Ser Líder num mundo de lideranças
1.2 A Autonomia em contexto escolar
1.2.2 A autonomia das Escolas
O princípio da Autonomia das escolas emerge da construção da reforma educativa determinada na Lei de Bases
de Administração Pública era centralizado
Estado, integrada na cadeia hierárquica que tinha no topo o Ministério da Educação e na base as escolas. Era uma escola fechada à comunidade, constituída exclusivamente por professores, alunos e funcionários, ou seja, por aqueles que estavam subordinados ao poder disciplinar da Administração Central. A escola representava um mero espaço de instrução, praticamente sem qualquer capacidade de decisão, incluindo o aspeto pedagógico, que agia de acordo com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação, cumprindo escrupulosamente. Mas a necessidade de mudança era evidente e a sua concretização inevitável.
A publicação da LBSE estabelece, como princípio, que o sistema educativo deve organizar-se de modo a contribuir para o desenvolvimento do espírito e da prática democráticos, através da criação de estruturas e de processos participativos na definição da política educativa. Das disposições da LBSE depreende
Esta mudança de paradigma exige a mudança nos agentes a eles ligados. A escola deve assumir-se como uma comunidade educativa, como uma entidade decisiva na rede de estruturas do Sistema Educativo, centrada no desenvolvimento comunitário local e no seu ordenamento jurídico, visando a democratização e igualdade de oportunidades e a qualidade dos serviços públicos de educação.
O princípio da autonomia de escola, que emerge com as disposi a traduzir-se, mais tarde, em dois diplomas: o decreto
n.º 115-A/98, de 4 de Maio Junho de 2012.
O decreto-lei n.º 43/89 é o diploma que “e
da escola e aplica-se às escolas oficiais dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e às do ensino secundário” (art.º 1º).
Maria Fernanda Monteiro Ferreira Fundamentação Teórica Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas
organizada para a produção de regras e tomada de decisões”, já que se diferencia de
1.2.2 A autonomia das Escolas
O princípio da Autonomia das escolas emerge da construção da reforma educativa determinada na Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE, 1986). Até esta data o sistema de Administração Pública era centralizado, e a escola era vista como um mero local do Estado, integrada na cadeia hierárquica que tinha no topo o Ministério da Educação e na ma escola fechada à comunidade, constituída exclusivamente por professores, alunos e funcionários, ou seja, por aqueles que estavam subordinados ao poder disciplinar da Administração Central. A escola representava um mero espaço de instrução, sem qualquer capacidade de decisão, incluindo o aspeto pedagógico, que agia de acordo com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação, cumprindo escrupulosamente. Mas a necessidade de mudança era evidente e a sua concretização
ção da LBSE estabelece, como princípio, que o sistema educativo deve se de modo a contribuir para o desenvolvimento do espírito e da prática democráticos, através da criação de estruturas e de processos participativos na definição da cativa. Das disposições da LBSE depreende-se uma nova conceção de escola. Esta mudança de paradigma exige a mudança nos agentes a eles ligados. A escola deve se como uma comunidade educativa, como uma entidade decisiva na rede de ema Educativo, centrada no desenvolvimento comunitário local e no seu ordenamento jurídico, visando a democratização e igualdade de oportunidades e a qualidade dos serviços públicos de educação.
O princípio da autonomia de escola, que emerge com as disposições da LBSE, passa se, mais tarde, em dois diplomas: o decreto-lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro, e o A/98, de 4 de Maio e, mais recentemente, o Despacho Normativo nº 13
lei n.º 43/89 é o diploma que “estabelece o regime jurídico da autonomia se às escolas oficiais dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e às do ensino
Fundamentação Teórica
32 organizada para a produção de regras e tomada de decisões”, já que se diferencia de
O princípio da Autonomia das escolas emerge da construção da reforma educativa do Sistema Educativo (LBSE, 1986). Até esta data o sistema e a escola era vista como um mero local do Estado, integrada na cadeia hierárquica que tinha no topo o Ministério da Educação e na ma escola fechada à comunidade, constituída exclusivamente por professores, alunos e funcionários, ou seja, por aqueles que estavam subordinados ao poder disciplinar da Administração Central. A escola representava um mero espaço de instrução, sem qualquer capacidade de decisão, incluindo o aspeto pedagógico, que agia de acordo com as diretrizes emanadas do Ministério da Educação, cumprindo-as escrupulosamente. Mas a necessidade de mudança era evidente e a sua concretização
ção da LBSE estabelece, como princípio, que o sistema educativo deve se de modo a contribuir para o desenvolvimento do espírito e da prática democráticos, através da criação de estruturas e de processos participativos na definição da se uma nova conceção de escola. Esta mudança de paradigma exige a mudança nos agentes a eles ligados. A escola deve se como uma comunidade educativa, como uma entidade decisiva na rede de ema Educativo, centrada no desenvolvimento comunitário local e no seu ordenamento jurídico, visando a democratização e igualdade de oportunidades e a
ções da LBSE, passa lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro, e o e, mais recentemente, o Despacho Normativo nº 13-A de 5 de
stabelece o regime jurídico da autonomia se às escolas oficiais dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e às do ensino
Maria Fernanda Monteiro Ferreira
Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas
A abrangência deste decreto deixa transparecer, no entanto, uma lacuna no que concerne à aplicação deste regime aos jardins
problema não se resolve de imediato, pois só com a publicação do decreto
10 de Maio de 1991 se define um novo modelo de direção, administração e gestão dos estabelecimentos de educação pré
decreto-lei (nº 127 de 1991)
Confere mais poder aos orgãos de gestão das
orientação dos destinos da escola, no quadro das finalidades gerais da educação assim garantidas as condições para
e haja cooperação entre os pares da comunidade educativa
participação alargada da comunidade na vida da escola mas, por outro, garante, em simultâneo, a persecução de objetivos educativos nacionais e a afirmação da diversidade através do exercício de autonomia local e da formulação de projetos educativos próprios.
Porém, a implementação destes decretos e a sua experimentação exigem novas regras, novas mudanças, com mais e melhores variáveis, capazes de flexibilizar, melhorar e rentabilizar a implementação e os resultados da autonomia que prescrevem, propiciando o alargamento do leque de opções e de identidades. Mais tarde, em 1998, surge o decreto n.º 115-A, de 4 de Maio, que revoga o diploma supra citado no que se refere ao modelo de direção, administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino.
este diploma mantém em vigor as disposições do decreto regime de autonomia.
O decreto-lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro, surge para dar cumprimento às disposições legais da LBSE, no que se refere às escolas e ao nov
das mesmas. Segundo este mesmo decreto “a autonomia da escola concretiza
elaboração de um projeto educativo próprio” (preâmbulo), em benefício dos alunos e com a participação de todos os intervenientes no processo e
características e recursos da escola, bem como do meio em que esta se insere. Traduz formulação de documentos que primam pela definição de prioridades, pela definição de diretrizes para o desenvolvimento pedagógico, elabor
educativas e criação de regulamentos internos. Tal como menciona o citado decreto, no seu preâmbulo, desenvolve-se na organização educativa , de forma a “redimensionar o perfil e a atuação dessas escolas nos planos
Maria Fernanda Monteiro Ferreira Fundamentação Teórica Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas
A abrangência deste decreto deixa transparecer, no entanto, uma lacuna no que deste regime aos jardins-de-infância e às escolas do 1º ciclo. Este problema não se resolve de imediato, pois só com a publicação do decreto
10 de Maio de 1991 se define um novo modelo de direção, administração e gestão dos s de educação pré-escolar e dos ensinos básicos e secundário. Este lei (nº 127 de 1991) veio complementar e clarificar os pressupostos da autonomia.
mais poder aos orgãos de gestão das escolas, no sentido de uma melhor destinos da escola, no quadro das finalidades gerais da educação
assim garantidas as condições para que a sua integração no meio seja uma realidade efetiva e haja cooperação entre os pares da comunidade educativa. Por um lado exige o apoio e a ticipação alargada da comunidade na vida da escola mas, por outro, garante, em , a persecução de objetivos educativos nacionais e a afirmação da diversidade através do exercício de autonomia local e da formulação de projetos educativos próprios.
Porém, a implementação destes decretos e a sua experimentação exigem novas regras, novas mudanças, com mais e melhores variáveis, capazes de flexibilizar, melhorar e rentabilizar a implementação e os resultados da autonomia que prescrevem, propiciando o
largamento do leque de opções e de identidades. Mais tarde, em 1998, surge o decreto A, de 4 de Maio, que revoga o diploma supra citado no que se refere ao modelo de direção, administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino.
este diploma mantém em vigor as disposições do decreto-lei n.º 43/89 no que respeita ao
lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro, surge para dar cumprimento às disposições legais da LBSE, no que se refere às escolas e ao novo modelo de gestão e administração das mesmas. Segundo este mesmo decreto “a autonomia da escola concretiza
elaboração de um projeto educativo próprio” (preâmbulo), em benefício dos alunos e com a participação de todos os intervenientes no processo educativo e de acordo com as características e recursos da escola, bem como do meio em que esta se insere. Traduz formulação de documentos que primam pela definição de prioridades, pela definição de diretrizes para o desenvolvimento pedagógico, elaboração de planos anuais de atividades educativas e criação de regulamentos internos. Tal como menciona o citado decreto, no seu se na organização educativa , de forma a “redimensionar o perfil e a atuação dessas escolas nos planos “cultural”, “pedagógico”,
Fundamentação Teórica
33 A abrangência deste decreto deixa transparecer, no entanto, uma lacuna no que
infância e às escolas do 1º ciclo. Este problema não se resolve de imediato, pois só com a publicação do decreto-lei n.º 172, de 10 de Maio de 1991 se define um novo modelo de direção, administração e gestão dos escolar e dos ensinos básicos e secundário. Este novo e clarificar os pressupostos da autonomia. o sentido de uma melhor destinos da escola, no quadro das finalidades gerais da educação, ficando seja uma realidade efetiva . Por um lado exige o apoio e a ticipação alargada da comunidade na vida da escola mas, por outro, garante, em , a persecução de objetivos educativos nacionais e a afirmação da diversidade através do exercício de autonomia local e da formulação de projetos educativos próprios.
Porém, a implementação destes decretos e a sua experimentação exigem novas regras, novas mudanças, com mais e melhores variáveis, capazes de flexibilizar, melhorar e rentabilizar a implementação e os resultados da autonomia que prescrevem, propiciando o largamento do leque de opções e de identidades. Mais tarde, em 1998, surge o decreto-lei A, de 4 de Maio, que revoga o diploma supra citado no que se refere ao modelo de direção, administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino. Contudo, lei n.º 43/89 no que respeita ao
lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro, surge para dar cumprimento às disposições o modelo de gestão e administração das mesmas. Segundo este mesmo decreto “a autonomia da escola concretiza-se na elaboração de um projeto educativo próprio” (preâmbulo), em benefício dos alunos e com ducativo e de acordo com as características e recursos da escola, bem como do meio em que esta se insere. Traduz-se na formulação de documentos que primam pela definição de prioridades, pela definição de ação de planos anuais de atividades educativas e criação de regulamentos internos. Tal como menciona o citado decreto, no seu se na organização educativa , de forma a “redimensionar o perfil e “administrativo” e
Maria Fernanda Monteiro Ferreira
Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas
“financeiro”, alargando, simultaneamente, a sua capacidade de diálogo com a comunidade em que se inserem”.
No plano cultural, a autonomia define participar em ações de extens
(art.º 4º). As ações de extensão educativa referem
da educação extraescolar (i.g. educação de adultos). As ações de difusão cultural permitem que a escola promova a realização de atividades que complementem os conhecimentos adquiridos pelos alunos (exposições, visitas de estudo, projetos, concursos…). Por sua vez, a animação sociocomunitária traduz
encontro de diferentes gerações, de incentivo à solidariedade social, de formação para a cidadania responsável.
No plano pedagógico, a autonomia exerce
domínios da organização e funcionamento pedagógicos, designadamente da ges
currículo, programas e atividades educativas, da avaliação, da orientação e acompanhamento dos alunos, da gestão de espaços e tempos escolares e da gestão e formação de pessoal docente” (art.º 8º).
No plano administrativo, a autonomia da escola é ex
administrativos próprios, como as matrículas, transferências, entre outras.
No plano financeiro as escolas têm de elaborar a proposta de orçamento, que será ratificada pelos serviços do Ministério da Educação e deverá ser
disposições aplicáveis, em execução da gestão financeira. Esta gestão deverá respeitar “as regras do orçamento por atividades e orientar
orçamento privativo” (art.º 22º).
Sumariamente, estes planos regem
3º), por princípios orientadores, designadamente “defesa dos valores nacionais (…); liberdade de aprender a ensinar (…); respeito pela pluralidade de doutrinas e métodos (…); democraticidade de iniciativa própria (…); responsabilização (…); inserção de projetos educativos e culturas do meio (…); instrumentalidade dos meios administrativos e financeiros”.
Passada uma década, começa finalmente a vislumbrar
indelével, a implementação da tão pretendida autonomia. Surge, então, um novo decreto lei, o decreto-lei nº 115–A/98 de 4 de Maio, que revogou o decreto
Maria Fernanda Monteiro Ferreira Fundamentação Teórica Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas
, alargando, simultaneamente, a sua capacidade de diálogo com a comunidade
No plano cultural, a autonomia define-se pelas competências para “organizar ou participar em ações de extensão educativa, difusão cultural e animação sociocomunitária” (art.º 4º). As ações de extensão educativa referem-se a atividades a desenvolver no domínio da educação extraescolar (i.g. educação de adultos). As ações de difusão cultural permitem promova a realização de atividades que complementem os conhecimentos adquiridos pelos alunos (exposições, visitas de estudo, projetos, concursos…). Por sua vez, a animação sociocomunitária traduz-se no reconhecimento da escola como um espaço de diferentes gerações, de incentivo à solidariedade social, de formação para a
No plano pedagógico, a autonomia exerce-se através “de competências próprias nos domínios da organização e funcionamento pedagógicos, designadamente da ges
currículo, programas e atividades educativas, da avaliação, da orientação e acompanhamento dos alunos, da gestão de espaços e tempos escolares e da gestão e formação de pessoal docente” (art.º 8º).
No plano administrativo, a autonomia da escola é exercida através da prática de atos administrativos próprios, como as matrículas, transferências, entre outras.
No plano financeiro as escolas têm de elaborar a proposta de orçamento, que será ratificada pelos serviços do Ministério da Educação e deverá ser gerida de acordo com as disposições aplicáveis, em execução da gestão financeira. Esta gestão deverá respeitar “as regras do orçamento por atividades e orientar-se-á pelos (…) planos financeiro anual orçamento privativo” (art.º 22º).
s planos regem-se, de acordo com o decreto
3º), por princípios orientadores, designadamente “defesa dos valores nacionais (…); liberdade de aprender a ensinar (…); respeito pela pluralidade de doutrinas e métodos (…); e iniciativa própria (…); responsabilização (…); inserção de projetos educativos e culturas do meio (…); instrumentalidade dos meios administrativos e
Passada uma década, começa finalmente a vislumbrar-se, de forma ténue mas plementação da tão pretendida autonomia. Surge, então, um novo decreto
A/98 de 4 de Maio, que revogou o decreto-lei nº 172/91, no que se
Fundamentação Teórica
34 , alargando, simultaneamente, a sua capacidade de diálogo com a comunidade
se pelas competências para “organizar ou ão educativa, difusão cultural e animação sociocomunitária” se a atividades a desenvolver no domínio da educação extraescolar (i.g. educação de adultos). As ações de difusão cultural permitem promova a realização de atividades que complementem os conhecimentos adquiridos pelos alunos (exposições, visitas de estudo, projetos, concursos…). Por sua vez, se no reconhecimento da escola como um espaço de diferentes gerações, de incentivo à solidariedade social, de formação para a
se através “de competências próprias nos domínios da organização e funcionamento pedagógicos, designadamente da gestão do currículo, programas e atividades educativas, da avaliação, da orientação e acompanhamento dos alunos, da gestão de espaços e tempos escolares e da gestão e
ercida através da prática de atos administrativos próprios, como as matrículas, transferências, entre outras.
No plano financeiro as escolas têm de elaborar a proposta de orçamento, que será gerida de acordo com as disposições aplicáveis, em execução da gestão financeira. Esta gestão deverá respeitar “as á pelos (…) planos financeiro anual [e]
se, de acordo com o decreto-lei n.º 43/89 (art.º 3º), por princípios orientadores, designadamente “defesa dos valores nacionais (…); liberdade de aprender a ensinar (…); respeito pela pluralidade de doutrinas e métodos (…); e iniciativa própria (…); responsabilização (…); inserção de projetos educativos e culturas do meio (…); instrumentalidade dos meios administrativos e
se, de forma ténue mas plementação da tão pretendida autonomia. Surge, então, um novo decreto-
Maria Fernanda Monteiro Ferreira
Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas
refere ao Modelo de Direção, Administração e Gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino, mantendo o regime de autonomia do decreto
Este decreto-lei veio, de facto, possibilitar a alargamento do regime de autonomia e torná-lo extensivo aos estabelecimentos de educação pré
Básico. Este alargamento veio possibilitar a estes estabelecimentos de ensino uma integração “(…) de pleno direito, numa organização coerente de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação o que até então não tem acontecido” (preâmbulo). Mais ainda, este diploma define que “a escola, enquanto centro de políticas educativas, tem, assim de construir a sua autonomia a partir das comunidades em que se insere, dos seus problemas e potencialidades, contando com uma nova atitude da administração central, regional e local” (preâmbulo).
Por sua vez a autonomia de escola define
pela Administração Educativa, de tomar decisões nos domínios estratégico pedagógico, administrativo, financeiro e organizacional, no quadro do
função de competências e dos meios que lhe estão consignados”
Este conceito ultrapassa uma “autonomia decretada”, inadequada ao modelo organizacional da escola, emergente da
apontando para uma conceção de “autonomia construída” pela própria escola e pela comunidade em que esta se encontra inserida, tendo como quadro de referência um projeto educativo próprio (Barroso, 1996).
Podemos afirmar, então, que a autonomia se desenvolv diferenciam mas se complementam
competências no âmbito da gestão flexível do currículo, gestão de um crédito global de horas, cargos de administração, gestão e orientação educativa,
de ação e inovação, adoção de normas próprias sobre horários, estabilização do pessoal docente, intervenção na seleção do pessoal não docente, gestão e execução do orçamento, aquisição de bens e serviços e execução destes, possi
gestão de receitas. A segunda fase constitui um aprofundamento das competências e um alargamento dos meios disponíveis na primeira fase, tendo em vista objetivos de qualidade, democraticidade, equidade e eficácia.
Maria Fernanda Monteiro Ferreira Fundamentação Teórica Orientadora: Doutora Helena Luísa Martins Quintas
refere ao Modelo de Direção, Administração e Gestão dos estabelecimentos de educação e sino, mantendo o regime de autonomia do decreto-lei nº 43/89.
lei veio, de facto, possibilitar a alargamento do regime de autonomia e lo extensivo aos estabelecimentos de educação pré-escolar e ao 1º ciclo do Ensino nto veio possibilitar a estes estabelecimentos de ensino uma integração “(…) de pleno direito, numa organização coerente de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação o que até então não tem acontecido” nda, este diploma define que “a escola, enquanto centro de políticas educativas, tem, assim de construir a sua autonomia a partir das comunidades em que se insere, dos seus problemas e potencialidades, contando com uma nova atitude da
, regional e local” (preâmbulo).
Por sua vez a autonomia de escola define-se como “o poder reconhecido à escola, pela Administração Educativa, de tomar decisões nos domínios estratégico pedagógico, administrativo, financeiro e organizacional, no quadro do seu projecto educativo e em função de competências e dos meios que lhe estão consignados” (art.º 3º)
Este conceito ultrapassa uma “autonomia decretada”, inadequada ao modelo organizacional da escola, emergente da Lei de Bases do Sistema Educativo (
apontando para uma conceção de “autonomia construída” pela própria escola e pela