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A abordagem da divisão espacial do trabalho

J. 1.2. O Ciclo de Vida do Produto

1.2. A Geografia Industrial do Pós-fordismo

1.2.5. A abordagem da divisão espacial do trabalho

Agarrada aos modelos económicos neoclássicos, até demasiado tarde, a Geografia Industrial encontrava-se, já nos anos sessenta, incapaz de permitir abordagens satisfatórias às alterações que se viviam no seio da indústria, quer nas suas formas organizacionais e de produção quer nos novos padrões espaciais que iam surgindo. E isto por duas razões: por um lado, aquela época vai corresponder a uma inversão no comportamento espacial da indústria (em termos médios), marcado pela tendência para a formação de concentrações de PME's em bacias de emprego restritas, em oposição aos complexos de grandes indústrias verticalizadas existentes anteriormente de forma relativamente dispersa e, por outro, devido a um problema da própria disciplina onde c a d a vez se tornava mais difícil uma compatibilização entre os modelos teóricos (disponíveis) e as descrições empíricas da realidade. Esta dicotomia entre os modelos formais e as realidades empíricas decorria por seu turno de uma "desvalorização" relativa que os estudos de casos, o estudo das regiões, tinha sofrido no seio da Geografia Humana globalmente, fruto de um positivismo generalizante e da procura obcessiva das leis

gerais e dos padrões tipo. Foi a "periferização" do lugar e da região no pensamento social moderno.207

Com a reorientação da análise geográfica para a escala regional/local inicia-se uma fase de uma certa instabilidade teórica, questionando-se os modelos existentes sem no entanto encontrar novos caminhos.

Neste contexto, as ideias e estudos de Doreen Massey ocupam um lugar de destaque. No seguimento de uma vasta bibliografia^0^ com o seu Spatial Divisions of Labour, de 1984, esta autora inglesa marcou e alterou definitivamente o rumo da

Geografia Industrial, tendo tido sobretudo o mérito de sistematizar e equacionar de forma integrada questões que já há muito vinham sendo levantadas por diversos autores e que reflectiam a incapacidade dos modelos teóricos disponíveis de responder às situações reais concretas que se registavam no comportamento espacial áas indústrias, apresentando mais do que uma alternativa teórica original, uma leitura geográfica de teorias da área da sociologia e da economia política e construindo a partir daí uma nova maneira de abordagem para estudos empíricos.

Doreen Massey demonstra, antes de mais, como é preciso compreender as formas de organização espacial do capital e não apenas descrever padrões. Estes últimos são o reflexo ou a configuração física do que se passa no interior das estruturas sociais, não apenas em termos económicos, mas em toda a extensão das relações sociais. O que está em questão é a reprodução de relações sociais no espaço. "O argumento geral deste livro (Spatial Divisions of Labour) é que por trás das principais alterações entre as divisões espaciais do trabalho dominantes num país, residem modificações na organização espacial das relações capitalistas, a cujo desenvolvimento e reorganização chamaremos estruturas espaciais de produção".209

2 U 6 MARKUSEN, Ann; LEE, Yong-Sook; DIGIOVANNA, Sean (Ed.) - Second Tier Cities. Rapid

Growth beyond the Metropolis. Minneapolis, London: University of Minnesota Press, 1999.

2 0 7 ENTRIKIN, J. Nicholas - The Betweenness of Place. Towards a Geography of Modernity.

Londres: Macmillan Education Ltd. ,1991 (Critical Human Geography).

20° Um dos primeiros textos e dos mais representativos do carácter original das teses da autora foi: MASSEY, Doreen - The U.K. electrical engineering and electronics industries: the implications of the crisis for the restructuring of capital and locational change, in DEAR, Michael; SCOTT, Allen (Ed.) - Urbanization and Urban Planning in Capitalist Society. London: Methuen and C° Ltd., 1981.pp 199-230.

2 u° MASSEY, Doreen - Spatial Divisions of Labour. Social Structures and the Geography of

Ao desenvolver a sua investigação empírica no Reino Unido que, historicamente, representa uma situação paradigmática no desenvolvimento do capitalismo industrial, a preocupação da autora não é no entanto nunca da generalização em termos de situações. Ela parte da verificação do caso daquele país onde, "pelo menos duas vezes, num século e meio, a Geografia da indústria (britânica), foi completamente modificada"2 1 0, para identificar as causas que

estão por trás dessas alterações, procurando construir uma proposta metodológica, essa sim, generalizável.

A evolução da indústria britânica foi condicionada pela evolução da economia globalmente e dos grandes objectivos estratégicos de c a d a época da Grã-Bretanha enquanto potência imperial e industrial. 2 1 ' De uma concentração

a Norte e a Oeste, desde o século XIX, em função da localização dos portos por onde se exportavam os produtos para o vasto Império e se importavam as matérias primas, assiste-se a uma reorientação quer sectorial quer espacial, para sudeste e para a região de Midlands à medida que se vai apagando a supremacia inglesa enquanto potência imperial e a sua economia se reorganiza e se orienta mais para o interior do próprio país. Mais tarde, a partir dos anos cinquenta deste século, assiste-se de novo a uma deslocação espacial do centro de gravidade da industria britânica, com o declínio do SE e dos Midlands e a ascensão do corredor Londres- Bristol, modificações que não foram alheias à perda de importância do país em termos de potência industrial.

Para além do posicionamento teórico em relação à abordagem da Geografia Industrial através da análise da produção propriamente dita e das ligações com as estruturas sociais e com a esfera do político, foi no domínio das propostas metodológicas para a investigação empírica que os trabalhos de Doreen Massey se revelaram de grande actualidade e da maior utilidade.

"The unique is back on the agenda."2 1 2 Mais do que uma constatação,

aquela autora propõe uma inversão na investigação empírica nesse sentido. Não é o simples retorno às tradições da escola regional vidaliana da Geografia

2 1 0 Idem. Pag.3

2 1 ] Além do tratamento em pormenor em, Spatial Divisions of Labour... a autora apresenta

uma síntese da evolução da indústria na Grã-Bretanha em MASSEY, Doreen; MEEGAN, Richard- Spatial Divions of Labour in Britain, in Horizons in Human Geography. Macmillan, 1989,p.244.257.

2 1 2 MASSEY,Doreen - New Directions in Space, in D. GREGORY - Social Relations and Spatial

Humana. É a ruptura com as teses positivistas e as generalizações forçadas. As respostas de c a d a região e cada país aos desafios históricos do processo de desenvolvimento do capitalismo foram diferentes. Cada um traçou o seu caminho próprio. O capitalismo inglês é diferente do francês. E isto porque as estruturas sociais locais são diferentes. A investigação empírica tem de se orientar para a compreensão da especificidade geográfica e histórica de c a d a região. As relações que existem entre as estruturas de produção e as estruturas sociais não se consubstanciam apenas no paralelismo entre "tarefas" na divisão técnica do trabalho e classes sociais, mas possuem no seu interior uma dimensão geográfica, espacial, a qual é dinâmica e integra as alterações temporais das primeiras, aí entroncando finalmente a configuração das estruturas espaciais globalmente, do mapa das regiões, digamos. A produção organiza-se espacialmente, utiliza a distância e não é apenas condicionada por ela, da mesma forma que os grupos sociais se organizam em regiões específicas e não uniformemente no espaço. Uma estrutura espacialmente concentrada pode andar associada a uma classe capitalista instalada localmente - os capitalistas tradicionais - enquanto que uma produção segmentada no espaço corresponde geralmente a uma hierarquia regional a nível do controlo que deixa regiões desprovidas de funções de decisão independentemente das características que possa assumir a sua base produtiva. Estão neste último caso as estruturas organizacionais das multinacionais, por exemplo. A divisão espacial do trabalho não decorre assim apenas da distribuição regional da divisão técnica do trabalho. Há uma dimensão social e política determinante e a compreensão da primeira passa pela análise específica de casos concretos.

"A separação espacial é muitas vezes um elemento importante na preservação de condições de produção particulares, locais - salários baixos, lealdade para com a empresa e uma concomitante falta de militância podem ser mais fáceis de assegurar numa área isolaáa onáe existe um certo nível de monopólio espacial local sobre a força de trabalho." 213

Um posicionamento semelhante já se encontrava também há muito, nos textos de Derek Gregory. "Ever since regional geography was declared to be dead - most fervently by those who had never been much good at it anyway - geographers, to their credit, have kept trying to revivify it in one form or another. This

Zlá MASSEY, Doreen - Spatial Divisions of Labour. Social Structures and the Geography of

is a vital task:.... We need to Know about the constitution of regional social formations, of regional articulations and regional transformations." 2 1 4

Previlegiando o debate teórico no âmbito mais largo da Geografia Humana, embora um dos seus primeiros estudos empíricos e provavelmente o mais conhecido incida precisamente sobre um caso da industrialização britânica, Derek Gregory tem uma postura crítica em relação aos modelos clássicos, semelhante a Doreen Massey, equacionando porém, os problemas de maneira diferente. Para ele, a grande falha das propostas teóricas anteriores reside na c h a m a d a "redução anti-humanista"; o homem, o indivíduo, esteve tradicionalmente fora da Geografia Humana, mesmo na escola da localização, mais preocupada em "escavar" padrões do que processos e ocupada a "exumar" lugares mais do que pessoas215.

As próprias teorias marxistas enfermariam do mesmo mal, segundo Derek Gregory, uma vez que segundo estas, a estrutura da formação social é representada pela configuração dos modos de produção que lhe estão subjacentes, organizando-se em três níveis, o económico, o político e o ideológico. A tese de fundo daquele autor, na sua investigação sobre a transformação da indústria de lanifícios no West Riding do Yorkshire entre 1780 e 1840216, período correspondente à mudança do

sistema doméstico para o fabril, da manufactura para a maquinofactura, é precisamente a demonstração de que as alterações não podem ser analisadas apenas na perspectiva do económico mas, resultaram também do jogo de forças políticas e ideológicas. Não deixando de partir ele próprio de uma formação marxista e seguindo o sociólogo do estruturalismo, Anthony Giddens de perto, a sua proposta metodológica vai no sentido de recorrer à teoria social para compreender as alterações na Geografia Industrial de uma região da Inglaterra. A sua grande preocupação foi sempre aliás a de mostrar como o afastamento entre a Geografia Humana e a Sociologia foi prejudicial para ambas, daí decorrendo as principais deficiências e incapacidades dos modelos clássicos da Geografia.2 1 7

" I draw upon social theory to explicate the transformation of the wollen industry of the West Riding of the Yorkshire between c. 1780 and c. 1840, and in

2 1 4 GREGORY, Derek - Ideology, Science and Human geography. London: Hutchinson & Co

Ltd, 1978. p. 171.

2 1 5 GREGORY, Derek - Regional Transformation and Industrial Revolution: A geography of the

Yorkshire Woolen Industry. London: Macmillan,1982. 2 1 6 Idem

particular to show how the change from a domestic to a factory system of prodution in these early years of the English Industrial Revolution involved a local transition in human experience and social structure which was tied in to much wider congeries of changes in economy, politics and ideology."2^

Já noutra ocasião este autor se tinha debruçado sobre as relações entre a Geografia Humana moderna e a teoria social moderna através do conceito de estrutura espacial.2 1 9 o caso antes referido analisado por D. Gregory2 2 u, sobre os

lanifícios em Inglatera, é particularmente pedagógico pois trata-se duma situação em que uma deslocação espacial andou associada a modificações estruturais não só no âmbito da produção mas no seio das formações sociais das respectivas regiões. Nas regiões mais antigas e consolidadas (West Country e East Anglia) o sistema fabril dominante era o da produção em larga escala coordenada e dirigida por comerciantes; havia uma divisão entre capital e trabalho, não tendo os operários qualquer tipo de relação de propriedade com a manufactura. No Norte, pelo contrário, predominava o sistema de produção doméstico. Os membros da família realizavam no fundo, uma auto-exploração, prolongando por exemplo o dia de trabalho, se necessário. Com taxas de natalidade mais elevadas, com salários mais baixos e com aquele sistema de produção doméstico, aquelas regiões ofereciam vantagens comparativas, que funcionaram nas crises para atrair investimentos e aí viram nascer o sistema fabril propriamente dito. Na prática, o sistema fabril foi-se misturando com o doméstico, mais do que substituindo-o. Os artesãos foram progressivamente perdendo controlo sobre o processo de trabalho e acesso aos meios de produção. "The surge of investment in the factory system took place at the expense of the domestic system"221. A deslocação para o West

Riding e o posterior desenvolvimento desta região ocorrem precisamente no rematar de uma profunda crise da indústria de lanifícios que arrastara para o declínio também as regiões onde tradicionalmente se concentrava. Ora é precisamente sobre as forças e as motivações que levaram o capital a deslocar-se

z u Entre outros textos, D Gregory debate esta questão na Introdução de: Social Relations

and Spatial Structures; Idéologie, Science and Human Geography e em Solid Geometry: notes on the recovery of spatial structure.

2 1 8 GREGORY, Derek - Regional Transformation and Industrial Revolution: A geography of the

Yorkshire Woolen Industry. London: Macmillan,1982. p2

2 1 9 GREGORY, Derek - Solid Geometry: notes on the recovery of Spatial Structure, in

CARLSTEIN, T. -Timing Space and Spacing Time. London: Arnold, 1978.pp. 187-220.

2 2 0 GREGORY, Derek - Regional Transformation and Industrial Revolution: A geography of the

de uma região para outra, deflagrando um profundo golpe no sistema doméstico da segunda, bem como sobre as condicionantes sociais e as alterações posteriores das próprias estruturas sociais, que incide a investigação deste autor. As fontes previlegiadas na investigação empírica foram documentos da época, leis, petições, panfletos, etc. no sentido de perceber em toda a sua extensão o comportamento das pessoas e da sua consciência de classe, não se limitando às fontes estatísticas e à análise de indicadores económicos.

É aliás interessante verificar que este autor há muito preocupado com o debate teórico, acabaria por desenvolver uma investigação empírica específica para o caso de um período de transição na evolução de um ramo industrial para uma região.

Quanto à essência da abordagem pela divisão espacial do trabalho, é importante retomar de novo o "clássico" Spatial Divisions of Labour de Doreen Massey e considerar a suas propostas. A autora propõe uma caracterização do capital que deverá passar por quatro vectores: o ramo de actividade, o lugar na estrutura económica (capital industrial e capital financeiro), o processo de trabalho (manufactura, maquinofactura, fordismo e neo-fordismo) e a estrutura organizacional do capital. Não há uma relação directa única entre c a d a um deles e os padrões de organização espacial da produção. Localmente, em c a d a região, será do jogo de todos que resultará um arranjo próprio condicionado pelo respectivo passado histórico. O padrão de uma região resultará de uma sucessão temporal de ciclos de investimento que corresponderão como que a uma sobreposição de "layers", c a d a um recebendo à partida uma herança histórica que o condiciona. Esta metáfora dos "layers" resultantes de "rounds" de investimento, como aquela autora os designa2 2 2, acabaria por se converter na pedra de toque

da própria abordagem da "divisão espacial do trabalho". Derek Gregory por exemplo, propõe-se explicá-la através de outra metáfora. Num jogo de cartas, c a d a jogador representa uma região e em c a d a jogada haverá apenas um naipe, recebendo c a d a jogador uma carta que representa uma função. No final de três jogadas, três "round", c a d a jogador terá um conjunto de cartas, c a d a uma das

2 2 1 Idem, p.218

2 2 2 Contrapondo à designação de Doreen Massey, dos "rounds of investment", Michael

Storper e Richard Walker, falam de "industry development paths" (trajectórias industriais?). "We call the erratic tracks of growth 'industry development paths', because the word path suggests the sinuous, unsteady and idiosyncratic course of industrial expansion through time (and space). " STORPER, Michael; WALKER, Richard - The Capitalist Imperative. Territory,

quais relacionada horizontalmente com os outros jogadores e verticalmente com as suas próprias, jogadas anteriormente. Por exemplo um jogador (uma região) terá ficado com o "Às" de Paus (uma Sede de uma Empresa), o dois de oiros ( uma Delegação Regional) e o três de copas (uma fábrica de uma empresa com múltiplas unidades), enquanto outro jogador ficou com o três de paus, e o Ás de oiros e de copas Da mesma forma uma economia local também se encontra estruturada de tal forma que, a diferentes níveis e para diferentes actividades mantém relações de dependência e domínio com as estruturas económicas de outras regiões.223 Também o espaço de geometria variável de Manuel Castells a c a b a por corresponder a uma sobreposição de "layers" embora o autor não se tenha referido à construção histórica desse espaço mas apenas ao seu funcionamento e às interdependências entre funções e/de regiões. "... cada vez vivemos mais num espaço de geometria variável, onde o significado de cada lugar escapa à sua história, cultura ou instituições, para ser constantemente redefinido por uma rede abstracta de estratégias de informação e decisões"224.

Pode-se estabelecer um paralelismo entre a sucessão dos "layers" de Doreen Massey e as teorias dos ciclos económicos; podemos até considerar os primeiros uma reformulação geográfica dos segundos. Os "rounds" de investimento e desinvestimento representam afinal os períodos de ascensão e declínio dos ciclos. O estudo da indústria têxtil e da região têxtil do noroeste português é sem dúvida, também um estudo dos ciclos do seu trajecto histórico. E c a d a ciclo corresponderá a um "round" de investimento, de que resultará um "layer", que se sobreporá aos anteriores, daí resultando a estruturação da região, num acumular de heranças, tal como a conhecemos hoje.

Seguindo Doreen Massey, a estrutura económica das sociedades será o retrato das relações entre as suas classes; essas relações são de poder e controlo, dominação e subordinação; uma das bases para a definição das classes ou estratos sociais será o respectivo lugar na estrutura geral das relações de produção decorrente, por seu turno, da divisão técnica do trabalho (ainda que uma divisão em funções não implique necessariamente um proporcional valor social); as relações anteriores não se desenrolam na c a b e ç a de um alfinete, mas têm

ÁÁÓ GREGORY, Derek - Areal Différenciation and Post-Modem Human Geography, in D.

GREGORY ; Rex WALFORD - Horizons in Human Geography. London: Macmillan, 1989.p.75 e 76.

2 2 4 CASTELLS, Manuel (Ed.) - High Technology, Space and Society. "Urban Affairs Annual

expressão territorial, organizam-se espacialmente e definem a divisão espacial do trabalho.

Doreen Massey encontrou evidência empírica para reconhecer que Londres e o SE da Inglaterra continuaram a ver a sua importância relativa aumentar em termos de controle e domínio interno e capacidade de inserção na divisão internacional do trabalho. As regiões do Norte, apesar de continuarem numa posição secundária, conseguiram alguns ganhos através de efeitos positivos da descentralização necessária de hierarquias de gestão. Isto quer dizer que a instalação de delegações regionais no sector financeiro, embora com o objectivo de captar capitais locais, pode "ajudar" a desenvolver algum crescimento económico local. Este tipo de factores, em grande medida exógenos, poderá ter um papel muito mais determinante do que apenas a necessidade de aglomeração local dos distritos industriais por se tornar intratável a gestão de cadeias produtivas desintegradas.