Top PDF Psicopedagogia: contribuições no processo de ensino-aprendizagem de crianças e adolescentes em situação de risco e exclusão social

Psicopedagogia: contribuições no processo de ensino-aprendizagem de crianças e adolescentes em situação de risco e exclusão social

Psicopedagogia: contribuições no processo de ensino-aprendizagem de crianças e adolescentes em situação de risco e exclusão social

A senhora Ângela Diogo de Sousa – fundadora e presidente do Movimento Beneficente à Criança Carente do Bairro Guabiraba – recebe o estabelecimento com apenas 17 crianças freqüentando a creche. Com o desenvolvimento de um trabalho voltado para a necessidade do bairro e a crescente demanda, no ano de 1997 na primeira gestão do Prefeito Raimundo Marcelo Carvalho Silva, a comunidade é agraciada com a implantação de um berçário, que passou a funcionar na extinta escola Manoel Severo Barbosa, atendendo a 183 crianças, divididas em 08 turmas sendo 01 turma de berçário, 01 turma de maternal I e II e 06 turmas de pré-escolar. Este gerenciamento perdurou dos anos de 1996 até março de 2005. Em 1998, em parceria com entidades não-governamentais executou a ação “Pacto pela Vida”, com o objetivo de uma refeição diária de valor nutritivo a 63 crianças, bem como desenvolvia oficinas de conhecimento a todas as famílias das crianças assistidas (Projeto Alimento e Vida). Promoveu ações na área de saúde (Projeto Criança Saudável) e ações sócio- educativas (Projeto Arte, Esporte e Vida), que oportunizava o atendimento à crianças, adolescentes e jovens através de atividades voltadas à saúde, educação, esporte e lazer. Em 2001, a Instituição foi reconhecida como creche modelo, servindo como base para reconhecimento do Selo UNICEF em 2001. Prêmio dado ao município de Maranguape pelo desenvolvimento de um trabalho voltado à educação infantil.
Mostrar mais

45 Ler mais

Crianças e adolescentes em processo de exclusão social

Crianças e adolescentes em processo de exclusão social

O processo de exclusão social vivenciado por milhares de famílias brasileiras acaba por determinar a situação de risco so- cial e pessoal presente no cotidiano de muitas crianças e mui- tos adolescentes. Concordamos com Medeiros (1999, p. 15) quando afirma que os riscos pessoais e sociais são “possíveis fatores que podem prejudicar o processo de crescimento e desen- volvimento da criança ou mesmo limitar sua qualidade de vida”. Esses fatores encontram-se presentes nas condições das crian- ças e dos adolescentes que estão nas ruas, vítimas da negligência ou do abandono, vítimas da exploração do trabalho, do tráfico de drogas, da prostituição, vítimas de violência (física, mental, sexual) doméstica ou familiar e em situação de conflito com a lei (HUTZ, KOLLER, 1996; EL-KHATIB, 2001; LESCHER et al., 2004).
Mostrar mais

15 Ler mais

Crianças e adolescentes em situação de rua: contribuições para a compreensão dos processos de vulnerabilidade e desfiliação social.

Crianças e adolescentes em situação de rua: contribuições para a compreensão dos processos de vulnerabilidade e desfiliação social.

exclusão social se refere a uma grande número de situações, com características muito diversas, o que não permite a análise das especificidades de cada uma. Além disso, o termo exclusão social traz em si uma qualificação negativa sustentada pela falta que não é explicada nem quanto às suas caracte- rísticas, nem quanto à sua gênese. Neste sentido, observa-se a autonomização das situações que se referem, geralmente, a um estado de degradação em relação a um posicionamento anterior, desvin- culado dos processos que a geraram. Este tipo de reflexão impede a análise da lógica do processo na qual indivíduos são colocados às margens da soci- edade e, conseqüentemente, influencia na escolha de estratégias de assistência social que, tradicional- mente, têm sido direcionadas por ações reparati- vas em detrimento de mudanças no processo que gera estas situações. Nas palavras de Castel 3 , “as
Mostrar mais

9 Ler mais

A infância confiscada: contributos para o estudo da educação das crianças em situação de risco de exclusão escolar e social no 1º Ciclo do Ensino Básico: elaboração de um modelo de factores de risco

A infância confiscada: contributos para o estudo da educação das crianças em situação de risco de exclusão escolar e social no 1º Ciclo do Ensino Básico: elaboração de um modelo de factores de risco

O processo de constituição das turmas no 1.º Ciclo do Ensino Básico encontra-se definido segundo determinados critérios. Os grupos formados no 1.º ano de escolaridade deverão ter continuidade independentemente dos resultados escolares dos alunos, ou seja, a homogeneidade inicial no que se refere à idade tende a conservar-se, embora as turmas sejam heterogéneas quanto aos níveis de ensino. Quando os professores são titulares da escola, acompanham o grupo desde o 1.º ano até ao 4.º ano de escolaridade, no entanto e a despeito de melhor do que ninguém conhecerem a organização e o funcionamento da unidade educativa onde se movimentam bem como o contexto escolar e social onde exercem as suas funções, rotulam negativamente os alunos que no 1.º ano de escolaridade mostraram sinais que de alguma forma faziam prever o seu insucesso escolar e de certa forma “desinvestem” não raras vezes no seu processo de escolarização, nomeadamente no que diz respeito às alternativas pedagógicas, considerando a actual flexibilidade dos currículos escolares. Por outro lado, quando os professores não conseguem ou não querem ficar na mesma escola e no ano lectivo seguinte as turmas são distribuídas por outros professores muitas vezes com poucos anos de experiência, estes recebem “informações” dos alunos e que na sua maioria são de tal forma desmotivantes que à priori criam nestes professores baixas expectativas que por sua vez se reflectem num fraco investimento escolar no processo de ensino e de aprendizagem destes alunos. Estas “rotulagens” não passam despercebidas aos alunos que não raramente as assumem na medida em que desvalorizam as próprias capacidades cognitivas e passam a tentar assumir-se no contexto escolar através de comportamentos desajustados, tentando desta forma ganhar o respeito através de actos agressivos que os coloquem na fasquia dos mais temidos. Ou seja, os alunos ajustam a sua maneira se ser e de estar de acordo com as rotulagens que lhes são atribuídas, obtendo desta maneira os resultados que vão ao encontro das expectativas negativas dos professores.
Mostrar mais

229 Ler mais

Ensino e aprendizagem a partir da análise de uma situação meteorológica de risco máximo

Ensino e aprendizagem a partir da análise de uma situação meteorológica de risco máximo

A Direção-Geral da Educação, no âmbito das atribuições que lhe foram conferidas em matéria de Educação para a Cidadania, considerou essencial a conceção de documentos orientadores para cada uma das áreas identificadas nas Linhas Orientadoras da Educação para a Cidadania, na sequência do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de Julho, (http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Legislacao/ dl_139_2012.pdf), alterado pelo Decreto-Lei n.º 91/2013, de 10 de Julho (http:// www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Legislacao/1c_matriz_rev16_jul13.pdf), e pelo Decreto- Lei n.º 176/2014, de 12 de Dezembro (https://dre.pt/application/ file/63958168). Conforme mostra a obra publicada, a Educação para o Risco é hoje reconhecida como uma componente da formação da criança e do jovem que importa desenvolver desde os primeiros anos de vida. A escola tem um papel fundamental neste processo, enquanto interveniente privilegiado na mobilização da sociedade, proporcionando e promovendo dinâmicas e práticas educativas que visam, no espetro mais amplo da educação para a cidadania, a adoção de comportamentos de segurança, de prevenção e gestão adequada do risco. A recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE) mostra que vivemos numa sociedade que é sistematicamente confrontada com notícias sobre a presença do Risco, desde riscos naturais aos que resultam diretamente da ação humana, sendo certo que se interligam fortemente.
Mostrar mais

33 Ler mais

A LITERATURA INFANTIL E SUAS CONTRIBUIÇÕES NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

A LITERATURA INFANTIL E SUAS CONTRIBUIÇÕES NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

“Era uma vez uma linda princesa...” Essas histórias que rementem a infância, nem sempre lembram quão desafiador foi a tarefa de juntar todos esses símbolos, em busca do prazer de navegar nas águas mágicas de literatura. Para isso foi necessário a intervenção de dois fatores importantes, que são o professor e a escola, pois para muitas crianças a descoberta do mundo da literatura só acontece na escola como a mediação de um professor. Para que isso aconteça é necessário reconhecer a importância da leitura para o desenvolvimento da criança, descobrindo estratégias utilizadas pelo professor para despertar no aluno o interesse pela leitura já na educação infantil.
Mostrar mais

12 Ler mais

O papel da resiliência nas tarefas de escuta dicótica em adolescentes em situação de risco social

O papel da resiliência nas tarefas de escuta dicótica em adolescentes em situação de risco social

Segundo (Abdo, Murphy, & Schochat, 2010), adolescentes com dislexia apresentaram desempenho pior do que o grupo controle no teste de padrão de frequência, sugerindo a existência de uma relação entre as habilidades temporais e o transtorno de leitura. Sabendo que os testes de padrão de frequência (identificar e diferenciar tons graves de tons agudos) exigem certa agilidade na habilidade de percepção sonora, pode-se considerar que a dislexia, em se tratando de uma alteração de leitura (percepção e decodificação de palavras), pode comprometer o desempenho de sujeitos nesses testes. O grupo de adolescentes com TDAH apresentou desempenho pior do que o grupo controle em todos os testes, sugerindo uma estreita relação entre as habilidades auditivas testadas e o TDAH, principalmente pelo fato de que a atenção é a primeira etapa do processamento auditivo (Boothroid, 1986). Ainda, tarefas de escuta dicótica como o Teste Dicótico Consoante- Vogal, quando associado a tarefas de funções executivas, pôde identificar com 90% de precisão, em um estudo com 43 adolescentes com alterações de linguagem, os prejuízos de leitura, tornando essa associação de testes, uma ferramenta valiosa para avaliação de déficits de leitura (Asbjørnsen et al., 2003). Tal fato pode comprovar o envolvimento de outras funções cognitivas como atenção e memória, no desempenho de sujeitos com dificuldade de aprendizagem. Em adultos, embora o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade seja mascarado por estratégias compensatórias, (Dramsdahl et al., 2011) foi possível concluir que a capacidade de direcionar a atenção está preservada nesses sujeitos, porém há um déficit de controle cognitivo ao passo que mostram uma menor capacidade de inibir uma reação mais automática.
Mostrar mais

92 Ler mais

Contribuições da monitoria no processo ensino-aprendizagem em enfermagem.

Contribuições da monitoria no processo ensino-aprendizagem em enfermagem.

Todos os pesquisados referiram que a monitoria influenciou positivamente no aprendizado. Ao serem questionados quanto aos aspectos positivos e negativos, obteve-se 59 respostas positivas, número maior que o total de sujeitos, visto que alguns citaram mais de um aspecto. Referente aos aspectos considerados negativos, apenas 17 respostas foram manifestadas. Esta diferença é significativa, na medida em que a monitoria se mostrou relevante no aprendizado dos alunos. As respostas foram agrupadas, para uma melhor compreensão. A literatura reforça esta idéia quando menciona que a monitoria acadêmica propicia o aperfeiçoamento do processo profissional, criando condições para o aprofundamento teórico e o desenvolvimento de habilidades relacionadas à atividade docente (3) .
Mostrar mais

6 Ler mais

As significativas contribuições da arte no processo ensino aprendizagem

As significativas contribuições da arte no processo ensino aprendizagem

This paper had as its theme the Significant Contributions of Arts in Teaching Learning Process. Education allows the construction, formation and transformation of the subject and the art in its various expressions reflects it as illustrious tool in social and educational context. To conduct this study was used exploratory research involves literature and field study. The literature of authors who contributed significantly to the knowledge of it and a field survey that was conducted with students from 4 years of elementary school, through a questionnaire. The student becomes more sensitive when you have art as something meaningful in their education, and it is up to the teacher to the task of taking you to new discoveries, seek to promote awareness and effective participation in the process of life. The final considerations identified by the analysis can be applied in a school. The Art classes, as well as teachers, need not be directed to the training of painters, sculptors and experts in arts, but through it broaden the knowledge and sensitivity of students making them creative, sensitive and dynamic in society.
Mostrar mais

43 Ler mais

Contribuições de crianças e adolescentes ao processo de hospitalização: subsídios para o cuidado de enfermagem

Contribuições de crianças e adolescentes ao processo de hospitalização: subsídios para o cuidado de enfermagem

Na primeira fase, as crianças se mostram intensamente angustiadas por estarem distantes de seus pais, muitas vezes choram em voz alta, gritam, sacodem o berço, reagem de maneira agressiva na esperança de que este clamor traga seus familiares de volta; também ficam ansiosamente atentas a qualquer sinal ou som que possa ser de seu acompanhante desaparecido e recusam a atenção de outras pessoas. Essas reações podem durar algumas horas, dias ou semanas. Já na segunda fase, de desespero, a criança continua tão preocupada com a ausência dos pais quanto antes, porém, agora sem esperança de que regressem e, portanto, não os procura mais ativamente. Apresenta-se muito menos ativa, chora de forma monótona ou intermitente, e não mais se interessa por brincar ou comer, aparentando luto profundo. Por fim, na fase de desapego, também denominada de negação, parece, sob um primeiro olhar, que ela finalmente se ajustou à separação, torna-se mais interessada nas visitas, brinca e até estabelece novos relacionamentos, porém, este comportamento é resultado de resignação e não um sinal de contentamento, ou seja, a criança se desliga dos pais como forma de lidar com a intensa dor emocional causada pela separação. Ainda nesta última etapa, ela se esforça para construir relações superficiais com terceiros e se mostra cada vez mais autocêntrica, com apego, sobretudo, a objetos materiais (BOWLBY, 1882).
Mostrar mais

156 Ler mais

Gravidez / maternidade e adolescentes em situação de risco social e pessoal: algumas considerações

Gravidez / maternidade e adolescentes em situação de risco social e pessoal: algumas considerações

RESUMEN: El embarazo/maternidad en la adolescencia es ampliamente abordado en la literatura, sin embargo es posible observar las contradicciones en los discursos que caracterizan esta experiencia como un problema de salud pública y relatos de las adolescentes. Este artículo caracterizado como un estudio bibliográfico ha objetivado discutir las diferentes percepciones sobre la maternidad en la adolescencia, entendida como fenómeno socialmente constituido. Estudios que caracterizan el embarazo/maternidad como siendo de riesgo. Para el desenvolvimiento personal y social de la adolescente y su hijo, han sido contrapuestos a las pesquisas que traen la perspectiva de la adolescente sobre esta vivencia. Se ha constatado que la maternidad puede ser vista de forma positiva por la adolescente, especialmente, para aquellas en situación de riesgo social y personal. Siendo así, se ha observado la necesidad de nuevas pesquisas que aborden la vivencia de la maternidad a través de un eje socio-cultural, objetivando en ultima instancia la elaboración de políticas públicas efectivas direccionadas a esa población.
Mostrar mais

6 Ler mais

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM E EXCLUSÃO SOCIAL

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM E EXCLUSÃO SOCIAL

Numa pedagogia diferenciada, “pedagogia do problema”, o espa- ço da avaliação é mais complexo e não está tão facilmente visível: são as operações mentais dos alunos, as deduções e induções que realizam e a dialetização que as relaciona que interessam ao professor. Tais operações não funcionam no vazio; por trás delas, como afirma Meirieu (1998), exis- tem conteúdos para dar-lhes significância de aprendizagem. O grande de- safio, segundo o autor, é o professor “traduzir os conteúdos de aprendiza- gem em procedimentos de aprendizagem, ou seja, em uma seqüência de operações mentais que ele procure compreender e instituir na sala de aula”. A complexidade dessa pedagogia é colocar para o professor um grande desafio: para se criar um dispositivo didático adequado ao aluno é preciso conhecer a natureza da atividade intelectual a ser desenvolvida e buscar as condições que garantam seu êxito.
Mostrar mais

16 Ler mais

As artes e o sucesso escolar como forma de mobilização social em crianças e jovens em risco de exclusão social

As artes e o sucesso escolar como forma de mobilização social em crianças e jovens em risco de exclusão social

Segundo Dearing (2008), as crianças que se encontram em situações de pobreza muitas vezes deparam-se com limitações impostas a vários níveis, como pouco material, pouco investimento psicossocial para estimular o desenvolvimento, falta de respostas ou até mesmo respostas inconsistentes e encontram-se muitas vezes expostas a um ambiente caótico quer fora, quer dentro de casa. Estas crianças terão, à partida, menos acesso a livros e brinquedos que os possam ajudar a desenvolver determinadas competências e aprendizagens e os seus pais não irão disponibilizar tanto tempo a falar com os seus filhos sobre a sua aprendizagem, a escola e as atividades, uma vez que têm outras prioridades, muitas vezes a sobrevivência da família e acabam por estar menos sensíveis às necessidades emocionais das crianças. Se dentro de casa o desenvolvimento destas crianças pode ter certos condicionamentos, fora de casa, com o grupo de pares, pode tê-los também. Estão muitas vezes expostos a comportamentos antissociais e condutas desviantes e por influência não terão tendência a envolver-se em atividades lúdicas e produtivas, como por exemplo, a arte, a música e o desporto (Dearing, 2008).
Mostrar mais

152 Ler mais

Discurso de adolescentes em situação de rua : da ruptura familiar à exclusão

Discurso de adolescentes em situação de rua : da ruptura familiar à exclusão

Esta pesquisa, de natureza qualitativa (descritiva e interpretativa), tem por objetivo investigar, à luz da Análise de Discurso Crítica, o discurso sobre “família” na perspectiva de adolescentes que vivem em situação de rua, mediante uma comparação com documentos oficiais publicados no Brasil. Os dados empíricos, gerados de acordo com moldes etnográficos, envolvem cinco entrevistas narrativas com adolescentes que vivem nas ruas de Brasília, os quais freqüentavam no período entre 2005 e 2006 a Escola de Meninos e Meninas do Parque (E.M.M.P.). Complementam os dados básicos cinco entrevistas colhidas por Lopes (2003) com adolescentes infratoras vivendo, na época, em regime de internação no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (CAJE). A análise de documentos oficiais que tratam da questão familiar baseia-se em artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), além da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. O arcabouço teórico-analítico parte da Teoria Social do Discurso, sugerida por Fairclough (2001, 2003), que propõe uma concepção de linguagem como prática social, o que é complementado com a proposta de Halliday (1994) e Halliday e Matthiessen (2004), que fundamenta a Gramática Sistêmica Funcional. O estudo detalhado dos processos de transitividade, bem como o enfoque do tema presente no corpus analisado, permite constatar que a linguagem, além de ser uma forma de significação do mundo, é também de ação sobre o mundo e sobre o outro. Os resultados alcançados constituem uma contribuição para alertar sobre os riscos sociais na vida de adolescentes em situação de rua no contexto brasileiro, além de servir de ponto de partida para projetos que revertam a situação da adolescência nas ruas, sobretudo porque desvelam as diversas representações feitas pelos jovens sobre suas famílias reais e sobre suas famílias almejadas.
Mostrar mais

176 Ler mais

AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM EM SALA DE AULA SOB A ÓTICA DA PSICOPEDAGOGIA: ESTUDO DE CASO

AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM EM SALA DE AULA SOB A ÓTICA DA PSICOPEDAGOGIA: ESTUDO DE CASO

A ação psicopedagógica, ancorada na concepção teórica que a fundamenta, pode ter caráter preventivo ou terapêutico. A atuação preventiva ocorre no âmbito institucional e tem como princípio compreender como se desenvolve o fenômeno da aprendizagem na instituição escolar para prevenir possíveis dificuldades de aprendizagem ao longo do ensino. Fernández (2001) observa que a principal distinção feita à psicopedagogia clínica refere-se a como serão trabalhados os diagnósticos apresentados pelos sujeitos. Segundo esta autora, a psicopedagogia clínica deve se diferenciar da psicopedagogia institucional não pelo caráter da reeducação ou correção da dificuldade, mas por colocar-se à disposição de uma escuta que decifre as múltiplas relações que o sujeito mantém e que incidem sobre o não-aprender. A autora destaca, ainda, que a intervenção clínica não se aplica à todas as situações de problemas de aprendizagem, pois, muitas vezes, a dificuldade ou os transtornos “reativos” são potencializados pela escola na proporção em que esta atua desconsiderando necessidades específicas de seu alunado.
Mostrar mais

20 Ler mais

Adolescentes em situação de analfabetismo funcional: contribuições da Psicanálise

Adolescentes em situação de analfabetismo funcional: contribuições da Psicanálise

Já naquela época, Vygotsky defendia que o desenvolvimento intelectual, muito ao contrário de seguir o modelo atomista de Thorndike 3 , não se encontra compartimentado. Para ele, sua evolução é muito mais unitária e as diferentes matérias escolares influenciam-se mutuamente ao impulsionarem o seu desenvolvimento. Está presente aí a ideia de mediação semiótica proporcionada pela interação de diferentes linguagens e seus signos. As condições prévias do ensino para diferentes matérias escolares seriam essencialmente semelhantes e o ensino de uma determinada matéria influencia o desenvolvimento das funções superiores que são interdependentes e mobilizam-se no estudo de várias matérias em um único processo. Nesse sentido, a leitura e a escrita, além de habilidades complexas que exigem a coordenação de um número de fontes inter-relacionadas de informação, serão de indiscutível importância para o estudo das diferentes áreas de conhecimento, pois todas se organizam, na escola, através de uma combinação de signos (palavras, imagens, números). A aprendizagem da linguagem escrita contribuirá significativamente na aprendizagem dos diferentes conteúdos curriculares. Enquanto sistema simbólico, a escrita neste enfoque é um dos principais fundamentos do modo letrado de pensamento (OLIVEIRA, 1995). Ela favorece o pensamento descontextualizado e independente da experiência do
Mostrar mais

264 Ler mais

Processo de ensino - aprendizagem: as contribuições dos estagiários de metodologia de ensino em biologia

Processo de ensino - aprendizagem: as contribuições dos estagiários de metodologia de ensino em biologia

[...] deve haver a dedicação de cada profissional egresso das universidades no que diz respeito a sua formação continuada, pois, nenhuma profissão e, portanto, nenhum profissional, independentemente da sua área de atuação pode “ficar parado no tempo” acreditando que seus conhecimentos já foram completamente construídos; [...] um processo formativo mais critico e de acordo com as diretrizes e tendências atuais em ensino, teria a capacidade de ampliar as estratégias de ação, melhorar as posturas diante do processo de ensino e de aprendizagem, facilitariam a tomada de decisões mais autônomas, provocaria reflexões sobre a prática pedagógica diária em sala de aula e sobre a necessidade de uma formação continua, ampliaria as possibilidades de um ensino de maior qualidade. (SÁ, CEDRAN E CIRINO, 2013, p. 6)
Mostrar mais

49 Ler mais

O ENSINO DA GEOGRAFIA E OS JOVENS EM SITUAÇÃO DE RISCO SOCIAL: "POR UMA GEOGRAFIA CIDADÃ"

O ENSINO DA GEOGRAFIA E OS JOVENS EM SITUAÇÃO DE RISCO SOCIAL: "POR UMA GEOGRAFIA CIDADÃ"

Ao promover ações e debates acerca da realidade dos jovens em situação de risco e sua vivência educacional pretende-se, também, alcançar um objetivo social; que é a cidada- nia. Pois, a educação é um direito inalienável ao ser humano e precisa contribuir para que ele se desenvolva, intelectual e socialmente, nos múltiplos espaços por ele experienciados. É importante salientar que adolescentes que realizaram um ato infracional (como furto, práticas violentas, dentre outros) estão inseridos na situação de risco e necessitam receber a devida atenção. E, com base no que assegura a lei, o desenvolvimento integral da criança e do adolescente deve ocorrer em condições de liberdade e de dignidade. E mesmo quando um jovem comete algum ato infracional é preciso assegurar-lhes seus direitos ine- rentes à pessoa humana, tais como o direito à educação (ARANTES, 2006; SOUZA, 1997). Na garantia dessa prioridade, adolescentes no cumprimento de medidas sócio- educativas, sem privação de liberdade integral, são encaminhados às escolas pelas institui- ções competentes ou acompanhados até os ambientes de ensino regular. Já nos Centros de Reeducação, onde alguns jovens ficam internados, são realizadas práticas educativas que favoreçam o aprendizado dos mesmos.
Mostrar mais

14 Ler mais

AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO FATOR DE INCLUSÃO SOCIAL DE CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE RISCO

AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO FATOR DE INCLUSÃO SOCIAL DE CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE RISCO

Além de ser um piloto para a elaboração da metodologia, o objetivo do estudo com estas crianças é contribuir, ainda que modestamente, para o conhecimento deste público, o mais carente de todos, que a escola pública regular não consegue atender por sua inadequação pedagógica. A instituição escolar vem expulsando sistematicamente estas crianças, após alguns anos de vivências frustrantes, que deixam seqüelas difíceis de reparar, com relação à motivação e à capacidade de aprender destes jovens. Estes mesmos adoles- centes que irão engrossar as estatísticas de analfabetismo e as já enormes demandas da educação de jovens e adultos (EJA), cujo atendimento deixa muito a desejar em quantidade e qualidade, especialmente no que concerne a este tipo de clientela: jovens das periferias das grandes cidades, em situação de risco social, que vão à escola mas não aprendem, ou seja, são dela exclu- ídos “por dentro” (BELLONI; GOMES, 2004).
Mostrar mais

14 Ler mais

Situação-problema como disparador do processo de ensino-aprendizagem em metodologias ativas de ensino.

Situação-problema como disparador do processo de ensino-aprendizagem em metodologias ativas de ensino.

Objetivo: descrever o processo de elaboração de uma Situação-Problema e de um Módulo de apren- dizagem e reletir a importância destes na formação do Fonoaudiólogo. Métodos: estudo descritivo do processo de elaboração de uma Situação-Problema e de um Módulo de aprendizagem de um curso de graduação em Fonoaudiologia - uma experiência precursora na área em que toda a estrutura curricular tem como base Metodologias Ativas de ensino. Resultado: o Módulo Estudo da Linguagem Infantil ocorre no Ciclo II do Curso e é constituído por nove Situações-Problema sendo, cada uma, discutida em duas sessões tutoriais com até dez discentes e conduzida por um professor tutor. As Situações-Problema, assim como o Módulo, são elaboradas por uma comissão de docentes douto- res e especialistas em Linguagem de acordo com o Projeto Pedagógico do Curso. Discute-se, neste artigo, a terceira Situação-Problema que tem como título - “Mesmas características, mas diagnósticos diferentes... Por quê?”; O título tem o papel de despertar a curiosidade do discente e apresentar o enfoque principal do problema. Todas as Situações-Problema são avaliadas por docentes e discentes com objetivo de promover aperfeiçoamentos constantes. Conclusão: o contexto problematizador construído a partir das Situações-Problema permite ao discente a busca de respostas diariamente, de forma ativa e autônoma, pela vivência e discussão do trabalho em equipe, dos aspectos biopsicosso- ciais do indivíduo e das questões éticas na atuação proissional. Possibilitando assim a formação de proissionais resolutivos, competentes para aperfeiçoar seu conhecimento constantemente e de atuar em consonância com as práticas de Saúde Pública do País.
Mostrar mais

7 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados