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Sobre a origem e a tradição do Feindbild Islão

Sobre a origem e a tradição do Feindbild Islão

sociopolíticas. Na verdade, o que ele pretende até é menos a integração do que a exclusão de uma minoria indesejada, que deve ser domada com cortes nas presta‑ ções sociais e outras medidas do género. O livro aproveita‑se de medos dissemi‑ nados na sociedade maioritária: o antiquíssimo receio de uma perda de identidade nacional, devido à pressão exercida por minorias estrangeiras, receio esse que se manifesta em xenofobia e que produziu um racismo cultural dirigido contra essas minorias indesejadas. Como forma de defesa contra o perigo que pretensamente ameaça o Ocidente por parte do Oriente, vem‑se recorrendo ultimamente a uma nova metáfora. Vem‑se falando, desde há algum tempo, da cultura judaico‑cristã, exaltada como herança europeia comum. A fórmula é nova. Ela aproveita‑se do elemento judaico para a defesa contra o Islão, e quem a utiliza devia, no fundo, questionar‑se sobre se está a ser apenas ingenuamente ignorante ou se está simplesmente a instrumentalizar os judeus. Afinal, a exclusão, a perseguição e o assassínio de seis milhões de judeus sob a égide da ideologia nacional‑socia‑ lista alemã foi uma realidade há apenas poucas décadas, enquanto a história que antecedeu o holocausto, o ódio aos judeus na Europa, em todas as suas ver‑ tentes religiosas, racistas, culturais e políticas, é um facto que durou séculos. A referência a uma cultura judaico‑cristã comum parece bem ousada, e além disso não é sinal nenhum de tolerância aproveitar uma minoria para discriminar uma outra. Ou, por outras palavras: nós na Alemanha estamos muito orgulhosos da nossa cultura da memória, do facto de termos aprendido algo, depois do pavo‑ roso genocídio cometido contra os judeus. Mas não teríamos aprendido nada se agora começássemos a discriminar uma outra minoria com métodos provavel‑ mente semelhantes àqueles com que os judeus foram, na altura, discriminados. Se é certo que um inquérito revela que oitenta por cento dos alemães con‑ sideram o Islão uma «religião fanática e violenta», essa conclusão não se baseia num confronto sério com conteúdos e doutrinas, nem num conhecimento do Alcorão e da Suna, nem no estudo da história e da cultura do Islão. Pelo con‑ trário, o inquérito espelha antes o medo e a aversão, estimulados por profundos ressentimentos com uma longa tradição. A percepção estereotipada da outra cul‑ tura fundamenta‑se em conotações e associações transmitidas que constituem núcleos da argumentação no discurso sobre o Islão e que não necessitam de ser questionados, porque são partes constituintes de um «saber» transmitido e assu‑ mido como sendo evidente e indiscutível.
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SOBRE A ORIGEM DO DESENVOLVIMENTO DOS SEGUROS

SOBRE A ORIGEM DO DESENVOLVIMENTO DOS SEGUROS

Assim como em BDL, este trabalho baseia-se em duas teorias diferentes que moldaram duradouras instituições econômicas: a "teoria das leis e finanças” de LLSV e a "teoria da mortalidade dos colonizadores" de AJR. A primeira prevê que as condições ambientais originais, fossem hospitaleiras ou hostis, encontradas pelos colonizadores Europeus, moldaram a forma e a qualidade das instituições econômicas criadas pelos colonizadores. LLSV, por outro lado, diz que a herança da tradição da origem legal (seja o Direito Comum Britânico ou o Código Civil Francês) explica as diferenças nas instituições econômicas entre os países, onde a lei comum britânica tende a enfatizar os direitos de propriedade privada em um grau muito maior do que os países que herdaram o direito civil francês. Nossa análise dos resultados nos dá duas conclusões principais. Em primeiro lugar, os resultados do artigo para a teoria de LLSV aplicada ao desenvolvimento de seguros são conclusivos. A origem legal explica as diferenças de desenvolvimento dos mercados de seguros entre os países, mesmo após o controle de mortalidade dos colonizadores, composição religiosa, diversidade étnica e do número de anos desde que o país se tornou independente em 1776. Os resultados mostram que países com tradição legal francesa têm um nível atual mais baixo de desenvolvimento do mercado de seguros quando comparado com os países que herdaram o direito comum britânico.
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A origem do Estado na tradição Contratualista: Uma análise crítica das discordâncias entre Thomas Hobbes e John Locke.

A origem do Estado na tradição Contratualista: Uma análise crítica das discordâncias entre Thomas Hobbes e John Locke.

RESUMEN: Esta revisión crítica tiene como objetivo analizar el concepto de Estado y la necesidad del Contrato Social para crear una sociedad política artificial, cuyo efecto es el mantenimiento del orden, desde la perspectiva de dos autores de la tradición contractualista, a saber: Thomas Hobbes y John Locke. Utiliza el trabajo Leviatán, del autor Thomas Hobbes, traducido por Rosina D'Angina, a través de los capítulos "XVII De las causas, la generación y la definición de un estado", pág. 138-142; Capítulo XVIII sobre los derechos de los soberanos por institución, p. 143-151 y Flamarion Caldeira (et. AL), "Manual de filosofía política", "5.2 El camino a la tolerancia: John Locke y la separación de poderes", pág. 123-127. Este tema es de gran valor político y teórico, ya que se encuentra en el centro de la gran discusión del contractualismo del siglo XVII.
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Sobre a nossa origem estrangeira e o ódio ao diferente

Sobre a nossa origem estrangeira e o ódio ao diferente

ção da origem e do assassinato de Moi- sés, mas a atualidade e relevância des- tas. Certamente, o contexto dos anos de 1930 marcou profundamente Freud, e despertou na intelectualidade judaica a questão sobre o percurso do povo ju- deu ao longo da História; são, contudo, os avanços teóricos inais de Freud que permitem a escritura de O Homem Moi- sés, bem como a judeidade do autor, caracterizada pela recusa ao dogma e pela constante abertura ao estranho e à reescritura da psicanálise. Betty Fuks esclarece com detalhes como essa ca- pacidade freudiana de acolher o estra- nho relaciona-se com o fato de Freud ser herdeiro de uma tradição de leitura à letra da Torá. Nos informa ainda que o ilósofo Levinas chamou esse modo de interpretação de “princípio ético da diferença”, complementando que o tra- balho de leitura à letra permite forjar novos sentidos aos textos sagrados.
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O Teatro e a Cidade: notas sobre uma origem comum

O Teatro e a Cidade: notas sobre uma origem comum

destinados aos cidadãos e adaptados a eles, mas, através do espetáculo da leitura, da imitação e do estabelecimento de uma tradição literária, criação de um sujeito, abrange a produção de uma consciência trágica, o advento de um homem trágico. As obras dos dramaturgos atenienses elaboram uma visão trágica, de um modo novo de o homem se compreender, se situar em suas relações com o mundo, com os deuses, com os outros, também consigo mesmo e com seus próprios atos. Foi o cidadão grego que se fez trágico nos anfiteatros do século V a. C. (Vernant e Vidal-Naquet, 1991, p. 89) Encenações individuais e coletivas das glórias e tragédias humanas: a tragédia mostrava a cidade que pensava sobre si mesma, seu passado, suas leis e costumes, suas inovações e conflitos, tudo isto encenado na forma semicircular do anfiteatro grego, congregando assim os cidadãos ao seu redor. Como sugere Gazolla: “talvez a tragédia anuncie o primeiro esboço de um novo homem, esboço que a cidade cuidou de bem desenhar. [...] O Teatro parece ter sido veículo propício para indicar, sem os argumentos elaborados da filosofia, essa transformação” (2003, p. 17, grifo meu).
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A questão acerca da origem e a apropriação não-objetivante da tradição no jovem Heidegger

A questão acerca da origem e a apropriação não-objetivante da tradição no jovem Heidegger

Justamente neste problema dever-se-ia tornar claro que o lógico deve procurar pôr em evidência o sentido inequívoco das proposições (den eindeutigen Sinn der Sätze), e determinar, conforme as diferenças objetivas do sentido e conforme sua estrutura simples ou composta, as formas do juízo (die Urteilsformen), inserindo-as num sistema. O verdadeiro trabalho preparatório para a lógica e o único a ser empregado frutuosamente não é propiciado pelas investigações psicologísticas sobre a origem e a composição das representações, mas através de determinações claras e elucidações do significado das palavras 72 .
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Ensaio sobre a origem dos Machado da ilha Terceira

Ensaio sobre a origem dos Machado da ilha Terceira

Veremos que estes Machado de Andrade, na geração dos filhos de Luís Machado, senhor de Sandomil (c. da Guarda) e de sua mulher Maria Rodrigues (de Andrade?), em que se inclui uma Mécia Andrade, são con- temporâneos dos doutores João Machado e Rui Boto, que a “tradição” aço- riana dá respectivamente como irmão e cunhado da Mécia Andrade Machado, mulher de um Gonçalo Eanes, de Lagos, e genearca dos Machado terceirenses. Provarei que o logo de Lagos, que a mesma tradição, aliás com algumas hesitações, apresenta como naturalidade desse mesmo Gonçalo Eanes, tanto pode reportar-se à vila algarvia de Lagos, como ao logo de Lagos da Beira. Provarei ainda que a, hoje extinta, vila de Lagos da Beira ficava junto a Seia, Oliveira do Hospital e Guarda mas, sobretudo, adjacente a Sandomil, senhorio deste ramo de Machado que, tanto quanto apurei casaram a sua numerosa descendência com famílias da mesma região. E aduzirei as razões que me movem a identificar a Mécia
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"Atualizando a tradição": sobre casas de saúde no Baixo Amazonas

"Atualizando a tradição": sobre casas de saúde no Baixo Amazonas

A tradição referente a tratamentos à base de plantas, reproduzida pelo discurso dos grupos remontam a ideia de tradição inventada de Hobsbawm e Ranger (1984), que demonstrou que a tradição pode ser entendida a partir do tempo de seu surgimento, pois ela não é descontínua, sendo esse tempo passível de análise. As tradições são a todo tempo construídas e modificadas e podem ser localizadas em um período histórico que pode ser descrito (HOBSBAWM; RANGER, 2004). Em nosso caso, esse período é de surgimento das casas, que se deu a partir de dois momentos: a conquista da terra que deu origem ao bairro Conquista em Santarém, e o contato dos padres franciscanos com as plantas medicinais em Monte Alegre, apoiados por pessoas que delas confeccionavam produtos e realizavam ações visando à cura.
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Lanterna na proa: sobre a tradição recente nos estudos da lingüística

Lanterna na proa: sobre a tradição recente nos estudos da lingüística

Há uma espécie de divisão do trabalho entre as “lingüísti- cas da significação do discurso”e as “lingüísticas da significação da sentença”. As primeiras, que contribuem com densas aborda- gens no que concerne à fenomenologia da situação comunicativa e às determinações não lingüísticas da interpretação, pouco têm a dizer sobre semântica lexical ou sobre a semântica das constru- ções gramaticais. Já as últimas, requintadas nas suas descrições do léxico e (um pouco menos) da gramática, mantêm-se bem pouco efetivas para tratar do discurso. O cisma na origem (re- curso à teoria social, de um lado, e à psicologia e à filosofia, de outro) continua repercutindo na evolução científica dos estudos do sentido, sem que haja, de parte a parte, um esforço em favor da articulação destas investigações que representam esforços complementares.
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Feira livre de Rio Largo/AL, Brasil: origem, tradição e rupturas

Feira livre de Rio Largo/AL, Brasil: origem, tradição e rupturas

RESUMO: O artigo versa sobre a transferência de localidade da feira-livre na organização do espaço da cidade de Rio Largo, Alagoas considerando a evolução geo-histórica do município e dessa atividade, além dos aspectos de distribuição, socialização dos que dela se beneficia e origem da mercadoria. A metodologia versou sobre fases de apanhado teórico, obtenção de dados por meio de entrevista e sistematização dos resultados da amostra. Ademais, se considera as feiras-livres como fenômenos econômicos e sociais antigos que remontam aos primeiros agrupamentos humanos. O objetivo da pesquisa em tese é identificar se os feirantes estão satisfeitos com a mudança de localidade. Dentre os resultados encontrados, observou-se que há algumas indagações negativas feitas pelos feirantes sobre a infraestrutura do local, estas que serão apresentadas no decorrer do artigo.
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Hipnose e dor: origem e tradição clínicas.

Hipnose e dor: origem e tradição clínicas.

Em suma, existe um parentesco inegável entre as concepções atuais e antigas que merece não apenas o reconhecimento, mas também um estudo mais aprofundado sobre as origens dessa prática, cuja influência se faz presente em outras atividades tais como a psicoterapia. É necessário rever a postura quanto aos autores antigos, como os aqui destacados, não só em termos de uma consideração histórica ou pessoal, mas, sobretudo, no que se refere à pertinência de seus trabalhos, posto que, como diria Bachelard (1934/1996), no espírito científico a melhor forma de venerar um mestre é criticando-o. Assim, ao invés de afirmações exclusivistas que negam cientificidade ao pensamento clínico, é mais coerente retomar a história de maneira a aprender com ela em termos da origem de muitas das concepções em uso na atualidade. Ao invés de excluir tais autores, é necessário compreender com quais problemas se depararam, quais questões se colocaram, quais dificuldades enfrentaram e quais soluções foram capazes de criar diante de um campo que ainda possui muito mais perguntas do que respostas. Enfim, ao invés de negar- lhes reconhecimento, deve-se buscar um diálogo junto a eles no sentido de conceber o que podem levar seus interlocutores atuais à prática que talvez mais caracterize o pensamento científico – a possibilidade de pensar.
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O ator no Boi-de-Mamão: reflexões sobre tradição e técnica

O ator no Boi-de-Mamão: reflexões sobre tradição e técnica

A brincadeira de Boi-de-Mamão é uma das expressões cênicas populares mais difundidas no litoral do Estado de Santa Catarina, onde diversos grupos se apresentam com freqüência no período que antecede o Natal e vai até o Carnaval. No entanto, conforme Nereu do Vale Pereira: “o Boi catarinense tem ciclo carnavalesco, sendo grave erro apresentar-se entre Natal e Festas de Reis” (1996:07). Por tradição, os grupos têm suas apresentações marcadas neste período, porém, nos últimos anos, têm-se registrado mudanças nesse calendário, ampliando-o para todo o ano, principalmente durante os festejos juninos.
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A tradição esquecida: estudo sobre a sociologia de Antonio Candido.

A tradição esquecida: estudo sobre a sociologia de Antonio Candido.

por mudanças para superá-los. Temos aqui, por- tanto, a forma de Raízes do Brasil ou de Forma- ção do Brasil contemporâneo. A preocupação de escrever literariamente, sem abusar de jargões, também recupera a tradição. Como sugere Paulo Arantes a respeito de Formação da literatura brasileira, as influências mais determinantes não vêm de fora; elas são recolhidas na tradição brasi- leira e elaboradas teoricamente, na medida em que o objeto de pesquisa, neste caso o universo das culturas rústicas, assim o exige. A distância te- mática que separa Formação da literatura brasi- leira e Os parceiros do Rio Bonito deve ser, por- tanto, relativizada. Embora sejam livros muito dis- tintos, aproximam-se pela preocupação de com- preender o processo histórico e os fundamentos da nação brasileira, apesar de tratarem de dimen- sões diferentes da realidade e da história. A “tra- dição esquecida” da cultura caipira e dos parcei- ros recupera, assim, na escritura de Antonio Can- dido, a longa tradição de nosso pensamento, em relação ao qual o saber acadêmico da USP procu- rava se diferenciar nos anos 50 e 60.
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e tradição discursiva: um estudo sobre gênero anúncio publicitário

e tradição discursiva: um estudo sobre gênero anúncio publicitário

O primeiro, contexto, está subdividido em três planos: a) ambiência, que diz respeito ao aspecto histórico (tempo) e ao aspecto social (espaço) do período utilizado para o levantamento de dados da pesquisa; b) interlocutores, o qual se refere ao lugar e ao perfil social dos participantes da interlocução; e c) finalidade, que diz respeito ao propósito comunicativo. Por sua vez, o texto subdivide-se em: a) conteúdo, que trata sobre o assunto do qual se fala ou escreve; b) norma, que abrange os comportamentos linguísticos e discursivos que são mais previsíveis e recorrentes no gênero; e c) forma, o qual se relaciona aos elementos grafoespaciais que constituem o texto. Como exemplo desse último subnível, podemos citar os recursos multimodais, os quais são analisados nesta dissertação. Esses aspectos são importantes, pois nos auxiliarão a pensar como a multimodalidade, que será analisada no último subnível apresentado na figura anterior, subnível forma, passa a ser encarada como uma tradição discursiva.
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Novos tempos, novos ventos? A extrema-direita europeia e o Islão

Novos tempos, novos ventos? A extrema-direita europeia e o Islão

antepassados cosmopolitas”, observou Boyer (2005, p. 523). Para Bunzl (2007, pp. 44-45), a forma moderna de anti-semitismo já percorreu o seu caminho histórico, e actualmente “simplesmente não há qualquer debate sobre a legitimidade da presença judaica na Europa”. Enquanto o anti-semitismo é algo do passado, “concebido para proteger a pureza do estado-nação étnico, a islamofobia é a forma de proteger o futuro da civilização europeia”. Na opinião de outros autores, o anti-semitismo oferece um modelo real sobre a forma como, cada vez mais, os muçulmanos são encarados como eternos estrangeiros à cultura autóctone (Silverstein, 2005, p. 366; Kundnani, 2007, p. 30). Contudo, existem diferenças substanciais, e óbvias, que não devem ser subestimadas, entre o tratamento e o estatuto conferido aos judeus no passado e a situação actual dos muçulmanos na Europa. E a verdade é que o anti- -semitismo tradicional pode ressurgir noutros termos — numa forma de anti- -sionismo feroz, por exemplo — podendo até manifestar-se na violência anti- judaica perpetrada por jovens muçulmanos (observável na segunda Intifada Palestina 2000-2006. V., por exemplo, Ganor, 2011). No entanto, o reconhe- cimento crescente do contributo judeu para a cultura europeia por parte de alguns partidos da extrema-direita, e o subsequente apoio a Israel, poderão evidenciar que a demonização tradicional dos judeus ocupa agora a retaguarda face à actual estigmatização dos muçulmanos nos discursos de pertença e exclusão na Europa.
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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ORIGEM DA TEORIA DA PROBABILIDADE

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ORIGEM DA TEORIA DA PROBABILIDADE

A prática dos seguros parece ter iniciado provavelmente com comerciantes mesopotâmicos e fenícios que o aplicavam a perda da carga de navios por naufrágio ou roubo. A prática teve seqüência com os romanos e os gregos e chegou ao mundo moderno com os comerciantes marítimos italianos. Sobre as técnicas utilizadas pelas antigas seguradoras praticamente nada se sabe. Mas pode-se especular que elas se baseavam em estimativas empíricas das probabilidades de acidentes, para determinarem os prêmios. O crescimento dos aglomerados urbanos, após a idade média, popularizou o seguro de vida. Em volta deste tipo de negócio é que surgem os primeiros estudos matemáticos. Os prêmios dos carregamentos entre as Américas e as Índias continuavam a ser calculado pelas técnicas milenares, apesar do grande aumento deste tipo de negócio.
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Hipótese sobre a origem da Depressão Periférica Paulista

Hipótese sobre a origem da Depressão Periférica Paulista

A Depressão Periférica Paulista tem iní- cio na região de Monte Santo de Minas , onde se apresenta estreita; sua largura mé- dia, entretanto , orça pelos cem quilô[r]

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As mulheres, os outros e as mulheres dos outros: feminismo, academia e Islão.

As mulheres, os outros e as mulheres dos outros: feminismo, academia e Islão.

enquadrar autores como Ascha (1987) e Ait Sabbah (1986 [1982]) ; 2) as que consideram essa atitude misógina como resultante de interpretações “erradas” ou “confusas” do Islão – um discurso veiculado com especial destreza e eloquência por Bouhdiba (1982 [1975]) ; 3) as que se concentram fundamentalmente na idade de ouro do Islão, nos seus primórdios, à procura da sua essência, para explicar em termos degenerativos a actual situação degradante da mulher islâmica – entre outros podemos aqui apontar o caso de Fatima Mernissi (1987) , Magali Morsy (1989) e, talvez, acrescentar a de Leila Ahmed (1992) , com maior impacto académico. O problema destas abordagens pode residir no seu duplo culturalismo: expresso, por um lado, na ideia de que a tradição islâmica é o elemento permanente da personalidade de base árabe-muçulmana (Boudhiba, 1982 [1975]) – o que o aproxima perigosamente das tão criticadas posturas a la Grunebaum (1989 [1955]) – e, por outro, no pressuposto da existência de uma mulher islâmica, logo, de uma cultura feminina islâmica. 9
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Islão Ambivalente: A construção identitária dos muçulmanos sob o poder colonial português

Islão Ambivalente: A construção identitária dos muçulmanos sob o poder colonial português

A competição de poder que opunha a administração portuguesa à influência islâmica retirava algum ganho simbólico da desvalorização retórica do Islão sem- pre que o comparava às “virtudes” do cristianismo. Uma tal imagem identitária poderia receber uma legitimação “científica” ao se transferir a afinidade “natu- ral”, quase pseudobiológica, entre o Islão e a África negra para uma conexão mais “cultural”. A antropologia veio servir esse desígnio. José Júlio Gonçalves, que fez parte da sua carreira académica no seio da antiga Escola Colonial, entre- tanto rebaptizada como Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, publicou em 1958 um estudo que foi considerado, durante vários anos, a única referên- cia de autoridade sobre o Islão na investigação científica portuguesa (Macagno, 2006, p. 90; Vakil, 2004, p. 26). Este texto estava impregnado de preconceitos e estereótipos, a começar pelos que essencializavam a ligação dos negros africa- nos ao Islão. Essas ideias vinham, no entanto, envernizadas com um toque etno- logista: “Certas afinidades entre o modus vivendi dos muçulmanos do Norte de África e da Arábia e o dos negros africanos dão um maior poder de penetração ao Islamismo” (Gonçalves, 1958, p. 69). Neste particular, para explicar por que motivo a religião islâmica havia sido tão bem sucedida em África, Gonçalves re- corria a um tema sexual que parecia obcecar estes “islamólogos”, traindo as suas
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