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A C rise D a M eia I dade

No documento PSICOLOGIA PASTORAL.pdf (páginas 90-97)

II A M eia I dade

2) A C rise D a M eia I dade

Durante esta fase da vida, modificações internas e ambientais se combinam e deságuam num período de crise. Collins (1984) apresenta algumas dessas crises em sua obra "Aconselhamento Cristão".

2.1) Tédio

A rotina diária do trabalho, do lar ou igreja, as visitas obrigatórias a parentes maçantes, as constantes frustrações diárias (isto é, uma casa que sempre precisa de conserto, contas mensais a serem pagas, chefes que devem ser agradados), tudo isso contribui para estabelecer uma rotina tediosa.

2.2) Fadiga

Depois de duas décadas de trabalho, é fácil ficar cansado, especialmente quando se reflete sobre o quanto falta para chegar à aposentadoria. Alguns homens e mulheres não realizaram muito até então e por isso tentam esforçar-se, a fim de provar seu valor.

Tal esforço extra é exigido numa situação em que a vitalidade física começa a dar sinais de falha. Não é de se surpreender que alguns entrem em colapso físico ou emocional, enquanto outros começam a pensar em maneiras de escapar, para conseguir algum descanso.

2.3) Mudanças Físicas

Numa sociedade em que a juventude é supervalorizada, há certa resistência às modificações físicas da meia-idade, porque estas revelam que estamos envelhecendo, e isto de maneira bem visível a todos. Cabelos grisalhos, calvície, pele mais grossa, rugas em torno dos olhos, juntas endurecidas, menor flexibilidade nos movimentos e mudanças na estrutura corporal. A mulher, além de tudo isso, ainda enfrenta o problema da menopausa, assinalando a cessação das funções biológicas. Todas essas mudanças que ocorrem na meia-idade tornam-se fontes de conflito tanto para o homem como para a mulher.

2.4) Medo

À medida que a pessoa da meia-idade enfrenta transformações físicas, observa o envelhecimento dos pais e os esforços dos amigos da mesma idade, vários temores começam a aparecer. Para alguns, trata-se do primeiro encontro com medo da morte. Muitos temem perder seu poder de atração, manter a autoridade sobre os filhos ou continuar desejável aos olhos do cônjuge.

Outros receiam que pessoas mais jovens venham a substituí- los no trabalho ou que a vida perca o significado. Outros ainda ficam imaginando se irão tornar-se rígidos, incapazes ou desmotivados. Existe também o medo de perder a atividade e a atração sexual. Isto cria, às vezes, tensão nos momentos mais íntimos, e a temida incapacidade de consumar o ato sexual transforma-se em dura realidade.

Diante das crises enfrentadas na meia-idade, há uma tendência à manifestação de conflitos emocionais internos, revelados, muitas vezes, num comportamento explosivo, irritadiço, impaciente, em que a pessoa vive a queixar-se, preocupar-se com inúmeras pequenas coisas, além do trabalho ou família, inclinando- se a culpar os outros por seus próprios problemas etc.

CETADEB Psicologia Pastoral

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elhice

A terceira idade inicia-se aos 60 anos. É provavelmente o estágio mais doloroso da vida humana. Muitos acreditam que velhice é sinônimo de doença e fraqueza. Naturalmente, com o avanço da idade, a memória começa a falhar e, em face disso, muitos passam a admitir que não consiga aprender mais nada e que suas habilidades intelectuais entraram em declínio inevitável. Por conta dessa imagem, o idoso acredita não mais ser criativo e priva- se de muitas atividades, temendo o fracasso e a censura. Essa atitude, quase sempre, leva o idoso ao isolamento e à sensação de ser rejeitado pelas gerações mais jovens.

Estar preparado física e espiritualmente para a velhice, removendo os obstáculos da vida, mantendo-se ativo e com a mente ocupada, permite um envelhecer sem sofrimento. Ser velho não deve significar ser inútil; mas, ao contrário, significa experiências acumuladas.

As pessoas que conseguem superar o medo de envelhecer encaram a terceira idade como qualquer outra fase da vida, cheia de desafios a enfrentar. Ao analisarmos a velhice na Bíblia, constatamos que o idoso não é abandonado ou rejeitado por Deus. No livro do profeta Isaías, lemos que Deus está com os seus até a velhice: "Até a vossa velhice eu sou o mesmo, e ainda até as cãs eu

vos carregarei; eu vos criei, e vos levarei; sim, eu vos carregarei e vos livrarei"(Is 46.4).

O homem, mesmo na velhice, tem o seu valor na Bíblia: "Na

velhice ainda darão frutos, serão viçosos e florescentes" (SI 92.14). Lemos acerca de homens como Abraão, Moisés, Simeão e outros que, ainda na velhice, realizaram trabalhos magníficos que ainda hoje têm para nós um grande significado.

Para que ocorra um envelhecimento sem frustrações, faz-se necessário que o idoso continue desempenhando tarefas relativamente bem distribuídas, de forma a manter ocupada a mente e o físico, desfrutando das potencialidades que ainda lhe restam.

At iv id a d e s - Liç ã o !)l

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1 ) ü Merval Rosa salienta que há habilidades motoras fundamentais que se desenvolvem durante a primeira infância: a postura ereta, a locomoção e a capacidade de preensão e manipulação. C63

2 ) ü A criança nasce desprovida de juízo moral, o que Freud chama de censura ou superego; no entanto, adquire-o através de um relacionamento entre o que passa a ser determinado por outros, no ambiente em que vive e a descoberta a respeito de si mesma como pessoa. C70

3 ) Q Na Idade Escolar a criança já tem desenvolvido fatores perceptivos, fatores de execução e coordenação motora. C72 4 ) ü O adolescente é capaz de lidar com conceitos como liberdade,

justiça, etc C74

5 ) ü A timidez geralmente tende a diminuir com o tempo e a adaptação do adolescente às novas situações. C77

6 ) ü A convivência em um grupo é fator fundamental na definição da identidade do indivíduo. C81

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