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Conforme referencial teórico, os indicadores socioambientais que estabeleceram os princípios deste índice apresentaram questões fundamentais de análise e diagnóstico multidisciplinar sobre a atual situação da malha cicloviária mais utilizada pelos aracajuanos. Como proposto na metodologia de estabelecimento do Índice de Ciclabilidade da Cidade de Aracaju, os dados necessários para o resultado final é composto pela soma da pontuação dos índices das áreas de estudo e feito a sua média aritmética.

De acordo com o apresentado no Quadro 80, e de acordo com as categorias analisadas o Índice de Ciclabilidade de Aracaju é de 1,31. Esta pontuação é considerada Crítica, isto é, nas ciclovias analisadas na cidade de Aracaju, pode-se afirmar que as condições para o uso da bicicleta são ruins.

Conforme exposto no Quadro 80, a área de estudo com o pior índice é a Ciclofaixa da Avenida Augusto Franco, esta infraestrutura apresenta vários indicadores insuficientes que devem ser considerados como prioridade na execução de projetos e programas de melhoria viária e de sinalização. Para reverter esta situação, ações simples e planejadas, sem altos investimentos, podem contribuir para uma melhor circulação e conforto para os usuários.

A diferença de pontuação do pior índice de Ciclabilidade (Ciclofaixa Av. Augusto Franco) para o melhor índice de Ciclabilidade (Ciclovia Heráclito Rollemberg), não é considerada expressiva. O que mostra que algumas necessidades de

160 intervenção são comuns a todas as áreas de pesquisa, fato este que já é de conhecimento da população devido as manifestações e matérias jornalísticas constantes que relatam sobre esta situação.

Destaca-se que as ações a serem realizadas devem buscar as especificidades de cada área de estudo com a devida atenção aos indicadores mais críticos e uma necessidade de avaliação e monitoramento constante para que as possíveis ações não sejam pontuais e/ou consideradas como um paliativo de curto prazo que não soluciona as problemáticas apresentadas. Para a melhor consolidação das ações, sugere-se a composição de instrumentos públicos de governança e acompanhamento com a participação dos movimentos sociais urbanos, entidades de classe, entidades de ensino e o Poder Público Municipal.

Quadro 80 - Índice de Ciclabilidade Ciclofaixa Avenida Augusto Franco. Índice de Ciclabilidade da Cidade de Aracaju

1.1. Índice de Ciclabilidade da Ciclovia Av. Heráclito Rollemberg 1,5

1.2. Índice de Ciclabilidade da Ciclovia Av. Beira Mar 1,36

1.3. Índice de Ciclabilidade da Ciclovia Av. Tancredo Neves 1,25

1.4. Índice de Ciclabilidade da Ciclofaixa Av. Augusto Franco 1,13 Índice de Ciclabilidade Cidade de Aracaju (1,5+1,36+1,25+,1,13 = 5,19/4

=1,31) 1,31

Dados: Pesquisa. 2017

Para uma melhor compreensão de todo o estudo é apresentado no Figura 63 todo o resumo dos dados obtidos na pesquisa com os respectivos dados e localização das áreas de pesquisa estudadas.

Como forma de apresentar os resultados sob o olhar da sustentabilidade ambiental é proposto no Quadro 81 uma síntese das estratégias propostas conforme os princípios socioambientais de SACHS(2002).

Esta síntese é fundamental para aliar as ações voltadas para a melhoria da circulação das cidades a politicas mundiais que propõem novas formas de governança pública e cidades sustentáveis. Estes princípios estão sustentados nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável por meio dos Objetivo 11- Cidades e Comunidades Sustentáveis que determina que até 2030, aumentar a urbanização inclusiva e sustentável, e as capacidades para o planejamento e gestão de assentamentos humanos participativos, integrados e sustentáveis, em todos os países signatários (ODS-ONU, 2015).

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Quadro 81 – Síntese das Estratégias para o Estabelecimento da Ciclabilidade em Aracaju.

DIMENSÃO DEFINIÇÃO ESTRATÉGIAS PATAMAR DE QUALIDADE

Ambiental

1 Aumentar a quantidade de espécies arbóreas

apropriadas nas ciclovias 100% cicloviária com cobertura vegetal da infraestrutura 2 Definir o percentual mínimo de espécies

arbóreas que ofereçam sombra em toda a infraestrutura cicloviária como diretriz do Plano Diretor de Mobilidade Urbana

Plano Diretor de Mobilidade Urbana aprovado e com estrutura de gestão apta para a execução. 3 Inserir parâmetros de mudança da matriz

energética dos automóveis motorizados Redução de ruídos e melhoria da qualidade do ar 4 Fiscalizar e acompanhar as ações de melhoria

limpeza e paisagismo nas ciclovias e ciclofaixas do município

Adequação paisagística e ambiental das ciclovias e ciclofaixas

Político

5 Consolidar uma plataforma de gestão da irformação e conhecimento sobre os aspectos de uso e cultura da bicicleta

Banco de dados público com plataforma de transparência e abertura para sugestões da população

6 Criar estrutura de planejamento e gestão

governamental Elaboração programas para a obtenção de de projetos investimentos públicos e privados

7 Estabelecer no Plano Diretor de Mobilidade

Urbana a gestão cicloviária Consolidar na gestão pública a bicicleta na proposição leis e políticas públicas.

8 Implantar novas áreas de circulação de

bicicleta em toda a cidade Distribuição infraestrutura em toda a cidade. equitativa de

Social

09 Construir ciclorotas e vias de trânsito calmo na

cidade Redução de mortes e conflitos no uso da bicicleta. 10 Mapear origem e destino de viagens de

bicicleta na cidade Identificar as áreas geradoras de mobilidade.

Espacial

11 Adequação das travessias e acessos nas ciclovias existentes

Fluidez e melhoria do uso da infraestrutura cicloviária

12 Estabelecer áreas de livre circulação da

ciclistas de competição Estabelecimento da cultura da bicicleta e difusão de prática esportiva e de lazer

13 Promover a integração dos calçadões, parques públicos, turísticos e espaços de lazer com a infraestrutura cicloviária

Formação de novos ciclistas e difusão do uso da bicicleta como modo de transporte.

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