Top PDF SEGURIDADE SOCIAL: ITÁLIA E BRASIL

SEGURIDADE SOCIAL: ITÁLIA E BRASIL

SEGURIDADE SOCIAL: ITÁLIA E BRASIL

A evolução do direito do trabalho e previdenciário tem características que algumasvezes são comuns em nos diferentespaíses. Isso, particularmente, em matéria de saúde e segurança no trabalho e no sistema da aposentadoria. Nesta perspectiva, a comparação entre a Itália e Brasil pode ser particularmente interessante sob muitos pontos de vista. Com respeito à saúde e segurança no trabalho, a evolução da legislação europeia e italiana permitiu reduzir significativamente o número de acidentes e mortes no trabalho através de algumas medidas que tornaram economicamente rentáveis os investimentosem matéria de saúde e segurança no trabalho. Estes resultados demonstram que a segurança no trabalho pode ser um importante fator de desenvolvimento econômico para o país inteiro. Igualmente interessante para o Brasil é a evolução do sistema da aposentadoria italiana, especialmente em razãodobaixo impacto que as muitas reformas produziram por causa da falta de uma visão de longo prazo.
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Estado, trabalho e seguridade social no Brasil: legados, transformações e desafios

Estado, trabalho e seguridade social no Brasil: legados, transformações e desafios

Além desta breve introdução, este estudo está dividido em três seções. A primeira discorre sobre os vínculos existentes entre a regulação pública do trabalho assalariado e a seguridade social, destacando a importância de se manter esses vínculos intimamente atrelados, principalmente em sociedades como a brasileira, carentes de estatutos capazes de conferir estabilidade para o posto de trabalho. A segunda seção ressalta como a vinculação entre trabalho e seguro social se desdobrou no Brasil em períodos pregressos e recentes, demonstrando a resiliência do arranjo político-normativo que confere sustentação a essa vinculação diante de sucessivas tentativas de reformas desoneradoras do papel do Estado na proteção social. Por fim, a terceira seção salienta a recente recuperação da capacidade do Estado brasileiro de empreender políticas redistributivas mediante uma política acertada de valorização do salário mínimo e, consequentemente, dos benefícios sociais a ele atrelados, ressaltando os desafios atualmente enfrentados pelo sistema de proteção social brasileiro. A última seção conclui o trabalho.
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Da Seguridade Social à intersetorialidade: reflexões sobre a integração das políticas sociais no Brasil.

Da Seguridade Social à intersetorialidade: reflexões sobre a integração das políticas sociais no Brasil.

Este artigo objetiva discutir os principais dilemas que permeiam a implementação da Seguridade Soci- al no Brasil, tomando como foco as trajetórias recen- tes das políticas de saúde e assistência social. Parte- se do entendimento de que, se por um lado, a Seguridade Social, tal como preconizado na Carta de 1988 ( BRASIL , 2002), esbarra em viscerais obstácu- los de ordem política e econômica para sua implementação, por outro, o modelo descentralizado, sob o qual passa a operar o sistema de proteção so- cial, recoloca a questão da integração das políticas sociais a partir do esteio dos problemas enfrentados no contexto do que se convencionou chamar a “pon- ta do sistema”. Assim, ainda que “recalcado”, o pro- blema da necessidade da integração retorna, uma vez que as áreas de política social que mais avançaram na direção de um novo arcabouço político-institucional (como o caso da saúde) se deparam hoje com limites estruturais da sociedade brasileira que necessitam de enfrentamento intersetorial, através da conformação de uma rede de proteção social.
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Finanças, fundo público e financiamento da Seguridade Social no Brasil.

Finanças, fundo público e financiamento da Seguridade Social no Brasil.

No Brasil, a Constituição de 1988 estabeleceu, no artigo 194, que a seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social, tendo como princípios a universalidade, diversidade da base de financiamento, o caráter democrático e descentralizado da administração e gestão participativa, dentre outros. A política de seguridade social passaria a ser financiada anualmente por toda a sociedade, indistinta- mente, de forma direta e indireta, na forma da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios e de contribuições sociais do empregador, trabalhador e sobre a receita de concursos de prognósticos (BRASIL, 1988). O estabelecimento de fontes de financiamento, a partir de 1988, assegurou, constitucionalmente, recursos para a implantação das políticas sociais brasileiras, amplian- do a importância do fundo público e do Estado brasileiro na resolução dos conflitos sociais e econômicos advindos do modo de produção capitalista. O fundo público passou a assumir cada vez mais importância no capitalismo contemporâneo e está presente na reprodução do capital e da força de trabalho, conforme Salva- dor (2010), das seguintes maneiras: a) como fonte importante para a realização do investimento capitalista, por meio de subsídios, de desonerações tributárias, por incentivos fiscais e pela redução da base tributária da renda do capital; b) viabilizando a reprodução da força de trabalho, por meio de salários indiretos, reduzindo custo do capitalista na sua aquisição; c) assegurando recursos orçamentários para investimentos em meios de transpor- te e infraestrutura, nos gastos com investigação e pesquisa, além dos subsídios e renúncias fiscais para as empresas; e, d) transferindo recursos sob a forma de juros e amortização da dívida pública para o capital financeiro, em especial para a classe dos rentistas.
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A efetividade da seguridade social no Brasil a partir da Constituição Federal de 1988

A efetividade da seguridade social no Brasil a partir da Constituição Federal de 1988

No Brasil, a partir da Constituição Federal de 1988, estabeleceu-se uma sistematização da seguridade social, com evidente conteúdo programático a considerar os desígnios dos direitos sociais (educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados, todos previstos no art. 6.º). Esta sistematização ocorreu pela ruptura com um Estado ditatorial e assunção dos preceitos do Estado de Direito Social, que estabelece garantias ao indivíduo, conquistadas na esteira da evolução dos direitos sociais, como direitos de segunda geração, na classificação de Norberto Bobbio. O Direito Previdenciário, a partir do texto constitucional de 1988, se estabelece como um novo ramo do Direito Público, separando-se do estudo conjunto com o Direito do Trabalho, uma vez que congrega o estudo de princípios e matérias específicas em relação à seguridade social. A efetividade da seguridade social no Brasil, a partir de 1988, portanto, perpassa pela consecução dos programas estabelecidos pelo Poder Constituinte originário, através da capacidade orçamentária e da lisura dos gastos públicos.
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Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil.

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil.

Conforme Tafner (2006), no debate público com respeito à seguridade social no Brasil, tem-se duas correntes contraditórias: os que defendem o sistema vigente, afirmando que seus efeitos sociais são importantes e ajudam a reduzir a pobreza e aqueles que, embora reconheçam os efeitos positivos ocor- ridos no combate à pobreza, consideram que esses efeitos hoje são inexistentes e indicam que os custos e as falhas das ações governamentais tendem mesmo a comprometer a existência futura do sistema. O dissenso é a marca do debate.

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Seguridade Social no Brasil

Seguridade Social no Brasil

No entanto, no contexto do MS, prosseguiam as discussões sobre a Lei Orgânica da Saúde (LOS), bem como as pressões para a passagem do INAMPS para o Ministério da Saúde. Na realidade, os reformistas da saúde se articularam na defesa da unificação INAMPS/MS e, sobretudo, pela continuidade do projeto de reforma do sistema de saúde. Promoveram, então, uma reordenação da política do MS centrada no abandono de uma estratégia que privilegiava a construção da Seguridade Social, tal como concebida na Constituição de 1988. Esta postura dos reformistas da saú- de marcou um primeiro rompimento do acordo político que presidiu à in- corporação do capítulo da seguridade na Constituição de 1988. Este rom- pimento derivou de uma situação política específica configurada no período: o MPAS e o INAMPS estavam sendo conduzidos por dirigentes compromissados com o bloco político conservador de Sarney e, portanto, desinteressados na efetivação da seguridade social no Brasil, o que difi- cultava o encaminhamento deste projeto.
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Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil

Conforme Tafner (2006), no debate público com respeito à seguridade social no Brasil, tem-se duas correntes contraditórias: os que defendem o sistema vigente, afirmando que seus efeitos sociais são importantes e ajudam a reduzir a pobreza e aqueles que, embora reconheçam os efeitos positivos ocor- ridos no combate à pobreza, consideram que esses efeitos hoje são inexistentes e indicam que os custos e as falhas das ações governamentais tendem mesmo a comprometer a existência futura do sistema. O dissenso é a marca do debate.

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O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

Outro instrumento da política econômica a impor limites ao controle democrático do orçamento da Seguridade Social é a Desvinculação de Recursos da União (DRU). A DRU estará diretamente relacionada à estratégia de ajuste fiscal em curso no país e que tem seus antecedentes na criação do Plano Real, em 1993. Na época o governo criou o Fundo Social de Emergência (FSE), permitindo a desvinculação de 20% das receitas arrecadadas pela União. De acordo com Soares (2001), a origem desse instrumento na América Latina segue as recomendações do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no contexto de ações meramente emergenciais, temporárias, de combate à pobreza e para financiar os projetos e programas, tanto públicos como não governamentais, destinados aos pobres “estruturais” e aos “novos pobres” afetados pelo ajuste econômico neoliberal.
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Prevalência de benefícios de seguridade social temporários devido a doença respiratória no Brasil.

Prevalência de benefícios de seguridade social temporários devido a doença respiratória no Brasil.

A avaliação dos benefícios por doenças espe- cíficas e ramos de atividade econômica mostra que as pneumonias predominaram nos grupos “fabricação de outros equipamentos de trans- porte” (13,48), “limpeza urbana e esgoto” (5,69) e “fabricação de produtos do fumo” (4,26). A asma incidiu mais nos trabalhadores dos grupos “fabricação de produtos do fumo” (7,44), “fabri- cação de móveis e indústrias diversas” (6,54), “confecção de artigos de vestuário e acessórios” (4,85) e “fabricação de produtos têxteis” (4,34). A DPOC esteve associada a “fabricação de produtos do fumo” (6,91), “fabricação de produtos de madeira” (4,00), “limpeza urbana e esgoto” (2,69), “fabricação de produtos minerais não-me- tálicos” (2,63) e “construção” (2,18). As doenças das cordas vocais e laringe estiveram presentes em “atividade de informática e conexas” (12,06), “atividades de intermediação financeira” (4,63), “administração pública, defesa e seguridade social” (3,22) e “educação” (3,18; Tabela 4).
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Privatização da seguridade social no Brasil: um enfoque em equilíbrio geral computável

Privatização da seguridade social no Brasil: um enfoque em equilíbrio geral computável

No caso de fmanciamento total com dívida, o surgimento de níveis diferentes de dívida para cada nível de capitalização implicaria em taxas reais de juros mais elevadas que d[r]

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Proteção social e seguridade social no Brasil: pautas para o trabalho do assistente social.

Proteção social e seguridade social no Brasil: pautas para o trabalho do assistente social.

A assistência social, política pública de proteção social, opera por um sistema único federativo, o Suas, em implantação em todo o território nacional. Como a saúde sua condição de política de proteção social é distinta da forma de seguro social. Organizada em dois níveis de proteção, a básica e a especial, desenvolve sua ação por meio de serviços e benefícios para o acesso de pessoas e famílias demandantes de proteção social face a agravos de fragilidades próprias do ciclo de vida humano, pela presença de deiciências, decorrentes de vitimizações, por violência, por desas‑ tres ambientais, pela presença de discriminação, pela defesa da sobrevivência e de direitos humanos violados. Seu processo de trabalho tem centralidade relacional, e opera com escuta qualiicada, construção de referências, acolhida, convívio, relações familiares, relações sociais de âmbito coletivo com abrangência territorial, opera oferta de seguranças sociais. O escopo de suas atenções envolve situações humanas complexas que incluem abandono, violência em variadas faixas etárias, com inci‑ dência de gênero e de formas de ocorrência dentro e fora da família, restauração de padrões de dignidade, resgate de vida social de pessoas de diferentes faixas etárias vivendo nas ruas, adolescentes em medidas socioeducativas.
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Rev. katálysis  vol.18 número2

Rev. katálysis vol.18 número2

favorecer as finanças e assegurar elevados níveis de superávit primário para garantir os compromissos refe- rentes à dívida pública, tem sido mais agressivo na redução dos investimentos em políticas sociais universais e na seletividade do acesso aos direitos. As políticas sociais com perspectivas universalizantes, como a seguridade social no Brasil, que envolve direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social, têm sofrido acentu- adas mutilações, seja pela negação de seus princípios universalizantes e do controle social democrático, redu- ção e limites de acesso aos direitos, seja pelos desvios dos recursos, renúncias fiscais ou cortes nos investimen- tos. As Medidas Provisórias n. 664 e 665 de 30 de dezembro de 2014, convertidas respectivamente nas leis n. 13.135 e 13.134, em junho de 2015, como parte do ajuste fiscal do governo brasileiro, seguem essa direção. Sob a justificativa de “corrigir distorções” e “assegurar a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da previdência social”, modificaram a pensão por morte, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, seguro-desemprego, abono salarial e o seguro-defeso, minimizando seus valores e acesso.
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Seguridade Social, Cidadania e Saúde :: Brapci ::

Seguridade Social, Cidadania e Saúde :: Brapci ::

Os três capítulos seguintes enfocam a estrutura fiscal e a questão do financiamento da seguridade social no Brasil. O texto de Jose Roberto Afonso e Gabriel Junqueira (Reflexões a respeito da interface entre seguridade social e fiscalidade no Brasil) discute as repercussões da política fiscal no comportamento dos gastos sociais do país. Desequilíbrio nas relações entre os entes federativos, priorização de benefícios sociais em detrimento das políticas universais, predominância das contribuições sociais como principal fonte de arrecadação financeira e o caráter regressivo do padrão tributário brasileiro (onerando os mais pobres e a classe média) foram algumas questões salientadas nesse debate. Ao mesmo tempo em que percebe as contribuições sociais criadas pela Constituição de 1988 como fundamentais para a subseqüente promoção da expansão dos gastos sociais, o texto destaca a imperiosa necessidade de reconhecer que elas “estão na raiz das principais distorções da estrutura de financiamento do Estado brasileiro” (p. 135). Assim, no momento em que a reforma tributária está na pauta da agenda governamental, o autor sugere ser essa uma “oportunidade de pensar sobre um projeto, uma estratégia nacional de desenvolvimento econômico” (p. 135).
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A APLICAÇÃO DOS RECURSOS DA SEGURIDADE SOCIAL

A APLICAÇÃO DOS RECURSOS DA SEGURIDADE SOCIAL

A diminuição no custeio de recursos da Seguridade, por estes desvios, interfere automaticamente na contrapartida das quantias a serem aplicadas no pagamento de benefícios. Essa interferência provoca a propaganda sobre o falso déficit da Seguridade, e preconceitos quanto à possibilidade de aumento do valor dos benefícios. Faltando recursos, em contrapartida faltarão verbas para os benefícios, afetando, em maior ou menor grau, a família brasileira. E com a base da sociedade - conforme a letra do artigo 226 da Constituição Federal -, atingida pelo desrespeito à regra da contrapartida, a capacidade laboral de cada membro da família pode sofrer influência negativa. Trata-se de risco social caracterizado pela possível eclosão da diminuição no nível de vida dessas pessoas. Com muitas famílias atingidas, a produção econômica pode ser prejudicada. Por meio da interpenetração dos sistemas Direito-Economia, o revés econômico a partir daí experimentado, dependendo da escala em que ocorrer, é capaz de ameaçar a Ordem Social, em suma, ameaçar todo o Brasil.
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Aprender línguas estrangeiras no século XXI: teletandem através do skype

Aprender línguas estrangeiras no século XXI: teletandem através do skype

Resumo: Se aprender línguas estrangeiras sempre fez sentido numa Europa plural, a várias vozes, hoje então torna-se porventura ainda mais pertinente. Mas, num mundo global, em que se esbatem distâncias físicas e barreiras temporais, a dificuldade poderá passar pela escolha de como aprender, e ensinar, neste caso, línguas. Assim, pretendemos apresentar uma experiência inovadora no ensino- aprendizagem de línguas estrangeiras, o teletandem através do skype, que pelas suas potencialidades pode ser utilizado quer em situações formais, quer informais. Contudo, no âmbito deste texto reportamo-nos ao projeto teletandem Brasil/Itália, um contexto formal, nomeadamente com estudantes da Universidade de Salerno (Itália) e da Universidade Estadual Paulista de Assis (Brasil).
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Pobreza, seguridade e assistência social: desafios da política social brasileira.

Pobreza, seguridade e assistência social: desafios da política social brasileira.

Resumo: Este artigo apresenta resultados parciais de pesquisa sobre o combate à pobreza no Brasil. A principal contribuição do texto está em relacionar determinadas características dos programas de combate à pobreza a categorias teóricas que vem infuenciando o debate sobre política social no contexto contemporâneo. Atenção especial é dada à relação desses programas com a Política Nacional de Assistência Social. Para isso, o artigo parte da hipótese de que houve uma recondução da lógica que inspira a construção das políticas sociais, a partir de uma transformação do estatuto teórico da questão social e de suas formas de enfrentamento. Tal inflexão de sentido aparece no texto pela prioridade da pobreza enquanto categoria de análise, entendida como ausência de capacidades, configurando teórica e metodologicamente um foco individualista de pensar o social, cuja principal fonte teórica é o pensamento de Amartya Sen. Palavras-chave: política social, seguridade social, assistência social, combate à pobreza.
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A proteção social ao idoso dependente na Seguridade Social Brasileira

A proteção social ao idoso dependente na Seguridade Social Brasileira

O envelhecimento populacional é realidade inconteste em todo o mundo. O Brasil não foge à tendência mundial e, será, em pouco tempo, o sexto país com maior número de idosos do mundo. O aumento da expectativa de vida traz para muitos dos idosos, sobretudo para aqueles com idade igual ou maior que 80 anos, a consequência correlata da necessidade de auxílio para a realização das atividades diárias. Referida vulnerabilidade é conhecida pelo termo dependência. Para estudarmos esse fenômeno analisamos pormenorizadamente a realidade social e jurídica espanhola no tocante à assistência prestada àqueles cidadãos que estejam impedidos e ou com dificuldades de realizarem as atividades básicas do dia-a-dia. Esse país realizou um estudo, publicado sob o nome de Libro Blanco, que radiografa as minúcias da realidade dos idosos de seu país e, ainda, constrói um modelo possível de atendimento a essa população. Procuramos nos demais países pertencentes ao grupo ibero-americano, dentre os quais, os países da América latina e, não encontramos estudos aprofundados, nem tampouco a proteção social a esse contingente populacional. Por outro lado, quando nos debruçamos sobre a legislação brasileira, encontramos mecanismos de proteção, que elevam o percentual de idosos atendidos, pela Seguridade Social, em quase 100% de seu contingente. Porém, não há legislação e ou políticas públicas específicas para o atendimento ao idoso em situação de dependência. Apesar disso, a Constituição Federal Brasileira apresenta, em seu desenho, condições de atender à essa demanda social, dentro da Seguridade Social, isto é, por meio da Saúde, da Previdência Social e da Assistência Social, sem necessidade de alteração constitucional que viabilize o atendimento aos idosos com necessidade de auxílio para a execução das atividades diárias. Concluímos pela necessidade de um levantamento apurado acerca da realidade dos idosos brasileiros que, possa quantificar e qualificar os mesmos, após o que, será possível desenvolver políticas públicas adequadas à essa população. No mais, nos detivemos acerca da efetividade das normas constitucionais de proteção ao idoso dependente, aferindo do texto constitucional que, sim, há previsão de proteção ampla e irrestrita a esse contingente populacional. Porém, a mesma restringe-se a uma proteção de eficácia limitada, o que não significa, prima facie, a não efetividade do direito, mas sim, a necessária atuação legislativa para a consecução dos objetivos perseguidos pelo constituinte. E, ainda, considerando que da promulgação da CF/88 já decorreram 26 anos, propomos a discussão sobre quais são as medidas judiciais cabíveis, passíveis de tornarem realidade o direito à proteção do idoso em situação de dependência.
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POLÍTICAS PÚBLICAS LIGADAS À SEGURIDADE SOCIAL

POLÍTICAS PÚBLICAS LIGADAS À SEGURIDADE SOCIAL

Dentro das relações de poder, intrínsecas ao Estado, surge a figura proeminente do Judiciário, hoje o poder em voga no Brasil, já que está em curso uma gradativa execução de uma forma de ativismo judicial, capitaneado pelo STF, ou seja, diante da clara impossibilidade da existência de vácuo de poder, decorrente diretamente de um legislativo inoperante, dominado por escândalos de corrupção, bem como de um executivo anabolizado, que busca dominar politicamente todas as esferas de poder. Surge a figura protagonista dos tribunais e de magistrados que aos poucos buscam limitar os excessos praticados pelas administrações, assim como suprir a ausência de definições legislativas que deveriam acompanhar os avanços econômicos, sociais e científicos. 18
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A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

como principais propagadores instituições como o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), criado em 1976, “a partir da iniciativa de filiados do então Partido Comunista do Brasil (PCB)” (Elias, 1997, p. 195). Além do Cebes, é digna de nota a participação de profissionais e políticos de esquerda, com articulações internacionais, bem como de membros de centrais sindicais, de entidades associativas de trabalhadores da área e de movimentos populares. Grande parte dos profissionais mencionados ocupava postos importantes no Ministério da Saúde (MS) e no Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) – o que lhes propiciava conhecimento da máquina governamental e, conseqüentemente, condições privilegiadas para problematizar a situação da saúde e incluí-la, como questão politicamente trabalhada, na agenda pública. Tratava-se, portanto, de uma elite profissional, de atores estrategicamente situados, dotados de recursos políticos para transformar problemas em questão (Oszlak e O’Donnell, 1976), a ponto de angariarem para as suas propostas ampla legitimidade. Disso se ressentiu a previdência e, especialmente, a assistência social, a qual, nas palavras de Almeida (1996, p. 25), não contou com “uma elite profissional que fosse capaz de nuclear e dar rumo a uma coalizão mudancista e que aliasse clara concepção do novo modelo
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