Top PDF Regeneração de espécies arbóreas e relações com componente adulto em uma floresta estacional no vale do rio Uruguai, Brasil.

Regeneração de espécies arbóreas e relações com componente adulto em uma floresta estacional no vale do rio Uruguai, Brasil.

Regeneração de espécies arbóreas e relações com componente adulto em uma floresta estacional no vale do rio Uruguai, Brasil.

(Regeneração de espécies arbóreas e relações com componente adulto em uma fl oresta estacional no vale do rio Uruguai, Brasil). O estudo de fenômenos relacionados às variações na estrutura das comunidades vegetais tem cada vez mais envolvido a avaliação do potencial de regeneração das espécies arbóreas, uma vez que a regeneração torna as fl orestas capazes de se restaurarem após distúrbios naturais ou antrópicos. Neste sentido, objetivou-se avaliar o componente arbóreo regenerante, identifi cando composição e abundância, grupos funcionais de dispersão, estratifi - cação vertical e necessidades de luz para germinação, além de estimativas de riqueza e diversidade e comparar estes valores com o respectivo componente adulto. O levantamento foi realizado em 20 unidades amostrais de 10 x 10 m, sendo amostrados todos os indivíduos com altura ≥ 0,30 m e diâmetro a altura do solo ≤ 4,7 cm. O levantamento do componente adulto, avaliado em estudo anterior, foi estabelecido em unidades amostrais de 20 x 20 metros, sendo amostrados todos os indivíduos com diâmetro à altura do peito ≥ 4,7 cm. Foram amostrados 1.649 indivíduos em regeneração, pertencentes a 64 espécies, com densidade total estimada em 8.245 ind.ha -1 . As espécies com maior den-
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Banco de sementes de espécies arbóreas em floresta estacional no Rio Grande do Sul, Brasil.

Banco de sementes de espécies arbóreas em floresta estacional no Rio Grande do Sul, Brasil.

A amostragem do banco de sementes do solo não apresentou similaridade com o levantamento fitossociológico do componente arbóreo realizado na área por Kray (2004), tendo sido encontradas diversas espécies que estiveram ausentes no banco, assim como aquelas intolerantes à sombra (pioneiras) que estão no solo, mas não foram amostradas na área. Tanto em florestas temperadas como em tropicais, raramente encontra-se similaridade florística entre o estoque de sementes e a vegetação local (Martínez-Ramos & Soto- Castro 1993, Roizman 1993). A dissimilaridade apresentada pode ser devida, para algumas espécies, à formação de um banco de plântulas ao invés do de sementes no solo (Garwood 1989, George & Bazzaz 1999, Antos et al. 2005), pela predação de sementes maiores ou por dificuldade destas incorporarem-se ao solo (Putz & Appanah 1987). As espécies em amostras de solo que germinam, geralmente estão ausentes ou são raras na vegetação local, e provêm de diferentes locais e épocas (Garwood 1989), justificando a importância da presença de dispersores para o transporte de propágulos na recomposição florestal. A dispersão de sementes sobre uma área degradada é essencial para a sua regeneração, uma vez que o banco de sementes do solo sofre uma rápida diminuição na abundância e riqueza de espécies devido à curta viabilidade de muitas delas (Garwood 1989).
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Estrutura do componente arbóreo e características edáficas de dois fragmentos de floresta estacional decidual no vale do rio Araguari, MG, Brasil.

Estrutura do componente arbóreo e características edáficas de dois fragmentos de floresta estacional decidual no vale do rio Araguari, MG, Brasil.

Distribuição das espécies versus características edáficas – Para verificar se as propriedades físicas e químicas dos solos estudados influenciam a distribuição das espécies arbóreas foi realizada, segundo recomendações de Ter Braak (1987), uma análise de correspondência canônica (Cannonical Correspondence Analysis - CCA). Para a construção da matriz de abundância das espécies foram utilizadas as mesmas 20 parcelas onde foi feita a coleta do solo para análises físicas e químicas. A partir dos dados de abundância das espécies obtidos para as referidas parcelas, foram selecionadas aquelas espécies que contribuíram com 5% ou mais para o total de indivíduos da amostra. A razão básica para a adoção desse procedimento é que as espécies raras ou com baixa densidade tem pouco ou nenhuma influência nos resultados de ordenações e sua eliminação reduz o montante de cálculos (Causton 1988). A significância da correlação entre as variáveis ambientais foi avaliada pelo teste de permutação de Monte Carlo. A matriz de variáveis ambientais incluiu, a princípio, todos os parâmetros químicos e texturais do solo. Após a realização de uma CCA preliminar todas as variáveis fracamente correlacionadas com a distribuição das espécies (p < 0,05) foram eliminadas. Para a realização dessas análises foi utilizado o programa Canoco (Ter Braak 1988).
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Fitossociologia de fragmentos de floresta estacional decidual no Estado de Santa Catarina - Brasil.

Fitossociologia de fragmentos de floresta estacional decidual no Estado de Santa Catarina - Brasil.

Foram amostrados no componente arbóreo/arbustivo, 12.899 indivíduos, além de 824 plantas mortas ainda em pé, sendo três espécies de pteridófitas – Alsophila setosa Kaulf, Cyathea corcovadensis (Raddi) Domin e Dicksonia sellowiana Hook, uma gimnosperma – Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze e 211 angiospermas, distribuídas em 140 gêneros e 62 famílias. Na regeneração natural foram 3325 indivíduos, sendo uma espécie de gimnosperma – Araucaria angustifolia e 164 angiospermas, distribuídos em 111 gêneros e 48 famílias. No conjunto dos componentes foram amostradas 245 espécies, o que representa 35,4% das angiospermas citadas para as Florestas Estacionais Deciduais do Brasil por Stehmann et al. (2009). Foram encontradas três espécies ameaçadas de extinção de acordo com MMA (2008), sendo: Araucaria angustifolia, Dicksonia sellowiana e Ocotea odorífera (Vell.) Rohwer. Na amostra também estão presentes cinco espécies exóticas: Citrus limon (L.) Osbeck, Citrus reticulata Blanco, Hovenia dulcis Thunb, Morus nigra L. e Persea americana Mill., as quais foram incluídas na contagem de espécies.
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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Magda de Sá Nunes

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIHORIZONTES Programa de Pós-graduação em Administração Mestrado Magda de Sá Nunes

O objetivo deste estudo consistiu em descrever, explicar e analisar as manifestações de estresse ocupacional em professores universitários de uma instituição privada na região do Vale do Aço – MG, identificar as principais fontes de tensão relacionadas ao trabalho e ao individuo, os sintomas decorrentes das manifestações de estresse e as estratégias defensivas utilizadas pelos docentes para minimizar ou eliminar as fontes de tensão e consequentemente as manifestações de estresse. Foi adotada abordagem quantitativa de caráter descritiva e explicativa. O método utilizado foi o estudo de caso quantitativo. A coleta de dados se deu por meio de questionário online aderente ao Modelo Teórico de Explicação do Estresse Ocupacional (MTEG) desenvolvido e validado por Zille (2005), adaptado para este estudo. A análise de dados foi realizada com base no pacote estatístico IBM SPSS versão 20.0.0 e se deu por meio da estatística descritiva e inferencial. Os resultados demonstraram que 49,1% dos professores estão vivenciando nível de estresse variando de leve a moderado a muito intenso; os principais sintomas identificados foram: ansiedade, fadiga, dor nos músculos do pescoço e ombros e insônia; as principais fontes de tensão relativas ao trabalho foram: realizar várias atividades ao mesmo tempo com alto grau de cobrança e execução de trabalho complexo, desgastante e cansativo; quanto as fontes de tensão do indivíduo, os resultados demonstraram que levar a vida muito corrida, pensar e/ou realizar duas ou mais coisas ao mesmo tempo, ter o dia tomado por uma série de compromissos e ter os horários de descanso tomados pelo trabalho foram as fontes de tensão mais indicadas pelos indivíduos e com base na análise de regressão, tem-se que o aumento nas fontes de tensão do individuo aumenta as manifestações de estresse ocupacional. Da mesma forma, o aumento das manifestações de estresse ocupacional potencializa os indicadores de impacto no trabalho.
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ESTRUTURA POPULACIONAL E REGENERAÇÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS NA FLORESTA NACIONAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA, RIO GRANDE DO SUL.

ESTRUTURA POPULACIONAL E REGENERAÇÃO DE ESPÉCIES ARBÓREAS NA FLORESTA NACIONAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA, RIO GRANDE DO SUL.

próximo do “J invertido” (Figura 2A). Contudo, ao se analisarem as populações nos diferentes ambientes, identificou-se que nos Grupos 1 e 3 (Figuras 2B e 2D) os indivíduos pertencentes à CT II apresentaram a distribuição diamétrica decrescente e nas menores classes ocorreram falhas no processo de regeneração, com ausência de indivíduos na RNE e CT I para Grupo 1 e, na CT I, para o Grupo 3. Este comportamento pode demonstrar instabilidade populacional, pois, segundo Jarenkow (1985) e Martins (1993), a ausência de indivíduos em alguma categoria do ciclo de vida pode comprometer sua permanência na comunidade. Nesse sentido, pode-se inferir que as mudanças ambientais referentes ao histórico de perturbação influenciaram negativamente o desenvolvimento de Blepharocalyx salicifolius, considerando-se que a mesma não pertence ao grupo ecológico de pioneiras (CARVALHO, 2006), remetendo à necessidade de menores intensidades de luminosidade nas fases inicias de germinação e estabelecimento. Dessa forma, os indivíduos já estabelecidos na ocasião das perturbações, permaneceram na comunidade e, no presente estádio sucessional, atuam como fonte de sementes para a retomada do equilíbrio no ciclo
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QUAIS SÃO AS ESPÉCIES ARBÓREAS COMUNS DA FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL EM SANTA CATARINA?

QUAIS SÃO AS ESPÉCIES ARBÓREAS COMUNS DA FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL EM SANTA CATARINA?

No presente estudo optou-se por utilizar a metodologia desenvolvida por Rabinowitz, Cairns e Dillon (1986) e adaptada por Caiafa e Martins (2010), que postula que a raridade pode ser encontrada em sete diferentes formas. A classificação nas formas de raridade, bem como, a identificação das espécies comuns pode revelar quais as espécies, os habitats e as comunidades em que é válido concentrar os esforços em medidas de preservação, pois espécies importantes podem ser perdidas antes mesmo que se descubra seu real potencial econômico, farmacológico ou ambiental. A identificação das espécies comuns possivelmente revela as espécies facilmente adaptáveis, generalistas, distribuídas amplamente e em abundância, podendo ser utilizadas em projetos de recuperação de áreas degradadas considerando-se a sua evidente plasticidade. O Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC) efetuou levantamento qualitativo e quantitativo da vegetação em todas as regiões fitoecológicas florestais do Estado, com o objetivo de caracterizar a sua estrutura e o seu estado de conservação, visando embasar políticas de conservação e manejo. Este inventário teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina - FAPESC e sua parte de campo foi executada entre 2005 e 2010. As amostras férteis das plantas avaliadas neste levantamento compuseram a coleção depositada no Herbário Dr. Roberto Miguel Klein da Universidade Regional de Blumenau - FURB, com cerca de 26.000 exsicatas (VIBRANS et al., 2010). A base de dados compilada deste trabalho de campo relativa à Floresta Estacional Decidual resultou em um conjunto parametrizado de dados abrangendo uma grande região geográfica e é esta a base utilizada para este estudo.
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Fitossociologia, caracterização sucessional e síndromes de dispersão da comunidade arbórea de remanescente urbano de Floresta Estacional Semidecidual em Monte Carmelo, Minas Gerais.

Fitossociologia, caracterização sucessional e síndromes de dispersão da comunidade arbórea de remanescente urbano de Floresta Estacional Semidecidual em Monte Carmelo, Minas Gerais.

Os parques urbanos têm uma importância estratégica para a qualidade de vida dos centros urbanos, contribuindo com importantes serviços ambientais e sociais. O conhecimento da estrutura florestal tem ajudado a subsidiar a conservação destes parques. A partir da análise fitossociológica das espécies arbóreas de um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual (120 ha), este estudo classificou o estado de conservação deste remanescente. Foram amostrados todos os indivíduos arbóreos com CAP > 15 cm, presentes em 25 parcelas permanentes (20 × 20 m) e as espécies foram classificadas por grupos sucessionais e síndrome de dispersão. Foram registrados 798 indivíduos distribuídos em 98 espécies, pertencentes a 37 famílias. As espécies secundárias iniciais apresentaram maiores valores na riqueza de espécies, densidade e valor de importância, seguido das espécies secundárias tardias que apresentaram maior dominância e das espécies pioneiras que tiveram pouca representatividade. Quanto à síndrome de dispersão, mais de 77% da comunidade é representada por indivíduos zoocóricos. Tais resultados aumentam a valoração do Parque da Matinha reafirmando a importância deste parque urbano na conservação da fauna e flora nativa, e reforçam a necessidade de criar políticas públicas para utilização do parque pelos visitantes.
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Composição florística da regeneração natural de espécies arbóreas ao longo de oito anosem um fragmento de floresta estacional semidecidual, em Viçosa, MG.

Composição florística da regeneração natural de espécies arbóreas ao longo de oito anosem um fragmento de floresta estacional semidecidual, em Viçosa, MG.

O número de famílias permaneceu estável, porém houve aumento no número de espécies no período de monitoramento, o que promoveu aumento na diversidade florística do fragmento, mas sem modificar a proporção de espécies pertencentes aos diferentes grupos ecológicos. A proporção de espécies pioneiras na regeneração natural foi mais baixa do que no estrato da vegetação adulta possivelmente em razão de o dossel já se encontrar fechado, dificultando o estabelecimento de plantas desse grupo ecológico. A proporção de pioneiras do estrato arbóreo que não se encontram no banco de plântulas é mais elevado do que de espécies secundárias, principalmente as tardias. Esses resultados indicam que ao longo de oito anos de estudo o fragmento florestal estudado apresentou algum avanço no seu estádio sucessional, facilitando o estabelecimento de espécies secundárias iniciais e tardias. Havendo necessidade de acelerar o processo de sucessão, alguns indivíduos arbóreos de maior porte, principalmente de espécies pioneiras, podem ser removidos em locais onde tenha banco de plântulas adequado para ocupar rapidamente as novas clareiras.
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Composição florística de epífitos vasculares no estreito de Augusto César, Floresta Estacional Decidual do Rio Uruguai, RS, Brasil.

Composição florística de epífitos vasculares no estreito de Augusto César, Floresta Estacional Decidual do Rio Uruguai, RS, Brasil.

ABSTRACT – (Floristic composition of the vascular epiphytes of “estreito de Augusto César”, Brazilian Semi-Evergreen Forest of Uruguai River, RS, Brazil). The present study was carried out in a Brazilian Semi-Evergreen Forest, exposed to selective logging of tree species, in the “estreito de Augusto César” , RS. The survey of floristic composition of vascular epiphytes was performed in riparian forest. The species registered were classified into categories based on the relationship with the host tree and its position. Seventy species belonging to 30 genera and eight families were registered. The majority of species was classified as characteristic holoepiphyte. The highest number of species was registered on the primary branches. Key words - floristic, vascular epiphytes, vertical stratification
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Carbono, Nitrogênio e Abundância Natural de δ

Carbono, Nitrogênio e Abundância Natural de δ

De acordo com dados da instituição (dados pessoais, não publicados), num passado recente (1975), a área de ERN era semelhante ao fragmento vizinho de FES. Nessa data, a floresta foi convertida – sem nenhum trato cultural – em pastagem (Brachiaria sp.) e assim mantida por aproximadamente 5 anos. Em 1980, essa área foi submetida à nova conversão, de pastagem para monocultura de C. Citriodora, mantida até os dias atuais. Devido à falta de manejo adequado – retirada de espécies invasoras – desde, aproximadamente, 15 anos, esse povoamento possui atualmente indivíduos arbóreos de C. citriodora com cerca de 20 m de altura e uma regeneração de espécies arbóreas/arbustiva nativas em seu sub-bosque (Tabela 1).
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DINÂMICA DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UMA FLORESTA SEMIDECIDUAL EM UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS

DINÂMICA DA COMUNIDADE ARBÓREA DE UMA FLORESTA SEMIDECIDUAL EM UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS

A dinâmica de uma comunidade arbórea foi descrita baseando-se em duas amostragens sucessivas num intervalo de 14 anos, com o objetivo de analisar as mudanças ocorridas na comunidade neste período. O estudo foi realizado em uma área de floresta semidecidual utilizando 50 parcelas de 10 m × 10 m, onde foram amostradas todas as árvores com CAP > 10 cm em 1990 e novamente em 2004. Em 1990 registrou-se um total de 95 espécies e 818 indivíduos, enquanto que em 2004, 95 espécies e 866 indivíduos. A área basal do primeiro inventário foi 14,43 m 2 e no segundo foi 13,42 m 2 . A composição florística mudou, mas o número de espécies permaneceu igual. As espécies que desapareceram foram Aspidosperma parviflorum, Byrsonima laxiflora, Casearia decandra, Guarea guidonea, Machaerium nictitans, Maprounea guianensis, Maytenus sp., Qualea dichotoma, Xylopia sericea e Zanthoxylum rhoifolium e as que ingressaram foram Casearia gossypiosperma, Eugenia sp., Ficus sp., Machaerium stipitatum, Myrcia rostrata, Myrcia sp., Ocotea lanceolata, Ocotea percoriacea, Pavonia malacophylla e Unonopsis lindmanii. O índice de diversidade de Shannon foi de 4,05 nats.indivíduo -1 e a eqüabilidade de Pielou 0,62 em 1990 e 3,72 nats.indivíduo -1 e 0,57, em 2004. A taxa média anual de mortalidade foi de 4,1% e a de recrutamento 4,5%. As espécies que mais contribuíram para as taxas de mortalidade foram Casearia grandiflora e Siparuna guianensis e para o recrutamento Siparuna guianensis e Trichilia pallida. A mortalidade e o recrutamento foram maiores na primeira classe de diâmetro. A meia-vida, o tempo de duplicação, a estabilidade e a reposição, para o número de indivíduos foi 16,92, 15,04, 1,88 e 15,98 anos, respectivamente. Mudanças ocorridas na comunidade florestal entre os levantamentos indicam que este fragmento possivelmente ainda se encontra em estágio de adaptação às interferências sofridas com a fragmentação e o isolamento em relação a outras florestas semideciduais.
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Estrutura do componente arbóreo de uma floresta estacional na Serra do Sudeste, Rio Grande do Sul, Brasil.

Estrutura do componente arbóreo de uma floresta estacional na Serra do Sudeste, Rio Grande do Sul, Brasil.

Para outras regiões no Brasil onde há ocorrência de Floresta Estacional Semidecidual, uma série de levantamentos fitossociológicos do componente arbóreo poderiam ser listados (Meira Neto et al. 1998, Espírito- Santo et al. 2002, Lopes et al. 2002, Nunes et al. 2003, são alguns exemplos), muitos deles em áreas de floresta ciliar (Pinto & Oliveira Filho 1999, Carvalho et al. 2000, Rodrigues et al. 2003, entre outros). No entanto, os métodos empregados nesses trabalhos são variáveis, utilizando diferentes maneiras de disposição das unidades amostrais, bem como distintas áreas totais amostradas e critérios de inclusão. Assim sendo, para comparação com o presente estudo foram selecionados alguns trabalhos que empregam métodos semelhantes, excetuando-se os realizados em florestas ciliares (tabela 4), já que estas caracteristicamente possuem grande heterogeneidade ambiental, o que se reflete na sua estrutura (Rodrigues & Shepherd 2000). Através dessas comparações, observa-se que a área de estudo situa-se em um contexto de diversidade similar ao de outras regiões do país, embora esteja localizada quase no limite sul de ocorrência destas formações e apresente baixíssima riqueza de leguminosas, uma família tão importante nessas matas.
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REFORÇO ESCOLAR – PESPECTIVAS E DESAFIOS NO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO EM UMA UNIDADE ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE NOVA IGUAÇURJ

REFORÇO ESCOLAR – PESPECTIVAS E DESAFIOS NO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO EM UMA UNIDADE ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE NOVA IGUAÇURJ

Até aqui este trabalho de pesquisa apresentou um panorama da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro, fazendo breve contextualização dos desafios enfrentados pela Secretaria de Educação para melhorar os resultados da qualidade da educação estadual. O ponto de partida utilizado como recorte foi a Lei 5.597/2009, ao sancionar o Plano Estadual de Educação, como forma de normatizar caminhos para o Estado melhorar seus resultados. O IDEB foi apresentado como um condutor de Políticas Públicas, utilizado como mecanismo para sustentar o processo de mudança desenvolvido a partir da divulgação dos resultados do IDEB de 2009 no qual o Rio de Janeiro ficou na 26ª no ranking. Como já destacado, o anúncio dos resultados do IDEB, em setembro de 2010, foi crucial, para que o Governo do Estado e a Secretaria de Educação desenvolvessem um Planejamento Estratégico divulgado em janeiro de 2011. Este planejamento provocou uma série de mudanças com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino ofertado pela rede de educação estadual.
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Indicações Clínicas e Intervenção nas Ostomias de Alimentação em Idade Pediátrica e no Adulto – Normas de Orientação Clínica

Indicações Clínicas e Intervenção nas Ostomias de Alimentação em Idade Pediátrica e no Adulto – Normas de Orientação Clínica

Existe evidência de que a educação para a saúde dirigida à pessoa (idade pediátrica e no adulto) com ostomia de alimentação e/ou representante legal e/ou cuidador, realizado por enfermeiro com experiência e formação especifica e reconhecida em cuidados de estomaterapia, iniciada na fase pré-ostomia (consulta de enfermagem de estomaterapia e internamento) e reforçada na fase pós-operatória (cuidados hospitalares, nos cuidados domiciliários e nas unidades de internamento de cuidados continuados e de cuidados paliativos) com plano detalhado sobre a preparação da alta (da unidade de internamento na fase pós-ostomia e alta hospitalar) que inclui: ensinar, instruir, treinar, supervisionar e apoiar no desenvolvimento de habilidades para o cuidado da ostomia de alimentação; reconhecer complicações que afetam o estoma e a pele peri-estoma; ensinar, instruir, treinar, supervisionar na administração de alimentação; ensinar, instruir, treinar, supervisionar na administração de medicamentos; instruir e treinar a utilização de dispositivos médicos; referenciar para apoios na comunidade
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Regeneração natural de espécies arbóreas em diferentes comunidades de um remanescente de floresta ombrófila mista.

Regeneração natural de espécies arbóreas em diferentes comunidades de um remanescente de floresta ombrófila mista.

A diversidade de ambientes encontrados em florestas naturais pode influenciar na regeneração natural e futuramente na dinâmica sucessional. Nesse contexto, objetivou-se avaliar a regeneração natural de espécies arbóreas em diferentes comunidades (grupos florísticos) de uma Floresta Ombrófila Mista. Foram amostradas 69 parcelas com dimensões de 10m x 10m, onde foram medidos os indivíduos com 3,0cm ≤ circunferência à altura do peito (CAP) <30,0cm. Em subparcelas de 3,16m x 3,16m, foram medidos os indivíduos com CAP <3,0cm e altura ≥50cm. As espécies com maior potencial de regeneração natural nas comunidades avaliadas foram Sebastiania brasiliensis e Stillingia oppositifolia (Grupo 1), Myrceugenia cucullata e Allophylus guaraniticus (Grupo 2) e Stillingia oppositifolia e Myrceugenia miersiana (Grupo 3). Destaca-se que as espécies Allophylus edulis, Blepharocalyx salicifolius, Justicia sp., Myrceugenia cucullata e Stillingia oppositifolia estiveram entre as 10 principais espécies nas três comunidades, mostrando elevado potencial de regeneração. As três comunidades favoreceram a ocorrência de elevada riqueza de espécies (Grupo 1=101; Grupo 2=98; Grupo 3=101). Todavia, as espécies secundárias tardias e secundárias iniciais mostraram maior adaptação aos diferentes locais da floresta, com densidade superior às espécies pioneiras.
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João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

O segundo desdobramento foi ter bloqueado por quase dois anos o empréstimo que o BM faria ao governo federal para financiar o Banco da Terra em todo país. Em outras palavras, foi a pressão internacional sobre o Painel de Inspeção que tencionou a negociação do novo empréstimo do BM ao governo brasileiro, a qual encontrava-se em estágio avançado em dezembro de 1998 (BANCO MUNDIAL, 1999, p. 3). Criou-se uma situação de impasse, na medida em que a implantação em larga escala do MRAM no Brasil não encontrava o necessário respaldo político. Afora o setor patronal ⎯ sempre a favor ⎯, havia apoio político apenas em nível local, por parte de alguns sindicatos de trabalhadores rurais no Nordeste, do braço agrário da Força Sindical em São Paulo e, mais importante, das federações sindicais nos estados do Sul, cuja bandeira central nunca foi a luta por terra, mas sim a disputa por políticas agrícolas mais favoráveis aos pequenos agricultores. Existia, portanto, uma adesão concreta de entidades sindicais, em parte reflexo da adesão social a tais programas. Porém, o fato era que as principais organizações nacionais de representação de trabalhadores rurais ⎯ a CONTAG e o MST ⎯ posicionavam-se em bloco contra o novo modelo através do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo. Enquanto houvesse unidade política das entidades que compunham o Fórum
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ESTRUTURA DO COMPONENTE JUVENIL-ADULTO DE Ocotea silvestris Vattimo-Gil (LAURACEAE) EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SUBTROPICAL

ESTRUTURA DO COMPONENTE JUVENIL-ADULTO DE Ocotea silvestris Vattimo-Gil (LAURACEAE) EM UMA FLORESTA ESTACIONAL SUBTROPICAL

______________________________________________________________________________ Resumo: Este trabalho objetivou caracterizar uma população de Ocotea silvestris, em uma Floresta Estacional na Serra Geral do Sul do Brasil. Esta espécie possui uma distribuição geográfica nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. A população estudada está localizada em um remanescente florestal, situado no topo do Morro do Elefante. Foi realizado um inventário com amostragem sistemática, através do método de parcelas, com dimensões de 20 m x 50 m, perfazendo uma área de 0,8 ha. Foram mensuradas as variáveis diâmetro à altura do peito e a altura total. Realizaram-se as análises das estruturas diamétrica e hipsométrica; regressão não linear entre o grau de esbeltez e a circunferência à altura do peito; e regressão linear entre diâmetro à altura do peito e a altura total, para avaliação do design mecânico. A população de O. silvestris foi caracterizada por 35 árvores, presente em todas as parcelas, obtendo uma área basal de 1,24 m² ha -1 . Os resultados permitem diagnosticar que os indivíduos desta população concentram-se nas classes iniciais e medianas, e decrescem em número nas classes superiores, com o aumento da competição. O grau de esbeltez foi elevado nos indivíduos de menor circunferência, quando a competição é intensa. Nos indivíduos que alcançam maiores dimensões, sobrevivendo à competição pela ocupação do dossel, o grau de esbeltez diminui. A espécie apresentou design mecânico entre similaridade elástica e de stress constante, o que denota a necessidade de investimento em crescimento diamétrico para sustentar o peso da copa nos indivíduos de grandes dimensões, frente às intempéries, advindas de fortes ventos que incidem sobre o remanescente florestal.
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Gradiente estrutural no componente arbóreo e relação com inundações em uma floresta ribeirinha, rio Uruguai, sul do Brasil.

Gradiente estrutural no componente arbóreo e relação com inundações em uma floresta ribeirinha, rio Uruguai, sul do Brasil.

das diferenças, estas variáveis no restante do texto serão tratadas como “freqüência”) como gerador de heterogeneidade e, assim, de maiores valores de diversidade. Idéia semelhante foi abordada por Connell (1978) e chamada de “hipótese do distúrbio intermediário”. Segundo ambos modelos, áreas com distúrbios freqüentes causam inúmeras formas de estresse, reduzindo ou anulando a competitividade de espécies não tolerantes (Ernst & Brooks 2003), e potencialmente reduzindo a riqueza específica. Um modelo adaptado às florestas ribeirinhas abordando as inundações como principal fonte de distúrbios foi desenvolvido por Tabacchi et al. (1998). Neste é proposto que a ação das inundações causa seleção de espécies, resultando em predominância de espécies pioneiras em áreas de inundações freqüentes e estabilização progressiva das comunidades em que estas são menos freqüentes. Evidências da validade deste modelo ocorrem no presente estudo, pois nos trechos com menor freqüência de inundações, a estrutura torna- se mais semelhante à floresta de interflúvio na área do Parque, com a ocorrência de S. bonplandii (que ocorre apenas na metade mais afastada do rio) como a espécie de maior VI. Isso coincide com os resultados de Vasconcellos et al. (1992), obtido no mesmo local em área de floresta não suscetível a inundações. Contudo, maiores evidências podem ser buscadas por meio da avaliação das categorias sucessionais das espécies.
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Florística e distribuição vertical e horizontal de espécies arbóreas da Mata Atlântica, no Sudeste do Brasil

Florística e distribuição vertical e horizontal de espécies arbóreas da Mata Atlântica, no Sudeste do Brasil

Florística e distribuição vertical e horizontal de espécies arbóreas da Mata Atlântica, no Sudeste do Brasil / Jônio Pizzol Caliman.. Biogeografia Regeneração natural.[r]

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