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A recolha de amostra decorreu entre dezembro de 2015 e março de 2016. O recrutamento das participantes ocorreu de duas formas: presencial e online. O recrutamento presencial decorreu na Maternidade Daniel de Matos [CHUC]. As participantes foram contactadas no puerpério, tendo-lhes sido apresentado os objetivos do estudo e o papel das participantes e dos investigadores; após a aprovação por parte das participantes, as mesmas disponibilizaram o email para o qual, posteriormente (cerca de um mês após o nascimento do bebé), foi enviado o link para os questionários. No recrutamento online, o estudo, bem como os seus objetivos e papel dos participantes e investigadores, foi divulgado nas redes sociais e em páginas e fóruns da temática da maternidade. Após acederem ao link, as participantes eram direcionadas para os questionários alojados na plataforma Limesurvey (no website da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra). Previamente ao preenchimento dos questionários, era novamente apresentada informação relativa aos objetivos do estudo, papéis de investigadores e participantes, e as participantes davam o seu consentimento para participar no estudo (respondendo “sim” à pergunta “Aceita participar neste estudo?”). Posteriormente, eram direcionadas para um conjunto de questionários de autorresposta.
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A amostra deste estudo foi recolhida aleatoriamente a partir de uma amostra pré-existente, no âmbito de um projeto de investigação mais alargado intitulado "Clientes Involuntários vs. Voluntários. Intervenção familiar, resultados e processo" (PRO-CIV), que decorreu de 2010 a 2015. Os critérios de inclusão na presente amostra são os seguintes: tratar-se de uma primeira sessão de terapia com, pelo menos, dois clientes em sessão; SOFTA-s e Questionário Sociodemográfico preenchidos; acesso à gravação da sessão. Nesse sentido, entre outubro de 2014 e abril de 2015, dos processos da investigação anteriormente referidos, tendo em conta os critérios de inclusão, foram selecionados aleatoriamente 14 processos finalizados e arquivados. Os processos selecionados foram acompanhados no Centro de Prestação de Serviços à Comunidade (CPSC) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e no
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As atuais perspetivas sobre a regulação das emoções destacam que para melhor adequação do processo de regulação é necessário considerar os objetivos do sujeito quando se avalia a [r]

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A presente investigação tem como objetivo contribuir para a validação de duas escalas de avaliação da desejabilidade social, a EDS-20 e a DESCA, numa amostra da [r]

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Comparação da desejabilidade social entre uma amostra de pais em avaliação das casos, uma tarefa exigente e complexa para os profissionais envolvidos na tomada de decisão, quer pela conflitualidade elevada que os caracteriza, quer pelo grau de desajustamento dos menores envolvidos ( Huss, 2011; Pereira & Matos, 2011). Efectivamente, devido à dificuldade na determinação do que constitui o "superior interesse do menor", é nestes casos que o Direito se abre às ciências sociais, particularmente à psicologia, solicitando por necessidade a realização de perícias psicológicas, que se assume como um importante instrumento no auxílio à decisão dos magistrados (Santos, 2013; Pereira & Matos, 2011; American Psychological Association Committee on Professional Practice and Standards, 1998 cit in Budd, 2005). O papel dos psicológos nestes contextos não consiste em tomar uma decisão judicial, mas sim na avaliação “do caso em apreço na sua globalidade” apoiando o tribunal na recolha de “elementos capazes de contribuir para uma decisão judicial concordante com o interesse superior do menor” (Simões, Martins & Formosinho, 2006). Assim, de uma forma mais específica, a actividade pericial efectuada pelo psicólogo deve incidir numa avaliação completa da dinâmica das relações familiares, tendo em conta a personalidade de cada um dos intervenientes: por um lado, o exame da capacidade parental de cada um dos pais 5 (através da entrevista, avaliação da personalidade, avaliação da psicopatologia); e por outro, o estudo das necessidades das crianças/adolescentes (avaliação das necessidades materiais, físicas, psicológicas e desenvolvimentais, motivações, expectativas, anseios, capacidade de adaptação a novas situações, os laços emotivos com cada progenitor, a presença de alienação parental ou interferências parental, entre
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se aos anteriormente encontrados no Estudo de Coimbra (Machado & Oliveira, 2007), sugerindo que o scores dos rapazes são superiores aos das raparigas no inicio da adolescência, assim como as raparigas pontuam mais alto na dimensão alienação, dimensão que vai de encontro à subescala Afastamento e Rejeição que faz parte do questionário utilizado no nosso estudo. Nos valores do REQ-2 relativamente à existência de diferenças de género na frequência com que os adolescentes utilizam estratégias de regulação emocional, verificou-se que as raparigas adotam mais estratégias funcionais (externas) de regulação das emoções do que os rapazes. Contudo, nas estratégias funcionais internas são os rapazes que pontuam mais alto. A literatura habitualmente salienta que as raparigas tendem a recorrer a estratégias mais adaptativas de regulação emocional do que os rapazes (Morris et al., 2007; Silk, Steinberg & Morris, 2003, Machado & Pardal, 2012). Contudo, observámos que as raparigas tendem a reportar mais o uso de estratégias disfuncionais internas que os rapazes, contrariando a informação recolhida na revisão bibliográfica.
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Resumo: Com base na Teoria da Aceitação-Rejeição Parental - PARTheory - Rohner (2004), o objectivo desta investigação consistiu em analisar a relação entre a rejeição parental percepcionada pela criança, o seu desajustamento psicológico e a conduta disruptiva, comparando os resultados de um grupo clínico e de um grupo controlo, a fim de verificar se os problemas de instabilidade emocional concomitantes a situações de divórcio dos pais e/ou dificuldades académicas/de aprendizagem do grupo clínico teriam subjacentes níveis mais elevados de rejeição parental percepcionada, de desajustamento psicológico e de conduta disruptiva, comparativamente ao grupo controlo. O grupo clínico foi recolhido num centro de saúde da zona de Coimbra e o grupo controlo numa escola da mesma área geográfica, constituindo uma amostra de 28 crianças entre os 9 e 12 anos de idade. Para a recolha de dados foram utilizados dois questionários para a recolha de informação sociobiográfica de dados sobre o poder e prestígio atribuído às figuras parentais, além de quatro escalas de auto-resposta por parte da criança (PAM, PAP e QAP) e por parte de um dos progenitores ou cuidador significativo (ACF). Os instrumentos utilizados constituem adaptações portuguesas (Franco-Borges & Vaz Rebelo, 2009) das escalas de Rohner (2008). Os dados foram ao encontro das hipóteses formuladas, à excepção das relativas às variáveis sociobiográficas da família.
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A confiança é fundamental para a eficiência, o ajustamento e a sobrevivência de um grupo social. A confiança interpessoal é definida, segundo Rotter (1967), como “a esperança de um indivíduo ou grupo, em como a palavra, promessa e declaração, verbal ou escrita, de outro indivíduo ou grupo, pode ser invocada” (p. 651). Ainda segundo o mesmo autor, o desenvolvimento da atitude de confiar pode ser aprendida diretamente a partir de comportamentos dos pais, professores, pares, e também a partir de declarações verbais sobre outros, feitas por pessoas significativas ou de confiança, e até mesmo por fontes de comunicação confiáveis, tais como jornais e televisão. Surpreendentemente, aprende-se a não confiar em grupos ou pessoas sem experiências pessoais que validem essa desconfiança, mas através do ensinamento de não confiar, dado pelas pessoas em quem se confia. Existem estudos que sugerem fortemente que crianças que experienciam uma grande proporção de promessas cumpridas pelos pais e outras figuras de autoridade, no passado, têm uma maior expetativa generalizada para confiar em outras figuras de autoridade (Rotter, 1967).
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À medida que nos aproximámos do séc. XXI, assistiu-se a uma mudança ao nível da estrutura e função da vida familiar, derivada de quatro tendências sociais proeminentes: aumento do emprego feminino, ausência do pai (eg., devido a divórcios), envolvimento paterno e diversidade cultural. Estas mudanças têm conduzido a estruturas familiares diferentes, bem como a diferentes expectativas e crenças acerca do papel dos pais. A participação das mulheres no mundo do trabalho irá provavelmente continuar a aumentar ao longo do próximo século e o grau de envolvimento paterno e de responsabilidade no cuidado dos filhos também é provável que aumente. À medida que os homens se vão tornando parte integrante das actividades domésticas e da educação dos filhos, terão mais responsabilidade na organização e planeamento da vida dos seus filhos (Cabrera et al, 2000). Estas mudanças sociais conduziram a ajustamentos nas conceptualizações populares e académicas acerca do papel de pais, mães e famílias, levando a uma evolução no ideal de pai, que passou de provedor distante para o de afectuoso e cooperante (Cabrera et al, 2000).
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A confiança interpessoal tem vindo a ser estudada desde os anos 50 do século passado por investigadores e teóricos, por ser considerada relevante para o desenvolvimento pessoal, da personalidade e do comportamento socioemocional (Bernath & Feshbach, 1995). Com efeito, foi na década de 50, num contexto de Guerra Fria, que o estudo empírico acerca da confiança e desconfiança cresceu (Deutsch, 1958, cit. in Tschannen-Moran & Hoy, 2000, p. 549). Naquela época, o autor mais proeminente era Erikson (1950, cit. in Bernath & Feshbach, 1995, p. 2), que apontava a confiança como a base do desenvolvimento da identidade, por implicar uma forma generalizada do sujeito se comportar e se sentir no mundo. Erikson (1953, cit. in Rotter, 1967, p. 651) descrevia a confiança como fundamental para the healthy personality. No final dos anos 60, Rotter (1967) analisou a confiança não só do ponto de vista comportamental, como também sob o ponto de vista cognitivo e comunicacional, mediante o desenvolvimento de instrumentos de avaliação das crenças de confiabilidade relativamente a diversos agentes sociais. Rotter (1967, 1980) foi um dinamizador da compreensão daquela variável sob o ponto de vista da Teoria da Aprendizagem Social, descrevendo a confiança como um fenómeno cognitivo aprendido e como uma expectativa generalizada de que os outros mantêm a sua palavra, promessa ou declaração verbal ao longo do tempo e em diferentes contextos. Esta expectativa seria alargada a outros parceiros ou agentes sociais na forma de confiança interpessoal generalizada (Rotter, 1980; Bernath & Feshbach, 1995) sendo, assim, essencial para o funcionamento social do indivíduo (Rotter, 1967, 1971).
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Para tal, foi aplicada uma Escala de Confiança Interpessoal GTB-LA – Generalized Trust Beliefs-Late Adolescents (Randall, Rotenberg, Totenhagen, Rock, & Harmon, 2010; versão p[r]

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Recomendar a Procura de Ajuda para Depressão Pós-Parto, tendo por base o estudo de Sprenger et al. (2017). Este estudo apresenta um questionário para avaliar a intenção dos profissionais de saúde utilizarem e recomendarem ferramentas de e-health no contexto da depressão materna, desenvolvido com base na teoria do comportamento planeado de Ajzen. Este instrumento foi adaptado para o presente estudo, ajustando os itens de forma a medir a intenção de recomendar a procura de ajuda profissional, por parte da população geral, em contexto de DPP. São avaliadas quatro componentes, nomeadamente as Atitudes (e.g., “Os serviços da saúde mental [consultas de psicologia ou de psiquiatria] são úteis para o tratamento da depressão pós-parto”), o Controlo Comportamental Percebido (e.g., “Estou confiante que conseguiria falar com uma pessoa amiga, familiar ou conhecida que tivesse sintomas de depressão no período pós-parto, e recomendar-lhe a utilização de serviços de saúde mental [consultas de psicologia ou de psiquiatria]”), as Normas Subjetivas (e.g., “É esperado que eu recomende a uma mulher com depressão pós-parto que procure ajuda profissional e recorra a serviços de saúde mental”) e as Intenções (e.g., “Eu estaria disponível a informar mulheres grávidas ou no período pós- parto acerca dos serviços disponíveis para problemas de saúde mental [consultas de psicologia ou de psiquiatria]”). O questionário é composto por 11 itens, 3 itens para cada dimensão (exceto na dimensão Normas Subjetivas, composta por 2 itens) e por uma escala de resposta de 7 pontos, consoante o grau de concordância com as afirmações apresentadas (1- Discordo fortemente a 7- Concordo fortemente). A pontuação total corresponde à média das pontuações obtidas e pontuações mais elevadas mostram uma maior intenção de recomendar a procura de ajuda, no contexto da DPP. A consistência interna do instrumento, medida pelo alfa de Cronbach, é de 0.81.
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As emoções primárias são, como referido anteriormente, automáticas, pré-organizadas, surgem através da experiência sensorial, e são processadas pelo sistema límbico antes ou em paralelo com o reconhecimento consciente. Emoções como o medo, o nojo, a surpresa, a raiva e a alegria são, segundo diversos autores, consideradas universais, pois as pessoas expressam-nas e reconhecem-nas em diversas partes do mundo e em diferentes culturas. Damásio (1994) sugere que estas emoções são inatas e principalmente controladas pela amígdala e pelo córtex cingulado anterior, componentes do sistema límbico. A informação sensorial é primeiro canalizada através do tálamo, retransmitida para o córtex e em seguida processada pelo sistema límbico subcortical. Por causa desta anatomia, é do consenso geral que a perceção consciente da emoção procede a resposta límbica emocional (Zillmer et al., 2008). De acordo com o mesmo autor, as emoções secundárias requerem um elevado processamento cortical orquestrado por redes corticais pré- frontais. Os indivíduos adquirem as emoções secundárias através da aprendizagem e experiência, sendo a perceção desses estados totalmente pessoal e individual (Damásio, 1994). Emoções sociais como embaraço, orgulho, vergonha e ansiedade são altamente dependentes da aprendizagem e interação com a perceção cognitiva do ambiente social. É importante referir que as emoções abordadas neste parágrafo não estão necessariamente separadas da experiência física do dito sentimento, este permanece ligado ao sistema límbico. A diferença reside no facto de as emoções secundárias serem geradas através do processamento cortical e surgirem no sistema límbico por uma via diferente das emoções primárias. Uma vez no sistema límbico, o cérebro processa ambos os tipos de emoção da mesma maneira (Damásio, 1994; Zillmer et al., 2008).
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Theoretical background: In spite of the effect that social support can exert in individuals’ emotional adjustment, no previous studies have examined these mechanisms in the adjustment to infertility. Therefore, the current study aimed to analyse the indirect effect of perceived social support on infertile couples’ emotional adjustment through infertility related stress. Methods: The sample comprised 73 infertile couples who look for medical treatment at the Human Reproduction Service of the Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. The participants filled self-report measures evaluating perceived social support, infertility related stress and emotional adjustment. Path analyses were carried to analyse these relations. Results: There were no significant direct effects between perceived social support and anxiety, for both men and women. There were significant indirect effects of perceived social support on anxiety and depression levels through infertility related stress, for both men and women. Moreover, there were significant direct effects between perceived social support and depression for men, but not for women. Conclusions: The results confirm the mediator effect of infertility related stress in the relation between perceived social support and the emotional adjustment of infertile couples. To acknowledge the factors that explain the variability in couples’ adjustment to infertility may help mental health professionals to adapt and adjust their interventions to infertile couples’ needs.
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Os estudos convergem relativamente à não existência de diferenças entre os grupos das amostras na perceção da qualidade de vida mas divergem nos resultados referentes à influência das variáveis sociodemográficas na mesma perceção. Assim, os sujeitos que perderam uma pessoa significativa, relativamente à qualidade de vida, segundo Dores (2008) parecem não sofrer influência das variáveis género, idade, local de residência, nível sócio económico, etapa do ciclo vital. Relativamente ao fator “filhos” da versão parental do qualidade de vida, este é é um fator que parece contribuir para uma maior qualidade de vida do grupo experimental (Dores, 2008). Contudo, estes resultados são totalmente contraditórios face ao estudo de Durão (2010), em que estas variáveis surgem como aquelas que influenciam a qualidade de vida (juntamente com o grau de parentesco avaliado apenas neste último estudo). Assim, o estudo de Durão (2010) verifica que os indivíduos que se situam na faixa etária 22-35 anos, são aqueles que percecionam uma qualidade de vida familiar superior na escala total e em alguns fatores do instrumento, nomeadamente, “Bem-estar Financeiro”, “casa”, “mass media”, “relações sociais e saúde”, “família e conjugalidade”, “educação”, comparativamente aos indivíduos dos restantes intervalos etários (Durão, 2010). Na variável género, o sexo masculino apresenta valores superiores, relativamente à perceção da qualidade de vida familiar no que respeita à dimensão “casa”. Na variável residência, os sujeitos que residem em locais predominantemente urbanos são os que apresentam maior perceção de qualidade de vida, nomeadamente, face aos sujeitos inquiridos residentes em locais predominantemente rurais (Durão, 2010). Por último, a análise do nível socioeconómico revela algumas diferenças, nomeadamente, nos fatores “bem-estar financeiro” e “relações sociais” e “saúde”, em que os participantes do nível sócioeconómico elevado apresentam valores superiores de perceção de qualidade de vida em relação aos participantes de nível baixo (Durão, 2010).
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Não obstante, a existência de princípios comuns na definição de qualidade de vida, esta não é consensual (Fleck, 2000) e por isso a Organização Mundial de Saúde (OMS) teve necessidade de (re)defnir este constructo. Assim, de acordo com a OMS compreende-se a qualidade de vida como “a perceção do indivíduo da sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores no qual ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (The WHOQOL Group, 1995, p. 34). Uma vasta panóplia de estudos tem sido desenvolvida no âmbito da investigação da qualidade de vida, percorrendo as mais variadas áreas da Psicologia (Psicologia do Desenvolvimento, Psicologia da Saúde e Psicologia das Organizações) (Fagulha et al., 2000).
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Também a idade revelou uma inexistência de influência na congruência. Este resultado pode ser fruto de se utilizar uma amostra muito jovem, que se encontra muito saturada na faixa dos 20 anos. Recorrendo à Psicologia do Desenvolvimento, à medida que o indivíduo cresce, a sociedade coloca novas exigências, cada vez mais complexas, que provocam novas crises, às quais ele tem que responder e se adaptar (Erikson, 1980). Seguindo a leitura da congruência, estas exigências e crises seriam oportunidades para o indivíduo se experimentar, aprender e se desenvolver, favorecendo maiores níveis nesse construto. Também alguns estudos demonstram que as pessoas mais velhas têm tendência a dar respostas mais prudentes, logo, menos impulsivas, o que seria sinal de alta congruência (Marañon, 2006; Marchand, 2005). Neste sentido, seria de esperar que os jogadores mais velhos demonstrassem maior congruência, como foi apurado na população geral (Gonçalves, 2012). Além disso, a literatura aponta para a existência de maiores índices de sintomatologia psicopatológica, nomeadamente a depressão, bem como grande isolamento social e superior impulsividade nos jogadores mais novos (Jiménez-Murcia et al., 2010). Ora, sinais como imaturidade, não-aceitação das suas responsabilidades, não identificação dos seus objetivos e baixo desenvolvimento de capacidade e confiança para a resolução de problemas nos jogadores mais jovens (Jiménez-Murcia et al., 2010) podem ser encarados como representações de baixa congruência.
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O trabalho terapêutico com famílias parte de uma complexidade inicial diferente da terapia individual, visto que a construção da AT implica, como já referimos antes, múltiplos níveis de relação que o terapeuta tem de considerar e gerir de forma adequada (Escudero, 2009). Aquando da entrada de uma família na terapia, compete ao terapeuta a complicada e árdua tarefa de estabelecer um contexto de colaboração, tendo de formar uma aliança com cada indivíduo presente, e com o conjunto de todos eles (Escudero, 2009). Aceitando que é frequente no contexto da TFS que os membros da família tenham motivos contrapostos ou em conflito no que respeita o querer a terapia, surge como essencial, para este autor, a criação de um contexto seguro para todos. Todavia, a natureza conjunta do tratamento e a composição em constante mudança das sessões tornam a criação de um ambiente seguro tanto complicada, como crítica, pois o nível de segurança sentido pela família pode variar à medida que novos problemas são revelados e explorados e diferentes membros da família integram ou deixam o tratamento (Friedlander et al., 2012).
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Procedemos paralelamente à utilização do correspondente paramétrico do teste de Friedman (ANOVA com medidas repetidas), tendo verificado que os resultados são semelh[r]

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Para se proceder à caracterização dos terapeutas foram recolhidos os seguintes dados, referentes ao momento em que os terapeutas iniciaram o processo: sexo, idade, estado civil, formação em Terapia Familiar e Intervenção Sistémica, da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar (TFIS- SPTF) e anos de experiência clínica. Os dados referentes às idades foram organizados em faixas etárias, tomando como referência as idades representadas na amostra. A variável estado civil dos terapeutas foi organizada mediante os estados civis representados na amostra, ou seja, solteiro, casado e outros. Quanto à variável formação (TFIS-SPTF), definiram-se três categorias: a) com formação; b) em formação; e c) sem formação, por se considerar importante a distinção entre as referidas condições. Por fim, relativamente à variável anos de experiência clínica, estabeleceu-se uma divisão de três em três anos (e.g. 1-3 anos, 4-6 anos e mais de 6 anos), e considerou-se também a categoria “estagiários”, dada a sua representatividade na amostra. De notar que, em ambas as instituições, CPSC e CEIFAC, se realizam anualmente estágios curriculares no âmbito do Mestrado Integrado em Psicologia, com vista à formação clínica dos alunos, na subárea de Sistémica, Saúde e Família.
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