A ASBACE tem um órgão de r e pr e se nt aç ão m a x i m a que é a A s s e m b l é i a Geral, composta pelos p re si de nt es dos BCE's.
A A s se mb lé ia Geral elege uma diretoria, c o m p o s t a por um p r e s i d e n t e e seis v i c e - p r e s i d e n t e s . A estrutura a d m i n i s t r a t i v a é c o m p o s t a por um c o ns el ho fiscal, composto por três p r es i d e nt e s de b an c os estaduais, 07 d ir et or es que também são p r e s i d e n t e s de bancos, um C o n s e l h o Estratégico, formado por r e p r e s e n t a n t e s do quadro p e r m a n e n t e dos bancos, um S e cr et ár io Geral e a A s s e s s o r i a de A ss un t os C o r p o r a t i v o s . Além d is to a a ss oc ia ç ã o c on grega um q u a d r o de 400 f u nc i o n á r i o s d i s t r i bu í d o s em 10 localidades, sendo a s e d e em Brasília.
D entro de uma análise retrospectiva, feita atreivés das atas d e A s s e m b l é i a s G er a i s O rd in ár ia s (AGO) e E x t r a o r d i n á r i a s (AGE), R e l a t ó r i o s de A t i v i d a d es (RA) e d i ve r so s d o c um e n t os e publicaçSes, p od e - s e depree nd er que a ASBACE, ao longo do tempo, u l t r a p a s s o u suas f u n ç Se s m a r c ad a m e n t e r e p r e s e n t a t i v a s , i n se ri nd o- se rta prestação de s e r v i ç o s aos bancos do s istema de BCE's. Isto se f a r á mais n o ta d o q u a n d o da d i visão da a s s oc ia ç ão em duas: a A SB AC E C o r p o r a ti v a , que atua na área de r e p r e s e nt a çã o e a ATP (ASBACE T e c n o l o g i a e Produtos),
fato este ocorrido no ano de 1990. Mais r e c e nt e m e n t a , o c orre outra refor m ul aç ão estatutária (1992) q ua nd o é proposta a i n co r pa r a ç ão da A SBACE corporativa pela ATP e esta é transformada n u m a S.A.. Isto implica numa estratégia de f o r t al e ci me nt o da i n st i t u i ç S o sob o a s pe c to de p r es tação de serviços, bem como d e n ot a um maior g r a u de influência de sua estrutura funcional permanente.
No campo da r e p r e s e n t a ç ã o , os d o cu me nt os m o s t r a m uma a tu a çã o discreta, onde os contatos com as a u t o r i d a a e s monetárias,
c on g re ss is ta s e membros da b urocracia estatal c o m p S em a principal forma de atuação. Em a lguns momentos, as autori d ad es d o setor também são convid a da s a participar das assembléias.
As d ec la ra çõ es do Sr. Juarez L. Cançado s ã o e l u c i d at i va s deste tipo de atuação:
“ft ASBACE tefB pautado a sua açSo de representaçSo por discreçlo, sa5 cot firieza, Eia trabalha no sentido de representar os interesses dos BCE's, nos diferentes fóruns, ses euito estardalhaço, ft ASBACE participa de diveros fóruns, cdío participou no passado cot repr&sentaçSo foraal na CoiissSo
Consultiva Bancária do CHN, (...); ela hoje participa do Grupo Consultivo para Assuntos de CoBpensaçSo. Na realidade estes órgíos colegiados estSo desaparecendo. L^itSo a representaçío é tais direta, ea relaçSo ao BACEN, tais notadatente no Hinistério da Fazenda.“
é importante que se d e s ta qu e que a atuação d i r e t a s empre se fez s entir d esde sua fundação. As atas das A G E 's de 1930 relatam a v is i ta do então m in is t r o da fazenda, E r n an e Galveas, q u e tinha como o b j e t i v o central e x plicar o porquê do limite imposto aos bancos no t oc a nt e ao total de a pl ic aç õ es que p o de ri am ser f e i ta s pelo s i stema de BCE's.
Quando as ações e n co nt ra m limites, ou seja, quando os conta t os não são suficientes para que se, a ti n ja m os o b j e ti v o s , o u tros m é to do s de pressão são utilizados, a c io n a n d o - s e o s r espectivos governadores. A ata nQ 06 da AGE de 0 6 /0 5 / 8 1 r e l a t a um e pi só d io c a r a c t e r í s t i c o , que se relacionava a i nd a com a s d is po si çõ es restr i ti va s q uanto a captação do fundo 157, e n t ã o v ej am o s :
*A ASBACE nSo deverá no futuro desenvolver novas ações; e que o assunto seria conduzido de fona discreta, retirado do doiínio público, es uia açSo lais política, no sentido de procurar iodificar a decisSo do CHN, dentro de grande discreçSo.'
Esta p reocupação com o "domínio público" é Lifna p r eo c up aç ão c on s tante da a s so ci aç ão e dá uma d i me ns ão mais a p u r a d a de como se p ro c es sa m as artic ul aç õe s para levar a e f e it o as d e m an d as . Como relata o Sr. Juarez L. Cançado:
'A nossa fona de operar era a seguinte: nós acertávasos a fona de operar junto cos os presidentes dos BCE's, e levávaaos para os governadores dos estados. Os governadores srionava# suas bancadas e as coisas eras resolvidas co« relativa eficiência, rapidaiente, set desgaste, ou evitando a discussio püblica dos fatos. Assia tanto a constituinte, coão o SA£^, CNN acatarae nossas proposições.“
Esta relação entre a ASBACE e os g o v e r n a d o r e s é a principal força que mantém ainda em pé, sob ó ponto de v i st a da c o rr el a çã o de forças d entro e fora do SFN, o s istema de BCE's. Porém, se por um lado a A SB A CE d e pe nd e dos g o ve rn ad o re s e suas r e s p e c t i v a s bancadas federais, por outro está aí, j u s t a m en t e n e st a r el ação, um dos pr o bl e ma s do sistema de BCE's, s eg un d o a p on t am seus c r i t i c o s e mesmo a lguns d a qu el e s que o defendem, como b us c ar - s e -á e x p l i c i t a r mais a d i a n t e .
É importante destacar que a c o mp os iç ão da A S B A C E a companhou o s v e n to s políticos do país. Em outras palavras, q u a n d o um p artido g an h av a as e le iç S e s na maioria dos Estados, ou se d e s t a c a v a em relaçSo aos outros, o presidente da ASBACE provinha de um d e s t e s E st a d o s onde este p a rtido havia ganho.
N ão há m i st é r i o nesta e x p l ic aç ão e tão p o u c o coincidência. Se a ASBACE é composta pelos bancos estaduais, s u a composição r e fl etirá o quadro político do momento (ver TABs I, II, III e IV). Até 1984 a p r ed om in ân ci a foi de representantes, o c up an do a p re s i d ên c ia da associação, de E st a do s onde o PDS havia ganho as e le iç S es ; a cr e sc e n t e- se a isto o fato de que ainda estava na presid ên ci a d a R ep úb l ic a o ú l t im o presid e nt e do ciclo militar, João B a tista F i g u e i re d o . A partir daí a d om in â n ci a é claramente do PMDB, lembrando q u e em 1986 este p artido elege quase a totalidade dos g o v e rn a d o re s de E s ta d o . Nos anos de 1984 e 1935, portanto antes das e l ei çS es de 1986, q PMDB ocupa a p r es id ên ci a da entidade. Sob este a sp e ct o é i m po rt a nt e o b se r v ar que é neste período que o corre a formação da A li ança D e m o c f á t i c a e, como consequência, o PDS perde força junto ao e x ec ut i v o f e deral. Como a A S BA CE atua d i r e t a m e nt e junto a este, é import an t e q u e haja na sua p r es id ên ci a alguém cuja vincul a çã o partid á ri a p e r m i t a um trânsito maior junto as a u t or i d a de s federais.
O utro a s pe ct o dentro da e s tr at é g i a e m p r e e n d i d a pela A S BACE no que tange a d efesa das instituições que representa, é a g eração de s e r v i ç o s que p ud essem dinamizar as e s t r ut u r a s b ancárias, d a nd o - l he s um maior poder de c o mp e t it iv id ad e num panorama onde se d estaca o f o r t a l e c i me n to dos bancos múltiplos. Como já foi c i t a d o a n t e r i o r m e n t e , a A S B A C E d es en vo l v e suas a ti vi da de s em d ua s áreas, a d e r e presentação e de produ t os e tecnologia. E o que vem a ser e s p e c i f i c a m e n t e esta
s eg unda?