Top PDF O serviço social diante ao HIV/AIDS: uma análise dos condicionantes sociais e do trabalho profissional.

O serviço social diante ao HIV/AIDS: uma análise dos condicionantes sociais e do trabalho profissional.

O serviço social diante ao HIV/AIDS: uma análise dos condicionantes sociais e do trabalho profissional.

O presente trabalho monográfico resulta de experiências vivenciadas durante o período de estágio em Serviço Social no Programa Municipal IST/AIDS – CDIP (Centro de Doenças Infecto-parasitárias), no município de Campos dos Goytacazes – RJ. Possui o objetivo de analisar as correlações entre as expressões da questão social e o HIV/Aids; as políticas públicas relativas ao HIV/Aids; o trabalho do Serviço Social diante as demandas socioeconômicas relacionadas a esta infecção. Foi realizada pesquisa bibliográfica sobre os temas: determinantes sociais em saúde, histórico do HIV/Aids no Brasil, políticas públicas referentes ao HIV/Aids no Brasil, Serviço Social. Também foi realizado pesquisa em banco de dados (Datasus) sobre a incidência do HIV/Aids no Brasil. Em seus resultados é registrado que a infecção por HIV/Aids é fortemente condicionada por fatores socioeconômicos tanto no que diz respeito à transmissão quanto ao seu tratamento. Também apresenta a alta incidência de HIV/Aids entre os brasileiros independente de idade, sexo, cor e região de moradia. No entanto, observa-se um controle da mortalidade por Aids, o que sinaliza para o bom desempenho de serviços de saúde destinados a este controle. Assim, a política pública relativa ao HIV/Aids vem alcançando os seus propósitos no que diz respeito ao tratamento, mas a prevenção ainda se constitui um desafio. O Serviço Social, tendo como seu objeto de trabalho as expressões da questão social, atua a fim de contribuir para a efetivação do direito a saúde em sua dimensão ampliada, cabendo a estes acolher, informar, aconselhar, desenvolver ações educativas e viabilizar direitos para pessoas que vivem com HIV/Aids.
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Protagonismo de mulheres com HIV/AIDS: contribuições do trabalho de assistentes sociais

Protagonismo de mulheres com HIV/AIDS: contribuições do trabalho de assistentes sociais

6 “[...] projeto hegemônico entre os anos de 1975 a 1979. É uma das vertentes do conservadorismo na profissão, realizando sua reatualização diante das bases do projeto tradicional. Sua teleologia aponta para a ajuda psicossocial no cuidado e na compreensão da pessoa, sem questionamentos da ordem social. Sua dimensão ética pauta-se em valores humanista-cristãos com base no neotomismo e no personalismo, tendo como centro a pessoa, tomada de maneira abstrata, individualista e “universal”, retomando alguns aspectos do pensamento conservador presentes desde o projeto tradicional. Tem como referência teórica/filosófica a fenomenologia, compreendendo o Serviço Social como profissão que interfere nas subjetividades, propiciando ao indivíduo sua tomada de consciência para sua transformação. Não se coloca em pauta a questão social, pois os indivíduos são vistos de maneira transclassista e o trabalho profissional deve levar em conta apenas o que se apresenta à consciência do ser na relação com a consciência do outro ser. Para tanto, propõe uma metodologia de intervenção, que ficou conhecida como método compreensivo, pautada no tripé: pessoa-diálogo-transformação. Politicamente, expressa sua vinculação ao projeto societário capitalista, tendo influência em apenas um congresso do Serviço Social brasileiro, gerando um documento (o de Sumaré) e apontando na direção da contribuição profissional com a ordem social vigente ao não criticá- la e nem propor sua transformação”. (CARDOSO, 2013, p.150 e 151)
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O serviço social diante da inclusão social da pessoa com deficiência: uma análise com ênfase na participação familiar

O serviço social diante da inclusão social da pessoa com deficiência: uma análise com ênfase na participação familiar

O presente trabalho analisa a atuação do Serviço Social, cuja principal e primeira meta é a inclusão escolar, diante do processo de inclusão de crianças e de adolescentes com deficiência na sociedade. Seu desdobramento envolveu o resgate da trajetória histórico-social da deficiência, com elementos internacionais e nacionais, sinalizando a exclusão vivenciada, mas também o desenvolvimento de direitos sociais voltados para as pessoas com deficiência. É destacada a participação das famílias e seus limites diante da pobreza e da vulnerabilidade social, que se somam à presença da deficiência. Esta realidade é associada ao perfil de famílias atendidas pela Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais (APAPE) de Campos dos Goytacazes/RJ, com informações socioeconômicas e sobre a composição familiar. Esta instituição foi o locus da intervenção profissional do serviço social abordada na segunda parte deste trabalho de conclusão de curso. Acerca dele, são analisadas as frentes de atuação e as estratégias interventivas utilizadas pelo serviço social, ressaltando suas competências profissionais e suas atribuições privativas, com vistas à garantia de direitos sociais. A elaboração desse estudo ocorreu a partir da realização de pesquisa bibliográfica e utilização de registros de diários de campo, produzidos durante o estágio supervisionado em serviço social que foi realizado na APAPE da cidade mencionada. Sua análise fundamenta-se na teoria Marxista, que promove o desvelar do real em busca da essência dos fenômenos sociais, reconhecendo a construção histórica feita pelos homens e as contradições da sociedade, assim como prevendo a associação de aspectos macrossociais aos microssociais – que, no caso deste trabalho, foram os próprios ao contexto da APAPE. Como resultado, foi possível identificar a importância dela enquanto instituição e do Serviço Social enquanto campo de atuação, por ser o elo entre famílias, crianças/adolescentes e instituição – escutando, reconhecendo demandas e intervindo no sentido da garantia de direitos sociais.
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O Serviço Social e a exclusão/inclusão social dos portadores de HIV/AIDS :demandas e desafios nos hospitais públicos

O Serviço Social e a exclusão/inclusão social dos portadores de HIV/AIDS :demandas e desafios nos hospitais públicos

A pesquisa apresenta o trabalho desenvolvido pelo Serviço Social com os portadores de HIV/AIDS excluídos socialmente, nos hospitais públicos do Estado do Rio Grande do Norte (RN). Objetiva identificar e analisar as demandas postas pelo portador ao profissional do Serviço Social e os desafios que os mesmos enfrentam para atendê-las. Privilegia, do ponto de vista metodológico, a abordagem qualitativa e quantitativa, com aplicação de questionários, observação direta, entrevistas semi-estruturadas e leitura bibliográfica. A coleta dos dados foi realizada com doze (12) Assistentes Sociais que trabalham nos Hospitais: Giselda Trigueiro, em Natal (7) e Rafael Fernandes, em Mossoró (5). A hipótese central que orientou a pesquisa é que o processo de exclusão/inclusão social vivenciado pelo portador de HIV/AIDS na sociedade resulta em demanda profissional para o Serviço Social inserido na área da saúde pública, especificamente, nos hospitais públicos de referência no atendimento ao portador; e que, ao responder às demandas os profissionais enfrentam desafios, em razão da precariedade dos serviços de saúde e da complexidade social que envolve a epidemia do HIV/AIDS. Os resultados apontam que, de fato, a epidemia do HIV/AIDS, em razão do processo de exclusão/inclusão social ao qual está subjugado o portador na sociedade, resulta em demanda para o assistente social nos hospitais. Estas se acentuam principalmente pela condição de vida do usuário, por causa da crescente pauperização no contexto da epidemia. Nesse sentido, o assistente social, na tentativa de responder a essa demanda, encontram desafios concretos de duas naturezas: a doença em si, por todos os aspectos sociais negativos que fazem parte do cotidiano dos portadores; e a situação de precariedade em que se encontra o serviço de saúde pública no Estado do RN, uma vez que as condições de trabalho são insatisfatórias.
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Representações sociais de mulheres que vivem com o HIV/aids sobre aids, HIV e cuidado de enfermagem

Representações sociais de mulheres que vivem com o HIV/aids sobre aids, HIV e cuidado de enfermagem

A investigação baseia-se no pressuposto de que o cuidado de enfermagem às mulheres que vivem com o HIV/aids, em unidade ambulatorial especializada, contribui para o enfrentamento da infecção/doença. Trata-se de pesquisa quanti- qualitativa fundamentada na Teoria das Representações Sociais, com os objetivos de analisar o conteúdo das representações sobre o cuidado de enfermagem e apreender as Representações Sociais de mulheres que vivem com o HIV/ aids sobre aids e HIV. Após aprovação do projeto pelo CEP/UFBA foram investigadas, entre julho a dezembro de 2012, 50 mulheres que vivem com o HIV/ aids, cadastradas em unidades ambulatoriais especializadas, situadas em Salvador-BA. A produção dos dados se deu pela aplicação do Teste de Associação Livre de Palavras e da entrevista. O material produzido foi submetido ao processamento, pelo software Tri- Deux-Most, e através da Análise Fatorial de Correspondência evidenciadas as representações de medo, morte, doença maldita, incurável, discriminação, tratamento, magreza e grupos de risco para os estímulos indutores HIV e aids. O conteúdo das entrevistas foi analisado pela técnica de Análise de Conteúdo Temática. A articulação entre as informações através das duas técnicas resultou na elaboração das categorias temáticas: 1. A importância da informação para a prevenção do HIV/ aids e o enfrentamento da infecção/doença; 2. Repercussões da discriminação social no cotidiano das pessoas que vivem com o HIV/ aids; 3. O (des)cuidar de enfermagem para o enfrentamento da infecção pelo HIV/ aids. Os dados revelaram: insegurança pela maioria das participantes quanto ao conhecimento sobre o agravo; impacto diante da revelação da soropositividade com manifestações de emoções negativas; situações de violência institucional cometidas por profissionais de saúde; invisibilidade do cuidado de enfermagem em unidade ambulatorial; pouca visibilidade para ações de cuidado de enfermagem, inclusive a divulgação de informações; discriminação dificulta o enfrentamento da infecção/doença; lacuna entre o cuidado de enfermagem idealizado pelas participantes e a práxis do cuidar realizado por estes profissionais. As representações do grupo estudado sobre o HIV/ aids evidenciam a necessidade de redirecionamento da prática de enfermagem pautada no princípio da humanização da assistência, visando ao atendimento das especificidades de cada cliente, de acordo com a realidade do serviço e da comunidade. Ademais, fica evidente a necessidade da implementação das ações educativas buscando contribuir para a ressignificação das representações que a clientela possui sobre a infecção pelo HIV/ aids.
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Uma análise da atuação do/da profissional de serviço social: identidade e autonomia diante das demandas relacionadas as ONGs

Uma análise da atuação do/da profissional de serviço social: identidade e autonomia diante das demandas relacionadas as ONGs

Com as transformações que o mundo passava em decorrer do projeto neoliberal, houve um processo expansivo de precarização no atendimento das necessidades sociais. No decorrer dessas transformações o Estado transfere para o terceiro setor a sua responsabilidade de atender as necessidades sociais da população. Neste sentido as ONGs surgem, na década de 90, como expressões da sociedade civil organizada, tornando-se um novo mercado de trabalho para as/os assistentes sociais. Assim nosso artigo tem o intuito de problematizar o exercício profissional da/do assistente social na Associação de Apoio aos Portadores de Câncer Esperança e Vida (AEV), município de Campina Grande (PB), identificando seus limites e suas possibilidades no decorrer de sua atuação como profissional. Nossa pesquisa tomou como referencial o método histórico-dialético. O trabalho que ora se desenha é derivado da experiência de estágio Curricular na AEV, nos anos de 2010 a 2011. Trata-se de uma pesquisa do tipo exploratória e bibliográfica, tendo como instrumento para coleta de dados a realização de entrevistas a cinco usuárias no intuito de conhecer a opinião destes sobre a atuação do Serviço Social, e com a assistente social da AEV. Constatou-se assim que existe um forte vínculo entre o Serviço Social e seus usuários.
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O PROCESSO DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL: uma análise organizacional

O PROCESSO DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL: uma análise organizacional

Na área empresarial, as relações de exploração e de poder são mais evidentes, bem como a correlação de forças que favorecem a dependência, a opressão e submissão dos trabalhadores. Diante dessa realidade, o Serviço Social tem uma especificidade no seu processo de trabalho de enfrentamento dessa realidade social. No atendimento das diversas demandas colocadas aos profissionais, o “olhar” é direcionado a coletividade, articulando relações e redes sociais com as organizações de classe, com as relações institucionais, fortalecendo essas organizações sociais, em defesa da democracia participativa e da cidadania coletiva. Assim, o assistente social é inserido na empresa como administrador de benefícios e serviços que mantenham as condições necessárias à produtividade. Ao mesmo tempo, ressalta-se dentro de uma perspectiva crítica-dialética que o profissional pode atuar nesse campo visando à defesa de direitos, melhores condições de trabalho, preservação da saúde e segurança, tendo o trabalho como emancipador de sujeitos sociais.
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Serviço social e HIV/AIDS: uma análise da prática profissional no serviço de assistência especializada em HIV/AIDS e hepatites virais (SAE) do município de Campina Grande - PB

Serviço social e HIV/AIDS: uma análise da prática profissional no serviço de assistência especializada em HIV/AIDS e hepatites virais (SAE) do município de Campina Grande - PB

A gente trabalha com a questão da adesão, palestras, através da conversa individual, da orientação, paciente família quando necessário, ou quando eles nos procuram. A gente faz o atendimento, [...]faz o cadastro, ai faz o acompanhamento individual com todas as orientações, palestras, faz a visita domiciliar quando necessário,acompanha na unidade hospitalar a gente também faz, comemora as datas especificas no calendário pra de forma informativa trabalhar a auto estima deles, a integração dele no segmento social é por ai, palestra, conversação, dinâmica, entrevista, trabalho em grupo. E a maior dificuldade é essa, é o paciente não aceitar a patologia, certo? E com isso dificulta o tratamento, e um dos pontos também que interfere com relação ao paciente é a questão da discriminação do preconceito. Também faltam recursos adequados pra fazer um trabalho melhor com eles. Então a gente trabalha em palestra com recursos da gente, porque a gente não tem uma televisão adequada,nós não temos um retro projetor, um data show, músicas, um som pra botar músicas pra fazer um trabalho mais... nós não temos, a gente tem que arregaçar as mangas e trabalhar com o que tem (Entrevista de nº. 01).
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Representações Sociais de profissionais de saúde sobre a aids e práticas de cuidado em HIV/AIDS

Representações Sociais de profissionais de saúde sobre a aids e práticas de cuidado em HIV/AIDS

em saúde’, para o subgrupo formado pelas(os) médicas(os) constituem o núcleo central da representação: ‘luta e reconhecimento’. As evocações hierarquizadas e processadas pelo Tri-deux-Mots revelaram que profissionais de serviços ambulatoriais ligados a unidades hospitalares representam a aids como ‘morte, sofrimento, falta de cuidado e tratamento’ e o cuidado como ‘tratamento e adesão ao tratamento’, evidenciando aspectos negativos que se contrapõem aos conhecimentos e avanços científicos constatados nas práticas de cuidado através do tratamento ofertado à doença. Os conteúdos e estruturas das representações sociais para os dois objetos propostos: aids e cuidado, a partir de elementos que os aproximaram do contexto sócio-histórico e cultural dos profissionais, possibilitaram distinguir influências advindas do cotidiano do cuidar e às normativas implantadas pelas políticas públicas adotadas no Brasil. Acreditamos que a incorporação das políticas sejam significativas também para os usuários, o que apontaria possibilidades, de formas de cuidar cotidianamente, respeitando-se cada vez mais as subjetividades inerentes ao tema.
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Representações sociais de homens infectados pelo HIV acerca da AIDS

Representações sociais de homens infectados pelo HIV acerca da AIDS

O processo histórico-epidemiológico da aids envolve as formas pelas quais a sociedade constrói os conhecimentos, as representações, as crenças e os significados conferidos à doença, à prevenção e à promoção da saúde, além daqueles conferidos à tecnologia colocada à disposição para seu enfrentamento. Sendo assim, nesta pesquisa pretende-se investigar como homens vivendo com HIV/aids representam a doença atualmente. Este estudo está inserido no projeto de pesquisa “Fatores Determinantes da Aderência ao Tratamento Anti-retroviral em Indivíduos Infectados pelo HIV/aids, em Belo Horizonte, Uma Abordagem Quantitativa e Qualitativa” - (Projeto ATAR - Adesão ao Tratamento Anti-retroviral), desenvolvido pelo Grupo de Pesquisas e Estudos em Epidemiologia e Avaliação em Saúde (GPEAS) e financiado pelo Ministério da Saúde. Foram analisadas 22 entrevistas, realizadas entre 2001 e 2003, com homens infectados pelo HIV/aids, acompanhados em dois serviços de referência para HIV/aids de Belo Horizonte, o Centro de Treinamento e Referência de Doenças Infecto Parasitárias - CTR-DIP Orestes Diniz e o ambulatório do Hospital Eduardo de Menezes. A análise das entrevistas, com base na Análise Estrutural de Narração e com referencial da Teoria das Representações Sociais, resultou na identificação de grandes categorias sobre a experiência da doença, a experiência do tratamento com anti-retroviral, a experiência social da aids, a experiência religiosa frente à aids e a reorganização da vida para conviver com a doença e com o tratamento. A interpretação dos dados desvelou a existência de uma trajetória de ressignificação percorrida pelos pacientes, na qual as representações sociais vão sendo reorganizadas pela experiência, de forma a facilitar a incorporação de mudanças cotidianas na vida dos homens vivendo com o HIV. Essa trajetória começa no momento em que o paciente recebe o diagnóstico e se sente ameaçado por ele. Essa ameaça vivenciada pelos homens e representada
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O serviço social e o enfrentamento da Aids no Maranhão: um estudo sobre a
prática dos assistentes sociais nos programas de Dst/Aids em São Luis

O serviço social e o enfrentamento da Aids no Maranhão: um estudo sobre a prática dos assistentes sociais nos programas de Dst/Aids em São Luis

Tais ações podem ser claramente observadas no dia a dia das unidades de serviços dos programas de DST/AIDS, onde nos deparamos com um universo crescente de pacientes necessitando de consultas, exames, ou outros tipos de atendimento que não são oferecidos pela unidade. A oferta dos serviços disponibilizados já extrapola a média de atendimento diário e, mesmo com todas as possibilidades de redimensionamento da clientela no SUS, a oferta de serviços é inferior a demanda da população. Tal aspecto torna-se mais preocupante no contexto do HIV/AIDS, onde, no estado do Maranhão, existem apenas três ambulatórios especializados devidamente estruturados para o atendimento desses pacientes 13 . Nestes espaços, encontramos o assistente social desenvolvendo sua prática interventiva junto a demandas historicamente excluídas do sistema de saúde, seja pelo não acesso ao serviço, seja pela superlotação das unidades, seja pela defasagem de leitos para internação, seja pela falta de clareza quanto a seus
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As gerações e o HIV/AIDS: análise de três décadas da epidemia de HIV/AIDS no estado de São Paulo

As gerações e o HIV/AIDS: análise de três décadas da epidemia de HIV/AIDS no estado de São Paulo

A presente análise tem como base os dados apresentados nos Boletins Epidemiológicos do Ministério da Saúde(31); o banco de dados da Vigilância Epidemiológica do Centro de Referência e Tratamento DTS/Aids (CRT) do Estado São Paulo; o banco de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade)(33), buscando não só apresentar os dados objetivos, mas também contextualizá-los temporalmente no contexto histórico e no ambiente que permeava cada um dos momentos analisados. Para tanto, algumas questões norteiam as análises desta pesquisa, entre elas a diferença da incidência de Aids em relação às diversas gerações no decorrer das últimas décadas; dos indivíduos com idade entre 15 a 24 anos; elementos sócio históricos associados à ações preventivas elaboradas pelo Poder Público na contemporaneidade; análise das Gerações X e Y buscando compreender os principais elementos que tornam esses jovens mais suscetíveis a contrair HIV e evoluir para um quadro clínico de Aids; e os principais elementos que corroboram com essas constatações.
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Cuidado de enfermagem em Serviço Ambulatorial Especializado em HIV/Aids.

Cuidado de enfermagem em Serviço Ambulatorial Especializado em HIV/Aids.

A partir da identificação dos diferentes discursos que perpas- sam a realização do cuidado de enfermagem nos serviços em estudo, decidiu-se por denominá-los de núcleos de sentido, e, a partir das convergências entre estes, obtivemos a construção teóri- ca de quatro núcleos de sentido, sendo que, neste estudo, será ex- posto um deles, denominado “discurso da negativa do cuidado”. O projeto de pesquisa foi avaliado e aprovado pelas quatro instituições de realização do estudo, tendo em vista que três delas, sendo de administração estadual, contavam com Comi- tê de Ética em Pesquisa (CEP) próprio, exigindo a submissão no CEP da instituição, independentemente dos pareceres de aprovação emitidos em outros locais. Apenas um dos Servi- ços Ambulatoriais Especializados em HIV/Aids era de admi- nistração municipal, contando com o órgão denominado pelo Sistema Municipal de Saúde Escola, tendo sido este desen- volvido para analisar os projetos de pesquisa aplicados nas instituições vinculadas ao município de Fortaleza, no qual o projeto também teve de ser submetido.
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A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL E A INTERLOCUÇÃO COM OS PROFISSIONAIS NA PESQUISA MERCADO DE TRABALHO DOS ASSISTENTES SOCIAIS EM SANTA CATARINA

A FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL E A INTERLOCUÇÃO COM OS PROFISSIONAIS NA PESQUISA MERCADO DE TRABALHO DOS ASSISTENTES SOCIAIS EM SANTA CATARINA

143 Em linhas gerais podemos resgatar o papel importante da UFSC como unidade formadora dos assistentes sociais de Santa Catarina, aparecendo com relevância na Grande Florianópolis e, mesmo que de forma mais tímida, também formou profissionais que atuam no interior do estado. Sabemos que as dificuldades para a formação profissional dos estudantes em Serviço Social não se situa, apenas, nas unidades de formação privadas, pois, embora tenhamos observado em nosso trabalho em certo privilégio da UFSC na formação acadêmica dos assistentes sociais, também são reconhecidos alguns elementos que exemplificam essas dificuldades. Podemos recordar a criação do curso noturno no ano de 1999 sem a ampliação do quadro de docentes, o que também ocorreu na situação de criação do mestrado em Serviço Social no ano de 2001. Tais situações influenciaram em uma série de contratações de professores substitutos em situações que não atendiam aos critérios para esse contrato, o que levou no ano de 2007, por questões legais, a impossibilidade de novas contratações desses professores e o descobrimento de disciplinas que não foram validadas no primeiro semestre e outras que não foram disponibilizadas para matrícula no segundo semestre do mesmo ano. Situações essas que repercutiram em uma paralisação estudantil por quase um mês, que mobilizou grande parte dos estudantes na luta pela abertura de concurso público para professores efetivos frente ao quadro reduzido de docentes e frente a um processo de precarização do próprio curso. Outra questão são as exigências em relação à produção acadêmica que requer dos docentes uma dedicação específica, muitas vezes para atender as determinações e os critérios quantitativos em detrimento dos qualitativos. Ainda em um contexto maior, citamos os elementos da reestruturação da educação superior, que hoje revela uma cobrança institucional para que o curso de Serviço Social da UFSC se insira no Programa REUNI para alcançar a ampliação do quadro docente que almeja. Essa situação demonstra que as universidades e seus cursos não são tão livres assim para aderir ao REUNI ou não.
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Serviço social, organizações da sociedade civil e assistência social: uma análise do trabalho profissional no município de Cabo Frio

Serviço social, organizações da sociedade civil e assistência social: uma análise do trabalho profissional no município de Cabo Frio

Aqui eu atuo como coordenadora técnica, e represento a instituição quando precisa de um representante técnico de nível superior (...) respondo pelas demandas em relação aos conselhos de garantia de direito [...]. Também faço frente à parte da Justiça, porque a Justiça vem ver se a instituição tá cumprindo o seu papel, se o espaço é ideal para a quantidade de crianças que a gente recebe. Presto a fiscalização, o setor de ouvidoria da gestão. Toda essa parte de responsável técnica, de colocar a instituição dentro do que o manual da política pede, sou eu que vou fazendo esses ajustes. Além disso, atendo as famílias [...]. A gente tá com setenta e três famílias. Essas setenta e três famílias eu que atendo, que encaminho [...], a gente tem um encontro mensal para reunião, a gente tem um grupo de mães com papo aberto sobre a questão de violência doméstica, questão de cidadania, direito, saúde. Eu que faço a agenda, o planejamento em relação a horários, eu que sou a coordenadora da equipe [...], eu monto o planejamento (AS3). Orientação, escuta, encaminhamento, pesquisa social e visitas domiciliares
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O processo de trabalho em HIV/Aids: a visão dos profissionais

O processo de trabalho em HIV/Aids: a visão dos profissionais

Nowadays the fragmentation of health work has been studied a lot. Studies point out that besides giving no sense to work, fragmentation brings emotional consequences to healthcare professionals and results in changes into patients’ life, because it privileges the technical aspects of care in detriment of psychosocial aspects. Considering that HIV infection results in many psychosocial problems to people living with HIV/Aids, it is primordial to give more attention to these aspects. Therefore, this study aims the recuperation of HIV/Aids work process synthesis considering first all professionals who are involved in this process. Qualitative analysis was the methodological strategy and it included 10 healthcare professionals of Special Unit of Infectious Diseases of HC of Ribeirão Preto. The analysis was semi-structured and according to procedures of evocation- enunciation- verification. The discourses of the professionals were grouped according to thematic contents, and analyzed by historical materialism. Data showed that three Elements constitute work process synthesis in HIV/Aids: Elements of Psychosocial Competency; Elements of Administrative and Socio-Political Control; Elements of Technical Competency. Although the healthcare professionals showed emphasis on reflections about Elements of Psychosocial Competency, the dichotomy between technical skill and psychosocial competency is presented in the during work, but it brings different aspects because there is no denial of any of them, and they do not seem to be relegated as a second place. However, the reflections indicate difficulties in fully consider these aspects during patients care. Although these difficulties are based on fragmentation of knowledge, consequently it is associated with service structure which is linked to work control protocols. The fragmentation impairs patient treating quality and raises objections to healthcare professionals’ feelings of misappropriation of their job. In such case, we
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Psicologia Social, Representações Sociais e AIDS

Psicologia Social, Representações Sociais e AIDS

Despite the several prevention campaigns, AIDS remains a serious public health problem. This study aims to investigate the social representations of HIV/AIDS and thereby contribute to the psychological treatment of these patients. A bibliographic review was performed showing the themes discussed about the social psychology according to the view of many authors, concerning the HIV/AIDS. The Acquired Immune Deficiency Syndrome (AIDS) is an illness that marks intensely those who experience it, since it affects not only the body of the individual, but the other spheres of his or her life, involving often negative feelings such as sadness, death desire , anguish, among others, reflecting on his or her mental, physical, emotional and social well-being. HIV infection establishes a chain of care to be taken by people with this illness, such as frequent consultations, conducting special laboratory tests, medication use and changes in social life that often cause difficulties that require mental health care specialist. Currently, there is no cure for this disease, only palliative treatment such as use of drugs, treatment with a psychologist, psychiatrist treatment, among others.
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Pessoas com HIV/Aids nas representações sociais de enfermeiros: análise dos elementos centrais, contranormativos e atitudinais.

Pessoas com HIV/Aids nas representações sociais de enfermeiros: análise dos elementos centrais, contranormativos e atitudinais.

Objectives: to describe and analyze the centrality, the mute zone and the attitudes expressed in nurses’ social representations of people with Human Immunodeiciency Virus. Method: the subjects were 30 nurses from a university hospital in Rio de Janeiro. The data was collected using a Likert scale. Results: the data pointed to a process of representational change regarding Human Immunodeiciency Virus / Acquired Immunodeiciency Syndrome, with the assumption of a more positive attitude regarding living with this health issue. The hypothesis of the existence of a mute zone in the representation, comprising elements with a contranormative character, was strengthened. Conclusion: the inluence of the dynamics of social normativity on how the social representations studied are expressed may contribute to a better understanding of its structuring process. It also helps in the analysis of possible gaps among the nurses’ discourses and practices in relation to Human Immunodeiciency Virus / Acquired Immunodeiciency Syndrome.
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SERVIÇO SOCIAL E AS TRASNFORMAÇÕES NO MUNDO DO TRABALHO: uma relação com a precarização profissional

SERVIÇO SOCIAL E AS TRASNFORMAÇÕES NO MUNDO DO TRABALHO: uma relação com a precarização profissional

No decorrer da década de 1940 e em percurso até meados da década de 1950, o Brasil passa a ter um alto crescimento econômico, tendo em vista o aprofundamento da industrialização nacional. Nesta conjuntura toma corpo o projeto desenvolvimentista, sua ideologia torna-se dominante por meio do ex. Presidente Juscelino Kubitschek e em seguida com o também ex. Presidente Jânio Quadro. O Serviço Social passa a ser uma das profissões que se insere na estratégia desenvolvimentista. Nesta direção, as novas ideologias que permearam os setores dominantes e as demandas objetivas para o Serviço Social, fortalecia a perspectiva de neutralidade que a profissão assumiu. Desenvolve-se também, sob influência do Serviço Social norte-americana, o Serviço Social de Caso, Grupo e Comunidade.
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PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO E O TRABALHO PROFISSIONAL

PROJETO ÉTICO-POLÍTICO DO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO E O TRABALHO PROFISSIONAL

Então, na atualidade, devido às transformações societárias, o contexto se apresenta cada vez mais adverso, assim a dificuldade para consolidar o projeto ético político também está cada vez mais é acentuada. As transformações societárias vêm se expressando de forma desregulamentada pela globalização econômica mundial, dessa forma também traz impactos no mercado de trabalho do assistente social. Analisando a economia mundial, Netto (1996), observa que esta se expressa de forma desregulamentada pelo capitalismo financeiro (as características desta fase são de especulação financeira desenfreada e superacumulação). As transformações societárias que se colocaram em curso na década de 1970, fase do capitalismo tardio, transitando para um período de acumulação flexível (período de reestruturação produtiva que no Brasil se intensifica mais no final da década de 1970 com ápice no período de intensificação do neoliberalismo já no final da década de 1980). Foi marcado pelo período da Revolução Tecnológica que implica na substituição do trabalho vivo (trabalhadores) pelo trabalho morto, e frente a essa dinâmica o capital tem se favorecido com as mudanças ocorridas no mercado de trabalho. Diante disto, percebemos que uma leitura que parte de uma análise da economia política é ainda e se coloca como substancial e alicerçador.
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