Top PDF Quando o futebol está na tv: uma análise da participação do telespectador através do Programa Bate-Bola

Quando o futebol está na tv: uma análise da participação do telespectador através do Programa Bate-Bola

Quando o futebol está na tv: uma análise da participação do telespectador através do Programa Bate-Bola

Ao longo do Bate-Bola, vários desses comentários são lidos. Em geral, os telespectadores perguntam, concordam ou discordam das opiniões dos comentaristas em estúdio, ou mesmo empreendem análises próprias sobre os temas discutidos em cada momento. Como exemplo, podemos citar a participação do fã de esporte Fábio, de Goiás, que pergunta: “Cadê o futebol do Ganso? Que camisa 10 é esse que não chuta a gol, não cobra falta, não bate pênalti, só consegue dar passes curtos e assistências? Será que o camisa 10 só faz isso?". Verifica-se que a indagação do telespectador sobre a atuação do jogador de meio campo da seleção é valorizada durante o programa. Isso acontece também com as opiniões do telespectador Otávio Simpson, de Mossoró, no Rio Grande do Norte, que afirmou: “Não se iludam [...] com essa seleção, ela faz mais que sua obrigação. Ganhar do “todo poderoso” Equador [...] O Brasil não tem técnico, o Robinho não joga nada. Seleção ridícula.” Naquele momento do programa, portanto, a opinião do fã de esporte sobre o assunto em pauta, que era a Seleção Brasileira, foi relatava e publicizada.
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O encontro da TV com a internet: uma análise da participação do telespectador de futebol no Programa BateBola

O encontro da TV com a internet: uma análise da participação do telespectador de futebol no Programa BateBola

Esporte mais popular do mundo, o futebol é praticado em pelo menos 190 países de todos os continentes. Se consideradas as formas mais antigas do jogo, são cerca de 6 mil e 500 anos de bolas nos pés. Na obra O Livro de Ouro do Futebol , Unzelte (2002) lança a pergunta: quem inventou esse esporte? A forma contemporânea – assim como o termo ( foot + ball ) – é uma construção inglesa. Mas há indícios de tradições precedentes, na Europa, na Ásia e na América, da Antiguidade à Idade Contemporânea, que compõem o DNA do futebol. Para investigar o fenômeno, vamos recorrer, neste capítulo, a movimentos complementares. Em primeiro lugar, apresentaremos uma breve recapitulação das principais perspectivas das ciências sociais sobre o esporte (seção 2.1). Em seguida, iremos além da invenção do futebol ao tentar entender como as práticas esportivas, originalmente lúdicas, difundiram-se, sobretudo por meio das mídias, nos séculos XIX e XX (seção 2.2). Por fim, voltaremos nossa análise especificamente para as raízes do futebol no Brasil. Nesse caso, interessa investigar como fatores políticos, econômicos e culturais fizeram desse esporte ícone de identidade nacional e de ideologia popular (seção 2.3). Este capítulo é fundamental para justificar a participação dos telespectadores durante o programa Bate-Bola, assunto a ser discutido no capítulo 3. Partimos da perspectiva de que o futebol motiva discussões, comentários, dúvidas e embates. Resta-nos tentar compreender, agora, o porquê de tanta paixão.
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As mesas-redondas esportivas em tempos de participação do telespectador: uma análise no âmbito do fazer crer

As mesas-redondas esportivas em tempos de participação do telespectador: uma análise no âmbito do fazer crer

Se na primeira década de existência a televisão veiculou atrações esportivas de forma quase amadora, nos anos 1960 surgiu um formato “que iria inovar as discussões em torno da maior paixão do brasileiro” (RIBEIRO, 2007, p. 190). O cenário era favorável a novas ideias: pela primeira vez, a TV começara a captar mais verbas publicitárias que o rádio. Foi nesse ambiente que estreou, no final de 1963, a Grande Resenha Fácit, da TV Rio – primeira mesa-redonda brasileira sobre futebol. O formato desenvolvido à época serviu de inspiração para todos os futuros programas de debate esportivo (RIBEIRO, 2007). Nosso objetivo, aqui, é abordar justamente este tipo de atração televisiva: o debate esportivo. Especificamente, pretendemos investigar como as mesas-redondas têm se organizado dentro de uma situação específica: a maioria dos programas atuais sobre futebol, o que inclui os debates esportivos 4 , tem apelado recorrentemente à participação do telespectador. A partir de estratégias discursivas, geralmente cifradas nos enunciados verbais de apresentadores e de comentaristas, tais atrações pedem que o público envie mensagens de texto ou de vídeo, vote em enquetes, decida os próximos assuntos a serem tratados etc. Muitas vezes, os conteúdos emitidos pelo telespectador incidem dentro dos programas, após passar por uma série de filtragens.
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Efeitos de um programa de complex training, na agilidade com bola, velocidade máxima, na eficácia do cruzamento e do remate em jovens atletas de futebol

Efeitos de um programa de complex training, na agilidade com bola, velocidade máxima, na eficácia do cruzamento e do remate em jovens atletas de futebol

O treino da força pressupõe tarefas com oposição de cargas , deslocação de objetos e vencer resistências externas, ou mesmo as do próprio corpo, independentemente do fator tempo. Permite, assim, superar uma resistência através do esforço muscular; com base em forças internas (produzidas por contração muscular, ações dos tendões e ligamentos) e forças externas (gravidade, atrito, oposição) (Badillo e Ayestarán, 2001; Zatsiorsky, 1999). Os recursos podem variar, como o uso do peso da massa corporal, uso de halteres, exercícios em aparelhos de resistência, e métodos pliométricos, entre outros.
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O Remate de Bola Parada em Futebol - Contributo para o desenvolvimento e aplicação de uma metodologia relativa ao estudo dos princípios de utilização do pé no contacto com a bola. Análise cinemática preliminar do remate.

O Remate de Bola Parada em Futebol - Contributo para o desenvolvimento e aplicação de uma metodologia relativa ao estudo dos princípios de utilização do pé no contacto com a bola. Análise cinemática preliminar do remate.

Na primeira parte do trabalho explora-se o conceito de remate e a sua ligação com as variáveis de contexto, procura-se caracterizar os elementos associados ao conceito de força, enquanto grandeza vetorial e explicar a sua importância no momento do impacto. Procura-se, também, elucidar para a importância da relação que pode ser estabelecida entre os planos anatómicos e a projeção das suas linhas sobre a bola e no espaço de jogo, tendo como referenciais o local de remate e o alvo da baliza, a fim de facilitar o entendimento associado ao método para a execução do remate. Tenta-se justificar e explicar a introdução de algumas terminologias, como por exemplo, a noção de “bola em pé”, “trajetória virtual”, “reflexão do ponto de impacto”, “cauda do vetor”, “a bola uma esfera”, “as linhas da bola”, os seus eixos, seus planos e outros elementos mais, a fim de facilitar o processo de análise e a sua importância ao nível didático-metodológico.
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Elitização e participação da mídia no futebol

Elitização e participação da mídia no futebol

Depois de muitos rejeitos, no começo do século XX, as ilhas britânicas aceitaram, fizeram as regras e transformaram o esporte conhecido mundialmente. Se no começo era apenas hobby da elite branca rica inglesa, sendo o lazer dos estudantes de faculdade os maiores praticantes, bastou poucos anos para virar o esporte do operário, pobres e também negros. Era muito fácil custear uma bola improvisada de meia ou algo do tipo. Com a vinda dos operários ingleses para o Brasil, os brasileiros também conheceram o futebol. No surgimento dos clubes, como em toda sociedade até meados do século XX, havia racismo. Exemplo do jogador Carlos Alberto, do Fluminense, quando o clube não aceitava mulatos e, ele ter que jogar com pó de arroz em seu rosto para disfarçar sua cor. História negada pelo time carioca até então. 2
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Leituras infantis da televisão: uma análise do Programa TV Globinho

Leituras infantis da televisão: uma análise do Programa TV Globinho

No Brasil, dois estudos foram pioneiros na análise da recepção. Lins da Silva (1985) realizou uma pesquisa de recepção com um grupo de trabalhadores residentes em um bairro da periferia de São Paulo. O estudo versava sobre a apropriação e a interpretação do Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão. Lins da Silva concluiu que tais trabalhadores se mostraram críticos diante das mensagens do telejornal e que as utilizavam para refletir sobre os problemas ocorridos nas suas rotinas diárias. Outro estudo marcante foi o realizado por Leal (1986). A pesquisa foi realizada com dois grupos de pessoas, inseridos em classes sociais distintas, acerca das mensagens de uma novela das oito – Sol de Verão. A autora verificou a importância da telenovela no cotidiano das pessoas, que servia de referência para as práticas rotineiras dos informantes. Estes dois estudos citados abriram, de certa forma, um caminho para que outras pesquisas sobre as audiências televisivas fossem realizadas no País. Cito como exemplo, entre outras, as realizadas por Nilda Jacks (1993), Denise Gogo (1998), Vassalo Lopes (2002), Itânia Gomes (2003), Almeida (2003).
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Imagery : correlação entre o motor imagery e as habilidades técnicas de condução de bola no futebol

Imagery : correlação entre o motor imagery e as habilidades técnicas de condução de bola no futebol

Em relação à teoria de aprendizagem simbólica, Sackett (1934), citado por Janssen e Sheikh (1994), verificou que a performance aumentava com a repetição mental de uma tarefa essencialmente cognitiva, que poderia facilmente ser simbolizada. A teoria propõe que a visualização tem efeitos positivos sobre a aprendizagem e rendimento desportivo por oferecer a oportunidade de praticar os elementos simbólicos da tarefa motora. Qualquer melhoria produzida pela visualização, mais do que a própria ativação muscular, estaria relacionada com processos de codificação cognitiva que ajudariam o desportista a compreender e adquirir os pontos-chave dos modelos do movimento. Através dos estudos elaborados pelo modelo de aprendizagem simbólica, comprovou-se que a prática mental é mais eficaz para tarefas que têm uma alta componente cognitiva do que para as que são fundamentalmente motoras e para estádios iniciais de aprendizagem de habilidades, pois são mais cognitivas. Como indicam as teorias de aprendizagem motora (Feltz & Landers, 1983). Para Alves (2011, p. 330), “a visualização mental pode funcionar como um sistema codificador para ajudar os atletas a adquirir ou a compreender os padrões de um movimento. Se todos os movimentos que fazemos se codificam no sistema nervoso central, a visualização irá facilitar a execução ao ajudar a representar, ou a codificar, os mesmos movimentos em componentes simbólicos, tornando-os mais familiares e até mais automáticos. No estudo de Wrisberg e Ragsdale (1979), confirma-se que os efeitos da visualização mental são mais efetivos nas fases iniciais de aprendizagem, principalmente se a tarefa a realizar apresentar elevadas exigências cognitivas. Contudo, Christina e Corcos, citados por Alves (2011, p. 331), referem que “a visualização mental é mais útil quando os atletas têm uma ideia razoável do objetivo da habilidade e das sensações a ela associadas e o programa motor está estabelecido”. Schmidt (2013) e Temprado (1997) referem que as fases iniciais da aprendizagem motora são essencialmente cognitivas, dependendo da captação, perceção e tratamento da informação, ajudando a visualização mental na organização da informação ao nível central.
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Com a Bola Toda: torcedoras de futebol, ciberativistas e consumidoras de material esportivo

Com a Bola Toda: torcedoras de futebol, ciberativistas e consumidoras de material esportivo

Neste momento, à medida que a guerra tocava de forma mais expressiva o continente, a partir dos bombardeios de submarinos alemães, foram incitadas manifestações nacionalistas em diversos países, sendo possível perceber que os aficionados pelo futebol cada vez mais relacionavam a vitória no campo de jogo ao orgulho cívico. ​ (AGOSTINO, 2006, p. 61). Hoje, passados os anos, os dois países contam juntos com nove títulos conquistados em Copa do Mundo , o número pode chegar a 10 neste ano, quando é 2 disputada a 21ª edição da competição. ​Alemanha e Brasil têm histórias de sucesso, brilhantismo e inovação, sendo comumente vistos como autoridades quando o assunto é futebol. Teixeira da Silva (2006) explica:
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A bola rolou: o velódromo paulista e os espetáculos de futebol (1895/1916)

A bola rolou: o velódromo paulista e os espetáculos de futebol (1895/1916)

O andamento das pesquisas chamou a minha atenção para um segundo conjunto de questões. Por que São Paulo foi tão receptiva e surgiu entre as primeiras cidades brasileiras a organizar o futebol, se a elite local parecia ao mesmo tempo querer zelar pelas tradições ligadas à cultura do campo? Como entender que tantos jovens da mesma região atuassem para modificar o panorama cultural ao qual pertenciam? É sabido que nos primeiros anos da República a capital paulista estava em intenso crescimento, alimentada pelo afluxo de imigrantes e fortalecida pela economia exportadora de café, porém que ela era menor do que várias outras capitais de estados. São Paulo fica a dezenas de quilômetros do principal porto marítimo, Santos. Ela não recebia a influência imediata das tripulações de navios ingleses em trânsito, ou de funcionários das companhias de comércio estrangeiras, como ocorria nos maiores portos do país. A cidade era comandada por um pequeno estrato social, influente e frequentemente retrógrado, que apesar de culto não estava livre dos traços provincianos, do apego a terra, dos valores interioranos. O cenário cultural paulistano estava aquém do ecletismo carioca. Até então, o Rio de Janeiro era o único centro cosmopolita do país, com vida acadêmica bem mais ativa e com as práticas esportivas disseminadas. Surpreendentemente, o primeiro clube da capital federal que adotou o futebol, o Fluminense Football Club, apareceu em 1902, sete anos mais tarde do que em São Paulo O campeonato carioca teve início em 1906, quatro anos depois do paulista. Haveria, pois, qualquer coisa de específico para a ligeira antecedência desse esporte em São Paulo? Para buscar respostas decidi estudar o que acontecia com as famílias fazendeiras paulistas nas suas relações com os espaços públicos da cidade, particularmente com os espetáculos esportivos.
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"Um time show de bola" (2013): uma animação como crítica à mercantilização do futebol

"Um time show de bola" (2013): uma animação como crítica à mercantilização do futebol

Em seguida, o mesmo homem anuncia a entrada triunfante do idealizador e patrocinador do empreendimento. Um canhão, situado sobre uma das montanhas que cerca o povoado, lança uma bola de futebol gigante para desespero da população. Enquanto o apresentador do evento tenta acalmar os espectadores, desesperados com a possibilidade de serem alvo de um ataque bélico surpresa, a bola se abre e, de dentro dela, um jovem de perfil atlético, salta ao ar livre e arremessa uma bola de futebol. Durante sua descida, realizada com paraquedas em formato de bola de futebol, o jovem é apresentado como “um filho” e “um verdadeiro herói do povoado”, que foi “levado” quando ainda era “um menino” e que agora voltava como uma “superestrela do futebol internacional”.
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Os donos do campo e os donos da bola: alguns aspectos da globalização do futebol

Os donos do campo e os donos da bola: alguns aspectos da globalização do futebol

Além de jogadores, o Brasil também consegue exportar futebol com a Seleção Brasileira. E talvez seja o único país do mundo que consiga fazer isso com uma seleção nacional. No amistoso realizado em 1º de março de 2006, a Rússia pagou US$ 1,5 milhão para a CBF para poder enfrentar o Brasil. E isso é tão comum, que alguns países preferem não enfrentar a Seleção por causa do alto preço cobrado por um simples amistoso. E se a CBF não consegue exportar os campeonatos nacionais e regionais, como os Estados Unidos fazem com a NBA (liga profissional de basquete), o que a entidade mais exporta são jogadores de futebol. Existe um projeto de exibição das partidas do Campeonato Brasileiro para o Exterior, mas que ainda não vingou. ”Entraremos, nesta temporada (2006), no mercado asiático. Vários jogos do Brasileirão serão mostrados para a China, um mercado estimado em 600 milhões de telespectadores. Como acontece em todos os negócios, as receitas iniciais são pequenas. Porém, crescerão, ilimitadamente, nos próximos anos. Este caminho será coberto passo a passo. Mas é o caminho certo”, explica Fábio Koff 35 , presidente do Clube dos 13, entidade que reúne os principais clubes brasileiros e que é formado por Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo, Fluminense, Cruzeiro, Atlético-MG, Internacional, Grêmio e Bahia. A este grupo inicial juntaram-se depois Coritiba, Goiás, Sport, Portuguesa, Atlético-PR, Guarani e Vitória.
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Pesquisas sobre posse de bola no futebol e o desejável respeito à pluralidade cultural

Pesquisas sobre posse de bola no futebol e o desejável respeito à pluralidade cultural

Sendo o percentual de posse de bola um exemplo de indicador quantitativo de performance bastante estudado e discutido, é notável que há muita controvérsia, na literatura, sobre a relação entre muito tempo de posse de bola durante uma partida e sucesso. O objetivo deste estudo é observar a não-linearidade na forma como as equipes vencem seus jogos a partir dos percentuais de posse de bola em uma grande amostra como alvo. Foram analisados os dados de 3 competições europeias de clubes de futebol da temporada 2016/17: Série A (Campeonato Italiano), La Liga (Campeonato Espanhol) e Premier League (Campeonato Inglês). Após análise dos critérios de inclusão e exclusão na pesquisa, foram selecionados 887 dados de posse de bola das equipes vitoriosas (300 do Campeonato Italiano, 291 do Campeonato Espanhol e 296 do Campeonato Inglês). As médias e desvios padrão dos percentuais de posse de bola demonstraram não haver uma linearidade. Já as ligas analisadas (italiana 51,91% ± 10,33% / espanhola 52,4% ± 10,56% / inglesa 53,21% ± 11,61%) obtiveram valores próximos, de uma forma geral. A não- linearidade dos resultados inibe aferir que mais ou menos posse de bola é melhor para se obter vitórias, ou seja, inviabiliza um algorítmico preditor de futebol vencedor, como é defendido por alguns estudos. Como conclusão, também suportamos a ideia de que pesquisas científicas deveriam se preocupar menos em encontrar tais algorítmicos. Todavia, poderiam pesquisar e conceber o jogo a partir de procedimentos heurísticos que respeitem a pluralidade cultural do jogar dos clubes.
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A bola e o chumbo: futebol e política nos anos de chumbo da ditatura militar bra...

A bola e o chumbo: futebol e política nos anos de chumbo da ditatura militar bra...

O crescente poder das nações afro-asiáticas neste esporte internacional [o futebol] está criando preocupações aos europeus e ameaça destruir a estrutura de toda a poderosa organização. Essa é a surpreendente opinião de altos dirigentes ingleses do futebol que viram este organismo crescer [...] Segundo informantes em Londres, as associações europeias e as federações sul- americanas opinam que sua tradicional posição de liderança na FIFA está ameaçada ‘por uma democracia que enlouquece’. Com a admissão do Nepal e Katar, no ano passado, 60 por cento dos membros da FIFA são os países afro-asiáticos que têm mais voz ativa nas comissões e no setor executivo, que é dominado por representantes sul-americanos e europeus [sic]. O princípio democrático de um país, um voto, que é a base da organização, é também a questão que poderia provocar o naufrágio da FIFA. [...] Os ingleses temem que a possibilidade de serem derrotados numa votação, pelos membros pequenos, coloque o futebol mundial em mãos inexperientes. Quando os delegados se reunirem em Paris [em Agosto de 1972], o bloco afro-asiático teria condições de provocar um confronto que europeus e sul-americanos poderiam julgar insustentável. 251
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A bala, a letra e a bola: ditadura e futebol nas páginas da revista Veja (1969-1970)

A bala, a letra e a bola: ditadura e futebol nas páginas da revista Veja (1969-1970)

Desde sua invenção, a imprensa exerce forte influência sobre a população, seja através da publicidade, ou das reportagens torna-se um lugar de memória, com fragmentos da história. Sabendo disso, os governos ditatoriais restringem a liberdade dos meios de comunicação e fazem uso deles a seu favor, anunciando e enaltecendo os feitos dos governantes ou simplesmente censurando o que não convinha a concepção política ou moral do regime. No Brasil não foi diferente, seja na “Era Vargas” ou na ditadura militar, a imprensa foi controlada e/ou manipulada buscando favorecer o governo e seus aliados. A imprensa é também dependente das propagandas do Governo Federal, os anúncios governamentais ajudam a manter/financiar os meios de comunicação. Por este motivo alguns veículos de imprensa preferem estar aliados ao governo. Para exemplificar este cenário e em um contexto mais atual. No ano de 2013 o Governo Federal gastou um total de R$ 2.300.000.000 com propaganda. Estes valores foram distribuídos para os mais diversos espaços midiáticos como empresas de publicidade e propaganda, rádios e televisão. 1
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TV e vídeo na escola: a experiência do programa TV escola em Tubarão /

TV e vídeo na escola: a experiência do programa TV escola em Tubarão /

exigências atuais com intuito de c^acitar um grande número de pessoas em localidades diferentes e a sensível redução e custos (evita gastos de locomoção de alunos), muitas empresas já adotam modelos de EAD na capacitação de seus funcionários. Como exemplos, podemos citar o curso de mestrado a distância, em 1996, oferecido pelo Laboratório de Ensino a Distância (LED) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC),onde os professores do Programa de Pós- Graduação de Engenharia de Produção (PPGEP) interagiam ao vivo, direto do campus da UFSC, em Florianópolis, com os alunos da cidade de Curitiba, numa sala de videoconferência na fábrica de produtos eletrônicos do grupo Equitel e em 1997 um novo modelo para mestrado em Logística, a distância desenvolvido numa parceria entre PPGEP e Petrobrás utilizando as mídias videoconferência e Intemet.
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Processos de adaptação e vivências profissionais interculturais no futebol globalizado: profissionais brasileiros da bola

Processos de adaptação e vivências profissionais interculturais no futebol globalizado: profissionais brasileiros da bola

O presente trabalho tem como tema central as vivências interculturais dos atores do mundo do futebol que, a cada dia mais, perpassam diversas culturas como caminho ascensional das suas carreiras. O objeto dos Estudos Organizacionais Interculturais dá ênfase às interações entre pessoas de diferentes culturas, e esta é a problemática proposta nesta discussão, que enseja debates, convida à discussões interdisciplinares e evoca uma temática que instiga novos olhares sobres questões transculturais. Embora a literatura do campo aborde em sua maioria a adaptação e vivência de executivos expatriados, o presente trabalho pretende investigar a vivência e adaptação de jogadores e técnicos de futebol que trabalham em diferentes contextos. O referencial teórico é formado por áreas do conhecimento, promovendo uma conversa interdisciplinar, particularmente oriundas da Administração e Sociologia, bem como a literatura sobre futebol, que é o objeto empírico da tese. Metodologicamente a pesquisa adota uma abordagem qualitativa e interpretativista. A coleta de dados foi feita através de entrevistas com profissionais reconhecidos, que exerceram ou ainda estão exercendo suas atividades no exterior. Notadamente, e de forma prática, identificam-se questões de adaptação cultural que podem interferir no sucesso profissional da pessoa que se desloca para territórios estrangeiros, podendo influenciar na sua vida pessoal, dificultando o seu sucesso, por variados fatores, tais como: o idioma em si, a dificuldade de compreensão das figuras de linguagem e expressões inerentes a cada idioma, a mecânica laboral de cada cultura, o contraste no estilo de vida, os códigos culturais, linguagem corporal, hábitos cotidianos, estranhamento ao universo do outro, hábitos alimentares. Pretende-se que este estudo possa contribuir para ampliar e incitar o arcabouço teórico dos estudos de administração intercultural, através das vivências e proposições para uma melhor adaptação e vivência de jogadores e técnicos de futebol no exterior.
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O literário através da TV nos anos 90: um olhar sobre o programa Castelo Rá-Tim-Bum

O literário através da TV nos anos 90: um olhar sobre o programa Castelo Rá-Tim-Bum

Este trabalho apresenta uma análise sobre o programa televisivo Castelo Rá-Tim- Bum, com foco no quadro Poesias Animadas, com o intuito de identificar se este conseguiu influenciar no gosto pela leitura de poemas escritos por famosos escritores brasileiros, poemas estes adaptados para animações gráficas às crianças dos anos 90. Esta pesquisa traz como aporte teórico os autores: Carneiro (1999), Machado (2002), Coelho (2000) e Cademartori (1991). Estudo que se faz necessário pela relação que a mídia televisiva tem com a Literatura Infantil, atuando de maneira a aproximar as obras clássicas aos leitores mirins. Para a análise, um questionário foi aplicado, sendo os dados coletados por meio da ferramenta online Google formulários. Setenta e dois participantes responderam ao questionário, sendo estes escolhidos por meio de um grupo de uma rede social, o qual tem por temática o humor desconstruído (sem preconceito), e, pelo perfil do autor deste trabalho na mesma rede social. O questionário foi composto por oito questões, seis objetivas e duas dissertativas. Os dados coletados demonstram que o programa conseguiu influenciar a faixa etária desejada, pois a maioria dos entrevistados teve sua iniciação literária na infância. Foram, provavelmente, influenciados pelo programa aqui abordado na sua formação como leitores, foi um meio de contato entre eles e a poesia, além do programa obter sucesso na maneira alternativa de apresentar os poemas, levando os espectadores a se interessarem mais pela leitura de poesias.
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Análise Complementar do Gol no Futebol através de Análise Notacional, Análise Sequencial e Deteção de T-Patterns

Análise Complementar do Gol no Futebol através de Análise Notacional, Análise Sequencial e Deteção de T-Patterns

Introdução e Objetivo: A observação e análise são fundamentais no estudo de equipas adversárias e da própria equipa, uma vez que fornecem informações pertinentes para a planificação dos treinadores. O objetivo desta investigação centrou-se na análise dos gols da equipa do Barcelona mediante técnicas de análise notacional, sequencial e detecção de T-patterns. Materiais e Métodos: Foram codificados 65 gols do Barcelona através do SGOF, utilizando o programa Lince®. Para o tratamento dos dados foram utilizados o IBM SPSS Statistics®, SDIS-GSEQ® e THEME®. Resultados: Foram registradas mais ocorrências de gols obtidos através de recuperações pela interceção, nas zonas do meio campo ofensivo, em que último passe acontece no último terço do campo e a finalização na área de grande penalidade e com o pé direito. O método mais efetivo para a concretização do gol é o ataque rápido. Foi verificada a importância dos esquemas táticos. Discussão: Os resultados obtidos permitiram determinar algumas regularidades comportamentais nos gols obtidos por esta equipa. Conclusões: A análise complementar realizada permite a recolha de um conjunto de informações importantes para o planeamento realizado pelo treinador para o treino e para a competição.
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Relatório de Estágio Profissionalizante na equipa profissional do Moreirense Futebol Clube - Futebol, SAD-Observação e Análise das Ações de Bola Parada Ofensivas e Defensivas do Moreirense Futebol Clube, em contexto de Treino e de Competição.

Relatório de Estágio Profissionalizante na equipa profissional do Moreirense Futebol Clube - Futebol, SAD-Observação e Análise das Ações de Bola Parada Ofensivas e Defensivas do Moreirense Futebol Clube, em contexto de Treino e de Competição.

Observa-se uma primeira preocupação de manter a última linha defensiva em linha com a zona de marcação do lançamento, apesar de não haver lugar a fora de jogo resultante da ação, a partir do momento que um adversário toque na bola o fora de jogo volta a ser uma realidade, e este tipo de posicionamento permite um maior controlo da movimentação dos adversários, particularmente aqueles que se encontram numa segunda linha de ataque à bola. Verifica-se igualmente um acompanhamento individual de cada um dos adversários que possam ser os destinatários do lançamento e uma preocupação em manter a superioridade numérica, de forma a equilibrar e a antecipar possíveis coberturas. Após o lançamento, os jogadores movimentam-se de acordo com a trajetória da bola e com as ações dos adversários, com o princípio de segurança das suas ações sempre presente, uma vez que um erro poderá resultar em golo sofrido ou numa falta cometida dentro da área, dando origem a um pontapé de grande penalidade.
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