Top PDF Qualidade de vida e bem-estar no trabalho: um estudo em uma secretaria municipal no estado do Ceará

Qualidade de vida e bem-estar no trabalho: um estudo em uma secretaria municipal no estado do Ceará

Qualidade de vida e bem-estar no trabalho: um estudo em uma secretaria municipal no estado do Ceará

O estudo tem por finalidade analisar as condições de trabalho de funcionários do setor de atendimento de uma Secretaria Municipal no Estado do Ceará, com base nos conceitos da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) e do Bem-Estar no Trabalho (BET). O estudo tem por embasamento o modelo teórico de Walton (1973). São apresentados o histórico e o desenvolvimento das concepções sobre a Qualidade de Vida no Trabalho, os principais modelos teóricos, bem como a relevância do Bem-Estar no Trabalho e as múltiplas definições elaboradas. A relevância do estudo se configura pela necessidade de analisar as condições de trabalho de funcionários do setor de atendimento, com a finalidade de investigar a importância do investimento em práticas que proporcionem qualidade de vida e bem-estar no trabalho. A metodologia se fundamentou na pesquisa qualitativa, descritiva, com pesquisa de campo composta por doze entrevistas realizadas em outubro de 2018, uma análise de conteúdo, um questionário formado por 21 questões baseadas nos oito critérios do modelo de Walton (1973) e questões sobre o Bem-Estar no Trabalho. A análise de resultados aponta insatisfação relacionada a questões de pagamento de horas extras, realização de treinamento adequado e oportunidades de crescimento. Enquanto fatores como remuneração adequada, estrutura física do local, jornada de trabalho relação de companheirismo entre os colegas de trabalho obtiveram bons níveis de satisfação.
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Qualidade de vida no trabalho de eletricitários do estado do Ceará

Qualidade de vida no trabalho de eletricitários do estado do Ceará

O objetivo dessa pesquisa é analisar a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) dos Eletricitários do Estado do Ceará. A pesquisa apresenta a evolução de conceitos QVT, destacando os modelos principais desse tema e instrumentos utilizados para avaliar a Qualidade de Vida no Trabalho nas organizações. Foi abordado também o conceito de periculosidade, destacando as atividades e operações perigosas com energia elétrica. Pesquisas como essa, aplicadas em trabalhadores que lidam diariamente com a periculosidade são importantes para verificar se este é um fator influenciador ou não para a Qualidade de Vida no Trabalho desses indivíduos. Esse estudo trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva, de levantamento, realizada com 41 eletricitários do Estado do Ceará, onde foi aplicado o instrumento QWLQ-bref para obtenção dos dados. Os resultados obtidos apontam para níveis satisfatórios de QVT, onde as análises dos Domínios Físico/Saúde, Psicológico, Pessoal e Profissional resultaram num índice satisfatório. Para outros estudos, recomenda-se a inclusão de questões qualitativas a fim de serem aprofundados os indicadores para os Domínios de QVT.
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Avaliação da qualidade de vida no trabalho dos bibliotecários do estado do Ceará

Avaliação da qualidade de vida no trabalho dos bibliotecários do estado do Ceará

Diante dos resultados acima analisados, verificou-se que a maioria dos bibliotecários participantes deste estudo são pertencentes ao gênero feminino (81,6%); intercalados, sobretudo na faixa etária entre 31 e 40 anos (43,7%); atuantes em instituição pública (62,1%). Quanto ao nível de instrução preponderante são especialistas (57,3%) e exercem cargo de chefia (53,4%). No que tange a renda estão intercalados em sua maioria nas faixas que recebem mais 2 salários e menos que 3 salários (22,3%) e renda maior 6 salários mínimos (23,3%). A maior parte está vinculada a organização por meio de contrato efetivo (50,5%), trabalham nos turnos manhã e tarde (61,2%), afirmaram que não exercem outra atividade com remuneração extra (83,5%) e em relação ao tempo de trabalho trabalha em até 5 anos na empresa (52,4%).
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Qualidade de vida no trabalho: um estudo com os servidores da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Roque Gonzales-RS

Qualidade de vida no trabalho: um estudo com os servidores da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Roque Gonzales-RS

. O aspecto que possui menor média de satisfação foi o aspecto biológico, com média igual a 7,01. A maioria dos respondentes da pesquisa relacionou a qualidade de vida no trabalho com a palavra “confiança”, e quanto ao estado pessoal de qualidade de vida no trabalho os respondentes encontram-se satisfeitos com ambos os critérios, sendo o critério com maior media relacionado à satisfação com o seu modo próprio de viver o dia a dia (estilo de vida) e a menor média atribuída ao estado geral de tensão (stress) pessoal, ambos com médias 8,19 e 5,95, respectivamente. Quanto às ocorrências de saúde-doença, os aspectos que apresentaram maior índice de ocorrência foram a utilização de remédios para dores especificas e a ausência no trabalho por mal-estar ou doença, sendo estas assinaladas 14 e 10 vezes, respectivamente. Por fim, a grande maioria dos respondentes acreditam que a presente pesquisa pode colaborar para possíveis melhorias em relação a qualidade de vida no trabalho.
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Qualidade de vida no trabalho: um estudo na Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes de Currais Novos/RN

Qualidade de vida no trabalho: um estudo na Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes de Currais Novos/RN

Em contrapartida, as categorias Compensação Justa e Adequada, Segurança e Saúde no Trabalho, Utilização e Desenvolvimento de Capacidades e Oportunidade de Crescimento e Segurança apresentaram alguns indicadores com índices negativos. Mostrando que a instituição precisa melhorar em questões salariais e estruturais, bem como criar uma política de empowerment, para descentralizar as decisões e maximizar a autonomia dos servidores. O indicador de feedback também exibiu um resultado bastante negativo, evidenciando que a Secretaria necessita aplicar avaliações de desempenho para mensurar e mostrar ao colaborador seus pontos fracos e fortes, para que o mesmo possa minimizá-los e desenvolvê- los, respectivamente. O indicador de Oportunidade de Crescimento também obteve resultado negativo, comprovando que é preciso desenvolver uma política de ascensão vertical dentro da estrutura hierárquica da instituição.
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Qualidade de Vida no Trabalho e Vivências de Bem-Estar e Mal-Estar em Professores da Rede Pública Municipal de UnaíMG Neuzani das Graças Soares Branquinho

Qualidade de Vida no Trabalho e Vivências de Bem-Estar e Mal-Estar em Professores da Rede Pública Municipal de UnaíMG Neuzani das Graças Soares Branquinho

O presente trabalho buscou investigar a relação entre o contexto de trabalho docente de uma rede municipal de ensino e a qualidade de vida no trabalho, o bem-estar e o mal-estar dos professores. O referencial teórico utilizado fundamentou-se na abordagem intitulada Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho – EAA_QVT, subdividida em duas etapas interdependentes: Diagnóstico em Nível Macroergonômico e Diagnóstico em Nível Microergonômico, sendo esta parte do método da Análise Ergonômica do Trabalho. A pesquisa, de delineamento quanti-quali, utilizou o Inventário de Avaliação de Qualidade de Vida no Trabalho/IA_QVT e entrevistas semiestruturadas. Participaram do estudo 472 (89,2%) professores da Educação Infantil e Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Unaí/MG. Os resultados mostram que, na percepção dos professores, QVT significa ter relações socioprofissionais harmoniosas e cooperativas, valorização profissional e condições adequadas de trabalho para execução de suas atividades. Sobre a QVT, 74,58% (N= 358) dos professores revelaram apresentar bem-estar no trabalho. O fator mais bem avaliado foi Relações Socioprofissionais (7, 44), e os fatores considerados mais críticos foram a Organização do Trabalho (4, 85) e Condições de Trabalho (6,03). Como fontes de bem-estar no trabalho, foram encontradas: a importância social do trabalho que exercem e as relações socioprofissionais entre os colegas; do mal-estar no trabalho: as relações socioprofissionais, relacionadas à indisciplina dos alunos e a falta de compromisso dos pais, bem como as cobranças e falta de reconhecimento no trabalho em função da insuficiência de recursos e apoio institucional. Como agenda futura de pesquisa, tem-se o monitoramento do diagnóstico da QVT e questões a serem aprofundadas, como: ouvir os gestores educacionais, especialistas em educação, pais e alunos; a organização e condições de trabalho na Educação Infantil.
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Capital psicológico positivo, satisfação com o trabalho e bem-estar afetivo com o trabalho : o efeito mediador da qualidade de vida no trabalho

Capital psicológico positivo, satisfação com o trabalho e bem-estar afetivo com o trabalho : o efeito mediador da qualidade de vida no trabalho

Para a medição da qualidade de vida no trabalho foi utilizado o Inventário sobre a Qualidade de Vida no Trabalho, inicialmente desenvolvido com o intuito de avaliar apenas a importância da qualidade de vida no trabalho (Rafael & Lima, 2007). Para o presente estudo, a versão utilizada foi a versão experimental para investigação (Rafael & Lima, 2008a; 2008b) correspondente a uma segunda fase do desenvolvimento do instrumento que contempla 60 itens e não os 70 que fizeram parte da primeira versão, os quais avaliam seis grandes dimensões da qualidade de vida no trabalho: 1) características do trabalho/emprego, formação e desenvolvimento de competências pessoais e profissionais (16 itens); 2) carreira – promoção, reconhecimento e componente económica (12 itens); 3) relações sociais e justiça no trabalho (8 itens); 4) equilíbrio trabalho-família (9 itens); 5) trabalho e lazer (5 itens); e, finalmente, 6) condições de trabalho (10 itens). Esta versão foi construída tendo em conta duas escalas: uma relativa à importância e outra à frequência, cada uma numa escala de Likert com seis alternativas de resposta que variavam entre Nada e Muito Importante e Nada e Muito Frequente. Contudo, no presente estudo considerou-se relevante apenas a medição da frequência com que os indivíduos verificaram esses acontecimentos no seu local de trabalho.
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Qualidade de vida em saúde e bem-estar subjetivo em idosos : um estudo de base populacional

Qualidade de vida em saúde e bem-estar subjetivo em idosos : um estudo de base populacional

pelo Alcohol Use Disorders Identification Test – AUDIT, considerando fazer uso abusivo os idosos com 8 ou mais pontos positivos em uma escala de 0 a 40) (Barbor et al, 1992): presente, ausente; atividade física no lazer: sedentário, insuficientemente ativo, ativo (pessoas que realizaram pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, em pelo menos 3 dias da semana foram considerados ativos e os que praticaram alguma atividade física no lazer, sem atingir esses índices foram considerados insuficientemente ativos); ingestão de frutas, legumes e verduras todos os dias: sim, não; Índice de massa corporal (IMC): menor que 22 kg/m 2 (baixo peso), 22 a 27 kg/m 2 (eutrófico), 28 a 29 kg/m 2 (sobrepeso), 30 kg/m 2 ou mais (obesidade); duração do tempo de sono (considerando dias da semana e de final de semana): 5 horas ou menos, 6 horas, 7 a 8, 9, 10 horas ou mais; número de doenças crônicas (considerando as doenças presentes no chek-list do ISACAMP 4 ): nenhuma, 1, 2 ou 3, 4 ou mais; qualidade do sono (obtida pela questão: “nos últimos 30 dias você dormiu mal?”): não, sim; autoavaliação do estado de saúde, categorizada em excelente/muito boa, boa e ruim/muito ruim; incapacidade funcional, definida com base nas questões 03g, 03h, 03i e 03j, obtidas do SF-36 ® : grave (dificuldade em tomar banho ou vestir-se), moderada (dificuldade de andar um ou vários quarteirões), leve (dificuldade de andar mais do que 1 Km), e ausente (nenhuma destas dificuldades) – As questões referentes às incapacidades são similares às utilizadas no suplemento saúde da PNAD (Parayba et al, 2005).
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Qualidade do espaço de trabalho e bem-estar: personalizar para compensar?

Qualidade do espaço de trabalho e bem-estar: personalizar para compensar?

personalização no local de trabalho mostram que os colaboradores tendem a muitas vezes utilizar pequenos objetos para decorar o espaço de trabalho (e.g.: fotografias de familiares, elementos decorativos) como forma de lidar com qualidades desadequadas do espaço de trabalho – teoria da compensação. O objetivo deste estudo é contribuir para esta literatura, examinando o efeito da satisfação com o ambiente físico do local de trabalho na satisfação com a sala/gabinete de trabalho, e em que medida a personalização desse local modera a relação entre estas variáveis. Neste sentido, 183 investigadores de universidades ou centros de investigação portugueses, responderam a um questionário online. Os resultados permitiram confirmar a nossa principal hipótese, mas apenas em relação a um aspecto particular do ambiente físico: a satisfação com a luz e com a vista. Isto é, para quem personaliza mais, a satisfação com a luz e com a vista é menos relevante na satisfação com a sala, atenuando esse efeito. Além disso, verificou-se que a distância em relação à janela, a possibilidade de ver através da janela e a quantidade de luz natural são as características do ambiente físico que mais influenciam a satisfação com o local de trabalho. Esta última, por sua vez, é preditora da satisfação com a sala/gabinete, mas não do stress profissional, da perceção de desempenho e da satisfação profissional. Por outro lado, a personalização está associada a níveis de bem-star mais elevados.
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Bem-estar subjetivo e qualidade de vida em adeptos de ayahuasca.

Bem-estar subjetivo e qualidade de vida em adeptos de ayahuasca.

O chá tem um sentindo conotativo, para seus adeptos, de “tirar o véu dos olhos”, respondendo dúvidas existentes, o que lhes proporciona uma visão mais abrangente de tudo o que lhes acontece e também de suas causas. Essas consequências, nas formas de percepção, podem ser entendidas, aqui, como implicações do estado alterado de consciência, que é o transe, ou viagem, no qual o sujeito tem a sensação de viver outra relação com o mundo, consigo mesmo, com a sua identidade e com o seu corpo, por efeito das fortes alucinações. Isso é o que os adeptos chamam de graduação da memória e é um dos principais efeitos do chá. A alteração da consciência se deve aos componentes alucinógenos, e as visões são resultantes da condução das cerimônias pelos mestres por meio das músicas e das verbalizações.
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Bem-estar psicológico e qualidade de vida em pessoas idosas

Bem-estar psicológico e qualidade de vida em pessoas idosas

A expressão qualidade de vida foi usada pela primeira vez por Lyndon Johnson, Presidente dos Estados Unidos da América, em 1964, quando se referia que os resultados das políticas traçadas não poderiam ser medidos pelo saldo da conta bancária, mas sim pela Qualidade de vida da população (Silva, 2009). Assim, a partir da década de 60, chegou-se à conclusão que todos estes indicadores não eram suficientes para avaliar a Qualidade de vida, ou seja, concluíram que um investigador não poderia criar um modelo, à priori, introduzir os indivíduos nesse modelo e concluir a sua Qualidade de vida com base na forma como se inseriam nesse modelo (boa adaptação seria sinónimo de boa Qualidade de vida; má integração significa má Qualidade de vida). Esta conceção implicaria a aceitação da possibilidade de haver pessoas da mesma população que se inseriam de modo diferente do que a média da população. Valoriza-se, então, a opinião das pessoas relativamente à sua (in)satisfação com a sua vida, porque quem vive é que deve avaliar a sua vida (Paschoal, 2000), passando o crescimento económico a ser um meio para atingir o bem-estar e qualidade de vida (Crocker, 1993, in Paschoal, 2000). Foi graças a esta nova visão que levou muitos países a aderirem a políticas de bem-estar social, o welfare state, que seria uma forma de verificar o progresso social que acompanha o desenvolvimento (Paschoal, 2000).
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Qualidade de vida e bem-estar espiritual em universitários de Psicologia.

Qualidade de vida e bem-estar espiritual em universitários de Psicologia.

Observa-se na mesma tabela que a média mais baixa foi a do domínio meio ambiente (68,35). Esse domínio diz respeito a quão saudável é o meio ambiente das pessoas pesquisadas, ou seja, como é o clima, o barulho, a poluição e os atrativos existentes nesse ambiente. Tal domínio relaciona-se também com o grau de satisfação dessas pessoas com as condições do local onde moram e com o acesso aos serviços de saúde e aos meios de transporte. Esses resultados podem estar relacionados com a faixa etária dos universitários, ou ainda com as dificuldades financeiras e com o fato de estar estudando em uma universidade particular. Também se pode pensar que essa baixa média possa estar relacionada ao clima de violência e insegurança em que os jovens estão vivendo na sociedade.
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Bem-estar subjetivo e qualidade de vida dos idosos institucionalizados

Bem-estar subjetivo e qualidade de vida dos idosos institucionalizados

incluiu a velhice como uma etapa normativa no ciclo do desenvolvimento humano. Erikson não acreditava que uma pessoa ficasse “fixada” a um dado estádio, pois cada um deles envolve certos aspetos desenvolvimentais ultrapassados de alguma forma, embora alguns o façam de modo mais satisfatório. Considera que o desenvolvimento é psicossocial (interação meio social e personalidade) e que decorre desde o nascimento até à morte através de oitos estádios psicossociais, através de conflitos interiores e exteriores, conflitos estes que se designam por crises que se constroem ao longo do ciclo vital da pessoa. Os desafios que as pessoas vão tendo ao longo da sua vida contribuem para influenciar o seu crescimento e desenvolvimento, sendo que Erikson (1998) afirma que o desenvolvimento da identidade de cada um ocorre através de estádios e fases, dependendo paralelamente do meio envolvente. Os estádios contêm crises que variam entre a vertente positiva e a vertente negativa. Consoante a resolução das crises ou não, a pessoa estará preparada para resolver questões relacionadas com a vida. A identidade é dinâmica e, perante a resolução dos estádios, será visível o percurso que a mesma terá, desde a infância. Este percurso da identidade é feito em oito estádios, com um período determinado, identificado numa etapa da vida onde interagem fatores relacionados com o físico, a cognição e o meio. O início de cada etapa coloca o indivíduo em confronto com as dificuldades que o meio implementou, ajustadas à idade em que o indivíduo se encontra. A progressão nos diferentes estádios explica a construção da personalidade. Cada idade ou período de desenvolvimento é caraterizado por tarefas específicas e pela experiência de determinado conflito ou crise. É através da resolução de cada conflito que o indivíduo adquire novas capacidades.
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Bem-estar e qualidade de vida de crianças em contextos de pobreza

Bem-estar e qualidade de vida de crianças em contextos de pobreza

pais-filhos, não só por limitar comportamentos de parentalidade positiva, como afeto e responsividade, mas também por aumentar comportamentos de parentalidade negativa, como agressividade, inconsistência e punição física. Estas práticas parentais negativas estão associadas a problemas socioemocionais nas crianças (Dearing, 2008; Duncan & Brooks-Gunn, 2000; Duncan et al., 2012; Engle & Black, 2008). O stress e os problemas de saúde mental dos pais, associados a um sentimento de impotência, baixa autoestima e desânimo aprendido, que são redutores da sua eficácia educativa, afetam o funcionamento familiar, determinando a existência de interações familiares empobrecidas e inadequadas que, por sua vez, estão associadas a stress, comportamento mal adaptativo e baixa competência nas crianças (Bradley & Corwyn, 2002; Brooks-Gunn & Duncan, 1997; Conger & Donnellan, 2007; Mistry et al., 2002; Yoshikawa et al., 2012). Por exemplo, situações de pobreza persistente e depressão materna estão fortemente associadas a problemas comportamentais nas crianças desde idades precoces (Kiernan & Mensah, 2009). O conflito marital decorrente das dificuldades económicas é um fator igualmente associado a piores resultados desenvolvimentais nas crianças, por via de pior desempenho parental e exposição conflitual (McLoyd, 1990). Também as dinâmicas e qualidade do emprego dos pais, que, sendo predominantemente instáveis, com pouca autonomia ou possibilidade de ascensão, parco em benefícios e com riscos físicos, exercem efeitos indiretos prejudiciais (Eamon, 2001; Yoshikawa et al., 2012). Aumentam, por isso, as evidências de que os processos familiares – relação pais-filhos e a relação marital – são mediadores muito importantes dos efeitos da pobreza no desenvolvimento socioemocional das crianças (McLoyd, 1990; Mistry et al., 2002).
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Sentido de Vida, Bem-Estar Psicológico e Qualidade de Vida em Professores Escolares.

Sentido de Vida, Bem-Estar Psicológico e Qualidade de Vida em Professores Escolares.

A literatura tem demonstrado que as condições adversas da docência, responsáveis pela diminuição nos índices de bem-estar psicológico e de qualidade de vida dos professores, se encontram distribuídas em diversas categorias, tais como: (1) administrativas (alta demanda de trabalho; baixa autonomia; baixa participação nas decisões administrativas da escola; pouco tempo para realização das tarefas); (2) fi nanceiras (baixo salário e necessidades de vários postos de trabalho); (3) ergonômicas (ruídos excessivos na sala de aula; baixa-luminosidade; número inadequado de alunos por sala de aula) e (4) sociais (desprestígio social; violência; drogas no contexto escolar; relação deteriorada com colegas de trabalho), dentre outras (Carlotto, 2011; Nunes Sobrinho, 2006). É importante salientar, porém, que a forma como as características do trabalho repercutem no profi ssional varia tanto de contexto para contexto quanto de pessoa para pessoa (Sadir, Bignotto, & Lipp, 2010). O impacto dos estressores ocupacionais nos sujeitos difere, em parte, pela possibilidade de utilização de recursos psicossociais, que favorecem estratégias de coping diante de situações aversivas (Lazarus & Folkman, 1984; Margis, Picon, Cosner, & Silveira, 2003). Dentre tais recursos, o sentido de vida (SV) vem sendo considerado como um aspecto que auxilia no enfrentamento de situações consideradas adversas e potencializa os níveis de bem-estar psicológico e qualidade de vida dos indivíduos (Ho, Cheung, & Cheung, 2010).
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Bem-estar espiritual, qualidade de vida e coping na fase final de vida

Bem-estar espiritual, qualidade de vida e coping na fase final de vida

179 Diehr e colaboradores (2007), também realizada em doentes em fase final de vida, em que o género não influenciava a qualidade de vida, no nosso estudo a presença de uma pior perceção da qualidade de vida nas mulheres comparativamente aos homens, enquadra-se num padrão normal da população portuguesa em geral, quer em situação de saúde, quer em situação de doença, sendo também referida noutros estudos realizados nomeadamente em doentes oncológicos (Michelson et al., 2000; Pinto, 2007; Santos 2003). No que se refere à idade, os doentes com mais idade, apresentavam melhor perceção da sua qualidade de vida global (FACT- G), assim como nas dimensões bem-estar funcional e bem-estar social/familiar. Estes dados relativos à influência do género e da idade, estão concordantes com os resultados de outros estudos sobre a influência das variáveis socioeconómicas e clínicas na QV nos doentes, em situação de cancro avançado (Diehr et al., 2007; Jordhoy et al.; 2001; Melmed et al.,2002). Os autores constataram apenas pequenas diferenças entre os sexos e relativamente à idade, verificaram que quanto maior era a idade dos doentes, estes referiam menos dor, menos alterações no padrão do sono e melhor funcionamento emocional. Resultados contrários foram encontrados noutros estudos nomeadamente Pinto (2007) em jovens e adultos sobreviventes de cancro e Santos (2003) em doentes oncológicos. Mas, quer num estudo como no outro, os inquiridos encontravam-se numa outra fase da trajetória da doença, em que uns já tinham terminado os tratamentos Pinto (2007) e outros estavam em fase ativa da doença Santos (2003) em que ainda se perspetivava a cura. Alguns autores referem que a presença de níveis elevados de qualidade de vida em doentes oncológicos, estão relacionados com elevadas perceções de risco de vida, e por conseguinte reduzidas aspirações e expectativas, assim como ao apoio recebido por familiares e amigos (Leiberich et al., 1993). Assim sendo, talvez se possa compreender que embora a idade e uma doença oncológica na fase final de vida, vão diminuindo a capacidade funcional dos doentes e a sua rede social/familiar, estes factos não foram muito valorizados pelos doentes, possivelmente resultante de uma adequada gestão de expectativas e de uma sábia alteração do escalonamento dos seus valores que foram norteando as suas vidas. Deste modo, apesar da idade avançada, das limitações decorrentes da doença e da perceção do término das suas vidas, valorizaram e sentiram-se realizados com o que ainda conseguiam fazer na sua vida diária, foram capazes de sentir prazer em viver com o apoio de familiares e amigos especialmente daqueles que, no momento, consideravam mais significativos.
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Fios que tecem o bem e o mal-estar laborais: o papel dos gestores na promoção da qualidade de vida no trabalho

Fios que tecem o bem e o mal-estar laborais: o papel dos gestores na promoção da qualidade de vida no trabalho

De acordo com a figura acima, o BET e MET são elementos indissociáveis do trabalho; assim sendo, de acordo com Ferreira (2012), esses afetos ocorrem em consequência dos seguintes fatores: a) Condições de Trabalho, representadas pelas mais variadas espécies de equipamentos e ambiente físico, máquinas, mobiliários, suprimentos, tecnologias e políticas institucionais; b) Organização do Trabalho, expressas por meio da divisão do trabalho, metas e objetivos organizacionais, planejamento das atividades, processos de trabalho, tempo de trabalho, flexibilidade, gestão do trabalho, controles, acompanhamento e padrão de conduta, etc; c) Relações Socioprofissionais, são integrantes desse fator as relações hierárquicas, as relações com os colegas de trabalho e com os clientes e/ou cidadãos- usuários dos serviços públicos; d) Reconhecimento e Crescimento Profissional, expressos pelo reconhecimento do trabalho realizado pela chefia ou gestão e, também, pelo desenvolvimento das competências, capacitações, incentivos, equidades e planos de carreira, dentre outros; e) Práticas de Gestão do Trabalho, representadas pela integração entre os aspectos institucionais e o atendimento aos anseios dos trabalhadores, motivando-os; e a Cultura Organizacional que, de acordo com Ferreira (2012, p. 184), “é o cenário no qual se inscrevem os fatores anteriormente mencionados”, podendo ser representada pela linguagem e padrões de comunicação organizacional, pelos comportamentos e perfis gerenciais, pelos modos de controle, pelos valores e crenças organizacionais, além dos trâmites administrativos de entrada e desligamento dos trabalhadores e eventos culturais, dentre outros.
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“É muito mais que entrar em campo e defender um time” : qualidade de vida no trabalho, bem-estar/mal-estar no trabalho e carreira de jogadores de futebol profissional

“É muito mais que entrar em campo e defender um time” : qualidade de vida no trabalho, bem-estar/mal-estar no trabalho e carreira de jogadores de futebol profissional

Nesta pesquisa, considerando a especi- ficidade do campo, clubes de futebol profis- sional brasileiro da primeira divisão, verifi- ca-se que os jogadores de futebol perce- bem que o suporte familiar e o suporte pessoal são tão importantes, senão mais, quanto os outros fatores organizacionais. O elo trabalho-vida social para eles é signifi- cativo e o impacto disso na carreira é per- cebido nas verbalizações. O Jogador A relatou ter recindido contrato com um clube em Portugal onde ele tinha excelentes con- dições de trabalho e perspectivas claras de ascensão na carreira para voltar ao Brasil jogando em um clube de menor expressão da série C. O Jogador A relata que essa foi a melhor escolha que ele já fez em sua vida, pois pôde ficar próximo de sua família e, aos poucos, se reestabelecer na profis- são. Esse exemplo demonstra duas reali- dades: 1) Enquanto contratado do clube de Portugal o jogador estava em uma posição confortável na carreira, lugar onde muitos sonham em estar, no entanto suas repre- sentações eram majoritariamente negati- vas, de mal-estar; 2) As representações positivas que ele passou a ter jogando no Brasil o ajudaram a desenvolver-se profis- sionalmente.
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“Estamos o tempo todo enxugando gelo” : qualidade de vida no trabalho e vivências de bem-estar e mal-estar em um órgão do Poder Judiciário

“Estamos o tempo todo enxugando gelo” : qualidade de vida no trabalho e vivências de bem-estar e mal-estar em um órgão do Poder Judiciário

Esta pesquisa visou caracterizar a QVT de um órgão do Poder Judiciário com base na percepção de seus trabalhadores, investigando seus fatores estruturantes, a concepção de QVT dos trabalhadores e as fontes de bem-estar e de mal-estar no trabalho. O referencial teórico adotado foi a Ergonomia da Atividade, e a abordagem metodológica escolhida foi a Ergonomia da Atividade aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho (EAA_QVT). O instrumento utilizado na pesquisa de delineamento quanti-qualitativo, da qual participarem 5164 trabalhadores, foi o Inventário de Avaliação de Qualidade de Vida no Trabalho (IA_QVT). A análise quantitativa apontou que, globalmente, o órgão encontra-se em uma zona de bem-estar moderado. O fator mais crítico foi Organização do Trabalho, enquanto o fator avaliado mais positivamente foi Elo Trabalho-Vida Social. Os resultados qualitativos demonstram que a QVT está vinculada às relações harmoniosas e às condições de trabalho adequadas; à organização humanizada (saudável) do trabalho; e a gostar do que faz e sentir-se reconhecido. As fontes de bem-estar no trabalho, por sua vez, são: ajudar na promoção da Justiça, aprender e aplicar conhecimentos, realizar as tarefas prescritas, ter convivência agradável com os colegas, dispor de ambiente social harmonioso e confortável, e fazer o que gosta. Já as fontes de mal-estar identificadas correspondem a relacionamento conflituoso e forma de tratamento; falta de reconhecimento e crescimento pessoal; sobrecarga, cobrança e pressão; e condições precárias de trabalho. Assim, a pesquisa forneceu subsídios para uma intervenção que consolide as fontes de bem-estar e remova ou atenue as causas do mal-estar no trabalho, visando à prevenção de agravos à saúde e à promoção da QVT.
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Canto, bem-estar e qualidade de vida: as oficinas "educando a voz"

Canto, bem-estar e qualidade de vida: as oficinas "educando a voz"

Cantamos desde o primeiro dia. Usamos cânones simples contendo entre 5 a 8 compassos, que vêm escritos na forma de partitura. A maioria dos alunos nunca teve contato com esse material. As reações são de curiosidade e, ao mesmo tempo, medo do novo e de não conseguir cantar por não saber "ler música". Falo, brevemente, do sistema musical tradicional, dos movimentos que as notas realizam subindo e descendo no pentagrama, do pulso da música, do compasso, da clave, dentre outros, e deixo que tudo fique bem leve e fácil de acessar, já que não há tempo de aprofundarmos nesse sentido. O cânone é uma forma musical que gosto muito de trabalhar em grupos com este perfil. Penso que cânones simples, como os usados na oficina, facilitam a compreensão de elementos musicais como harmonia vocal, volume da voz, afinação, pulso, tempo, respiração, articulação, concentração, movimento da melodia. Nesse momento, tais aspectos da música são vivenciados apenas pelo sentir e não pelo conhecimento da leitura musical em si. Assim, sinto os alunos bastante animados e propensos à execução dos exercícios propostos e também mais aliviados no ato do canto, pois percebem que é possível aos poucos soltar a voz, mesmo sem ser profissional nessa arte da música.
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