Top PDF Resiliência e apoio social de mães adolescentes em vulnerabilidade social

Resiliência e apoio social de mães adolescentes em vulnerabilidade social

Resiliência e apoio social de mães adolescentes em vulnerabilidade social

Outra correlação apresentada neste estudo entre os fatores da Escala de Resiliência e a Escala de Apoio Social (MOS) foi a correlação inversa entre o fator 2, “Independência e determinação”, da Escala de Resiliência e a dimensão “Afetiva” da Escala de Apoio Social (MOS), ou seja, quanto mais as mães adolescentes tiveram relações de afeto, como um abraço ou alguém que as faça se sentirem queridas (dimensão “Afetiva”), menos independentes e determinadas elas se apresentaram. Esse foi um dos resultados mais interessantes desta pesquisa, pois, apesar de ser aparentemente ilógico o fato de a mãe adolescente, à medida que se sentiu mais querida, ter apresentado menos independência e determinação, essa correlação pode estar indicando que as demonstrações de afeto do parceiro e da família não venham, necessariamente, atreladas a estímulos para se tornarem independentes e determinadas, já que, aparentemente, essas meninas ainda estão inseridas nem um contexto em que os valores e as crenças no papel da mulher como mãe e esposa imperam sobre outros possíveis projetos de vida. Essa inferência pode ser corroborada quando observada em conjunto com as correlações inversas que identificaram que, quanto maior o número de mães adolescentes em união estável/casadas, menor o número de jovens inseridas no mercado de trabalho e com continuidade nos estudos.
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O papel da resiliência nas tarefas de escuta dicótica em adolescentes em situação de risco social

O papel da resiliência nas tarefas de escuta dicótica em adolescentes em situação de risco social

A presente dissertação é estruturada a partir de dois artigos: uma revisão sistemática da literatura e um artigo empírico. Foram incluídos na revisão sistemática, 46 artigos dos últimos 10 anos, a fim de verificar quais os testes de escuta dicótica são mais utilizados na população adolescente e qual o objetivo mais frequente. Estes foram analisados a partir de quatro características: faixa etária, testes mais utilizados, finalidade dos testes de escuta dicótica e as patologias mais frequentes. Verificou-se que 39,13% dos estudos utilizaram o Teste Dicótico Consoante-Vogal que frequentemente é utilizado para verificar a lateralidade cerebral. O Teste Dicótico de Dígitos esteve presente em 28,26% dos estudos seguido pelo Teste de Dissílabos Alternados (SSW), com 15,21%. Analisar a lateralidade auditiva foi o objetivo mais frequente com 21,73%. No estudo empírico, participaram da pesquisa, 40 indivíduos com idade entre 9 e 15 anos, todos do sexo masculino. Os adolescentes foram separados em dois grupos (vulneráveis e resilientes) a partir do desempenho na Resiliency Scale for Children and Adolescent, com objetivo de verificar o desempenho destes adolescentes em tarefas de Processamento Auditivo e nas subescalas de resiliência. Os resultados apontaram uma tendência de melhor desempenho nas subescalas do grupo mais resiliente e nas tarefas de Processamento Auditivo foram significativos os resultados do Teste Dicótico de Dígitos da orelha esquerda (habilidade de integração binaural) e Teste Dicótico de Dígitos da orelha direita (habilidade de separação binaural). Estudos recentes mostraram diferenças no desempenho de adolescentes em situação de vulnerabilidade social em testes de processamento auditivo. É importante compreender o impacto que situações sociais adversas podem ter sobre o funcionamento cognitivo. De uma forma geral, os resultados mostraram uma discreta relação entre os sujeitos mais vulneráveis ao risco social e as tarefas que exigem habilidades de Processamento Auditivo.
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Família e abuso sexual na perspectiva de adolescentes em situação de vulnerabilidade social

Família e abuso sexual na perspectiva de adolescentes em situação de vulnerabilidade social

Martins e Jorge (2010) realizaram uma pesquisa que objetivou conhecer as características do abuso sexual em crianças e adolescentes, a partir de 186 casos registrados nos Conselhos Tutelares e programas de atendimento do município de Londrina- PR, em 2006. Tal pesquisa contatou uma tímida participação da mãe como notifi cadora em casos de abuso sexual (8,1%). Segundo Santos e Dell’Aglio (2009), a iniciativa da mãe de fazer a denúncia sinaliza uma postura segura perante seu ideal de família e diante de sua própria vida. Enquanto algumas mães são protetivas, realizam a denúncia e oferecem apoio após a revelação do abuso, outras são vulneráveis e se mostram resistentes em acreditar na fala de suas fi lhas, ou ainda podem permanecer sob o domínio dos abusadores. Pode-se pensar que as mães que possuem grande intimidade com os companheiros e relação distante com os próprios fi lhos são as mães que poderão ter difi culdade de acreditar no relato da(o) fi lha(o) vítima e, consequentemente, não serão protetivas.
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Maternidade na adolescência: vulnerabilidade social no contexto Maternidade na adolescência: vulnerabilidade social no contexto Maternidade na adolescência: vulnerabilidade social no contexto Maternidade na adolescência: vulnerabilidade social no contexto

Maternidade na adolescência: vulnerabilidade social no contexto Maternidade na adolescência: vulnerabilidade social no contexto Maternidade na adolescência: vulnerabilidade social no contexto Maternidade na adolescência: vulnerabilidade social no contexto

A hipótese deste trabalho está na relação entre maternidade na adolescência e vulnerabilidade social, ou seja, ter filhos na faixa etária convencionada como adolescente é um fator de produção e de reprodução de riscos sociais e econômicos para mães e filhos (as). Esta hipótese foi verificada na interlocução entre fecundidade jovem e características socioeconômicas apresentadas pelos resultados obtidos e pela discussão bibliográfica escolhida. Os resultados evidenciam que as mães adolescentes são mais pobres, moram nas periferias, são menos escolarizadas e estão precariamente inseridas no mercado de trabalho. Possuem, portanto, menos ativos para enfrentar mudanças contextuais e externas para lidar com o passivo de ter um filho.
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Open Resiliência e apoio social em idosos: uma interface com a qualidade de vida

Open Resiliência e apoio social em idosos: uma interface com a qualidade de vida

Embora o Estatuto do Idoso tenha sido um instrumento de grande importância em termos de políticas sociais, Neri (2005), ao analisar o documento, conclui que este traz uma ideologia negativa da velhice, compatível com o padrão de conhecimentos e atitudes daqueles envolvidos na sua elaboração (políticos, profissionais, grupos organizados de idosos), segundo os quais o envelhecimento é uma fase compreendida por perdas físicas, intelectuais e sociais, negando uma análise mais crítica baseada em dados científicos recentes que o apontam, também, como uma ocasião para ganhos, dependendo, principalmente, do estilo de vida e do ambiente ao qual o idoso foi exposto ao longo do seu desenvolvimento e maturidade. Ressalta ainda que políticas de proteção social, baseadas em suposições e generalizações indevidas, podem contribuir para o desenvolvimento ou a intensificação de preconceitos negativos e para a ocorrência de práticas sociais discriminatórias em relação aos idosos. A consideração dos direitos dos idosos deve ocorrer no âmbito da noção de universalidade do direito de cidadãos de todas as idades à proteção social, quando se encontrarem em situação de vulnerabilidade (Neri, 2005).
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Desenvolvimento psicossocial de adolescentes em contexto de vulnerabilidade social

Desenvolvimento psicossocial de adolescentes em contexto de vulnerabilidade social

apoio ao desenvolvimento quando mostraram a capacidade de acolher necessidades emocionais, psicológicas e até materiais das/dos adolescentes. Houve um predomínio de profissionais da educação e da assistência social nas redes pessoais significativas das/dos participantes, com inexpressiva menção aos profissionais da saúde ou de instituições religiosas. Na visão dos profissionais, os adolescentes costumam ter capacidade de enfrentamento diante das adversidades do contexto, mas têm dificuldades em conciliar estudos e trabalho, que frequentemente é o foco dos projetos de vida. A violência se manifesta nas relações com o tráfico de drogas e nas inúmeras carências não atendidas pela família e pelo poder público. A capacidade de diálogo dos profissionais foi considerada uma característica nuclear para trabalhar nesse contexto, o qual ao mesmo tempo gera satisfação profissional e danos à saúde física e mental. As relações desses profissionais com os adolescentes configuraram-se como fatores de proteção ao desenvolvimento. A partir disso, destaca-se a relevância da compreensão das funções dos vínculos e da identificação de recursos e potenciais comunitários como embasamento para intervenções profissionais que favorecem o desenvolvimento dessa população. Isso remete também à importância de assegurar formações e espaços de diálogo aos profissionais que atuam nesses contextos, favorecendo a superação de um olhar que reduza essas/esses adolescentes às condições de vulnerabilidades por elas/eles enfrentadas, promovendo articulações institucionais mais efetivas no enfrentamento das condições de vulnerabilidade social.
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A possível influência da percepção do apoio social, da situação residencial e da vinculação na sintomatologia psicopatológica em mães adolescentes

A possível influência da percepção do apoio social, da situação residencial e da vinculação na sintomatologia psicopatológica em mães adolescentes

Tendo em conta as análises de regressão efectuadas entre as variáveis em causa, podemos concluir que a primeira hipótese foi parcialmente confirmada. Assim, podemos dizer que os índices de ansiedade, depressão e stress nas mães adolescentes são parcialmente explicados pela percepção que estas têm de apoio social. Para além disso, podemos concluir, também, que o factor Intimidade é aquele que está presente nas três dimensões das variáveis dependentes com bons resultados, isto é, esta é a dimensão que melhor consegue explicar a variância da sintomatologia psicopatológica na nossa amostra. Por outro lado, é importante referir que a dimensão que menos parece contribuir para esta variância é a Satisfação com os Amigos. Tal facto pode levar-nos a pensar em questões já abordadas na introdução teórica, entre elas, a importância das relações num contexto de uma gravidez na adolescência. Como já referimos na introdução teórica, sabemos que, na maternidade na adolescência, o apoio social tanto pode ser uma fonte de benefícios para a mãe como fonte ou resultado de dificuldades. Apesar de ter resultado apenas uma confirmação parcial, e tendo em conta as especificidades desta população, compreende-se que, pelo menos, a baixa percepção de apoio social permite a identificação de conflitos ou de confusão de papéis (Spieker & Bensley, 1994; Unger & Cooley, 1992, cit. por Figueiredo, 2000). Ainda assim, e tal como referido inicialmente, há que ter em conta a influência de outras variáveis existentes, entre elas a situação residencial.
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Reflexões sobre rede de apoio social como mecanismo de proteção e promoção de resiliência.

Reflexões sobre rede de apoio social como mecanismo de proteção e promoção de resiliência.

No caso do núcleo familiar, é sabido que toda e qualquer família pode ser afetada de alguma maneira por crises e eventos estressores. Alguns destes eventos são denomi- nados por Kreppner (2000) como normativos, previsíveis e advindos dos ciclos da vida familiar (nascimento do primeiro filho, filhos pequenos, filhos adolescentes, a saída dos filhos, aposentadoria, a velhice, dentre outros) e outros não-normativos ou imprevisíveis e inesperados (falecimento de algum membro, divórcio, doença, desemprego, etc). Segundo Walsh (1998, 2005), o que distingue uma família de outra, não é ausência de problemas ou de estressores normativos ou não-normativos, mas a maneira como ela enfrenta estas dificuldades e a sua competência para resolvê-las. As crises podem estimular o sistema familiar a desenvolver habilidades e recursos. Nas concepções desta autora, os piores tempos podem ser os melhores, o que significa que se aprende através das adversidades e que todos os seres humanos podem crescer existencialmente com as crises e conflitos, caso existam condições básicas (físicas, emocionais e ambientais) e suficientes para tal.
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Vivências de vergonha, resiliência e suporte social em adolescentes em acolhimento residencial

Vivências de vergonha, resiliência e suporte social em adolescentes em acolhimento residencial

No que concerne à segunda hipótese, que relacionava o suporte social percebido ao género, dados os resultados de estudos anteriores, o expectável seria que o género feminino sentisse mais suporte social. Segundo Reevy e Maslach (2001), o género feminino e a feminilidade obtêm mais e melhor socialização, apoio social e empatia do que o género masculino e a masculinidade. Barbee et al. (1993) sugerem que o papel feminino, que enfatiza expressões emocionais, facilita a ativação de suporte social no género feminino. Também Flaherty e Richman (1989) afirmam que a socialização atribuída ao género feminino faz deste o mais suscetível a dar e receber suporte social, dada a sensibilidade adquirida às suas necessidades e às de outros. Neste estudo, no entanto, à excepção da dimensão de suporte social vindo de professores – onde o género masculino reportou sentir mais apoio – não existem diferenças significativas entre géneros. O estudo de Cheng et al. (2014) indica que o género feminino reportava menores conexões sociais, explicando que poderá dever-se às expectativas sociais para o papel de jovem mulher. Como o comportamento esperado de adolescentes do género feminino é de maturidade, boas escolhas e, no geral, bom comportamento, é possível que algum mau comportamento vindo destas jovens adolescentes fosse visto como pior e menos merecedor de apoio, em comparação com os adolescentes do género masculino.
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Estratégias de promoção da resiliência para adolescentes em situação de vulnerabilidade

Estratégias de promoção da resiliência para adolescentes em situação de vulnerabilidade

Portanto, é possível que o adolescente esteja num ambiente desadaptativo e não seja sucumbido por ele, visto que os fatores de proteção como autocontrole, boa autoestima, expectativa de futuro, tolerância ao sofrimento, habilidades para resolver problemas, assertividade, estabilidade emocional, autonomia, flexibilidade, afetuosidade, coesão, boa comunicação, afetividade, consistência, qualidade nas interações, estabilidade, respeito mútuo, apoio/suporte, bom relacionamento com as pessoas que desempenham o papel de referência e ambiente tolerante aos conflitos (Haack, Vasconcellos, Pinheiro & Prati, 2012).
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O papel do apoio social na percepção de auto-eficácia parental de mães separadas

O papel do apoio social na percepção de auto-eficácia parental de mães separadas

A separação conjugal foi encarada durante décadas como um acontecimento negativo e isolado, com consequências nocivas para toda a família (e.g. Fine, Ganong & Demo, 2005; Kitson, 1992a). Contudo, as investigações mais recentes nesta área têm demonstrado que a separação conjugal é um processo que começa quando o casal ainda vive junto e termina vários anos após o processo legal estar concluído (Amato, 2000; Booth & Amato, 2001). Ou seja, a insatisfação conjugal e o sofrimento associado a essa insatisfação podem desencadear o desejo de separação ou divórcio, o que poderá levar à separação física e, consequentemente, à necessidade de reorganização pessoal e familiar (Amato, 2000; Booth & Amato, 2001; Costa, 1994; Emery & Dillon, 1994; Kitson & Holmes, 1992a). Desta forma, a separação começou a ser vista como um processo dinâmico e complexo, com consequências negativas e positivas para toda a família. Assim, para além das dificuldades e problemas associados à separação conjugal passou- se a considerar, também as oportunidades de desenvolvimento que daí podem surgir. Neste sentido surgiram os modelos de risco e resiliência que procuram detectar quais os factores de risco e factores protectores associados ao ajustamento à separação conjugal (e.g. Amato, 2000; Booth & Amato, 2001; Fine, Ganong & Demo, 2005; Hetherington, 2003).
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O ATENDIMENTO SOCIAL A ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

O ATENDIMENTO SOCIAL A ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

A tendência histórica de considerar os processos de atenção à família a partir da ótica da incapacidade e da falência, na organização de serviços em áreas como a judiciária, social ou da saúde, tem sido alimentada especialmente pela centralização de recursos em programas de apoio sociofamiliar que visam atender às faces mais cruéis dos problemas relacionados à infância e à juventude (trabalho infantil, violência doméstica, prostituição). Pouco, ou muito pouco, os programas têm se voltado para as dificuldades cotidianas das famílias na perspectiva de dar-lhes sustentabilidade. Isto para que consigam superar momentos críticos de sua existência e para que não cheguem a vivenciar situações que podemos considerar limites. (SALES, MATOS, LEAL, 2004, p.55)
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Apoio social a gestantes adolescentes: desvelando percepções.

Apoio social a gestantes adolescentes: desvelando percepções.

Resumo Com o objetivo de descrever a percepção das gestantes adolescentes em relação ao apoio re- cebido durante a fase gestacional, realizou-se este estudo exploratório-descritivo de abordagem qua- litativa. Participaram 12 adolescentes primiges- tas, frequentadoras dos serviços ambulatórios de saúde de Passo Fundo (RS). Por meio de entrevis- tas semiestruturadas, genogramas e ecomapas, ob- tiveram-se os dados analisados pela modalidade temática. Evidenciou-se a percepção da necessi- dade de apoio para superar o medo e o desafio da maternidade. Mães e parceiros foram percebidos como as principais fontes de apoio, provendo as dimensões afetiva e material. O saber do senso comum preencheu a dimensão de informação, e a dimensão emocional revelou a gravidez como me- diadora na reconciliação com o pai. A percepção da dimensão de interação social positiva foi ofus- cada pelo isolamento autoimposto. Assim, a per- cepção da adolescente sobre o apoio social recebi- do é nítida em relação ao núcleo familiar e cir- cunscreve-se às pessoas com maior apego. A rede de cuidados extrafamiliar, incluindo os serviços de saúde, é frágil e gera a percepção das dificulda- des psicossociais, sugerindo a necessidade de mai- or investimento dos profissionais da atenção bá- sica de saúde na inserção das adolescentes primi- gestas em grupos de cuidado social, que influenci- am no desenvolvimento saudável da gestação. Palavras-chave Adolescência, Gestação, Apoio social
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AUTOESTIMA E RESILIÊNCIA DOS ADOLESCENTES DA MARGEM DA LINHA: REDES DE APOIO SOCIAL COMO FATOR DE PROTEÇÃO

AUTOESTIMA E RESILIÊNCIA DOS ADOLESCENTES DA MARGEM DA LINHA: REDES DE APOIO SOCIAL COMO FATOR DE PROTEÇÃO

É um dos poucos instrumentos usados para medir níveis de adaptação psicossocial positiva em face de eventos de vida importantes. Possui 25 itens descritos de forma positiva com resposta tipo likert variando de 1 (discordo totalmente) a 7 (concordo totalmente). Os escores da escala oscilam de 25 a 175 pontos, com valores altos indicando elevada resiliência. O instrumento foi desenvolvido por meio de um estudo qualitativo com 24 mulheres adultas previamente selecionadas por adaptarem-se com sucesso à adversidade da vida. Cada uma delas foi solicitada a descrever como se organizavam diante de vivências negativas. De suas narrativas, cinco componentes foram identificados como fatores importantes: serenidade, perseverança, autoconfiança, sentido de vida e auto-suficiência. As colocações verbais das participantes foram validadas e esclarecidas mediante revisão bibliográfica do tema, concluindo-se que a escala possui a priori validade de conteúdo, pois seus itens refletem a aceitação geral das definições de resiliência. Estudos iniciais obtiveram bons indicativos de confiabilidade e validade desse instrumento. Tal escala sofreu adaptação transcultural podendo ser aplicada ao contexto brasileiro (PESCE et al, 2005).
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Resiliência e apoio social em gestantes tardias

Resiliência e apoio social em gestantes tardias

e os objetivos do estudo. Para as variáveis nominais utilizou-se frequências relativas e para as contínuas correlações de Pearson e coeficiente de determinação, visto que a amostra teve uma distribuição normal. O projeto cumpriu os aspectos éticos prescritos pela Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, tendo obtido parecer favorável (356.436/ 2013) do Comitê de Ética em Pesquisa da UFRN. A maioria das gestantes apresentaram baixa renda e escolaridade, natural do Rio Grande do Norte, tinham em média 37,49 (±2,577) anos de idade, eram católicas, viviam em união estável, trabalhadoras do lar (“donas de casa”), multigestas e estavam no terceiro trimestre gestacional; além de baixo histórico de aborto, de não planejarem a gravidez, com média de 4,22 (±2,506) consultas pré-natais, de residirem em média com 3,673 (±1,397) pessoas, terem feito uso de algum tipo anticoncepcional e de possuírem indicadores elevados de resiliência e apoio social. As correlações mantidas entre a resiliência, o apoio social e algumas das variáveis sociodemográficas e gestacionais foram consideradas baixas. Tais dados sinalizam que o fato da maior parte dessas grávidas se encontrarem num relacionamento estável, não terem tido histórico de aborto, fazerem parte de alguma religião, não serem mães primigestas, possuírem uma média de idade suficiente para serem consideradas mães experientes e ainda terem apresentado escores elevados na escala de apoio social, possivelmente, sejam os fatores que mais tenham contribuído no desenvolvimento e na construção da resiliência nessas gestantes de 35 anos ou mais. Espera-se que as informações oriundas dessa pesquisa possam incrementar conhecimentos, ações e melhorias na qualidade da assistência à saúde das gestantes tardias e para uma maior compreensão do fenômeno da gravidez em geral.
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Apoio social, estilos parentais e desajustamento psicológico dos filhos em contexto de vulnerabilidade económica e social

Apoio social, estilos parentais e desajustamento psicológico dos filhos em contexto de vulnerabilidade económica e social

A literatura é consistente quando refere que a pobreza afeta a parentalidade. Tendo em conta o elevado número de famílias portuguesas que vive em contexto de vulnerabilidade económica e social, é necessário perceber como se estabelece a relação pais-filhos e quais os fatores envolvidos nessa relação que podem influenciar o bem-estar das crianças e adolescentes. Desta forma, o presente estudo pretende analisar a relação entre os estilos parentais e o desajustamento psicológico dos filhos, comparando mães com vulnerabilidade económica e social (CVES) e mães sem vulnerabilidade económica e social (SVES), e testar se o apoio social (emocional e instrumental) apresenta um efeito de moderação na relação do padrão de variáveis estudadas. A amostra incluiu 192 mães, 88 mães SVES e 104 mães CVES com filhos de idades compreendidas entre os 5 e os 12 anos, de ambos os sexos. Aplicou-se um questionário sociodemográfico, o Questionário de Dimensões e Estilos Parentais (QDEP; Pedro, Carapito, & Ribeiro, 2007), o Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ-Por; Fleitlich, Loureiro, Fonseca, & Gaspar, 2004) e o Convoy Model Diagram – Redes de Apoio Social (CMD; Gameiro, Moura-Ramos, & Canavarro, 2006). Nos resultados verificaram-se efeitos principais positivos entre os estilos autoritário e permissivo e o desajustamento psicológico dos filhos, em ambas as amostras. Verificou-se ainda um efeito principal negativo entre o apoio emocional e o desajustamento psicológico dos filhos, apenas em mães SVES. Contrariamente, houve um efeito principal negativo entre o apoio instrumental e o desajustamento psicológico dos filhos, apenas em mães CVES. Não foram encontrados efeitos de interação significativos entre os estilos parentais e os moderadores do apoio social. Limitações e implicações futuras serão discutidas.
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Rede de apoio social, resiliência e marcadores imunológicos em idosos cuidadores de pacientes com demência

Rede de apoio social, resiliência e marcadores imunológicos em idosos cuidadores de pacientes com demência

Considerando que, segundo relato de muitos cuidadores nas entrevistas realizadas neste estudo, o período da noite também exige que o cuidador acorde para realizar tarefas de supervisão ou acompanhamento ao familiar doente, a qualidade de sono e o horário de acordar podem estar prejudicados ou ser irregulares. Desta forma, alguns fatores não testados neste estudo como, horário em que o sujeito acordou e qualidade do sono, poderiam influenciar nos resultados encontrados. Um estudo recente investigou a resposta do cortisol ao acordar em relação aos níveis de cortisol e o horário subjetivo e objetivo de coleta da saliva em um grupo de idosos não estressados. Ao avaliar níveis de cortisol ao acordar em pacientes que atrasaram mais de 15 minutos o horário da coleta, não encontrou elevação do cortisol entre os 15 e 30 minutos após acordar. As conclusões deste estudo indicam que longos atrasos na coleta com relação ao momento de acordar e o momento da coleta do cortisol “ao acordar” podem levar a resultados não fidedignos com relação a concentração de cortisol (51). Com relação ao sono alguns estudos encontraram níveis mais baixos de resposta ao cortisol em sujeitos com pouca qualidade de sono (52, 53) . Os baixos níveis de cortisol ao acordar em um desses estudos foi associado ao aumento da vulnerabilidade psicológica devido a pontuação elevada em escalas de estresse percebido, assim como da vulnerabilidade biológica devido a associação destes resultados com perfil metabólico menos favorável e aumento da circunferência abdominal (53).
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O BEM-ESTAR DE HOMOSSEXUAIS: ASSOCIAÇÕES COM O APOIO SOCIAL FAMILIAR, RESILIÊNCIA, VALORES E RELIGIOSIDADE

O BEM-ESTAR DE HOMOSSEXUAIS: ASSOCIAÇÕES COM O APOIO SOCIAL FAMILIAR, RESILIÊNCIA, VALORES E RELIGIOSIDADE

Esta preocupação aponta para a experiência da família no momento do coming out, as quais receiam as reações da sociedade ao descobrirem sobre a homossexualidade de um de seus membros, podendo incluir um senso de marginalidade, vulnerabilidade e estigmatização (Beeler & DiProva, 1999). Esta preocupação com as dificuldades que o membro homossexual pode vir a enfrentar em seu dia-a-dia leva os familiares a responderem inicialmente com um sentimento de tristeza, incluindo a frustração dos pais com relação aos planos feitos para os filhos, podendo também estar associada a um sentimento de culpa (Beeler & DiProva, 1999). Sendo assim, este momento inicial após a revelação da homossexualidade tende a ser uma época conturbada tanto para o homossexual quanto para sua família (Cianciotto & Cahill, 2003; Frazão e Rosário, 2008; Frankowski, 2004; Pachankis & Goldfried, 2004; Saltzburg, 2004; Savin- Williams, 2001). Em um primeiro momento, as reações iniciais estão baseadas no contexto de socialização familiar dos pais e mães, o qual inclui seus valores, experiências e diferentes perspectivas (Beeler & DiProva, 1999), como exposto na categoria a seguir.
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Efetividade do atendimento psicossocial na continuidade escolar de adolescentes em vulnerabilidade social.

Efetividade do atendimento psicossocial na continuidade escolar de adolescentes em vulnerabilidade social.

O registro das informações dos adolescentes enca- minhados para atendimento no PAS serviu como fonte de informações: identificação do atendimento; família; situação de saúde e escolar; renda familiar; motivo do encaminhamento; e fonte do encaminhamento. Um questionário complementar recolheu informações sobre: período de acompanhamento psicossocial; intervenções; encaminhamentos; participação dos pais e responsáveis; desligamento do PAS; e situação escolar após seis meses de seguimento. No caso do grupo que abandonou a intervenção, as informações sobre estar estudando após seis meses foram obtidas via contato com as equipes dos órgãos encaminhadores (ex.: Con- selho Tutelar; Secretarias de Cidadania e Educação), responsáveis pela assistência e acompanhamento das famílias dos adolescentes encaminhados ao PAS.
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Stress parental e apoio social em mães e pais de crianças com epilepsia

Stress parental e apoio social em mães e pais de crianças com epilepsia

This study focuses on parenting stress (PS) and social support (SS) among mothers and fathers of children with epilepsy, and sets out: (1) to examine whether the groups differ in PS and SS, and to explore the relationship between these two dimensions; (2) to analyse, within each group, the relationship between PS and SS with: (a) variables related to the disease impact (special care, difficulties and concerns), (b) parents’ perspective on the child's functioning in specific areas (behaviour, school learning, relationship with peers and overall development), (c) sociodemographic and disease variables; (3) to analyse, in an exploratory manner, the comparison of mothers’ and fathers’ perspective on the disease impact, the way they deal with it and the child's functioning in specific areas. The group of participants was composed of 38 mothers (G1) and 19 fathers (G2) of children with epilepsy (6-12 years). The Parenting Stress Index (Abidin & Santos, 2003) and the short version of the Social Support Questionnary (Moreira et al., 2002) were used. A Form to collect specific information (sociodemographic, developmental and disease-related) was also constructed. The groups did not differ significantly in SS (Number /Satisfaction), but differed in PS (Total/Domains), with mothers obtaining higher results. In relation to the latter, a negative association between the two dimensions was found. In both groups, significant relations between PS and disease impact (although impact areas were different in G1 and G2) and sociodemographic variables were obtained. Furthermore, an association with school learning difficulties was observed. SS was only related to the disease impact in G1, also showing associations with sociodemographic (mothers/fathers/children) and disease variables. The groups did not differ in their perspective on disease impact, dealing with it or the child's functioning in specific areas.
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