Top PDF Seu e dele em correspondências de professores na Bahia do século XIX

Seu e dele em correspondências de professores na Bahia do século XIX

Seu e dele em correspondências de professores na Bahia do século XIX

Este trabalho propõe descrever e analisar o comportamento das formas possessivas de terceira pessoa, seu e dele, em corpus do século XIX, buscando identificar os níveis de variação dessas formas e o processo de mudança, considerando-se o paradigma dos possessivos, e o fato da forma dele ser considerada a inovadora, embora viesse funcionando como possessiva desde o Português Arcaico, quando ocorria como forma de reforço, desambiguizadora. O seu e o dele têm atuado na língua como formas variantes de possessivos de terceira pessoa, em alguns contextos de uso. Estudos demonstram que, no caso do Português Brasileiro, a gramaticalização de você provocou alteração no paradigma pronominal, levando à confusão no uso dos possessivos referentes à terceira e à segunda pessoa, principalmente a partir do século XIX (LOPES, 2008). Em se tratando de terceira pessoa, alguns contextos são favorecedores do uso de uma forma em detrimento do uso da outra. Esta pesquisa tem como objetivos específicos: i) identificar as variáveis que propiciam a seleção de uma ou de outra forma; ii) verificar a constituição do sintagma do possessivo de terceira pessoa; iii) analisar os dados levantados no corpus sob análise, considerando-se as possíveis aproximações ou os distanciamentos em relação ao que foi observado em corpora de outras sincronias da Língua Portuguesa. A pesquisa foi realizada numa perspectiva histórico-diacrônica. O corpus constitui-se de correspondências manuscritas por professores primários na Bahia, datadas do período compreendido entre as décadas de 50 e 90 do século XIX. A hipótese que norteou esta pesquisa foi a de que, considerando-se o período em estudo, os professores primários usariam, preferencialmente, a forma conservadora seu, expressando a norma culta escrita de então, embora pudessem também expressar-se com a forma inovadora
Mostrar mais

198 Ler mais

“Do pedido à mercê”: investigação das correspondências sobre doação de livros às escolas públicas da Bahia no século XIX ou a instrução pública na Bahia oitocentista: o que revelam as correspondências sobre doação de livros às escolas públicas?

“Do pedido à mercê”: investigação das correspondências sobre doação de livros às escolas públicas da Bahia no século XIX ou a instrução pública na Bahia oitocentista: o que revelam as correspondências sobre doação de livros às escolas públicas?

Os manuais traduzidos pelos advogados João Alves Portella e Manoel Correia Garcia foram as principais obras didáticas utilizadas na Escola Normal da Bahia e normatizaram por muitos anos o ensino da cadeira de métodos e toda a prática dos futuros professores em suas aulas de primeiras letras. Essas obras foram impressas até finais dos anos 1860 do século XIX, quando o ensino mútuo quase não era mais utilizado na província. O uso dessas obras foi oficializado pelo Decreto para as escolas pelos methodos simultaneo, e mutuo simultaneo da Provincia da Bahia de 1842, que logo no seu art. 1º estabelecia que “O Manual das Escolas do Ensino mutuo, approvado por este Governo para compendio da Escola Normal, fica servindo de Regulamento e norma á todas as Aulas primarias pelo methodo do ensino mutuo puro”. (SILVA, 1999)
Mostrar mais

158 Ler mais

Ler e escrever conforme a regra: cultura escrita e a Ordem de São Bento na  Bahia do século XIX

Ler e escrever conforme a regra: cultura escrita e a Ordem de São Bento na Bahia do século XIX

Na terceira seção do Plano e Regulamentos dos Estudos, são listadas as ocupações no colégio bem como suas atribuições. Interessa-nos, sobremaneira, as orientações concernentes às atividades associadas a presença, conservação e circulação dos livros assim como as relacionadas às práticas de leitura. Do diretor geral dos estudos ao bibliotecário, todos estavam encarregados de vigiar os livros e a maneira de ler dos colegiais. Cabia ao diretor dos estudos inspecionar as livrarias, aprovar e adquirir a lista de livros oferecida pelo bibliotecário, além de convocar e presidir as congregações literárias e informar as faltas dos professores. Caberia ao professor ordinário apresentar à “Congregação Literária” uma lista dos livros considerados necessários à “boa regência das suas cadeiras” e que “os Vogaes depois de conferirem sobre o merecimento, e necessidade de cada hum deles, resolvão quaes deve logo comprar o Bibliothecario à custa da Livraria, onde serão depositados.” A congregação era composta por professores ativos e aposentados e costumava se reunir quatro vezes, ao longo do ano letivo, com a finalidade de julgar as “relaxações” cometidas pelos professores e para garantir a boa “ordem” e “uniformidade de doutrina” do colégio. Nas reuniões da Congregação Literária, estabelecia-se, também, os temas das dissertações aos quais deveriam se aplicar os professores substitutos de Filosofia e Teologia. Os textos deveriam ser compostos em latim, “com estilo puro, e grave, sem affectação do ornato pueril”. Já os substitutos das cadeiras de Humanidades redigiriam as composições. A revisão dos textos seria realizada pelo professor ordinário que os devolvia, apontando as correções. Uma vez corrigidos, os textos seriam defendidos em sessões próprias da congregação. Ao final, as revisões assinadas pelos diretores deveriam ser reunidas e “depois de formarem volumes de proporcionada grandeza, se mandarão encadernar, e se depositarão na Livraria” 52 . Da compra dos livros ao depósito na livraria, nada deveria escapar ao diretor e aos membros da congregação literária. Uma vez na livraria, os livros estavam sob a custódia do bibliotecário. A consulta fora deste espaço só era facultada ao professor através de uma licença do diretor por escrito “para melhor se aproveitarem os ditos Professores da lição deles, e dos mais livros que já existão na Livraria” 53
Mostrar mais

273 Ler mais

Escola e biblioteca no Paraná: do século XVII ao século XIX

Escola e biblioteca no Paraná: do século XVII ao século XIX

estruturar o ensino público e, em novembro de 1882, pela Lei n.º 712 extinguia o Instituto Paranaense (antigo Liceu), reorganizava a escola normal e criava as escolas primárias. Na última década do Império, “a província do Paraná, publicou o regulamento que tornava o ensino obrigatório e previa sanções penais aos que não cumprissem a obrigatoriedade do ensino” (MIGUEL, 1997, p. 680). No entanto, analisando cartas e correspondências internas do governo da época, disponíveis no Arquivo Público do Paraná, percebe-se que a teoria difere da realidade, pois neste período foram construídas escolas, mas a falta de professores impedia a maioria da população de ter acesso à escolarização e à leitura.
Mostrar mais

19 Ler mais

Métodos Pedagógicos na Bahia: aspectos da influência francesa nas últimas décadas do século XIX e início do século XX.

Métodos Pedagógicos na Bahia: aspectos da influência francesa nas últimas décadas do século XIX e início do século XX.

A Revista do Ensino Primário do estado da Bahia começa a circular mensalmente em 1892, impressa pela Litho Typographia de J. G. Tourino. No primeiro número, no Artigo de Redação, intitulado “Nos etiam pro causa nostra pugnamus", assinado por L. dos Reis e Laiz Leal, é desenvolvida uma apresentação do propósito do periódico, discutindo a complexidade que a frase em latim carrega, frase esta que é o mote oficial da revista. Fundamentada em ideias de solidariedade entre os professores primários, reivindicações e pela cultura cívica e pedagógica etc., encerrando com a ideia do desenvolvimento da ciência pedagógica com moldes nacionais. No desenvolvimento do texto, os autores continuam ressaltando a importância do cuidado com a educação da criança, o embrião do cidadão, ou seja, a criança é o projeto futuro do cidadão, deve ser moldada e educada, ser protegida de reformas antipedagógicas e anticientíficas, “das lições decoradas, pedantescas, que matam-lhe as expansões do espírito” (REIS; LEAL, 1892, p. 2). Na mesma perspectiva, em defesa do ensino primário, identificando a necessidade de seguir as Leis e a atualidade do ensino no mundo, acrescenta-se:
Mostrar mais

19 Ler mais

O micróbio protagonista: notas sobre a divulgação da bacteriologia na Gazeta Médica da Bahia, século XIX.

O micróbio protagonista: notas sobre a divulgação da bacteriologia na Gazeta Médica da Bahia, século XIX.

Apesar do aparente distanciamento, existem evidências que indicam uma aproximação entre a GMB e a Faculdade de Medicina da Bahia, simbolizada, nesse caso, na figura de alguns dos membros da Escola Tropicalista. A tríade estrangeira (Wücherer, Paterson e Silva Lima) não teve vínculo formal com a Faculdade de Medicina da Bahia, porém prestava assistência à entidade participando de atos acadêmicos como a orientação de estudantes e autópsias. Membros e colaboradores da GMB, pertencentes a outras gerações da Escola Tropicalista, como Raimundo Nina Rodrigues e Juliano Moreira, foram docentes da referida academia (Jacobina et al., 2008, p.93). Dois dos fundadores e articulistas do periódico, Antônio Januário de Faria e Antônio Pacífico Pereira, além de professores, conduziram a Fameb em cargos de direção. Este último se destacou pela militância em favor do experimentalismo e pela remodelação estrutural e metodológica da Fameb. Como diretor da GMB, nos períodos de agosto de 1867 a julho de 1870 e depois entre janeiro de 1876 e junho de 1921 (Jacobina, Gelman, 2008), Pacífico Pereira fez do periódico seu porta-voz para divulgação de considerações acerca do ensino médico e sua legislação, 7 bem como para interpelação junto ao governo imperial
Mostrar mais

24 Ler mais

Alforrias em Rio de Contas: Bahia Século XIX

Alforrias em Rio de Contas: Bahia Século XIX

Estuda-se a prática de alforria no município de Rio de Contas no século XIX. Embora existam muitos estudos relevantes sobre escravidão em Salvador e no Recôncavo, há pouca coisa sobre outras regiões, em particular o Alto Sertão. Apesar de algumas pesquisas já terem abordado o tema da alforria nesta região, ainda não há uma análise mais sistemática das diferentes variáveis que a envolviam. Com base em métodos quantitativos e a análise de cunho qualitativo, este estudo aborda as especificidades das relações escravistas em Rio de Contas, o processo da alforria ao longo do século XIX, e as estratégias dos cativos na conquista da liberdade, além de traçar o perfil demográfico da população forra no município. A pesquisa baseou-se em documentos, na sua maioria inéditos, abrangendo desde cartas de alforria, testamentos, registros de batismos, inventários post mortem, ações de liberdade, correspondências da Câmara Municipal e correspondências de juízes da comarca de Rio de Contas. Os dados apontaram a prática da alforria em condições pouco pesquisadas: uma região pouco populosa, distante dos grandes centros e dos principais mercados, contradizendo, portanto, a idéia corrente na historiografia disponível de ser a alforria um fenômeno essencialmente urbano. A concessão da alforria, enquanto prerrogativa senhorial, foi usada como tática para controlar o escravo e também o liberto. Apesar disso, estes se colocaram como agentes desse processo, negociando a alforria das mais variadas formas, o que resultou em um predomínio daquelas do tipo oneroso, ou seja, as que envolviam pagamento ou condição, por todo o século XIX. A partir da Lei do Ventre Livre, em 1871, as ações de liberdade e as cartas de alforria demonstram como a política privada de alforriar se modificou e as chances de os escravos obterem suas liberdades aumentaram, já que, sabedores das novas possibilidades abertas pela lei, eles pressionavam os senhores, recorrendo à justiça em busca da liberdade, quando não puderam decidir privadamente suas demandas. O perfil dos forros indica um predomínio dos miscigenados – caso dos pardos e mulatos – e das mulheres, embora os homens miscigenados também estivessem disputando e levando vantagem, em alguns casos, sobre as mulheres miscigenadas.
Mostrar mais

174 Ler mais

Discussões feministas no século XIX

Discussões feministas no século XIX

Nas duas concepções o peso do sexo era considerado determinante ou condicionante de certas atividades e condutas. Esses debates parlamentares estavam, portanto, inventando/construindo o conceito “mulher”. O fato de não haver consenso, não nos impede de perceber que, sendo a favor ou contra o direito de voto das mulheres, a gura do “homem” continuava “universal” e inquestionável. O outro, o diferente, aquilo que estava sendo constituído era a “mulher”. Os periódicos, a literatura, a religião, a medicina, assim como o Congresso Nacional Brasileiro, iriam continuar por todo o nal do século XIX e início do XX a reforçar esse conceito, o qual também seria usado pelas sufragistas.
Mostrar mais

16 Ler mais

Secas e enchentes do século XIX

Secas e enchentes do século XIX

Um exemplo relativo a análise de eventos catastróficos derivados de elementos climáticos foi realizado por Pfister e Brändli (1999), que avaliaram as inundações ocorridas em meados do século XiX em território suíço, e que conduziram a ações de planejamento e gestão benéficas para a legislação contra a exploração madeireira nas montanhas dos alpes, embora a lei tivesse como base a falsa premissa de que essa exploração era responsável pelas freqüentes inundações no país (Brázdil et al., 2005). O estudo desenvolvido pelos suíços pode servir como uma relevante analogia para discursos públicos contemporâneos sobre as potencias catástrofes naturais, de- correntes de influências humanas sobre a dinâmica climática.
Mostrar mais

19 Ler mais

A historiografia alemã no século XIX

A historiografia alemã no século XIX

Neste artigo, contudo, procuramos ressaltar que o debate epistêmico nos oitocentos não ficou restrito ao tema do método, apesar do destaque atribuído a esse último. Esta é nossa avaliação em relação ao caso alemão. A Escola Histórica Alemã representou um momento ímpar na busca do estatuto de cientificidade para o conhecimento histórico, e com isso, busca de legitimidade perante outras áreas de conhecimento. Porém, o estudo do “concreto” e do “real” para conhecer a “verdade histórica” não restringiu as análises teóricas e metodológicas sobre a história em um discurso monolítico. Enquanto Ranke e Ernst Bernheim deram ênfase à crítica documental e a especificidade do método histórico, Gervinus refletiu sobre o estatuto das narrativas históricas e Droysen acentuou a dimensão hermenêutica no ofício do historiador. Ao contrário de um olhar pejorativo sobre a historiografia europeia do XIX, dita “positivista”, e que seria carente de reflexão teórica, encontramos nesses historiadores alemães exemplos de trabalhos que se empenharam em refletir epistemologicamente a história.
Mostrar mais

21 Ler mais

A XILOGRAVURA No BRASIL - SÉCULO XIX

A XILOGRAVURA No BRASIL - SÉCULO XIX

Quando o projeto se propôs à criação do já dito formulário, nós, integrantes do projeto, pensamos em um documento que pudesse guiar tanto à Fundação Biblioteca Nacional, com[r]

20 Ler mais

AS RUÍNAS E SEUS PERSONAGENS NO SÉCULO XIX

AS RUÍNAS E SEUS PERSONAGENS NO SÉCULO XIX

À parte das discussões estéticas, os índios mantêm as imagens envolvidas em práticas do dia-dia. Os cultos agrícolas, tal qual haviam sido expandidos ao fetichismo na religiosidade reducional, especialmente voltados a santos diversos, atravessam o século XIX perdendo força até a desintegração. Relata Saint-Hilaire a existência de um pequeno oratório no interior de uma choupana, “cheio de pedaços de imagens de santos”, a pouca distância da lavoura dos agricultores de São Nicolau (1987, p. 300). Algo semelhante viu o francês em São Luís: “uma pequena capela, coberta de palha, dedicada a Santo Isidro, na qual o tenente corregedor me mostrou, com muito respeito, a imagem grosseiramente esculpida” (1987, p. 304). Aliás, vão-se as capelas, vão- se os santos: sessenta anos depois, Silveira avista de sua canoa “as ruínas da capela dedicada à virgem mártir” Santa Bárbara, já sem sua grande imagem no interior, enquanto que procura, sem sucesso, a capela de Santo Isidro descrita por Saint-Hilaire.
Mostrar mais

16 Ler mais

O piano em Desterro no século XIX

O piano em Desterro no século XIX

Entre os anos de 1867 e 1884, artigos nos jornais apontam uma grande concentração de anúncios sobre venda e aluguel de pianos, demonstrando que o comércio desse instrumento em Desterro teve uma regularidade neste período. Podemos destacar que a segunda metade do século XIX foi um período no qual a música teve um grande desenvolvimento em Desterro, em comparação aos períodos anteriores. Isso se reflete também no aumento de referências a outras atividades relacionadas ao piano como ensino, comércio de partituras e livros de música, concertos e récitas com piano e trabalhos de afinação e conserto do instrumento.
Mostrar mais

8 Ler mais

As ciências da história no século XIX

As ciências da história no século XIX

Gabriel Monod, embora criticado por Fustel de Coulanges, também defendia uma história científica e objetiva. A receita poderia ser encontrada na adoção de uma metodologia específica. Conforme resume Teresa Malatian: “Um método baseado na concepção da história como ciência positiva, conhecimento fundamentado em documentos a serem criticamente analisados, para que do crivo da crítica surgisse a verdade sob a forma de fato histórico” (MALATIAN 2010, p. 326). O texto selecionado denomina-se “Do progresso dos estudos históricos na França desde o século XVI” e inaugura a Revue historique. Monod, no encerramento de seu manifesto, aponta, então, o escopo do trabalho histórico: “É assim que a história, sem se propor outro objetivo e outra finalidade que o proveito que se tira da verdade, trabalha de maneira secreta e segura para a grandeza da pátria e, ao mesmo tempo, para o progresso do gênero humano” (MONOD 2010, p. 352).
Mostrar mais

9 Ler mais

O sentimento trágico do século XIX.

O sentimento trágico do século XIX.

Resumo: Texto publicado no anuário carioca Almanaque Garnier, em 1904. Nele Araripe Júnior procura abordar o sentimento trágico do sécu- lo XIX; para tanto, parte do primeiro livro do jovem Nietzsche, A origem da tragédia. O autor sustenta que o sentimento trágico encontrado na obra do jovem Nietzsche não corresponde ao sentimento trágico grego, mas ao sentimento trágico moderno, em particular do século XIX. Palavras-Chave: Nietzsche – sentimento trágico – A origem da tragédia

5 Ler mais

Café e educação no século XIX.

Café e educação no século XIX.

RESUMO: Propostas educativas ocuparam cafeicultores e autoridades municipais, provinciais e policiais na segunda metade do século XIX. Com a crise nas relações escravistas, insistiam na necessidade de se educar as camadas sociais pobres e livres, os ingênuos, os forros e libertos para o trabalho, mas aquele se firmava sob as exigências da economia cafeeira. A preocupação maior se deu com as crianças, com os pobres e escravos, propondo-se a criação de escolas agrícolas para educá-las no trabalho disciplinado nas grandes propriedades. As tensões, os limites e as conseqüências desse movimento para as relações sociais e humanas são discutidos neste texto.
Mostrar mais

21 Ler mais

Século XIX: a paixão das utopias

Século XIX: a paixão das utopias

o emocional. Scribe, em seus livretos e Auber em sua música davam à escritura e à composição o espaço da emoção, axioma primordial do discurso poético falando do social. A emoçã[r]

20 Ler mais

Cotejo de manuscritos do século XIX

Cotejo de manuscritos do século XIX

de sistema ortográfico: etimológico, misto, filosófico e simplificado. O período fonético, que coincide com a fase arcaica do português, indo desde os primeiros documentos até o século XVI, é caracterizado pela busca de facilitação da leitura, aproximando a escrita, na medida do possível, à língua falada, sendo a “língua [era] escrita para o ouvido”, segundo Coutinho. 25 Nesse período,

27 Ler mais

A circulação do conhecimento na Alexandria do século V: uma análise das correspondências de Sinésio para Hipátia

A circulação do conhecimento na Alexandria do século V: uma análise das correspondências de Sinésio para Hipátia

Desta forma, notamos que há uma imensa problemática, já que o que caracterizamos como público e privado parece ser uma interpretação da contemporaneidade, portanto, temos que ter consciência desta distinção ao analisarmos os escritos de Sinésio para Hipátia. Estes escritos estão, em primeiro momento, em caráter privado, mas não podemos saber se estas cartas estiveram ou não dispostas em alguma Biblioteca para consulta, por exemplo, se houveram pessoas que nos séculos posteriores as leram ou não, já que Sinésio não escrevia somente para Hipátia. Como já mencionamos, ele possuía uma extensa lista de amigos filósofos e estes escritos, de certa forma, continham conteúdos dos mais variados temas, abordando desde assuntos pertinentes à cidade até a filosofia . Com isto, a regência de “cartas” e “epístolas” não contemplam de toda forma as correspondências trocadas entre as personagens, motivo pelo qual não negamos a existência dessas classificações, mas optamos por um termo
Mostrar mais

26 Ler mais

Formação de professores no século XIX e a aritmética de CONDORCET: espectros de vozes em revistas da instrução pública

Formação de professores no século XIX e a aritmética de CONDORCET: espectros de vozes em revistas da instrução pública

Ou seja, nos jogos narrativos encenados, algumas personagens encenam um discurso “progressivista”, tanto no sentido positivista, inscrito no lema “ordem e progresso” da bandeira brasileira, quanto no sentido da instauração de crenças liberais desenvolvimentistas e redentoras em todos os planos: político, educativo, escolar, cultural, familiar, individual etc. do projeto político-pedagógico civilizatório. Por sua vez, outras personagens atuam encenando um discurso “libertário”, desestabilizador da ordem dominante, com raízes, na época, no discurso anarquista. Tais discursos “libertários”, se colocam no diálogo como desconstrutores do projeto civilizatório, cujo ideário é mobilizado no contexto da atividade de formação de professores, da Escola Normal, da Província do Rio de Janeiro, pela ideologia liberal-republicana. Já, o discurso da personagem Maria Brasil é encenado com base em rastros de significação, provenientes dos campos literário e teatral de atividade humana.
Mostrar mais

30 Ler mais

Show all 10000 documents...