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4. RESULTADOS DE CAMPO

4.3 ÍNDICE DE GRAVIDADE GLOBAL (IGG)

O Índice de Gravida Global permite, através de levantamento sistemático de defeitos, avaliar a condição de superfície de um pavimento asfáltico.

4.3.1 Levantamentos RS 210

O inventário do estado da superfície do pavimento consta no Anexo 1 e a planilha de cálculo do IGG consta no Anexo 2, ambos neste documento, referentes ao 1º levantamento da RS 210.

Neste levantamento, o defeito mais encontrado nos trechos foram as Trincas da classe 1 que são do tipo FCI (isoladas) e o Afundamento Plástico nas trilhas de roda, resultando em percentual de 100% de surgimento para cada um deles, ou seja, em todos os trechos analisados. Outro defeito que se mostrou muito presente no pavimento foi o Desgaste, com frequência absoluta de 14 vezes, resultando em um percentual de 87,50% dentre os trechos analisados. As trintas da classe 2 que são do tipo FCII (interligadas) estiveram presentes em 9 dos 16 trechos significando que 56,25% dos trechos analisados apresentaram esta classe de defeitos. Os demais defeitos, também estiveram presentes, porém com menor frequência.

A Figura 52 ilustra de maneira clara alguns dos defeitos presentes em trechos da rodovia.

Figura 52: Vários defeitos presentes no 1º levantamento RS 210

Fonte: Autoria Própria

De posse dos defeitos encontrados, foi obtido através de cálculos o valor do Índice de Gravidade Global que foi de 237,83 sendo que para valores de IGG acima de 160, que é este caso, a rodovia obteve conceito PÉSSIMO, se mostrando muito acima, o que significa que seu estado encontra-se em péssimas condições para tráfego, conforto e segurança dos usuários.

Referente ao 2º levantamento da RS 210, o inventário do estado da superfície do pavimento consta no Anexo 3 e a planilha de cálculo do IGG consta no Anexo 4, ambos neste documento. Para este levantamento, o defeito mais encontrado foi o afundamento plástico nas trilhas de roda que também se mostrou presente em 100% dos trechos. As trincas do tipo FCI que são as isoladas, se fazem presentes, mas em 12 dos 16 trechos, representando 75%. Outro defeito encontrado foi a Ondulação, mas em 18,75% dos trechos enquanto os demais defeitos não existem.

A Figura 53 apresenta trechos com defeitos encontrados no pavimento no segundo levantamento após a camada de microrevestimento recebida.

__________________________________________________________________________________________ Carla Letícia Hunhoff ([email protected]). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa

DCEENG/UNIJUÍ, 2017

Fonte: Autoria Própria

Os cálculos para encontrar o valor do IGG resultaram em um número bem diferente, sendo ele, 135,48, o que significa que se encontra na classificação entre 80 e 160 de IGG, conceituando-se como pavimento RUIM, porém, sabendo-se os trechos receberam restauro e comparando com o valor encontrado para o primeiro levantamento, o IGG reduziu quase 100 pontos, ou seja, houve uma redução de 43 % neste valor, isto significa que apesar de o estado ainda não ser bom, houve melhora significativa.

Analisando os resultados, é possível notar que apesar de a rodovia ter recebido restauro, ainda assim apresenta valores altos para o IGG e encontra-se em classificação PÉSSIMA, por conta de seu alto volume de tráfego tanto de veículos leves como de carga, o que acaba agravando a situação e gerando defeitos como os encontrados.

Apesar de o pavimento ter recebido a camada de microresvestimento, inevitavelmente este nível de conservação irá se agravar, pois esta não foi a solução adequada, pois de imediato ela foi uma solução pois “escondeu” os defeitos, porém, com o clima e o tráfego em um curto período haverá desgaste e os defeitos estarão no mesmo estado novamente, portanto, do ponto de vista técnico, seria necessário realizar uma fresagem no pavimento inteiro com posterior reperfilagem e assim um novo revestimento, sendo também conservada em seu melhor estado pelos órgãos responsáveis, sempre visando a qualidade no tráfego com conforto e segurança aos usuários.

4.3.2 Levantamentos RSC 342

O inventário do estado da superfície do pavimento consta no Anexo 5 e a planilha de cálculo do IGG consta no Anexo 6, ambos neste documento, referentes ao 1º levantamento da RSC 342.

Para o primeiro levantamento os defeitos trincas FCI que são as do tipo isoladas, os afundamentos plásticos nas trilhas de roda como também o desgaste foram os que se encontraram em todos os trechos da rodovia, ambos representando 100% de ocorrência. Os outros dois tipos de defeitos apresentados foram as trincas FCII do tipo interligadas e também os remendos, ambos com apenas 1 ponto de ocorrência, significando, 6,25% de representatividade.

Na Figura 54, é possível visualizar alguns dos defeitos encontrados na RSC 342 para o primeiro levantamento realizado.

Figura 54: Defeitos presentes no 1º levantamento RSC 342

Fonte: Autoria Própria

Para obter o valor de IGG, através dos defeitos os cálculos realizados resultaram em IGG = 180,57, estando na classificação de IGG>160 sendo conceituado como PÉSSIMO o que significa que a rodovia para o primeiro levantamento mostra-se insatisfatório podendo ser considerada péssima para o conforto, a segurança e trafegabilidade dos usuários.

Referente ao 2º levantamento, o inventário do estado da superfície do pavimento consta no Anexo 7 e a planilha de cálculo do IGG consta no Anexo 8, ambos neste documento. Para este levantamento, os defeitos apontados em todos os trechos, com 100% de ocorrência também foram os afundamentos plásticos nas trilhas de roda, os desgastes e as trincas isoladas do tipo FCI. As trincas do tipo FCII que são as interligadas apresentaram-se em 3 dos trechos

__________________________________________________________________________________________ Carla Letícia Hunhoff ([email protected]). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa

DCEENG/UNIJUÍ, 2017

analisados, representando 18,75% e os remendos tiveram 2 ocorrências resultado em 12,50% do total de trechos, enquanto que os demais defeitos não estiveram presentes no pavimento.

A figura 54 apresenta alguns dos defeitos encontrados na RSC 342 no segundo levantamento realizado.

Figura 55: Defeitos presentes no 2º levantamento RSC 342

Fonte: Autoria Própria

Para o IGG, encontrou-se através dos cálculos o valor de 186,97, o que caracteriza a rodovia também com classificação PÉSSIMA, significando aumento de apenas 3,5% em relação ao primeiro levantamento, o que significa que apesar do constante tráfego de veículos de carga, a rodovia está resistindo aos esforços que recebe, porém está se deteriorando aos poucos.

Através dos resultados encontrados, pode-se concluir que os defeitos encontrados podem estar sendo ocasionados pelo constante tráfego de veículos de carga que circulam pela rodovia, assim como também pela falta de manutenção do mesmo pelos órgãos responsáveis, o que acaba gerando cada vez mais defeitos como as trincas, os desgastes e os afundamentos que vão aumentando cada vez mais com o passar do tempo. Para melhorar a qualidade de tráfego, é interessante uma restauração para esta rodovia a fim de proporcionar melhores condições aos usuários.

No Quadro 17 pode-se visualizar um resumo com os valores de IGG encontrados para o 1º e 2º levantamento para cada uma das rodovias.

Fonte: Autoria Própria * Execução Camada de Microrevestimento

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