Top PDF Taxonomia do gênero Euploca Nutt. (Heliotropiaceae) no Brasil.

Taxonomia do gênero Euploca Nutt. (Heliotropiaceae) no Brasil.

Taxonomia do gênero Euploca Nutt. (Heliotropiaceae) no Brasil.

Material selecionado examinado: BRASIL. Acre: Rio Branco-Brasiléia, X/1980, fl . fr., Nelson 753 (INPA). Alagoas: Arapiraca, V/1982, fl . fr., Lyra-Lemos & Staviski 478 (MAC); Estrela de Alagoas, 09º23’00”S, 36º46’15”W, s/d, fl . fr., Lyra Lemos 5343 (IMA); Piranhas, X/1999, fl . fr., Silva & Moura 1128 (PEUFR); Traipu, V/1990, fl . fr., Lyra-Lemos & Esteves 2534 (MAC). Bahia: Abaíra, 13º18’S, 41º48’W, XII/1992, fl . fr., Hind et al. 50477 (CE- PEC, HUEFS, K, SPF); Caraíba, VIII/1994, fl . fr., Guedes s/n (ALCB 26953, CTES 284223); Glória, VII/1995, fl . fr., Bandeira 250 (HRB, IPA, HUEFS); Irecê, V/1984, fl . fr., Fotius 3859 (IPA); Itiúba, 10º42’S, 39º50’W, I/1997, fl . fr., Arbo et al. 7298 (CEPEC, CTES); Jacobina, X/1995, fl . fr., Jardim et al. 695 (CEPEC); Jequié, III/1977, fl . fr., Sheperd et al. 4458 (UEC); Juazeiro, III/2004, fl . fr., Félix et al. 10117 (EAN); Lagoa da Eugenia, 10º40’S, 39º43´W, II/1974, fl . fr., Harley 16238 (IPA, K); Livramento de Nossa Senhora, 13º37’22”S, 41º49’17”W, I/2005, fl . fr., Melo et al. 488 (PEUFR); Queimadas, 10º55’35”S, 39º36’00”W, XI/1986, fl . fr., Queiroz 1157 (HUEFS); Rio de Contas, I/2005, fl . fr., Melo et al. 489 (PEUFR); São Sebastião do Passé, X/1998, fl . fr., Nascimento et al. 91 (ALCB); Tucano, X/1961, fl . fr., Lima 61-3941 (IPA). Ceará: Caridade, II/1997, fl . fr., Ferrucci & Figueiredo 1138 (CEPEC); Crato, VIII/1986, fl . fr., Lima 270 (IPA); Santana do Cariri, XII/1981, fl . fr., Peixoto & Peixoto 1645 (UEC); Serra de Baturité, X/1939, fr., Eugenio 80/A (RB); Quixadá, IV/2005, fl . fr., Melo et al. 501 (PEUFR). Goiás: Campinaçu, X/1995, fl . fr., Walter 2782 (CEN); Niquelândia, VII/1994, fl . fr., Filgueiras & Oliveira 2969 (IBGE, UEC). Maranhão: Benedito Lei- te, I/2005, fl . fr., Miranda et al. 4770 (HST); Santa Inês, X/1975, fl . fr., Santos 3069 (CEPEC). Mato Grosso: Poconé, IX/1991, fl . fr., Schessl 2207 (CH); Xavantina, VII/1976, fl . fr
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Taxonomia e variação geográfica das espécies do gênero Alouatta Lacépède (Primates, Atelidae) no Brasil.

Taxonomia e variação geográfica das espécies do gênero Alouatta Lacépède (Primates, Atelidae) no Brasil.

RESUMO. Neste estudo analisou-se a variação geográfica e não-geográfica de táxons de bugios, gênero Alouatta Lacépède, 1799, que ocorrem no Brasil, com o objetivo de esclarecer a taxonomia do grupo. Para a análise morfológica, examinou-se um total de 1.286 espécimes mantidos em cinco museus brasileiros e dois norte-americanos. O material consistiu basicamente de peles, crânios e ossos hióides; esqueletos e espécimes preservados em via úmida foram escassos. O estudo se baseou na análise qualitativa dos complexos morfológicos em adição a 18 morfométicos do crânio e osso hióide. Antes das decisões taxonômicas, elaborou-se um estudo de variação geográfica, sexual, ontogenética e individual. Reconheceu-se 10 espécies de Alouatta ocorrendo no Brasil, sendo a maioria definida por caracteres discretos, porém diagnósticos. São elas: Alouatta caraya (Humboldt, 1812), A. fusca (Geoffroy Saint-Hilaire, 1812), A. clamitans Cabrera, 1940, A. belzebul (Linnaeus, 1766), A. discolor (Spix, 1823), A. ululata Elliot, 1912; A. juara (Linnaeus, 1766), A. macconnelli (Humboldt, 1812), A. puruensis Lönnberg, 1941 e A. nigerrima Lönnberg, 1941. Alouatta macconnelli e A. clamitans mostraram notável variação geográfica na coloração da pelagem e algumas variáveis morfométricas (polimorfismo) o que dificultou as definições e limites dos táxons. Alouatta belzebul apresentou variação em mosaico na coloração da pelagem. Alouatta ululata e A. puruensis foram definidas pela presença de dicromatismo sexual na pelagem, mas este caráter pode ser um artefato e necessita estudos adicionais para corroborar sua validade. Sinonimizou-se Alouatta belzebul mexianae Hagmann, 1908 com A. discolor; e a validade de Alouatta seniculus amazonica Lönnberg 1941, não foi considerada.
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Taxonomia e distribuição do gênero Caulerpa Lamouroux (Bryopsidales - Chlorophyta) na costa de Pernambuco e Arquipélago de Fernando de Noronha, Brasil.

Taxonomia e distribuição do gênero Caulerpa Lamouroux (Bryopsidales - Chlorophyta) na costa de Pernambuco e Arquipélago de Fernando de Noronha, Brasil.

RESUMO – (Taxonomia e distribuição do gênero Caulerpa Lamouroux (Bryopsidales - Chlorophyta) na costa de Pernambuco e Arquipélago de Fernando de Noronha, Brasil). Este trabalho identifica e fornece a distribuição do gênero Caulerpa na costa de Pernambuco (07º30’ S e 09º00’ W) e no Arquipélago de Fernando de Noronha (03º51’ S e 32º25’ W). As coletas foram realizadas em 32 praias da costa de Pernambuco no período entre abril/2004 a novembro/2005, na região entre-marés. Em Fernando de Noronha as coletas foram feitas em junho/2006, na região entre marés e no infralitoral (10, 15 e 21 m de profundidade), em oito praias. Foram, também, analisadas as exsicatas de Caulerpa depositadas no Herbário Professor Vasconcelos Sobrinho (PEUFR) da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Os resultados mostram que o gênero Caulerpa está representado na costa de Pernambuco, por 19 táxons infragenéricos. Algumas espécies apresentaram distribuição restrita como C. kempfii Joly & Pereira, C. lanuginosa J. Agardh e C. serrulata (Forssk.) J. Agardh. Para o Arquipélago de Fernando de Noronha foram registrados três táxons infragenéricos.
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Contribuições ao conhecimento do gênero Verbesina L. (Heliantheae-Asteraceae) no Brasil : taxonomia e filogenia

Contribuições ao conhecimento do gênero Verbesina L. (Heliantheae-Asteraceae) no Brasil : taxonomia e filogenia

Verbesina L. (Tribo Heliantheae, subtribo Verbesininae) é um gênero subarbustivo a arbustivo, às vezes arbóreo, raro herbáceo, de filotaxia alterna a oposta e lâminas foliares inteiras, pinatifidas a pinatipartidas. A capitulescência é do tipo corimboide, os capítulos podem ser discoides ou radiados e as cipselas possuem de 2 (-3) alas e 2 (-3) aristas. O número cromossômico básico para o gênero é x=16, 17, 18, sendo para as espécies brasileiras o número encontrado foi x=17. Verbesina contêm cerca de 300 espécies com distribuição nas Américas sendo México e Andes locais de maior diversidade. Para o Brasil são registradas nove espécies de ocorrência nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Caracteres micromorfológicos das cipselas apresentaram-se como uma valiosa ferramenta em auxílio à taxonomia, também relacionados a grupos filogenéticos associados ainda a caracteres foliares e cor da corola. Os grãos-de-pólen de Verbesina são homogêneos, porém atributos como espessura da exina, distância entre espinhos e lado do apocolpo podem ser usados na caracterização das espécies. A monofilia de Verbesina foi corroborada assim como uma origem norte-americana com várias introduções independentes na América do Sul, principalmente na região andina. As seções taxonômicas descritas para Verbesina apresentaram-se de forma geral artificiais. Uma data média de 9,04 Ma é estimada para a origem de Verbesina, com as introduções na América do Sul iniciadas por volta de 3,38 Ma, por eventos de dispersão da América do Norte e Central via o Istmo do Panamá. As introduções no Brasil ocorreram entre 2,05-1,61 Ma, por dispersão, a partir de espécies andinas.
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Taxonomia de espécies do gênero Elysia Risso 1818 (Mollusca: Gastropoda: Sacoglossa) do Brasil

Taxonomia de espécies do gênero Elysia Risso 1818 (Mollusca: Gastropoda: Sacoglossa) do Brasil

O gênero Elysia Risso, 1818 representa quase um terço do total de espécies descritas da ordem Sacoglossa, representado por animais com traços evolutivos únicos ou raros no mundo animal. No Brasil, oito espécies válidas são registradas até o presente: Elysia canguzua, Elysia chitwa, Elysia. evelinae, Elysia flava, Elysia ornata, Elysia serca, Elysia subornata e Elysia tuca. Apesar de numeroso, o gênero é pouco estudado anatomicamente, com a maioria dos trabalhos mais recentes voltados apenas para a morfologia externa, coloração e rádula. Desse modo, as características morfológicas e anatômicas das espécies já descritas não são conhecidas ao ponto das sinapomorfias serem identificadas, o que caracteriza Elysia como um gênero parafilético. Com o intuito de acrescentar informações que colaborem com a elucidação do complexo de espécies do gênero Elysia, foi realizada uma caracterização detalhada dos sistemas digestório, reprodutor e nervoso, além da diferenciação externa das espécies encontradas. Duas espécies formalmente não nomeadas para a Ciência são descritas e comparadas com espécies válidas. Características morfológicas como a presença de ornamentação, comprimento pericardial, anastomose dorsal e forma dos parapódios se mostram importantes na identificação das espécies. A coloração difere, principalmente, na presença de pigmentação preta, azul e laranja. O sistema reprodutor se modifica no tipo de sistema (androdiáulico ou triáulico), no número de ampolas hermafroditas, na ocorrência de receptáculo genital e sua conexão com oviduto, na forma da próstata e do pênis e no arranjo dos ductos do sistema. O sistema digestório, apesar de bem semelhante entre os membros, se diferencia, principalmente, na forma da massa bucal e posicionamento do ascus, no tamanho do esôfago e da bolsa esofágica, na ocorrência de pregas no estômago e intestino e no posicionamento do ânus. A rádula, apesar de não ser uma característica diagnóstica determinante na identificação de Elysia, fornece informações valiosas sobre as espécies. O sistema nervoso também se mostrou com um importante papel na identificação das espécies, se diferenciando no tamanho dos gânglios, comissuras e nervos. A adição dessas informações, somadas a fotografias de exemplares vivos e microscopia eletrônica da rádula, atualiza o conhecimento sobre as espécies encontradas no século passado no país. Embora muitos trabalhos recentes reportem a capacidade fotossintética, parentesco molecular e desenvolvimento larval em Elysia como principal solução para resolver a parafilia do gênero, a anatomia e morfologia se mostra crucial nesse processo.
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Open O gênero Inga (Leguminosoe, Mimosoideae) no Nordeste do Brasil: citogenética, taxonomia e tecnologia de sementes

Open O gênero Inga (Leguminosoe, Mimosoideae) no Nordeste do Brasil: citogenética, taxonomia e tecnologia de sementes

Inga striata Benth. é uma espécie arbórea nativa de ocorrência nas florestas tropicais e matas ciliares, distribuindo-se nas Antilhas, Sul da América tropical e Bolívia. No Brasil ocorre na Amazônia e região Nordeste até Minas Gerais, sendo utilizada na recuperação de solos de áreas degradadas, como frutífera e na arborização urbana. O objetivo deste trabalho foi determinar os melhores índices de maturidade e o ponto ideal de colheita das sementes, avaliando sua qualidade fisiológica, durante o processo de maturação. O experimento foi conduzido entre novembro de 2006 a abril de 2007 e em novembro de 2007 a maio de 2008 em floresta de brejo de altitude no Campus II da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em Areia-Paraíba. Os tratamentos constituíram-se de seis épocas de colheitas de frutos após a antese (95, 110, 125, 140, 155 e 170 D.A.A) e dois períodos de observações. O delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado seguindo um esquema fatorial 2 x 6. Em cada colheita foram avaliadas as dimensões de frutos e sementes, teor de água e massa seca das sementes, bem como a germinação e o vigor (primeira contagem de germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento e massa seca da raiz primária e parte aérea). Os resultados permitiram constatar que para a área em estudo, I. striata apresentou os períodos de frutificação e a duração da maturação em épocas distintas para os dois períodos estudados. As sementes atingem a maturação fisiológica aos 156 dias após a antese no primeiro período de avaliação e aos 155 dias no segundo ano e que, os principais índices de maturidade foram o tamanho, teor de água, peso da massa seca, capacidade germinativa das sementes e ainda a massa seca da parte aérea da plântula. A colheita de frutos deve ser feita a partir dos 155 dias após a antese, estando os frutos com coloração verde e em início de dispersão.
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Taxonomia do gênero Heliotropium L. (Heliotropiaceae) no Brasil.

Taxonomia do gênero Heliotropium L. (Heliotropiaceae) no Brasil.

Heliotropium (Diane et al. 2002; Hilger & Diane 2003). Heliotropium está representado em todo Brasil, em ambientes litorâneos, cerrado, campos rupestres, mas, principalmente, nas caatingas e campos sulinos. O tratamento taxonômico mais abrangente para as suas espécies está incluído na monografia de Boraginaceae elaborada por Fresenius (1857), na Flora Brasiliensis, considerando-as sob os gêneros Heliophytum (Cham.) DC., Heliotropium L. e Tiaridium Lehm. Por outro lado, representantes de Heliotropium foram referidos em floras locais, regionais e em checklists, os quais incluem, principalmente, as Regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul, como Smith (1970), Guimarães et al. (1971), Harvey (1995), Dubs (1998), Sano & Almeida (1998), Munhoz & Proença (1998), Mendonça et al. (2000), Nagatani & Rossi (2000), Melo & França (2003), Zappi et al. (2003), Melo & Sales (2004; 2005), Melo & Andrade (2007) e Melo & Lyra-Lemos (com. pess.). O estudo de Melo & Sales (2004) foi o único a tratar apenas o gênero Heliotropium sensu lato.
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Taxonomia do gênero Macropeplus Perkins (Monimiaceae, Monimioideae)

Taxonomia do gênero Macropeplus Perkins (Monimiaceae, Monimioideae)

Monimiaceae sensu lato, é composta por cerca de 30 gêneros e 400 espécies de árvores ou arbustos, raramente plantas escandentes, distribuídas nas regiões tropicais e subtropicais, especialmente no Hemisfério Sul, sendo o Sul- Sudeste do Brasil e o Arquipélago Malaio os principais centros de dispersão (Hutchinson, 1964; Barroso et al. 1978). No Brasil ocorrem seis gêneros e cerca de 95 espécies (Peixoto et al. ined.b), sendo Siparuna Aublet e Mollinedia Ruiz & Pav. os mais numerosos. A família foi tratada do ponto de vista taxonômico por Jussieu (1809), Tulasne (1857), Perkins (1898), Perkins & Gilg (1901), Hutchinson (1964), que de modo geral a subdividiram em subfamílias, englobando tribos e gêneros reconhecidamente de difícil interpretação e de afinidades filogenéticas mais ou menos estreitas (Peixoto, 1987; Lorence, 1985). Segundo Cronquist (1981), a família engloba quatro subfamílias: Monimioideae, Atherospermoideae, Hortonioideae e Siparunoideae, constituindo-se em um grupo reconhecidamente polifilético. Schodde (1970), com base em caracteres morfológicos, propôs a elevação de Siparunoideae à categoria de família, estabelecendo assim Siparunaceae. Renner (1998) e Renner & Zanis (ined.), com base principalmente em evidências moleculares, mostraram a estreita afinidade de Monimiaceae sensu str. com Lauraceae e de Siparunaceae com Atherospremataceae.
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Taxonomia e filogenia das serpentes do gênero Typhlops Oppel, 1811 (Squamata: Typhlopidae) ocorrentes na Mata Atlântica brasileira

Taxonomia e filogenia das serpentes do gênero Typhlops Oppel, 1811 (Squamata: Typhlopidae) ocorrentes na Mata Atlântica brasileira

Typhlops brongersmianus apresentou valores de número médio de escamas dorsais e subcaudais abaixo daqueles fornecidos por Dixon & Hendricks (1979), porém esteve fora da média e acima da amplitude em 21 das 27 variáveis listadas na Tabela 8. Isto se deve ao fato de que na revisão de Dixon & Hendricks (1979), foram utilizados espécimes de vários países da América do Sul, inclusive do Brasil; neste estudo foram analisados espécimes de áreas apenas de Mata Atlântica. Assim sendo, os resultados deste trabalho que avaliou espécimes de apenas um bioma são mais homogêneos e, portanto, apresentam padrões de tamanho corporais mais semelhantes. O número de escamas dorsais, que constitui um caráter decisivo na distinção das espécies de Typhlops, se manteve dentro da amplitude já relatada previamente para esta espécie, o que comprova sua validade, mesmo com diferença no tamanho amostral: n=67 (este estudo), contra n=126 (Dixon & Hendricks 1979).
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Bernardo Mançano Fernandes, Leonilde Servolo de Medeiros e Maria Ignez Paulilo (Orgs.)

Bernardo Mançano Fernandes, Leonilde Servolo de Medeiros e Maria Ignez Paulilo (Orgs.)

Portanto, as negociações em torno das alternativas de ocupação do espaço físico e social marcaram e impregnaram a proposição de modos de vida orientados por valores cuja elaboração tornou possível a legitimidade da coexistência política e cultural. Modos de vida que também reafi rmam o direito à luta pela autonomia, emblematizada pela célebre referência à vida na fartura. Ora, tudo isso, relembramos, fora construído no contexto de imposição de formas de dominação objetivadas com base na grande produção. Por esse motivo, a vida segundo a lógica expropriatória objeti- vada na grande propriedade foi concebida como destruidora da dignidade social. A honra estava (assim e inclusive) pautada pela defesa do acesso à alimentação, todavia em condições socialmente concebidas como adequa- das à reprodução saudável do trabalhador e dos membros de sua família. Dessa forma, no Brasil, os produtores agregados pela forma de orga- nização camponesa estão presentes como atores sociais que participaram e participam da construção da sociedade nacional. Esse reconhecimento não se funda tão-somente em uma dimensão politizada de defesa dessa visibilidade social. Ele também se explica pelos princípios de constituição das formas hegemônicas de organização da produção social. Destacaremos três dimensões desse protagonismo. Em primeiro lugar, o campesinato representa um pólo de uma das mais importantes contradições do capital no Brasil, que consiste em sua incapacidade de se “libertar” da propriedade fundiária. O signifi cado que a propriedade da terra tem até hoje, como um elemento que ao mesmo tempo torna viável e fragiliza a reprodução do capital, gera uma polarização (de classe) entre o proprietário concentrador de terras (terras improdutivas) e aquele que não tem terras sufi cientes. Desse fato decorrem duas conseqüências principais. Por um lado, essa contradição não é residual na sociedade brasileira, constituindo-se um dos pilares de sua estrutura social; por outro, a principal luta dos camponeses é pela construção de seu patrimônio, condição sine qua non de sua existência. Essa luta foi e continua sendo muito forte em diversos momentos e sob as mais variadas formas. Ela tem um caráter eminentemente político e corresponde ao que se costuma chamar o “movimento camponês”.
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Análise filogenética molecular e biossistemática do complexo Habenaria repens Nutt. (Orchidaceae) no Brasil

Análise filogenética molecular e biossistemática do complexo Habenaria repens Nutt. (Orchidaceae) no Brasil

Foram amostrados indivíduos de 23 populações, totalizando 295 indivíduos (8 a 36 indivíduos por população), compreendendo H. repens, H. aranifera e os seis morfotipos supramencionados (Tabela 2.1, Figura 2.3). As populações amostradas apresentaram áreas de tamanhos muito diversos, variando entre, aproximadamente, 100 e 400 m 2 . Levando-se em conta a distribuição dos indivíduos nas populações, a amostragem foi feita de forma a se amostrar um mínimo de 15 indivíduos (quando disponíveis) com maior distanciamento possível, a fim de se evitar a amostragem de clones vegetativos. Habenaria achnantha Rchb.f., H. gracilis Lindl., H. modestissima Rchb.f., H. polygonoides Schltr., H. polyrhiza Schltr., H. sampoiana Schltr., H. taubertiana Cogn. e H. uliginosa Rchb.f. são conhecidas apenas do material tipo ou de coletas antigas, e não puderam ser localizadas e coletadas. Habenaria rupicola, H. coxipoensis e H. subviridis não foram incluídas nas análises, pois uma análise filogenética molecular das espécies Neotropicais mostrou que, apesar da morfologia similar, elas não são diretamente relacionadas a H. repens e pertencem a outros grupos do gênero (Batista et al., 2013). Habenaria brownelliana Catling apresenta distribuição restrita ao México e Guatemala, enquanto H. amambayensis Schltr. ocorre principalmente no norte do Brasil e escudo das Guianas, e não foi possível obter material destas espécies. Devido à indisponibilidade de flores em duas populações de H. repens de Viçosa-MG e na população de H. aff. repens3 de Grão Mogol-MG, elas não foram incluídas nas análises morfométricas. Duas populações de H. aranifera (A-BJ e A-CS) foram excluídas das análises de variabilidade genética, uma vez que suas distâncias para alguma dentre as outras três populações são muito reduzidas (de 8 a 45 km), e a similaridade morfológica entre elas elevada.
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Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

A violência no campo e a impunidade desses crimes é um fato que marca as historias dos movimentos camponeses, principalmente, no Brasil. E o Massacre do Eldorado dos Carajás (Pará) marcou para sempre o mês de abril, consagrando essa data no calendário de lutas da Via Campesina, levando a organização de manifestações em outros países. Os efeitos destrutivos do acordo de alguns países com o GATT levou o suicídio de diversos camponeses que não conseguiram reverter o seu endividamento, após um rápido barateamento do produto agrícola e da perda de suas terras. Inclusive, levou ao suicídio do outstanding coreano Lee Hyung Hae, que mesmo com sua particularidade, não conseguiu evitar a falecia de seus negócios e que tal ato, perante a mídia, durante o protesto da Via Campesina ao lado de fora da Conferencia Ministerial da OMC, chocou o mundo e marcou esse dia como o “Dia Internacional de Luta contra a OMC e o Neoliberalismo ”.
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AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

Todos esses dados são prova inequívoca de que o processo de reprodução ampliada do capital supõe a produção capitalista de relações não-capitalistas de produção, que podem ser muito melhor explicitadas se observarmos atentamente a dinâmica que tem envolvido a força de trabalho na agricultura. O Brasil como um todo tem apresentado um crescimento do pessoal ocupado nos estabelecimentos de 15.633.985 em 1960 para 17.582.089 em 1970 (12,5%) e 20.345.692 em 1975 (30% em relação a 1960 e 16% em relação a 1975). Desse total, tivemos a participação, em 1960, de 63% do trabalho realizado pelo responsável e membros não remunerados da família; já, em 1970, tivemos 80% e, em 1975, 81%. O fato ganha destaque se atentarmos para o ritmo de crescimento, no período, do trabalho familiar: de 1960 a 1970 o aumento foi de 43% e em relação a 1975 foi de 66%. E ganha destaque muito maior ainda, se observarmos que o trabalho familiar aumentou muito mais nas classes de área de até 10 ha, quando tivemos, na classe de menos de 1 ha, um crescimento de 298%, no período de 60 a 70, e 368%, no período de 60 a 75; na classe de 1 a 2 ha, ocorreu um aumento de 175% no período de 60 a 70 e de 214% no período de 60 a 75. Cabe ressaltar, também, que esse aumento não ocorreu homogeneamente no país, mas de forma desigual, pois, no mesmo período, apresentou o Estado de São Paulo números decrescentes. No total, tivemos uma redução de 14% no período de 70 a 75, redução essa que ocorreu praticamente em todas as classes de área, por exemplo, de 70 a 75 a classe de menos de 1 ha declinou cerca de 8, sendo de 9% o declínio na classe de 1 a 2 ha.
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Estratificação Socioeconômica e C

Estratificação Socioeconômica e C

No Brasil existem organizações que realizam painéis de consumidores utilizando diferentes tecnologias de pesquisa. A característica central desses painéis é a de ser uma pesquisa contínua ao longo do tempo, com uma cole- ta de dados periódica, em geral semanal ou diária, junto a um conjunto de mesmos domicílios e indivíduos, com emissão também periódica, em geral mensal, de relatórios de resultados abrangendo um elevado número de pos- síveis indicadores de comportamento do mercado consumidor. Dadas essas características, um painel de consumidores revela a evolução temporal do mercado de consumo como um todo e de diferentes categorias de produ- tos e de marcas. Assim, análises de dados relativas a uma pesquisa dessa natureza possibilitam compreender o comportamento de compra dos con- sumidores de um dado produto ou de uma dada marca. Permitem enten- der mudanças observadas no comportamento do consumidor em relação às compras que o domicílio realizou ao longo de um período ou, inclusive para determinados tipos de produto em que o consumo é individual, com- preender o comportamento dos moradores desses domicílios em relação às compras realizadas, tanto em relação ao ato de consumir dentro quanto fora do domicílio. Para isso, a amostra de um painel deve ser planejada de forma tal que represente uma dada população geodemográfica. Esses painéis de consumidores são extremamente importantes não apenas para fazermos uma segmentação evolutiva do mercado ao longo do tempo como também para avaliarmos o posicionamento das marcas que competem den- tro de uma mesma categoria de produto.
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Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

A análise da utilização dos serviços de saúde no Brasil no período 1998-2008 sugere uma melhora, principalmente na área do cuidado primário. Essa melhora ocorreu tanto no aumento das taxas de utilização como na redução das desigualdades sociais especialmente para os indicadores de consulta médica e consulta odontológica. No Brasil, o IC relativo à utilização de consultas médicas reduziu de 0,07 para 0,04, um decréscimo de cerca de 50%. Ao padronizar por idade e sexo, observou-se uma diminuição da desigualdade favorável aos ricos. Esse resultado reflete a estrutura etária mais envelhecida dos grupos de maior renda. Por outro lado, a inclusão das medidas que controlam para o estado de saúde aumentou a desigualdade social, evidenciando as piores condições de saúde dos indivíduos mais pobres 30,31,32 .
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Taxonomia e Filogenia do gênero Mesosetum Steud. (Poaceae, Paspaleae)

Taxonomia e Filogenia do gênero Mesosetum Steud. (Poaceae, Paspaleae)

Mesmo após a descrição de Mesosetum (Steudel 1854), alguns autores não aceitaram o novo gênero e continuaram a tratar as espécies sob Panicum, talvez pela inconsistência da descrição de Steudel (Filgueiras 1986). Assim, Döll (1877) descreveu novas espécies de Mesosetum e as colocou sob Panicum sect. Harpostachys. Já Bentham & Hooker (1883) agruparam as espécies de Mesosetum em seções distintas. Incluíram M. cayennense sob Panicum sect. Trichachne (Nees) Steud., juntamente com outras espécies que, atualmente, pertencem aos gêneros Alloteropsis J. Presl, Digitaria L. e Eriachne R. Br., e agruparam em Panicum sect. Diplaria Benth. & Hook, somente espécies que hoje são consideradas Mesosetum: P. exaratum, P. ferrugineum, P. pappophorum e P. rottboellioides. É notável a reincidência de P. rottboellioides em grupo distinto de M. cayennense (Steudel 1854) por serem espécies tão relacionadas morfologicamente que já foram consideradas sinônimos (Hitchcock 1909, Chase 1911).
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André Luiz da Costa Moreira

André Luiz da Costa Moreira

Esta espécie ocorre no Paraguai, Venezuela (Hallier 1899) e Brasil, no estado de Mato Grosso do Sul. Hassler (1911) criou diversas variedades e formas para J. fruticulosa, e todas estão sendo consideradas como sinônimos para a espécie. O autor separou estes táxons com base no indumento, quantidade de tricomas e dimensões das folhas, no entanto, estas características são variações que não são relevantes para se tratar táxons diferenciados. Os materiais coletados por Hassler sob os números 6897, 6802 e 7028 já foram mencionados por Chodat & Hassler (1905), que não reconhecem estes táxons infraespecíficos para J. fruticulosa. Jacquemontia fruticulosa é morfologicamente próxima a J. heterotricha, sendo ambas subarbustivas com caule ereto ou escandente, tricomas estrelados (tricomas com três raios subiguais entremeados a tricomas com dois raios muito curtos e um longo), as folhas são largo a estreito-ovais e inflorescências em monocásios com poucas flores. Podem ser distinguidas pelo indumento tomentoso, bractéolas maiores (com 5-8mm de comprimento) e pedúnculos mais curtos (com até 6 mm de comprimento) em J. heterotricha, enquanto em Jacquemontia fruticulosa, o indumento é escasso, as bractéolas são menores (1,5-2,5 mm de comprimento) e pedúnculos mais longos, (1-2 cm de comprimento).
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João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

Sem dúvida, a rapidez e a escala desse processo foram impressionantes. Basta reconstruir o encadeamento entre as ações principais. Em agosto de 1996, o Projeto São José foi criado no Ceará e o primeiro financiamento para compra de terras foi liberado em fevereiro de 1997 (BRANDÃO, 1998). Já em abril do mesmo ano foi criado o Cédula da Terra, com início efetivo no mês de julho. Em fevereiro de 1997, protocolou-se no Senado o PLS nº 25, a partir do qual seria criado o Banco da Terra em fevereiro de 1998. Àquela altura o Cédula da Terra mal havia começado. Sem qualquer tipo de avaliação sobre as experiências anteriores e contra a posição das principais organizações de representação de trabalhadores rurais, o Executivo jogou todo peso político na criação do Banco da Terra. Partindo de uma experiência diminuta no estado do Ceará até a mobilização do “rolo compressor” do governo federal no Congresso Nacional, em apenas um ano e seis meses o Brasil conheceu três ações direcionadas para o mesmo fim: instituir o financiamento público à compra privada de terras como mecanismo alternativo à reforma agrária, de modo a aliviar as tensões sociais no campo e devolver o protagonismo político ao governo Cardoso na condução da política agrária. Exceto no caso das privatizações, entre 1994 e 2002 possivelmente nenhuma outra iniciativa governamental tenha assumido tamanha escala e velocidade num intervalo de tempo tão reduzido.
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EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

Os dados disponíveis para calcular as emissões do setor MUT com o mesmo nível de acurácia utilizada no inventário são escassos. Os mapas de uso e cobertura da terra na escala do Brasil existem, mas estão disponíveis somente para dois pontos no tempo (1994-2002 e 2002-2010). Além dos dados de biomassa, que existem com alto nível de precisão e estão geoespacializados somente para o bioma Amazônia (ex. Projeto RadamBrasil). Para os outros biomas, as informações de biomassa disponíveis não co- brem todo o bioma. No entanto, o Serviço Florestal Brasileiro está em andamento com o Inventário Florestal Nacional e estes dados podem ajudar, futuramente, na elabora- ção de mapas de biomassa com abrangência nacional, mais precisos.
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Triphora uniflora A. C. Ferreira, Baptista & Pansarin (Orchidaceae: Triphoreae): uma nova espécie e primeiro registro do gênero Triphora Nutt. para o estado de São Paulo, Brasil.

Triphora uniflora A. C. Ferreira, Baptista & Pansarin (Orchidaceae: Triphoreae): uma nova espécie e primeiro registro do gênero Triphora Nutt. para o estado de São Paulo, Brasil.

Triphora unifl ora A.C. Ferreira, Baptista & Pansarin pode ser distinguida de Triphora pusilla (Rchb.f.) Schltr., espécie mais proximamente relacionada ao táxon aqui descrito, por apresentar folhas evidentes e patentes, lobos laterais do labelo falcados, fl ores predominantemente es- branquiçadas, labelo vináceo com estrias brancas, carenas centrais amareladas a esverdeadas e coluna delgada e clava- da. As fl ores de Triphora unifl ora também lembram muito as de T. trianthophora (Sw.) Rydb. No entanto, T. unifl ora é facilmente distinguida de T. trianthophora pela presença do labelo vináceo com estrias oblíquas brancas, por emitir apenas uma fl or, pela superfície abaxial da folha arroxeada e por apresentar caule de tamanho consideravelmente me- nor. A espécie T. unifl ora parece se tratar do mesmo táxon encontrado no Parque Nacional do Iguaçu, localizado ao norte da Argentina, e determinado apenas ao nível de gênero, Triphora sp. (Johnson 2001). Assim, de acordo com os dados aqui apresentados, T. unifl ora possui ampla distribuição, ocorrendo desde o centro-oeste do Brasil, até a porção norte da Argentina, e o gênero Triphora é referido pela primeira
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