9 SIMULAÇÃO DOS PROJETOS
10.2 Área propícia de Rosário do Oeste
A Tabela 24 apresenta a demanda simulada para a área propícia de Rosário do Oeste. Tabela 24 - Demanda simulada para a área propícia de Rosário do Oeste (t)
Fonte: LabTrans/UFSC
A Tabela 25 apresenta os resultados da análise econômica do terminal a ser instalado na área propícia de Rosário do Oeste.
Grupo Natureza de Carga 2015 2020 2025 2030 1 Carga Geral - - - -2 Granel Líquido - - - -3 Granel Líquido Agrícola - - - -4 Granel Sólido - - - 362.850,95 5 Granel Sólido Agrícola - - - 8.348.168,97
- - 8.713.049,92 Total
Tabela 25 - Resultados da análise econômica do terminal planejado para a área propícia de Rosário do Oeste
Fonte: LabTrans/UFSC
De acordo com os resultados alcançados, o terminal se mostra viável nessa área, uma vez que alcançou VPL positivo e TIR da ordem de 14,97%, superior à TMA definida para o estudo.
A Figura 43 mostra detalhadamente a área propícia de Rosário do Oeste, bem como a rede de transporte próxima aos terminais.
Figura 43 - Área propícia de Rosário do Oeste Fonte: LabTrans/UFSC
A Tabela 26, a seguir, apresenta um comparativo entre as áreas propícias para instalação de terminais na hidrovia do Paraguai, avaliadas nesse capítulo.
Tabela 26 - Comparativo entre as áreas propícias para instalação de terminais
Fonte: LabTrans/UFSC
Ambos os terminais analisados neste capítulo apresentam viabilidade, com VPL positivo e TIR bem superior à TMA. No entanto, o terminal de Cuiabá só entrará em operação no horizonte de 2025 e o terminal de Rosário do Oeste em 2030.
Conforme exposto no Relatório de Metodologia através das fórmulas aplicadas para proceder a esta análise, o valor da movimentação é determinante para estabelecer os investimentos, os custos e as receitas de cada área propícia de terminal. Consequentemente, os anos de abertura exercem influência significativa nessa análise, uma vez que a movimentação pode variar bastante em horizontes posteriores. Desse modo, mudanças nos anos de abertura podem alterar a viabilidade dos terminais analisados.
11 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Rio Cuiabá, integrante da Bacia do Paraguai, alcança a capital do Mato Grosso, que é um grande produtor de grãos, porém carente de alternativas logísticas para escoar sua produção. Como era de se esperar, grande parte da movimentação potencial da bacia é de granel sólido agrícola, que pode chegar a 62 milhões de toneladas nos terminais da hidrovia, entre embarques e desembarques. Essas cargas, características da exportação, percorrerão a hidrovia até o porto de Buenos Aires, de onde seguirão em navegação de longo curso até seu destino final.
Outro ponto importante a se destacar é a representatividade do minério de ferro e seu principal polo, a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, que fica às margens do Rio Paraguai e possui grandes minas de minério de ferro que já utilizam a hidrovia para seu escoamento, também com destino à exportação.
Como pode ser visto nos mapas de carregamento, a hidrovia possui essencialmente fluxos com origem no estado do Mato Grosso do Sul no ano de 2015. Com a expansão da malha hidroviária em direção ao estado do Mato Grosso nos horizontes de 2025 e 2030, a movimentação de produtos que utilizam a hidrovia dobra, mostrando que há um potencial para transportar 30 milhões de toneladas de produtos do Grupo 5 e 10 milhões de toneladas de produtos do Grupo 4 no cenário de 2030.
Além da expansão da hidrovia, nos cenários foram projetadas obras nas malhas rodoviária e ferroviária, melhorando a rede de transporte atualmente existente. Porém, não são percebidas mudanças significativas nos resultados provenientes das simulações, reafirmando o grande potencial de atração de cargas para a Hidrovia do Paraguai.
Dentre os terminais existentes destacam-se o TUP Granel Química, que apresenta uma movimentação considerável de minério de ferro nos horizontes de estudo. Esse produto tem projeção de crescimento positiva, de modo que o TUP torna-se responsável pelo escoamento de um dos principais produtos que utilizam a hidrovia, o que justifica os investimentos para expansão de sua capacidade de operação. O Terminal Portuário de Cáceres também apresenta uma movimentação considerável de grãos, milho e soja, sendo o terminal existente mais promissor da hidrovia para escoar a produção desses produtos no estado do Mato Grosso.
Por se tratar de uma via hidroviária com curta distância dentro do território nacional e com alguns terminais já existentes e operando, a indicação de novas áreas propícias à instalação de novos terminais fica reduzida a dois destes, a saber:
Terminal Planejado de Rosário do Oeste (2030); e
Terminal Planejado de Cuiabá (2025).
existente de Cáceres fazem com que elas se tornem concorrentes a atrair os fluxos dos produtos do Grupo 5.
Além dessa concorrência entre os terminais, outro fator importante são os respectivos anos de abertura das áreas propícias, já que eles exercem influência significativa na análise de viabilidade. Uma vez que a movimentação pode variar bastante em horizontes posteriores, mudanças nos anos de abertura podem alterar a viabilidade dos terminais analisados.
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VALEC ENGENHARIAS, CONSTRUÇÕES E FERROVIAS S.A. Confirmação dos trechos rodo-ferro [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <[email protected]> em 09 maio 2012.