Top PDF Variações interanuais na fenologia de uma comunidade arbórea de floresta semidecídua no sudeste do Brasil.

Variações interanuais na fenologia de uma comunidade arbórea de floresta semidecídua no sudeste do Brasil.

Variações interanuais na fenologia de uma comunidade arbórea de floresta semidecídua no sudeste do Brasil.

RESUMO – (Variações interanuais na fenologia de uma comunidade arbórea de fl oresta semidecídua no sudeste do Brasil). As comunidades arbóreas de fl orestas tropicais localizadas em regiões com clima sazonal tendem a ajustar a fenologia da queda de folhas e da produção de fl ores e frutos à sazonali- dade climática. Neste estudo monitoramos a comunidade arbórea de uma fl oresta semidecidual no período de quatro anos (2001 a 2004), a fi m de analisar a relação entre o número de espécies perdendo folhas, fl orescendo e frutifi cando e a variação anual do comprimento do dia, precipitação e temperatura durante o período de observação. Além disso, avaliamos se essas três fenofases repetem os mesmos padrões em anos sucessivos. Regressões lineares sim- ples indicaram que o número de espécies perdendo folhas foi negativamente relacionado com as três variáveis ambientais para os quatro anos de estudo, sendo o comprimento do dia e a temperatura os melhores preditores para esta fenofase. Houve também relação signifi cativa do comprimento do dia com o número de espécies fl orescendo e frutifi cando nos quatro anos, porém, precipitação e temperatura não foram relacionadas com estas fenofases em todos os anos de estudo. Os testes de estatística circular indicaram forte sazonalidade para queda foliar, com data média durante o mês de julho independente do ano, ao passo que para fl oração e frutifi cação não foi detectada sazonalidade signifi cativa. Como resultado, o número de espécies perdendo folhas foi correlacionado entre todos os anos sucessivos. Entretanto, não houve correlação do número de espécies fl orescendo e frutifi cando em 2003 e 2004, pro- vavelmente devido às altas temperaturas ocorridas neste último ano. Os resultados deste estudo sugerem que a queda de folhas é uma fenofase altamente previsível temporalmente. Ao contrário, a fl oração e a frutifi cação podem variar ano a ano como conseqüência de anomalias climáticas. Essas variações podem ser relevantes para o entendimento dos efeitos em longo prazo de mudanças climáticas sobre as fl orestas sazonais.
Mostrar mais

9 Ler mais

Fenologia da copaíba (Copaifera langsdorffii Desf. ¾ Leguminosae, Caesalpinioideae) em uma floresta semidecídua no sudeste do Brasil.

Fenologia da copaíba (Copaifera langsdorffii Desf. ¾ Leguminosae, Caesalpinioideae) em uma floresta semidecídua no sudeste do Brasil.

semidecídua. Este mesmo padrão já foi observado para outras espécies do gênero, como C. chodotiana em uma floresta seca da Bolívia (Justiniano & Fredericksen 2000) e C. pubiflora em uma savana da Venezuela (Ramírez 1978). Na população de C. langsdorffii da RSG, a queda de folhas ocorreu de forma regular e sincronizada e foi mais fortemente correlacionada com a diminuição da pluviosidade, sugerindo este fator como possível desencadeador da queda foliar apresentada por C. langsdorffii. Morellato (1991) estudando a fenologia de árvores na RSG, observou que a maioria das espécies perdem folhas no final da estação seca, um padrão que também ocorre próximo a Campinas numa floresta de altitude em Jundiaí (SP) (Morellato et al. 1989). Em outras regiões tropicais, como na Costa Rica (Frankie et al. 1974, Fournier 1976), México (WilliansLinera 1997) e Bolívia (Justiniano & Fredericksen 2000), o pico de queda de folhas para a comunidade também tem sido observado nos meses mais secos do ano. De acordo com Matthes (1980), em seu estudo no Bosque dos Jequitibás, em Campinas (SP), a baixa umidade na estação seca e a diminuição da temperatura e do comprimento do dia estimulam a queda de folhas para a maioria das espécies. Martins (1982), estudando uma floresta semidecídua em Santa Rita do Passa Quatro (SP), sugeriu que fatores hídricos e térmicos regulam a estratégia foliar de diferentes espécies. Na RSG, fatores hídricos devem ser estímulos indutores mais importan- tes para a queda de folhas de Copaifera langsdorffii do que a diminuição da temperatura e do fotoperíodo durante a estação seca. Esta hipótese é reforçada pelo fato de mais de 50% dos indivíduos terem perdido folhas após a repentina diminuição na precipitação ocorrida durante a estação chuvosa, em fevereiro de 1992. Entre os indivíduos que não perderam folhas neste período, vários estavam estabelecidos em áreas de baixadas ou próximos a locais mais úmidos (mata de brejo) onde provavelmente existe disponibilidade permanente de água e ausência de estresse hídrico. Borchert (1999) observou que as mudanças foliares são progressiva- mente mais independentes da sazonalidade climática à medida em que as árvores crescem em microambientes com maior suprimento de água no solo, o qual protegeria as plantas contra o estresse hídrico sazonal. Lemos- Filho & Mendonça-Filho (2000) investigando as relações entre estresse hídrico e eventos fenológicos numa floresta em Caratinga, MG, verificaram que para três espécies de leguminosas arbóreas estudadas a queda de folhas foi maior em locais mais secos da floresta. Em 1991, embora tenha ocorrido uma pequena diminuição na precipitação total em fevereiro, nenhum Tabela 1. Eventos reprodutivos dos indivíduos de Copaifera
Mostrar mais

12 Ler mais

Fenologia de Chrysophyllum gonocarpum (Mart. & Eichler) Engl. (Sapotaceae) em floresta semidecídua do Sul do Brasil.

Fenologia de Chrysophyllum gonocarpum (Mart. & Eichler) Engl. (Sapotaceae) em floresta semidecídua do Sul do Brasil.

A distribuição geográfica de C. gonocarpum (Mart. & Eichler) Engl. estende-se pelas regiões Sudeste e Sul do Brasil, atingindo os países vizinhos (Argentina, Paraguai e Uruguai) (Reitz 1968). No PEMG, os indivíduos adultos podem atingir mais 20 m de altura e 80 cm de diâmetro à altura do peito (DAP). Nesta espécie, as folhas são simples, as flores hermafroditas são produzidas em nós recentemente desfolhados e os frutos são zoocóricos. Nas excursões iniciais de campo foram observados indivíduos pequenos, com pouco mais de 4 m de altura, frutificando no subosque, mostrando que esta espécie atinge o estádio reprodutivo, num tamanho relativamente pequeno para uma espécie de dossel.
Mostrar mais

8 Ler mais

Fenologia de Rubiaceae do sub-bosque em floresta Atlântica no sudeste do Brasil.

Fenologia de Rubiaceae do sub-bosque em floresta Atlântica no sudeste do Brasil.

A ausência de correlações significativas entre os fatores climáticos e os dados de floração de Rubiaceae deste estudo, somados à variação nos padrões apresentados pelas espécies, não permitiram determinar um padrão sazonal de floração para a família. Esse padrão não-sazonal diferiu do encontrado na comunidade arbórea da floresta Atlântica, onde a floração tem sido caracterizada por apresentar um padrão sazonal, com um aumento de espécies florescendo no período de maior pluviosidade e correlações positivas significativas entre a floração da comunidade e o comprimento do dia e a temperatura (Talora & Morellato 2000, Morellato et al. 2000). Padrões fenológicos de frutificação de Rubiaceae - O padrão de frutificação encontrado nas espécies de Rubiaceae do sub-bosque não foi sazonal, isto é, ocorreu ao longo de todo o período de estudo. A presença de frutos ao longo do ano todo sugere que ambientes com baixa sazonalidade climática, como na região estudada, oferecem condições pouco restritivas para o desenvolvimento dos frutos durante o ano todo. A fenologia da frutificação da comunidade de espécies arbóreas de floresta Atlântica de planície e de encosta apresentam um padrão similar ao encontrado neste estudo (Talora & Morellato 2000, Morellato et al. 2000). Essas autoras sugerem que fatores climáticos não limitam a produção de frutos da floresta Atlântica.
Mostrar mais

12 Ler mais

Variação espacial da estrutura da comunidade arbórea de um fragmento de floresta semidecídua em Piedade do Rio Grande, MG, Brasil.

Variação espacial da estrutura da comunidade arbórea de um fragmento de floresta semidecídua em Piedade do Rio Grande, MG, Brasil.

A diferença altitudinal de cerca de 100 m registrada no fragmento certamente contribuiu para a heterogeneidade ambiental ao propiciar a formação de gradientes edáficos e topográficos com reflexos na estrutura e composição de espécies da comunidade arbórea. De fato, a distribuição dos três subgrupos de solo no fragmento caracterizou uma catena com significativas variações das propriedades químicas e texturais do solo. É comum que conteúdo de água do solo de uma catena cresça do topo para a base da encosta (Resende et al. 1995). Isto se aplica ao presente caso, com Latossolo situado na parte mais alta do terreno. A alta permeabilidade, peculiar à maioria dos Latossolos, é ainda incrementada pela posição topográfica elevada (Curi et al. 1993). Portanto, o déficit hídrico no período mais seco do ano é, provavelmente, mais pronunciado no Latossolo que nos Argissolos, situados mais abaixo na encosta. Nestes últimos, o horizonte B-textural em geral desacelera a percolação da água, mas também aumenta a sua disponibilidade para as plantas durante a estiagem devido à maior capacidade de armazenamento (Buckman & Brady 1969, Resende et al. 1988). Isto provavelmente explica a concentração de espécies de maior deciduidade na parte mais alta do fragmento, o que é denunciado pelo claro contraste visual do dossel da floresta entre o topo e a encosta durante a estação seca. Também ocorre um incremento em fertilidade química do Latossolo para os Argissolos. Contudo, o incremento em fertilidade do Argissolo D para o Argissolo E só ocorreu em dois setores distintos da encosta. Na calha central da microbacia, o Argissolo D se estende até o fundo do vale, talvez como resultado de uma mais pronunciada erosão e lixiviação que nas encostas vizinhas onde é substituído pelo Argissolo E.
Mostrar mais

21 Ler mais

Comunidade arbórea de um continuum entre floresta paludosa e de encosta em Coqueiral, Minas Gerais, Brasil.

Comunidade arbórea de um continuum entre floresta paludosa e de encosta em Coqueiral, Minas Gerais, Brasil.

Key words - ecotone zone, environment-vegetation relationship, riverine forest, swampy forest, tropical semideciduous forest RESUMO – (Comunidade arbórea de um continuum entre floresta paludosa e de encosta em Coqueiral, Minas Gerais, Brasil). Neste trabalho objetivou-se descrever a comunidade arbórea de um continuum entre floresta paludosa e de encosta em Coqueiral, Minas Gerais, verificando correlações entre variações na estrutura da comunidade e ambiente. Distribuíram-se 25 parcelas de 20 × 20 m pelo fragmento florestal, onde se levantaram altura, circunferência (mínima de 15,5 cm) e identidade botânica de todos indivíduos e coletaram-se variáveis topográficas e edáficas. As correlações espécie-ambiente foram analisadas por análise de correspondência canônica (CCA) e teste de Spearman. Os hábitats paludoso e de encosta diferiram em estrutura e espécies. Encontrou-se perfil florístico comum às matas ciliares do Alto e Médio Rio Grande, enquanto a porção paludosa diferenciou-se do encontrado no sudeste. A distribuição das espécies correlacionou-se principalmente com a drenagem do solo e proximidade da lagoa. A grande diversidade edáfica e o forte gradiente de umidade sobre uma área pequena resultaram em diferentes hábitats e em uma comunidade arbórea diversa, combinando fitofisionomias de florestas semidecídua e paludosa, além de resquícios de cerrado.
Mostrar mais

16 Ler mais

Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

Dinâmica da comunidade arbórea de uma floresta semidecidual em Uberlândia, MG, Brasil.

de indivíduos nas diversas classes de diâmetro entre o T1 e o T2, na comunidade arbórea da FEG. A morte de árvores, a quebra de galhos e, como consequência, a formação de clareiras abrem novos espaços para recrutas resultando em maior número de indivíduos com menor diâmetro. Tal fato proporciona distribuição de freqüências na forma exponencial, comum em florestas tropicais naturais onde as árvores com menor diâmetro geralmente possuem maior população (Hartshorn 1980; Swaine et al. 1987). A distribuição da área basal por classe de diâmetro, em geral foi maior no T1. Em T2 o alto valor de área basal para a classe de 59-66 cm foi devido ao cresci- mento de espécies sobreviventes de dossel (Fig. 1B). Mortalidade – Dos 818 indivíduos amostrados em T1, 357 morreram até 2004, cerca de 51 árvores mortas ha -1 ano -1 , resultando em uma taxa média anual de
Mostrar mais

8 Ler mais

Fenologia de uma comunidade arbórea em cerrado sentido restrito, Barra do Garças, MT, Brasil.

Fenologia de uma comunidade arbórea em cerrado sentido restrito, Barra do Garças, MT, Brasil.

Este trabalho descreve, pela primeira vez, a fenologia das folhas, fl ores e frutos de uma área de cerrado no estado de Mato Grosso. As seguintes perguntas nortearam esse estudo: 1) Quais são as estratégias fenológicas vegetativas e o padrão de freqüência de fl orescimento e frutifi cação das espécies estudadas? 2) Quais são as variáveis abióticas com maior potencial para desencadear as diferentes fenofases? 3) As diferentes fenofases apresentam ritmos sazonais? Para responder essas perguntas analisamos o comportamen- to fenológico vegetativo e reprodutivo das espécies arbó- reas presentes na comunidade de cerrado sentido restrito no Parque Estadual da Serra Azul, procurando relacionar as variações nas fenofases com variáveis abióticas (preci- pitação pluviométrica, temperatura e fotoperíodo). Como no cerrado há forte sazonalidade climática, esperamos encontrar predomínio de variações fenológicas sazonais na vegetação estudada. Em função das variações hídricas impostas pela sazonalidade no cerrado, esperamos ainda encontrar maiores proporções de espécies com estratégia fenológicas vegetativas decíduas e brevidecíduas do que espécies sempre-verdes. Finalmente esperamos encontrar que espécies com dispersão por vetores abióticos apresen- tem fenologia com maior correlação com variáveis abióti- cas e maior concentração nos períodos mais favoráveis à dispersão. Por outro lado, para as espécies cuja dispersão é realizada por agentes bióticos, esperamos menor relação com variáveis abióticas e um padrão de fl oração e frutifi - cação mais contínuo ao longo do ano, permitindo a oferta constante de recursos para polinizadores e frugívoros.
Mostrar mais

14 Ler mais

Variações temporais na comunidade arbórea de uma floresta decidual sobre afloramentos calcários no Brasil Central: composição, estrutura e diversidade florística.

Variações temporais na comunidade arbórea de uma floresta decidual sobre afloramentos calcários no Brasil Central: composição, estrutura e diversidade florística.

Análises de correspondência segmentada (DCA) foram aplicadas para avaliar a substituição das espécies ao longo do espaço (gradiente ambiental) nos dois inventários (2000 e 2006). Esta técnica de análise indireta de gradientes é uti- lizada em estudos ecológicos de comunidades para ordenar de forma integrada os dados de espécies em relação às suas unidades amostrais, e seu resultado expressa o produto da variabilidade na distribuição das espécies pelas unidades amostrais ao longo da comunidade (Lepš & Šmilauer 2005). Para a realização das DCAs foram elaboradas duas matrizes de densidade de espécies por parcelas, uma para o inventário de 2000 e outra para o inventário de 2006. Lepš & Šmilauer (2005) sugerem a eliminação de espécies de baixa densidade da análise de DCA, pois a baixa den- sidade não permite detectar informações relevantes sobre suas preferências ecológicas. Felfi li et al. (2007b) também comentam que as espécies com baixas densidades infl uen- ciam pouco nos resultados da ordenação em estudos de vegetação, e para evitar o problema das espécies de baixa densidade (raras), foi utilizado o recurso de redução das espécies raras (downweight rare species) do soft ware Canoco for Windows versão 4.5, conforme sugerido por Lepš & Šmilauer (2005). Com exceção deste recurso, os dados de espécies não sofreram padronização ou transformação, uma vez que estiveram na mesma escala.
Mostrar mais

12 Ler mais

Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

Reforma agrária no Brasil: a intervenção do MST e a atualidade do programa de transição — Outubro Revista

No sentido de “rediscutir mais amplamente” o Programa de Transi- ção, optamos por reapresentá-lo a partir de um de seus enfoques centrais: aquele no qual se debruça sobre a questão agrária. Procuraremos, neste artigo, avaliar a atualidade das teses postuladas por Trotsky, em 1938. Para tanto, estaremos cotejando o teor do referido texto com as posições políti- co-econômicas expressadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem- Terra, do Brasil (MST) O objetivo deste artigo é, então, o de demonstrar a existência de alguns importantes elos programáticos, normalmente não explicitados, entre os principais setores da vanguarda das lutas agrárias — em especial o agrupamento constituído em torno do MST, além de outras correntes políticas envolvidas na questão — e as táticas propostas no Pro-
Mostrar mais

15 Ler mais

FATORES CONTRIBUTIVOS NO PROCESSO DE MELHORIA DOS RESULTADOS NAS AVALIAÇÕES DO SAERJ: o caso de uma escola no noroeste fluminense – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

FATORES CONTRIBUTIVOS NO PROCESSO DE MELHORIA DOS RESULTADOS NAS AVALIAÇÕES DO SAERJ: o caso de uma escola no noroeste fluminense – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Coletadas anualmente, as variáveis têm sua fonte de pesquisa determinada pelo tipo de informação a ser colhida. Assim, por exemplo, são aplicadas pesquisas junto aos alunos como nas variáveis, atratividade das aulas e prevenção de gravidez na adolescência. São realizadas pesquisas nos livros e documentos da escola como livros de atas, controles de frequência, diários de classe e o sistema Conexão Educação, que possibilitam coleta de informações sobre a frequência dos professores, frequência dos alunos, presença de pais e/ou responsáveis em reuniões de resultados, entre outras variáveis. São utilizados também sites oficiais para consulta dos resultados no caso das variáveis de desempenho na Prova Brasil, SAERJ e permanência na escola.
Mostrar mais

140 Ler mais

IDEB: O CASO DE SUCESSO DE UMA ESCOLA DO INTERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

IDEB: O CASO DE SUCESSO DE UMA ESCOLA DO INTERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Segundo ele, o corpo discente é formado por alunos do Ensino Fundamental e Médio, de faixa etária muito diversa. A unidade escolar atende a alunos a partir dos 11 anos. Há grande distorção idade-série, pois a escola não possui a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Há o desejo de implantar a EJA na unidade, a fim de minimizar o problema da distorção. Contudo, até o momento, a medida continua no plano das intenções, já que independe do desejo da escola, dependendo exclusivamente da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o diretor, tal distorção não é motivada por problemas atuais de fluxo, já que o fluxo da escola é de 0.99, ou seja, dados do Censo Escolar que constituem o Índice de Fluxo (IF) da escola dão conta de que a mesma apresenta elevada aprovação. O que ocorre, contudo é que muitas pessoas da comunidade que abandonaram os estudos há anos, têm retornado, buscando concluir o Ensino Fundamental e Médio, a fim de terem essa certificação para conseguirem emprego.
Mostrar mais

101 Ler mais

A IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL, DA LDB AO ENEM – O CASO DE UMA ESCOLA ESTADUAL EM JUIZ DE FORA MG

A IMPLEMENTAÇÃO DA REFORMA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL, DA LDB AO ENEM – O CASO DE UMA ESCOLA ESTADUAL EM JUIZ DE FORA MG

Fechando o parêntese, é possível observar que, não obstante os muitos problemas que podem acontecer no momento da construção do PPP, ainda corre-se o risco de que um projeto bem elaborado não seja aproveitado pela escola em seu dia a dia. Em outras palavras, é possível dizer que um PPP pode ser construído da melhor forma possível, dentro de um espírito democrático cuja participação de todos os membros da comunidade escolar foi considerada, e esse não ser usado nem consultado pelos profissionais que trabalham na escola. Diante disso, algumas considerações devem ser feitas aqui: a primeira delas é que uma escola pode contemplar as orientações oficiais do MEC em seu PPP e, no seu dia a dia, não segui-las, e que o contrário também pode acontecer: a escola pode seguir estas orientações sem, contudo, contemplá-las em seu planejamento oficial. Considerando que, apesar de possíveis e reais, tanto o primeiro quanto o segundo caso descritos estão em desacordo com a situação ideal, eles serão desconsiderados. Isso porque acredita-se que, no momento em que toda a comunidade escolar direciona seus esforços para construir coletivamente seu Projeto Político Pedagógico, essa provavelmente irá se preocupar também em realizá-lo na prática docente. Supõe-se, portanto, que, se no momento da construção do PPP a escola considera os princípios expressos nas DCNEM e nos PCNEM, esses, ainda que com limitações, aparecerão no dia a dia dos docentes e estudantes.
Mostrar mais

182 Ler mais

Variações da fisionomia, diversidade e composição de guildas da comunidade arbórea em um fragmento de floresta semidecidual em Lavras, MG.

Variações da fisionomia, diversidade e composição de guildas da comunidade arbórea em um fragmento de floresta semidecidual em Lavras, MG.

RESUMO – (Variações da fisionomia, diversidade e composição de guildas da comunidade arbórea em um fragmento de floresta semidecidual em Lavras, MG). Este estudo teve como objetivo analisar diferenças na estrutura fisionômica, na diversidade de espécies e na composição de guildas da comunidade arbórea de setores de um fragmento de floresta semidecidual que se encontram em diferentes fases de regeneração e graus de exposição à borda. O fragmento, que possui 5,8ha de área e está situado no município de Lavras, MG (21°13’40’’S, 44°57’50’’W), foi dividido em quatro setores e submetido a um censo das árvores com DAP ≥ 5cm. Os setores foram comparados quanto à densidade, área basal, distribuição de alturas e de diâmetros, diversidade de espécies e freqüência de árvores por guildas de regeneração, estratificação e dispersão. Os setores menos perturbados no passado, Interior Alto e Borda Alta, apresentaram maiores áreas basais e menores densidades de árvores (sobretudo das de menor tamanho), maiores proporções de árvores de espécies clímax tolerantes à sombra e de espécies de grande porte que os mais perturbados, Interior Baixo e Borda Baixa. Estas diferenças realçam que os setores Altos estão em uma fase mais avançada do processo de regeneração. Os setores de Borda tiveram maior freqüência de indivíduos de espécies com dispersão anemocórica que os de Interior. Cada setor de Borda teve maior diversidade de espécies que seu parceiro de Interior. Concluiu-se que os parâmetros analisados podem, em conjunto, servir como bons avaliadores da severidade da perturbação sofrida no passado, da fase regenerativa atual e do efeito borda.
Mostrar mais

17 Ler mais

JANAINA MOREIRA DE OLIVEIRA GOULART EMPREENDEDORISMO NA GESTÃO ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIASRJ

JANAINA MOREIRA DE OLIVEIRA GOULART EMPREENDEDORISMO NA GESTÃO ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE DUQUE DE CAXIASRJ

A escola B está localizada no bairro do Jardim Gramacho, a poucos quilômetros do centro da cidade de Duque de Caxias. A localidade ficou conhecida nacionalmente por abrigar, durante décadas, um lixão, o qual foi oficialmente fechado em junho de 2012, tendo como objetivo, ser uma das ações precípuas para o fechamento de outros espaços como o que está em volta da Baía de Guanabara, cumprindo assim a meta da Lei Federal 12.305, de 2010 (BRASIL, 2010), no Estado. A localidade também é conhecida por abrigar diversas fábricas, indústrias e negócios ligados à reciclagem. Apesar de tudo, possui áreas residenciais, algumas, segundo depoimentos dos próprios moradores do bairro, de alto luxo em relação à maioria das residência do local. Alguns sub-bairros de Jardim Gramacho são marcados pela falta de saneamento básico, ruas asfaltadas e ausência efetiva da prestação de serviços básicos, tais como: luz, água e telefone.
Mostrar mais

126 Ler mais

Influências de Usinas Hidrelétricas no Funcionamento Hidro-Ecológico do Pantanal Mato-Grossense - Recomendações

Influências de Usinas Hidrelétricas no Funcionamento Hidro-Ecológico do Pantanal Mato-Grossense - Recomendações

2. Considerando que a principal sub-bacia da BAP, a do rio Cuiabá, responsável por cerca de 40% da água de todo o sistema, possui reservatórios de grande porte para geração de energia em seus principais tributários (Manso, Itiquira, Correntes e São Lourenço) e uma vez que as alterações na vazão natural do reservatório de Manso já são evidentes, recomenda-se a alteração urgente do regime de operação desses reservatórios, como também dos demais reservatórios já existentes na BAP, para um regime realmente hidro-ecológico, garantindo as variações da sazonalidade e valores das vazões naturais (com base na série histórica de dados hidrológicos e limnológicos), tendo como base o conceito de hidrograma ecológico (COLLISCHONN et al., 2009).
Mostrar mais

19 Ler mais

Florística e estrutura horizontal da vegetação arbórea de uma ravina em um fragmento florestal no município de Viçosa, MG.

Florística e estrutura horizontal da vegetação arbórea de uma ravina em um fragmento florestal no município de Viçosa, MG.

O Município de Viçosa situa-se nas coordenadas 20º45’S e 42º55’W, no sudeste do Estado de Minas Gerais, em região caracteristicamente montanhosa, de topografia acidentada, com vales estreitos e úmidos. O clima da região é do tipo Cwb, subtropical moderado úmido, segundo a classificação de Köppen. Há duas estações bem demarcadas, uma chuvosa de outubro a março e outra sem chuvas significativas entre abril e setembro. As médias anuais de precipitação, umidade relativa e temperatura do ar são, respectivamente, de 1221,4 mm, 81% e 19,4 o C, sendo a média das máximas
Mostrar mais

10 Ler mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: UMA AVALIAÇÃO EM PERSPECTIVA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: UMA AVALIAÇÃO EM PERSPECTIVA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O CE Geraldino Silva realiza muitos projetos que envolvem professores, alunos, equipe pedagógica e direção. Um deles, o “Literarte”, foi desenvolvido com todas as turmas que representaram peças teatrais com os conteúdos do Currículo Mínimo. As apresentações foram filmadas e, após as férias, exibidas em um filme para os alunos. A professora responsável fala sobre o Literarte: “na verdade, eles foram os atores. Muitos nunca foram ao cinema, então nós fizemos o cinema aqui, com direito a pipoca e guaraná. Convidamos a comunidade e os pais gostaram muito! ”. Os professores acreditam que o envolvimento dos alunos, professores e direção foi fundamental para o maior desempenho e que as medidas implementadas pelo Programa de Educação nortearam as ações da escola. Os alunos concordam com os professores: “todos começaram a caminhar juntos. Quem falaria que essa escola do interior teria um dos índices mais altos do estado? Ninguém dava nada por ela. Foi essa mudança que melhorou nossos resultados ” concluiu o aluno do segundo ano do Ensino Médio.
Mostrar mais

92 Ler mais

MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da área de estudo

MATERIAL E MÉTODOS Caracterização da área de estudo

(2007), Higuchi et al. (2013) e Marcon et al. (2014). Dos estudos realizados, os que avaliam a distribuição das espécies ao longo de gradientes ambientais, baseiam-se, predominantemente, na teoria clássica de nichos ecológicos. No entanto, o avanço no conhecimento sobre a filogenia das espécies e novos recursos computacionais têm permitido análises sob uma abordagem evolutiva (CAVENDER-BARES et al., 2009), que aumentou as possibilidades de inferências ecológicas, com destaque para o entendimento dos processos que determinam a organização de comunidades (HARDY, 2008). Fatores como a competição, a herbivoria e os fitopatógenos podem controlar a população não apenas de indivíduos da mesma espécie, mas também de grupos filogeneticamente semelhantes, resultando em dispersão filogenética, de forma que espécies ou indivíduos seriam mais distantes filogeneticamente entre si, do que o esperado em uma comunidade organizada de forma aleatória (WEBB et al., 2002; KEMBEL; HUBBELL, 2006). Por outro lado, a existência de um filtro ambiental poderia resultar em agrupamento filogenético de espécies ou indivíduos, a partir da seleção de um grupo filogeneticamente próximo, com exigências ecológicas semelhantes (WEBB et al., 2002; KEMBEL; HUBBELL, 2006). Já uma estrutura filogenética aleatória poderia ocorrer devido a vários fatores como, por exemplo, no caso de equilíbrio entre as forças ecológicas que moldam a estrutura da comunidade (KEMBEL; HUBBELL, 2006).
Mostrar mais

13 Ler mais

ANA MARIA MACHADO FRANCK INCERTI ORGANIZAÇÃO DA EQUIPE GESTORA DE UMA ESCOLA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE CARAUARI (AM): DESAFIOS NO FAZER PEDAGÓGICO

ANA MARIA MACHADO FRANCK INCERTI ORGANIZAÇÃO DA EQUIPE GESTORA DE UMA ESCOLA ESTADUAL DO MUNICÍPIO DE CARAUARI (AM): DESAFIOS NO FAZER PEDAGÓGICO

Em se tratando do processo de gestão democrática e participativa, modelo de gestão pretendido pela gestão da Escola das Seringueiras, o PPP deve ser concebido levando-se em consideração a participação de todos os segmentos da comunidade, tanto na elaboração como no gerenciamento das ações implementadas por este objeto dentro do processo educacional. Assim, este projeto se apresenta como objeto minimizador de conflitos e de fortalecimento da equipe gestora no enfrentamento dos desafios surgidos durante a busca da eficácia na organização da instituição e da aprendizagem dos alunos. Assim sendo, o sentido de como a escola se reconhece, de como deseja traçar seus objetivos e suas metas traçadas, a fim de alcançar a qualidade do ensino se dará através da efetivação de seu projeto político pedagógico, na formação de seu Conselho escolar e da atuação da equipe gestora. Para concretização do propósito de se alcançar a qualidade do ensino é necessária se ter a frente dos trabalhos escolares uma equipe gestora que seja capaz de conduzir e estimular a construção coletiva do Projeto Político Pedagógico (PPP), do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE), do Conselho Escolar. Para Burgos e Canegal (2011), a participação na construção do Projeto Político Pedagógico exige da gestão um trabalho árduo e dinâmico a fim de alcançar as metas e os objetivos propostos a fim de avançar rumo à melhoria do processo educacional junto da comunidade escolar.
Mostrar mais

102 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados