Top PDF Sintomas depressivos em idosos: análise dos itens da Escala de Depressão Geriátrica.

Sintomas depressivos em idosos: análise dos itens da Escala de Depressão Geriátrica.

Sintomas depressivos em idosos: análise dos itens da Escala de Depressão Geriátrica.

Objetivos: Verificar a estrutura fatorial da Escala de Depressão Geriátrica de 15 itens em uma amostra de idosos assistidos pela Estratégia Saú- de da Família, descrever o perfil social e analisar as respostas aos itens da Escala de Depressão Geriátrica. Métodos: Estudo de delineamento transversal com 503 idosos assistidos pela Estratégia Saúde da Família, em Dourados, MS. Para analisar as respostas da EDG 15, utilizou-se o teste de Qui-quadrado de Mantel-Haenzsel (p <0,05). A análise fatorial, a consistência interna e a generalidade dos resultados para a população foram realizadas. Resultados: Dos 503 idosos pesquisados 69,0% eram mulheres, 53,1% não letrados, 53,7% tinham 70 anos ou mais e 34,4% apresentavam depressão. A análise fatorial identificou quatro fatores (apatia, desesperança, desmotivação e isolamento). A estrutura da EDG 15 não se mostrou apropriada para a generalização de resultados. Conclusão: Dentre os idosos com depressão, predominaram a apatia e o isolamento. Cabe às equipes de saúde promover atividades físicas, recreativas e culturais para minimizar esse quadro. Novas pesquisas serão necessárias, sobretudo para análise da estrutura fatorial.
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Escala de depressão geriátrica como instrumento assistencial do enfermeiro no rastreio de sintomas depressivos em idosos institucionalizados / Geriatric depression scale as a nurse's assistance instrument in the screening of depressive symptoms in institu

Escala de depressão geriátrica como instrumento assistencial do enfermeiro no rastreio de sintomas depressivos em idosos institucionalizados / Geriatric depression scale as a nurse's assistance instrument in the screening of depressive symptoms in institutionalized elderly people

Mediante as modificações do processo de envelhecimento, somado a complexidade da patologia, a detecção dos sintomas depressivos nos idosos institucionalizados torna-se uma problemática. No entanto, o enfermeiro como integrante da equipe multidisciplinar de saúde das ILPIs, possui um elo fundamental na triagem da ocorrência da depressão nos idosos. Através da utilização da Escala de Depressão Geriátrica (EDG) como instrumento assistencial, é capaz identificar as manifestações clínicas do transtorno e elaborar intervenções que previnam o desenvolvimento de complicações decorrentes da mesma, contribuindo consequentemente para a manutenção da qualidade de vida deste público (TREVISAN et al., 2016).
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Validade e fidedignidade da Escala de Depressão Geriátrica na identificação de idosos deprimidos em um hospital geral.

Validade e fidedignidade da Escala de Depressão Geriátrica na identificação de idosos deprimidos em um hospital geral.

A diferença entre o resultado da validade da EDG-30 e da EDG-15 pode ser atribuída, em parte, às diferenças devidas à amostragem de itens. NA EDG-15, avaliam-se sintomas de insatisfação com a vida, sensação de vida vazia, sentimento de desesperança, sensação de desam- paro, medo de maus acontecimentos, retraimento social e perda de energia. Na versão abreviada, não são abor- dados os seguintes itens contidos na EDG-30: diminuição do interesse e prazer, sentimento de tédio, sensação de inutilidade, vontade freqüente de chorar, sensação de cul- pa, sensação de fadiga ao despertar, desânimo, agitação, tristeza, baixa auto-estima, dificuldades de tomar decisões e redução da capacidade mental. Esses sintomas, que não são abordados na EDG-15, provavelmente fizeram a dife- rença na capacidade de a escala abreviada detectar casos de pacientes deprimidos.
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Indicadores de depressão em idosos e os diferentes métodos de rastreamento.

Indicadores de depressão em idosos e os diferentes métodos de rastreamento.

O escopo do presente estudo avaliou a depressão aven- tada como doença pós-moderna de crescente prevalên- cia entre idosos. Também verificou a consistência do Patient Health Questionnaire-9 e da Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage-15 enquanto escalas para o ras- treamento dos indícios depressivos. Considerando que os sintomas depressivos geralmente são subdiagnostica- dos em amostras não clínicas, este fato tem chamado a atenção de alguns pesquisadores, pois a depressão tem relevante impacto sobre a funcionalidade e a qualidade de vida do indivíduo.
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Aplicação da escala de depressão geriátrica abreviada em idosos ativos e sedentários do HIPERDIA

Aplicação da escala de depressão geriátrica abreviada em idosos ativos e sedentários do HIPERDIA

No que diz respeito à presença de uma ou mais doenças crônicas, foi evidenciado que os idosos pertencentes ao grupo G1 (ausência de depressão), apresentaram em sua maioria (23; 56,1%) apenas a HAS como doença crônica, e no grupo G2 (depressão leve) grande parte (8; 50%) possuíam 2 doenças crônicas, HAS e Diabetes, o que de certa forma, por mais que a amostra seja pequena, destaca que a presença de duas doenças crônicas pode estar relacionada ao surgimento de sinais e sintomas depressivos. Amaral TLM, et al. (2018) destacam que idosos com multimorbidade apresentaram prevalência de depressão 2 vezes maior do que entre os idosos sem multimorbidade, demonstrando o impacto que tal condição clínica gera na saúde afetiva e humor, que estão associadas à depressão. Mendes-Chiloff CL, et al. (2018) evidenciaram que a prevalência de sinais e sintomas depressivos aumenta conforme a quantidade de doenças autorreferidas, sendo que os idosos que relataram a presença de pelo menos uma doença crônica, tem aproximadamente 1,44% mais chances de ter sinais e sintomas da depressão, os que relataram possuir duas ou mais doenças crônicas aumentam as chances de apresentar sinais e sintomas depressivos em 2,25%, em comparação aos idosos que não apresentam comorbidades.
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Confiabilidade e validade da escala de depressão geriátrica em idosos com doença arterial coronariana.

Confiabilidade e validade da escala de depressão geriátrica em idosos com doença arterial coronariana.

Por ser uma escala com itens que produzem respostas dicotômicas (“sim/não”), a utilização dos métodos habituais de análise fatorial linear pode produzir resultados imprecisos ou enviesados. Na literatura, não há um método amplamente aceito para lidar com escalas com tal característica. Diante dessa limitação, optou-se por utilizar um método de informação limitada, em que se aplica a análise fatorial linear convencional em matriz de correlação tetracórica, por sua simplicidade e bom desempenho 27 .

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A incidência de sintomas depressivos em idosos que foram hospitalizados por acidente...

A incidência de sintomas depressivos em idosos que foram hospitalizados por acidente...

O Brasil é um país em que o número de idosos tem crescido vertiginosamente e com isso ocorrem mudanças no perfil demográfico, socioeconômico e epidemiológico. As doenças crônicas assumem posição de destaque, dentre elas o Acidente Vascular Cerebral – AVC. O objetivo foi determinar a incidência de sintomas depressivos em idosos que foram hospitalizados por AVC, após a alta hospitalar. Trata-se de um estudo observacional e prospectivo com abordagem quantitativa. Foram entrevistados 48 idosos (60 anos ou mais) residentes na comunidade de cidades do interior paulista, que sofreram AVC e foram internados em um hospital terciário. A coleta dos dados foi realizada através de visitas domiciliares em duas etapas (após três e seis meses do AVC), no período de maio de 2010 a março de 2011. O instrumento de coleta de dados foi composto por dados demográficos e socioeconômicos, Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD), Medida de Independência Funcional (MIF), presença de comorbidades e Escala de Depressão Geriátrica (GDS). A média de idade foi de 72,4 (±7,5) anos, com predominância do sexo masculino (56,2%). A maioria era composta por idosos casados, com média de 3,4 anos de estudo, 75% tinham renda familiar maior que um salário mínimo, 89,6% moravam acompanhados e 56,3% possuíam cinco ou mais morbidades. O tipo de AVC mais prevalente foi o isquêmico (81,2%), com maior comprometimento do lado esquerdo do cérebro. Com relação à Capacidade Funcional (CF), houve um aumento da média da MIF do terceiro para o sexto mês, ou seja, os idosos se tornaram mais independentes nesse quesito. Com as AIVD ocorre o contrário, os idosos se tornam mais dependentes na segunda avaliação. Os idosos do sexo masculino se tornaram menos depressivos, enquanto as idosas sofreram mais desses sintomas após seis meses do AVC. Embora o AVC seja a primeira causa de morte no país e também o grande responsável pelas incapacidades (físicas e emocionais) e internações hospitalares, estudos sobre a morbidade ainda é escasso. O intuito desse trabalho é o de apresentar essas consequências e os sintomas depressivos, os quais podem ser prevenidos com avaliação e intervenção de equipe interdisciplinar.
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Mariana Simões Napoleão  Dissertação de Mestrado

Mariana Simões Napoleão Dissertação de Mestrado

Escala Geriátrica da Depressão. A Geriatric Depression Scale/GDS (Yesavage et al., 1983) é um instrumento utilizado para avaliar a presença de sintomas depressivos nos idosos e é considerada a escala de rastreio mais completa no que respeita à avaliação desta população (Baldwin e Wild, 2004). A versão portuguesa utilizada neste estudo foi traduzida por Barreto, Leuschner, Santos e Sobral (2003). Trata-se de uma escala de heteroavaliação referente à última semana, constituída por 30 itens de resposta dicotómica (Sim/Não); cada um dos itens pode ser pontuado com 0 ou com 1; a pontuação total pode variar entre 0 e 30 pontos. Por cada resposta ‘sim’ nos itens 2-4, 6, 8, 10-14, 16-18, 20, 22-26 e 28 atribui-se um ponto. Por cada resposta ‘não’ nos itens 1, 5, 7, 9, 15, 19, 21, 27, 29 e 30 atribui-se também um ponto. Diversos estudos demonstraram a sua validade (α de Cronbach = 0,94) e fidedignidade (κ = 0,94) (Coleman, Philip e Mullee, 1995). No nosso estudo o alfa de Cronbach foi de 0,87 o que segundo Pestana e Gageiro (2008) revela uma boa consistência interna.
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ATIVIDADE FÍSICA HABITUAL, SINTOMAS DEPRESSIVOS E DOENÇAS AUTO-RELATADAS EM IDOSOS DA COMUNIDADE

ATIVIDADE FÍSICA HABITUAL, SINTOMAS DEPRESSIVOS E DOENÇAS AUTO-RELATADAS EM IDOSOS DA COMUNIDADE

Objetivos. Analisar relações entre os tipos e o nível de atividade física nos últimos doze meses, doenças e sintomas somáticos auto-relatados e sintomas depressivos em idosos de diferentes faixas de idade e renda recrutados na comunidade. Materiais e métodos. Foram 144 idosos (M= 71,2 e DP= 6,65), 94,4% mulheres, frequentadores de um centro de convivência. Os dados foram coletados por meio de uma fi cha de identifi cação sociodemográfi ca, de um questionário sobre doenças e sintomas auto- relatados, da Escala de Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos (CES-D) e do Questionário de Baecke Modifi cado para Idosos (QBMI). Resultados: A prevalência de sintomas depressivos foi de 33,3%; 49,3% dos idosos relataram ter três ou mais doenças e 43,7% eram ativos, segundo os critérios da American College of Sports Medicine (ACSM). O grupo de 60 a 69 anos apresentou maior freqüência de ativos e escores totais e em atividades esportivas mais altos. Os idosos que pon- tuaram acima da nota de corte (> 11) para sintomas depressivos apresentaram maior número de doenças, maior freqüência de depressão e maior número sintomas somáticos auto-relatados. Na análise multivariada, ter entre 60 e 69 anos, apresentar escore intermediário ou baixo em atividades esportivas e relatar três ou mais doenças revelaram-se preditivos de sintomas depressivos. Conclusão: As relações identifi cadas confi guram-se como importantes subsídios para a prática no âmbito da promoção em saúde.
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Estudo de validação em Portugal de uma versão reduzida da escala de depressão geriátrica

Estudo de validação em Portugal de uma versão reduzida da escala de depressão geriátrica

A validade concorrente, a especificidade e a sensibilidade foram obtidas contra o Inventário de Depressão do Beck (IDB-II) numa amostra de 66 indivíduos (média das idades de 70 anos), enquanto a validade da estrutura fatorial foi observada numa amostra de base populacional de 1023 indivíduos (média das idades de 71 anos). A versão de 5 itens da Escala de Depressão Geriátrica apresenta valores de consistência interna e de correlação com o IDB-II que sugere a sua fiabilidade e valores de sensibilidade e especificidade adequados ao rastreamento de sintomatologia depressiva na população idosa. Os resultados obtidos pela Análise Fatorial Confirmatória (AFC) sugerem que o modelo unifactorial não apresenta as características desejadas, indicando que um dos itens (item 4) poderá ter um menor poder discriminativo, pelo que se observa um melhor ajustamento no modelo obtido pela AFC para 4 itens.
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Prevalência de sintomas depressivos entre idosos em um serviço de emergência.

Prevalência de sintomas depressivos entre idosos em um serviço de emergência.

Objetivos: Estimar a prevalência de sintomas depressivos entre idosos internados no Serviço de Emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre-RS e verificar a associação entre sintomas depressivos e características sociodemográficas e de utilização de serviços de saúde pelos idosos. Métodos: Estudo transversal com 96 idosos internados em um serviço de emergência. A presença de sintomas depressivos foi avaliada por meio da aplicação da Escala de Depressão Geriátrica – versão reduzida (EDG-15), e foi aplicado instrumento sobre variáveis sociodemográficas e de utilização dos serviços de saúde. Foram realizadas análises descritivas e bivariáveis, e o nível de significância estatística adotado foi de 5% ( p≤0,05). Resultados: Encontrou-se a prevalência de 36,5% de sintomas depressivos na amostra, sendo que destes, 6,3% dos idosos apresentavam pontuação sugestiva de depressão grave. Identificou-se associação significativa entre sintomas depressivos e viuvez, observando-se que os sintomas depressivos foram mais frequentes entre as mulheres, os de baixa escolaridade e os que não utilizaram serviços de saúde. Conclusão: O estudo encontrou alta prevalência de sintomas depressivos entre idosos internados no serviço de emergência. Ressalta-se a importância do reconhecimento e realização do diagnóstico de depressão em idosos nesses serviços com objetivo de se trabalhar com uma visão ampliada do processo de saúde-doença, oferecer tratamento e melhores intervenções na rede.
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Associação entre aspectos depressivos e déficit visual causado por catarata em pacientes idosos.

Associação entre aspectos depressivos e déficit visual causado por catarata em pacientes idosos.

Objetivo: Investigar a associação entre a presença de sintomas depressivos e a deficiência visual causada por catarata no paciente idoso. Métodos: Vinte e três pacientes com catarata e acuidade visual inferior a 20/200 no melhor olho foram avaliados. As idades variavam de 60 a 93 anos. Antes da cirurgia de catarata e um mês após, os sintomas depressivos foram avaliados pela Escala de Depressão Geriátrica (EDG). Resultados: A cirurgia melhorou a visão para 20/50, ou melhor, em todos os pacientes. Antes e após a cirurgia de catarata foram encontrados 11 (47,82%) e 10 (43,47%) indivíduos com escores indicativos de depressão respectivamente (p=1,0; teste de McNemar). Antes da cirurgia observamos o valor mediano da EDG de 5,0 e após a cirurgia a EDG apresentou o valor mediano de 4,0 (p = 0,012; Wilcoxon pareado). Neste período os sintomas indicativos de depressão diminuíram significativa- mente, de valores entre 3 a 8 pontos para valores entre 3 a 6 pontos. Conclusões: Sintomas depressivos são prevalentes e persistentes entre pacientes idosos, entretanto os níveis dos sintomas indicativos de depres- são diminuem significativamente com a melhora da visão.
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Abstract The scope of this study was to describe

Abstract The scope of this study was to describe

Resumo O objetivo do estudo foi descrever a prevalência de sintomas depressivos medidos por meio da Escala de Depressão Geriátrica–EDG - 15 e testar a associação de variáveis de saúde bu- cal com sintomas depressivos em uma população de idosos vinculados a onze unidades de saúde da família do Sul do Brasil. Estudo transversal com 439 idosos. Foi utilizado questionário padroniza- do para a obtenção das variáveis socioeconômicas e de saúde bucal. As variáveis clínicas de saúde bucal foram obtidas por um dentista treinado. Os sintomas depressivos desfecho do estudo foram ob- tidos por meio da Escala de Depressão Geriátrica– EDG - 15. A prevalência dos sintomas depressivos foi de 18,3% (IC95% 14,6-21,8). Analisando as variáveis de exposição e os sintomas depressivos, por meio da análise regressão de Poisson ajusta- da, os indivíduos com 1 a 9 dentes (RP = 1,68; IC95%1,06-2,64, p = 0,012), com percepção de boca seca (RP = 2,23; IC95%1,52-3,28, p < 0,001) e de dor na boca (RP = 2,11; IC95% 1,10-4,07, p = 0,036) tiveram maiores prevalências de sinto- mas depressivos. O estudo identificou uma preva- lência importante de sintomas depressivos e que as variáveis de saúde bucal estão associadas à pre- sença dos mesmos na população idosa.
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Habilidades sociais e sintomas depressivos em idosos

Habilidades sociais e sintomas depressivos em idosos

As habilidades sociais em idosos têm sido consideradas como um aspecto relevante para a conquista de uma boa qualidade de vida na velhice. Em contrapartida, a ausência ou déficit em habilidades sociais pode tornar as relações interpessoais restritas e difíceis. Os déficits em habilidades sociais podem levar a transtornos psicológicos como timidez, isolamento social, suicídio e depressão. Desta forma, o objetivo principal dessa dissertação foi investigar a relação entre habilidades sociais e sintomas depressivos em idosos. Além disso, buscou identificar se as variáveis idade, escolaridade, renda, sexo e estado civil eram preditoras de habilidades sociais em idosos. Considerando os objetivos desta dissertação, foram desenvolvidos dois estudos empíricos. O primeiro estudo teve um delineamento transversal e exploratório e o segundo um delineamento quase experimental e comparativo. Em ambos os estudos, a amostra englobou 134 idosos, com 60 anos ou mais, recrutados em 17 grupos de convivência de idosos de Porto Alegre e região metropolitana. No segundo estudo, a amostra foi dividida em Grupo Caso, composto por indivíduos com sintomas depressivos, e Grupo Controle, sem sintomas depressivos. Os instrumentos aplicados foram: Miniexame do Estado Mental (MEEM), Ficha de Dados Sociodemográficos, o Critério de Classificação Econômica Brasil, Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15) e o Inventário de Habilidades Sociais para Idosos (IHSI). No primeiro estudo, verificou-se que os sintomas depressivos, seguidos pelos anos de estudo e nível socioeconômico foram as variáveis que mais contribuíram para Conversação e Desenvoltura Social do IHSI. Os anos de estudo e o nível socioeconômico associaram-se positivamente a um maior escore em Conversação e Desenvoltura Social do IHSI. Já os sintomas depressivos se associaram negativamente
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Efetividade da escala de depressão geriátrica de cinco itens em população idosa da comunidade

Efetividade da escala de depressão geriátrica de cinco itens em população idosa da comunidade

Introdução: a depressão em pessoas idosas além de apresentar altas prevalências, compromete a qualidade de vida, reduz a capacidade funcional, agrava outras doenças e aumenta a mortalidade, além de aumentar os custos dos serviços de saúde. Pela ausência de psiquiatras na Atenção Primária da Saúde, torna-se prioridade buscar meios mais simples e eficazes de identificação dos casos depressivos para que o tratamento adequado ocorra precocemente e preconizado pelo médico generalista. Objetivo: este estudo avalia a efetividade da escala de depressão geriátrica de cinco itens (GDS-5) no rastreamento de depressão em idosos moradores da comunidade. Métodos: neste estudo transversal, todos os indivíduos tiveram uma avaliação geriátrica incluindo questionário com informações sócio-demográficas e o mini exame do estado mental para rastreio de comprometimento cognitivo. indivíduos com anormalidades cognitivas foram excluídos. depressão foi diagnosticada por psiquiatra de acordo com Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, fourth edition (DSM-IV). as propriedades diagnósticas da GDS-5 foram obtidas, e a confiabilidade entre os examinadores da escala foi avaliada. Resultados: duzentos e vinte e um indivíduos foram estudados (78,3% mulheres, média de idade de 76,3 anos). depressão de acordo com os critérios tradicionais foi confirmada em 27,6% dos sujeitos. considerando um ponto de corte ≥2, a GDS- 5 mostrou alta sensibilidade (93,4%) e moderada razão de verossimilhança (4,92; ic95% 3,54-6,84). a especificidade foi de 81%, e a acurácia para predizer depressão foi de 84,5%. a GDS-5 mostrou concordância significativa com o diagnóstico clínico de depressão (=0,673). a confiabilidade entre examinadores (=0,884; ic95% 0,86-0,92) e a confiabilidade no teste-reteste (=0,868; ic95% 0,84-0,90) foram consideradas boas. Conclusão: GDS-5 é um instrumento efetivo no rastreamento de depressão em idosos moradores da comunidade com cognição preservada.
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Índice de aptidão funcional geral e sintomas depressivos em idosos.

Índice de aptidão funcional geral e sintomas depressivos em idosos.

Resumo – A depressão é considerada o problema de saúde mental mais comum na po- pulação idosa. Estudos têm demonstrado que a prática regular de atividades físicas pode reduzir os sintomas depressivos em idosos, proporcionando efeitos clínicos imediatos. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi veriicar a associação entre a presença de sin- tomas depressivos e o Índice de Aptidão Funcional Geral (IAFG) em idosos praticantes de exercícios físicos. Aplicou-se a Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage (GDS-15) para veriicar a presença de sintomas depressivos e a bateria de testes físicos da AAHPERD (American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance), para obter o IAFG. Utilizaram-se a estatística descritiva e a correlação de Pearson, com nível de 95% de coniança. A população foi composta por 146 idosos, participantes do Programa Floripa Ativa - Fase B, sendo a amostra constituída de 77 idosos com média de 67,9 (DP 5,7) anos de idade. Dentre os avaliados, 13 apresentaram sintomas de depressão e 33 se enquadraram com IAFG regular. Encontrou-se uma correlação negativa (r= -0,307) e signiicante (p=0,007) entre o IAFG e a GDS. Esse fato demonstra uma relação inversa- mente proporcional, ou seja, idosos com melhor IAFG apresentaram menor incidência de sintomas depressivos. Considerando que o valor do IAFG é obtido por meio de testes físicos, sugere-se que, para o grupo estudado, a prática de exercícios físicos pode ter contribuído para atenuar os sintomas depressivos.
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Repositorio ISMT: Defeito cognitivo, sintomas de depressão e satisfação com a vida em idosos sob resposta social do concelho de Coimbra

Repositorio ISMT: Defeito cognitivo, sintomas de depressão e satisfação com a vida em idosos sob resposta social do concelho de Coimbra

Quanto à satisfação com a vida, os idosos que se apresentam insatisfeitos são mais frequentes entre os que não tem defeito cognitivo (50,8%), do que os que têm defeito cognitivo (28,8%). Nos idosos satisfeitos com a vida, 14,3% não tinham defeito cognitivo e 6,1% tinham defeito cognitivo. Estas diferenças não foram, no entanto significativas. Sabendo nós que quanto maior a idade maior o declínio cognitivo (Callhan, 1995; Mendes- Chiloff, 2006; Snowdon, 2002), então esta ausência de diferença significativa pode ser compreendida com base na idade média dos nossos sujeitos que é muito alta e, consequentemente num maior defeito cognitivo daquilo que Gwozdz e Sousa-Pouza (2009) e Baird, Lucas e Donnellan (2010) verificaram. O não haver diferenças significativas na satisfação com a vida entre os dois grupos pode também ser interpretado à luz do conhecimento de que a satisfação com a vida tende a declinar respectivamente, a partir dos 85 anos ou dos 70 anos (Gwozdz & Sousa-Pouza, 2009; Baird, Lucas, & Donnellan, 2010), ou seja se a maioria dos nossos idosos está insatisfeita e tem defeito cognitivo então não é de surpreender que não haja diferenças significativas. Outra explicação para estes resultados advirá do facto de a maioria ter uma da baixa escolaridade que se associa, por seu turno, quer ao defeito cognitivo (Mendes-Chiloff, 2006), quer a menor satisfação com a vida (Jonh & Montgomery, 2010; Joia et al., 2007). Outra explicação ainda poderá advir do estado civil da maioria dos nossos idosos, tal como já tínhamos referido acima (Mastekaasa, 1994; Shapiro & Keyes, 2008).
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RUN   Dissertação de Mestrado   Vanda Santos

RUN Dissertação de Mestrado Vanda Santos

A  OMS  já  em  1998  propôs  uma  abordagem  proactiva  e  positiva  na  forma  de  lidar  com  o  risco  de  doença crónica dos idosos, centrada no ciclo de vida, recomendando a implementação de programas  orientados  para  intervenções  preventivas  com  uma  forte  componente  comunitária  (Rodrigues,  2009). Por outro lado, em 2004, no contexto nacional, o Programa Nacional de Saúde para as Pessoas  Idosas salientava que “(…) apesar da maioria das pessoas idosas não ser doente nem dependente, há  que  ter  em  conta  as  múltiplas  necessidades  decorrentes  de  um  contexto  específico  de  patologia  crónica  múltipla,  mais  frequente  à  medida  que  a  idade  avança,  sendo  necessário  um  modelo  coordenado e compreensivo de continuidade de cuidados, que respeite o princípio da proximidade  aplicado a uma população a envelhecer rapidamente. O modelo actual de prestação de cuidados de  saúde, ainda muitas vezes mais organizado para responder aos episódios agudos de doença, torna‐se  portanto  desadequado,  para  responder  às  necessidades  de  saúde  de  uma  população  em  envelhecimento” (Portugal.MS.DGS.2006).  
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Projeto Final   Inês da Cruz Belém

Projeto Final Inês da Cruz Belém

Contudo, apesar de todas as razões anteriormente apontadas que justificam a institucionalização do idoso, somos da opinião, de que o processo de institucionalização só deve de ocorrer quando já não restar mais nenhuma outra alternativa, uma vez que, por muito boas condições que as instituições possuem, pela qualidade excelente de serviços que se prestem, por muito amor e carinho que se dê e transmita ao idosos, nada, mas mesmo nada, substitui a sua casa, família e amigos, o que poderá trazer por consequência determinados sentimentos por parte dos mesmo, tais como: a depressão, a solidão e a tristeza acabando muitas vezes, por agravar de forma repentina as suas fragilidades e/ou patologias já existentes. Contudo também é verdade que para muitos idosos, a institucionalização pode também ser algo de positivo, podendo mesmo a chegar a ser o local privilegiado para a realização de alguns “sonhos”, ou seja, nestes espaços os idosos podem encontrar atividades, oportunidades, convívio, bem – estar, conforto, etc…que anteriormente não lhes foi possível alcançar ou de usufruir por inúmeras razões, e desta forma as instituições tornam-se assim, espaços de verdadeiras oportunidades para a vida de determinados idosos, tal como nos refere Giddens em 2007 “Ser institucionalizado pode ser uma oportunidade para o idoso realizar sonhos que antes não teve possibilidade de concretizar ”.
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Relação entre depressão e desequilíbrio postural em idosos que sofreram acidente vascular encefálico.

Relação entre depressão e desequilíbrio postural em idosos que sofreram acidente vascular encefálico.

estar relacionada a perda precoce da independência funcional, descondicionamento físico, redução da ve- locidade da marcha, perda de força muscular por imo- bilidade e letargia, comuns à depressão . O valor encontrado da correlação foi moderado - , , pois alguns pacientes com AVE, apesar de baixos escores na EEB, apresentaram valores baixos também na GDS, indicando ausência de depressão. Isso é comum, pois como discutido acima, nem todos os pacientes com AVE desenvolvem um quadro de depressão.

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