Top PDF Seguridade Social, Cidadania e Saúde :: Brapci ::

Seguridade Social, Cidadania e Saúde :: Brapci ::

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parâmetro sua relação com a macroeconomia, especialmente no que tange às alterações na estrutura produtiva, ao baixo dinamismo da produção e à oscilação no nível da atividade econômica do país. Servindo-se de uma série de dados oficiais produzidos pelo IBGE, o autor traz elementos para analisar aspectos como o padrão brasileiro de contratação laboral, marcado pela flexibilidade quantitativa dos trabalhadores, precarização e rotatividade dos postos de trabalho, com impacto nos esforços de elevação da escolaridade e qualificação dos empregados; a persistência e mesmo aprofundamento das desigualdades salariais com remuneração extremamente reduzidas na base da pirâmide ocupacional e a estrutura tributária brasileira, assentada em alta carga de impostos e concentrada nas menores remunerações. Esse quadro traz repercussões seriamente negativas aos princípios solidários que orientam a noção de seguridade e a própria coesão social. Seus efeitos sob a área da previdência social são imediatos e se expressam no elevado contingente populacional desprotegido pela legislação social e trabalhista bem como na maior oscilação e vulnerabilidade do financiamento da própria previdência social.
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A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

Todavia, ultrapassando esse entendimento, uma análise mais acurada revela que, realmente, o que estava em jogo não era tanto a incompatibilidade dos avanços constitucionais com a ascensão do neoliberalismo e nem mesmo uma provável crise financeira do Estado. De fato, estava em jogo, a possibilidade de ruptura desses avanços com os tradicionais esquemas de barganha populista e de patronagem política, os quais mantêm velhas oligarquias no poder e inibem a extensão da cidadania. Tanto foi assim que o Executivo e o Legislativo postergaram deliberadamente gestões para a aprovação final dos dispositivos constitucionais referentes à matéria e criaram lapsos temporais diferentes entre a promulgação da Constituição e a implementação dos direitos à seguridade. Por isso, só em setembro de 1990 a Lei Orgânica da Saúde foi promulgada, e somente em julho de 1991 as leis de Organização e Custeio e de Benefícios da previdência receberam sanção presidencial. Fato singular foi o Projeto de Lei Orgânica da Assistência, que após receber, veto integral do Presidente da República (Collor de Mello), em 1990, só foi promulgada em dezembro de 1993, mediante reiterada pressão social.
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Implicações da reforma da previdência na seguridade social brasileira.

Implicações da reforma da previdência na seguridade social brasileira.

entre as décadas de 1940 e 1970 e tornou-se recentemente um misto dos sistemas bismarckiano e beveridgiano, com a distinção entre seguro e assistência cada vez mais diluída. A seguridade social francesa atual abrange três grandes áreas: saúde (seguro saúde e ações sanitárias e sociais), previdência (aposentadorias, pensões e salário maternidade) e assistência à família (um conjunto de 07 prestações financeiras de apoio familiar). As duas primeiras seguem a lógica do seguro contributivo, com benefícios proporcionais à contribuição, enquanto a terceira tem caráter misto (DORION & GUIONNET, 1993; DUMONT, 1995). A expansão e universalização de direitos sociais pela seguridade social é interpretada por Castel (1995 e 2001) como a instituição de uma espécie de “propriedade social”, em contraposição à propri- edade privada. Para este autor, os serviços público coletivos assegu- rados como direito promovem a participação de todos à “coisa pú- blica” e possibilitam garantir aos cidadãos uma certa igualdade, à condição de não confundir igualdade e igualitarismo: “O desenvol- vimento da propriedade social e dos serviços públicos representa assim a realização do programa solidarista contra o individualismo- egoísmo do liberalismo clássico” (CASTEL:1995:309). Desse modo, a seguridade social, ao superar a lógica liberal dos seguros mercantis, possui a potencialidade de transmutar-se em “propriedade social” e constituir-se em um dos principais mecanismos de promoção da igualdade e da cidadania. 12
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Cad. Saúde Pública  vol.25 número10

Cad. Saúde Pública vol.25 número10

Dentre as contribuições especiais estão o exame dos fatos ou das circunstâncias subjacentes à realidade setorial da saúde ou a instigante abertura de margens à interrogação de docentes, pesquisadores e leitores do campo da educação na área da saúde. Pode-se citar a globalização: a massificação neoliberal ou o inédito acesso generalizado à informação, oportunidade de co- nhecimento cada vez maior por um número cada vez maior de pessoas, representando uma entrada mais ve- loz dos grupos sociais às fontes de saber antes represa- das aos detentores de certo padrão de poder. Outra re- ferência, a noção inédita de direitos sociais universais, como aspiração à seguridade social, em que, de um lado, ascende-se à proteção da cidadania, mas, de ou- tro, verifica-se a explosão da oferta de seguros sociais. Oferta essa com uma dupla face: aos segmentos mais abastados, os planos e seguros privados de saúde e pre- vidência; aos mais pobres, planos focais de prevenção ou tratamento de doenças ou agravos e promoção da saúde.
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A Eqüidade, a Universalidade e a Cidadania em Saúde, Vistas sob o Prisma da Justiça

A Eqüidade, a Universalidade e a Cidadania em Saúde, Vistas sob o Prisma da Justiça

O dever de organizar a seguridade social é do poder público, com base em vários objetivos, definidos na própria Constituição, dentre os quais os que visam garantir o pleno exercício do direito à saúde: a universalidade da cobertura e do atendimento; a uniformidade e equivalência dos serviços às populações urbanas e rurais; a seletividade e distributividade na prestação dos serviços; a eqüidade na forma de participação no custeio; a diversidade da base de financiamento; e o caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação da comunidade, em especial dos trabalhadores, empresários e aposentados.
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O LUGAR DO GÊNERO NAS POLÍTICAS DE SEGURIDADE SOCIAL MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL

O LUGAR DO GÊNERO NAS POLÍTICAS DE SEGURIDADE SOCIAL MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL

As políticas sociais brasileiras adotam ou negligenciam a perspectiva de gênero? Sob esta indagação, tendo como foco os serviços básicos do âmbito da Seguridade SocialSaúde, Previdência e Assistência Social − na cidade de São Paulo, o objeto da presente dissertação consistiu em investigar em que medida os programas e serviços sociais governamentais podem contribuir ou não para enfrentar a desigualdade de gênero. O percurso investigativo abrangeu três fases: a inicial exploratória e de construção do referencial teórico-conceitual; a pesquisa empírica, com a realização das entrevistas; e a análise e interpretação dos depoimentos coligidos. O referencial teórico- conceitual contemplou as categorias de Estado, Seguridade Social, patriarcado, gênero, feminismo e poder intrafamiliar. Para a pesquisa empírica, foram selecionados três CRAS – Centros de Referência de Assistência Social, três UBS – Unidades Básicas de Saúde, três APS – Agências da Previdência Social e, adicionalmente, três unidades dos CCM – Centros de Cidadania da Mulher, junto aos quais foram colhidos os depoimentos dos respectivos gestores, com base em roteiro de entrevista semiestruturada. Devido a condicionalidades administrativas, não foi possível realizar uma das entrevistas previstas para as UBS. Com a pesquisa, foram colhidas evidências empíricas de que, a despeito dos avanços e conquistas quanto ao reconhecimento da desigualdade de gênero, as medidas e estratégias adotadas terminam, de modo explícito ou sutil, por reiterar a condição social da mulher enquanto mãe e cuidadora no interior da família, em detrimento de sua individualidade enquanto cidadã, com amplas possibilidades de inserção e protagonismo na vida social, não se restringindo à maternidade. A pesquisa identificou uma dupla tendência quanto à questão estudada. De um lado, o reconhecimento da subordinação das mulheres – representada em grande parte por sua sobrecarga de cuidados familiares e domésticos – o que indica uma possibilidade de mudança no que tange às relações de gênero, na medida em que se reconhece que essas diferenças se convertem em desigualdade. Por outro lado, a clara constatação de que ainda prevalecem os critérios socialmente forjados acerca do que seria considerado próprio e inerente às mulheres e do que se afasta de expectativas historicamente construídas quanto ao seu papel familiar e social, reservando-lhe uma condição de subalternidade e impondo-lhe uma sobrecarga física e emocional no desempenho do referido papel.
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Entidades beneficentes e de assistência social : (re)construção sistêmica de um conceito e os reflexos incidentes sobre a norma imunizante a contribuições para a seguridade social

Entidades beneficentes e de assistência social : (re)construção sistêmica de um conceito e os reflexos incidentes sobre a norma imunizante a contribuições para a seguridade social

Não obstante, mencionada limitação ao poder de tributar (normas constitucionais negativas de competência tributária) há que ser definida e interpretada em função da destinação do tributo exonerado pela garantia da imunidade. Nesse contexto e tendo em conta que os limites da competência para instituir e cobrar contribuições para a seguridade social residem na efetiva afetação do produto da arrecadação à saúde, à previdência e à assistência social (art. 194 da Constituição Federal), a dispensa de determinadas entidades da obrigação atinente a toda a sociedade no custeio da seguridade, por força do princípio da solidariedade (art. 195 da Constituição Federal), somente se justifica na hipótese das entidades suprirem, de alguma forma, a atuação estatal nessa seara.
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POLÍTICAS PÚBLICAS LIGADAS À SEGURIDADE SOCIAL

POLÍTICAS PÚBLICAS LIGADAS À SEGURIDADE SOCIAL

O presente trabalho visa elucidar e pontuar como as políticas públicas voltadas à seguridade social são efetivadas, tecendo considerações sobre a Saúde, Previdência Social e Assistência Social. O constituinte de 1988 concebeu a seguridade social como um conjunto de ações do Estado, por meio de políticas públicas, com o intuito de proporcionar aos cidadãos brasileiros condições mínimas existenciais. É demonstrado através de um estudo interdisciplinar como é o orçamento público e o custeio dos direitos fundamentais, a teoria da reserva do possível e do mínimo existencial.
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A proteção social ao idoso dependente na Seguridade Social Brasileira

A proteção social ao idoso dependente na Seguridade Social Brasileira

O envelhecimento populacional é realidade inconteste em todo o mundo. O Brasil não foge à tendência mundial e, será, em pouco tempo, o sexto país com maior número de idosos do mundo. O aumento da expectativa de vida traz para muitos dos idosos, sobretudo para aqueles com idade igual ou maior que 80 anos, a consequência correlata da necessidade de auxílio para a realização das atividades diárias. Referida vulnerabilidade é conhecida pelo termo dependência. Para estudarmos esse fenômeno analisamos pormenorizadamente a realidade social e jurídica espanhola no tocante à assistência prestada àqueles cidadãos que estejam impedidos e ou com dificuldades de realizarem as atividades básicas do dia-a-dia. Esse país realizou um estudo, publicado sob o nome de Libro Blanco, que radiografa as minúcias da realidade dos idosos de seu país e, ainda, constrói um modelo possível de atendimento a essa população. Procuramos nos demais países pertencentes ao grupo ibero-americano, dentre os quais, os países da América latina e, não encontramos estudos aprofundados, nem tampouco a proteção social a esse contingente populacional. Por outro lado, quando nos debruçamos sobre a legislação brasileira, encontramos mecanismos de proteção, que elevam o percentual de idosos atendidos, pela Seguridade Social, em quase 100% de seu contingente. Porém, não há legislação e ou políticas públicas específicas para o atendimento ao idoso em situação de dependência. Apesar disso, a Constituição Federal Brasileira apresenta, em seu desenho, condições de atender à essa demanda social, dentro da Seguridade Social, isto é, por meio da Saúde, da Previdência Social e da Assistência Social, sem necessidade de alteração constitucional que viabilize o atendimento aos idosos com necessidade de auxílio para a execução das atividades diárias. Concluímos pela necessidade de um levantamento apurado acerca da realidade dos idosos brasileiros que, possa quantificar e qualificar os mesmos, após o que, será possível desenvolver políticas públicas adequadas à essa população. No mais, nos detivemos acerca da efetividade das normas constitucionais de proteção ao idoso dependente, aferindo do texto constitucional que, sim, há previsão de proteção ampla e irrestrita a esse contingente populacional. Porém, a mesma restringe-se a uma proteção de eficácia limitada, o que não significa, prima facie, a não efetividade do direito, mas sim, a necessária atuação legislativa para a consecução dos objetivos perseguidos pelo constituinte. E, ainda, considerando que da promulgação da CF/88 já decorreram 26 anos, propomos a discussão sobre quais são as medidas judiciais cabíveis, passíveis de tornarem realidade o direito à proteção do idoso em situação de dependência.
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SEGURIDADE SOCIAL: UM SISTEMA CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO E DE JUSTIÇA SOCIAL

SEGURIDADE SOCIAL: UM SISTEMA CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO E DE JUSTIÇA SOCIAL

Lapidar, sob todos os aspectos, o magistério de Gilmar Ferreira Mendes, Inocêncio Mártires Coelho e Paulo Gustavo Gonet Branco, cuja lição impende destacar, a propósito do que se tem explanado, que os direitos sociais por excelência são reputados como direitos a prestações materiais, os quais, segundo eles, recebem o rótulo de direitos a prestação em sentido estrito resultante da concepção social do Estado. Desse modo, estão concebidos com o propósito de atenuar desigualdades de fato na sociedade, visando a ensejar que a libertação das necessidades aproveite ao alcance da liberdade efetiva por um maior número de indivíduos. O seu escopo consiste numa utilidade concreta de um bem ou de um serviço. Como exemplos de direitos a prestação material dos direitos sociais têm-se os enumerados no art. 6º da Constituição Federal, a saber, o direito à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à
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Ciênc. saúde coletiva  vol.16 número8

Ciênc. saúde coletiva vol.16 número8

É importante ressaltar que o artigo de debate dá ênfase às interconexões entre saúde e ambiente tratando de forma dinâmica e vívida o tema da intersetorialidade, assunto sempre problemático e difícil de ser concretizado na prática, embora constitua um requisito clássico na concepção do SUS. O texto que inicia o número trata das várias e possíveis interações entre saberes e competências profissionais para a produção de mudanças a favor dos trabalhadores, tomando como exemplo a atuação no setor sucroal- cooleiro. Essa linha de trabalho, e compromisso, que busca construir um conhecimento estratégico capaz de ser utilizado pelos operadores do direito e da vigilância em saúde, e que consegue articulá-lo a favor da qualidade de vida dos trabalhadores, pode ser tomada como uma tendência da produção acadêmica de alguns estudiosos da área.
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O "Sonho de Rose": políticas de saúde pública em assentamentos rurais.

O "Sonho de Rose": políticas de saúde pública em assentamentos rurais.

sobre os detalhes do cotidiano. Esses modos de proce- der, essas artes de fazer, esses usos poéticos formam uma rede antidisciplinar, que é importante mencionar na análise das políticas públicas”. O “usuário” do siste- ma é um microoperador de discursos e práticas, a sua arte consiste em jogar com os acontecimentos para transformá-los em ocasiões (De Certeau, 1994, P. 41-5). O caso do projeto da farmacopéia popular ajuda a ilustrar as relações entre tecnologias de intervenção e as operações contrárias de subversão colocadas em práticas pelos sujeitos que são o alvo dessas políticas. A discussão sobre acesso diferenciado, alteridade cul- tural e desigualdade econômica consegue tencionar o paradigma do universalismo tecnocrático, pois per- mite o deslocamento do olhar do centro de produção econômica e simbólica (as instituições e seus opera- dores), para as margens (os usuários dos serviços). Os projetos de extensão universitária geralmente estão voltados para populações mais pobres, seja no campo ou na cidade. As concepções que orientaram a prática dos intervencionistas estão inseridas em uma políti- ca alternativa e complementar às ações institucionais implementadas pelo governo na área de saúde, como os serviços do Sistema Único de Saúde, ou até mesmo ações dos governos estaduais e municipais.
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INCONGRUÊNCIAS DO ARTIGO 45-A DA LEI Nº 8.212, DE 1991

INCONGRUÊNCIAS DO ARTIGO 45-A DA LEI Nº 8.212, DE 1991

– Outras Receitas (multas, atualização monetária e os juros moratórios); remu- neração recebida pelos serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros (Sesi, Sesc, Senai, etc.).; prestação de outros serviços e fornecimento ou arrendamento de bens – Dataprev – serviço de processamento de dados; receitas patrimoniais – aluguéis – industriais e financeiras; doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; 50% dos valores obtidos e aplicados decorrentes de tráfico de entorpecentes e drogas (parágrafo único do artigo 243 CF/88); 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal; outras receitas previstas em legislação específica; 50% do prêmio do seguro DPVAT (Direito da Seguridade Social (Sergio Pinto Martins, 2002, p. 139-231) (grifei).
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Concepção dos estudantes de enfermagem sobre promoção da saúde relacionada ao uso de substâncias psicoativas.

Concepção dos estudantes de enfermagem sobre promoção da saúde relacionada ao uso de substâncias psicoativas.

A av aliação de cr enças e v alor es env olv idos no at o de cuidar é fundam ent al, assim com o t am bém é n ecessár ia u m a av aliação d a p r át ica p r of ission al assist en cial ( 5 ) . Segu in do est a lin h a de pen sam en t o, t or na- se im pr escindível det er m inar a m elhor m aneir a de r esponder às inum er áv eis m udanças e t endências m undiais que se encont r am afet ando cr it icam ent e a saú d e e b em - est ar d a com u n id ad e. Além d isso, é n ecessár io se d esen v olv er est r at ég ias r ef er en t es à pr om oção da saúde, que abor dem as desigualdades e con fr on t em de for m a per t in en t e as ex igên cias do n ov o m ilên io.
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Pobreza, seguridade e assistência social: desafios da política social brasileira.

Pobreza, seguridade e assistência social: desafios da política social brasileira.

Resumo: Este artigo apresenta resultados parciais de pesquisa sobre o combate à pobreza no Brasil. A principal contribuição do texto está em relacionar determinadas características dos programas de combate à pobreza a categorias teóricas que vem infuenciando o debate sobre política social no contexto contemporâneo. Atenção especial é dada à relação desses programas com a Política Nacional de Assistência Social. Para isso, o artigo parte da hipótese de que houve uma recondução da lógica que inspira a construção das políticas sociais, a partir de uma transformação do estatuto teórico da questão social e de suas formas de enfrentamento. Tal inflexão de sentido aparece no texto pela prioridade da pobreza enquanto categoria de análise, entendida como ausência de capacidades, configurando teórica e metodologicamente um foco individualista de pensar o social, cuja principal fonte teórica é o pensamento de Amartya Sen. Palavras-chave: política social, seguridade social, assistência social, combate à pobreza.
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O Conselho Municipal de Assistência Social de São José do Rio Preto-SP: sua inserção na política de assistência social no município

O Conselho Municipal de Assistência Social de São José do Rio Preto-SP: sua inserção na política de assistência social no município

É importante observar que existem várias maneiras de participação da população junto aos Conselhos. Ambas democracias expressam a soberania popular de maneiras distintas vejamos: na democracia direta, o povo é titular da soberania, responsabilizando pelo seu exercício, enquanto que na democracia representativa, o povo atribui as responsabilidades aos seus representantes. Segundo Bobbio, (1989, p.42), “que todos decidam sobre tudo em sociedade sempre mais complexas como são as modernas sociedades industriais é algo materialmente impossível”. É notável que é impraticável a participação da totalidade da cidadania em todas as questões, salvo, ficássemos conectado a um computador central observando a posição de cada cidadão, e pudesse tornar conhecida a expressão de todas as vontades individuais. Os espaços e momentos que se faz presente, sugerimos que o método democrático seja partilhado igualmente entre elas. A integração de ambas dá-se de caráter auxiliar para a democracia direta, nas palavras de Bobbio, (1979:50), funciona como “corretivo útil para a democracia indireta”.
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Ciênc. saúde coletiva  vol.11 número2

Ciênc. saúde coletiva vol.11 número2

Dois textos destacam a visão das Nações Unidas sobre a violência. Etiene Krug e Lin- da Dahlberg introduzem a violência como um problema mundial de saúde, e o cientista social Paulo Sérgio Pinheiro apresenta passos efetuados para se conhecer a situação mun- dial de violência contra a criança e as formas possíveis de prevenção.

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Política social e democracia: reflexões sobre o legado da seguridade social.

Política social e democracia: reflexões sobre o legado da seguridade social.

Este modelo adequar-se-ia a uma política econômica de corte Keynesiano, que supunha o pleno emprego garantido pela intervenção estatal na economia como condição da efi- ciência do Estado[r]

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Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil

A partir de dados em painel para as regiões rurais dos estados bra- sileiros no período 1995-2005, analisa-se o impacto das aposentadorias da seguridade social na pobreza. Essa análise é realizada controlando- se por outros determinantes da pobreza como o produto agropecuário per capita, a concentração de renda rural medida pelo coeficiente de GINI, os anos médios de estudo e o número de pessoas desocupadas com mais de dez anos de idade. Neste sentido, especifica-se um mo- delo econométrico dinâmico que é estimado pelo Método dos Momen- tos Generalizado-sistema (MMG-sistema) desenvolvido por Arellano e Bover (1995) e Blundell e Bond (1998). Os resultados do modelo per- mitem concluir que os benefícios da aposentadoria per capita não im- pactaram a pobreza rural no Brasil. Os fatores que contribuíram para a diminuição da pobreza rural foram os anos médios de estudo e o pro- duto agropecuário per capita com a predominância do primeiro. Por sua vez, o número de pessoas desocupadas influenciou de maneira posi- tiva a pobreza enquanto a concentração de renda rural não a afetou em nenhuma direção.
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A Seguridade Social e o SUS: re-visitando o tema .

A Seguridade Social e o SUS: re-visitando o tema .

This is a revisit to an article published in the first issue of Saúde e Sociedade, in 1992, done by the author himself. The original article is still up to date, thirteen years after its publication. In the text there is a discussion on the most common arguments in favor and contrary to the ties of SUS (Health System) to the budget and on the main aspects of CPMF (Contribu- tion over Financial Movements), approved to increase financial resources of SUS and the EC (Constitution Amendment) n. 29. The article also discusses recent legal and constitutional changes in tributary and security areas. The conclusion points out that hardly there will be in Brazil an universal health system able to offer integral attention with quality, as in the countries with consolidated welfare state, while social groups with stronger power solve their health services problems out of this system. However it recognizes important advances of SUS that, in spite of its pro- blems, has been kept out of the international sanitary reforms of liberal viewpoint.
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