Top PDF Sobre as compulsões e o dispositivo psicanalítico.

Sobre as compulsões e o dispositivo psicanalítico.

Sobre as compulsões e o dispositivo psicanalítico.

Num artigo publicado recentem ente na Folha de S. Paulo , Slavoj Zizek com enta o caso da texana Andrea Yates, ocorrido em junho deste ano. Considerada m ãe exem - plar, a ponto de deixar seu em prego de enferm eira para dedicar-se exclusivam ente aos filhos, e tendo colocado sua vida sem pre a serviço dos outros, Andrea surpre- ende a todos com um ato terrível: num dia com um , após a saída de seu m arido para o trabalho, ela enche a banheira e afoga um a a um a suas cinco crianças, entre seis m eses e 7 anos — crianças que, m uito provavelm ente, a olhavam perplexas durante a m etódica operação. Em seguida, ela cham a a polícia e o m arido, afir- m ando m uito calm am ente: “m atei m eus filhos”. Não há m uitas dúvidas de que se trata de um a passagem ao ato, e a hipótese de Zizek é a de que esse ato surgiria com o resposta a um im perativo cujo cum prim ento é im possível. Não pretende- m os discutir aqui a pertinência de um a hipótese sobre um processo subjetivo baseada m eram ente em inform ações jornalísticas, com o ocorre no citado artigo. Para o que nos interessa, gostaríam os apenas de enfatizar a injunção que, segundo Zizek, estaria na raiz da passagem ao ato: “seja feliz e encontre sua realização den- tro do inferno de sua casa, onde seus filhos a bom bardeiam com exigências im - possíveis de serem satisfeitas e onde todas as suas esperanças são frustradas” ( ZIZEK, 2001) . A hipótese é a de que a m ãe se encontraria num im passe, num dilem a decorrente da própria exigência de um gozo im possível. Diante desta, sua única
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Acompanhamento terapêutico como dispositivo psicanalítico de tratamento das psicoses...

Acompanhamento terapêutico como dispositivo psicanalítico de tratamento das psicoses...

Essa pesquisa interroga a respeito do exercício da prática clínica quando seus fundamentos, conceitos e teorias próprios não estão referidos aos espaços tradicionais de tratamento, como é o caso da prática do Acompanhamento Terapêutico. Trata-se de um levantamento bibliográfico das articulações teórico-práticas realizadas pelos pesquisadores brasileiros que escreveram sobre o tema do AT e posteriormente um recorte específico dos trabalhos que se situam no campo da psicanálise, tendo a finalidade de reunir a produção teórica desta prática e analisá-la. A pesquisa se propõe a oferecer um panorama do campo mostrando como e em que momento histórico o AT surgiu, quais as elaborações teóricas embasaram seu fazer e como a psicanálise contribui para este trabalho. Como conseqüência a disponibilização do conjunto de material produzido neste campo pode contribuir na elaboração de uma posição ou um lugar teórico sobre o AT. O AT surgiu no campo da saúde mental no momento histórico conhecido como Reforma Psiquiátrica, visto que se caracteriza pela aproximação à loucura e por seus novos modos de tratamento. Por ter surgido neste espaço as teorizações no campo se enquadram, em sua maioria, nos enfoques da reabilitação psicossocial e da psicanálise. De acordo com o material bibliográfico pesquisado é possível afirmar que O AT seria definido por uma prática e não por uma abordagem teórica, já que a rigor, não há uma teorização acerca do AT, pois seus autores importaram conceitos de diferentes correntes com bases epistemológicas distintas. O AT pode ser sustentado teoricamente a partir dos preceitos que orientam a clínica psicanalítica com as psicoses, compreendido como uma oferta clínica que sustenta saídas e promove a circulação. É, assim, portanto que o AT propicia em ato uma aproximação e experimentação de laços sociais, ou seja, possibilidades de encontro com efeitos de real. Conclui-se que o AT não é uma prática psicanalítica, no entanto, ao ser desempenhado por um psicanalista, alguns lugares lhe são possíveis, podendo se prestar a ser suporte das identificações imaginárias, ser secretário do alienado até contribuir para a construção do sinthome, que se referem às posições que o AT pode se colocar na transferência.
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Uma compreensão Fenomenológico-Hermenêutica das compulsões na atualidade.

Uma compreensão Fenomenológico-Hermenêutica das compulsões na atualidade.

Em Heidegger, os transtornos existenciais são comportamentos que promovem um estreitamento do horizonte existencial, de modo a encurtar as possibilidades existenciais. Em Ser e Tempo, Heidegger (1989[1927]) pensa o cotidiano em uma perspectiva do comportamento mediano, no qual permanece- mos com a impressão de que temos o controle e agimos de modo a que nada seja mais importante ao que tomar conta daquilo, que de algum modo acreditamos ameaçar nossa existência. E toda vez que temos o anúncio do incontrolável, dispomos de um esforço enorme para retomar o controle. Acontece que nada disso é da ordem do racional. Como diria Sartre (2001[1943]), isso acontece na síntese do projeto, na ordem do pré-lógico, horizonte esse que não pode jamais ser controlado. Por isso podemos arriscar dizer que, na cotidianidade mediana o que mais acontece são modos de ser restritivos, controladores. Ocorre que, ao tentar controlar tudo, esse projeto fracassa, já que na vida nunca é possível ter controle total sobre tudo e todas as coisas. Aquele que vive o transtorno apresen- ta uma tentativa de controle total, porém em um espaço reduzido. E ao reduzir o espaço das possibilidades à vulnerabilidade e às ameaças a sua existência, o transtornado acaba por tomar como ameaçadora uma e única possibilidade. Esse espaço restrito traz a ilusão de um controle possível, mas é justo nessa redução que há o transtorno. Na ação compulsiva, o homem insiste em manter tudo sobre controle, mas pode acontecer, ao contrário, a desistência, já que esse homem se dá conta de sua impotência frente ao controle pretendido. E, assim, temos o transtorno como elemento decisivo para o controle, determinação, compulsão ou, ao contrário, para a total e radical entrega, daí a inação, a tristeza e o abando- no de toda e qualquer tentativa de criar projetos para a sua existência.
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O possível e o necessário: as estratégias das esquerdas — Outubro Revista

O possível e o necessário: as estratégias das esquerdas — Outubro Revista

Como as esquerdas em escala internacional, em especial o Partido Co- munista da União Soviética, baseavam suas análises sobre o socialismo a par- tir da identificação entre socialismo e estatismo e, ao mesmo tempo, se recusa- vam a colocar a questão específica da socialização das forças produtivas, o discurso majoritário por elas produzido — e suas práticas correlatas — tradu- ziu-se em uma análise determinista de tipo economicista. Esta “análise” rebai- xava o nível da teoria e das práticas à luta pela obtenção de medidas que permi- tissem às classes trabalhadoras, em especial ao operário fabril, uma melhor condição material de vida. Decorrente daí, ficava, sobretudo para os social- democratas, a suposição de que era possível realizar essas conquistas no plano da democracia formal de tipo liberal e, para os partidos comunistas, a de que socialismo e planificação eram um único e solidário corpo. A industrialização
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Mulheres do Carnaval

Mulheres do Carnaval

Mulher myke tyson - aquela que te bate achando que ocê comeu outra.. Mulher clube itaporã - só dá procê se ocê estiver com o condomínio em dia.[r]

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Um olhar psicanalítico sobre a identidade de género

Um olhar psicanalítico sobre a identidade de género

Ora, de seguida a menina revolta-se contra a sua mãe. Isto porque a progenitora é vista como igualmente desprovida de pénis, também ela inferior, sendo por isso culpada de ter privado a filha de ter um pénis e de todo o prazer a ele associado. Portanto, as meninas expressam essa revolta contra o facto de terem sido magoadas na sua infância, desprovidas de algo e tratadas de forma injusta. É a inveja pelo pénis masculino que inicia, assim, o Complexo de Édipo feminino. A resolução desta hostilidade em relação à mãe começa quando a criança se debruça sobre a figura paterna e adota a posição materna, para obter o que ela considera que, por direito, é dela (o seu ausente pénis), desejando assim que o pai lhe dê um bebé – uma compensação; em última instância, a menina dissolve mesmo o complexo existente reprimindo esta atração proibida pelo pai e identificando-se com a sua mãe – repressão e identificação. Ao identificar-se com a mãe, em quem reconhece uma igualdade de castração, a criança criaria um sentido de identidade de género própria. (6)
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Bonapartismo: o fenômeno e o conceito — Outubro Revista

Bonapartismo: o fenômeno e o conceito — Outubro Revista

Na interpretação do filósofo italiano, essa quase onipresença do bonapartismo como regime político na contemporaneidade parece resultar do fato de que, para o autor, como dissemos, ele seria praticamente a única forma, ou pelo menos a forma por excelência, de dominação política da burguesia sobre as massas populares. Tomando a democracia como uma espécie de apanágio dos setores subalternos, Losurdo parece supor que sua implementação só poderia ser obra de uma sociedade emancipada. Assim, todos aqueles regimes que, para muitos autores (marxistas ou não), foram designados de democracia (democracia liberal, democracia representativa, democracia burguesa etc.), tratar-se-iam, para Losurdo, de regimes bonapartistas. Assim parece operar a lógica analítica do filósofo italiano: não podendo ser a democracia um regime burguês, não haveria democracia burguesa, e sim bonapartismo. Todos os regimes capitalistas seriam bonapartistas. Desse modo, temos a ligeira impressão de que Losurdo, ao invés de reconhecer o verdadeiro caráter da democracia sob o capitalismo – uma democracia apenas para uma “ínfima minoria”, “para os ricos”, “inevitavelmente mesquinha, que exclui sorrateiramente os pobres e, por consequência, é hipócrita e mentirosa” (L ENIN ,
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Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobre patriarcado e/ou capitalismo — Outubro Revista

Considerações sobre gênero: reabrindo o debate sobre patriarcado e/ou capitalismo — Outubro Revista

Alguém duvida? Basta um simples experimento mental. Um homem não perderia nada, em termos de carga de trabalho, se a distribuição do trabalho de cuidado estivesse completamente socializada, ao invés de ser realizada por sua mulher. Em termos estruturais, não existem interesses antagonistas ou irreconciliáveis. De fato, isso não significa que ele seja consciente do problema, uma vez que pode muito bem ser que ele esteja tão integrado à cultura sexista que tenha desenvolvido algumas formas severas de narcisismo baseado em sua presumida superioridade masculina, o que o leva naturalmente a se opor a quaisquer tentativas de socialização do trabalho de cuidado, ou de emancipação de sua mulher. O capitalista, por outro lado, tem algo a perder na socialização dos meios de produção; não se trata apenas de suas convicções sobre a forma que o mundo funciona e seu lugar nele, mas de lucros massivos que ele alegremente expropria dos trabalhadores.
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FRASES MAIS USADAS PELOS HOMENS PARA REJEITAR UMA MULHER

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10 FRASES MAIS USADAS PELOS HOMENS PARA REJEITAR UMA MULHER (e o que realmente significam)!!!. 10.[r]

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Melhores Razões pra Você Sair com uma Mulher Feia

Melhores Razões pra Você Sair com uma Mulher Feia

As bonitas normalmente fazem isso também, mas não vão sair com você nem, muito menos, emprestar o caderno.. É suficiente em casos desesperados[r]

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dicas para uma pele perfeita

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Quanto mais tempo você fica em contato com a água, mais ela remove o hidratante natural da pele, provocando o ressecamento.. 3- Use um sabonete de formulação suave e que proteja a pele.[r]

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Razões Pelas Quais é Bom Ser HOMEM

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Quando seu trabalho e criticado, você não entra em pânico achando que todos a sua volta,.. secretamente te odeiam.[r]

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Maneiras de enlouquecer uma mulher na cama

Maneiras de enlouquecer uma mulher na cama

Bebidas e comidas finas combinam e muito com sexo. Você pode incrementar a transa derramando champagne sobre o corpo dela, ou colocando no umbigo frutas e outros petiscos. Claro que gosto é gosto, não se discute, mas você pode ser um garanhão mais ousado e tentar pratos mais exóticos, como a feijoada completa e o porco no rolete. 5 -- O GOL - O orgasmo

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mistérios das mulheres

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R: Como alguém pode confiar em algo que sangra por cinco dias e não morre?.[r]

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frases que a mulher perfeita diria

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Ah vamos lá, o que você acha de alugar um bom filme pornô, um engradado de cerveja e chamar a minha amiga Gelaine para fazermos um ménage3. Putz.[r]

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3 homens loiros Tudo sobre as mulheres  Vizente Besteirol homens loiros

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O 2º loiro rezou para que Deus o fizesse ainda mais esperto e assim foi transformado num homem de cabelo preto, construiu um barco e remou até à outra margem.. Chegou a vez do 3º loiro,[r]

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PONTO DE VISTA FEMININO DAS COISAS QUE ACONTECEM

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Se você tem um trabalho chato e que paga pouco, deveria tomar vergonha na cara e arrumar algo melhor.. 07.[r]

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Pensamentos Feministas

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20) Sabe como uma mulher se livra de 75 kgs de gordura inútil? Pedindo o divorcio. 21) O que acontece com um homem, quando engole uma mosca viva? Fica com mais neurônios ativos no estô[r]

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