelo go- verno federal e pelo município. Por outro lado, ressalta-se que para os outros grupos (professores, gestores e alunos) o nível de concordância desse item ficou entre 60% e 68%, o que demonstra que esses participantes não desconside- ravam totalmente a questão dos recursos didáticos. No entanto, a pontuação desses grupos ficou abaixo da linha de corte estabelecida nesta pesquisa (entre 75% e 100%).
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PERCEPÇÃO DE GESTORES E TÉCNICOS SOBRE O PROCESSO DE GESTÃO DE COMPETÊNCIAS EM ORGANIZAÇÕES NO BRASIL

PERCEPÇÃO DE GESTORES E TÉCNICOS SOBRE O PROCESSO DE GESTÃO DE COMPETÊNCIAS EM ORGANIZAÇÕES NO BRASIL

O presente estudo tem como objetivo descrever a percepção de gestores e técnicos a respeito do processo de gestão de competências em organizações que atuam no Brasil. Este investigou também se estas percepções diferem ou não de acordo com o sexo, o nível de escolaridade, o de remuneração, bem como em relação ao tempo de existência dos processos de gestão de competência nas organizações. Para tal, foi construído e aplicado um questionário, que foi submetido à validação de juízes e avaliação semântica. Esse questionário foi aplicado em uma amostra de 59 participantes, representantes de 38 organizações que atuam em diversas regiões do Brasil e que possuem modelos de competências implementadas. O instrumento de pesquisa contém 25 itens, associado a uma escala tipo Likert de 5 pontos. Quanto à metodologia, esse estudo pode ser classificado, quanto aos fins: como estudo descritivo, exploratório e aplicado e, quanto aos meios: como uma pesquisa bibliográfica e de campo. Os resultados numéricos aos itens do questionário foram submetidos a análises estatísticas descritivas e inferenciais e mostraram que, de acordo, com os pesquisados, há predominância do modelo de competências preconizado pela escola francesa; a maior parte das organizações possui o processo implementado há mais de dois anos. Para análise de seus resultados, as respostas foram agrupadas em dois grandes fatores: “utilidade e objetividade” e “justiça”. De modo geral, as avaliações tenderam a ser positivas, no entanto, há um expressivo percentual de respostas que se posicionam de forma neutra ou negativa em relação ao processo de gestão decompetência. Observou-se também que há uma diferença estatisticamente significativa, demonstrando que as pessoas com remuneração mais elevada tendem a perceber de forma mais favorável os fatores relacionados à “objetividade e utilidade” e “justiça” no processo de gestão decompetências. A partir das respostas dos participantes, percebe-se que ainda há um descompasso entre o que deve ser (teoria) e o que é possível (interesse do trabalhador x interesse da empresa, desempenho organizacional x desempenho das pessoas) implantar no cotidiano das organizações.
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LOGÍSTICA REVERSA NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE O MECANISMO AMBIENTAL, A RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E AS LEGISLAÇÕES PERTINENTES

LOGÍSTICA REVERSA NO BRASIL: UM ESTUDO SOBRE O MECANISMO AMBIENTAL, A RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA E AS LEGISLAÇÕES PERTINENTES

Toda essa primeira fase ocorrera na Europa nos séculos XVIII e XIX. Mas e no Brasil? Na época da Revolução Industrial, o Brasil vivia a fase de Império, época marcada pelos grandes latifúndios e escravidão. Então, quando teria surgido essa conscientização no nosso país? No Brasil, após a década de 1920, começa a surgir uma legislação ambiental mais completa, embora ainda não muito compreendido. Segundo alguns doutrinadores civilistas, o Código Civil de 1916 surge como precedente de uma legislação ambiental mais específica, uma vez que trouxe alguns elementos de cunho ecológico, como nos conflitos de vizinhança (árvores limítrofes, artigo 556 do Código Civil de 1916, por exemplo).
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A gestão de pessoas em centros de serviços compartilhados no Brasil: um estudo sobre a percepção dos gestores e empregados operacionais

A gestão de pessoas em centros de serviços compartilhados no Brasil: um estudo sobre a percepção dos gestores e empregados operacionais

departamento de RH. Um desses fatores é a relação entre CSC e matriz, dado que as demandas da alta administração podem causar tensões no CSC e porque a aceitação do centro de serviços depende do apoio que a matriz oferece. Empiricamente, Liang (2005) observou que os CSCs na Tailândia têm seu sucesso apontado, principalmente, no suporte proveniente da alta administração corporativa e na presença de uma cultura organizacional de cooperação que possibilita as trocas entre o CSC com as demais unidades do grupo. Isso faz com que o poder de tomada de decisões de um CSC seja subordinado à matriz da organização. Portanto, a alta administração pode não ter influência direta nas atividades cotidianas da Administração de Recursos Humanos no CSC, mas tem influência no estabelecimento de um clima organizacional favorável às relações sociais. De fato, o ambiente social e cultural que intermedia a relação ente diferentes unidades organizacionais tem também papel fundamental para a transferência de práticas e conhecimentos (BJÖRKMAN; LERVIK, 2007) proveniente da matriz para o CSC. Se esse ambiente social for turbulento e formar barreiras para a aceitação do CSC, a resistência ao CSC tende a ser maior. Daí a importância em se entender como se deu a formação do CSC, se foi uma iniciativa liderada por um projeto da própria organização ou se essa implementação foi sustentada em atividades de um terceiro (empresas de consultoria). Cria-se uma cultura organizacional decisiva no estilo de gestão de RH desses centros vai estar ligada com a forma pela qual se deu sua implantação.
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O REUNI NA UFJF: UM ESTUDO SOBRE OS PRINCIPAIS DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS GESTORES

O REUNI NA UFJF: UM ESTUDO SOBRE OS PRINCIPAIS DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS GESTORES

É mister salientar que, conforme preceitua as Diretrizes Gerais do REUNI, estabelecidas em agosto de 2007 pela Secretaria de Ensino Superior (SESu/MEC) tal programa não preconizava a adoção de um modelo único para a graduação das Universidades Federais, já que ele assumia como pressuposto tanto a necessidade de se respeitar a autonomia universitária, quanto a diversidade das instituições, sendo que os projetos apresentados pelas Universidades poderiam iniciar-se no conjunto de suas unidades acadêmicas, em algumas delas e/ou em novas unidades a serem criadas, desde que, ao final do período de cinco anos, a meta estabelecida seja alcançada (BRASIL, 2007).
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O bairro na cidade corporativa: um estudo sobre o bairro Valéria

O bairro na cidade corporativa: um estudo sobre o bairro Valéria

Um novo patamar do processo de urbanização do Brasil vai ocorrer a partir da década de 1970. Fase marcada pelo surgimento da metropolização, caracterizada pelo aumento do número das cidadescom mais de 100 mil habitantes e as que alcançaram o patamar de cidades milionárias. Caracterizadas, principalmente, pela sua capacidade de polarização do território nas escalas nacional, regional e local e por constituírem centros de poder econômico, social e político. Uma metrópole, segundo Langenbuch(1971, p.1 apud SANTOS, 2009, p.84) “constitui um tipo especial de cidade, que se distingue das menores não apenas por sua dimensão, mas por uma série de fatos, quer de natureza quantitativa, quer de natureza qualitativa”. Assim, no Brasil, as cidades que possuíam tais características e foram consideradas metropolitanas foram apenas nove: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.
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Ensaios sobre tax avoidance, reputação corporativa e governança no Brasil

Ensaios sobre tax avoidance, reputação corporativa e governança no Brasil

O primeiro artigo assume a hipótese de que empresas brasileiras de capital fechado são propensas a apresentarem um maior nível de tax avoidance em relação às de capital aberto. Segundo a literatura sobre o tema, nas empresas de capital aberto, as ações de seus agentes (gestores) são mais visíveis às partes interessadas (acionistas, investidores, governo), o que reflete em uma forma de pressão por melhores resultados (CLOYD; PRATT; STOCK, 1996; MILLS; NEWBERRY, 2001). Por sua vez, devido a um menor nível de divulgação financeira e menor pressão do mercado, as empresas de capital fechado teriam incentivos ao gerenciamento tributário (LIN; MILLS; ZHANG, 2013). Some-se, ainda, o fato de que as empresas de capital aberto tendem a ser maiores do ponto de vista financeiro e possuem estruturas mais formais e burocráticas, com isso passam a ter maior visibilidade perante os seus agentes e partes interessadas, e de aumentarem a sua aversão ao risco e à incerteza, passando a considerar os custos reputacionais (HIGGINS; OMER; PHILLIPS, 2012), além dos custos políticos (ZIMMERMAN, 1983). Destaca-se também que as maiores empresas recebem fiscalização diferenciada no Brasil perante a Receita Federal do Brasil – RFB (LOPES, 2012; REZENDE; 2015; SANTOS; 2015). No tocante às empresas de capital fechado, espera-se que o menor nível comparativo de governança e reputação, pelo menos sob o ponto de vista da visibilidade e pressão do mercado, criem incentivos para o envolvimento em estratégias tributárias mais agressivas.
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Produção sobre Educação Corporativa no Brasil: um estudo bibliométrico

Produção sobre Educação Corporativa no Brasil: um estudo bibliométrico

Este artigo tem como objetivo identificar e analisar a produção acadêmica sobre o tema “Educação Corporativa” nos últimos 20 anos. O procedimento metodológico utilizado foi a pesquisa bibliométrica. Para tanto, foram pesquisados os trabalhos acadêmicos através das plataformas portal Spell, periódicos Capes e nos periódicos ligados a Anpad, como a BAR – Brazilian Administration Review, a RAC – Revista de Administração Contemporânea, a TAC – Tecnlogia de Administração e Contabilidade e a RAC Eletrônica. E, a partir da análise dos dados, pode-se afirmar que a pesquisa vai ao encontro do que os principais autores do tema Educação Corporativa e Gestão de Pessoas têm apontado em suas obras contemporâneas, nas quais eles têm apontado que a educação corporativa e sua estrutura vêm deixando de ser meras coadjuvantes e desfrutadoras de recursos financeiros para, finalmente, terem seus valores estratégicos reconhecidos e assim serem geridas como tal. Os estudos reforçam, cada vez mais, que a gestão de pessoas, desde que bem definido seu papel e alinhamento com a estratégia da organização, pode gerar e aumentar o desempenho e a produtividade.
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EDUCAÇÃO CORPORATIVA NAS INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS:
Um estudo de caso sobre a educação corporativa no Banco do Brasil

EDUCAÇÃO CORPORATIVA NAS INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS: Um estudo de caso sobre a educação corporativa no Banco do Brasil

Esta pesquisa analiza la educación corporativa en el Banco de Brasil como forma resignificada de educación para el trabajo, buscando identificar sus características y diferenciaciones con relación a los antiguos departamentos de entrenamiento y desarrollo de recursos humanos. Este esfuerzo impuso la definición de ejes norteadores de las análises en destaque, en este estudio: las metamorfosis que aportaron para la emergencia de la educación corporativa, especialmente las desencadenadas en el sector económico-político y en el sector educacional en face de los fenómenos de la Globalización, Neoliberalismo y de la Reestructuración Productiva: la gestión de capacidades en la formação/calificación profesional; y, a función política e ideológica de la educación corporativa en el proceso de optimización de la expropiación de la fuerza de trabajo. Para tanto, se definió como fundamentos teoréticos categorías de análisis del materialismo histórico y dialéctico que aportaron en la explicación del real a partir de sus contradicciones y múltiplas determinaciones. Como norteadores metodológicos para la conducción de ese estudio, se tomó la pesquisa bibliográfica y de campo. Al fin del proceso investigativo, se llegó a la conclusión de que la educación corporativa es un moderno concepto de educación empresarial que representa una innovación frente al paradigma taylorista/fordista de formación profesional, pero que preserva en su esencia la función política e ideológica de asegurar la expropiación de mayor-valía y la subordinación del trabajador a los ditames del mundo del trabajo, tornándolo apto a contestar productivamente a las demandas del mercado por nuevas capacidades.
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Estudo sobre as competências dos CIOs : a visão dos gestores no Brasil e nos Estados Unidos

Estudo sobre as competências dos CIOs : a visão dos gestores no Brasil e nos Estados Unidos

Objetivo a - A partir da literatura, identificar um conjunto de competências relevantes para os gestores seniores de TI contemporâneos – este objetivo não possui sustentação numérica nos dados empíricos, pelo qual fica fora do campo da análise estatística. Objetivo b - Analisar se os CIOs das empresas participantes possuem (e em que grau) as competências propostas pela literatura – este objetivo foi verificado pelo teste de diferença de médias (ANOVA) para as dimensões de competências. O teste ANOVA indica se existem diferenças significativas entre as dimensões, porém não permite determinar qual dimensão possui maior ou menor média em relação a todas as demais. Assim, optou-se por executar um teste post hoc de comparação de médias denominado Tukey. É um dos testes mais utilizados para esse fim pela facilidade de aplicação e por ser considerado suficientemente rigoroso (LANE, 2011). Os passos para execução do teste são:
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A psicopatia e o direito penal brasileiro: estudo sobre a imputabilidade

A psicopatia e o direito penal brasileiro: estudo sobre a imputabilidade

Hilda Morana, citada por Silva (2014, p. 152), é a psiquiatra forense responsável pela tradução, adaptação e validação do PCL para o Brasil. Seu entendimento é de que, verificada a presença de personalidade psicopática no indivíduo, este fosse posto em prisão especial. Tal entendimento se mostra pertinente, visto que o portador de psicopatia em prisão especial poderia receber completo acompanhamento psiquiátrico, o qual atestaria se ele teria condições de ser reinserido no convívio com a sociedade. Embora a ideia de Morana viesse a motivar a criação de um projeto de lei, o mesmo não fora aprovado.
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A produção acadêmica sobre governança corporativa no Brasil: 2003-2005

A produção acadêmica sobre governança corporativa no Brasil: 2003-2005

O crescente interesse em analisar os processos que conduzem à utilização de práti- cas de governança corporativa ou em descrever as características das organizações que utilizam essas práticas, tornou o tema da governança nas organizações alvo de intensa pesquisa na comunidade científica internacional. Este estudo buscou mapear a produção acadêmica sobre a governança corporativa no Brasil, divulgada no período de 2003 a 2005. Para tanto, foram analisados 16 artigos completos, publicados nos princi- pais periódicos da área de Administração, constituindo, assim, a fundamentação teórica deste trabalho. Além de fornecer uma caracterização geral desta produção, os resulta- dos revelam temas, conceitos, bases teóricas, referências e tipos de pesquisa que pre- dominam nesse domínio de investigação. Por fim, esses resultados podem ser úteis para proporcionar maior familiaridade com o assunto, com vistas a torná-lo mais explicito e, com isso, poder analisar seu conteúdo e prováveis questões, além de delinear uma agenda de pesquisa que equacione essas problemáticas e preencha as lacunas com relação ao tema.
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