Top PDF O trabalho de pedreiro: uma análise da produção acadêmica e relações com a etnomatemática

O trabalho de pedreiro: uma análise da produção acadêmica e relações com a etnomatemática

O trabalho de pedreiro: uma análise da produção acadêmica e relações com a etnomatemática

Este trabalho tem por objetivo central analisar as pesquisas já realizadas na área de Educação Matemática que abordem o trabalho de pedreiro e suas relações com a Etnomatemática. O trabalho está embasado teoricamente na perspectiva do Programa de Pesquisa Etnomatemática, considerando conhecimentos matemáticos que, comumente, não fazem parte dos programas curriculares. Os textos aqui analisados foram extraídos da revista BOLEMA e dos anais dos Congressos Brasileiros de Etnomatemática. Para as análises dos textos foram utilizados os procedimentos metodológicos da Análise Textual Discursiva, culminando na construção de quatro categorias: a categoria “Cultura” engloba unidades em que é indicada a necessidade de vincular o mundo do trabalho com a escola, por causa da cultura presente em diversas profissões; a categoria “Currículo” apresenta a ideia de valorizar a cultura dos estudantes no currículo; a categoria “Matemática Acadêmica x Etnomatemática” ressalta que é nítida a diferença entre a matemática acadêmica e a matemática do dia a dia; a quarta e última categoria, “Escola”, é composta por fragmentos que mencionam os personagens participantes da escola, o aluno e o professor.
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A PRODUÇÃO ACADÊMICA SOBRE ORGANIZAÇÃO DOCENTE: AÇÃO COLETIVA E RELAÇÕES DE GÊNERO.

A PRODUÇÃO ACADÊMICA SOBRE ORGANIZAÇÃO DOCENTE: AÇÃO COLETIVA E RELAÇÕES DE GÊNERO.

A participação de professores e professoras em suas entidades poderia merecer de Nilza Maria Cury Queiroz (1986), por exemplo, uma análise mais acurada. Assumindo a discriminação de sexo e gênero, detectada no discurso dos professores militantes da Associação dos Profes- sores do Estado do Piauí (APEP), Queiroz (idem, p. 76-77) constata que as professoras de 1ª a 4ª série são acusadas, pelo restante da categoria, de ser o elo fraco da organização coletiva e atribui a postura historicamente silenciada e silenciosa do magistério primário à política do estado do Piauí para o setor, aos baixos salários, à precária formação e ao fato de este ser uma ocupação feminina. A autora estabelece uma conexão direta entre a divisão sexual do trabalho (que confina as mulheres em guetos profissionais), a vocação e a doação (como mitos da feminilidade que justificam a escolha do magistério primário) e o esvaziamento do conteúdo profissional, bem como a redução dos salários e a desvalorização da carreira docente. Mesmo arrolando outros fatores econômicos e políticos, Queiroz (1986) continua relacionando a fragilidade da organização coletiva do magistério primário ao fato de ser constituído por ampla maioria de mulheres e não questiona a discriminação de gênero veiculada no discurso das lideranças por ela analisado, permanecendo na discussão mais geral sobre a exploração do professorado pelo Estado.
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Análise sobre a Produção Acadêmica Brasileira em Comunidades de Prática.

Análise sobre a Produção Acadêmica Brasileira em Comunidades de Prática.

O que torna evidente nesta análise conceitual é, muitas vezes, uma deturpação do conceito de comunidades de prática, que vai além ou aquém dos propósitos iniciais de surgimento do conceito. Por esse motivo, em muitos casos, deveriam ser utilizados ou empregados outros conceitos como, por exemplo: comunidades de aprendizagem, comunidades de conhecimento ou comunidades de profissionais, assim como grupos ou equipes de trabalho. O cuidado que teve J. Orr em sua obra, como salientou Cox (2005, p. 530 ), ao evidenciar “comunidade ocupacional”, referindo-se às relações informais de aprendizagem entre os funcionários da Xerox, deveria ser levado em consideração no Brasil. Apesar da não clareza conceitual evidente nos primeiros trabalhos sobre comunidades de prática, ainda assim essas comunidades possuem suas peculiaridades, como já salientado, o que limita a utilização indiscriminada do termo. Além disso, mesmo com a elucidação de Wenger (1998) de que existem comunidades de prática em todos os lugares, isso não significa que tudo pode ser considerado comunidades de prática. Ainda porque uma das características principais para a existência de uma comunidade de prática é a sua informalidade, que pode ser sustentada ou impulsionada pelas organizações, mas sempre deve ocorrer de forma deliberada por seus integrantes.
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Relações entre opções metodológicas e definições de objetivos na produção acadêmica do Centro-Oeste/Brasil

Relações entre opções metodológicas e definições de objetivos na produção acadêmica do Centro-Oeste/Brasil

No caso do materialismo histórico dialético (MHD), objeto de estudo deste artigo, foram definidos os seguintes indicadores de análise: a) abordar o objeto na perspectiva histórica, a partir de suas origens; b) buscar na história as origens do problema, do todo e não de tudo; c) trabalhar com os sujeitos típicos a serem pesquisados; d) apresentar o concreto pensado; evidenciando o objeto que estava oculto, o movimento dialético; e) utilizar categorias mar- xistas para análise: trabalho, alienação, ideologia, classe social, contradição, negação, totalidade, universalidade; f) articular teoria e prática e a denominá- -la práxis; g) apresentar os dados evidenciando seus nexos internos e contradi- tórios com a totalidade; h) referencial teórico utilizado.
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A criação de alegorias de carnaval : das relações entre modelagem matemática, etnomatemática e cognição

A criação de alegorias de carnaval : das relações entre modelagem matemática, etnomatemática e cognição

Nesta pesquisa fez-se uma análise comparativa entre os processos de criação de alegorias de carnaval, os procedimentos de modelagem matemática, modelos mentais e etnomatemática. Constatou-se, por meio de entrevistas com o carnavalesco, pessoa responsável pela criação e construção de carros alegóricos para um desfile de escola de samba, que estes procedimentos possuem estreita ligação. Indicou-se ainda caminhos para se utilizar como prática pedagógica a modelagem matemática e as tecnologias da informação e comunicação com esse grupo social identificável, no intuito de valorar sua cultura, ou seja, sua etnomatemática. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi o mapeamento da pesquisa educacional, conforme Biembengut (2008), a qual foi dividida em quatro etapas: mapa de identificação, onde constam os objetivos desta pesquisa etnográfica, bem como justificativas e procedimentos metodológicos; mapa teórico, onde se fundamentou a pesquisa por meio de teorias e definições acerca de modelos mentais, modelagem matemática e etnomatemática; mapa de campo, no qual se relatou o trabalho realizado no barracão de uma escola de samba do grupo especial do município de Porto Alegre (RS) onde os dados, coletados por meio de observações e entrevista foram explicitados; mapa de análise, no qual esses dados foram estudados, mostrando que os objetivos geral e específicos previamente estabelecidos foram alcançados. Considerações e recomendações acerca da educação sugerem maneiras de se utilizar o tema em questão em sala de aula, por meio de modelagem e etnomatemática.
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TECNOLOGIAS DIGITAIS E TRABALHO DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR: UMA ANÁLISE DA PRODUÇÃO ACADÊMICA ENTRE 2011 E 2016

TECNOLOGIAS DIGITAIS E TRABALHO DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR: UMA ANÁLISE DA PRODUÇÃO ACADÊMICA ENTRE 2011 E 2016

Não por acaso, essas tecnologias digitais chegaram aos espaços educacionais do nível superior. A princípio, em forma de “laboratórios de informática”, depois em forma de terminais de computadores com acesso à internet. Posteriormente, os artefatos da s tecnologias digitais adentram a sala de aula como parte dos objetos escolares que os alunos e professores carregam: telefones (os smartphones) e computadores cada vez menores (os notebooks e os ipads, por exemplo) trazem para o contexto da classe elementos essenciais das tecnologias digitais: acesso à internet e ao conteúdo aí veiculado. Essa possibilidade logo suscitou o interesse e as tentativas de uso das tecnologias digitais como recursos pedagógicos. Mais que isso, tornou-se condição sine qua non para o desenvolvimento da educação a distância. Também passaram a ser via central de comunicação intrainstitucional. De tal modo, o uso das tecnologias digitais se estendeu aos espaços extraclasses, e disso se pode deduzir um grau maior de contato com elas e, é provável, um grau maior de complexidade nas relações que tendem a impactar nos processos, nos procedimentos, nos espaços, nos tempos e nas práticas, dentre outras instâncias que integram o ensino e a aprendizagem escolar.
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Temas emergentes em gestão de pessoas: uma análise da produção acadêmica

Temas emergentes em gestão de pessoas: uma análise da produção acadêmica

Os artigos que tratam da gestão da diversidade apresentam resultados bastante variados. Entre eles, é possível citar as evidências de que pequenas empresas possibilitam maior inclusão de gays e lésbicas (DAY; GREENE, 2008) e que a implantação de práticas efetivas de gestão da diversidade torna as organizações mais atraentes para as mulheres e minorias, além de atrair profissionais altamente qualificados (NG; BURKE, 2005). Também é importante salientar a rele- vância de desenvolver uma cultura organizacional inclusiva, com ênfase na transformação da cultura e da atitude, o que requer que os gestores e executivos ultrapassem barreiras, deixando de gerir a diversidade para passar a gerir em prol da diversidade (CHAVEZ; WEISINGER, 2008). Em virtude do pequeno número de artigos encontrados na área de gestão de talentos, não é possível comentar os resultados gerais mais frequentes. Entretanto, vale destacar o estudo de Hausknecht, Rodda e Howard (2009), que identifica os fatores mais importantes para a retenção de talentos nas organizações, a saber: satisfação com o trabalho, remuneração extrínseca, relações no trabalho, compromisso organizacional, entre outros.
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Produção Acadêmica sobre Precarização do Trabalho no Brasil: Análise dos Artigos Publicados no EnANPAD e EnGPR

Produção Acadêmica sobre Precarização do Trabalho no Brasil: Análise dos Artigos Publicados no EnANPAD e EnGPR

O trabalho tem sofrido modificações ao longo das últimas décadas. Até meados dos anos 1970, o trabalho era baseado no fordismo e no taylorismo (CATTANI, 1997) – sistemas de produção –, onde existiam formas rígidas de trabalho – na remuneração, nos contratos e nas tarefas –, e a produção era feita em larga escala (ANTUNES, 1999). Para Druck (1995, p. 43), o fordismo pode ser entendido como “a ampliação, a difusão e a consolidação” do taylorismo. O fordismo gerou um grande aumento da produtividade e correspondia a um “conjunto de inovações tecnológicas” que foi introduzido “por Ford a partir de 1914” (PINTO; ARAÚJO, 2006, p. 2). Mas Antunes (1999) destaca que, nos anos 1980, aconteceram várias mudanças no mundo que influenciaram diretamente o trabalho – tais mudanças começaram na década de 1970, conforme mencionado na introdução. Dentre essas mudanças, estão o avanço da tecnologia, a automação, a robótica e a microeletrônica, que foram desenvolvidas dentro das relações de trabalho. Segundo Mattoso (1995), as relações de trabalho também sofreram mudanças, muitas delas impulsionadas pela diminuição dos empregos formais, onde as relações de trabalhos passam a ser outras ou não existem.
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Trabalho docente e capitalismo: um estudo crítico da produção acadêmica da década de 1990.

Trabalho docente e capitalismo: um estudo crítico da produção acadêmica da década de 1990.

especificamente capitalista, na medida em que vendeu sua força de tra- balho para o proprietário da empresa escolar e, dessa forma, produziu mais-valia e, conseqüentemente, capital. Aqui se cumpriu a exploração especificamente capitalista. O quarto, apesar de ser também vendedor da força de trabalho, participou de uma relação de produção na qual não existe a produção de valor, de mais-valia e de capital. Embora estes últi- mos tenham estabelecido relações assalariadas, elas são de naturezas dis- tintas. Dos quatro casos, apenas o terceiro é um trabalhador produtivo, embora considerando que todos produziram o mesmo valor de uso, o ensino. Supondo, para afinar ainda mais a análise, que nos quatro exem- plos os docentes sejam professores de língua portuguesa, que trabalhem com alunos da mesma série escolar e valendo-se dos mesmos procedi- mentos didático-metodológicos, do ponto de vista do processo de traba- lho não há nenhuma distinção entre os quatro trabalhos docentes, mas, ao contrário, como já afirmado, há uma total identificação. Contudo, do ponto de vista das relações de produção, estas são de naturezas totalmen- te diferentes, sendo que somente o terceiro estava inserido no processo de produção de capital, o que o caracteriza como trabalhador produtivo.
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A opinião pública na produção literária e acadêmica de relações públicas no Brasil : 1960-2019

A opinião pública na produção literária e acadêmica de relações públicas no Brasil : 1960-2019

Esta investigação teve como objetivos mapear a produção literária e acadêmica de relações públicas no Brasil, assim como compreender as abordagens sobre o tema opinião pública na referida produção. Uma consulta junto a cinco bibliotecas universitárias, à Fundação Biblioteca Nacional e a oito programas de pós-graduação stricto sensu ocorreu para a coleta de dados em livros e teses que contivessem em seu título ou subtítulo o sintagma relações públicas e que, em seu conteúdo, abordassem o tema opinião pública. Sustentada por procedimentos metodológicos característicos da análise textual discursiva (MORAES, 2002), a pesquisa encontrou vinte livros e seis teses que discorreram sobre opinião pública, contemplando o propósito estabelecido. O estudo possibilitou a identificação de fragmentos de texto com abordagem sobre opinião pública que foram distribuídos entre sete categorias emergentes da investigação, a saber: opinião pública contextualizada; opinião pública como instância de mando, tomada de decisão e de julgamento; opinião pública resultante da ação dos meios de comunicação e de outros artefatos; opinião pública resultante de um processo psicossocial; opinião pública resultante de um processo coletivo, não unânime; opinião pública resultante de um processo internacional/mundial; e opinião pública e a ação de relações públicas. A análise destes achados, à luz das escolhas teóricas fundamentadas em Tarde (2005), Maquiavel (1977), Childs (1964) e Augras (1970), oportunizou o surgimento das seguintes compreensões: uma significativa parcela das produções analisadas atribui aos meios de comunicação o poder de formar e influenciar a opinião pública e, numa relação direta com esta constatação, confirmam-se as percepções de que, atualmente, a opinião pública se constitui num processo internacional/mundial; em quase a metade dos livros nos quais há menção à opinião pública observa-se a repetição de conceitos; as teses são encontradas em apenas um programa de pós- graduação stricto sensu no país, com produções que abordam opinião pública; o autor brasileiro Cândido Teobaldo de Souza Andrade foi o que mais escreveu sobre opinião pública na área de relações públicas.
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Etnomatemática e relações de poder : uma análise das narrativas de colonos descendentes de alemães da região do Vale do Rio dos Sinos

Etnomatemática e relações de poder : uma análise das narrativas de colonos descendentes de alemães da região do Vale do Rio dos Sinos

Outro mecanismo exercido pelos professores antigamente era a vigilância hierárquica, uma tecnologia do poder que se instaurava, por exemplo, na maneira como o professor olhava as crianças sujeitadas nas escolas diariamente. Por meio dessa função disciplinar, o disciplinamento se tornava ainda mais eficiente, pois multiplicava a eficácia do poder. Considerada pelo filósofo como uma das grandes invenções do século XVIII, tratava-se de uma vigilância exata e intensa por meio da “[...] orientação de suas entradas, a disposição das filas e das colunas; desenha-se a rede dos olhares que se controlam uns aos outr os.” (FOUCAULT, 1987, p. 144). Esses são apenas alguns aspectos entre tantos outros que auxiliam na produção de um dispositivo que vigia de maneira discreta, como uma máquina de controle que permite que um único olhar vigie tudo, um olhar para o qual todos os outros olhares se dirigissem e não deixassem nada escapar.
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Exclusão do sujeito negro e a negação de raça na produção acadêmica em Relações Internacionais no Brasil

Exclusão do sujeito negro e a negação de raça na produção acadêmica em Relações Internacionais no Brasil

As tentativas de descolonizar o pensamento e transversalizar raça como estruturantes das relações sociais entre povos e culturas, bem como o descentramento do conhecimento moderno surgem desde proposições das teorias pós-coloniais. Entretanto, como afirma Mignolo (1998), o pós-colonialismo ainda mantem um certo compromisso narrativo euro-estadunidenses. Com isso, na medida em que não há uma ruptura com discursos e narrativas acabam por reforçar as bases epistemológicas hegemônicas. Neste contexto de críticas ao eurocentrismo, teóricos como como Ramón Grosfoguel, Walter Mignolo, Enrique Dussel, Arturo Escobar, Aníbal Quijano, Santiago Castro-Gómez, Nelson Maldonado-Torres formaram o Grupo Modernidade/Colonialidade (BALLESTRIN, 2013). Alguns desses autores, apesar de se inspirarem em teorias europeias, se esforçam por romper com o discurso hegemônico, propiciando um viés crítico latino-americano buscam se distanciar das amarras do conhecimento ocidental.
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RELIGIÃO E TRABALHO: UMA ANÁLISE CONTEMPÔRANEA DE SUAS RELAÇÕES

RELIGIÃO E TRABALHO: UMA ANÁLISE CONTEMPÔRANEA DE SUAS RELAÇÕES

Baseando se nos interesses financeiros dos entrevistados, foi questionado sobre a atitude deles caso ganhassem um prêmio milionário, a resposta foi unânime, todos deixariam seu emprego atual, os entrevistados “P1”, “P3”, “P4” e “P5” demonstraram interesse de abrir a sua própria empresa. O entrevistado “P4” salienta que se parasse de trabalhar se sentiria um inútil na sociedade, mas não gostaria de ficar no atual emprego, portanto abriria seu próprio negócio conforme já é um de seus planos, por outro lado o entrevistado “P2” disse que iria focar no trabalho social, deixando também seu emprego atual; o entrevistado “P5” relembrou-se da oportunidade de doar esse dinheiro para ONGs ou instituições sociais, esquecida pelos demais entrevistados. O último questionamento focou na visão individual sobre a relação consumista atual, e de que forma esse sentimento poderia estar ligado à vida de cada entrevistado, os entrevistados “P1”, “P2”, “P3” e “P5” consideram o consumismo como algo prejudicial para a sociedade e para as finanças individuais, porém o entrevistado “P4” vê o consumismo como algo extremamente necessário para o desenvolvimento do capitalismo e do padrão de vida como está, ele ainda admite fazer parte dessa sociedade consumista, o entrevistado “P5” também admite tais atitudes mesmo sabendo que essas práticas são nocivas, os demais crêem não viver esse padrão. Ao relacionar religião e consumismo, chegou-se à conclusão que o mesmo está presente na crença dos entrevistados, confirmando tal tese os entrevistados “P2”, “P4” e “P5” assumem que vêm mesmo que indiretamente essa relação, o entrevistado “P2” compara a vida de diversos líderes religiosos que são extremamente consumistas e isso inconscientemente te influencia, o entrevistado “P2” ainda faz uma associação com a vida de Jesus, para ele Jesus não foi contra possuir bens, porém ao possuir demais pode se tornar pecado, pois muitos não tem quase nada. O entrevistado “P5” também faz ligação das atitudes dos membros, influenciando aos demais, mesmo com atitudes superficiais, mas que inconscientemente influi; por sua vez a opinião do entrevistado “P4” diverge das demais, não vendo ligação entre pecado ou cobiça no consumo de bens, para ele ser próspero é um sinal de honestidade
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O eu e os outros: uma análise da heterogeneidade enunciativa do sujeito na produção acadêmica

O eu e os outros: uma análise da heterogeneidade enunciativa do sujeito na produção acadêmica

A autora quer chamar a atenção para a representação geral contida nos artigos acadêmicos que corresponde a uma “retórica” existente no discurso científico que tende a apagar o eu do autor, em detrimento de uma neutralidade que se pensa que deva existir. No entanto, a própria Authier-Revuz postula que isso tem variado muito através dos tempos. E acrescenta que a forma pela qual este caráter monológico constitutivo e representado, que produz a imagem de um discurso absoluto do verdadeiro, traduz-se como uma espécie de ponto de referência e horizonte inacessível na economia desse discurso. Ele funciona, inversamente, segundo a autora, como uma representação bastante mostrada do outro, em um funcionamento ostentadoramente dialógico. Assim, nos dias atuais, já é possível se ver um trabalho acadêmico ser apresentado em primeira pessoa, como veremos na análise dos dados, ao longo do nosso estudo, uma vez que o autor da tese que selecionamos para o nosso corpus se utiliza da primeira pessoa do singular para compor o seu trabalho.
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O padrasto na família recasada: uma análise da produção acadêmica brasileira

O padrasto na família recasada: uma análise da produção acadêmica brasileira

Esta pesquisa teve como objetivo conhecer e analisar a produção acadêmica brasileira sobre o padrasto na família recasada. Objetivou, ainda, realizar levantamento bibliográfico de estudos sobre o padrasto, identificar as áreas de conhecimento vinculadas às pesquisas, identificar os aportes teóricos adotados nas pesquisas em Psicologia e discutir como a produção acadêmica em Psicologia vem abordando as concepções de padrasto nas famílias recasadas. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema a partir de busca em cinco bases de dados, incluindo periódicos, dissertações e teses: Scielo Brasil, Index Psi RevistasTécnico- Científicas (Biblioteca Virtual em Saúde - Psicologia), Index Psi Teses (Biblioteca Virtual em Saúde - Psicologia), Banco de Teses da CAPES e Portal da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Foram utilizados os seguintes descritores: padrasto(s), recasamento(s), recasado(s), família(s) recasada(s), família(s) reconstituída(s) e família(s) recomposta(s). Foram alvos da pesquisa artigos, teses e dissertações produzidos no Brasil e publicados até 2013, tendo sido encontrados 421 trabalhos. A partir dos resumos dos trabalhos foi realizada leitura de reconhecimento e análise preliminar para eliminar repetições geradas pelos múltiplos descritores e bases de dados, resultando um total de 68 publicações, as quais foram agrupadas em função das áreas de conhecimento às quais estão vinculadas. A maioria das publicações (79,4%) está vinculada à área da Psicologia, perfazendo um total de 54 trabalhos, publicados principalmente a partir do ano 2000. Dos trabalhos da Psicologia, 45 foram lidos integralmente e submetidos à análise de conteúdo, enquanto 9 foram excluídos da análise qualitativa porque não estavam disponíveis
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Aspectos que interferem na qualidade do serviço na situação de trabalho do pedreiro de reboco : um enfoque ergonomico

Aspectos que interferem na qualidade do serviço na situação de trabalho do pedreiro de reboco : um enfoque ergonomico

dimento o operário conseguia fazer seu trabalho dentro das exigências da empresa; h) motivação para o trabalho: a terceirização dos serviços da construção civil.. 7[r]

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A produção do espaço e do território: as relações de trabalho subordinadas ao modo de produção capitalista

A produção do espaço e do território: as relações de trabalho subordinadas ao modo de produção capitalista

O território como resultado da espacialização que a sociedade desenvolve tem como característica principal seu processo dialético de construção. A produção do território deve ser entendida a partir da subordinação ao modo de produção vigente e, portanto, sua produ- ção é influenciada, principalmente, pelo atrelamento entre o poder político e o poder econômico. Neste sentido, são os sujeitos que constroem o território, no seu processo de reprodução material e simbólica, historicamente, por meio da luta de classes e condicionados pela lógica dinâmica e contraditória do modo de produção capitalista. Território e espaço não são sinônimos, por isso vamos enten- der esses conceitos a partir de alguns autores que produziram refle- xões teóricas acerca dessas categorias de análise geográfica a partir de uma posição política emancipatória. Sendo que para compreender- mos o conceito de território discutiremos, principalmente, a partir das construções teóricas de Raffestin (1993) Oliveira (2004) e Haesbaert (2006) e para compreendermos o conceito de espaço analisá-lo-emos a partir, principalmente, das reflexões teóricas de Moreira (1994) e Corrêa (1986).
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Balanço da produção acadêmica acerca do trabalho infantil no período de 2007 a 2016

Balanço da produção acadêmica acerca do trabalho infantil no período de 2007 a 2016

 Artigo: “Trabalho Infantil como empecilho ao desenvolvimento das crianças e adolescentes e a promoção do trabalho decente” - (MOURA; COSTA, 2014). Para a realização deste estudo foi utilizada a pesquisa a bibliográfica (artigos e livros) e o método utilizado foi o hipotético- dedutivo. Primeiramente foi realizada a análise dos fatores que ocasionam o trabalho infantil e suas principais consequências, e depois a busca do referencial mais específico no que tange políticas públicas intersetorias e sua aplicação nas diversas consequências e fatores do trabalho infantil. O estudo pretendeu analisar de que formas o trabalho infantil aparece como um grande empecilho ao trabalho decente e ao desenvolvimento humano, tendo em consideração não apenas seus efeitos imediatos, como também suas consequências futuras na vida das crianças e adolescentes explorados. Da mesma maneira, pretendeu-se compreender o trabalho infantil enquanto fenômeno multifatorial, analisando suas principais consequências no desenvolvimento da infância. Essa análise possibilitou perceber que há várias causas, formas e consequências do trabalho infantil. Por fim, concluiu-se que o Estado deve implantar instrumentos capazes de viabilizar os direitos, de forma a combater a exclusão e garantir a cidadania, de fato e de direito. Sendo assim, a necessidade de políticas públicas intersetoriais, no caso dos direitos das crianças e dos adolescentes, devem contar com a participação do Estado, da sociedade, da família, e da iniciativa privada;
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As relações de trabalho na produção de caulim no município de Equador - RN

As relações de trabalho na produção de caulim no município de Equador - RN

Esta pesquisa terá como finalidade contribuir para reafirmar as contribuições dos autores envolvidos no processo da extração sobre as consequências que são estabelecidas nas relações de trabalho com o caulim. A relevância dessa temática contribui de forma significativa para a construção de uma análise crítica da realidade que vivem os garimpeiros. Esta buscou revelar, dentre outros aspectos, que os banqueteiros se veem rejeitados dos meios de produção, pois, mesmo desejando, não encontram outra forma de trabalho, o que os mantêm ligados ao garimpo, notou o quão precárias são as condições de trabalho e de segurança dos mesmos e o como é ínfimo o pagamento que recebem pelo seu trabalho diante de todos os riscos e da força de trabalho que dispensam, e assim vemos a alienação e dominação que acontece no capitalismo nessas relações.
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O trabalho imaterial do jornalista : relações de produção,
conhecimento e reificação

O trabalho imaterial do jornalista : relações de produção, conhecimento e reificação

Esta pesquisa trata do trabalho jornalístico, compreendendo-o a partir da perspectiva do trabalho imaterial e enquanto produtor de mercadoria na Indústria Cultural, entendida em seu lugar estrutural na sociedade capitalista. Discutimos o jornalismo e o profissional dessa área de atuação diante do desenvolvimento dessa mesma sociedade e em suas relações com o conhecimento comum, em diálogo com o mundo da vida e com o mundo do trabalho. Refletimos também acerca do conhecimento que permeia a profissão, relacionado à cultura profissional e às expectativas dos distintos atores interessados na divulgação da informação jornalística, como o Estado e o mercado. Defendemos que a forma de produzir essa informação, a partir de informações de todos os tipos que circulam em sociedade, está sustentada em um modelo de fazer jornalismo que foi consolidado junto ao desenvolvimento capitalista. Buscamos mostrar como o produto desta atividade, a notícia – além de ser em si mesma a interpretação subjetiva do produtor, com base na realidade imediata, fragmentada e reificada – constitui-se a partir da contradição entre diferentes interesses por essa informação, dos limites impostos pela rotina de produção, a partir de um parâmetro específico de importância e validade social, que é histórico e social, das exigências do mercado consumidor, entre outros. Apontamos que algumas dessas contradições podem ser identificadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de graduação em Jornalismo, estabelecidas pelo Ministério da Educação em 2013, por meio de uma análise crítica deste documento. As Diretrizes, além de indicarem mais uma relação do jornalismo com o conhecimento, desta vez, acadêmico, refere-se à formalização, pelo Estado, das exigências do profissional do jornalismo para atender às demandas gerais e cumprir seu papel social. Referem-se ao resultado das disputas pela legitimação e pelo reconhecimento desta profissão ao longo da história, que estão baseadas, por sua vez, em uma proposta específica do que devem ser o jornalista e a notícia, a partir das necessidades do capitalismo, de sua sociedade e seus conflitos típicos. Todas essas discussões são realizadas dialeticamente e as propostas e conceituações teóricas não são separadas do método, mas sim, constituem-se no desenvolvimento de toda a pesquisa.
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