4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
4.1 ANÁLISE DOS DADOS QUANTITATIVOS
4.1.1 Índice-Padrão do Segmento Hospitalar
Primeiramente está sendo apresentado o resultado da amostra, que foi definida a partir da relação de hospitais privados associados a ANAHP com base nos critérios de inclusão e exclusão, delimitados no item 3.3. Entre os 60 hospitais associados, 31 hospitais publicaram balanço nos períodos de 2013 a 2015, porém 4 hospitais pertencem a grupos conglomerados, cujo balanço é consolidado com outros hospitais não associados a ANAHP e 8 hospitais apresentaram balanços incompletos fora do padrão das demonstrações e por esse motivo foram rejeitados da amostra. Por conseguinte, a amostra resultou em 19 hospitais que atenderam aos critérios selecionados para o estudo.
As demonstrações financeiras, instrumento base para o sucesso nas análises dessa pesquisa, foram de difícil acesso diretamente nos websites das instituições hospitalares, exigindo assim uma busca direta no Diário oficial do Estado por meio do site www.jusbrasil.com.br. Mesmo através desse acesso oficial de publicações de balanço, são poucas instituições hospitalares que divulgam suas respectivas demonstrações financeiras, aumentando assim a dificuldade na coleta dos dados. Foi através da plataforma EMIS Company Profile que a maior parte das informações foram
encontradas. Esse portal combina um banco de dados muito abrangente de mais de 115.000 empresas contendo ferramentas de pesquisas avançadas com dados financeiros. Essa plataforma está disponível em pouquíssimas universidades no Brasil pelo seu alto custo de aquisição e manutenção, e foi através da biblioteca da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo que a maior parte da coleta dos dados foram obtidos.
Vale ressaltar que a ausência de padronização nas demonstrações financeiras divulgadas por alguns hospitais também dificultou a tabulação de indicadores, revelando assim o descumprimento às normas internacionais da contabilidade e suas boas práticas.
Tomando como base a realidade até aqui apresentada, afirma-se, portanto, que no quesito de transparência, prestação de contas e práticas ligadas a uma boa governança corporativa, há um avanço necessário a se transpor dentro do segmento hospitalar.
Os hospitais foram devidamente caracterizados e identificados através de codificação específica a fim de preservar o sigilo das suas identidades.
Quadro 4 – Classificação dos Hospitais da amostra.
Código Localização Natureza Tipo Estabelecimento H01 São Paulo Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H02 São Paulo Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H03 São Paulo Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H04 São Paulo Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H05 Pernambuco Privado com fins lucrativos Hospital Geral H06 Rio Grande do Sul Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H07 Espírito Santo Privado com fins lucrativos Hospital Geral H08 Rio Grande do Sul Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H09 Rio de Janeiro Privado com fins lucrativos Hospital Geral H10 São Paulo Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H11 São Paulo Privado com fins lucrativos Hospital Geral H12 São Paulo Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H13 Brasília Privado com fins lucrativos Hospital Geral H14 São Paulo Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H15 São Paulo Privado com fins lucrativos Hospital Geral H16 São Paulo Privado com fins lucrativos Hospital Geral H17 Bahia Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H18 São Paulo Privado sem fins lucrativos Hospital Geral H19 Espírito Santo Privado com fins lucrativos Hospital Geral Fonte: Elaborado pela autora (2017).
As análises econômico-financeiras foram realizadas com base nos balanços patrimoniais (BP) e demonstrativos de resultado (DRE) dos anos de 2013, 2014 e 2015. A tabulação de cada demonstração (DREs e BPs) propiciou o cálculo dos indicadores financeiros classificados nos eixos de estrutura de capital, liquidez e rentabilidade, totalizando 11 índices em todo o conjunto.
O primeiro passo para a construção das análises foi calcular os índices de cada hospital nos três anos citados e assim realizar uma avaliação individual de cada instituição ano a ano.
A Tabela 6 indica o cálculo de cada indicador por eixo de análise, ou seja, estrutura de capital, liquidez e rentabilidade dos 19 hospitais no ano de 2013.
Tabela 6 – Tabela de índices – Ano 2013
Fonte: Elaborada pela autora (2017).
A Tabela 7 apresenta, dentro dos mesmos critérios estabelecidos para a mensuração dos indicadores do ano de 2013, a realidade dos hospitais no ano de 2014. Observa-se que a maioria dos hospitais aumentou seus índices de estrutura de capital do ano de 2013 para 2014, revelando um leve aumento na participação de capitais de terceiros, um aumento mais significativo na Composição da dívida, em torno de 10% em média em relação a 2013. Já para o grupo de índices de liquidez, houve uma pequena evolução na maioria dos hospitais, já que a interpretação desse grupo é do tipo quanto maior melhor, e eles sofreram variação em média de 3% em relação ao ano anterior. Para os indicadores de rentabilidade chama a atenção a elevada variação do índice rentabilidade do patrimônio líquido, em média de 42% pior que o ano de 2013. Portanto, a taxa de rendimento do capital próprio piorou entre anos de 2013 e 2014.
H01 H02 H03 H04 H05 H06 H07 H08 H09 H10 H11 H12 H13 H14 H15 H16 H17 H18 H19
ESTRUTURA DE CAPITAL
Endividamento 75% 29% 221% 67% 752% 143% 191% 94% 47% -888% 160% 103% 1459% 45% 45% 382% 1466% 60% 195%
Composição do Endividamento 60% 68% 74% 31% 12% 63% 43% 50% 88% 79% 88% 48% 60% 55% 57% 19% 60% 37% 44%
Imobilização do Patrimônio Líquido 128% 76% 45% 88% 401% 109% 170% 97% 64% -521% 89% 107% 546% 110% 30% 257% 549% 93% 215%
Imobilização dos Recursos Não Correntes 99% 69% 29% 60% 53% 71% 82% 66% 60% 593% 75% 70% 80% 91% 25% 63% 81% 67% 103%
LIQUIDEZ Geral 0,62 1,84 1,25 1,17 0,60 0,94 0,63 1,03 1,77 0,30 1,07 0,93 0,69 0,78 2,58 0,59 0,69 1,11 0,41 Corrente 0,86 2,51 1,22 2,43 4,80 1,35 1,41 1,98 1,84 0,33 0,96 1,65 0,96 1,39 4,36 2,82 0,96 2,97 0,88 Seca 0,54 1,11 1,14 2,28 1,11 1,28 1,32 1,39 1,54 0,32 0,88 1,40 0,82 1,25 4,23 1,36 0,81 2,49 0,75 RENTABILIDADE Giro do Ativo 0,96 0,80 2,55 0,74 0,63 1,36 0,72 1,03 1,54 1,13 2,40 2,84 1,75 1,51 1,41 0,77 1,75 0,88 0,58 Margem Líquida -5% 10% 7% -9% -3% 3% 3% 4% 9% -14% 1% 7% 1% 17% 5% 5% 1% 10% 1% Rentabilidade do Ativo -4% 8% 19% -7% -2% 4% 2% 4% 14% -15% 3% 21% 1% 26% 7% 4% 1% 9% 1% Rentabilidade do PL -15% 21% 90% -18% -27% 17% 13% 16% 38% 232% 13% 78% 26% 76% 20% 36% 26% 27% 3% ÍNDICES
Tabela 7 – Tabela de índices – Ano 2014.
Fonte: Elaborada pela autora (2017)
Prosseguindo nas análises comparativas no desempenho dos 19 hospitais, agora entre os anos de 2014 para 2015, há uma melhora significativa de forma geral na grande maioria dos índices. Um decréscimo de quase 10% em média no Endividamento, um aumento significativo em torno de 16% a 20% nos índices de liquidez e uma melhora expressiva na Margem Líquida de 20% em média.
Nesse contexto, há um panorama que revelou uma queda de maneira geral no desempenho econômico-financeiro do mercado hospitalar privado em 2014 e uma reação positiva em 2015.
H01 H02 H03 H04 H05 H06 H07 H08 H09 H10 H11 H12 H13 H14 H15 H16 H17 H18 H19
ESTRUTURA DE CAPITAL
Endividamento 117% 41% 192% 58% 762% 208% 220% 79% 38% -391% 248% 59% 998% 38% 47% 328% 968% 85% 210%
Composição do Endividamento 76% 50% 59% 41% 19% 73% 45% 52% 89% 66% 86% 81% 60% 60% 70% 24% 62% 33% 44%
Imobilização do Patrimônio Líquido 144% 74% 66% 85% 383% 121% 191% 85% 55% -178% 76% 67% 413% 105% 27% 239% 413% 112% 200%
Imobilização dos Recursos Não Correntes 112% 62% 37% 64% 53% 77% 86% 62% 53% 552% 57% 60% 83% 91% 24% 68% 88% 71% 92%
LIQUIDEZ Geral 0,62 1,64 1,18 1,25 0,63 0,90 0,58 1,20 2,16 0,29 1,10 1,57 0,69 0,86 2,54 0,58 0,68 0,85 0,52 Corrente 0,77 3,10 1,57 2,92 3,07 1,15 1,25 2,08 2,25 0,37 1,06 1,72 0,92 1,42 3,55 2,13 0,92 2,48 1,11 Seca 0,57 1,23 1,47 1,26 1,50 1,09 1,18 1,57 1,92 0,36 0,93 1,50 0,82 1,12 3,45 1,13 0,82 2,04 0,99 RENTABILIDADE Giro do Ativo 1,37 0,74 2,46 0,70 1,05 1,25 0,75 1,24 1,55 1,20 2,79 2,92 1,77 1,74 1,59 0,83 1,78 0,77 0,64 Margem Líquida -6% 9% 1% 0% 2% -1% 4% 6% 12% -1% 1% 17% 2% 20% 4% 6% 2% 10% 1% Rentabilidade do Ativo -9% 7% 3% 0% 2% -1% 3% 7% 18% -1% 2% 50% 4% 35% 7% 5% 4% 7% 0% Rentabilidade do PL -19% 9% 9% 0% 16% -3% 9% 13% 27% 4% 6% 84% 46% 51% 10% 24% 47% 14% 1% ÍNDICES
Tabela 8 – Tabela de índices – Ano 2015.
Fonte: Elaborada pela autora (2017).
Para a determinação dos índices-padrão, adotou-se a metodologia da obra de Matarazzo (2010), onde a partir dos índices das 19 instituições hospitalares foram emparelhados em ordem crescente e utilizada a formula estatística contida no Microsoft Excel para o cálculo dos decis de cada ano, sendo assim classificada a sequência: P10, P20, P30, P40, P50, P60, P70, P80 e P90. Portanto, a cada um dos onze indicadores chegou-se aos índices-padrões do segmento hospitalar nos anos de 2013 a 2015. H01 H02 H03 H04 H05 H06 H07 H08 H09 H10 H11 H12 H13 H14 H15 H16 H17 H18 H19 ESTRUTURA DE CAPITAL Endividamento 141% 37% 23% 75% 407% 225% 229% 88% 70% -297% 209% 54% 835% 27% 48% 161% 835% 91% 211% Composição do Endividamento 62% 55% 62% 36% 33% 60% 46% 65% 63% 74% 83% 84% 57% 59% 61% 30% 57% 31% 50%
Imobilização do Patrimônio Líquido 161% 74% 4% 98% 201% 118% 205% 86% 53% -110% 61% 60% 331% 96% 27% 141% 331% 129% 193% Imobilização dos Recursos Não Correntes 105% 64% 4% 66% 54% 62% 91% 65% 42% -499% 45% 55% 72% 87% 23% 66% 72% 79% 94%
LIQUIDEZ Geral 0,57 1,70 5,18 1,03 0,75 0,92 0,54 1,16 1,67 0,30 1,19 1,75 0,72 1,15 2,51 0,75 0,72 0,69 0,56 Corrente 0,87 2,82 6,71 2,79 2,15 1,38 1,12 1,67 2,40 0,33 1,12 1,89 0,99 1,93 4,10 2,34 0,99 2,07 1,04 Seca 0,68 1,12 4,94 1,34 1,23 1,32 1,00 1,37 2,00 0,33 1,05 1,73 0,91 1,61 4,00 1,11 0,91 1,67 0,89 RENTABILIDADE Giro do Ativo 1,36 0,76 5,44 0,75 1,21 1,25 0,73 1,23 1,50 0,92 3,20 2,64 1,59 1,88 1,97 0,66 1,59 0,75 0,72 Margem Líquida 1% 10% -11% 3% 11% 0% 2% 3% 6% -18% 1% 19% 2% 19% 4% 12% 2% 6% -2% Rentabilidade do Ativo 1% 8% -62% 2% 14% 0% 1% 4% 10% -17% 4% 50% 4% 36% 7% 8% 4% 5% -1% Rentabilidade do PL 2% 11% -55% 3% 88% 1% 4% 7% 15% 36% 11% 83% 33% 51% 11% 28% 33% 10% -4% ÍNDICES
Tabela 9 – Tabela de Índice-Padrão do setor hospitalar – Ano 2013.
Fonte: Adaptada de Matarazzo (2010).
A mediana do ramo hospitalar no ano de 2013, demonstrou uma estrutura de capital bem alavancada, ou seja, uma dependência de recursos de terceiros para o funcionamento dos hospitais, além de uma Composição das Dívidas estar um pouco mais expressiva em curto prazo em relação às obrigações totais. A Imobilização do Patrimônio Líquido demonstra que todo o patrimônio líquido foi investido no ativo permanente e ainda precisou usar capital de terceiros, equivalente a 7% do patrimônio líquido. Já o índice de liquidez geral quase que se equilibrou a relação entre os seus direitos e obrigações, onde para cada R$1,00 de dívida dos hospitais tem-se R$0,93 de investimentos realizáveis em curto prazo, ou seja, não consegue pagar todas as suas dívidas, dependendo assim da geração futura de recursos para liquidar suas dívidas.
1º DECIL 2º DECIL 3º DECIL 4º DECIL MEDIANA 6º DECIL 7º DECIL 8º DECIL 9º DECIL
ESTRUTURA DE CAPITAL
Endividamento (CT/PL) 42% 46% 63% 79% 103% 157% 193% 285% 893%
Composição do Endividamento (PC/CT) 29% 41% 46% 51% 57% 60% 62% 70% 81%
Imobilização do Patrimônio Líquido (AP/PL) 42% 71% 88% 94% 107% 110% 153% 232% 430%
Imobilização dos Recursos Não Correntes (AP/PL+ELP) 48% 60% 64% 67% 70% 74% 81% 86% 100%
LIQUIDEZ
Geral (LG) 0,55 0,61 0,66 0,71 0,93 1,01 1,10 1,20 1,79
Corrente (LC) 0,87 0,96 1,06 1,36 1,41 1,80 2,25 2,63 3,25
Seca (LS) 0,71 0,82 0,97 1,12 1,25 1,31 1,37 1,46 2,32
RENTABILIDADE
Giro do Ativo (V/AT) 0,70 0,76 0,83 0,97 1,13 1,40 1,53 1,75 2,43
Margem Líquida (LL/V) -6% -1% 1% 1% 3% 5% 6% 8% 10%
Rentabilidade do Ativo (LL/AT) -5% 0% 1% 2% 4% 4% 8% 11% 19%
Rentabilidade do PL (LL/PL) -16% 9% 14% 18% 21% 26% 32% 53% 80%
Tabela 10 – Tabela de Índice- Padrão do setor hospitalar - Ano 2014.
Fonte: Adaptada de Matarazzo (2010).
Comparativamente, o ano de 2014 em relação a 2013 houve uma piora nos indicadores de forma geral, destacando-se para o aumento do Endividamento em 14% entre as medianas e diminuição em 8% da liquidez geral. O primeiro indicador tem como interpretação quanto maior, pior e o segundo quanto menor, pior, respectivamente. A Margem Líquida e rentabilidade do patrimônio líquido chamam a atenção por terem piorado acima de 30% entre as medianas do ramo hospitalar. Esses indicadores indicam quanto menor, pior.
1º DECIL 2º DECIL 3º DECIL 4º DECIL MEDIANA 6º DECIL 7º DECIL 8º DECIL 9º DECIL
ESTRUTURA DE CAPITAL
Endividamento (CT/PL) 38% 45% 58% 80% 117% 205% 216% 280% 803%
Composição do Endividamento (PC/CT) 31% 43% 47% 53% 60% 62% 68% 74% 82%
Imobilização do Patrimônio Líquido (AP/PL) 49% 67% 75% 85% 105% 119% 172% 216% 389%
Imobilização dos Recursos Não Correntes (AP/PL+ELP) 50% 55% 61% 62% 68% 76% 85% 89% 96%
LIQUIDEZ
Geral (LG) 0,57 0,61 0,65 0,72 0,86 1,06 1,19 1,38 1,74
Corrente (LC) 0,89 1,01 1,13 1,28 1,57 2,00 2,20 2,66 3,08
Seca (LS) 0,77 0,89 1,03 1,12 1,18 1,26 1,49 1,53 1,94
RENTABILIDADE
Giro do Ativo (V/AT) 0,73 0,76 0,92 1,21 1,25 1,51 1,68 1,78 2,53
Margem Líquida (LL/V) -1% 1% 1% 2% 2% 4% 6% 9% 13%
Rentabilidade do Ativo (LL/AT) -1% 0% 2% 3% 4% 5% 7% 7% 21%
Rentabilidade do PL (LL/PL) -1% 3% 7% 9% 10% 14% 21% 35% 48%
Tabela 11 – Tabela de Índice- Padrão do setor hospitalar - Ano 2015.
Fonte: Adaptada de Matarazzo (2010).
O desempenho em 2015 comparativamente em relação a 2014, há uma evidencia de reação positiva nos índices-padrão do segmento hospitalar. A mediana do setor evidencia uma queda do Endividamento em 22%, uma melhora nos índices de liquidez e uma expressiva evolução na Margem Líquida, chegando a 50% a melhoria entre as medianas do setor nos anos de 2014 para 2015. Esse panorama confirma o que já se tinha mapeado quando analisado individualmente os 19 hospitais tabulados nas Tabelas 6, 7 e 8.
Para uma melhor disposição, as apresentações gráficas dos índices-padrão darão uma visão mais apropriada do segmento hospitalar através das suas respectivas medianas.
1º DECIL 2º DECIL 3º DECIL 4º DECIL MEDIANA 6º DECIL 7º DECIL 8º DECIL 9º DECIL
ESTRUTURA DE CAPITAL
Endividamento (CT/PL) 26% 44% 60% 78% 91% 157% 210% 227% 493%
Composição do Endividamento (PC/CT) 33% 42% 52% 57% 59% 61% 62% 64% 76%
Imobilização do Patrimônio Líquido (AP/PL) 22% 57% 66% 88% 98% 127% 153% 196% 230%
Imobilização dos Recursos Não Correntes (AP/PL+ELP) 19% 44% 54% 62% 65% 66% 72% 82% 92%
LIQUIDEZ
Geral (LG) 0,56 0,64 0,72 0,75 0,92 1,13 1,18 1,68 1,90
Corrente (LC) 0,97 1,02 1,12 1,44 1,89 2,04 2,26 2,56 3,07
Seca (LS) 0,85 0,91 1,02 1,11 1,23 1,34 1,51 1,70 2,40
RENTABILIDADE
Giro do Ativo (V/AT) 0,73 0,75 0,82 1,21 1,25 1,47 1,59 1,92 2,75
Margem Líquida (LL/V) -4% 1% 1% 2% 3% 4% 6% 10% 13%
Rentabilidade do Ativo (LL/AT) -4% 1% 1% 4% 4% 5% 8% 9% 18%
Rentabilidade do PL (LL/PL) 0% 3% 5% 10% 11% 14% 31% 34% 57%
Gráfico 1 – Índices Estrutura de Capital.
Fonte: Elaborado pela autora (2017).
Estes indicadores estabelecem a relação entre o Capital de Terceiros e o Capital Próprio da entidade (MATARAZZO, 2010). Ao analisar os índices associados à estrutura de capitais foi observado um comportamento de leve melhoria de desempenho do ramo, uma vez que esses indicadores possuem características de quanto menor melhor, e entre os anos de 2013 a 2015 houve uma diminuição dos percentuais nessa linha do tempo.
Quando avaliado especificamente o grau de Endividamento, a realidade que se revela é que os ativos dos hospitais são financiados praticamente em sua totalidade por recursos de terceiros, demonstrando assim alta dependência com esse tipo de capital.
Gráfico 2 – Índices de Liquidez.
Os indicadores de liquidez são do tipo quanto maior melhor, portanto, a análise geral é que esses estão performando de forma crescente nos anos avaliados apresentando uma escala de evolução em 2014 para 2015 e por consequência uma sólida base financeira de pagamento das suas obrigações de curto prazo quando analisado a liquidez corrente e seca. Já a liquidez geral demonstra que os hospitais precisam focar na geração futura de recursos para conseguir honrar suas orbigações, porém em nenhum ano de forma expressiva, apenas R$0,08 para cada R$1,00 de dívida no ano de 2015.
Gráfico 3 – Índices de Rentabilidade.
Fonte: Elaborado pela autora (2017).
Quando da observação do comportamento dos índices de rentabilidade, observa-se que houve uma maior regularidade entre os anos de 2014 e 2015, se mantendo praticamente constantes os desempenhos. A interpretação desses indicadores se classifica em quanto maior, melhor. Analisando especificamente o Giro do Ativo e Margem Líquida, onde a mediana do setor dispõe que o volume de vendas atingiu 1,25 vezes o volume dos investimentos nos últimos dois anos, tem- se também um aumento da margem de lucro, ou seja, duas medidas bem-sucedidas, traduzindo assim um bom êxito econômico.