Top PDF Qualidade da paisagem na zona de entorno de Unidades de Conservação do semiárido brasileiro

Qualidade da paisagem na zona de entorno de Unidades de Conservação do semiárido brasileiro

Qualidade da paisagem na zona de entorno de Unidades de Conservação do semiárido brasileiro

A prestação de serviços ecossistêmicos é afetada pela estrutura da paisagem e este conceito vem sendo usado para a avaliação e conservação dos ecossistemas naturais. O presente estudo se baseia na premissa de que o mosaico da paisagem, formado por unidades de conservação, outros fragmentos nativos e matrizes no seu entorno, se espacializado de forma a favorecer a manutenção de populações e os fluxos biológicos, pode garantir a manutenção da biodiversidade. Através de métricas descritivas da paisagem e análise de documentos pertinentes, avaliou-se as formas de uso e ocupação do solo no entorno do Parque Nacional de Ubajara e Estação Ecológica de Aiuaba. O entorno do PNU é composto por área conservada (42,12%), solo exposto (41,9%) e vegetação secundária (11,01%), totalizando 53,09% de matriz permeável, sendo 45,1% de áreas nucleares de alta qualidade ambiental. O PNU é composto em 82,97% por vegetação primária. Na Zona de Amortecimento da EEA, encontrou-se 39,52% de área conservada e 31,22% de vegetação secundária - 70,74% de áreas de alta qualidade ambiental, enquanto a EEA é composta em 80,7% por vegetação primária. Observou-se uma composição favorável à conservação, todavia ausência de corpos hídricos (0% no PNU e 0,54% na EEA), baixa proximidade entre fragmentos e alta densidade de bordas são fatores de fragilidade ambiental. Conclui-se que os elementos que compõem a paisagem nessas áreas se inserem no contexto da conservação.
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A caligrafia da sociedade na paisagem : transformações no entorno de unidades de conservação da Serra do Espinhaço - MG

A caligrafia da sociedade na paisagem : transformações no entorno de unidades de conservação da Serra do Espinhaço - MG

As áreas circuladas em vermelho na Figura 4 apresentaram o maior incremento de vegetação nativa no período estudado. A área circulada marcada com o número ‘1’ foi classificada como PC, pois, nos dois anos estudados (1986 e 1992), apresentaram cicatrizes de queimada nas imagens de satélite. Dentro deste circulo passa a única estrada existente na área de estudo, que liga a sede do município de São Gonçalo do Rio Preto ao PERP. Esta estrada (não pavimentada) segue paralela ao rio Preto por alguns quilômetros. Possivelmente, a recuperação desta área se deu em consequência da criação do PERP. Como colocado no capítulo anterior, uma observação constante que surgiu nas entrevistas com os proprietários do entorno do parque foi o fortalecimento da fiscalização após a criação da UC. Comparando a paisagem pré- e pós-parque, isso é comprovado, pois a área ‘1’, além de constar no plano de manejo como zona de amortecimento, é caracterizada como APP (área de preservação permanente), por se estender ao longo de um rio (BRASIL, 2012). Outra explicação possível para a recuperação desta área é o aumento do turismo Figura 4: Mudança da cobertura do solo no Parque Estadual do Rio Preto e entorno entre 1986 e 2009.
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A problemática do licenciamento ambiental em zona de amortecimento de unidades de conservação

A problemática do licenciamento ambiental em zona de amortecimento de unidades de conservação

A Lei do SNUC (9.985/00) firmou o conceito de Zona de Amortecimento de unidades de conservação (ZAUC), que foi definida como “entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade”. Apesar da ZAUC restringir o uso, o seu objetivo não é congelar o desenvolvimento econômico da região, mas ordenar, orientar e promover todas as atividades, com o propósito e o objetivo de criar condições para que os municípios envolvidos interajam com a unidade de conservação, estabelecendo uma base sólida para o seu próprio desenvolvimento social e econômico, respeitando e utilizando as características e potencialidade da região (Vio,2001). Desta forma, é função do órgão gestor das unidades também promover a melhoria da qualidade de vida da população vizinha da unidade de conservação.
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Evolução da paisagem e cenários para conservação da biodiversidade do entorno da Floresta Nacional de Passo Fundo, Mato Castelhano, RS

Evolução da paisagem e cenários para conservação da biodiversidade do entorno da Floresta Nacional de Passo Fundo, Mato Castelhano, RS

A investiga¸c˜ao das mudan¸cas no uso da terra como resultado da press˜ao dos processos antr´opicos ´e uma abordagem metodol´ogica fundamental para estabelecer correla¸c˜oes entre padr˜ oes espaciais e temporais e processos ecol´ ogicos da paisagem, sendo adequada para o manejo e gest˜ao do entorno das ´ areas protegidas. O entorno das Unidades de Conserva¸c˜ao (UCs) no Brasil ne- cessita de medidas que complementem as estrat´egias de conserva¸c˜ao adotadas, unicamente para os limites das UCs. O entorno ou as chamadas zonas de amortecimento das unidades de con- serva¸c˜ao ainda n˜ ao tem recebido a aten¸c˜ao necess´aria para efetivar os objetivos da conserva¸c˜ao in situ . O objetivo geral desta tese foi analisar e quantificar a dinˆamica de uso e cobertura da terra, o processo de fragmenta¸c˜ao dos habitats naturais, a sustentabilidade ecol´ ogica e a elabora¸c˜ao de cen´arios de conserva¸c˜ao da biodiversidade da paisagem do entorno da Floresta Nacional de Passo Fundo, RS, no per´ıodo de 1986 a 2011, a fim de gerar informa¸c˜oes que contribuam para o manejo e implementa¸c˜ao de medidas de conserva¸c˜ao, do entorno desta UC. Foram realizados mapea- mentos de uso e cobertura da terra, com base em imagens Landsat 5 de 12/09/1986; 9/08/1997 e de 01/09/2011, ´ orbita 222, pontos 79 e 80. O mapeamento foi efetuado por classifica¸c˜ao visual das imagens, em software Mapinfo 10.0. O processo de fragmenta¸c˜ao dos habitats naturais em 1986, 1997 e 2011, foi analisado a partir da elabora¸c˜ao de mapas tem´ aticos da vegeta¸c˜ao natural do entorno da Flona-PF, e aplica¸c˜ ao das seguintes m´etricas da paisagem, no software Fragstats 4.1: n´ umero de fragmentos, ´ area m´edia dos fragmentos, propor¸c˜ao de ´ area natural na paisagem, maior mancha, graus de isolamento/conectividade e complexidade de formas. A sustentabili- dade ecol´ ogica foi avaliada pelo uso de indicadores de naturalidade/urbanidade (IB), qualidade ambiental dos fragmentos de vegeta¸c˜ao natural (IQA BI O ) e vulnerabilidade ambiental (IVA-P ),
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ANÁLISE DA PAISAGEM DE UMA ZONA DE AMORTECIMENTO COMO SUBSÍDIO PARA O PLANEJAMENTO E GESTÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO.

ANÁLISE DA PAISAGEM DE UMA ZONA DE AMORTECIMENTO COMO SUBSÍDIO PARA O PLANEJAMENTO E GESTÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO.

A Zona de Amortecimento (ZA) corresponde a uma área delimitada no entorno das UC, com o propósito de minimizar os impactos negativos externos sobre elas (BRASIL, 2000). A gestão correta da ZA pode evitar o isolamento das espécies nativas presentes na UC, alterações em seus fluxos gênicos, na estrutura e qualidade do hábitat, a extinção das espécies e a perda de biodiversidade (PRIMACK; RODRIGUES, 2002). Os usos múltiplos das áreas de entorno de uma UC que não seguem normas de ordenamento frequentemente geram impactos, como poluição do solo e de corpos hídricos, introdução de espécies exóticas, isolamento e extinção local de espécies (LI et al., 2009). O uso e ocupação na ZA devem seguir um planejamento com base em princípios de Ecologia de Paisagens (LINDENMAYER et al., 2008), que promovam a perspectiva de corredores e trampolins ecológicos e uma matriz permeável, de forma a garantir o deslocamento e dispersão das espécies da fauna e da flora (PARDINI et al., 2009; VIEIRA et al., 2009).
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Percepção ambiental por uma comunidade rural do entorno de uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN), semiárido brasileiro

Percepção ambiental por uma comunidade rural do entorno de uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN), semiárido brasileiro

O mundo vem enfrentando um acelerado processo de ocupação desordenada dos ambientes naturais pelas diferentes culturas, fato que tem provocado modificações drásticas no planeta. A degradação ambiental da atualidade decorre, principalmente, do modelo de desenvolvimento puramente econômico pós-revolução industrial e ascensão desenfreada do modelo capitalista, calcado na utilização ilimitada dos recursos naturais (NUCCI e FÁVERO, 2003). Como conseqüência, ocorre o crescimento demográfico intenso e desordenado, implicando na redução da qualidade de vida da população, sobretudo nas áreas urbanas, acompanhado da industrialização e mecanização da agricultura em sistemas monocultores, implantação crescente de pastagens e alta exploração dos recursos energéticos e minerais, gerando um processo de agressão/poluição e ameaças aos recursos naturais e, ainda, uma injusta repartição de benefícios sociais e ambientais (NUCCI e FÁVERO, op. cit.). Para minimizar esses problemas, especialmente aqueles com consequências diretas sobre a biodiversidade, são necessárias atividades de conscientização ambiental das comunidades em geral e daquelas que habitam o entorno das áreas de conservação biológica, pois a ação antrópica é a principal causadora de extinção na atualidade (PRIMACK, 2000).
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Variabilidade pluvial no semiárido brasileiro: impactos e vulnerabilidades na paisagem da bacia hidrográfica do rio Moxotó

Variabilidade pluvial no semiárido brasileiro: impactos e vulnerabilidades na paisagem da bacia hidrográfica do rio Moxotó

A pesquisa aqui presente visou compreender os aspectos das mudanças ambientais (climática e da cobertura vegetal), e os impactos e vulnerabilidades produzidas por tais mudanças na Bacia Hidrográfica do Rio Moxotó, que se encontra localizada no semiárido pernambucano. Para análise das mudanças ambientais foram utilizadas a técnica de análise de tendência de precipitação Mann-Kendall, aplicada a uma série de dados de 84 anos extraídos de 38 estações meteorológicas, e para análise espaço-temporal das mudanças da cobertura vegetal a técnica NDVI utilizando imagens satelitais Landsat 5 e 7. Com base nos dados obtidos a partir dessas técnicas, observaram-se os impactos e também serviram para compor como indicadores na construção do índice de vulnerabilidade às mudanças climáticas. O resultado da análise de tendência de precipitação apresentou que as tendências na área da bacia não são homogenias; e que o resultado referente à análise do comportamento da cobertura vegetal demonstra que a vegetação nativa apresenta-se mais conservadas nas áreas de altitudes mais elevadas e nas áreas de morros testemunhos e relevos residuais da bacia sedimentar do Jatobá. Para construção do índice de vulnerabilidade às mudanças climáticas foram selecionados indicadores tomando como critério de seleção a relação conceitual \cientifica que cada um destes possuía com as mudanças climáticas e a área de estudo. Assim foram selecionados indicadores de caráter social, econômico e físico que foram agrupados em três subíndices (exposição, sensibilidade e capacidade adaptativa), onde cada um desses subíndices representava a variabilidade climática e as mudanças na cobertura vegetal, as vulnerabilidades sociais e econômicas e os aspectos positivos que favorecem a adaptação às mudanças ambientais, respectivamente. Dentre os resultados gerados pelos subíndices e índice final, observou-se que os municípios em situação mais grave são Jatobá, Ibimirim e Tupanatinga, que apresentaram os níveis mais elevados de vulnerabilidades ás mudanças climáticas. A partir de todos os resultados e análises apresentados fica evidente a importância dos estudos de vulnerabilidades sociais e ambientais como recursos para o entendimento dos efeitos das mudanças climáticas sobre sistemas sociais e ambientais.
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Obtenção e conservação de espermatozoides de cutia (Dasyprocta leporina Linneaus, 1753) do semiárido brasileiro

Obtenção e conservação de espermatozoides de cutia (Dasyprocta leporina Linneaus, 1753) do semiárido brasileiro

O objetivo foi estabelecer protocolos para obtenção e conservação de espermatozoides de cutias (Dasyprocta leporina) criadas em cativeiros no semi-árido brasileiro, visando sua exploração sustentável. Para tanto três experimentos foram realizados. No primeiro, foi avaliada a influência da interação entre dois tipos de sonda (ondas senoidais e quadráticas) e dois protocolos de estimulação (contínuo e seriado) sobre a eficiência da colheita de sêmen de cutias por eletroejaculação. A interação mais eficiente na obtenção de ejaculados com espermatozoides foi a que utilizou eletrodos em aneis associado com estímulos em série (4/7; 57%, P<0,05). No segundo, foi realizada a comparação da ação crioprotetora de diferentes substâncias (glicerol, etilenoglicol, dimetilsulfóxido, dimetilformamida) na criopreservação de espermatozoides epididimários. Relativo a isso, os maiores valores de motilidade (39,5±4,6%), vigor (2,9±0,2) e integridade de membrana (30,6±4,5%) foram obtidos nas amostras criopreservadas com glicerol quando comparada as amostras contendo etilenoglicol e dimetilformamida, contudo, sem diferença (P>0,05) quando comparada as criopreservadas com dimetilsulfoxido. Finalmente, foi analisado o efeito dos métodos de obtenção de espermatozoides (eletroejaculação vs colheita epididimária) sobre a qualidade dos espermatozóides criopreservados. Como resultado as amostras obtidas por lavagem epididmária apresentaram motilidade de 25,0±10,9% e vigor 2,4±0,8 e as obtidas por eletroejaculação obtiveram 31,2±14,2% de motilidade e 2,2±0,7 de vigor, porém sem diferenças significativas (P>0,05), denotando a possibilidade de aplicar diretamente, com sucesso, o protocolo de criopreservação de espermatozoides epididimarios de cutias (Dasyprocta leporina) para ejaculados da mesma espécie. Na presente tese, foram alcançados avanços significativos na obtenção e processamento de espermatozoides de cutias, possibilitando a formação de bancos de germoplasmas a partir de amostras oriundas tanto dos epidídimos quanto por eletroejaculação.
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Percepção ambiental por uma comunidade rural do entorno de uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN), semiárido brasileiro

Percepção ambiental por uma comunidade rural do entorno de uma reserva particular do patrimônio natural (RPPN), semiárido brasileiro

No nosso estudo observou-se maior pontuação do IQSP na avaliação feita no 3º mês que corresponde ao estado do sono 1 mês antes, ou seja, no estágio agudo. Vários podem ser os fatores que levam a qualidade ruim do sono nesse estágio. Segundo dados da literatura a principal desordem do sono associada ao AVC é a apnéia obstrutiva do sono, que ocorre em 60 a 90% dos pacientes (Williams & Holloway 2005). Koch et al. (2007), ao avaliarem pacientes na fase aguda de recuperação do AVC, confirmaram a alta prevalência de apnéia do sono nessa população clínica. Outros fatores podem ser os processos dolorosos, o ambiente hospitalar, quadros depressivos e distúrbios gerais que normalmente aparecem no estágio agudo da lesão. Dentre estes o ambiente hospitalar pode ser um fator relevante pela falta de exposição a pistas temporais como o ciclo claro-escuro (dia/noite), a atividade física e social que podem ter efeitos benéficos no sono noturno e no alerta durante o dia (Naylor et al. 2000). Nesse sentido, as condições hospitalares devem ser melhor avaliadas a fim de que possam favorecer mais a propensão ao sono dos pacientes acometidos de AVC.
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A viabilidade ambiental de assentamentos urbanos no entorno de unidades de conservação: o caso do condomínio Mini-Granjas do Torto

A viabilidade ambiental de assentamentos urbanos no entorno de unidades de conservação: o caso do condomínio Mini-Granjas do Torto

As zonas tampão 3 (buffer zone) que contornam as UCs recebem um tratamento especial quanto à sua ocupação e utilização já que possuem limitações para que sejam minimizados os impactos na área de preservação. Essas zonas tampão, apesar de sofrerem limites quanto ao uso e ocupação, não são fiscalizadas como deveriam pelos órgãos responsáveis pela sua administração, ocorrendo os chamados “efeitos de borda” (RIO DE JANEIRO, 2004). Pelo fato de o Distrito Federal possuir grande número de UCs ao mesmo tempo em que possui um elevado índice de crescimento demográfico, a gestão e fiscalização dessas áreas e seu entorno, torna-se crucial para que se promova a qualidade de vida da comunidade e se mantenha o que resta dos recursos naturais. Já que muitos desses assentamentos urbanos são uma realidade concreta, que se desenvolveu durante décadas e atendem às necessidades de moradia de boa parte da população, é importante que sejam analisadas medidas mitigadoras que reduzam os impactos nessas UCs.
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Proposta de critérios adicionais para definição de Área Prioritária para Conservação no Semiárido brasileiro

Proposta de critérios adicionais para definição de Área Prioritária para Conservação no Semiárido brasileiro

A Percepção Ambiental tem sido um instrumento bastante utilizado e relevante em estudos que contemplam as relações entre meio ambiente e ações humanas, por possibilitar análises das percepções, atitudes e valores, principais formadores da topofilia, que repercute em ações de conservação. Nessa perspectiva, esta pesquisa teve como objetivo analisar a percepção ambiental da comunidade de um complexo serrano do Semiárido brasileiro (Serra João do Vale) como um dos critérios para a proposição de Área Prioritária para Conservação. Para tanto, realizaram-se entrevistas com 240 pessoas (100% dos domicílios ocupados na comunidade serrana), utilizando como metodologia a observação e questionamento por meio de entrevistas e aplicação de formulários, sendo estes aplicados nos meses de fevereiro a agosto de 2011, com base teórico-metodológica da percepção ambiental. Os resultados mostraram de forma clara nas respostas dos entrevistados, seus conhecimentos e opiniões, assim como a concordância com a criação de uma área exclusiva para conservação da Serra João do Vale. Mostraram ainda que a chegada do turismo gera expectativa de melhorias na renda e na qualidade de vida para essa comunidade.
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A estrutura da paisagem do mosaico formado pelas unidades de conservação presentes no litoral norte do Paraná

A estrutura da paisagem do mosaico formado pelas unidades de conservação presentes no litoral norte do Paraná

Entre as UCs que possuem maior área de matriz estão as RPPNs Salto Morato (98,62%) e Águas Belas (96,39%) e a EE de Guaraqueçaba (97,99%). A EE, entre as UCs aqui analisadas, é a categoria de proteção com maiores restrições de uso, sendo permitida apenas a pesquisa científica de baixo impacto e sob autorização prévia (BRASIL, 2000). A representatividade da matriz de vegetação nativa da EE pode ser um indício de que a área está protegida, não somente pela lei, mas também pela conservação de seus ecossistemas. As RPPNs, por sua vez, apesar de serem UCs de Uso Sustentável, são áreas destinadas à conservação por particulares, que por vontade própria lavram em caráter perpétuo a proteção de suas terras. A essência dessa categoria de proteção, por si só, pode explicar serem elas as UCs de maior área de matriz de vegetação nativa.
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Unidades de conservação

Unidades de conservação

As categorias de manejo existentes no país, im­ plantadas pelo governo federal, são, até o m om en­ to: os parques nacionais; as reservas biológicas; as reservas florestais, aos cuidados do Instituto Brasi­ leiro de Desenvolvim ento Florestal - IBDF, tendo sob a adm inistração do Instituto Brasileiro de Geo­ grafia e Estatística — IBGE, tam bém reservas bioló­ gicas; as reservas indígenas, sob adm inistração da Fundação Nacional do índio — Funai; o m onum en­ to cultural, sob adm inistração da Secretaria do Pa­ trim ô nio Histórico e Artístico Nacional — SPHAN; as estações ecológicas; áreas de proteção am bien­
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ÁREAS PRIORITÁRIAS A CONSERVAÇÃO EM FUNÇÃO DA DECLIVIDADE EM NÚCLEO DE DESERTIFICAÇÃO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

ÁREAS PRIORITÁRIAS A CONSERVAÇÃO EM FUNÇÃO DA DECLIVIDADE EM NÚCLEO DE DESERTIFICAÇÃO NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

O Código Florestal Brasileiro (CFB), nos termos da Lei Federal nº 4.771 de 15 de setembro de 1965 (BRASIL, 1965), revogado pela Lei Federal nº 12.651 de maio de 2012 (BRASIL, 2012) tem como um de seus objetivos dinamizar a atividade florestal e preservar a diversidade biológica e a variabilidade dos organismos vivos. Assim, novos estabelecidos na atualização do Código Florestal Brasileiro de 2012, dispõem sobre a proteção de vegetação nativa e determina critérios de implantação e utilização das áreas de conservação, sendo: Áreas de Proteção Permanente (APP), Áreas de Reserva Legal (ARL) contempladas em ambas versões do CFB e, as Áreas de Uso Restrito (AUR) uma nova categoria de área de conservação, aperfeiçoada em sua definição e contemplada no novo CFB. Quanto ao uso e ocupação do terreno, as AUR permitem o manejo florestal sustentável e o exercício de atividades agrossilvipastoris, bem como, a manutenção da infraestrutura física associada ao desenvolvimento das atividades, observando boas práticas agronômicas, sendo vedada a conversão de novas áreas, excetuadas as hipóteses de utilidade pública e interesse social (BRASIL, 2012).
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Nutriente em sedimentos e qualidade da água em açude do semiárido brasileiro

Nutriente em sedimentos e qualidade da água em açude do semiárido brasileiro

A camada de sedimentos tem a função de acumular, reter e liberar nutrientes para a coluna de água, a exemplo de nitrogênio e fósforo, que podem favorecer a eutrofização, mesmo quando as cargas externas de nutrientes são controladas. No entanto, essa interação depende das condições climáticas, hidrodinâmicas e morfométricas dos açudes. Desta forma, este estudo teve como objetivo analisar a influência do processo de redisponibilização de ortofosfato dos sedimentos no açude Pereira de Miranda sobre variáveis físicas, químicas e biológicas da qualidade da água, durante período de déficit resultante da seca prolongada. As coletas de água e de sedimento foram realizadas em abril, maio, julho e setembro de 2015, em três estações de amostragem localizadas na região lacustre. As amostras de água foram coletadas na superfície da coluna de água e próxima ao sedimento, sendo determinadas as concentrações de nitrito, nitrato, nitrogênio amoniacal, fósforo total e ortofosfato. Os dados de temperatura da água, pH e oxigênio dissolvidos foram obtidos ao longo do perfil vertical da coluna de água. As amostras de sedimentos foram coletadas no mesmo ponto de amostragem de água e usadas para a determinação de ortofosfato, matéria orgânica, carbono orgânico total e granulometria. Durante os meses de pesquisa registraram-se índices baixos de precipitação na região em que o açude se situa, destacando-se abril, pela maior pluviosidade registrada no período de estudo e consequente redução do volume de água, até alcançar o volume morto, em setembro. As maiores concentrações de nutrientes foram registradas durante o primeiro semestre, associado ao período de ocorrência de chuva (abril e maio) e de liberação de ortofosfato a partir dos sedimentos, devido a estratificação química consolidada e à possível estratificação térmica das massas de água, enquanto em julho e setembro o açude Pereira de Miranda apresentou circulação completa e menor disponibilidade de nutrientes na coluna de água. Os teores elevados de carbono orgânico total dos sedimentos indicaram uma preservação da matéria orgânica nesse compartimento ou uma produção elevada de biomassa na coluna de água acima da capacidade de assimilação do sistema.
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INCÊNDIOS FLORESTAIS NO ENTORNO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - ESTUDO DE CASO NA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ÁGUAS EMENDADAS, DISTRITO FEDERAL

INCÊNDIOS FLORESTAIS NO ENTORNO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - ESTUDO DE CASO NA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE ÁGUAS EMENDADAS, DISTRITO FEDERAL

As principais causas de ocorrência, em ordem decrescente, de incêndios florestais em Águas Emendadas, como se pode observar na Figura 9, são: incendiários (64,4%), queima de pastagens (47,8%) e fagulhas de veículos automotores e queima de lixo (plásticos, papéis, filtros de cigarro ainda acesos) nas margens de rodovias e estradas vicinais (38,9%). Tais padrões de causas são muito comuns em unidades de conservação do Cerrado (MEDEIROS e FIEDLER, 2004; FIEDLER et al., 2006a; LARA et al., 2007). Foi verificado ainda que causas naturais e diversas foram pouco citadas pelos entrevistados e somente 3% destes não responderam a esta questão. Alguns estudos em unidades de conservação desse bioma verificaram frequência elevada de incêndios causados por raios, fato não observado nesta pesquisa.
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Unidades de conservação da caatinga: distribuição e contribuições para conservação

Unidades de conservação da caatinga: distribuição e contribuições para conservação

A Caatinga é o único bioma cujos limites estão inteiramente restritos ao território nacional, sendo que ainda é tratada com baixa prioridade de investimento em conservação, sendo hoje uma das regiões naturais brasileiras menos protegida. O presente estudo avaliou como ocorreu o processo de expansão em número e área das unidades de conservação (UCs) da Caatinga, no espaço e ao longo do tempo. Atualmente 7,8% da área do bioma está sob proteção de 168 unidades de conservação. Não houve associação entre as esferas de gestão na criação de UCs de uso sustentável ou de proteção integral na Caatinga, embora a dinâmica de criação de UCs tenha mudado ao longo dos anos, e siga tendências nacionais, com o aumento do número de UCs sob gestão estadual e de maior permissividade de uso, como as Áreas de Proteção Ambiental (APAs). As UCs federais de proteção integral são em média maiores do que as UCs estaduais de proteção integral. O Piauí é o estado com maior proporção de área protegida por UCs na Caatinga,seguido pela Bahia e Maranhão. Apenas no Ceará, Bahia e Minas Gerais a maior parte da área protegida por UCs pertence a esfera administrativa estadual, e somente no Ceará e na Bahia a maior parte dessa área é de uso sustentável. Iniciativas para criar de UCs ocorrem de acordo com demandas e interesses locais, mas deveriam contemplar tanto UCs de uso restrito quanto de uso múltiplo, e atender às recomendações dos exercícios de áreas prioritárias para conservação da Caatinga.
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Unidades de conservação da natureza

Unidades de conservação da natureza

A diversidade de campos de conhecimento relacionados à investiga- ção científi ca nas Unidades de Conservação resulta na participação de di- versas instituições de pesquisa públicas e privadas, com destaque para os Institutos de Pesquisa ligados à Secretaria do Meio Ambiente. De fato, os Institutos de Botânica, Florestal e Geológico têm desenvolvido uma série de trabalhos de investigação científi ca nos mais diversos campos do co- nhecimento. Esse vínculo institucional tem origem na institucionalização, em 1886, da Comissão Geográfi ca e Geológica de São Paulo, embrião des- ses institutos e outros órgãos deles originários. A Comissão Geográfi ca e Geológica de São Paulo, não só se destacou pela criação desses institutos, bem como, pela implantação da pesquisa dos recursos naturais no Estado de São Paulo e no Brasil.
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Vulnerabilidade ambiental em áreas de caatingas na unidade de conservação parna do Catimbau, Pernambuco, semiárido brasileiro

Vulnerabilidade ambiental em áreas de caatingas na unidade de conservação parna do Catimbau, Pernambuco, semiárido brasileiro

Resumo: O Parque Nacional do Catimbau é uma unidade de conservação integral muito importante na conservação da biodiversidade do bioma Caatinga. Estando situado na região semiárida de Pernambuco, na zona de transição entre o agreste e sertão, o parque comporta excessiva beleza de caatingas, monumentos esculpidos pela ação erosiva dos ventos em rocha arenítica e diversos sítios arqueológicos. Sabendo-se que o Parna do Catimbau constitui áreas de prioridade alta de conservação devido à susceptibilidade a desertificação, essa pesquisa teve como foco avaliar a vulnerabilidade das caatingas presentes nesta unidade de conservação. A metodologia utilizada contou com a aplicação do índice de vegetação ajustado ao solo (IVAS), sensoriamento remoto termal e visita em campo que permitiu a análise da espacialização das imagens orbitais, dos satélites Landsat 5 e 8 nos anos de 1995, 2006 e 2016. Os resultados mostraram aumento térmico nas áreas de caatingas e impactos ambientais ocasionados pela antropização de suas áreas. A antropização das caatingas no interior do Parna do Catimbau fere a Lei 9.985/00, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e define as atribuições de uma unidade de conservação de uso integral. Sendo necessário para essa UC o alinhamento de sua gestão com o SNUC e a implantação de espaços de aprendizagem para disseminação da educação ambiental à população dos municípios que a integram.
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O PLANTIO DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS NO ENTORNO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO  Elisa Oliveira Da Silva Bentes, Marcelo Pires Soares

O PLANTIO DE ORGANISMOS GENETICAMENTE MODIFICADOS NO ENTORNO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Elisa Oliveira Da Silva Bentes, Marcelo Pires Soares

[...] a inconstitucionalidade decorre da sistemática utilizada com a cláusula "até que". O Decreto executivo estabelece os limites e autoriza o plantio (art. 1º), e depois prevê normas para corrigir eventuais desvios que tenham ocorrido (art. 2º). Ora, é incompatível com a proteção ambiental e com o dever de preservação da qualidade de vida e da higidez dos ecossistemas que o poder público autorize ou permita algo sobre o que ainda não tem segurança ou certeza. Na situação dos autos, não parece existir nenhum risco urgente que motivasse a dispensa da cautela própria da precaução ambiental: se não se tem certeza se danos graves podem ser causados, não se libere a atividade enquanto a certeza não existir. É inviável liberar "até que" (art. 1º), ainda que se estabeleça que poderão ser alterados os limites conforme "novas informações" do órgão técnico apropriado (art. 2º). Ora, se o próprio Decreto sabe que "novas informações" poderão surgir, se o próprio Decreto sabe que as regras poderão ser alteradas pelo plano de manejo, e se nenhuma situação de relevante interesse público justifica a liberação imediata e provisória do cultivo de organismos geneticamente modificados naqueles espaços especialmente protegidos de unidades de conservação, então é certo que o estabelecimento de limites foi prematuro e que a precaução se impõe.
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