Top PDF Quem é índio? A questão da identidade entre os povos indígenas do Ceará

Quem é índio? A questão da identidade entre os povos indígenas do Ceará

Quem é índio? A questão da identidade entre os povos indígenas do Ceará

The indigenous people in Ceará have had a particular story. Considered extinct in the nineteenth century, many ethnic groups reemerged in the late twentieth century, raising the question of indigenous presence and affirmation of their identity. Even today, many sections of the population do not understand neither recognize these culturally differentiated communities. In this sense, the documentary Quem é índio? A questão da identidade entre os povos indígenas do Ceará portrays the issue of indigenous identity in the state, through interviews with representatives of some of the main local ethnic groups and records of elements and cultural manifestations that affirm this identity. In this paper, we sought to break with some stigmas still present in Brazilian society in relation to the indigenous and to give visibility to these subjects, who are increasingly active in the public life of the state and the country.
Mostrar mais

23 Ler mais

E TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO: A REPRESENTAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS NOS CURRÍCULOS ESCOLARES DO RIO DE JANEIRO

E TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO: A REPRESENTAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS NOS CURRÍCULOS ESCOLARES DO RIO DE JANEIRO

Deste modo, a questão central que nosso artigo apresenta reside na análise sobre a implementação da lei 11.645/2008 no currículo da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME/RJ). Nossa ideia não é apenas nos ater na legislação e nem somente concentrar-nos em uma possível prática docente. Nossas análises aproximam-se dos estudos que abarcam a concepção de currículo como espaço - tempo de fronteira, sendo “[...] ele mesmo um híbrido, em que as culturas negociam com-a-diferença” (MACEDO, 2006, p. 105). Pois, segundo a concepção de Elizabeth Macedo (2006), na contemporaneidade, a ênfase nos elementos que estão fora dos sistemas classificatórios têm estado muito presente nas discussões do campo do currículo. Políticas que buscam uma relativização cultural, respaldadas em sistemas de identidades fechados acabam por excluir as inconsistências internas.
Mostrar mais

18 Ler mais

MULTICULTURALISMO, MONISMO JURÍDICO E A QUESTÃO DO RECONHECIMENTO DOS DIREITOS HUMANOS DOS POVOS INDÍGENAS

MULTICULTURALISMO, MONISMO JURÍDICO E A QUESTÃO DO RECONHECIMENTO DOS DIREITOS HUMANOS DOS POVOS INDÍGENAS

O índio, nesta concepção, “é um ser “primitivo” e “em processo de evolução” para a condição de “civili- zado” ou com os termos empregados pela legislação a caminho da integração à “comunidade nacional”” (BARRETO, 2011, p. 36). Holanda (2008, p. 99) ensina que “foi mediante o gradativo acúmulo de conheci- mentos e práticas que o conceito de civilização tor- nou-se sinônimo de ação sobre os índios”. Transposto tal crença para o plano jurídico, a ideologia do desen- volvimento “consiste em considerar desenvolvidas as sociedades que adotaram as técnicas jurídicas oci- dentais, onde as codificações são símbolos de desen- volvimento jurídico” (BARBOSA, 2001, p. 33).
Mostrar mais

14 Ler mais

O RECONHECIMENTO POLÍTICO-REPRESENTATIVO DOS POVOS INDÍGENAS COM FUNÇÃO DE PRESERVAR A IDENTIDADE ORIGINÁRIA DA AMÉRICA LATINA

O RECONHECIMENTO POLÍTICO-REPRESENTATIVO DOS POVOS INDÍGENAS COM FUNÇÃO DE PRESERVAR A IDENTIDADE ORIGINÁRIA DA AMÉRICA LATINA

Muito além dos aspectos econômicos envolvidos no processo de colonização da América pelos europeus, a questão da invisibilidade cultural- -identitária revela-se como tão ou mais importante que a econômica-material, uma vez que surgiu como central ao nascimento da modernidade. Aqui nos agregamos à tese de Dussel acerca da invisibilização dos povos americanos originários como condição de possibilidade para o surgimento da moderni- dade. Para este autor,a Modernidade é realmente um fato europeu, mas em relação dialética com o não europeu como conteúdo último do fenômeno. A Modernidade aparece quando a Europa se afirma como “centro” de uma História Mundial que inaugura, e por isso a “periferia” é parte de sua própria definição. O esquecimento desta “periferia” (e do fim do século XV, do século XVI e começo do século XVII hispano-lusitano) leva dois grandes pensadores contemporâneos do “centro” a cair na falácia eurocêntrica no tocante à com- preensão da Modernidade (Dussel, 1993, p. 7).
Mostrar mais

25 Ler mais

Aquilo é uma coisa de índio: objetos, memória e etnicidade entre os Kanindé do Ceará

Aquilo é uma coisa de índio: objetos, memória e etnicidade entre os Kanindé do Ceará

De 22 a 25 de novembro de 2000 ocorreu a 6ª Assembleia Indígena do Ceará, na aldeia Fernandes, com o tema ³7HUUD H YLGD FXOWXUD H UHVLVWrQFLD´ Segundo o relatório do evento, ³8PD FRPLVVmR GH OLderanças Kanindé coordenou junto com as famílias locais os trabalhos de apoio na alimentação, na hospedagem de quase 100 (cem) indígenas dos Povos participantes, assim como convidados, entidades de apoio, estudantes e amigos da região. (...) Os Kanindé estavam com muito receio ± se achando pequenos demais para o tamanho do encontro, um primeiro movimento grande. Mas ficaram satisfeitos (...). As assembléias indígenas são marcadas, sempre, pela realidade desses Povos, por grande animação cultural e isso foi muito importante no momento atual para os Kanindé, cuja terra ainda não é reconhecida oficialmente pela FUNAI. Daí a importância desse momento não só SDUD D HWQLD FRPR SDUD RXWUDVQDPHVPDUHJLmR TXH DLQGD QmR WrP D GHFLVmR GH VH LGHQWLILFDU SXEOLFDPHQWH´ Estiveram presentes o vice-presidente da FUNAI, Dinarte Madeiro, Petrônio Machado, administrador Regional da Paraíba-Ceará, Capitão Potyguara, liderança indígena da Paraíba, Isabelle Braz (antropóloga), Regina de Almeida (historiadora), Meire Fontes (DSEI), Babi Fonteles (UFC), prefeito e vereadores de Aratuba, estudantes e professores de escolas nas vizinhanças e, entre as entidades, o Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará (IDACE), a Amit e o CDPDH (Relatório da 6ª Assembleia Indígena no Ceará. Acervo MK).
Mostrar mais

324 Ler mais

OLIVIA BARA PSICOLOGIA E POVOS INDÍGENAS: ENFRENTANDO A QUESTÃO DA EDUCAÇÃO

OLIVIA BARA PSICOLOGIA E POVOS INDÍGENAS: ENFRENTANDO A QUESTÃO DA EDUCAÇÃO

Nós, que vivemos na cidade, devemos pensar em como incluí-los quando necessário, já que uma das grandes dificuldades para os índios é fazer esse intercâmbio, essa transculturação que ocorre da aldeia para a cidade. A questão da exclusão não começou desde 1500 (só aparecendo depois), pois a escravidão não comportava essa possibilidade; o escravo índio não era pessoa, era coisa. Na visão de um dos índios que se posicionou no Colóquio: “Psicologia e Povos Indígenas”, realizado dia 30 de março de 2007, no Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, o país não está preparado para receber o índio e ainda tem uma visão antiquada dos mesmos, como se eles fossem seres primitivos, que andassem seminus com uma pena na cabeça e não nos entendessem. Essa visão dificulta a inclusão dos mesmos no sistema capitalista em que vivemos e ele ainda acrescenta que se eles não conseguirem ter essa educação de qualidade (que vêm buscar aqui) eles serão engolidos pelo sistema. A meu ver, temos, portanto, que adaptar nossos padrões, para que possamos recebê-los de maneira mais consciente, justa e digna.
Mostrar mais

103 Ler mais

040 A moldura positivista do indigenismo: A propósito do Estatuto do Índio para a proteção de povos indígenas no Brasil Cristhian Teofilo da Silva Patricia Lorenzoni

040 A moldura positivista do indigenismo: A propósito do Estatuto do Índio para a proteção de povos indígenas no Brasil Cristhian Teofilo da Silva Patricia Lorenzoni

A história do pensamento positivista no indigenismo latino-americano está intimamente ligada à construção das primeiras repúblicas e a articulação de um nacionalismo republicano, em que representações do “índio” desempenham um papel crucial para a imaginação da nação. Nesse sentido, as políticas indigenistas têm sido interpretadas basicamente como formas de assegurar o território demarcado pelo Estado a partir da integração de populações culturalmente diversas na ordem nacional. Como nota Moraes (2008: 54), a situação do nacionalismo latino-americano é, portanto, o contrário da situação europeia, onde o problema principal era a criação de um território nacional para uma população considerada preexistente. A pergunta, nota Moraes, do projeto nacional brasileiro (assim como outros projetos americanos) era ao contrário : “com que povo contamos para construir o pais.” (94) Tendo essa questão como referencial, as idéias do indigenismo nacional durante o século XIX e início do século XX, foram expressas na estética do romantismo, assim como em um regime de conhecimento antropológico e sociológico onde as políticas indigenistas buscavam sua legitimidade. Portanto, a integração do território e a população pode ser vista tanto em seus aspectos científicos e políticos, como estéticos. Aqui vamos considerar principalmente a relação entre tradições científicas e políticas indigenistas.
Mostrar mais

33 Ler mais

Índio já sofre por ser índio: língua e identidade em redações de indígenas

Índio já sofre por ser índio: língua e identidade em redações de indígenas

A partir dos enunciados “como vou me acostumar sem minha família, e o meu povo” 19 e “para que não possam perder seus costumes” interpretamos que o sujeito indígena necessita adequar-se ao lugar do outro, do diferente, do estranho. Nessa SD, há um deslizamento de sentidos: se “acostumar” a ficar longe da família, sem “perder” a identificação de indígena que vive na aldeia, que tem seus costumes. Entendemos que é por meio da língua que a identidade do sujeito se constrói, de forma que não há uma identidade fixa; ela sempre está em constante movimento. Nesse sentido, quando esse sujeito ingressa no ensino superior, pode ter seus costumes, os quais são mantidos na aldeia, modificados para habitar o lugar do outro e ser reconhecido pela sociedade. Assim, o sujeito indígena não apaga sua cultura ao entrar em contato com a cultura do branco. Pelo contrário, a nova cultura é adicionada à sua, criando, assim, uma nova cultura resultante da soma de ambas. E, por meio disso, afirmamos que “é impossível dar como produto acabado e sistematizado a questão da identidade, uma vez que os sujeitos assumem lugares e são constantemente atravessados por uma multiplicidade de vozes [...]” (GUERRA; ALMEIDA, 2016, p. 145).
Mostrar mais

28 Ler mais

Povo e Estado e a autodeterminação dos Povos Indígenas

Povo e Estado e a autodeterminação dos Povos Indígenas

Trata-se, com base nas análises críticas da an- tropologia pós-evolucionista, dos temas Povo e Estado e suas dialéticas. Enfoca-se a diferen- ça fundamental na gênese dos Estados Oci- dentais centrais e dos Estados periféricos, em razão de que a instituição, funcionamento e estrutura destes últimos ocorreram por obra e para atender aos interesses dos primeiros, ou, por mero mimetismo e tudo fortemente in- fluenciado pela teoria do evolucionismo social e do desenvolvimento transferido, ideologias francamente ao serviço do capitalismo. Anali- sam-se o processo de desmonte do colonialis- mo e o debate jurídico relativo à aplicação do direito de autodeterminação, fixado na Carta da ONU, inicialmente aplicado contra as me- trópoles de ultramar, mas que, contemporane- amente vem sendo aplicado também em situ- ações de colonização interna, sendo os povos autóctones da Terra os últimos que obtiveram o reconhecimento para si desse mesmo direi- to por força da Declaração das Nações Unidas dos Direitos dos Povos Autóctones de 2007. Palavras chave: povo; estado; evolucionismo; capitalismo; autodeterminação;
Mostrar mais

12 Ler mais

Multiculturalismo e o direito à autodeterminação dos povos indígenas

Multiculturalismo e o direito à autodeterminação dos povos indígenas

Esta realidade vincula-se às alternativas indígenas de resistência às conseqüências sócio-políticas e econômicas advindas da primeira invasão. Alternativas ligadas à reivindicação da revitalização cultural e espiritual dos povos indígenas da América Latina. Ou seja, mais do que uma busca de identidade, pois se trata de voltar à razão da sobrevivência, à razão da força dos antepassados em reafirmar e redobrar a vontade de autodeterminação enquanto povos, contribuindo para com a alteração do quadro de sofrimento de muitas etnias latino-americanas. Segundo Wagua significa tornar-se consciente da responsabilidade indígena em oferecer alternativas à humanidade, a partir das suas especificidades. A autoliberação somente se efetivará quando os povos indígenas perceberem o que possuem e o que podem perder caso não se tornem conscientes de seu papel junto à humanidade. 479 Ademais, a capacidade de resistência indígena também pode exigir a demarcação de terras e a reivindicação de devolução de terras invadidas, sem qualquer indenização aos atuais proprietários fazendeiros.
Mostrar mais

333 Ler mais

O pluralismo jurídico e os povos indígenas no Brasil /

O pluralismo jurídico e os povos indígenas no Brasil /

“Puniam-se a perfídia, a deserção, sobretudo contra a tribu (pois que era nas relações de tribus que melhor se havia consolidado o direito). O índio que se recusava combater ou que se passava para o inimigo - era irremessivelmente punido de morte. Os próprios pais eram os primeiros a perseguir o transfuga ou o covarde. (...). Punia-se ainda o roubo (de uma taba para outra porque na mesma taba tudo era comum). (...) Mas convém que se note ainda: não era somente o direito militar e o que se poderia chamar direito das tribos (equivalente ao direito das gentes entre os gregos e os romanos) - não eram somente esses aspectos de vida coletiva que se achavam fixados: o próprio direito civil estava pela tradição instituído: as relações entre o pai e o filho, entre o marido e a mulher, entre o senhor e o escravo, entre os membros da taba, entre as famílias da oca, etc. Além de um código penal que todos executavam, é preciso reconhecer mesmo um direito judiciário, isto é, - a aplicação de penas por um juiz, e isto sedava sempre que o delito assumia proporções de certa gravidade ou importava mais que simples dano individual.”42.
Mostrar mais

158 Ler mais

SAÚDE INDÍGENA NO BRASIL: A APLICAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS INDÍGENAS NO ESTADO DO CEARÁ

SAÚDE INDÍGENA NO BRASIL: A APLICAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO À SAÚDE DOS POVOS INDÍGENAS NO ESTADO DO CEARÁ

leis orgânicas do SUS, a Lei nº 9.836/99 que alterou na Lei nº 8.080/90, instituindo o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, e na Lei nº 8.142/90 que trata da participação e controle social. A Política de Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas dá o arremate para que essa política de saúde diferenciada seja aplicada aos povos indígenas. A metodologia utilizada neste trabalho envolve o levantamento bibliográfico, análise da legislação que regula a saúde indígena no Brasil, levantamento de dados no órgão estatal responsável pela saúde indígena no Ceará, tais como: dados quantitativos em relação a população indígena no Estado do Ceará, a quantidade de profissionais de saúde que atuam no DSEI Ceará e o volume de recursos aplicados na saúde indígena. A Saúde Indígena no Brasil é, portanto, o resultado da implementação da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e da, consequente, concretização da descentralização e regionalização da saúde pública. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, que integra o SUS, e respeita todos os seus princípios doutrinários e organizativos, em âmbito local, tem sua política de saúde executada, em todo Brasil, por 34 (trinta e quatro) Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). O DSEI Ceará é uma dessas unidades descentralizadas, que tem sua cobertura em 18 municípios no Estado do Ceará, atingindo uma população estimada em 29.211 indígenas, de 14 etnias diferentes. A participação das comunidades indígenas, fruto de um intenso processo de luta política e garantida por lei, é crucial para um funcionamento eficaz do DSEI Ceará e da gestão do sistema como um todo, seja no controle do financiamento, cuja responsabilidade principal é da União, seja na execução das ações de saúde nas comunidades.
Mostrar mais

79 Ler mais

UNIVERSALIDADE DOS DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADE CULTURAL: O DIÁLOGO INTERCULTURAL COMO MEIO DE PRESERVAÇÃO DA IDENTIDADE E AUTONOMIA DOS POVOS INDÍGENAS

UNIVERSALIDADE DOS DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADE CULTURAL: O DIÁLOGO INTERCULTURAL COMO MEIO DE PRESERVAÇÃO DA IDENTIDADE E AUTONOMIA DOS POVOS INDÍGENAS

Nesse sentido, segundo os defensores dessa doutrina, apesar de a Declaração de Direitos Humanos de 1948 e os instrumentos internacionais posteriores declararem os direitos humanos como universais, tais ins- trumentos, na realidade, apenas se referem a tentativas de descrever como universais uma particular concep- ção de direitos humanos, baseada no liberalismo político, no individualismo e na maior importância concedi- da aos direitos civis e políticos em detrimento dos direitos econômicos, sociais e culturais (GOMEZ ISA, 2014). A presença de apenas pressupostos ocidentais na criação e construção da concepção contemporânea de direitos humanos é muito bem esclarecida por Boaventura de Sousa Santos (2003), o qual salienta que o conjunto de valores defendidos a partir da Declaração de 1948 é muito facilmente distinguível de outras con- cepções de dignidade humana defendidas por outras culturas. Como pontua o autor, isso é verificável, sobre- tudo, diante do fato de tais valores deterem conotação essencialmente individual, em detrimento do coletivo, de serem concebidos como superiores aos valores defendidos em outras realidades e de a Declaração de 1948 ter sido elaborada sem a participação da maioria dos povos do mundo, deixando, como frisa Gomez Isa (2014), de considerar as realidades locais e os diferentes meios de proteção da dignidade da pessoa humana nessas localidades.
Mostrar mais

16 Ler mais

SAÚDE BUCAL DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

SAÚDE BUCAL DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL

No Brasil atualmente temos cerca de 896,9 mil indígenas, considerando tanto os que ainda moram em área de zona rural como os que se declaram fora dela, sendo cerca de 817,9 mil definidos pela cor e raça e 78,9 mil indivíduos que moram em áreas rurais indígenas, mas que se declaram de outra cor ou raça, porém analisando aspectos como a cultura, os ancestrais, as tradições, se consideram como indígena, do total dessa população cerca de 63,8% moram em terras indígenas, áreas rurais, e 36,2% moram em zona urbana, essa população é dividida em todo o território nacional, falando em diversas línguas diferentes e separados por grupos e comunidades, sendo a maior parte deles advindos do Norte do país, mais especificamente no Amazonas e Roraima, onde vive a maior população indígena, os Yanomami, com aproximadamente 26 mil indígenas (IBGE, 2010).
Mostrar mais

18 Ler mais

Direitos Humanos, povos indígenas e interculturalidade

Direitos Humanos, povos indígenas e interculturalidade

Neste ponto vou expor duas considerações que, penso eu, contêm a essência deste breve estudo. Em primeiro lugar, se a teoria psicanalítica está certa ao sustentar que todo afeto pertencente a um impulso emocional, qualquer que seja a sua espécie, transforma-se, se reprimido, em ansiedade, então, entre os exemplos de coisas assustadoras, deve haver uma categoria em que o elemento que amedronta pode mostrar-se ser algo reprimido que retorna. Essa categoria de coisas assustadoras construiria então o estranho; e deve ser indiferente a questão de saber se o que é estranho era, em si, originalmente assustador ou se trazia algum outro afeto. Em segundo lugar, se é essa, na verdade, a natureza secreta do estranho, pode-se compreender por que o uso lingüístico estendeu das Heimlich [homely (doméstico, familiar)] para o seu oposto, das Unheimlich (p.243); pois esse estranho não é nada novo ou alheio, porém algo que é familiar e há muito estabelecido na mente, e que somente se alienou desta através do processo de repressão. Essa referência ao fator da repressão permite-nos, ademais, compreender a definição de Schelling (p.242) do estranho como algo que deveria ter permanecido oculto mas veio à luz. 16
Mostrar mais

15 Ler mais

Descolonialidade e direitos humanos dos povos indígenas

Descolonialidade e direitos humanos dos povos indígenas

25 Sobre o modo dialógico de tratar as posições conflitivas, o autor faz as seguintes considerações: uma sociedade pluralista somente pode subsistir se reconhece, em um momento dado, um centro que transcende a compreensão dela mesma por cada membro ou pela sua totalidade; o reconhecimento desse centro é algo dado que implica um certo grau de consciência que difere segundo o espaço e o tempo; o modo de manejar um conflito pluralista não é uma das partes tentando discursivamente convencer a outra, nem pelo procedimento dialético, senão pelo diálogo dialógico; discussão, oração, palavras, silêncio, decisões, acomodações, autoridade, obediência, exegese de regras e constituições, liberdade de iniciativa, rupturas, são atitudes próprias de tratar o conflito pluralista; há um contínuo entre multiformidade e pluralismo e a linha divisória situa-se em função do tempo, lugar, cultura, sociedade, resistência espiritual e flexibilidade; o problema do pluralismo não pode ser resolvido pela manutenção de uma postura unitária; o trânsito da pluralidade para a multiformidade e, desta ao pluralismo pertence às dores crescentes da criação e ao verdadeiro dinamismo do universo (PANIKKAR, 1990).
Mostrar mais

25 Ler mais

Os povos indígenas e as fronteiras do Extremo Norte

Os povos indígenas e as fronteiras do Extremo Norte

Uma das maiores vantagens que se pode tirar do rio Branco, é povoal-o, e colonizar toda esta fronteira com a imensa gente que habita as montanhas do paiz. Mas para isto é necessario mudar o methodo que se pratica, que em outras circunstancias, e em outro tempo poderiam convir, mas que hoje se deve alterar (...) Para descer estes tapuyas do mato, aonde elles, a seu modo, vivem com mais commodidade do que entre nós, é necessario persuadil-os das vantagens da nossa amisade; sustental-os, vestil-os, não os fatigar querendo-se d’elles mais serviços do que elles podem; e fazer-lhes pagar promptamente, e sem usura, o que lhes promette, o que se lhes deve, o que elles tem ganho com o suor do rosto, e ás vezes com riscos das suas vidas (D’ALMADA, 1861 [1787], p. 679-680).
Mostrar mais

10 Ler mais

Darcy Ribeiro e os povos indígenas: acertos e equívocos

Darcy Ribeiro e os povos indígenas: acertos e equívocos

Darcy aponta que naquele então havia duas atitudes consagradas no trato com os indígenas: a romântica, que pretendia deixar o índio intocado, e a integradora, que acreditava ser possível ainda assimilar o índio na sociedade brasileira. Para ele, ficava evidente que nem uma nem outra forma era possível na conjuntura da segunda metade do século 20. Reconhece que o território é o elemento mais importante para a sobrevivência do indígena e também pontua que em 50 anos de ação do SPI, os seus integrantes jamais chegaram a compreender os elementos culturais que permeiam a vida dos povos originários. Essas duas conclusões de Darcy são as que abrem o caminho para o trabalho que empreendemos que é justamente dar a conhecer à sociedade brasileira o significado profundo do território e sua relação com a cosmovisão originária. Sem essa compreensão é impossível um trabalho realmente sério junto aos indígenas, porque sempre partirá de uma postura colonialista, tida como superior.
Mostrar mais

9 Ler mais

Os povos indígenas na construção nacional da Argentina e do México

Os povos indígenas na construção nacional da Argentina e do México

ZAPATA, Horacio Miguel Hernán * La participación de las sociedades indígenas dentro de los procesos de creación y afianzamiento de los Estados nacionales constituye una de las tantas problemáticas que ha marcado tanto la historiografía como la antropología latinoamericanas de las últimas décadas. Sin duda, a ello han contribuido de forma significativa, por un lado, antropólogos formados en la tradición de una Etnohistoria interesada por entrever la “perspectiva del otro indígena en las situaciones de dominación colonial y estatal” (ROJAS, 2008). En segundo lugar, han contribuido a ello también aquellos historiadores enrolados en una historia social y política “desde abajo”, preocupados por ofrecer nuevas aproximaciones a las diversas experiencias históricas de los grupos sociales subalternos – en relación con los grupos hegemónicos– a lo largo la historia. En efecto, el desarrollo de investigaciones empíricamente fundadas en la interpretación de viejas y nuevas fuentes a partir de enfoques y metodologías renovadas, ha permitido que
Mostrar mais

6 Ler mais

Povos indígenas e o direito à terra na realidade brasileira

Povos indígenas e o direito à terra na realidade brasileira

Dos primeiros anos da colonização até a Lei de Terras (séculos XV-XIX) ocorre uma destruição radical das populações originárias, bem como a dis- persão e diversas formas de migrações compulsórias, produto da expulsão de seus territórios. A Lei de Terras exerceu a função de institucionalizar formas de expropriações. Os povos que resistiram e adentraram os sertões e outras regiões de difícil acesso no país, durante o século XX, continuam ameaçados com os avanços de formas de exploração capitalista no campo. Os processos constantes de expulsão de indígenas leva-os a compor uma massa de trabalhadores espoliados e em condições de extrema precariedade, seja nas pequenas ou nas grandes cidades.
Mostrar mais

21 Ler mais

Show all 10000 documents...