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A DÚVIDA COMO UMA ALIADA PARA O FILOSOFAR

No documento O PAPEL DA DÚVIDA PARA O FILOSOFAR (páginas 32-42)

Tendo apresentado como a dúvida se mostrou uma aliada importante da filosofia de René Descartes, nesse momento vamos mostrar o quanto também ela é imprescindível para o filosofar.

Segundo Gerd Bornheim (1976), Karl Jaspers destaca três atitudes olhando as atitudes básicas da filosofia, destacando que o primeiro ponto é o impulso inicial de todo filosofar, ou seja, o filósofo toma consciência de sua própria ignorância para daí interrogar o que ignora, até atingir o conhecimento. A segunda atitude é o encontrar a dúvida. Para ele a verdade é atingida pela supressão do conhecimento, que nos leva a doxa e episteme na filosofia antiga a mesma raiz. E a terceira implica-se ao implica-sentimento de insatisfação moral, que interpela o conhecimento e implica-sentimento de sua própria existência, levando o homem a tomar consciência de sua própria miséria e fundamentar o caráter ético.

Essas três atitudes são encontradas em todos os filósofos tanto em grau maior quanto menor. Como já foi demostrado anteriormente, Descartes enfatizou a dúvida como começo de sua filosofia. E no início do estudo filosófico o intuito é atender as naturezas da filosofia que o homem não consegue responder. Todas as três atitudes apontadas revelam-se insuficientes e parciais. A dúvida por exemplo, se apresenta em René Descartes, um estágio bem avançado, pois a partir de uma saturação de conhecimento de ponto de vista existentes, pode a dúvida surgir e impor-se. Mas o que quero destacar aqui é que, na filosofia de Descartes, a dúvida não é utilizada como os céticos usavam, mas sim, utilizava da dúvida para se chegar à um conhecimento.

A dúvida parece ser sempre secundaria não justificando anterior por isso a eminente predominância da dúvida liga-se ao excesso de espirito crítico. Em outras palavras, a dúvida para o filosofar é uma condição primaria, pois, sem o exercício de duvidar não há filosofia. Desde Sócrates passando por Descartes o que se percebe é que justamente este espírito problematizador, que assimila a dúvida como uma atividade não apenas cognitiva, mas que é fundamental para a atividade filosófica e para a nossa existência no mundo.

Retomando o primeiro ponto sobre a tomada de sua própria ignorância, Bornheim nos dá um exemplo para entendermos o que significa e como ela nos ajuda em que? Contudo,

A eficiência de um operário depende de uma certa familiaridade com o instrumento de seu trabalho, a ponto de poder reduzir o seu comportamento a um certo automatismo. Sua eficiência deriva, pois, da segurança do seu agir. Se seu instrumento, contudo, vier a falhar, a sua segurança claudicará. Deverá interromper o seu trabalho e deter-se em deter-seu instrumento. Neste deter-deter-se talvez descubra que não domina algo em seu instrumento, que este lhe esconde qualquer coisa.

Se isso acontecer, o operário passa de um estado de ignorância à consciência da ignorância, fazendo com que desapareça a sua familiaridade com o instrumento (BORNHEIM, 1976, p. 58).

Percebemos nesse exemplo que houve uma cisão, uma ruptura, que consequentemente implica no comportamento usual do operário. Entretanto, esta separação constituiu uma experiência negativa que diante dela o operário pode tomar duas decisões distintas, primeiro o operário poderia substituir o instrumento estragado por outro, reinstalando o comportamento usual; ou segundo, ele alimentaria a sua consciência da ignorância com a crise da separação, tentando vencer o segredo que o instrumento oferece, ou seja, a barreira da sua ignorância.

Se podemos contestar a consciência da ignorância diante das mínimas coisas podemos também atingir a totalidade do mundo e o próprio homem dentro deste mundo. E na experiência da ignorância o homem se descobre fundamentalmente passivo, no sentido que a sofre, podendo ou não reagir contra ela. Mas existe uma modalidade da experiência da negativa intelectual que é ativa que é a dúvida. E a dúvida se processa de uma maneira intensa e variável, atingindo o seu máximo de possibilidade no ceticismo.

Um filosofo cético Górgias pode ser utilizado como exacerbação do processo da dúvida, utilizando três proposições no qual a dúvida nada é e se se alguma coisa é, é incognoscível ao homem e mesmo na hipótese de que alguma coisa seja cognoscível, é incomunicável aos outros. Nesse exemplo extremo de dúvida, a negatividade se rompe com o comportamento dogmático. Pois, se na experiência da ignorância o mundo se torna estranho e enigmático no ceticismo ele simplesmente perde o sentido.

Entretanto, existem formas menos radicais de dúvida, que não deixam de contribuir com a experiência negativa. Um exemplo já apresentado é a dúvida

metódica de René Descartes. Segundo Bornheim (1976) o que Descartes pretende fazer é “ acordar o homem daquele esquecimento fundamental, da indiferença ontológica própria da concepção ingênua da realidade, fazendo-o passar de uma postura dogmática para um perguntar crítico” (BORNHEIM,1976, p 60).

O processo dessa instrução encontra-se na aplicação da dúvida metódica, que deve ser entendida nos conhecimentos que repousam nos pré-conceitos, isto é, ao conhecimento ingênuo rompendo assim com o dogmatismo que passa no mundo familiar.

Por mais que a dúvida seja diversa, há um traço em comum que aparece, em algum sentido se verifica um desligamento no mundo e uma queda em si do sujeito, reduzindo-se a realidade (mesmo que provisória) a um eu de costas voltadas para o real. A dúvida é sempre uma ruptura, de uma certa aderência; ela é um desligamento, e só pode ser exercida, quando o pensamento está em presença de uma dualidade.

Primeiro a postura da confiança dogmática se passa a uma desconfiança cuja radicalidade é mais ou menos intensa e, convém acentuar que todos os processos de dúvida, o sujeito não permanece passivo, mas ativo no sentido que a dúvida se torna possível a partir de um ato da vontade, ou seja, para a vida filosófica, a dúvida é muito importante, pois, ela é um exercício no qual todo filósofo está incumbido a praticar, a fim de levantar questões acerca do mundo no qual nós estamos.

Os filósofos, na sua função de filosofar, distinguem entre dois tipos de dúvida, a real e a metódica. A dúvida real pode ser definida como o tipo em que a mente permanece suspensa entre duas proposições contraditórias, sem ter nenhum motivo que a levasse a se inclinar mais para um lado do que para outro. Em contrapartida, a dúvida metódica é aquela em que a mente suspende seu assentimento a verdade das quais realmente não duvida, a fim de reunir provas que tornem essas verdades invulneráveis a todos os ataques possíveis. Pois, segundo Lucas Ferreira (2011)

“dúvida metódica, sabendo-se que o intento desta não é definir nenhuma verdade absoluta, mas desfazer as opiniões que o próprio Descartes tinha como verdadeiras, tudo que lhe fora ensinado desde criança e construir algo sólido e indubitável"

(FERREIRA, 2011, p.1) 2

2FERREIRA, Lucas Antônio. A dúvida metódica de Descartes: um caminho provisório e necessário para chegar ao cogito, 30 de maio de 2011. Disponível em:

https://pensamentoextemporaneo.com.br/?p=1458. Acesso em: 21 de setembro de 2021.

Entretanto Descartes, naturalmente brilhante e perspicaz e ciente do vazio da filosofia escolástica, resolveu desenvolver para si uma filosofia completamente nova.

Estando na Alemanha em seus aposentos de inverno sem nada com o que se ocupar, passou vários meses revisando os conhecimentos que havia adquirido, seja nos estudos, seja nas viagens, ele encontrou tanta obscuridade e incerteza no que havia estudado anteriormente que lhe ocorreu a ideia de demolir esse edifício insatisfatório e reconstruir, como se poderia dizer, do zero, estabelecendo mais ordem e conexões em seus princípios.

É importante notar que Descartes enfatiza em sua compreensão da verdade uma dicotomia básica: o objeto do conhecimento, de um lado, e o ato de conhecer, do outro. Se fôssemos prestar atenção aos termos usados para descrever tal conhecimento, então o identificaríamos termos como evidência, clareza, certeza, segurança, significado das coisas e indubitabilidade. De fato, esses termos implicam na compreensão do que é a verdade para esse filósofo, sendo importante notar que, nessa compreensão da verdade, uma ênfase especial é colocada na maneira como esses objetos de conhecimento são dados à consciência, descritos por termos. Tais como, "manifestado", "apresentado à mente". Tais termos esclarecem sua preocupação com a verdade como se fosse alguma forma de revelação, onde o conhecimento se torna certo quando o objeto conhecido revela seu significado ou verdade para a mente que conhece. Sem mais ênfase, é claro que sua ênfase está na natureza do objeto conhecido, e não no ato de conhecer, no sentido de que o surgimento de tal objeto e sua posição diante da consciência não seriam confundidos com qualquer outra coisa senão a verdade.

Em virtude de estar envolvido no processo de aquisição do conhecimento, com o objetivo perpétuo de alcançar a verdade, esse filósofo caminhou na direção certa, libertando-se de todos os grilhões do conformismo. Em outras palavras, ele entendeu m o objetivo de eliminar o conformismo, bem como os meios para tal. No entanto, a questão do que significa o conformismo é importante, pois a resposta nos forneceria um insight sobre o significado do momento em que se decide eliminar o conformismo.

Das duas etapas anteriores, após definir o conceito de verdade, bem como compreender a necessidade de eliminar as opiniões preconcebidas, podemos dizer que seu objetivo é o verdadeiro sentido do conhecimento ou o tipo de conhecimento

que é certo, evidente e indubitável. Esse conhecimento buscado, no que diz respeito à sua certeza, deve ser modelado segundo a ciência da matemática.

Considerar as formas de atingir esse objetivo, cunhado por Descartes na forma de remoção da doxa preconcebida. No entanto, ao examinarmos esse método preliminar, no qual ele sentiu a necessidade de se livrar do doxai - que deve ser diferenciado do método primário, onde ele usou seu famoso argumento de dúvida - vemos que esse processo preliminar é bastante complicado. Esse método deve satisfazer uma condição se quiser ter sucesso em sua aplicação, a saber, que se deve passar por uma torrente de idéias, como Heidegger coloca, pois correr para se abrigo temendo a tempestade de pensamento está fora do pensamento. A decisão de eliminar preconceitos é condicionada pelo pensamento anterior, em certa medida, pois ele nos mostra claramente que o conhecimento é condicionado pelo conhecimento. Ou seja, é natural aprender, mas depois de refletir sobre nossas ideias, em decorrência dessa aprendizagem, comparando tipos de conhecimento, procurando sua consistência, etc., percebemos que algo mais deve acontecer, a saber, libertar a si mesmo a partir de preconceitos. Chegar à verdade não é literalmente uma chegada, como se a verdade fosse algo revelado a nós por alguma entidade abstrata, mas sim um processo destrutivo pelo qual outros pensamentos, antes aceitos como verdades, agora são eliminados por não preencherem as condições que os determinam qual é a verdade.

A condição de eliminar os preconceitos como passo necessário em direção à verdade pode ser chamada de condição interna, designando a situação a priori em que um ato de busca de conhecimento é produzido. Agora, também podemos fornecer uma condição externa, que é derivada do princípio básico ou objetivo que ambos os filósofos descreveram no início das viagens, a saber, sua concepção da verdade:

eliminar preconceitos como uma ferramenta de exame do conhecimento, não apenas por causa de eliminá-los (a essência do ceticismo), deve ser aplicado com sucesso aos seus objetivos. Doravante, devemos voltar nossa atenção para a aplicação desse processo destrutivo ou para a remoção efetiva de opiniões preconcebidas. Esse processo destrutivo está de fato encapsulado nos argumentos da dúvida usado por Descartes. Portanto, considero esses argumentos em dois níveis: o primeiro, chamo de estágio preliminar da dúvida, distinto das dúvidas primárias descritas na seção subsequente. Por dúvidas preliminares, refiro-me às dúvidas intimamente relacionadas com o momento de eliminação da opinião preconcebida. Eles se

relacionam com ele no sentido de que constituem o momento de chegar à consciência após um estado de ignorância, como diria Descartes. Essas dúvidas são os primeiros estágios reais do método.

Afastando-se da atitude natural da mente em direção a uma atitude mais filosófica, a demanda pela verdade requer que se "coloque entre parênteses", isto é, suspenda todos os julgamentos a respeito de todas as idéias até que sua certeza seja revelada. No entanto, temos que notar que os muitos argumentos de dúvida foram dados como se não houvesse um diálogo entre os sentidos e a razão.

Descartes foi cauteloso ao escolher quase todas as palavras de suas obras com medo da autoridade religiosa; na verdade, esse foi o caso para a maioria dos pensadores de sua época. No entanto, além dessa consideração histórica, a questão de como podemos avaliar o sucesso da dúvida metódica em sua aplicação a seus objetos permanece sem resposta. Na verdade, as advertências que Descartes fez a respeito de áreas que não podem ser alcançadas pela dúvida tornam difícil para nós acreditar que Descartes foi de fato bem-sucedido na aplicação de seu método.

Precauções como a de que um homem execute o método que não é aceitável para ser praticado por todos, que o objetivo do método seja reformar apenas seus próprios pensamentos e o mais importante, o código moral provisório dado na terceira seção do discurso são exemplos evidentes de que a dúvida não pode se estender a algum objeto, como as leis e costumes de um país ou a religião que lhe ensinou infância.

Parece que Descartes considerou que existem coisas abertas à dúvida, enquanto outras não. Portanto, pode-se especular que Descartes não conseguiu perceber o radicalismo inerente à própria natureza da dúvida qua dúvida. Pois, como vimos acima, a dúvida está ligada por sua natureza a um momento em que se descobre.

Ele não está imitando. Como tal, no momento em que você descobre que não está imitando, você começa seu movimento radical em direção à libertação do peso da doxa ou de opiniões preconcebidas, que estão abertas a inúmeras dúvidas. No que diz respeito a Descartes, esse momento de dúvida, ou seja, a consciência radicalizada, pode ser facilmente encontrado em suas obras. Porém, sendo a dúvida um ato da consciência, por meio do qual ela se expressa e atinge seus objetos, de acordo com a análise fenomenológica do momento do conhecimento, um olhar mais atento deve ser dado ao objeto sobre o qual a dúvida é praticada. Afastar-se da prática da dúvida ou do direcionamento da dúvida para seus objetos significa necessariamente algum tipo de insuficiência no que diz respeito à compreensão do

que a dúvida pretende ser como um ato de consciência. Como tal, ele se relaciona por sua natureza intencional com seus objetos.

Nessa monografia buscamos mostrar que a dúvida é essencial e fundamental para a vida filosófica. Sem ela não há filosofia. Prtanto, fica um convite: duvide!

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para compreender o percurso da dúvida em Descartes, foi necessário realizar uma análise do seu pensamento e seguir a sua dinâmica bem anunciada. Ou seja, recomeçar desde os primeiros fundamentos.

Esses primeiros fundamentos foram analisados no capítulo inicial em função do contexto histórico. Nossa primeira afirmação consiste em dizer que o percurso intelectual de Descartes em busca da verdade se realizou em função de elementos teóricos existentes.

Descartes com sua filosofia, projetou pensar caminhos para resolver os problemas da vida. Entretanto, diante da diversidade de coisas a serem conhecidas, a sua perplexidade aumenta e a nossa impressão inicial é de que o filósofo se afasta do mundo real para encontrar a solução dos problemas, quando, por exemplo, ele se detém em busca de soluções dos problemas a partir da matemática, ou no refúgio excessivo do sujeito pensante.

Na primeira Meditação Metafísica Descartes quis preparar o leitor para duvidar radicalmente dos sentidos, se desligando das crenças empiristas do modelo cognitivo aristotélico, segundo o qual todo conhecimento depende dos sentidos. É importante deixar claro que toda crítica e questionamento de Descartes aos sentidos, ele não está dizendo que os sentidos não nos dão algum tipo de conhecimento, mas sim que eles não podem ser tidos como fonte única de todo conhecimento.

Na nossa segunda seção, Descartes tentando percorrer um caminho em busca da verdade com seriedade ele usa do seu método com a razão. Ele tenta com seu método combater a filosofia cética representada por Montaigne que importunava a Religião, dizendo que não é possível o conhecimento quando encontramos a menor dúvida. Descartes utiliza do ceticismo para chegar à um conhecimento verdadeiro e indubitável. Um ponto que separa o Ceticismo de Descartes é a questão da alma no qual Descartes encontra um lugar seguro que não tem como duvidar.

A nossa última seção, a dúvida parece ser sempre secundária não justificando a predominância de ligar-se ao excesso de espírito crítico. Um bom exemplo que explica rapidamente isso é uma criança quando tem dois ou três anos de idade e que no estado de aprendizado começa a indagar e perguntar de tudo, estando mergulhado na dúvida para aprimorar seu conhecimento, quando a criança cresce vai deixando

de lado o excesso de dúvida perguntando o necessário. A dúvida é importante não só para o filósofo mas para todo ser humano, afim de levantar questões acerca das coisas e do mundo que vivemos. Através do exercício de duvidar reconhecemos a nossa condição humana, marcada pela finitude. Ou seja, não possuímos o conhecimento. Na medida em que assumimos nossa ignorância, nos abrimos para o processo de conhecimento.

6 REFERÊNCIAS

ANTISERI, Dario; REALE, Giovani. História da filosofia: do humanismo a Descartes. v. 3. São Paulo: Paulus, 2004.

BORNHEIM, Gerd. A. Introdução ao filosofar: o pensamento filosófico em bases existenciais. 3. ed. Porto Alegre: Globo, 1976.

DESCARTES, René. Meditações Metafísicas. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. 3. ed. São Paulo: Victor Civita, 1983. Col. Os

pensadores.

______. Princípios da filosofia. Tradução de Guido Antônio de Almeida, Raul Landim Filho, Ethel m. Rocha, Marcos Gleizer e Ulysses Pinheiro.

Rio de Janeiro: UFJF, 2002.

______. Discurso do método. Introdução, análises e notas: Ettiénne Gilson. Tradução de Maria Ermantina A. P. Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

DÚVIDA. In: ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2012, p. 348.

FERREIRA, Lucas Antônio. A dúvida metódica de Descartes: um caminho provisório e necessário para chegar ao cogito, 30 de maio de 2011. Disponível em:

<https://pensamentoextemporaneo.com.br/?p=1458>. Acesso em: 21 de setembro de 2021.

KRUGEL, Evani Inês. Descartes e a fundação do conhecimento. 2009.

145 f. Dissertação (Mestrado em filosofia) - Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, 2009.

MONTAIGNE, M. Ensaios. Tradução de Sérgio Milliet. Col. Os pensadores. Porto Alegre: Victor Civita, 1972.

NASCIMENTO, Ernane Carvalho do. O percurso epistemológico de René Descartes em sua busca pela verdade. 2013. 97 f. Dissertação (Mestrado em filosofia) - Universidade Federal do Espirito Santo, Vitória, 2013.

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