• Nenhum resultado encontrado

3- Possíveis caminhos em sala de aula 82

3.3.1 A brincar com os provérbios 99

Durante as acções ligadas aos provérbios, verificou-se uma grande adesão por parte dos jovens de ambas as turmas, uma vez que todos participaram activamente, deram sugestões interessantes e mostraram conhecer já a elevada relevância desta tipologia textual como veículo de ensinamentos dos mais velhos. Na primeira actividade, nem todos conseguiam chegar às moralidades dos textos, houve mesmo alguns “disparates”, que serviram para motivar e dirigir os alunos para o que pretendíamos.

Se nos dois primeiros provérbios todos souberam explicar que, depois de algo feito por obrigação, cada qual segue o seu caminho e que quem comanda uma actividade é sempre o que “fica com a melhor parte”, pois trabalha menos ou come mais (nas palavras dos próprios alunos); já os três últimos textos causaram um pouco mais de confusão. Porém, com as devidas ajudas, perceberam a importância da chuva para quem depende da Natureza para cultivar os campos e do perigo que representa o sol durante o Inverno. Referiu um dos meninos que “se não houver água não se pode fazer nada. É por isso que a chuva faz falta. Mas eu não gosto nada dela!”.

Da mesma forma, quando se lhes pediu que recordassem provérbios para a actividade lúdica, começaram por defender que não sabiam destas coisas, que as avós e as mães é que sabiam muitos. Mas, depois de alguns momentos de reflexão, eles começaram a recordar não um, mas vários ditados populares, ou porque os ouviram em casa, ou porque já fizeram recolhas para a escola, ou simplesmente porque ouviam os colegas a referir alguns e recordavam outros. Acabou por ser uma actividade muito frutífera, pois mostrou a ligação destes jovens à realidade rural, principal produtora deste género de textos. Algumas moralidades eram mais complexas de interpretar, mas, no geral, todos conseguiram acompanhar.

Assim, ao perguntar-se o que tinham achado destas actividades e se tinham conseguido captar a importância dos provérbios, foi por unanimidade que afirmaram ter sido um momento divertido e que, desta maneira (a brincar), aprendem mais coisas do que a estudar “a sério”, como eles dizem. A frase lacunar foi completada de formas diversificadas, mas sempre dentro do sentido original que lhe queríamos apontar: “O provérbio é um texto da tradição que é muito importante porque nos transmite morais / ensinamentos sempre válidos.” Só quando se lhes pergunta porque gostaram da actividade é que as respostas são um pouco diversificadas: ou dizem que foi divertido, ou que aprenderam coisas importantes, ou ainda que é mais engraçado fazer jogos do que ler e interpretar textos. Apenas uma percentagem muito reduzida não parece ter apreciado os trabalhos, referindo que os provérbios já não têm nada a ensinar (1 aluno) ou que estudar o passado não traz nada de importante para nós (1 aluno).

3.3.2- As cantigas

Convém, desde já, referir que estes textos foram apreciados pela generalidade das turmas, que os acharam divertidos e de fácil memorização. De tal modo que, durante a exploração da cantiga “Um certo marreco”, facilmente compreenderam o porquê das rimas e repetições e conseguiram, de um modo geral, recontar em poucas palavras o que contava a história. Notou-se uma certa dificuldade em formular enunciados orais, o que é um problema já anteriormente apontado na maioria destas crianças: percebem aquilo que os textos dizem, mas têm embaraço na formulação dos enunciados finais.

E isso também é visível na escrita, como pudemos notar na interpretação da segunda cantiga, que foi feita por escrito. Durante o diálogo que precedeu a realização da ficha de trabalho, pareciam ter entendido bem o texto. Porém, a análise das respostas dadas na folha mostra que pouco mais de metade dos alunos acertaram todas as respostas. E não podemos esquecer que todos eles dão muitos erros ortográficos, situação que estamos a tentar corrigir, tanto nas aulas de Língua Portuguesa como nas de Estudo Acompanhado.

No sentido de tornar mais claras as respostas dadas na ficha de compreensão, usaremos um gráfico ilustrativo, correspondente a cada uma das questões apresentadas, e contando o número de alunos que respondeu de forma correcta ou incorrecta. A observação

deste gráfico e a análise das respostas dadas permitem conseguem localizar, com alguma facilidade, as informaç

que nas questões 1 e 3 apontaram exemplos textuais relevantes. Quando se trata de construir as suas próprias respostas, demonstram menos à

e 6, que exigiam alguma desenvoltura

importante apontar que alguns dos alunos referiram que as rimas são importantes, porque dão mais piada ao texto ou torná-lo mais interessante. Uma aluna referiu mesmo que a rima “...serve para facilitar a decoração...”. V

dos meninos e meninas de ambas as turmas captou o essencial destas composições: eram feitas para serem cantadas, em ocasiões especiais e, consequentemente, tinham de ser simples, divertidas e fáceis de decorar.

3.3.3- Ainda recordam as lengalengas?

Esta actividade, como se esperava, foi bem conseguida, pois os alunos encararam como uma brincadeira, sem a carga lectiva habitual e aderiram com entusiasmo. Primeiro, todos queriam ler a lengalenga apresentada, daí que se demorasse algum tempo com a le ritmada. Do mesmo modo todos compreenderam que não interessa muito o que se diz, mas sobretudo a rapidez e a dicção do emissor do enunciado. Eles próprios afirmaram que “é giro ter de dizer as coisas muito depressa, que assim a gente engana

0 5 10 15 1 3 5 q u es o

Respostas à ficha "Deu

deste gráfico e a análise das respostas dadas permitem-nos concluir que estes jovens conseguem localizar, com alguma facilidade, as informações contidas no texto, na medida em que nas questões 1 e 3 apontaram exemplos textuais relevantes. Quando se trata de construir as suas próprias respostas, demonstram menos à-vontade, como é possível ver nas questões 4 e 6, que exigiam alguma desenvoltura na expressão escrita e onde mais falharam. É, aliás, importante apontar que alguns dos alunos referiram que as rimas são importantes, porque dão lo mais interessante. Uma aluna referiu mesmo que a rima oração...”. Vê-se, pois, que apesar das atrapalhações, grande parte dos meninos e meninas de ambas as turmas captou o essencial destas composições: eram feitas para serem cantadas, em ocasiões especiais e, consequentemente, tinham de ser simples,

Ainda recordam as lengalengas?

Esta actividade, como se esperava, foi bem conseguida, pois os alunos encararam como uma brincadeira, sem a carga lectiva habitual e aderiram com entusiasmo. Primeiro, todos queriam ler a lengalenga apresentada, daí que se demorasse algum tempo com a le ritmada. Do mesmo modo todos compreenderam que não interessa muito o que se diz, mas sobretudo a rapidez e a dicção do emissor do enunciado. Eles próprios afirmaram que “é giro ter de dizer as coisas muito depressa, que assim a gente engana-se e recomeça!”.

20 25 30 35

nº de alunos

Respostas à ficha "Deu-se há dias numa feira"

não responderam

alunos que responderam mal

alunos que responderam bem

nos concluir que estes jovens ões contidas no texto, na medida em que nas questões 1 e 3 apontaram exemplos textuais relevantes. Quando se trata de construir vontade, como é possível ver nas questões 4 na expressão escrita e onde mais falharam. É, aliás, importante apontar que alguns dos alunos referiram que as rimas são importantes, porque dão lo mais interessante. Uma aluna referiu mesmo que a rima se, pois, que apesar das atrapalhações, grande parte dos meninos e meninas de ambas as turmas captou o essencial destas composições: eram feitas para serem cantadas, em ocasiões especiais e, consequentemente, tinham de ser simples,

Esta actividade, como se esperava, foi bem conseguida, pois os alunos encararam-na como uma brincadeira, sem a carga lectiva habitual e aderiram com entusiasmo. Primeiro, todos queriam ler a lengalenga apresentada, daí que se demorasse algum tempo com a leitura ritmada. Do mesmo modo todos compreenderam que não interessa muito o que se diz, mas sobretudo a rapidez e a dicção do emissor do enunciado. Eles próprios afirmaram que “é giro

meça!”.

não responderam

alunos que responderam mal

No momento de recordarem algumas lengalengas ou (des)trava-línguas, acanharam-se um pouco. Devido à habitual timidez, muitos diziam que não sabiam nenhuma composição deste género. Contudo, depois de alguns instantes, todos já se lembravam e queriam participar na leitura rápida dos textos apontados pelos colegas. Embora nem sempre se recordassem da totalidade dos textos, deram alguns contributos que passamos a transcrever, colocando reticências quando acharmos que a lengalenga continua: “O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia.”; “Um limão, dois limões, meio limão, três limões...”; “Fui ao mar colhi cordões, vim do mar cordões colhi.”; “Sarrabico bico bico, quem te deu tamanho bico...”. Foi uma forma diferente de levá-los a apreciar literatura; e acreditamos que o objectivo desta actividade foi cumprido de forma clara.

3.3.4- As lendas

Como era de se esperar, os alunos cometeram algumas trapalhadas durante os exercícios ligados à análise das duas lendas propostas. Mas, embora tenham mostrado alguma dificuldade em alguns momentos, conseguiram-se, novamente, bons resultados, como iremos mostrar em seguida.

Na actividade da história – puzzle, encontrámos versões ligeiramente diferentes da original, fruto de más interpretações e pressas ao responder. A sequência correcta seria: 2 – 3 – 1 – 6 – 5 – 4. E a verdade é que muitos conseguiram acertar em mais de dois terços dos números, mas metade dos alunos das duas turmas errou bastante. Na verdade, foi sobretudo na turma do 5ºB que se verificaram mais respostas erradas, o que não totalmente de estranhar, uma vez que esta turma é um pouco mais fraca que o 5ºC em termos interpretativos. Para facilitar a comparação dos resultados, recorreremos, novamente, a um gráfico exemplificativo, que mostra quem colocou na ordem perfeita, quem se enganou em menos de 3 números e quem fez uma completa confusão ao responder.

Já no que respeita à lenda “O buraco que contém um tesouro”, as respostas foram mais acertadas, embora haja um número reduzido de alunos que acertou em todas as questões e continue a verificar-se uma elevada quantidade de erros ortográficos. Todos souberam localizar a acção, até porque bastava retirar a expressão “no sopé da Serra do Orelhão” do texto. Pelo contrário, na pergunta “Porque se usa o Presente do Indicativo na 1ª e última frases do texto?”, apenas dois ou três alunos apontaram como explicação o facto de o Presente mostrar que o lugar referido ainda existe e ainda ninguém ter conseguido encontrar o tesouro. Na verdade, a grande maioria deixou o espaço em branco, e outros disseram coisas do género “Porque sim.” Ou “Porque é um verbo expressivo”.

Ao perguntar-se-lhes “Porque é que as luzes se apagavam dentro da gruta?” esperávamos respostas diversificadas e obtivemo-las: enquanto alguns optaram por respostas científicas, como por exemplo “Apagavam-se, porque não havia oxigénio” ou “porque havia vento e correntes de ar no interior da gruta”; outros têm opiniões mais romanceadas. Para alguns eram os fantasmas que apagavam as candeias; outros afirmam que era alguém que não queria que encontrassem o tesouro; outros ainda dizem que as luzes se apagavam apenas para causar medo aos aventureiros.

Tiveram novamente alguma dificuldade na questão do protagonista, pois muitos nem sequer sabiam o que a palavra significava. Depois de explicado o sentido da mesma, a maioria percebeu que, neste caso específico, não há personagens, dado que se trata da descrição de um espaço mais do que a narração de uma história. Ainda assim, houve um que referiu que a personagem principal é o povo e outros que apontaram o tesouro em si como protagonista. Por fim, a esmagadora maioria percebeu o que aconteceria a quem conseguisse atravessar a

0 5 10 15 20 25

Respostas à "história - puzzle"

totalmente bem menos de 3 erradas 3 ou mais erradas não fez

gruta: ganhar o tesouro que lá se encontra à espera. Mas houve quem desse respostas divertidas, como por exemplo “ficava perdido”, “apagava as luzes” ou “morria sem oxigénio”.

Todos realizaram a actividade de expressão escrita, com maior ou menor facilidade e originalidade. Os erros ortográficos foram uma constante, mas não estragam o resultado final, que mostra a capacidade geral de abstracção e de sonhar, que é comum a quase todas as crianças. De notar, contudo, a predisposição para elementos realistas, com pouco ou nenhum maravilhoso e o facto de poucos conseguirem usar todas as palavras propostas para o trabalho. Decidimos apresentar, de seguida, alguns exemplos de textos realizados, mostrando os mais interessantes e divertidos.

1- “A minha aventura:

Um dia ouvi dizer à minha mãe que íamos passar férias à Serra do Orelhão, e lá fomos. Lá mora a minha tia. Ela contou-me que no sopé da serra existe uma entrada, que vai dar a um corredor que, depois, se subdivide em várias galerias. Eu, como sou curiosa, pedi à minha mãe para lá ir. E fui.

Quando lá cheguei, parecia muito fácil encontrar o tesouro, mas não foi. Subi até ao sopé e entrei. De súbito apagou-se a luz e voltei para trás. Infelizmente, tive medo e não consegui.”· Mariana Sousa, 5ºC

2- “Um dia eu encontrei essa gruta e preparei-me para ir explorá-la. Mas como já sabia que no meio da gruta a luz que levava se apagava, eu preveni-me. Fui buscar uma candeia, mas cobri-a com plástico, e assim protegi-a.

Quando entrei na gruta, eu e minha amiga começámos a ficar com um pouco de medo, porque existiam esqueletos, que provavelmente seriam de mouros e das pessoas que tinham ido para lá. Havia cobras, aranhas e outros tipos de bichos. Ao chegarmos a meio, a luz apagou-se e começámos a correr e chegámos onde estava o tesouro.

Quando saímos da gruta com o tesouro, as pessoas começaram a gritar: - Que grande coragem!

Nós dissemos que foi uma grande aventura e, como recompensa, demos ao povo um bocado de ouro, porque nos tinham ajudado a preparar.” Letícia Carvalho 5ºB

3- “Um dia, fui à gruta do sopé da Serra do Orelhão e levei comigo dois amigos, o Júnior e o Filipe. Nós íamos à gruta buscar o tesouro da moura. Iria ser uma aventura, tínhamos de ter muita coragem, porque se dizia que havia um fantasma que era o guarda do tesouro da moura.

Ao atravessarmos a montanha, encontrámos uma rapariga, chamada Ana Isabel, que nos disse que quem entrasse lá nunca mais de lá saia, ficava lá e seria morto e comido por um dragão. Disse-nos que ia connosco. E lá fomos. O Filipe teve medo e tivemos de falar com ele, dissemos que tinha de ter coragem pois a nossa recompensa era aquele tesouro. Ele encheu-se de coragem e lá fomos.

Em princípio não vimos nada, mas chegámos a uma parte em que ouvimos vozes muito estranhas. Ficámos todos cheios de medo, mas quando nos aproximámos vimos muitas coisas todas em ouro. Apanhámos tudo o que podíamos, mas quando íamos embora, apareceu um dragão e um fantasma.

Cheios de medo, agarrámos nos sacos e fomos a correr, o dragão apanhou-nos e pus-nos numa gaiola. Tirou-nos o ouro e disse:

- Amanhã vocês vão dar-me um bom banquete. Ficámos com medo. O Júnior lembrou-se: - Tens um gancho Ana?

- Tenho, toma lá.

Com o gancho, o Júnior conseguiu abrir a gaiola e saímos de lá. Fomos buscar o ouro e, quando íamos a meio da gruta, apareceu o fantasma do Viriato, mas não lhe ligámos e corremos para o fim da gruta. O dragão cuspiu fogo, mas conseguimos correr e sair de dentro da gruta, todos contentes.

Fomos para casa dividir o ouro e contar aos nossos amigos.” Nina Machado 5ºC

4- “Um dia eu e mais os meus companheiros de aventura fomos à Serra do Orelhão, por causa do tesouro de ouro. Informámo-nos sobre a gruta e depois lá entrámos na gruta. Aquilo era muito assustador. Tinha esqueletos por todo o lado, cobras, morcegos, aranhas, escaravelhos. Eu e os meus colegas estávamos cheios de medo. Mas continuámos a aventura. A uma certa altura, passámos por um monte de areia com conchas. Os meus companheiros ficaram ali pasmados a olhar e foram engolidos por aquele monte de areia. Fiquei assustada!

Quando estava quase a salvar a moura, apareceu um monstro grande e forte. Tive coragem e lutei contra ele. Ganhei a luta, encontrei o tesouro de ouro e recebi uma grande recompensa.” Marina 5ºB

É claro que seria possível apresentar vários outros textos, até porque os meninos estavam particularmente inspirados durante esta actividade e, com mais ou menos imaginação e/ou realismo, conseguiram resultados interessantes, contrariando as expectativas iniciais.

3.3.5 - O conto maravilhoso

As crianças e jovens de ambas as turmas pareceram bastante à vontade dentro do género conto, uma vez que sabiam que era uma história com muito “maravilhoso”, com poucas personagens e que “acontece depressa” (palavras dos alunos). Perceberam bem os conceitos de espaço e tempo indefinidos / indeterminados, assim como a função social desta composição.

E no que respeita ao conto “O lobisomem”, parece ter sido, de longe, a composição mais apreciada neste estudo sobre literatura oral tradicional e literatura infanto-juvenil. Riram-se com a “patetice” dos ladrões, que nem esperaram para ver quem era e inventaram logo que era um lobisomem. Identificaram-se com a esperteza do senhor, que soube “fazer as coisas pela calada” (palavras de um aluno) e protegeu o que lhe pertencia da melhor maneira que soube.

É por isso que a actividade de expressão escrita e plástica correu de forma muito positiva, com resultados que superam qualquer expectativa, como poderemos ver em seguida. Mas convém salientar que foram precisos bem mais que 30 minutos para conseguir bons resultados. De facto, esteve-se quase uma aula de 90 minutos com esta actividade, que extravasou da aula de Língua Portuguesa para a de Estudo Acompanhado. Como as Bandas Desenhadas ocupariam muito corpus textual, optámos por colocá-las em anexo, convidando o leitor a apreciar as verdadeiras “obras de arte” no anexo 7.

3.3.6 - Vamos lá ver como se faz

Nesta sequência de actividades, os discentes mostraram conhecer alguns dos pratos típicos da região, partilhados também pelo Franco, como é o caso específico do folar, que quase todos confessaram apreciar bastante e ter pena que se use fazer somente na altura da Páscoa.

No preenchimento do texto lacunar, ao contrário do que se esperava, foram algumas as confusões, mostrando-nos que conhecer uma determinada iguaria e saber como se faz são coisas diferentes. É normal que, na idade deles, não se preste a devida atenção à realização

das receitas, mas a dificuldade no exercício mostra também o embaraço que alguns alunos de ambas as turmas têm ao nível do raciocínio e capacidade de dedução. Usaremos novamente um gráfico para mostrar as respostas dadas.

E quando questionados sobre a importância de se preservarem as receitas dos mais velhos, passando-as à escrita, todos eles concordaram que esta é a única forma de não se perderem iguarias tradicionais, que servem para conhecer e preservar as tradições gastronómicas da nossa terra. O objectivo da actividade foi, pois, claramente conseguido: conseguimos despertar neles uma certa consciência de identidade nacional.

O texto completo que serviu de base à nossa actividade é o que se segue:

«Pão de farinha de trigo, confeccionado de uma forma mais rica e dispendiosa que o trigo “normal”.

Ingredientes – farinha, ovos caseiros, margarina, azeite, sal, fermento, presunto, fumeiro variado e água.

Preparação – deita-se a quantidade de farinha desejada na masseira, adiciona-se-lhe água morna com fermento, todos os ovos já partidos, o azeite e margarina derretida. Todos os produtos adicionados deverão ser previamente aquecidos. Amassa-se tudo muito bem até ficar uma massa mole e fofa. Depois de amassada deixa-se levedar na masseira durante aproximadamente uma hora. Enquanto está a massa a levedar untam-se bem as formas com manteiga. As formas, antigamente eram feitas de barro ou alumínio, hoje são feitas de latas de cinco litros de óleo ou outro produto e corta-se-lhe uma das faces. Feita a levedura, é retirada uma pequena camada e colocada na forma, por cima desta pedaços de carne do fumeiro. Retira-se outra camada de massa e coloca-se em cima da carne. Colocam-se as camadas que se desejar.

A forma terá que ficar sempre abaixo de meia. Depois de colocados na forma, são novamente postos a levedar o tempo suficiente até a massa começar de sair da forma.

0 2 4 6 8 10 12 14 16

Receita do Folar

totalmente correcto

Documentos relacionados